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quinta-feira, 27 de março de 2025

IBGE: IPCA-15 desacelera em março, mas acumula alta de 5,26% em 12 meses

Alimentação e combustíveis puxam a inflação, com destaque para ovos, tomate e gasolina

PixaBay
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,64% em março de 2025, desacelerando em relação a fevereiro, quando o índice ficou em 1,23%. No acumulado do trimestre, conhecido como IPCA-E, a variação foi de 1,99%, superior aos 1,46% do mesmo período de 2024. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula 5,26%, acima dos 4,96% registrados nos 12 meses anteriores.

Os grupos Alimentação e bebidas (1,09%) e Transportes (0,92%) foram os principais responsáveis pela alta em março, respondendo juntos por cerca de dois terços do índice. Destaque para o aumento do ovo de galinha (19,44%), tomate (12,57%) e gasolina (1,83%).

Alta regional: Curitiba lidera, Fortaleza tem menor variação

Todas as regiões pesquisadas apresentaram aumento no índice. Curitiba teve a maior variação mensal, com alta de 1,12%, impulsionada pelo aumento da gasolina (7,06%) e do etanol (6,16%). Por outro lado, Fortaleza registrou a menor alta, com 0,34%, devido à queda no preço da energia elétrica residencial (-1,69%) e da gasolina (-0,90%).

O IPCA-15 mede a prévia da inflação oficial e abrange as principais regiões metropolitanas do Brasil.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

IPCA-15 sobe 1,23% em fevereiro e pressiona inflação no início do ano

Indicador, considerado a prévia da inflação oficial, acumula alta de 1,34% em 2025 e chega a 4,96% nos últimos 12 meses

PixaBay
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou variação de 1,23% em fevereiro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um aumento de 1,12 ponto percentual (p.p.) em relação à taxa de janeiro (0,11%). No acumulado do ano, o IPCA-15 já subiu 1,34%, enquanto nos últimos 12 meses, a variação foi de 4,96%, superando os 4,50% registrados nos 12 meses anteriores. Em fevereiro de 2024, o índice havia ficado em 0,78%.

Habitação e Educação impulsionam alta

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, o destaque foi Habitação, que teve a maior alta no mês, com avanço de 4,34% e impacto de 0,63 p.p. no índice geral. O aumento na energia elétrica residencial (16,33%) foi o principal responsável pelo resultado, refletindo a incorporação do bônus de Itaipu e o reajuste em algumas localidades.

Outro grupo que pesou na inflação de fevereiro foi Educação, com aumento de 4,78% e impacto de 0,29 p.p. no IPCA-15. O reajuste das mensalidades escolares no início do ano letivo impulsionou essa variação, com destaque para o ensino fundamental (7,50%), ensino médio (7,26%) e ensino superior (4,08%).

Alimentação e Transportes também tiveram influência

O grupo Alimentação e Bebidas apresentou alta de 0,61%, abaixo do índice de janeiro (1,06%). Entre os itens que mais subiram, estão a cenoura (17,62%) e o café moído (11,63%), enquanto a batata-inglesa (-8,17%), o arroz (-1,49%) e as frutas (-1,18%) tiveram quedas.

Já Transportes subiu 0,44%, influenciado pelo aumento dos combustíveis (1,88%), principalmente do etanol (3,22%) e da gasolina (1,71%). As passagens aéreas tiveram queda expressiva de 20,42%, ajudando a segurar um avanço maior no grupo.

Regiões: Recife lidera alta da inflação

Entre as áreas pesquisadas, Recife teve a maior variação mensal (1,49%), impulsionada pela alta da energia elétrica (14,78%) e da gasolina (3,74%). Por outro lado, Goiânia registrou a menor variação (0,99%), beneficiada pela queda nos preços das passagens aéreas (-26,67%) e do arroz (-2,67%).

Para o cálculo do IPCA-15, o IBGE coletou os preços entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2025 e os comparou com os valores vigentes entre 13 de dezembro de 2024 e 14 de janeiro de 2025. O indicador mede a inflação para famílias com renda entre 1 e 40 salários-mínimos e abrange as principais regiões metropolitanas do país, além de Brasília e Goiânia.

Com o avanço do IPCA-15 em fevereiro, a expectativa do mercado e das autoridades econômicas se volta para os próximos meses, em busca de sinais sobre a tendência da inflação ao longo do ano.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

IPCA-15 registra alta de 0,34% em dezembro, com destaque para Alimentação e Bebidas

Índice acumula 4,71% em 2024; alimentação no domicílio e despesas pessoais impulsionam a inflação, enquanto energia elétrica residencial tem maior impacto negativo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, apresentou alta de 0,34% em dezembro de 2024, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um recuo de 0,28 ponto percentual (p.p.) em relação a novembro, quando a taxa havia sido de 0,62%. No acumulado do ano, o IPCA-15 registrou alta de 4,71%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação e Bebidas teve o maior impacto em dezembro (1,47% e 0,32 p.p.), puxado por itens como óleo de soja (9,21%), alcatra (9,02%) e contrafilé (8,33%). Em contrapartida, itens como batata-inglesa (-9,85%) e tomate (-6,71%) apresentaram queda.

