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segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Confiança da Construção sobe em dezembro, mas setor enfrenta desafios na contratação de trabalhadores

Índice de Confiança da Construção alcança 96,6 pontos, com perspectivas otimistas para 2025

O Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado pelo FGV IBRE, registrou alta de 0,9 ponto em dezembro, atingindo 96,6 pontos. Apesar da melhora, a média móvel trimestral apresentou queda de -0,2 ponto, marcando o segundo resultado negativo consecutivo.

De acordo com Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, o índice encerra 2024 ligeiramente acima do patamar de dezembro de 2023, refletindo um pessimismo moderado. "Embora o mercado de trabalho esteja aquecido e o setor tenha se beneficiado de investimentos em infraestrutura e mercado imobiliário, as dificuldades na contratação de trabalhadores impactaram os negócios. No entanto, a confiança em dezembro é positiva, com um número maior de empresas esperando crescimento na demanda em comparação às que preveem queda", avaliou.

Índice de Confiança da Construção alcança 96,6 pontos, com perspectivas otimistas para 2025

O Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado pelo FGV IBRE, registrou alta de 0,9 ponto em dezembro, atingindo 96,6 pontos. Apesar da melhora, a média móvel trimestral apresentou queda de -0,2 ponto, marcando o segundo resultado negativo consecutivo.

De acordo com Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, o índice encerra 2024 ligeiramente acima do patamar de dezembro de 2023, refletindo um pessimismo moderado. "Embora o mercado de trabalho esteja aquecido e o setor tenha se beneficiado de investimentos em infraestrutura e mercado imobiliário, as dificuldades na contratação de trabalhadores impactaram os negócios. No entanto, a confiança em dezembro é positiva, com um número maior de empresas esperando crescimento na demanda em comparação às que preveem queda", avaliou.

Percepção atual e expectativas

A alta do ICST foi impulsionada pela melhora tanto na avaliação do momento atual quanto nas expectativas futuras. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,3 ponto, alcançando 95,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 1,5 ponto, atingindo 97,6 pontos.

Os componentes do ISA-CST apresentaram variações distintas:

  • O indicador de volume de carteira de contratos cresceu 2,8 pontos, chegando a 96,9 pontos.
  • Por outro lado, o indicador de situação atual dos negócios caiu 2,1 pontos, para 94,7 pontos.

No âmbito das expectativas, ambos os componentes do IE-CST avançaram:

  • O indicador de demanda prevista nos próximos três meses subiu 2,6 pontos, atingindo 100,7 pontos.
  • Já o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses avançou 0,4 ponto, alcançando 94,4 pontos.

Utilização da capacidade

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção registrou leve queda de -0,1 ponto percentual (p.p.), para 78,9%. O NUCI de Mão de Obra também variou negativamente em -0,1 p.p., ficando em 80,3%, enquanto o NUCI de Máquinas e Equipamentos avançou 0,4 p.p., alcançando 73,6%.

Com investimentos significativos no setor ao longo de 2024 e perspectivas de continuidade em 2025, o mercado da construção se mantém em um cenário desafiador, mas com sinais de otimismo no horizonte.

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Índice de Confiança da Construção recua pelo segundo mês, diz FGV

Essa foi a segunda queda consecutiva do indicador

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 0,8 ponto de outubro para novembro e chegou a 95,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Essa foi a segunda queda consecutiva do indicador.

A queda da confiança do empresário da construção no mês foi puxada principalmente pela piora das avaliações sobre o futuro. O Índice de Expectativas recuou 1,6 ponto e chegou a 98,7 pontos, o menor nível desde junho deste ano, devido a quedas de 2,3 pontos na tendência dos negócios para os próximos seis meses e de 1 ponto na demanda prevista.

Já o Índice da Situação Atual, que mede a confiança no presente, se manteve estável em 92 pontos. A situação dos negócios melhorou 1 ponto, mas a carteira de contratos cedeu 1 ponto.

“A atividade perdeu força em novembro, embora ainda predomine a percepção de crescimento. Por outro lado, a alta das taxas de juros, uma inflação mais disseminada e custos crescentes minam as expectativas de continuidade da tendência de melhora dos negócios”, disse a pesquisadora da FGV Ana Maria Castelo.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil