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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Confiança do Consumidor Brasileiro Segue em Recuperação no Mês de Novembro

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A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou os dados do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) para novembro de 2025, indicando uma trajetória positiva na economia brasileira, apesar de desafios que ainda pairam sobre o mercado.

Crescimento Sustentado

O índice atingiu 89,8 pontos em novembro, marcando a terceira elevação consecutiva e o maior nível desde dezembro de 2024. O aumento de 1,3 ponto em relação a outubro sinaliza uma recuperação gradual e consistente na percepção dos consumidores sobre o cenário econômico.

Anna Carolina Gouveia, economista da IBRE, destaca que este desempenho reflete "uma trajetória de recuperação gradual impulsionada por um mercado de trabalho forte e alívio inflacionário". Segundo ela, houve melhoria significativa na percepção da situação econômica local atual, alcançando o ponto mais alto desde janeiro de 2014.

Ganhos Amplos e Inclusivos

Os resultados mostram-se abrangentes, com contribuições tanto do Índice de Situação Atual (ISA) quanto do Índice de Expectativas (IE). O ISA subiu para 84,8 pontos, atingindo seu recorde histórico desde dezembro de 2014, enquanto o IE chegou a 93,8 pontos.

Particularmente significativo é o desempenho entre os consumidores de baixa renda, que apresentaram os maiores ganhos:

  • Consumidores com renda até R$ 2.100,00: +3,6 pontos
  • Consumidores com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00: +4,2 pontos

Fatores Impulsionadores

A recuperação da confiança está ancorada em dois pilares principais:

  1. Mercado de trabalho robusto: A redução do desemprego e maior estabilidade no emprego fortalecem a percepção de segurança financeira.
  2. Alívio inflacionário: A desaceleração da inflação permite maior poder de compra e planejamento financeiro de longo prazo.

Perspectivas e Ressalvas

Apesar dos avanços, a análise aponta para uma lacuna temporal: o ICC de novembro de 2025 permanece 4,7 pontos abaixo do registrado em novembro de 2024, sugerindo que ainda há espaço para recuperação total.

Além disso, Gouveia alerta para riscos que podem comprometer o avanço: taxas de juros elevadas e endividamento das famílias em patamares elevados representam desafios estruturais que podem desacelerar a economia e impactar negativamente o sentimento dos consumidores nos próximos meses.

Projeções Futuras

O índice de planejamento de compras de bens duráveis cresceu 2,0 ponto, sugerindo que os consumidores estão mais dispostos a realizar investimentos. A percepção sobre a situação financeira familiar futura também subiu 3,2 pontos, para 92,9 pontos, um indicador positivo de expectativas otimistas.

Contudo, houve recuo de 2,2 pontos na percepção sobre a situação econômica local futura (104,7 pontos), o único indicador a ceder, refletindo preocupações com a sustentabilidade do crescimento diante dos desafios estruturais.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Economia Brasileira Mostra Sinais de Estagnação no 3º Trimestre de 2025, Aponta FGV

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A economia do Brasil demonstrou uma forte perda de tração no terceiro trimestre de 2025, crescendo apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior. O resultado, divulgado no "Monitor do PIB" da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), acende um alerta sobre a saúde econômica do país, com a atividade praticamente estagnada em setembro, registrando variação nula (0,0%) em comparação a agosto.

Apesar da desaceleração trimestral, a performance anual ainda sustenta um tom positivo. O crescimento em relação ao mesmo trimestre de 2024 foi de 1,5%, e na comparação de setembro de 2025 com o mesmo mês do ano anterior, a alta foi de 2,3%. Com isso, o acumulado dos últimos 12 meses fechou com uma expansão de 2,5%.

Consumo e Investimento Puxam o Freio

Os principais responsáveis pela desaceleração foram o consumo das famílias e a queda nos investimentos. O consumo, um dos maiores motores do PIB, avançou apenas 0,2% no trimestre, uma freada significativa que reflete a perda de poder de compra e confiança.

De forma ainda mais preocupante, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos em máquinas, equipamentos e construção, teve uma retração de 0,4%. A queda nesse indicador sugere que as empresas estão mais cautelosas em expandir suas operações, impactando a capacidade de crescimento futuro da economia.

Setor Externo Evita Resultado Pior

O desempenho positivo do setor externo foi crucial para evitar um resultado negativo no trimestre. As exportações dispararam, com um crescimento robusto de 7,0%, impulsionado principalmente pela força da indústria extrativa mineral. Por outro lado, as importações também subiram 3,8%, indicando uma busca por insumos e bens de capital pela indústria.