Outro destaque foi o grupo Despesas Pessoais (1,36% e 0,14 p.p.), influenciado pela alta do cigarro (12,78%) devido ao aumento do IPI, além de subitens como cinema, teatro e cabeleireiro. Já em Transportes (0,46% e 0,09 p.p.), as passagens aéreas subiram 4,43%, enquanto a gasolina teve ligeira queda de -0,01%.

Por outro lado, o grupo Habitação registrou a maior variação negativa em dezembro (-1,32% e -0,20 p.p.), reflexo da queda de 5,72% na energia elétrica residencial, influenciada pelo retorno da bandeira tarifária verde.

Desempenho regional

Quanto às regiões, nove das onze áreas de abrangência tiveram alta em dezembro. Salvador liderou com a maior variação (0,66%), impulsionada pela alta da gasolina e das passagens aéreas, enquanto Brasília apresentou o menor resultado (-0,04%), devido à queda nos preços da energia elétrica e da gasolina.

O IPCA-E, que corresponde ao IPCA-15 acumulado trimestralmente, fechou o período de outubro a dezembro com alta de 1,51%. A análise completa demonstra como os diferentes grupos de consumo e regiões contribuíram para a inflação de 2024, que ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central.

Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

IPCA-15: prévia da inflação sobe 1,17% em novembro

Acumulado em 12 meses fica em 10,73%, impactado pela alta na gasolina

A prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), apresentou alta de 1,17% em novembro. O resultado representa a maior variação para o mês desde 2002, quando o índice ficou em 2,08%.

No mês passado, o IPCA-15 ficou em 1,20% e em novembro de 2020, 0,81%. O acumulado do ano está em 9,57% e em 12 meses a prévia da inflação está em 10,73%, acima dos 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados foram divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todos os grupos de serviços e produtos pesquisados tiveram alta na prévia de novembro. O maior impacto individual no indicador foi da gasolina, que ficou 6,62% mais cara no mês, influenciando o resultado dos transportes, com variação de 2,89%, a maior entre os grupos pesquisados. No ano, a gasolina subiu 44,83% e em 12 meses a alta acumulada é de 48%.

O transporte por aplicativo teve alta de 16,23% na prévia de novembro, após ter subido 11,60% em outubro. Já as passagens aéreas ficaram 6,34% mais baratas, depois de subir 28,76% na prévia de setembro e 34,35% em outubro.

No grupo habitação, que subiu 1,06%, a maior contribuição foi do gás de botijão, que teve a 18ª alta consecutiva, ficando 4,34% mais caro em novembro. O produto acumula alta de 51,05% desde junho de 2020. A energia elétrica desacelerou e subiu 0,93%, após subir 3,91% em outubro. Além do reajuste em Goiânia, Brasília e São Paulo, desde setembro está em vigor a bandeira tarifária Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

O grupo alimentação e bebidas desacelerou, com alta de 0,4% em novembro, depois de subir 1,38% em outubro. As principais altas foram do tomate (14,02%), batata-inglesa (14,13%), cebola (7%), frango em pedaços (3,07%) e queijo (2,88%). Por outro lado, houve queda no preço das carnes (-1,15%), leite longa vida (-3,97%) e frutas (-1,92%).

Em saúde e cuidados pessoais, os itens higiene pessoal (1,65%) e produtos farmacêuticos (1,13%) foram as maiores influências para a alta de 0,80% na prévia do mês. Vestuário subiu 1,59%, educação ficou estável, com alta de 0,01%, e artigos de residência ficaram 1,53% mais caros, despesas pessoais subiram 0,61% e o grupo comunicação teve alta de 0,32% na prévia de novembro.

Regiões

Segundo o IBGE, todas as áreas pesquisadas tiveram alta no IPCA-15 de novembro. A maior variação foi em Goiânia, com alta de 1,86%, puxada pelo reajuste da energia elétrica (10,93%) e pela gasolina (5,87%). A menor inflação foi medida na região metropolitana de Belém, que subiu 0,76%, com a queda de 2,05% na energia elétrica e de 9,3% no açaí.

O IPCA-15 difere do IPCA pelo período de coleta, que vai do dia 16 do mês anterior ao 15 do mês de referência, e nas regiões pesquisadas. A população-objetivo do IPCA-15 são as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil