Radio Evangélica

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sábado, 28 de junho de 2025

A Monarquia no Irã: Ascensão, Queda e a Consolidação da República Islâmica

O Irã, uma nação com uma história milenar, passou por uma das mais dramáticas transformações políticas do século XX: a queda da monarquia e a ascensão de um regime teocrático. Este artigo examina a ascensão e o declínio da dinastia Pahlavi, os fatores que levaram à Revolução Islâmica de 1979 e a subsequente consolidação da República Islâmica, caracterizada por um sistema de governo que muitos classificam como ditatorial.

A Dinastia Pahlavi: Modernização e Crescente Descontentamento

A dinastia Pahlavi teve início em 1925 com Reza Khan, um oficial militar que depôs a frágil dinastia Qajar e se coroou Xá (imperador). Seu reinado e, posteriormente, o de seu filho Mohammad Reza Pahlavi, foram marcados por um ambicioso programa de modernização e ocidentalização. As reformas incluíram a construção de infraestrutura, a secularização do sistema legal e educacional, e o fortalecimento do exército. O objetivo era transformar o Irã em uma nação próspera e moderna, alinhada com o Ocidente.

No entanto, essa modernização imposta de cima para baixo gerou significativo descontentamento. A secularização alienou o clero xiita e parcelas conservadoras da população, que viam as reformas como um ataque aos valores islâmicos. O rápido crescimento econômico, impulsionado principalmente pelas receitas do petróleo, não se traduziu em uma distribuição equitativa da riqueza, exacerbando as desigualdades sociais. Além disso, o regime Pahlavi era notório por sua natureza autocrática, com a supressão da dissidência política e a atuação da SAVAK, a polícia secreta do Xá, que empregava métodos repressivos para manter o controle. A crescente dependência do apoio ocidental, especialmente dos Estados Unidos, também alimentava o sentimento antiamericano e anti-imperialista em diversos setores da sociedade iraniana (Abrahamian, 2008).

A Revolução Islâmica de 1979: A Queda da Monarquia

A combinação desses fatores criou um terreno fértil para a revolta. A Revolução Islâmica de 1979 não foi um movimento monolítico, mas sim uma coalizão complexa de diversas forças sociais e políticas. Embora grupos marxistas e liberais tivessem um papel, a liderança carismática do aiatolá Ruhollah Khomeini, exilado na França, emergiu como a força unificadora. Khomeini, com sua retórica anti-imperialista e sua defesa de um governo islâmico baseado nos princípios da justiça social e da independência, conseguiu mobilizar milhões de iranianos, desde religiosos conservadores até estudantes e intelectuais desiludidos com o Xá.

As manifestações de rua cresceram em intensidade ao longo de 1978, culminando em greves generalizadas que paralisaram o país. Diante da pressão popular esmagadora e da perda de apoio dentro das forças armadas, Mohammad Reza Pahlavi foi forçado a deixar o Irã em janeiro de 1979. Em 1º de fevereiro, Khomeini retornou triunfalmente ao país, marcando o fim de 2.500 anos de monarquia persa e o início de uma nova era (Keddie, 2006).

A Consolidação da República Islâmica e o Regime Atual

Após a queda do Xá, o Irã estabeleceu a República Islâmica por meio de um referendo popular. A nova constituição, aprovada em 1979 e revisada em 1989, estabeleceu um sistema político único, que combina elementos de uma república com um arcabouço teocrático. O poder supremo é detido pelo Líder Supremo (Vali-e Faqih), um clérigo islâmico que é o chefe de estado, comandante-em-chefe das forças armadas e o principal intérprete da lei islâmica (Sharia). O primeiro Líder Supremo foi o aiatolá Khomeini, sucedido em 1989 pelo aiatolá Ali Khamenei.

Embora o Irã possua instituições republicanas, como um presidente eleito e um parlamento (Majles), o poder de supervisão e veto do Líder Supremo e de outros órgãos controlados pelo clero, como o Conselho dos Guardiães, limita significativamente a soberania popular. O Conselho dos Guardiães, composto por juristas e clérigos, tem o poder de vetar leis que considere contrárias à Sharia ou à constituição, e de desqualificar candidatos a cargos eletivos. Essa estrutura dual de poder, com a primazia da autoridade religiosa sobre a vontade popular, levou muitos observadores e organizações internacionais a classificar o regime iraniano como uma ditadura teocrática (Human Rights Watch, 2024).

As liberdades civis são restritas, especialmente para mulheres e minorias religiosas, e a dissidência política é severamente reprimida. A Guarda Revolucionária Islâmica, uma força militar e ideológica, desempenha um papel crucial na manutenção do regime e na projeção do poder iraniano na região. A política externa do Irã é marcada por uma postura anti-ocidental e pela busca por influência regional, muitas vezes através do apoio a grupos não estatais.

Conclusão

A transição da monarquia Pahlavi para a República Islâmica representou uma profunda reconfiguração do cenário político iraniano. A queda do Xá foi o resultado de uma complexa interação entre descontentamento popular com a autocracia e a ocidentalização forçada, a ascensão de uma liderança religiosa carismática e a busca por uma identidade nacional autêntica. O regime que se seguiu, embora formalmente uma república, opera sob os ditames de uma autoridade teocrática, restringindo as liberdades e mantendo um controle rigoroso sobre a sociedade. A compreensão dessa transição é crucial para analisar a dinâmica geopolítica do Oriente Médio e os desafios enfrentados pela população iraniana.

Referências Bibliográficas

Keddie, Nikki R. (2006). Modern Iran: Roots and Results of Revolution. Yale University Press.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Comércio varejista tem queda de 0,1% em dezembro, mas fecha 2024 com alta de 4,7%

Apesar da retração no último mês do ano, setor registrou crescimento anual, atingindo o melhor desempenho desde 2012

PixaBay
O volume de vendas do comércio varejista nacional apresentou uma leve queda de 0,1% em dezembro de 2024, na comparação com novembro, segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média móvel trimestral ficou estável, sem variação (0,0%).

Apesar da leve retração mensal, o setor encerrou o ano com um crescimento acumulado de 4,7%, o melhor resultado desde 2012, quando houve um aumento de 8,4%. Em relação a dezembro de 2023, o crescimento do varejo foi de 2,0%.

No comércio varejista ampliado, que inclui segmentos como veículos, motos, partes e peças, materiais de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 1,1% em dezembro, enquanto a média móvel trimestral registrou uma queda de 0,7%. No acumulado do ano, o crescimento foi de 4,1%.

Setores em Queda e em Alta

Na passagem de novembro para dezembro de 2024, cinco dos oito segmentos pesquisados pelo IBGE apresentaram retração, entre eles: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-3,3%), Combustíveis e lubrificantes (-3,1%), Tecidos, vestuário e calçados (-1,7%) e Hiper e supermercados (-0,4%).

Por outro lado, os setores que apresentaram crescimento em dezembro foram Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,6%), Móveis e eletrodomésticos (0,7%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,8%).

Na comparação anual, quatro setores tiveram desempenhos positivos: Móveis e eletrodomésticos (10,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,7%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (9,6%) e Tecidos, vestuário e calçados (3,4%).

Por outro lado, Hiper e supermercados (-0,8%), Combustíveis e lubrificantes (-1,7%), Equipamentos de informática e comunicação (-2,2%) e Livros, jornais e papelaria (-3,9%) registraram quedas no volume de vendas.

Perspectivas para 2025

O desempenho positivo do varejo em 2024 reflete uma recuperação consistente do setor após os desafios enfrentados nos anos anteriores. Para 2025, especialistas apontam que fatores como inflação, taxa de juros e consumo das famílias serão determinantes para a continuidade do crescimento do setor.

As expectativas são de um início de ano com oscilações, mas com tendência de estabilização e crescimento moderado ao longo dos próximos meses.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Serviços recuam 0,5% em dezembro e fecham 2024 com crescimento acumulado de 3,1%

Setor de serviços registra segunda queda consecutiva, mas encerra o ano com expansão

PixaBay
O volume de serviços no Brasil apresentou uma queda de 0,5% em dezembro de 2024 em relação ao mês anterior, conforme a série com ajuste sazonal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o segundo resultado negativo seguido, acumulando uma retração de 1,9% nos dois últimos meses do ano. Apesar da desaceleração no fim do período, o setor fechou o ano com um crescimento acumulado de 3,1% frente a 2023, consolidando quatro anos consecutivos de expansão.

Na comparação com dezembro de 2023, o volume de serviços cresceu 2,4%, registrando o nono resultado positivo consecutivo. Já no indicador acumulado dos últimos 12 meses, o setor intensificou o ritmo de crescimento, atingindo 3,1%, a taxa mais elevada desde novembro de 2023 (3,5%).

Destaques setoriais

Três das cinco atividades analisadas pelo IBGE registraram queda em dezembro. O setor de "outros serviços" teve a maior retração, com -4,2%, a pior desde janeiro de 2023. Também apresentaram queda os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,7%) e informação e comunicação (-0,7%).

Por outro lado, os serviços prestados às famílias registraram um crescimento de 0,8%, acumulando alta de 7,8% entre maio e dezembro. O setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios teve leve alta de 0,1% no período.

Desempenho regional

A retração no setor de serviços foi verificada em 17 das 27 unidades da federação. As principais quedas foram registradas em Mato Grosso (-11,8%), Santa Catarina (-5,2%) e São Paulo (-0,7%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (1,2%) e Pernambuco (2,5%) foram os estados que mais contribuíram positivamente.

