Radio Evangélica

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quarta-feira, 19 de março de 2025

IGP-10 desacelera em março e registra alta de 0,04% no mês

Índice acumula alta de 1,44% no ano e 8,59% em 12 meses, segundo FGV

PixaBay
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou alta de 0,04% em março, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice avançou 0,87%. Com esse desempenho, o IGP-10 acumula alta de 1,44% no ano e 8,59% nos últimos 12 meses. Em março de 2024, o índice havia apresentado queda de 0,17% no mês e retração acumulada de 4,05% no período anual.

De acordo com Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE), a incerteza global, intensificada pela Guerra Comercial dos EUA, influenciou a retração dos preços do minério de ferro, impactando diretamente o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Além disso, no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), quase todos os grupos apresentaram desaceleração, com exceção de Materiais e Equipamentos, que registraram alta de 0,52%, impulsionada pelo aumento nos preços de Materiais para Instalação. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o grupo Habitação teve um peso significativo na alta do indicador, especialmente devido às variações nas tarifas de eletricidade e aluguel residencial.

IPA registra queda de 0,26%

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,26% em março, após alta de 1,02% em fevereiro. O grupo de Bens Finais acelerou para 1,12% no mês, ante 0,10% no período anterior. Já o grupo de Bens Intermediários desacelerou para 0,14%, enquanto Matérias-Primas Brutas recuaram 1,36%, revertendo a alta de 1,49% de fevereiro.

IPC avança para 1,03%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 1,03% em março, acelerando frente aos 0,44% de fevereiro. As maiores pressões de alta vieram dos grupos Habitação (-0,44% para 2,77%), Alimentação (0,87% para 1,31%) e Vestuário (-0,46% para 0,24%). Por outro lado, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,29% para -1,98%), Transportes (1,14% para 1,03%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,61% para 0,51%) registraram desaceleração.

INCC desacelera para 0,43%

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,43% em março, abaixo do 0,55% registrado em fevereiro. Entre seus componentes, o grupo Materiais e Equipamentos acelerou de 0,33% para 0,52%, enquanto Serviços desaceleraram de 0,90% para 0,18% e Mão de Obra recuou de 0,79% para 0,36%.

Sobre o IGP-10

O IGP-10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE). Ele mede a evolução dos preços entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência e é composto por três subíndices:

  • IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo – 10): peso de 60%
  • IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor – 10): peso de 30%
  • INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção – 10): peso de 10%

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

IGP-M sobe 1,06% em fevereiro e acumula alta de 8,44% em 12 meses

PixaBay
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 1,06% em fevereiro, marcando uma alta expressiva em relação a janeiro, quando havia registrado elevação de 0,27%. Com esse resultado, o índice acumula alta de 1,33% no ano e 8,44% nos últimos 12 meses. No mesmo período do ano anterior, o IGP-M havia registrado uma queda de 0,52% no mês, acumulando uma redução de 3,76% em 12 meses.

Preços ao produtor e consumidor impulsionam o índice

De acordo com Matheus Dias, economista do FGV IBRE, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) foi influenciado pela alta nos preços de ovos e café, reflexo da forte elevação das temperaturas, que reduziu a produtividade e limitou a oferta. Além disso, a proximidade da Quaresma intensificou a pressão sobre a disponibilidade de ovos.

No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a alta foi impulsionada por reajustes na gasolina e tarifas de energia elétrica, que refletiram o aumento do ICMS e a retirada do bônus de Itaipu. Em fevereiro, o IPC registrou variação de 0,91%, contra 0,14% em janeiro. Entre as principais altas, destacaram-se os grupos Habitação (-1,65% para 1,49%), Transportes (0,44% para 1,46%) e Despesas Diversas (0,29% para 0,81%). Já os preços de Alimentação e Vestuário apresentaram desaceleração.

Construção civil desacelera

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,51% em fevereiro, abaixo do avanço de 0,71% em janeiro. O grupo Materiais e Equipamentos manteve a taxa de 0,43%, enquanto o grupo Serviços subiu de 0,41% para 0,68%, e o grupo Mão de Obra recuou de 1,13% para 0,59%.

Para mais detalhes sobre a evolução do IGP-M e seus desdobramentos, consulte o estudo completo disponível no site da FGV IBRE.

 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

IGP-10 avança 0,87% em fevereiro e acumula 8,35% em 12 Meses

Alta do IPA e reajustes no IPC impulsionam o índice; INCC desacelera puxado por materiais e equipamentos

Pixa Bay
O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) registrou alta de 0,87% em fevereiro, superior à variação de 0,53% observada em janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador atinge 8,35%, conforme dados divulgados pelo FGV IBRE.

Segundo Matheus Dias, economista do instituto, "o IPA reverte o movimento de desaceleração registrado no mês anterior, que havia sido impactado pela queda nos preços de importantes commodities. Parte desse movimento pode ser atribuída ao café (em grão) e ao café moído, que apresentam persistência nas altas em fevereiro; os bovinos também são destaque dessa alta. A alta do IPC foi influenciada pelos reajustes das mensalidades escolares e do transporte público. Assim como ocorreu nos preços ao produtor, o café para os consumidores também registrou forte elevação. Em contraste com o IPA e o IPC, o INCC registrou desaceleração, puxada por materiais e equipamentos."

IPA avança 1,02% e impulsiona o IGP-10

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou para 1,02% em fevereiro, ante 0,57% em janeiro. No detalhamento por estágios de processamento, o grupo de Bens Finais desacelerou de 0,81% para 0,10%, enquanto os Bens Intermediários tiveram alta de 1,17%, acima dos 1,00% do mês anterior. O índice de Matérias-Primas Brutas também subiu, de 0,15% para 1,49%.

