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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Score de Crédito: O Que É e Como Melhorar

O que é o Score de Crédito?

Reprodução/Score Serasa
O score de crédito é uma pontuação numérica de 0 a 1.000 calculada por birôs de crédito (como Serasa, Boa Vista e SPC Brasil) a partir de modelos estatísticos. Ele estima a probabilidade de um consumidor honrar seus compromissos financeiros nos meses subsequentes, servindo como indicador de risco de inadimplência para o mercado (SERASA, 2025).

A pontuação não representa garantia de concessão de crédito. Trata-se de um dos critérios avaliados pelas instituições, que também analisam renda comprovada, histórico de relacionamento bancário e perfil cadastral.

Faixas de Classificação

Faixa

Pontuação

Perfil de Risco

Muito Baixo / Baixo

0 – 300

Alta probabilidade de inadimplência

Regular

301 – 500

Risco intermediário

Bom

501 – 700

Risco baixo; boa probabilidade de aprovação

Excelente

701 – 1.000

Risco muito baixo; acesso a condições mais favoráveis

(Fonte: SERASA, 2025)

Como o Score é Calculado

Com base no modelo Serasa Score com atualização em tempo real, a composição dos pesos é dividida em seis categorias:

  • Pagamentos (29%): histórico e pontualidade na quitação de contas e faturas.
  • Experiência de crédito (24%): tempo e consistência de relacionamento com o mercado financeiro.
  • Dívidas negativadas (21%): presença de pendências financeiras ativas ou protestos recentes.
  • Busca por crédito (12%): volume de consultas ao CPF realizadas por instituições em curto período.
  • Dados cadastrais (8%): idade, estabilidade das informações e participações societárias.
  • Contratos de crédito (6%): volume e duração de contratos vigentes (financiamentos, empréstimos e consórcios).

Boas Práticas para Elevar a Pontuação

  • Priorize o pagamento em dia: é a variável de maior peso no cálculo global.
  • Negocie e quite pendências: o pagamento de débitos negativados via canais rápidos (como Pix) agiliza a recuperação do índice.
  • Controle novas solicitações de crédito: o excesso de consultas simultâneas sugere aperto de liquidez e pode pressionar a nota para baixo.
  • Consolide contratos ativos: cartões e parcelamentos quitados regularmente alimentam o Cadastro Positivo.
  • Mantenha os dados cadastrais atualizados: divergências cadastrais geram atrito nos modelos estatísticos dos birôs.
  • Mantenha consistência a médio e longo prazo: o score avalia comportamento continuado, não reações imediatas a ações isoladas.

Referências Bibliográficas

SERASA. Afinal, como aumentar o Score em 2025? Blog Serasa Score, 15 abr. 2025. Disponível em: https://www.serasa.com.br/score/blog/como-aumentar-o-score/. Acesso em: 16 ago. 2026.

SERASA. Cálculo do score: entenda como é feito. Blog Serasa Score, 29 maio 2025. Disponível em: https://www.serasa.com.br/score/blog/calculo-score/. Acesso em: 16 ago. 2026.

SERASA. Como funciona o Score da Serasa? Blog Serasa Score, 8 jan. 2025. Disponível em: https://www.serasa.com.br/score/blog/como-funciona-o-score-do-serasa/. Acesso em: 16 ago. 2026.

SERASA. O que significa cada faixa do Score? Central de Ajuda Serasa, 2025. Disponível em: https://www.serasa.com.br/ajuda/serasa-score/o-que-significa-cada-faixa-do-score/. Acesso em: 16 ago. 2026.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Os 10 Erros Financeiros que Impedem Você de Economizar

Imagem desenvolvida por IA
Você chega ao fim do mês, olha o saldo da conta e se pergunta: "Para onde foi o meu dinheiro?" Se essa cena é familiar, saiba que você não está sozinho. Dados do InfoMoney apontam que cerca de 70% das famílias brasileiras não possuem sequer uma reserva financeira para emergências.

A boa notícia? A maioria dos problemas com dinheiro não vem da falta de renda — mas de hábitos e comportamentos que passam despercebidos no dia a dia. Neste artigo, você vai descobrir os 10 erros que provavelmente estão sabotando suas finanças e o que fazer para corrigi-los ainda hoje.

Erro 1: Não ter um orçamento mensal

Viver sem registrar quanto entra e quanto sai é como dirigir de olhos fechados. Sem um orçamento, você não sabe onde está gastando demais e não consegue tomar decisões conscientes sobre o dinheiro.

Como corrigir: Anote todas as suas receitas e despesas — pode ser num aplicativo, planilha ou até no papel. O que não é medido, não pode ser gerenciado.