Análise Detalhada dos Setores

  • Pela Ótica da Oferta: O setor de Serviços, que representa a maior parte da economia, mostrou estagnação, contribuindo diretamente para o resultado modesto do PIB.
  • Pela Ótica da Demanda: A fraqueza do consumo e dos investimentos foi o grande destaque negativo. Em contraste, a demanda externa (exportações) foi o componente que mais contribuiu positivamente.

O PIB nominal do Brasil, até o final do terceiro trimestre, totalizou R$ 9,370 trilhões, com uma taxa de investimento de 18,9%.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Atividade Econômica do Brasil Cai 0,2% em Setembro

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A economia brasileira apresentou uma retração de 0,2% em setembro, segundo os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O resultado, divulgado pela Agência Brasil, reforça o movimento de perda de ritmo ao longo do terceiro trimestre de 2025, acumulando queda de 0,9% entre julho e setembro.

O IBC-Br funciona como um dos principais indicadores antecedentes do Produto Interno Bruto (PIB), reunindo informações de setores como indústria, comércio, serviços, agropecuária e impostos. Com ajustes sazonais, o índice permite avaliar com maior precisão o comportamento mensal da economia.

Desaceleração Ganha Força

Apesar de parecer uma variação moderada, a queda registrada em setembro vem após uma sequência de oscilações negativas. Analistas apontam que a tendência de desaceleração pode influenciar as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa Selic — atualmente em 15% ao ano.

A leitura predominante é que a perda de fôlego da economia pode sinalizar desafios para o fechamento do ano, caso o ritmo de consumo, produção e investimentos não apresente recuperação nos próximos meses.

Por Que o Indicador Importa?

O IBC-Br serve como termômetro para entender a trajetória da economia antes da divulgação oficial do PIB trimestral. Baixas sucessivas, como as registradas no terceiro trimestre, costumam acender alertas entre governo, mercado e setores produtivos.

Com novos dados previstos até o final do ano, o Banco Central deve oferecer uma visão mais completa sobre o comportamento econômico e suas consequências para 2026.

Referência Bibliográfica

AGÊNCIA BRASIL. Atividade econômica brasileira contraiu 0,2% em setembro. Brasília: Empresa Brasil de Comunicação, 17 nov. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/atividade-economica-brasileira-contraiu-02-em-setembro. Acesso em: 17 nov. 2025.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

INPC de Outubro Cai para 0,03% e Mostra Desaceleração da Inflação para Famílias de Menor Renda

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — que mede a variação do custo de vida das famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimosrecuou para 0,03% em outubro de 2025, após ter subido 0,52% em setembro. De acordo com o IBGE, esse é o menor resultado mensal desde o início do ano e reflete a queda no custo da energia elétrica residencial, influenciada pela mudança na bandeira tarifária.

No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 4,49%, abaixo dos 5,1% registrados até setembro, mostrando uma tendência de desaceleração da inflação entre os consumidores de menor renda.

Energia e Habitação Foram os Principais Vetores de Queda

A principal influência negativa sobre o INPC de outubro veio do grupo Habitação, que caiu 0,32%, puxado pela redução de 2,39% na energia elétrica residencial. A migração da bandeira vermelha patamar 2 para o patamar 1 reduziu o adicional pago pelos consumidores para R$ 4,46 a cada 100 kWh, o que contribuiu com –0,06 ponto percentual no índice geral.

Enquanto os produtos alimentícios tiveram variação nula (0%), os não alimentícios subiram de forma moderada (+0,04%), mantendo o ritmo de desaceleração observado nos últimos meses.

INPC e IPCA: Medindo Inflações Diferentes

O INPC e o IPCA são indicadores complementares. Ambos medem a inflação, mas se destinam a públicos distintos e possuem pesos diferentes para os grupos de consumo.

Índice  

Público alvo

Acumulado 12 meses (out/25)

Peso alimentos

Peso passagem aérea

INPC

1 a 5 salários mínimos

4,49%

~25%

Menor peso

IPCA

1 a 40 salários mínimos

4,68%

~21%

Maior peso

Enquanto o IPCA abrange famílias de até 40 salários mínimos, o INPC reflete com mais precisão o impacto da inflação sobre a população de menor renda, que gasta proporcionalmente mais com alimentação e energia elétrica.

