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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Taxa de desocupação sobe para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, aponta IBGE

Aumento reflete crescimento da população desocupada em relação ao trimestre anterior, mas mantém queda na comparação anual

A taxa de desocupação no Brasil atingiu 6,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, registrando uma alta de 0,3 ponto percentual (p.p.) em relação ao período de agosto a outubro de 2024, quando estava em 6,2%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação anual, o índice apresentou queda de 1,1 p.p., já que no mesmo trimestre móvel de 2023-2024 a taxa era de 7,6%.

O levantamento do IBGE revelou que a população desocupada cresceu 5,3% no trimestre, passando de 6,8 milhões para 7,2 milhões de pessoas. No entanto, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve uma queda de 13,1%, o que representa 1,1 milhão de pessoas a menos na condição de desocupadas.

Ocupação e rendimento

A população ocupada totalizou 103 milhões de pessoas, registrando um recuo de 0,6% (641 mil pessoas) no trimestre. No entanto, em relação ao ano anterior, o contingente aumentou 2,4% (mais 2,4 milhões de pessoas). O nível da ocupação caiu para 58,2%, com queda trimestral de 0,5 p.p., mas alta anual de 0,9 p.p.

O rendimento médio real habitual cresceu 1,4% no trimestre e 3,7% no ano, atingindo R$ 3.343. Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 339,5 bilhões, permanecendo estável no trimestre, mas com um aumento anual de 6,2% (R$ 19,9 bilhões a mais).

Subutilização e informalidade

A taxa composta de subutilização ficou estável no trimestre, passando de 15,4% para 15,5%, mas apresentou queda de 2,0 p.p. no ano. O número de pessoas subutilizadas foi estimado em 18,1 milhões, sem variação significativa no trimestre, mas com uma redução de 11% no ano.

A informalidade atingiu 38,3% da população ocupada, o que representa 39,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre encerrado em outubro, a taxa era de 38,9% (40,3 milhões), e no mesmo período do ano anterior, era de 39% (39,2 milhões).

Setores e perspectivas

No setor privado, o número de empregados com carteira assinada permaneceu estável no trimestre, totalizando 39,3 milhões de pessoas. Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,9 milhões, apresentando queda trimestral de 553 mil pessoas, mas crescimento de 3,2% no ano.

O setor público registrou redução de 2,8% no número de empregados no trimestre, mas alta de 2,9% no ano, totalizando 12,5 milhões de pessoas. O número de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em ambas as comparações, enquanto o de trabalhadores domésticos caiu 2,4% no trimestre, sem variação anual.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Taxa de desemprego no Brasil se mantém estável no 4º trimestre de 2024

Dados do IBGE mostram redução anual e diferenças regionais na desocupação

PixaBay
A taxa de desocupação do Brasil no quarto trimestre de 2024 foi de 6,2%, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior (6,4%), mas apresentando uma queda de 1,2 ponto percentual na comparação anual com o mesmo período de 2023 (7,4%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Regionalmente, a taxa de desemprego caiu no Paraná (0,7 p.p.), em Minas Gerais (0,7 p.p.) e no Rio Grande do Sul (0,6 p.p.), enquanto se manteve estável nas demais unidades da federação. As maiores taxas foram registradas em Pernambuco (10,2%), Bahia (9,9%) e Distrito Federal (9,1%), ao passo que as menores ocorreram em Mato Grosso (2,5%), Santa Catarina (2,7%) e Rondônia (2,8%).

A desigualdade de gênero também foi evidenciada nos dados: a taxa de desocupação foi de 5,1% entre os homens e de 7,6% entre as mulheres. Por critério racial, a desocupação foi menor entre os brancos (4,9%) e maior entre os negros (7,5%) e pardos (7,0%).

No quesito escolaridade, as taxas de desocupação foram mais altas entre aqueles com ensino médio incompleto (10,3%), enquanto os profissionais com ensino superior completo registraram a menor taxa (3,3%). Para aqueles com nível superior incompleto, o índice ficou em 6,6%.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que engloba desempregados, subocupados e a força de trabalho potencial, foi de 15,2% no trimestre. O Piauí liderou com 31,7%, seguido por Bahia (28,8%) e Alagoas (26,6%). No extremo oposto, Santa Catarina (4,8%), Mato Grosso (7,0%) e Rondônia (7,4%) registraram os menores índices.

O percentual de trabalhadores por conta própria foi de 25,1% da população ocupada. Rondônia teve o maior percentual (34,9%), seguido por Maranhão (32,0%) e Amazonas (31,6%). Já os menores percentuais foram registrados no Distrito Federal (19,1%), Tocantins (20,2%) e Mato Grosso do Sul (21,3%).

A informalidade segue como um desafio no mercado de trabalho. No Brasil, a taxa foi de 38,6%, com os maiores índices no Pará (57,6%), Maranhão (56,8%) e Piauí (54,9%). As menores taxas foram verificadas em Santa Catarina (25,6%), Distrito Federal (29,0%) e São Paulo (30,3%).

O levantamento também mostrou uma redução significativa no número de brasileiros buscando emprego há dois anos ou mais. Esse contingente caiu 24,1% em relação ao mesmo período de 2023, passando de 1,8 milhão para 1,4 milhão de pessoas.

A taxa de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 73,4%. Os estados com os maiores percentuais foram Santa Catarina (87,9%), São Paulo (81,2%) e Rio Grande do Sul (79,9%). No outro extremo, Piauí (50,9%), Maranhão (52,3%) e Pará (54,4%) tiveram os menores índices.

O rendimento médio real mensal da população ocupada foi estimado em R$ 3.315, apresentando leve crescimento em relação ao trimestre anterior (R$ 3.268) e ao mesmo período de 2023 (R$ 3.178). A Região Sul foi a única a apresentar crescimento significativo nesse indicador.

Os dados reforçam a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro, mas também evidenciam disparidades regionais e estruturais que ainda precisam ser endereçadas.

Fontes: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).