Erro 2: Guardar o que "sobra" no fim do mês

Esse é um dos erros mais comuns: a intenção de poupar existe, mas o dinheiro é gasto antes de ser guardado. Quando chega o fim do mês, não sobra nada.

Como corrigir: Inverta a lógica. Assim que receber, separe imediatamente o valor que deseja poupar — mesmo que seja R$ 50. Pague-se primeiro, depois pague as contas.

Erro 3: Confundir estabilidade de renda com controle financeiro

Ter um salário fixo não significa ter as finanças em ordem. Muita gente recebe bem, paga as contas e gasta o restante sem critério — e no fim do mês, o resultado é zero.

Como corrigir: Defina metas financeiras claras (reserva de emergência, viagem, aposentadoria) e direcione parte da renda para elas com intencionalidade.

Erro 4: Ceder ao consumo por impulso

Promoções relâmpago, notificações de app, frete grátis… O ambiente digital foi projetado para estimular compras automáticas. O imediatismo é um dos maiores inimigos da poupança.

Como corrigir: Adote a regra das 72 horas: antes de comprar qualquer coisa fora do planejado, espere 3 dias. Se ainda quiser e couber no orçamento, aí sim compre.

Erro 5: Ignorar as dívidas caras

Cheque especial e rotativo do cartão de crédito têm juros que podem ultrapassar 400% ao ano no Brasil. Muita gente ignora ou adia o pagamento, o que transforma uma dívida pequena em um problema enorme.

Como corrigir: Priorize o pagamento das dívidas com juros mais altos primeiro (método avalanche). Nunca pague só o mínimo do cartão.

Erro 6: Não ter reserva de emergência

Sem uma reserva, qualquer imprevisto (conserto do carro, problema de saúde, demissão) vira dívida. É o ciclo que impede milhões de brasileiros de avançarem financeiramente.

Como corrigir: O objetivo inicial é ter de 3 a 6 meses de despesas guardados em uma aplicação de liquidez diária, como o Tesouro Selic ou um CDB com liquidez diária.

Erro 7: Não acompanhar as assinaturas e gastos fixos recorrentes

Streaming, academias, aplicativos, clubes de assinatura... Esses valores pequenos se acumulam silenciosamente e podem representar centenas de reais por mês que passam despercebidos.

Como corrigir: Faça uma auditoria mensal de todas as cobranças recorrentes no cartão e na conta bancária. Cancele o que você não usa ou não precisa.

Erro 8: Depender de uma única fonte de renda

Concentrar toda a sua estabilidade financeira em um único emprego ou renda é um risco alto. Qualquer instabilidade pode comprometer toda a sua vida financeira.

Como corrigir: Explore formas de renda extra: freelances, venda de produtos, trabalhos pontuais ou até investimentos que gerem renda passiva ao longo do tempo.

Erro 9: Não investir por medo ou falta de conhecimento

"Investimento é coisa para rico." Esse mito faz com que muita gente mantenha dinheiro parado na poupança — que muitas vezes rende abaixo da inflação — ou simplesmente não faça nada.

Como corrigir: Comece pequeno e aprenda gradualmente. Hoje é possível investir a partir de R$ 1 em opções seguras como o Tesouro Direto. O tempo é seu maior aliado nos investimentos.

Erro 10: Não ter metas financeiras definidas

Economizar "para ter dinheiro" é vago demais. Sem um objetivo claro, a motivação desaparece rapidinho e o dinheiro vai sendo gasto em outras coisas.

Como corrigir: Defina metas SMART — específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com prazo. Ex: "Quero guardar R$ 5.000 para uma reserva de emergência até dezembro." Isso torna o objetivo real e motivador.

Conclusão: O Primeiro Passo é o Mais Importante

Reconhecer esses erros é o começo da transformação financeira. Você não precisa corrigir tudo de uma vez — escolha um ou dois erros desta lista e comece a trabalhar neles ainda esta semana.

Lembre-se: finanças saudáveis não são sobre ganhar mais, mas sobre fazer escolhas mais conscientes com o que você já tem.

Referências Bibliográficas

CERBASI, Gustavo. Casais inteligentes enriquecem juntos. São Paulo: Editora Sextante, 2014.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO (CNC). Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). Rio de Janeiro: CNC, 2025.

INFOMONEY. Reserva de emergência: o que é e como construir a sua. São Paulo: InfoMoney, 2025.

KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar: duas formas de pensar. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

SOUZA, Almir Ferreira de. Finanças pessoais e comportamento do consumidor. São Paulo: Atlas, 2018.