Por isso, variações em produtos básicos — como arroz, feijão, leite e gás de cozinha — têm maior influência sobre o INPC, enquanto bens e serviços como passagens aéreas e pacotes de turismo pesam mais no IPCA.

Impactos Econômicos e Sociais

O INPC é referência direta para reajustes salariais e benefícios sociais, incluindo o salário mínimo, aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.
A queda observada em outubro pode, portanto, limitar o reajuste real do salário mínimo e dos benefícios previdenciários em 2026, já que o cálculo oficial considera a inflação acumulada no período anterior.

Segundo o economista Antônio Correia, ouvido pela Agência Brasil, “a desaceleração da inflação é positiva do ponto de vista do poder de compra, mas ao mesmo tempo reduz o espaço para aumentos reais nos rendimentos vinculados ao INPC”.

Projeções e Expectativas para o Fim de 2025

O mercado financeiro projeta que o INPC encerre o ano entre 4,4% e 4,89%, de acordo com estimativas divulgadas pela CNN Brasil e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Esses números permanecem em linha com o IPCA, mas ligeiramente acima do teto da meta oficial de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Analistas apontam que o desempenho recente da energia elétrica e dos alimentos deve continuar aliviando os preços no curto prazo. Contudo, a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano ainda impõe restrições ao consumo e ao crédito, limitando o ritmo de recuperação da economia.

Perspectiva: Inflação Menor, Mas Cautela nas Expectativas

Embora o resultado de outubro mostre forte desaceleração da inflação, especialistas recomendam cautela. O comportamento dos preços administrados e dos alimentos in natura, ainda sujeitos a variações sazonais, pode influenciar os índices dos próximos meses.

De modo geral, o cenário é considerado favorável, com inflação convergindo para dentro da meta, o que reforça a eficácia da política monetária e indica estabilidade de preços para o restante de 2025.

Referências

AGÊNCIA BRASIL. INPC recua para 0,03% em outubro e acumula 4,49% em 12 meses. Brasília: EBC, 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/inpc-recua-para-003-em-outubro-e-acumula-449-em-12-meses. Acesso em: 11 nov. 2025.

DEBIT. INPC acumulado em 2025. São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.debit.com.br/tabelas/inpc-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor.

IPEA. Projeção de inflação: IPCA de 4,4% e INPC de 4,2% para 2025. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/busca-geral?q=INPC.

Inflação Oficial de Outubro Fica em 0,09%: Menor Índice para o Mês Desde 1998 Indica Desaceleração dos Preços

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — considerado o indicador oficial da inflação no Brasil — registrou alta de apenas 0,09% em outubro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor variação para o mês desde 1998, impulsionada principalmente pela queda nas tarifas de energia elétrica.

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice chega a 4,68%, abaixo dos 4,82% registrados no período anterior, mas ainda acima do teto da meta de inflação do governo, que é de 4,5% para 2025, dentro de uma meta central de 3%.

Energia Elétrica Puxa Queda da Inflação

O principal destaque do mês foi a redução de 2,39% na energia elétrica residencial, resultado da mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para o patamar 1. Essa alteração reduziu a cobrança extra nas contas de luz para R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, impactando o IPCA negativamente em –0,10 ponto percentual.

Além disso, os grupos habitação (–0,30%), artigos de residência (–0,34%) e comunicação (–0,16%) também contribuíram para conter o avanço do índice.

Alimentação e Bebidas Ficam Estáveis Após Quedas Consecutivas

Após quatro meses de recuo, o grupo alimentação e bebidas apresentou estabilidade (0,01%), registrando a menor variação para outubro desde 2017.
Os preços do arroz (–2,49%) e do leite longa vida (–1,88%) caíram, enquanto itens como batata-inglesa (+8,56%) e óleo de soja (+4,64%) tiveram alta.

Entre os 377 produtos e serviços pesquisados, as maiores altas foram observadas em aluguel residencial (+0,93%) e passagem aérea (+4,48%), ambos com impacto de 0,03 ponto percentual no índice.

Inflação de Serviços Ainda Pressiona

Embora o IPCA geral tenha desacelerado, a inflação de serviços — indicador que reflete custos de mão de obra e demanda interna — subiu 0,41% em outubro e acumula alta de 6,20% em 12 meses.
Já os preços monitorados (como energia e combustíveis) caíram 0,16% no mês, mas ainda acumulam alta de 4,20% em 12 meses.

