Radio Evangélica

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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

EUA Reduzem Tarifas de Importação para Café, Citrinos, Carne Bovina e Outros Produtos

Imagem desenvolvida por IA
Os Estados Unidos anunciaram uma nova medida voltada para aliviar os preços dos alimentos no mercado interno: a redução de tarifas sobre uma série de produtos agrícolas importados, incluindo café, laranja, suco de frutas, carne bovina e bananas. A decisão foi tornada pública nesta quinta-feira (13) e faz parte de um pacote de ações do governo norte-americano para conter a inflação alimentar.

A iniciativa foi divulgada inicialmente pela Reuters, que detalhou que o pacote inclui a suspensão de tarifas que vinham sendo aplicadas amplamente a países latino-americanos. Segundo a agência, frutas tropicais, cacau, especiarias e fertilizantes também estão entre os itens contemplados.

Mudança na política tarifária dos EUA

De acordo com a Reuters, a redução passa a valer imediatamente e representa uma inflexão relevante diante das tarifas impostas pelo governo americano nos últimos meses, que chegaram a 10% ou mais sobre diversos itens agrícolas. A decisão ocorre após pressões internas de consumidores e parlamentares, motivadas pelo aumento do custo de vida e pela necessidade de ampliar a oferta de alimentos a preços mais competitivos.

O movimento também ocorre em meio ao debate político sobre o impacto da política tarifária na economia norte-americana, especialmente após as recentes eleições estaduais que evidenciaram o peso da questão da “acessibilidade econômica” no voto dos eleitores.

Impacto para exportadores latino-americanos

A medida tende a abrir novas oportunidades para países exportadores — entre eles o Brasil, que figura entre os maiores fornecedores de café e carne bovina ao mercado internacional.

Embora ainda haja análises em andamento por ministérios e entidades comerciais brasileiras, especialistas veem a decisão como positiva. Segundo a Agência Reuters, associações do setor agrícola esperam que a redução das tarifas aumente a competitividade dos produtos do continente sul-americano dentro dos Estados Unidos.

Setores de café, carne bovina e sucos já se manifestaram preliminarmente avaliando os impactos. A expectativa é que, com o corte tarifário, as exportações brasileiras e latino-americanas ganhem fôlego nos próximos meses, especialmente em produtos com alta elasticidade de consumo.

Um passo estratégico para controlar preços

A medida também foi vista como estratégica para o governo norte-americano, que busca reduzir custos para consumidores antes de períodos críticos de consumo, como as festas de fim de ano.

Ao anunciar a retirada das tarifas, o governo dos EUA reforça a intenção de controlar preços internos por meio da ampliação da oferta de produtos — uma abordagem que, segundo analistas ouvidos pela Reuters, pode aliviar parte da pressão inflacionária no setor alimentício.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Capacidade de Armazenagem Agrícola no Brasil Cresce 1,8% em 2025

Imagem desenvolvida por IA
O Brasil registrou um aumento significativo em sua capacidade de armazenamento agrícola, alcançando 231,1 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025. Este volume representa um crescimento de 1,8% em relação ao semestre anterior, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de estabelecimentos de armazenagem também cresceu, atingindo 9.624 unidades, um acréscimo de 1,2% frente ao segundo semestre de 2024.

A expansão foi observada em quase todas as Grandes Regiões do país, com destaque para o Norte (4,2%), Centro-Oeste (1,9%), Sudeste (1,1%) e Sul (0,5%). Apenas o Nordeste manteve estabilidade no número de estabelecimentos (0,0%). O Rio Grande do Sul lidera em quantidade de unidades armazenadoras, com 2.454, seguido por Mato Grosso (1.787) e Paraná (1.382).

Estoques de Produtos Agrícolas: Soja em Destaque, Milho em Queda

A pesquisa do IBGE também detalhou os estoques dos cinco principais produtos agrícolas. A soja se destacou com o maior volume, totalizando 48,8 milhões de toneladas e um aumento de 12,8% em comparação com o segundo semestre de 2024. Em contrapartida, os estoques de milho apresentaram uma queda expressiva de 44,6%, somando 18,1 milhões de toneladas. O arroz registrou alta de 23,5% (6,1 milhões de toneladas), enquanto trigo e café tiveram quedas de 9,0% (2,4 milhões de toneladas) e 22,9% (0,6 milhão de toneladas), respectivamente. No total, a pesquisa monitorou 79,4 milhões de toneladas de produtos.

Silos e Graneleiros Impulsionam a Capacidade Nacional

A predominância dos silos na estrutura de armazenagem nacional é evidente, com uma capacidade de 123,2 milhões de toneladas, correspondendo a 53,3% da capacidade útil total. Os silos registraram um acréscimo de 2,2% em sua capacidade em relação ao semestre anterior. Os armazéns graneleiros e granelizados também contribuíram significativamente, atingindo 84,2 milhões de toneladas (36,4% da capacidade total), com um aumento de 2,0%. Em contraste, os armazéns convencionais, estruturais e infláveis tiveram uma queda de 0,8%, somando 23,8 milhões de toneladas e representando 10,3% da capacidade total.

Mato Grosso Lidera em Capacidade, Sorriso é o Município com Maior Volume

Mato Grosso mantém sua posição de destaque com a maior capacidade de armazenagem do país, totalizando 63,0 milhões de toneladas. Deste montante, 57,9% são armazéns graneleiros e 37,8% são silos. Rio Grande do Sul e Paraná seguem com 38,7 e 35,9 milhões de toneladas, respectivamente, com silos sendo o tipo predominante nesses estados.

Entre os dez municípios com maior capacidade instalada, sete estão em Mato Grosso. Sorriso se destaca como o município com a maior capacidade do Brasil, com 5,6 milhões de toneladas, onde os armazéns graneleiros respondem por 75,7% do total. Em Goiás, Rio

UF

Número de Estabelecimentos

Capacidade Total (t)

Convencional (1) (t)

Graneleiro (t)

Silo (t)

BRASIL

9.624

231.143.370

23.771.546

84.185.649

123.186.175

RO

177

2.891.655

322.645

626.258

1.942.752

AC

23

96.720

12.900

0

83.820

AM

8

452.225

10.080

396.368

45.777

RR

19

374.340

12.200

0

362.140

PA

109

3.115.480

147.446

782.450

2.185.584

AP

10

228.836

54.168

28.668

146.000

TO

204

4.441.767

324.882

1.184.700

2.932.185

MA

95

3.312.630

58.010

1.820.000

1.434.620

PI

123

3.784.840

281.353

1.278.582

2.224.905

CE

70

948.994

531.567

52.758

364.669

RN

11

59.062

59.062

0

0

PB

14

318.401

89.761

11.380

217.260

PE

27

401.422

148.173

4.609

248.640

AL

9

77.329

16.829

19.800

40.700

SE

8

90.452

31.012

13.440

46.000

BA

167

5.561.798

519.686

2.171.495

2.870.617

MG

467

9.713.475

3.911.803

2.119.163

3.682.509

ES

86

1.365.166

719.402

508.000

137.764

RJ

10

137.996

5.778

11.653

120.565

SP

665

12.655.051

2.898.859

2.968.098

6.788.094

PR

1.382

35.907.475

4.878.860

10.557.861

20.470.754

SC

353

6.566.280

467.080

1.111.774

4.987.426

RS

2.454

38.722.819

2.983.321

8.217.307

27.522.191

MS

593

14.380.635

685.717

4.243.118

9.451.800

MT

1.787

62.983.691

2.692.193

36.470.987

23.820.511

GO

735

22.121.415

1.654.663

9.549.180

10.917.572

DF

18

433.420

254.100

38.000

141.320

 Verde é o principal polo, enquanto Ponta Grossa se sobressai no Paraná e Santos, em São Paulo, é crucial para a armazenagem portuária.

Crescimento Histórico: Mais de 110% de Aumento desde 1997

A série histórica da Pesquisa de Estoques do IBGE revela um crescimento robusto na capacidade útil total instalada, que aumentou 110,1% desde 1997, passando de 110,0 para os atuais 231,1 milhões de toneladas. Enquanto os armazéns convencionais viram sua capacidade cair 56,0%, os graneleiros e silos registraram crescimentos impressionantes de 146,6% e 463,0%, respectivamente, impulsionados pela expansão da produção nacional de grãos.