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Apesar da desaceleração trimestral, a performance anual
ainda sustenta um tom positivo. O crescimento em relação ao mesmo trimestre de
2024 foi de 1,5%, e na comparação de setembro de 2025 com o mesmo
mês do ano anterior, a alta foi de 2,3%. Com isso, o acumulado dos
últimos 12 meses fechou com uma expansão de 2,5%.
Consumo e Investimento Puxam o Freio
Os principais responsáveis pela desaceleração foram o consumo
das famílias e a queda nos investimentos. O consumo, um
dos maiores motores do PIB, avançou apenas 0,2% no trimestre,
uma freada significativa que reflete a perda de poder de compra e confiança.
De forma ainda mais preocupante, a Formação Bruta de Capital
Fixo (FBCF), que mede os investimentos em máquinas, equipamentos e construção,
teve uma retração de 0,4%. A queda nesse indicador sugere que as
empresas estão mais cautelosas em expandir suas operações, impactando a
capacidade de crescimento futuro da economia.
Setor Externo Evita Resultado Pior
O desempenho positivo do setor externo foi crucial para
evitar um resultado negativo no trimestre. As exportações dispararam,
com um crescimento robusto de 7,0%, impulsionado principalmente
pela força da indústria extrativa mineral. Por outro lado, as importações também
subiram 3,8%, indicando uma busca por insumos e bens de capital
pela indústria.
Análise Detalhada dos Setores
- Pela
Ótica da Oferta: O setor de Serviços, que representa
a maior parte da economia, mostrou estagnação, contribuindo diretamente
para o resultado modesto do PIB.
- Pela
Ótica da Demanda: A fraqueza do consumo e dos investimentos foi o
grande destaque negativo. Em contraste, a demanda externa (exportações)
foi o componente que mais contribuiu positivamente.
O PIB nominal do Brasil, até o final do terceiro trimestre,
totalizou R$ 9,370 trilhões, com uma taxa de investimento de 18,9%.