IPC sobe 0,44% com pressão de educação e transportes

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou aceleração, passando de 0,26% em janeiro para 0,44% em fevereiro. Entre os grupos que compõem o índice, seis tiveram avanços, com destaque para Transportes (0,37% para 1,14%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,06% para 0,29%). Por outro lado, Alimentação (1,41% para 0,87%) e Vestuário (1,02% para -0,46%) tiveram recuo.

INCC desacelera para 0,55% em fevereiro

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,55% em fevereiro, abaixo dos 0,74% registrados no mês anterior. O grupo Materiais e Equipamentos desacelerou de 0,64% para 0,33%, enquanto o grupo Serviços inverteu sua tendência e passou de -0,03% para 0,90%. O grupo Mão de Obra também recuou, de 0,98% para 0,79%.

Os dados indicam que, apesar da desaceleração na construção civil, a inflação ao produtor e ao consumidor segue pressionada, impulsionada pelos reajustes em setores essenciais como educação e transportes.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Inflação medida pelo IGP-DI sobe 1,60% em outubro

 O índice acumula alta de 20,95% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 1,60% em outubro, após queda de 0,55%, no mês anterior. O indicador acumula alta de 16,96% no ano e de 20,95% em 12 meses.

No mesmo mês do ano passado, o índice apresentou alta de 3,68% e acumulava elevação de 22,12% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O IGP-DI é a média dos índices de preços ao produtor (IPA), ao consumidor (IPC) e de custo da construção civil (INCC). Segundo o instituto, o indicador revela as fontes de pressão inflacionária e a evolução dos preços de produtos e serviços mais relevantes para os três grupos.

De acordo com o coordenador dos Índices de Preços, André Braz, a inflação ao produtor acelerou em seus três estágios de processamento. “Os avanços registrados nos preços do minério de ferro (-22,11% para 4,29%), do óleo Diesel (0,60% para 10,24%) e da gasolina (1,20% para 6,62%) foram os grandes destaques em cada um dos três grandes grupos do IPA”.

IPA

Também em outubro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou elevação de 1,90%, o que representa mudança em relação a setembro, quando houve queda de 1,17%.

A taxa do grupo bens finais subiu de 1,26% em setembro para 1,47% nesse mês. Neste caso, segundo o Ibre, o principal responsável pela elevação foram os combustíveis para o consumo, cuja taxa saiu de 1,47% para 5,78%. Já o índice de bens finais, que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, avançou 0,99% em outubro, no mês de setembro o índice subiu 1,15%.

O grupo bens intermediários teve alta significativa, subiu de 1,91% em setembro para 3,47% em outubro. O avanço de 1,87% para 9,39% no subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção pesou no resultado. O índice de bens intermediários, calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, também subiu em outubro. A taxa ficou em 2,57%, enquanto no mês anterior foi 1,91%.

As matérias-primas brutas foram outro segmento que teve variação relevante. Em setembro, teve queda de 5,75%, mas em outubro subiu 0,75%. Contribuíram para este resultado os movimentos do minério de ferro (-22,11% para 4,29%), cana-de-açúcar (1,45% para 3,59%) e café em grão (7,83% para 11,95%). Em contrapartida houve quedas nas taxas dos bovinos (-2,69% para -7,71%), da mandioca/aipim (6,71% para 2,90%) e das aves (1,72% para 0,37%).

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,77%, em outubro. O percentual é menor que o do mês anterior, quando teve alta de 1,43%. De acordo com o Ibre, cinco das oito classes de despesas componentes do índice apresentaram recuo nas suas taxas de variação: habitação (2,59% para 0,37%), educação, leitura e recreação (2,90% para 1,57%), alimentação (1,09% para 0,88%), transportes (1,50% para 1,31%) e despesas diversas (0,30% para 0,28%). Nestas classes de despesas, chamou atenção o comportamento da tarifa de eletricidade residencial que saiu de 8,52% para 0,06%, da passagem aérea de 22,70% para 9,97%, das frutas de 4,94% para 0,46%, da gasolina de 3,38% para 2,73% e dos serviços bancários de 0,27% para 0,05%.

Outros grupos tiveram alta como vestuário (0,28% para 0,81%), saúde e cuidados pessoais (0,14% para 0,25%) e comunicação (0,39% para 0,44%). Contribuíram para o aumento os avanços nos calçados de 0,37% para 1,32%, nos artigos de higiene e cuidado pessoal, que saíram de queda de 0,01% para elevação de 0,56% e da tarifa de telefone residencial, de 0,38% para 5,07%.

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,44% em outubro, um pequeno recuo na comparação com o mês anterior, quando registrou taxa de 0,46%. “Dos 85 itens componentes do IPC, 28 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 17 apresentaram taxas abaixo de 0,08%, linha de corte inferior, e 11 registraram variações acima de 1,26%, linha de corte superior”, informou o FGV.

O índice de difusão do IPC, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 71,94%. O percentual representa 6,46 pontos percentuais acima do verificado em setembro, quando o índice atingiu 65,48%.

INCC

A alta do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) ficou em 0,86%. No mês de setembro a taxa foi 0,51%. Na passagem do mês anterior para outubro, os três grupos componentes do indicador mostraram variações. Os materiais e equipamentos saíram de 0,71% para 1,92%, serviços de 0,35% para 0,47% e a mão de obra de 0,37% para estabilidade.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil