Radio Evangélica

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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Câmara aprova PL que zera IRPF para quem ganha até R$ 5 mil e taxa alta renda

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1087/25, de autoria do Poder Executivo, que visa promover uma reforma na tributação do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF). A medida concede isenção total do IRPF para contribuintes com rendimento mensal de até R$ 5 mil e institui uma cobrança adicional para aqueles com rendimento tributável anual superior a R$ 600 mil. A proposta segue agora para apreciação do Senado Federal.

O principal objetivo do projeto é aumentar a progressividade da tributação, ajustando as alíquotas efetivas após deduções e isenções. Para compensar a renúncia de receita gerada pela isenção de até R$ 5 mil, o PL estabelece um patamar mínimo de 10% de IR para cerca de 141,4 mil contribuintes de alta renda. Atualmente, esses contribuintes recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% sobre seus rendimentos totais, incluindo lucros e dividendos distribuídos. Em contraste, trabalhadores em geral pagam entre 9% e 11% de IR sobre seus ganhos.

As novas regras de isenção até R$ 5 mil serão aplicadas tanto na Declaração de Ajuste Anual (DAA) quanto no 13º salário, que possui tributação exclusiva na fonte. Na DAA, o valor do desconto simplificado será ajustado de R$ 16.754,34 para R$ 17.640,00.

Alterações do relator

O texto aprovado na forma de substitutivo, proposto pelo relator Arthur Lira (PP-AL), inclui importantes modificações. A redução gradual do IRPF para rendimentos acima de R$ 5 mil mensais, que inicialmente iria até R$ 7 mil, foi estendida para abranger até R$ 7.350,00. Acima desse valor, a tributação permanece inalterada.

Lira também ampliou a lista de rendas dedutíveis, incluindo ganhos com títulos do agronegócio e do setor imobiliário, além de lucros e dividendos cuja distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro de 2025. Em relação à atualização da tabela do Imposto de Renda, o relator inseriu um dispositivo que obriga o Executivo a enviar ao Congresso Nacional, em até um ano, um projeto com uma política nacional para a correção desses valores.

Outra mudança relevante foi a exclusão das taxas repassadas ao sistema judiciário da base de cálculo de lucros e dividendos distribuídos pelos cartórios aos notários. Além disso, lucros e dividendos referentes ao ano-calendário de 2025 poderão ser distribuídos até 2028.

Justiça tributária e impactos

O relator Arthur Lira defendeu a proposta como um passo para a justiça tributária no país. "O projeto é neutro quanto à arrecadação, ele é neutro quanto à renúncia fiscal", afirmou. Segundo ele, a medida beneficiará diretamente 15,5 milhões de pessoas, enquanto cerca de 140 mil serão afetadas pela compensação. "Não resolverá de forma definitiva a regressividade da tributação da renda do Brasil, mas é um primeiro passo para corrigir uma distorção tributária e social das pessoas que menos recebem", completou Lira, destacando a necessidade de discutir outros projetos para expandir a justiça tributária para a reforma da renda.

A proposta implica uma renúncia de R$ 25,4 bilhões em receita do Imposto de Renda, o que representa aproximadamente 10% dos quase R$ 227 bilhões arrecadados com o tributo.

Líderes governistas celebraram a aprovação. O líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), classificou a votação como uma "retumbante vitória do povo brasileiro" e parabenizou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por insistir na pauta de justiça tributária, considerando a medida como uma "mudança verdadeiramente estrutural". A líder do Psol, deputada Talíria Petrone (RJ), afirmou que a Câmara atende aos anseios da população, impactando positivamente a renda de "quase 20 milhões de pessoas" e corrigindo uma desigualdade estrutural.

Críticas da oposição

Apesar da aprovação, a proposta enfrentou críticas da oposição. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), classificou-a como um "troco" que não atende às necessidades da população, defendendo uma maior redução da carga tributária. "O nosso partido é sempre contra o aumento de impostos", declarou.

O deputado Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da oposição, expressou preocupação com o possível impacto negativo no mercado brasileiro, sugerindo que a tributação adicional aos mais ricos poderia levar à fuga de recursos para o exterior, "gerando desemprego e uma série de consequências nefastas para o Brasil". Ele defendeu que a isenção deveria subir para R$ 10 mil, com a compensação vindo de ações de austeridade do governo federal.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Projeto beneficia pequenos negócios afetados por desastres naturais; texto segue para o Senado

Medida beneficia pequenos negócios afetados por desastres naturais e busca garantir a recuperação econômica local

Bruno Spada/Câmara dos deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 223/23, que prorroga por seis meses o vencimento de tributos do Simples Nacional para empresas localizadas em municípios atingidos por calamidade pública. A proposta, de autoria da deputada Julia Zanatta (PL-SC), agora será analisada pelo Senado.

O projeto prevê que empresas com matriz em cidades incluídas em decreto estadual de calamidade pública, reconhecido pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, terão o pagamento dos tributos regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional.

A relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), destacou que as recentes catástrofes naturais em estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais reforçam a necessidade de apoio tributário emergencial para micro e pequenos negócios. Segundo Bayer, essas empresas são fundamentais para a economia local e precisam de suporte para sobreviver diante de crises.

A autora do projeto, deputada Julia Zanatta, enfatizou que os pequenos empresários são os mais afetados em momentos de calamidade. "Esses empreendedores, que representam 90% das empresas no Brasil, precisam de um fôlego financeiro para continuar operando", declarou.

O projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado antes de entrar em vigor.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Câmara dos Deputados criará comissão para voto distrital misto

Presidente da Casa, Hugo Motta, anuncia instalação após definição das comissões permanentes

Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a criação da comissão especial para discutir a implementação do voto distrital misto ocorrerá após a definição das comissões permanentes da Casa. A proposta abrange as eleições para deputados federais, distritais, estaduais e vereadores.

A comissão analisará o Projeto de Lei 9212/17, já aprovado no Senado e enviado à Câmara. O texto prevê que o eleitor vote diretamente em um candidato para representar seu distrito (sistema distrital) e também em um partido de sua preferência (sistema proporcional). Projetos que envolvem a competência de mais de quatro comissões são avaliados por comissões especiais.

Comissões após o carnaval

Sobre as comissões permanentes, Motta informou que os líderes partidários estão discutindo a distribuição dos colegiados e a instalação deve ocorrer no início de março. “Sempre há disputas pelas comissões mais importantes, mas esperamos resolver isso nos próximos dias”, declarou. A distribuição segue o princípio da proporcionalidade partidária.

Encontro com Lula e parcelamento de dívidas

Antes da reunião de líderes, Hugo Motta comentou sobre seu encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando um compromisso de diálogo contínuo. Além disso, afirmou que a comissão especial para analisar a PEC 66/23, que permite o parcelamento de dívidas municipais com a Previdência Social, será instalada em breve.

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que há consenso sobre a PEC. “Foi um compromisso assumido entre os presidentes Lula e Hugo Motta”, reforçou.

Pautas prioritárias

Hugo Motta pediu que os líderes partidários apresentassem propostas de interesse de suas bancadas. O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), defendeu a votação do PL 2583/20, que concede incentivos à indústria brasileira de equipamentos médico-hospitalares.

Farias também mencionou a inclusão na pauta do PL 769/24, que cria 160 funções comissionadas nos gabinetes de ministros do STF. Segundo ele, a proposta não enfrentará resistência, pois trata da organização interna do Poder Judiciário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Hugo Motta é eleito presidente da Câmara dos Deputados

Apoiado por ampla bancada partidária, deputado teve 444 votos

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito neste sábado (1º), em primeiro turno, para o cargo de presidente da Câmara dos Deputados, com 444 votos dos 513 deputados. Aos 35 anos, ele será o mais jovem presidente da Casa desde a redemocratização do país, mas carrega uma experiência de quatro mandatos consecutivos como deputado federal pela Paraíba.

Franco favorito na disputa, apoiado por 17 dos 20 partidos com assento na Câmara, Motta precisava de pelo menos a maioria absoluta de apoios (257 votos) para vencer em turno único, mas foi além e liquidou a fatura com amplo apoio entre os pares, de praticamente todo o espectro partidário.

A votação não superou a obtida por Arthur Lira (PP-AL) em fevereiro de 2023, quando ele foi reeleito com o voto uma votação recorde de 464 deputados.

Os dois concorrentes na disputa, Marcel van Hattem (Novo-RS) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) obtiveram 31 e 22 votos, respectivamente. Houve o registro de dois votos em branco.

Após ter o resultado proclamado, Motta foi chamado à mesa para assinar o termo de posse e assumir a cadeira ocupada por Lira. O bloco que elegeu Motta reúne o PT, partido que dirige o governo federal, e o PL, principal legenda de oposição. Os demais integrantes são PCdoB, PV, União, PP, Republicanos, PSD, MDB, PDT, PSDB, Cidadania, PSB, Podemos, Avante, Solidariedade e PRD. Juntos, eles representam 494 dos 513 deputados federais.

O mandato de Hugo Motta vai até fevereiro de 2027, quando haverá eleição para a mesa diretora de uma nova legislatura. Além de ser o principal representante da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa Legislativa é quem define a pauta de votações do plenário e supervisiona os trabalhos da instituição, incluindo as diversas comissões temáticas. O presidente da Câmara é o segundo na linha sucessória de presidente da República, após o vice-presidente, e integra o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional.

Nascido em 11 de setembro de 1989, em João Pessoa (PB), Hugo Motta é médico e oriundo de uma família com atuação na política na Paraíba. Em 2010, foi eleito o deputado federal mais jovem do Brasil, na época, com 21 anos. De perfil conciliador, Motta é conhecido por ter bom trânsito político tanto tanto em setores de esquerda quanto na direita, bem como no segmento empresarial. Ela herda a influência política do grupo até então liderado por Arthur Lira.