Na comparação anual, 20 estados registraram crescimento no volume de serviços, com destaque para São Paulo (2,8%), Rio de Janeiro (6,7%) e Minas Gerais (3,6%). Por outro lado, Mato Grosso (-22,9%) e Rio Grande do Sul (-7,5%) lideraram as perdas.

Atividades turísticas seguem em alta

O índice de atividades turísticas cresceu 2,8% em dezembro, após uma queda de 1,3% em novembro. No acumulado do ano, a expansão foi de 3,5%, atingindo um patamar 14,6% acima do observado em fevereiro de 2020, antes da pandemia. O crescimento do turismo foi impulsionado, principalmente, por São Paulo (4,1%), Rio de Janeiro (1,4%) e Pará (9,2%).

Apesar das recentes quedas, o setor de serviços ainda se encontra 15,6% acima do nível pré-pandemia, demonstrando resiliência e tendência de crescimento para 2025.

 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Setor de serviços registra queda em novembro de 2024

Volume de serviços recua 0,9% em relação a outubro

Desempenho do Setor em Novembro de 2024

Tânia Rêgo/Agência Brasil
O volume de serviços no Brasil apresentou retração de 0,9% em novembro de 2024 frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Mesmo com o recuo, o setor mantém-se 16,9% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, período pré-pandemia. No entanto, o resultado coloca o setor 0,9% abaixo de outubro de 2024, que marcou o pico histórico da série.

Em comparação a novembro de 2023, na série sem ajuste sazonal, houve um avanço de 2,9%, marcando o oitavo resultado positivo consecutivo. No acumulado do ano, o setor registra crescimento de 3,2%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses apresenta alta de 2,9%, atingindo o maior patamar desde novembro de 2023 (3,5%).

Desempenho por Atividades

O desempenho do setor foi heterogêneo entre as atividades de divulgação:

  • Serviços de Informação e Comunicação: Registraram crescimento de 1,0% em novembro, impulsionados pelo aumento na receita de telecomunicações, desenvolvimento de softwares e consultoria em tecnologia da informação.
  • Serviços Prestados às Famílias: Apresentaram alta de 1,7%, com destaque para restaurantes, hotéis e espetáculos culturais, acumulando crescimento de 6,7% de maio a novembro de 2024.
  • Transportes, Serviços Auxiliares aos Transportes e Correios: Sofreram queda de 2,7%, com retração em transporte aéreo (-13,7%) e rodoviário de cargas (-5,5%).
  • Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares: Caíram 2,6%, pressionados pela menor receita em atividades de apoio às empresas e intermediação de negócios.
  • Outros Serviços: Tiveram crescimento de 1,8%, embora com desempenho misto entre os segmentos.

Atividades Turísticas em Declínio

O índice de atividades turísticas registrou queda de 1,8% em novembro, devolvendo parte do avanço acumulado nos meses de setembro e outubro (5,5%). Apesar disso, o segmento está 11,1% acima do patamar pré-pandemia.

Entre os estados, São Paulo (-2,6%), Paraná (-2,3%) e Ceará (-3,7%) lideraram as retrações no turismo. Em contrapartida, Rio Grande do Sul (6,6%), Rio de Janeiro (0,8%) e Goiás (3,5%) apresentaram resultados positivos.

No acumulado do ano, o volume de atividades turísticas cresceu 2,9%, com destaque para São Paulo (2,9%), Rio de Janeiro (5,9%) e Bahia (7,9%).

Impacto Regional

A queda no volume de serviços foi registrada em 18 das 27 unidades da federação, destacando-se as retrações em São Paulo (-0,9%), Paraná (-2,9%) e Pernambuco (-3,7%). Por outro lado, Minas Gerais (0,9%) e Alagoas (4,2%) apresentaram os principais avanços.

Na comparação anual, 22 estados registraram crescimento, com destaque para São Paulo (4,0%), Rio de Janeiro (2,8%) e Santa Catarina (7,6%). Entre os que apresentaram retrações, Rio Grande do Sul (-6,6%) e Mato Grosso (-11,9%) foram os mais impactados.

Análise do Acumulado do Ano

No acumulado de janeiro a novembro, o setor de serviços registra alta de 3,2%. Os principais destaques positivos são:

  • Informação e Comunicação: Crescimento de 6,4%, impulsionado por telecomunicações e desenvolvimento de softwares.
  • Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares: Alta de 6,7%, com contribuições de agenciamento de publicidade e atividades jurídicas.
  • Serviços Prestados às Famílias: Avanço de 4,7%, liderado por restaurantes e espetáculos culturais.

Já o segmento de transportes apresentou queda de 1,0%, pressionado pelo desempenho negativo no transporte rodoviário de cargas e atividades portuárias.

