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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Os 10 Erros Financeiros que Impedem Você de Economizar

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Você chega ao fim do mês, olha o saldo da conta e se pergunta: "Para onde foi o meu dinheiro?" Se essa cena é familiar, saiba que você não está sozinho. Dados do InfoMoney apontam que cerca de 70% das famílias brasileiras não possuem sequer uma reserva financeira para emergências.

A boa notícia? A maioria dos problemas com dinheiro não vem da falta de renda — mas de hábitos e comportamentos que passam despercebidos no dia a dia. Neste artigo, você vai descobrir os 10 erros que provavelmente estão sabotando suas finanças e o que fazer para corrigi-los ainda hoje.

Erro 1: Não ter um orçamento mensal

Viver sem registrar quanto entra e quanto sai é como dirigir de olhos fechados. Sem um orçamento, você não sabe onde está gastando demais e não consegue tomar decisões conscientes sobre o dinheiro.

Como corrigir: Anote todas as suas receitas e despesas — pode ser num aplicativo, planilha ou até no papel. O que não é medido, não pode ser gerenciado.

Erro 2: Guardar o que "sobra" no fim do mês

Esse é um dos erros mais comuns: a intenção de poupar existe, mas o dinheiro é gasto antes de ser guardado. Quando chega o fim do mês, não sobra nada.

Como corrigir: Inverta a lógica. Assim que receber, separe imediatamente o valor que deseja poupar — mesmo que seja R$ 50. Pague-se primeiro, depois pague as contas.

Erro 3: Confundir estabilidade de renda com controle financeiro

Ter um salário fixo não significa ter as finanças em ordem. Muita gente recebe bem, paga as contas e gasta o restante sem critério — e no fim do mês, o resultado é zero.

Como corrigir: Defina metas financeiras claras (reserva de emergência, viagem, aposentadoria) e direcione parte da renda para elas com intencionalidade.

Erro 4: Ceder ao consumo por impulso

Promoções relâmpago, notificações de app, frete grátis… O ambiente digital foi projetado para estimular compras automáticas. O imediatismo é um dos maiores inimigos da poupança.

Como corrigir: Adote a regra das 72 horas: antes de comprar qualquer coisa fora do planejado, espere 3 dias. Se ainda quiser e couber no orçamento, aí sim compre.

Erro 5: Ignorar as dívidas caras

Cheque especial e rotativo do cartão de crédito têm juros que podem ultrapassar 400% ao ano no Brasil. Muita gente ignora ou adia o pagamento, o que transforma uma dívida pequena em um problema enorme.

Como corrigir: Priorize o pagamento das dívidas com juros mais altos primeiro (método avalanche). Nunca pague só o mínimo do cartão.

Erro 6: Não ter reserva de emergência

Sem uma reserva, qualquer imprevisto (conserto do carro, problema de saúde, demissão) vira dívida. É o ciclo que impede milhões de brasileiros de avançarem financeiramente.

Como corrigir: O objetivo inicial é ter de 3 a 6 meses de despesas guardados em uma aplicação de liquidez diária, como o Tesouro Selic ou um CDB com liquidez diária.

Erro 7: Não acompanhar as assinaturas e gastos fixos recorrentes

Streaming, academias, aplicativos, clubes de assinatura... Esses valores pequenos se acumulam silenciosamente e podem representar centenas de reais por mês que passam despercebidos.

Como corrigir: Faça uma auditoria mensal de todas as cobranças recorrentes no cartão e na conta bancária. Cancele o que você não usa ou não precisa.

Erro 8: Depender de uma única fonte de renda

Concentrar toda a sua estabilidade financeira em um único emprego ou renda é um risco alto. Qualquer instabilidade pode comprometer toda a sua vida financeira.

Como corrigir: Explore formas de renda extra: freelances, venda de produtos, trabalhos pontuais ou até investimentos que gerem renda passiva ao longo do tempo.

Erro 9: Não investir por medo ou falta de conhecimento

"Investimento é coisa para rico." Esse mito faz com que muita gente mantenha dinheiro parado na poupança — que muitas vezes rende abaixo da inflação — ou simplesmente não faça nada.

Como corrigir: Comece pequeno e aprenda gradualmente. Hoje é possível investir a partir de R$ 1 em opções seguras como o Tesouro Direto. O tempo é seu maior aliado nos investimentos.

Erro 10: Não ter metas financeiras definidas

Economizar "para ter dinheiro" é vago demais. Sem um objetivo claro, a motivação desaparece rapidinho e o dinheiro vai sendo gasto em outras coisas.

Como corrigir: Defina metas SMART — específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com prazo. Ex: "Quero guardar R$ 5.000 para uma reserva de emergência até dezembro." Isso torna o objetivo real e motivador.

Conclusão: O Primeiro Passo é o Mais Importante

Reconhecer esses erros é o começo da transformação financeira. Você não precisa corrigir tudo de uma vez — escolha um ou dois erros desta lista e comece a trabalhar neles ainda esta semana.

Lembre-se: finanças saudáveis não são sobre ganhar mais, mas sobre fazer escolhas mais conscientes com o que você já tem.

Referências Bibliográficas

CERBASI, Gustavo. Casais inteligentes enriquecem juntos. São Paulo: Editora Sextante, 2014.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO (CNC). Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). Rio de Janeiro: CNC, 2025.

INFOMONEY. Reserva de emergência: o que é e como construir a sua. São Paulo: InfoMoney, 2025.

KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar: duas formas de pensar. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

SOUZA, Almir Ferreira de. Finanças pessoais e comportamento do consumidor. São Paulo: Atlas, 2018.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Psicologia do Dinheiro e Vieses Comportamentais: Como emoções e ambiente moldam consumo e investimentos

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Falar de dinheiro raramente é só falar de números. Na prática, dinheiro é um tema emocional: envolve segurança, status, pertencimento e medo do futuro. A "psicologia do dinheiro" estuda exatamente isso: como pensamos e nos comportamos — muitas vezes de forma pouco racional.

Nossas decisões não acontecem no vácuo. O ambiente (redes sociais e publicidade) cria gatilhos que nos levam aos vieses comportamentais — atalhos mentais que simplificam decisões, mas podem gerar escolhas ruins.

Por que decisões financeiras são tão emocionais?

Nosso cérebro costuma decidir no automático e justificar depois. Isso acontece porque o dinheiro mexe com:

  • Aversão à perda: Perder R$ 1.000 dói mais do que ganhar R$ 1.000 alegra.
  • Ansiedade e incerteza: Cenários instáveis geram decisões impulsivas.
  • Recompensa imediata: O consumo dá prazer agora; investir só entrega o benefício depois.
  • Identidade: Marcas e padrão de vida viram "prova social" de sucesso.

Vieses comuns no seu dia a dia

  • Aversão à perda (Loss Aversion): Segurar uma ação ruim só para não "aceitar o prejuízo".
  • Viés do presente: A dificuldade de manter aportes mensais porque preferimos o prazer imediato.
  • Contabilidade mental: Tratar o "dinheiro do bônus" ou cashback como se fosse "dinheiro de mentira", gastando com mais facilidade.
  • Efeito manada: Investir no que está na moda só porque "todo mundo está ganhando".

O impacto das Redes Sociais

As plataformas não apenas informam, elas moldam a realidade através de:

  1. Comparação social: A sensação de atraso ao ver a "vitrine" da vida alheia.
  2. Prova social: Likes e comentários viram selos de credibilidade falsos para investimentos arriscados.
  3. Algoritmos: Criam bolhas que reforçam suas crenças e intensificam emoções como medo ou euforia.

