Radio Evangélica

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sexta-feira, 27 de março de 2020

UE define prazo de duas semanas para resposta econômica sobre coronavírus


Poll/AFP/François WALSHARERTS
Os líderes da União Europeia (UE) definiram o prazo de duas semanas a partir desta quinta-feira (26) para apresentar uma resposta econômica coordenada para conter o impacto econômico do novo coronavírus, em uma cúpula por videoconferência que confirmou a divisão entre os países do bloco.
"Convidamos o Eurogrupo (de ministros das Finanças da Zona do Euro) a apresentar propostas em um prazo de duas semanas", que levem em consideração "a natureza sem precedentes do impacto a Covid-19", informaram em uma declaração conjunta.
Os mandatários europeus adiaram, assim, uma resposta coordenada após seis horas de discussão por videoconferência, durante a qual a Itália ameaçou não apoiar a declaração conjunta final ao considerar insuficientes as ações comuns da UE.
Charles Michel, que considerou as discussões "muito profundas, intensas e de qualidade", explicou que as propostas do Eurogrupo devem "permitir enfrentar essa crise e os seus impactos à estabilidade da UE".
As discussões, tanto dos líderes como dos ministros das Finanças, na última terça-feira, foram marcadas pela oposição entre os países do sul, que concordam em tornar os títulos da dívida pública mútuos, e os do norte, contrários a essa decisão.
Os líderes da Itália, França, Espanha e outros seis países aumentaram a pressão nesta quarta-feira ao enviar uma carta pedindo para se buscar "um instrumento de dívida comum por uma instituição europeia", iniciativa recusada pela Alemanha e a Holanda.
Durante uma coletiva de imprensa, a chanceler alemã, Angela Merkel, recusou o que seria chamado de "coronabônus", defendendo o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), o fundo de resgate da Zona do Euro, que "oferece muitas possibilidades".
Uma das ideias é que o MEDE coloque em ação linhas de crédito precautórias para um país ou para um grupo de países, embora alguns, como a Itália, sejam contra que se imponham condições para a sua concessão, quando a crise da dívida continua na memória.
Os países europeus reproduzem as divisões geradas durante a última crise da dívida, que surgiu após o crash de 2008, entre o norte partidário da disciplina fiscal e o sul, visto como mais displicente.
"Não se podem cometer os mesmos erros da crise de 2008, que gerou descontentamento e divisão em relação ao projeto europeu, e causou o aumento do populismo", ressaltou o mandatário espanhol, Pedro Sánchez.
- Apoio duplo a Bruxelas -
A Europa, com 16.000 mortos e cerca de 275.000 casos confirmados da doença, é o continente mais afetado pelo novo coronavírus que, desde que surgiu em dezembro na China, matou mais de 23.000 pessoas no mundo e infectou mais de meio milhão, segundo balanço feito pela AFP.
Por causa da pandemia da Covid-19, a Comissão Europeia prevê que a economia da UE e da Zona do Euro, onde milhões de pessoas estão em confinamento, entrará em recessão em 2020.
Os líderes solicitaram que os presidentes do Executivo comunitário, do Conselho Europeu e do Banco Central Europeu (BCE) "comecem a trabalhar em um roteiro que contenha um plano de ação" para a recuperação econômica do bloco.
Eles também apoiaram as medidas para conter a crise adotadas até o momento pela Comissão Europeia, como a criação de uma Iniciativa de Investimentos em Resposta ao coronavírus, com a qual a Eurocâmara pareceu ser favorável nesta quinta.
Além dela, a iniciativa que busca mobilizar até € 37 bilhões em apoio aos sistemas de saúde, empresas e cidadãos. Os eurodeputados também aprovaram as regras de faixas horárias no setor do transporte aéreo, entre outras medidas.
Os 27 dirigentes também apoiaram a "ação decisiva" do BCE com seu plano de compra da dívida e a flexibilização por parte da Comissão quanto às regras sobre ajudas estatais e de disciplina fiscal em apoio ao gasto público nacional.

Fonte: AFP

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Wall Street caminha para pior semana desde crise de 2008