Resumo por Grupos de Produtos e Serviços

Grupo

Variação (%) outubro

Impacto (p.p.) outubro

Alimentação e bebidas

0,01

0,00

Habitação

-0,30

-0,05

Artigos de residência

-0,34

-0,01

Vestuário

0,51

0,02

Transportes

0,11

0,02

Saúde e cuidados pessoais

0,41

0,06

Despesas pessoais

0,45

0,05

Educação

0,06

0,00

Comunicação

-0,16

0,00

Fonte: IBGE (2025).

Projeções e Política Monetária: Selic Segue em Nível Histórico

De acordo com o Boletim Focus do Banco Central, o mercado financeiro projeta inflação de 4,55% em 2025, ligeiramente acima do teto da meta. Para 2026, a expectativa é de 4,2%, e para 2027, de 3,8%.

Para conter a pressão inflacionária, o Comitê de Política Monetária (Copom) mantém a taxa Selic em 15% ao ano — o maior patamar desde 2006.
A política de juros elevados busca desacelerar o consumo e reduzir o crédito, funcionando como freio para a inflação, mas também afeta investimentos e o crescimento econômico.

Perspectivas: Sinais de Alívio, Mas Meta Ainda Distante

Especialistas avaliam que o IPCA de outubro reflete uma tendência de desaceleração da inflação, especialmente diante da redução dos custos de energia e da estabilidade dos alimentos.
No entanto, o índice ainda está acima do limite da meta do governo, o que mantém o cenário de cautela no mercado financeiro.

O comportamento dos preços administrados e o efeito defasado da alta dos juros devem ser determinantes para o desempenho da inflação nos próximos meses. Caso a desaceleração persista, o índice pode encerrar 2025 dentro do intervalo de tolerância, apontando para um cenário de estabilidade gradual.

O IPCA é calculado pelo IBGE e mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, abrangendo 11 regiões metropolitanas do país.

Referências

AGÊNCIA BRASIL. Inflação oficial de outubro fica em 0,09%, menor para o mês desde 1998. Brasília: EBC, 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/inflacao-oficial-de-outubro-fica-em-009-menor-para-o-mes-desde-1998. Acesso em: 11 nov. 2025.

IBGE. Inflação. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/explica/inflacao.php. Acesso em: 11 nov. 2025.

EXAME. IPCA de outubro desacelera e fecha em 0,09%. São Paulo, 2025. Disponível em: https://exame.com/economia/ipca-de-outubro-desacelera-e-fecha-em-009-apos-alta-em-setembro/.

G1. IPCA recua para 0,09% em outubro, menor taxa para o mês. Rio de Janeiro, 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/11/11/ipca-precos-sobem-009percent-em-outubro-diz-ibge.ghtml.

CORREIO BRAZILIENSE. Mercado mantém expectativa de inflação acima do teto da meta em 2025. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/11/7289122-mercado-mantem-expectativa-de-inflacao-para-acima-do-teto-da-meta-em-2025.html.

Indústria Brasileira Recua em Setembro, com Queda em 6 dos 15 Locais Pesquisados

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção industrial nacional teve uma variação negativa de 0,4% em setembro de 2025, na comparação com o mês anterior.

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A produção industrial no Brasil registrou uma queda de 0,4% em setembro de 2025, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgados pelo IBGE. O resultado negativo foi acompanhado por 6 dos 15 locais analisados, com as retrações mais significativas observadas no Paraná (-6,9%), Bahia (-4,7%) e Rio de Janeiro (-4,3%).

Apesar do cenário de queda em parte do país, outros estados apresentaram um crescimento robusto. Os destaques positivos foram o Amazonas, com uma expansão de 9,0%, o Rio Grande do Sul, com 4,8%, e o Espírito Santo, que cresceu 4,6%.

Análise dos Indicadores

Na análise da média móvel trimestral, o trimestre encerrado em setembro de 2025 teve uma leve variação positiva de 0,1% em relação ao mês anterior, indicando uma tendência de estabilização. Os maiores avanços nesse indicador foram registrados no Rio Grande do Sul (3,5%) e no Espírito Santo (2,6%).

Já na comparação com setembro de 2024, o setor industrial demonstrou um crescimento de 2,0%. Nessa base de comparação, 14 dos 18 locais pesquisados tiveram resultados positivos. As altas mais expressivas foram no Espírito Santo (19,2%), Rio Grande do Norte (19,0%) e Rio Grande do Sul (10,6%).