Em nota, o presidente da Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Motta pela eleição. "Estou certo de que avançaremos ainda mais nessa parceria exitosa entre Executivo e Legislativo, para a construção de um Brasil cada vez mais desenvolvido e mais justo, com responsabilidade fiscal, social e ambiental", destacou Lula.

Senado

Mais cedo, o Senado Federal também realizou a eleição para a a presidência, com vitória por ampla maioria do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que volta ao cargo após quatro anos, e para a nova mesa diretora da instituição pelos próximos dois anos.     

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Câmara aprova regulamentação da reforma tributária com mudanças e benefícios sociais

Texto inclui devolução de tributos para baixa renda, isenções para produtos básicos e novas regras para compras online. Projeto segue para sanção presidencial

Em uma decisão histórica, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24, que regulamenta a reforma tributária. Após ajustes realizados pelo Senado, o texto foi parcialmente modificado pelos deputados e segue agora para sanção presidencial. A proposta detalha regras sobre o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo, que substituirão tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI a partir de 2027.

Principais mudanças no texto aprovado

O texto da Câmara trouxe novidades e ajustes em pontos sensíveis, como a devolução de tributos para consumidores de baixa renda (cashback), isenções para produtos essenciais e mudanças em alíquotas. Entre as medidas aprovadas, destacam-se:

  • Devolução de tributos para baixa renda: Consumidores de baixa renda terão devolução de 100% da CBS e 20% do IBS nas contas de energia, água, gás e telecomunicações. O benefício será destinado às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo.
  • Isenções para produtos básicos: Produtos da cesta básica, como arroz, feijão, leite, carnes, peixes e açúcar, terão alíquota zero. Além disso, itens como fórmulas infantis, óleos vegetais, pão francês, queijos e frutas também foram incluídos na lista de isenções.
  • Alíquotas reduzidas para produtos in natura: A comercialização de produtos agropecuários, pesqueiros e extrativistas vegetais in natura terá redução de 60% na alíquota do IBS e CBS, desde que não passem por processos industriais.
  • Cashback direto em contas: O mecanismo de cashback será aplicado automaticamente em bens e serviços de consumo regular, como contas de energia e água. O governo transferirá o valor diretamente aos bancos, que terão até 10 dias para repassar o benefício às famílias.
  • Compras internacionais: O projeto também cria novas regras para compras online de produtos importados, vinculando os mecanismos de pagamento ao sistema de arrecadação, buscando evitar a evasão fiscal.

Itens específicos e impactos para setores econômicos

O texto aprovado pela Câmara manteve algumas modificações feitas pelo Senado, mas reverteu outras que poderiam impactar a arrecadação e o equilíbrio do sistema tributário:

  • Imposto Seletivo sobre bebidas açucaradas: A Câmara optou por restabelecer a incidência do tributo sobre esses produtos, considerada uma medida para combater problemas de saúde pública.
  • Exclusão de armas e munições: Esses itens não serão incluídos no Imposto Seletivo, que será aplicado apenas a produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
  • Planos de saúde para animais: Foi aprovada uma redução de 30% na tributação para serviços de planos de saúde veterinários, incentivando o cuidado com animais domésticos.
  • Medicamentos e insumos agropecuários: A alíquota para medicamentos não incluídos em listas de isenção será reduzida em 60%. Já insumos agropecuários, fertilizantes e vacinas veterinárias terão redução semelhante.

Criação do "nanoempreendedor"

O texto inova ao criar a categoria de nanoempreendedor, destinada a pessoas físicas com faturamento anual de até R$ 40,5 mil (50% do limite do MEI). Esses profissionais terão isenção total de IBS e CBS, desde que não estejam no regime do Microempreendedor Individual (MEI).

Polêmicas e debate no Plenário

A votação foi marcada por intensos debates entre parlamentares. O relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que o texto final beneficia a população ao reduzir a carga tributária. “A reforma está reduzindo a carga em 0,7% para todos os brasileiros. Escolhemos rejeitar as mudanças do Senado que aumentavam as alíquotas e manter a justiça tributária”, disse.

Por outro lado, a oposição criticou a proposta. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) destacou que o texto pode resultar em uma das maiores alíquotas de imposto agregado do mundo. “Estamos criando o maior IVA do planeta, sem a contrapartida de serviços de qualidade”, afirmou.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a aprovação do texto como uma etapa fundamental na simplificação do sistema tributário. “Vivemos em um verdadeiro manicômio tributário. Esta reforma não é perfeita, mas é necessária para trazer mais transparência e equilíbrio ao sistema”, declarou.

Próximos passos

Com a aprovação na Câmara, o texto segue para sanção presidencial. Caso seja sancionado sem vetos, a reforma entrará em vigor gradualmente a partir de 2027, com a implementação do cashback prevista para 2029 no caso do IBS.

A reforma tributária representa uma tentativa de reestruturar o sistema fiscal brasileiro, promovendo justiça social e simplificação tributária, mas enfrenta desafios e críticas sobre os possíveis impactos econômicos e sociais.

Imagem:Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Fonte: Agência Câmara de Notícias