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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Caixa libera abono do PIS/Pasep para nascidos em janeiro

Calendário de pagamento segue mês de nascimento

PixaBay
Cerca de 1,8 milhão de trabalhadores com carteira assinada nascidos em janeiro podem sacar, a partir desta segunda-feira (17), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2025 (ano-base 2023). A quantia está disponível no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e no Portal Gov.br.

Ao todo, a Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 2,1 bilhões neste mês. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador. Os pagamentos ocorrem de 17 de fevereiro a 15 de agosto.

Neste ano, R$ 30,7 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2025 será pago a 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, cerca de 22 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão o PIS e 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep.

O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal e o Pasep, pelo Banco do Brasil. Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento. O saque começará nas datas de liberação dos lotes e acabará em 29 de dezembro de 2025. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho.

Calendário de pagamento

Nascidos em

Recebem a partir de

Janeiro

17 de fevereiro

Fevereiro

17 de março

Março e Abril

15 de abril

Maio e Junho

15 de maio

Julho e Agosto

16 de junho

Setembro e Outubro

15 de julho

Novembro e Dezembro

15 de agosto

Quem tem direito

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2023. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 126,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.518.

Pagamento

Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento.

Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser feito com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento.

O pagamento do abono do Pasep ocorre por meio de crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode fazer a transferência por TED para conta de sua titularidade em terminais de autoatendimento, no portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante apresentação de documento oficial de identidade.

Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada.

 

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

IPCA de janeiro registra menor taxa para o mês desde 1994, diz IBGE

Inflação desacelera para 0,16%, puxada pela queda na habitação e impacto dos transportes e alimentos

PixaBay
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro de 2025 foi de 0,16%, registrando uma desaceleração de 0,36 ponto percentual (p.p.) em relação a dezembro de 2024, quando o índice ficou em 0,52%. Esse resultado representa a menor taxa para um mês de janeiro desde a implantação do Plano Real, em 1994. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA apresenta alta de 4,56%.

Setores em destaque

Os grupos que mais impactaram a inflação em janeiro foram Transportes (1,30% e 0,27 p.p.) e Alimentação e bebidas (0,96% e 0,21 p.p.). Em contrapartida, o grupo Habitação teve uma queda expressiva de -3,08%, impactando o índice com -0,46 p.p., o que ajudou a conter a inflação do período.

Transportes e Alimentação em alta

No grupo dos Transportes, a maior pressão veio do aumento das passagens aéreas (10,42%) e das tarifas de ônibus urbano (3,84%), impulsionadas por reajustes aplicados em diversas capitais, como Belo Horizonte (8,38%), Rio de Janeiro (6,98%) e São Paulo (5,22%). Houve também aumentos nos preços do etanol (1,82%), óleo diesel (0,97%) e gasolina (0,61%).

O grupo Alimentação e bebidas apresentou o quinto aumento consecutivo, com destaque para as altas da cenoura (36,14%), tomate (20,27%) e café moído (8,56%). No entanto, produtos como batata-inglesa (-9,12%) e leite longa vida (-1,53%) registraram queda nos preços. A alimentação fora do domicílio também desacelerou de 1,19% em dezembro para 0,67% em janeiro.

Habitação em queda

A queda no grupo Habitação (-3,08%) foi impulsionada principalmente pela redução no custo da energia elétrica residencial (-14,21%), devido à incorporação do Bônus de Itaipu, que reduziu as tarifas em janeiro. Por outro lado, a taxa de água e esgoto subiu 0,97% por conta de reajustes em cidades como Belo Horizonte (6,42%), Campo Grande (6,84%) e Rio de Janeiro (9,83%).

Diferenças regionais

Entre as regiões metropolitanas pesquisadas, Aracaju teve a maior variação em janeiro (0,59%), influenciada pelo aumento das passagens aéreas (13,65%). Em contrapartida, Rio Branco registrou a menor variação (-0,34%), devido à queda da energia elétrica residencial (-16,60%).

INPC estagna em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, apresentou estabilidade em janeiro, com variação de 0,00%. No acumulado dos últimos 12 meses, o INPC está em 4,17%, abaixo dos 4,77% registrados anteriormente. O grupo Alimentação desacelerou de 1,12% em dezembro para 0,99% em janeiro, enquanto os itens não alimentícios tiveram deflação de -0,33%.

A maior alta regional do INPC foi registrada em Salvador (0,47%), devido à alta da tarifa de ônibus urbano (6,00%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (-0,49%), novamente influenciada pela queda da energia elétrica.

quarta-feira, 13 de março de 2024

Em janeiro, indústria recua 1,6% em seis dos 15 locais pesquisados

Apenas Amazonas impulsiona crescimento com expansão de dois dígitos

Em meio a desafios econômicos, a produção industrial brasileira enfrentou uma queda de 1,6% em janeiro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise dos resultados regionais revela disparidades significativas, com seis dos 15 locais pesquisados apresentando taxas negativas na série com ajuste sazonal.

Os maiores recuos foram registrados no Espírito Santo (-6,3%) e no Pará (-4,9%), interrompendo dois meses consecutivos de crescimento, nos quais acumularam ganhos de 6,5% e 4,5%, respectivamente. Além disso, Rio Grande do Sul (-3,8%), Goiás (-3,3%), Santa Catarina (-3,1%) e Ceará (-0,2%) completaram o grupo de estados com resultados negativos.

Contrastando com essa tendência, o Amazonas desponta com uma expansão de dois dígitos, marcando um impressionante crescimento de 16,7%, a taxa mais elevada do mês. Mato Grosso (4,4%), Região Nordeste (3,2%), Bahia (2,1%), Paraná (1,9%), Minas Gerais (1,0%), São Paulo (0,8%), Rio de Janeiro (0,8%) e Pernambuco (0,5%) também apresentaram resultados positivos nesse indicador.

Na análise da média móvel trimestral, 11 dos 15 locais pesquisados indicaram taxas positivas no trimestre encerrado em janeiro. Destacam-se Amazonas (7,3%), Ceará (2,1%), Paraná (1,6%), Região Nordeste (1,3%), Minas Gerais (1,3%) e Bahia (1,1%). Já Rio Grande do Sul apresentou a maior queda, com -1,7%.

No comparativo com janeiro de 2023, a indústria nacional revelou um crescimento de 3,6%, com expansões notáveis em 16 dos 18 locais pesquisados. Rio Grande do Norte (30,6%), Amazonas (11,7%) e Goiás (10,2%) lideraram os avanços de dois dígitos.

No cenário dos últimos 12 meses, o setor industrial avançou 0,4%, intensificando o ritmo em relação ao final de 2023. Dez dos 18 locais pesquisados registraram taxas positivas, sendo Rio Grande do Norte (de 13,4% para 17,4%), Mato Grosso (de 5,3% para 7,0%), Bahia (de -1,9% para -0,4%), Espírito Santo (de 11,1% para 12,0%), Santa Catarina (de -1,4% para -0,5%) e Pará (de 5,4% para 6,2%) os principais destaques positivos.

 Imagem: CNI/Miguel Ângelo/Direitos Reservados