Gatilhos: Do FOMO à Ancoragem

  • FOMO (Fear of Missing Out): O medo de ficar de fora de uma alta do mercado ou de uma promoção única.
  • Efeito Escassez: "Últimas unidades" reduzem sua capacidade de reflexão.
  • Ancoragem: Um preço antigo alto faz o valor atual parecer sempre "barato", mesmo que não seja.

Estratégias práticas para decidir melhor

Para melhorar seus resultados sem depender apenas da força de vontade:

  • Crie "atrito": Remova o cartão salvo em apps de compras.
  • Automatize: Programe seus investimentos para o dia em que recebe o salário.
  • Regra das 24 horas: Espere um dia antes de fechar qualquer compra não essencial.
  • Higiene de informação: Desconfie de conteúdos que provocam urgência ("É agora ou nunca!").

Conclusão: Dinheiro é comportamento

Entender esses mecanismos não elimina as emoções, mas muda o jogo. O diferencial hoje não é ter mais informação, mas sim ter mais clareza de propósito e proteção contra os próprios impulsos.

Referências Bibliográficas

Kahneman, D. Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar.

Thaler, R. H. Nudge: O Empurrão para Escolhas Melhores.

Housel, M. A Psicologia Financeira.

Ariely, D. Previsivelmente Irracional.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Petrobras anuncia investimentos de US$ 68 bilhões nos próximos 5 anos

Valor é 24% superior ao investido no plano anterior

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (24) que nos próximos cinco anos os investimentos da companhia serão na ordem de US$ 68 bilhões, valor 24% superior ao mesmo período do plano anterior. A decisão foi tomada nesta quarta-feira pelo Conselho de Administração da companhia, ao aprovar o Plano Estratégico para o quinquênio 2022-2026. 

“A companhia mantém sua estratégia consistente de focar em projetos com pleno potencial de gerar recursos e contribuições para a sociedade brasileira”, disse o presidente da Petrobras, Joaquim Luna e Silva.

No segmento de exploração em produção de petróleo e gás natural (E&P), serão investidos US$ 57 bilhões entre 2022 e 2026. Para o período está prevista a entrada em operação de 15 novas plataformas em seis campos, com mudança na estratégia de contratação de unidades afretadas por próprias em alguns dos projetos.

A companhia manteve o plano passado de resiliência da carteira de investimentos de E&P, de maneira que todos os projetos considerados apresentam viabilidade econômica em cenário de preço do petróleo de US$ 35 por barril no médio e longo prazo. Já a produção de óleo e gás estimada para 2022 e 2026, respectivamente, são de 2,7 e 3,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

A estatal anunciou ainda investimento de US$ 2,8 bilhões para redução e mitigação de emissões, incluindo investimentos em eficiência operacional incorporados nos projetos para mitigação das emissões (escopos 1 e 2), bioprodutos (diesel renovável e bioquerosene de aviação) e pesquisa e desenvolvimento.

Refino

A Petrobras investirá na área de refino, US$ 6,1 bilhões nos próximos cinco anos, sendo US$ 1,5 bilhão na integração entre a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e o GasLub Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, para a produção de derivados de alta qualidade e óleos básicos, a fim de aproveitar a crescente demanda do mercado de lubrificantes. Há também no plano estratégico, a previsão do investimento de US$ 1 bilhão para a área de Gás e Energia, que contemplará, principalmente, conclusão da Unidade de Tratamento de Gás (UTG) Itaboraí, com previsão de entrada em operação em 2022, além de manutenções e paradas programadas dos ativos.

No plano está previsto também a conclusão da segunda unidade da Refinaria Abreu e Lima, no litoral sul de Pernambuco, com investimentos de US$ 1 bilhão, possibilitando a ampliação da produção de 115 mil para 260 mil barris por dia (bpd) em 2027.

Para a Comercialização e Logística, o investimento de US$ 1,8 bilhão, e se destina principalmente à continuidade operacional, focada em um ambiente competitivo, com destaque para os investimentos obrigatórios a serem alocados no Terminal de Santos, em função do leilão da área realizado recentemente.