Expectativas e Desafios

Embora o setor de serviços mantenha níveis superiores ao período pré-pandemia, a desaceleração em novembro de 2024 acende um alerta para a recuperação sustentável. Fatores como aumento da demanda em serviços de tecnologia e o crescimento no turismo ainda trazem otimismo, mas os desafios permanecem em segmentos como transportes e serviços profissionais.


Fonte: IBGE

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Varejo registra queda em novembro, mas mantém alta anual

Recuo pontual em novembro contrasta com avanço acumulado no ano e nos últimos 12 meses

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O volume de vendas do comércio varejista registrou queda de 0,4% em novembro de 2024 na comparação com outubro, de acordo com dados do IBGE ajustados sazonalmente. O resultado interrompeu a alta de 0,4% registrada no mês anterior. Apesar disso, na série sem ajuste sazonal, o varejo avançou 4,7% em relação a novembro de 2023, marcando a 18ª taxa consecutiva no campo positivo.

O comércio varejista ampliado, que inclui itens como veículos e materiais de construção, também apresentou retração de 1,8% na comparação mensal ajustada. Contudo, na perspectiva anual, o segmento cresceu 2,1%, acumulando alta de 4,4% no ano e de 4,0% nos últimos 12 meses.

Setores destacam oscilações de desempenho

A análise por setor evidenciou contrastes. Cinco das oito atividades pesquisadas recuaram em relação a outubro: Móveis e eletrodomésticos (-2,8%), Artigos farmacêuticos (-2,2%) e Livros, jornais e papelaria (-1,5%) lideraram as quedas. Por outro lado, Equipamentos de escritório (3,5%) e Combustíveis (1,5%) registraram os melhores desempenhos positivos.

Na comparação com novembro de 2023, setores como Artigos farmacêuticos (+10,2%) e Tecidos e vestuário (+8,0%) sustentaram o crescimento anual, enquanto Livros e papelaria (-10,6%) apresentaram as maiores perdas.

Apesar do recuo mensal, o varejo mantém tendência positiva em 2024, impulsionado pelo acumulado de altas anuais em grande parte dos setores. A análise detalhada reforça os desafios e as oportunidades que permeiam o segmento, especialmente diante de oscilações econômicas e mudanças no comportamento do consumidor.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Produção industrial registra nova queda em novembro, mas mantém crescimento no acumulado do ano

Após queda de 0,6% em novembro, setor industrial mantém avanço de 3,2% no acumulado do ano, impulsionado por bens de consumo duráveis e bens de capita

Pixa Bay
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial brasileira apresentou redução de 0,6% em novembro de 2024, em relação a outubro, na série com ajuste sazonal. Este é o segundo mês consecutivo de queda, acumulando uma retração de 0,8% nesse período.

Entretanto, na comparação com novembro de 2023, a indústria nacional cresceu 1,7%, marcando a sexta taxa positiva consecutiva nessa base de comparação. Com isso, o setor acumula alta de 3,2% nos primeiros onze meses do ano e 3,0% no acumulado dos últimos 12 meses.

Principais influências negativas

Ainda de acordo com o IBGE, 19 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda na produção em novembro. Os destaques negativos ficaram por conta dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-11,5%), que interromperam dois meses de crescimento, e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,5%), que acumularam redução de 6,9% nos últimos dois meses.

Outras quedas significativas foram observadas nos setores de confecção de vestuário (-8,5%), produtos alimentícios (-1,2%), produtos químicos (-2,1%), móveis (-5,7%) e bebidas (-2,7%).

Categorias econômicas

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis registraram a maior queda em novembro, com retração de 2,8%, intensificando a redução de 1,1% no mês anterior. Também apresentaram resultados negativos os setores de bens de consumo duráveis (-2,1%), bens de capital (-1,7%) e bens intermediários (-0,7%).

Contribuições positivas

Por outro lado, seis atividades mostraram expansão na produção em novembro. O setor de máquinas e equipamentos foi o principal destaque positivo, com crescimento de 2,3%, acumulando ganho de 5,8% nos últimos dois meses.

Na comparação com novembro de 2023, os segmentos de bens de consumo duráveis (+19,5%) e bens de capital (+14,0%) apresentaram as maiores altas, seguidos por bens intermediários (+1,6%).

Resultados no acumulado do ano

No acumulado entre janeiro e novembro de 2024, a indústria brasileira registra crescimento de 3,2%. Os maiores destaques positivos são os setores de veículos automotores (+12,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (+14,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+12,4%).

Já no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa anualizada ficou em 3,0%, demonstrando uma intensificação no ritmo de crescimento ao longo do segundo semestre de 2024.

Apesar das quedas pontuais nos últimos meses, o desempenho geral da indústria brasileira ao longo do ano segue positivo, especialmente em categorias como bens de consumo duráveis e bens de capital, impulsionadas pela alta na produção de eletrodomésticos e automóveis.

Fonte: IBGE