AFP / Johannes EISELE
Wall Street despencava no início do pregão desta quinta-feira, caminhando para a pior semana desde a crise financeira de 2008, enquanto a progressão global do coronavírus aterrorizava ainda mais os investidores, que preferem ativos considerados menos arriscados.
Por volta das 15h40 GMT (12h40 de Brasília), seu principal índice, o Dow Jones Industrial Average, caía 3,33% e o S&P 500, que representa as 500 maiores empresas de Wall Street, 3,44%.
O Dow Jones e o S&P 500 estão prestes a registrar sua sexta sessão consecutiva em declínio. O Dow Jones caiu mais de 10% em relação ao seu recorde, alcançado em 12 de fevereiro.
O Nasdaq, com forte coloração tecnológica, caía 3,92%.
Neste momento, essas são as perdas semanais mais pesadas para os principais índices de Nova York desde o pico da crise financeira global no outono de 2008.
Um sinal da aversão ao risco de mercado, a taxa de 10 anos dos títulos do Tesouro americano continuava a evoluir perto de seu mínimo histórico, em 1,259%.
No entanto, de acordo com Art Hogan, da National, esse nível não é "um indicador de uma recessão, mas o sinal de uma corrida por ativos mais seguros, como ouro, dólar ou ações que geram altos dividendos".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quis expressar confiança na quarta-feira à noite, dizendo que uma disseminação em larga escala do novo coronavírus nos Estados Unidos não é inevitável.
Mas o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) anunciou um primeiro caso de "exposição desconhecida" na Califórnia. Essa pessoa não viajou para as áreas de risco nem entrou em contato com outro paciente.
Até agora, mais de 78.000 pessoas foram infectadas na China, incluindo cerca de 2.800 fatalmente. O coronavírus também afeta dezenas de outros países, com uma estimativa de 3.600 infecções e mais de 50 mortes.
Além do número de mortos, os observadores estão cada vez mais alarmados com as conseqüências econômicas da epidemia.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, os analistas da Goldman Sachs antecipam que as empresas americanas não experimentarão crescimento dos lucros em 2020 se o coronavírus continuar a crescer.
"A revisão em baixa de nossas previsões reflete o forte declínio da atividade econômica chinesa no primeiro trimestre, o declínio na demanda para os exportadores americanos, a interrupção da cadeia de suprimentos, a desaceleração da atividade econômica americana e maior incerteza", escreveram.
Ilustração dessa advertência, a Microsoft (-3,7%) emitiu um aviso sobre seus resultados na quarta-feira, indicando que não alcançaria suas metas de vendas trimestrais para o Windows e sua gama de computadores Surface devido aos atrasos na produção causados pelo coronavírus.

Fonte: AFP

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Chefe de hospital morre em epicentro do coronavírus, impacto econômico se espalha

Reprodução/Internet

O chefe do principal hospital da cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus, morreu por causa da doença nesta terça-feira, enquanto a epidemia impactava no desempenho das bolsas de valores de todo o mundo.
A televisão estatal chinesa disse que Liu Zhiming, diretor do Hospital Wuhan Wuchang, morreu às 10h30 (horário local), tornando-se o sétimo trabalhador da área de saúde a morrer por causa da doença. O hospital foi designado para tratar somente pacientes infectados pelo vírus.
O número de novos casos de infecção pelo novo coronavírus na China continental ficou abaixo de 2 mil pela primeira vez desde janeiro, mas o vírus ainda está longe de estar contido.
O número total de mortos na China saltou para 1.868, disse a Comissão Nacional de Saúde. Houve 1.886 novos casos confirmados, levando o total para 72.436.
O isolamento de cidades adotado pela China e duras restrições sobre viagens e movimentações limitaram a disseminação do vírus fora do epicentro, mas a um grande custo para a economia e para os negócios globais.
Dezenas de feiras comerciais e conferências industriais foram adiadas por causa das restrições às viagens e preocupações com a disseminação do vírus, potencialmente impedindo a concretização de bilhões de dólares em acordos.
A Apple tornou-se a última companhia a alertar para problemas, afirmando que não cumprirá sua meta de receita para o trimestre que se encerrará em março devido à queda na produção do iPhone e à menor demanda na China.
As bolsas de valores da Ásia registraram quedas e as ações em Nova York devem recuar dos níveis recordes recentes nesta terça por causa dessa notícia.
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse que a economia do país está em situação de emergência e necessita de estímulo, já que a epidemia impactou a demanda por bens sul-coreanos.
Cingapura anunciou um pacote financeiro de 4,5 bilhões de dólares para ajudar a conter o surto na cidade-Estado e amenizar o impacto econômico.
Em Hong Kong, a líder do território, Carrie Lam, disse que o governo local vai aumentar a ajuda para lidar com o surto para 28 bilhões de dólares de Hong Kong (3,6 bilhões de dólares), ante 25 bilhões de dólares de Hong King, enquanto o território se esforça para amenizar o impacto econômico no território comandado pela China.

Fonte: REUTES

Coronavírus terá impacto 'temporário' na economia, diz presidente do Eurogrupo


POOL/AFP / François WALSCHAERTS
O presidente do Eurogrupo, órgão que reúne os 19 ministros das Finanças da zona euro, disse nesta segunda-feira (17) esperar um impacto "temporário" do novo coronavírus no crescimento europeu.
"Monitoramos a situação. Esperamos que seja um efeito temporário", disse o português Mário Centeno, ao ser interrogado sobre o coronavírus em sua chegada a uma reunião de ministros das Finanças em Bruxelas.
Na quinta-feira, a Comissão Europeia afirmou que a COVID-19 representa um "novo risco" para a economia da Eurozona por seu impacto na China, mas não alterou sua previsão de crescimento para 2020 e 2021, a 1,2%.
O ministro italiano das Finanças, Roberto Gualtieri, defendeu previsões "prudentes", até que se confirme se o impacto da epidemia na economia chinesa se limita "a alguns décimos do PIB".
Desde dezembro, a epidemia do novo coronavírus deixou cerca de 1.770 mortos e contaminou 70.500 pessoas na China. Fora do gigante asiático, foram registrados cinco óbitos e em torno de 800 casos de contágio.

Fonte: AFP