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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Macroeconomia: a Economia em Grande Escala

Imagem desenvolvida por IA
Quando a gente “sobe o nível” do estudo da economia, sai do foco em decisões individuais (famílias, empresas, mercados específicos) e passa a observar o funcionamento do país como um todo. Esse é o papel da macroeconomia: entender os grandes agregados nacionais e como eles se conectam — produção, renda, preços, emprego, juros, crédito, moeda e o setor externo.

Na prática, a macroeconomia responde a perguntas fundamentais: a economia está crescendo ou encolhendo? Por quê? Os preços estão subindo muito rápido? O desemprego é falta de vagas ou falta de qualificação? E, principalmente: o que o governo e o Banco Central podem fazer para estabilizar o ciclo econômico?

Produto Interno Bruto (PIB): o “Tamanho” da Economia

O Produto Interno Bruto (PIB) é o indicador mais usado para medir a produção total de bens e serviços finais gerados dentro de um país em um período. Em termos simples, ele serve como uma “régua” da atividade econômica.

Como o PIB mede a riqueza (e seus limites)

O PIB é útil porque permite comparar o crescimento ao longo do tempo (PIB real) e ajuda a comparar a força econômica entre países. No entanto, ele possui limites claros:

  • Não é sinônimo de bem-estar: Um país pode ter um PIB alto e ainda sofrer com desigualdade extrema.
  • Omissões: Não mede a economia informal, o trabalho doméstico não remunerado ou a preservação ambiental.

Diferença crucial: O PIB Nominal utiliza os preços do momento (incluindo a inflação), enquanto o PIB Real desconta a inflação para mostrar o crescimento real da produção.

Inflação: Por que o seu dinheiro compra menos?

A inflação é o aumento generalizado e persistente dos preços. O ponto central não é um item isolado subir (como o café), mas sim um movimento disseminado que corrói o poder de compra.

Principais Causas da Inflação:

  1. Inflação de Demanda: Quando o consumo cresce mais rápido que a capacidade das fábricas de produzir.
  2. Inflação de Custos: Quando insumos ficam caros (dólar, energia, combustíveis) e as empresas repassam o custo ao consumidor.
  3. Inflação Inercial: Uma espécie de "memória" onde preços são reajustados baseados na inflação passada através de contratos.

Desemprego: Tipos e Consequências

O desemprego é um termômetro do ciclo econômico. Quando a economia esfria, as empresas vendem menos e contratam menos. Mas nem todo desemprego é igual:

  • Friccional: Pessoas em transição, procurando algo melhor.
  • Estrutural: Quando a qualificação do trabalhador não atende mais às novas tecnologias do mercado.
  • Cíclico: Causado por recessões econômicas (o mais preocupante para a macroeconomia).

Políticas Macroeconômicas: Como o Governo "Pilota" o País

Para evitar que a economia "superaqueça" (gerando inflação) ou "congele" (gerando desemprego), as autoridades utilizam duas ferramentas principais:

Ferramenta

Quem Controla

O que faz?

Política Fiscal

Governo (Executivo/Legislativo)

Ajusta gastos públicos e impostos (Tributação).

Política Monetária

Banco Central

Controla a taxa de juros (Selic) e a quantidade de dinheiro circulando.

O Papel das Expectativas

A macroeconomia moderna entende que a economia não reage apenas ao hoje. Se as pessoas esperam que a inflação suba amanhã, elas aumentam os preços hoje. Por isso, a credibilidade das instituições é um dos ativos mais valiosos de um país.

Conclusão: Por que aprender macroeconomia?

Entender macroeconomia é ganhar um mapa para interpretar as notícias. Decisões tomadas em Brasília ou no Banco Central afetam diretamente o seu salário, o preço do supermercado e o rendimento dos seus investimentos. PIB, inflação e juros não são apenas números: são as forças que moldam a nossa realidade.

Referências Bibliográficas

MANKIW, N. Gregory. Macroeconomia. São Paulo: Cengage Learning.

BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. São Paulo: Pearson.

BCB & IBGE: Dados oficiais sobre inflação (IPCA) e Contas Nacionais (PIB)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Taxa de desemprego no Brasil se mantém estável no 4º trimestre de 2024

Dados do IBGE mostram redução anual e diferenças regionais na desocupação

PixaBay
A taxa de desocupação do Brasil no quarto trimestre de 2024 foi de 6,2%, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior (6,4%), mas apresentando uma queda de 1,2 ponto percentual na comparação anual com o mesmo período de 2023 (7,4%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Regionalmente, a taxa de desemprego caiu no Paraná (0,7 p.p.), em Minas Gerais (0,7 p.p.) e no Rio Grande do Sul (0,6 p.p.), enquanto se manteve estável nas demais unidades da federação. As maiores taxas foram registradas em Pernambuco (10,2%), Bahia (9,9%) e Distrito Federal (9,1%), ao passo que as menores ocorreram em Mato Grosso (2,5%), Santa Catarina (2,7%) e Rondônia (2,8%).

A desigualdade de gênero também foi evidenciada nos dados: a taxa de desocupação foi de 5,1% entre os homens e de 7,6% entre as mulheres. Por critério racial, a desocupação foi menor entre os brancos (4,9%) e maior entre os negros (7,5%) e pardos (7,0%).

No quesito escolaridade, as taxas de desocupação foram mais altas entre aqueles com ensino médio incompleto (10,3%), enquanto os profissionais com ensino superior completo registraram a menor taxa (3,3%). Para aqueles com nível superior incompleto, o índice ficou em 6,6%.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que engloba desempregados, subocupados e a força de trabalho potencial, foi de 15,2% no trimestre. O Piauí liderou com 31,7%, seguido por Bahia (28,8%) e Alagoas (26,6%). No extremo oposto, Santa Catarina (4,8%), Mato Grosso (7,0%) e Rondônia (7,4%) registraram os menores índices.

O percentual de trabalhadores por conta própria foi de 25,1% da população ocupada. Rondônia teve o maior percentual (34,9%), seguido por Maranhão (32,0%) e Amazonas (31,6%). Já os menores percentuais foram registrados no Distrito Federal (19,1%), Tocantins (20,2%) e Mato Grosso do Sul (21,3%).

A informalidade segue como um desafio no mercado de trabalho. No Brasil, a taxa foi de 38,6%, com os maiores índices no Pará (57,6%), Maranhão (56,8%) e Piauí (54,9%). As menores taxas foram verificadas em Santa Catarina (25,6%), Distrito Federal (29,0%) e São Paulo (30,3%).

O levantamento também mostrou uma redução significativa no número de brasileiros buscando emprego há dois anos ou mais. Esse contingente caiu 24,1% em relação ao mesmo período de 2023, passando de 1,8 milhão para 1,4 milhão de pessoas.

A taxa de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 73,4%. Os estados com os maiores percentuais foram Santa Catarina (87,9%), São Paulo (81,2%) e Rio Grande do Sul (79,9%). No outro extremo, Piauí (50,9%), Maranhão (52,3%) e Pará (54,4%) tiveram os menores índices.

O rendimento médio real mensal da população ocupada foi estimado em R$ 3.315, apresentando leve crescimento em relação ao trimestre anterior (R$ 3.268) e ao mesmo período de 2023 (R$ 3.178). A Região Sul foi a única a apresentar crescimento significativo nesse indicador.

Os dados reforçam a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro, mas também evidenciam disparidades regionais e estruturais que ainda precisam ser endereçadas.

Fontes: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).