Desempenho Acumulado

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, a indústria nacional expandiu 1,0%. Dez dos 18 locais pesquisados mostraram crescimento, com destaque para Espírito Santo (7,5%), Pará (4,9%) e Rio de Janeiro (4,1%). Em contrapartida, o Rio Grande do Norte (-13,1%) e o Mato Grosso (-7,1%) registraram os piores desempenhos no período.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Produção Industrial Brasileira Cai 0,4% em Setembro de 2025, Aponta IBGE

A produção industrial brasileira apresentou variação negativa de 0,4% em setembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompeu sequências recentes de crescimento em alguns segmentos, especialmente entre os bens de consumo duráveis, que recuaram 1,4% após três meses positivos.

Desempenho Setorial

Entre as 25 atividades industriais pesquisadas, 12 apresentaram retração no mês. O setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos registrou a maior queda, com -9,7%, encerrando uma sequência de quatro meses de alta.
Outros setores com desempenho negativo foram as indústrias extrativas, com queda de 1,6%, e a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, que caiu 3,5%, eliminando parte do crescimento acumulado no trimestre anterior.

Por outro lado, alguns ramos industriais apresentaram expansão. A fabricação de produtos alimentícios cresceu 1,9%, acumulando alta de 4,4% nos últimos três meses — o principal destaque positivo do período. Também registraram aumento os segmentos de produtos do fumo (+19,5%), produtos de madeira (+5,5%) e manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (+2%).

Tendência e Média Móvel Trimestral

A média móvel trimestral da produção industrial ficou praticamente estável, com leve variação positiva de 0,1% em setembro.
No entanto, o comportamento foi desigual entre as categorias econômicas:

  • Bens intermediários: -0,4%
  • Bens de consumo semi e não duráveis: -0,1%
  • Bens de capital: +0,1%

Comparativo Anual e Acumulado de 2025

Na comparação com setembro de 2024, a indústria nacional cresceu 2,0%, puxada por setores como:

  • Produtos alimentícios (+7,1%)
  • Indústrias extrativas (+5,2%)
  • Têxteis (+11,8%)
  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+10,2%)

Já o setor de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis exerceu a maior influência negativa, com retração de 7,2%, refletindo a menor produção de álcool etílico, gasolina automotiva e betume de petróleo.

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o crescimento foi de 1,0%, com destaque para as indústrias extrativas, de máquinas e equipamentos e de veículos automotores.
O IBGE destacou que os resultados revelam heterogeneidade e dinamismo, com oportunidades de expansão em alguns setores e desafios em outros, influenciados por custos, demanda externa e comportamento do mercado interno.

Referência Oficial

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF). Resultados de setembro de 2025. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: nov. 2025.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Governo Central registra déficit primário de R$ 14,5 bilhões em setembro

O Governo Central encerrou setembro de 2025 com déficit primário de R$ 14,5 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30). O resultado representa um aumento real de 166,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, já considerando a inflação medida pelo IPCA.

O valor ficou muito acima das projeções do mercado, que esperavam um déficit de cerca de R$ 6 bilhões, conforme o Prisma Fiscal, levantamento do Ministério da Fazenda.

Evolução das Receitas e Despesas

As receitas líquidas do Governo Central cresceram 5,8% em valores nominais no mês, mas, ao descontar a inflação, a alta real foi de apenas 0,6% (R$ 1,1 bilhão).
O destaque positivo veio da arrecadação previdenciária, que registrou elevação de 11,9% em termos reais (R$ 6,2 bilhões), impulsionada pela melhora do mercado de trabalho e pelo aumento do recolhimento do Simples Nacional previdenciário.

Por outro lado, as despesas totais avançaram 11,2% em termos nominais e 5,7% em termos reais (R$ 10,2 bilhões). O salto foi puxado principalmente pelas despesas discricionárias — aquelas de execução não obrigatória — que subiram 100,9% (R$ 10,6 bilhões).
Os maiores gastos concentraram-se em saúde (R$ 4,1 bilhões) e em investimentos públicos (R$ 2,9 bilhões), refletindo maior execução orçamentária no segundo semestre.

O Tesouro Nacional destacou ainda que o comparativo entre setembro de 2024 e setembro de 2025 foi influenciado pela antecipação de R$ 4,5 bilhões em precatórios federais no ano anterior, destinados ao Rio Grande do Sul por motivo de calamidade pública — o que reduziu artificialmente as despesas de 2024.

Acumulado do Ano e Metas Fiscais

De janeiro a setembro de 2025, o déficit primário acumulado soma R$ 100,4 bilhões, valor 9,1% menor que o do mesmo período de 2024, já descontada a inflação (R$ 103,6 bilhões).
Esse resultado decorre do superávit de R$ 185,9 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central, compensado pelo déficit de R$ 286,3 bilhões da Previdência Social.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o novo arcabouço fiscal fixam como meta um déficit primário zero em 2025, com margem de tolerância de 0,25% do PIB — o que permite um déficit máximo de até R$ 31 bilhões.

Projeções e Perspectivas

O resultado de setembro acendeu o sinal de alerta quanto ao cumprimento das metas fiscais. O avanço expressivo das despesas discricionárias e a persistência do déficit previdenciário continuam sendo os principais desafios para o equilíbrio das contas públicas.
Embora a arrecadação previdenciária tenha reagido positivamente com o aquecimento do mercado de trabalho, o ritmo de crescimento das despesas ainda supera o das receitas, o que pressiona o resultado fiscal do Governo Central.

Especialistas apontam que, para alcançar a meta fiscal, será necessária uma forte contenção de gastos e avanço nas reformas tributárias e administrativas — temas que permanecem no centro das discussões econômicas de 2025.

Referência Bibliográfica

AGÊNCIA BRASIL. Governo Central tem déficit primário de R$ 14,5 bilhões em setembro. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/governo-central-tem-deficit-primario-de-r-145-bilhoes-em-setembro. Acesso em: 30 out. 2025.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Inflação em 2025: Mercado Financeiro Reduz Projeção e Aponta Trajetória Mais Controlada

O mercado financeiro revisou para baixo a projeção da inflação oficial do Brasil para 2025, estimando agora o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,56% no ano, segundo revelam o Relatório Focus do Banco Central e comunicados de instituições financeiras.

Esse novo valor indica uma trajetória ligeiramente mais controlada para os preços no país, embora o patamar ainda ultrapasse o teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) — fixada em 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (teto de 4,5%).

Perspectivas para a Inflação

A projeção para 2025 caiu de 4,70% para 4,56%, enquanto, para 2026, a expectativa recuou de 4,27% para 4,20%.
Para os anos seguintes, 2027 e 2028, as projeções são de 3,82% e 3,54%, respectivamente.

Após uma desaceleração em agosto, a inflação voltou a subir em setembro, registrando 0,48% no mês, pressionada principalmente pelo aumento no custo da energia elétrica.
No acumulado de 12 meses, a alta de preços atinge 5,17%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Política Monetária e Taxa Selic

Com o objetivo de conter o avanço dos preços, o Banco Central mantém desde setembro a taxa Selic — principal instrumento de política monetária — em 15% ao ano, decisão reiterada pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
A ata mais recente do Copom reforça que a Selic deverá permanecer nesse nível por um período prolongado, até que haja convergência da inflação para a meta.

De acordo com analistas de mercado, reduções expressivas da Selic devem ocorrer apenas a partir de 2026, quando a taxa pode recuar para 12,25% ao ano, com projeções de 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

Desempenho do PIB

As projeções para o crescimento da economia brasileira também foram ligeiramente revisadas.
Para 2025, a expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 2,17% para 2,16%.
Nos anos seguintes, as estimativas indicam expansão de 1,78% (2026), 1,83% (2027) e 2% (2028).

O segundo trimestre de 2025 registrou crescimento de 0,4%, mantendo a sequência de quatro anos consecutivos de expansão do PIB nacional.

Mercado Cambial

No mercado de câmbio, a cotação do dólar é projetada em R$ 5,41 para o encerramento de 2025 e R$ 5,50 para o fim de 2026, sinalizando estabilidade frente às previsões anteriores e ao atual cenário econômico global.

Conclusão

A combinação de inflação sob controle gradual, juros elevados e expectativas de crescimento moderado define um quadro de ajuste cauteloso para a economia brasileira em 2025.
O comportamento da política monetária e a evolução das reformas estruturais serão determinantes para a consolidação de um ambiente de confiança e estabilidade econômica no médio prazo.

Referências Bibliográficas

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Relatório Focus – 24 de outubro de 2025. Brasília: Banco Central do Brasil, 2025. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/. Acesso em: 27 out. 2025.

AGÊNCIA BRASIL. Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,56% em 2025. Brasília: Empresa Brasil de Comunicação, 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/. Acesso em: 27 out. 2025.