O presidente da companhia disse que o plano reforça a importância de uma Petrobras forte, saudável e geradora de recursos. “Em 2021 são estimados mais de R$ 220 bilhões entre tributos e impostos recolhidos e dividendos pagos à União e demais entes federativos. Vamos gerar cada vez mais recursos que não ficam retidos no caixa da companhia, mas retornam à sociedade sob a forma de tributos, dividendos e investimentos, com efeito multiplicador na geração de empregos e no crescimento da economia brasileira”.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil


quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Suframa prevê investimentos de R$ 7,9 bilhões e 1.400 novos empregos na região nos próximos três anos

Na 300ª Reunião Ordinária de seu Conselho de Administração, autarquia avaliou pauta com 31 projetos industriais e de serviços para a área da Zona Franca de Manaus.

Durante a manhã desta quinta-feira (21), a Superintendência da Zona Franca De Manaus (Suframa) realizou a 300ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), a primeira em formato itinerante, ocorrida em Porto Velho (RO). Em pauta, 31 projetos industriais e de serviços que preveem investimentos totais de R$ 7,95 bilhões e a geração de 1.409 novos empregos na área de atuação da Suframa ao longo dos próximos três anos. A reunião foi presidida pelo secretário especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, e contou com a participação do superintendente da Suframa, Algacir Polsin.

Autarquia que atua como agência promotora de investimentos na região, a Suframa tem a responsabilidade de identificar alternativas econômicas e atrair empreendimentos. O Conselho aprovou os principais destaques da pauta, como a ampliação e atualização das linhas de produção de telefone celular digital de uma grande empresa da área de tecnologia da informação, com expectativa de geração de 376 novos postos de trabalho e investimentos da ordem de R$ 7 bilhões.

Da Costa comemorou os investimentos realizados na região de Rondônia. “Para se ter a ideia do volume de investimento, o maior volume na história das reuniões do Conselho, até aqui, era de R$ 2,7 bilhões. E hoje, aqui em Porto Velho, estamos batendo um recorde histórico. Estamos fazendo três vezes mais do que o maior investimento que já aconteceu na história da Suframa. Os números falam por si só”, destacou.

Outros pontos apresentados foram a diversificação da produção de motocicletas elétricas, que deve gerar 218 novos postos de trabalho e investimentos de R$ 54 milhões, e da linha de produção de dispositivos de cristal líquido para televisores e monitores de vídeo, com expectativa de criação de 100 novos postos de trabalho e investimentos da ordem de R$ 245 milhões.

Ainda durante a reunião, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Suframa e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com o objetivo de disseminar a cultura de inovação e proteção da propriedade industrial na Amazônia Ocidental. Com isso, busca-se aumentar o uso desse sistema na região, visando contribuir para a concepção das ações da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (Enpi), estimulando também registros de informações geográficas e marcas coletivas dos produtos regionais. Dessa forma, colabora-se com a estruturação de cadeias produtivas, apoiando o ecossistema regional de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O secretário especial declarou sua satisfação com a concretização do que foi planejado no início do governo, em 2019 – de que as reuniões do Conselho fossem itinerantes. “Reuniões como esta que fazem com que a gente tenha um olhar mais próximo, e que nós possamos levar, não só o que a Suframa faz, mas também aquilo que o governo federal tem feito, e que chamamos de Estratégia 3D: diversificação, destravamento e direcionamento,” concluiu.

Participaram ainda da reunião o governador do Amazonas, Wilson Lima; o governador de Rondônia, Marcos Rocha; e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves. O encontro também contou com a presença de representantes de órgãos governamentais, dirigentes de entidades de classe e parlamentares.

Acesse a íntegra da 300ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS)

Fonte: Ministério da Economia – Imagem: Arquivo/Suframa