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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

IPC-S de Novembro: Inflação Semanal Sobe Levemente, Mas Acumulado Anual Mantém Pressão

Índice de Preços ao Consumidor – Semanal registra variação de 0,23% na terceira quadrissemana de novembro, enquanto o acumulado em 12 meses atinge 3,98%, com setores como Educação e Habitação impulsionando a alta e Vestuário exercendo freio.

Imagem desenvolvida por IA
A terceira quadrissemana de novembro de 2025 trouxe um leve aumento no Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), que registrou uma variação de 0,23%. Apesar da moderação na leitura semanal, o indicador acumulado nos últimos 12 meses alcançou 3,98%, sinalizando uma persistente pressão inflacionária sobre o poder de compra das famílias brasileiras. A análise dos dados revela um cenário de contrastes, com alguns grupos de despesa contribuindo significativamente para a alta, enquanto outros apresentaram deflação, ajudando a conter um avanço maior do índice.

O Contexto Econômico e a Importância do IPC-S

O IPC-S, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), é um dos principais termômetros da inflação no Brasil. Sua divulgação semanal oferece um panorama ágil sobre a dinâmica dos preços ao consumidor, sendo crucial para a compreensão das tendências inflacionárias e para a formulação de políticas econômicas. Em um cenário de incertezas globais e desafios domésticos, o acompanhamento de perto de índices como o IPC-S é fundamental para empresas, investidores e, principalmente, para o planejamento financeiro das famílias. A variação de 0,23% nesta quadrissemana, embora modesta, reflete a complexidade da economia atual, onde diferentes fatores atuam simultaneamente sobre os preços.

Resultado Geral e Análise Detalhada

A variação de 0,23% na terceira quadrissemana de novembro de 2025 representa uma estabilização em relação a períodos anteriores, mas o acumulado de 3,98% em 12 meses acende um alerta. Esse patamar, próximo ao centro da meta de inflação, mas com tendência de alta em alguns segmentos, exige atenção. A composição do índice revela que a inflação não é homogênea, sendo impulsionada por demandas específicas e custos de produção em determinados setores, enquanto outros sofrem com a retração ou estabilização de preços. A análise setorial é, portanto, essencial para entender as forças que moldam o comportamento geral dos preços.

Setores em Queda: Alívio em Meio à Pressão

Quatro dos oito grupos de despesa que compõem o IPC-S apresentaram deflação ou desaceleração, contribuindo para mitigar a alta geral do índice. O destaque negativo, no sentido de queda de preços, foi o grupo Vestuário, que registrou uma variação de -0,67%. Essa retração pode ser atribuída a promoções sazonais, liquidações de estoque ou uma demanda mais contida por parte dos consumidores. A queda nos preços de roupas e acessórios representa um alívio para o orçamento familiar, especialmente em um período que antecede as festas de fim de ano.

Além do Vestuário, os grupos Despesas DiversasSaúde e Cuidados Pessoais e Alimentação também apresentaram desaceleração ou deflação em alguns de seus itens. Em Despesas Diversas, a estabilidade de preços em serviços específicos pode ter contribuído. No grupo Saúde e Cuidados Pessoais, a variação foi mais contida, possivelmente devido à estabilização de preços de medicamentos ou serviços. Já em Alimentação, um dos grupos de maior peso no orçamento das famílias, a desaceleração de alguns produtos in natura ou industrializados ajudou a frear a inflação geral, embora a percepção de alta nos supermercados ainda seja presente.

Setores em Alta: Os Impulsionadores da Inflação

Em contrapartida, quatro grupos de despesa registraram aceleração ou alta nos preços, exercendo pressão sobre o IPC-S. O principal destaque positivo, no sentido de alta de preços, foi o grupo Educação, Leitura e Recreação, que apresentou uma variação expressiva de 1,36%. Esse aumento pode ser reflexo de reajustes anuais em mensalidades escolares e universitárias, que tradicionalmente ocorrem no final do ano ou início do próximo, além de possíveis aumentos em serviços de lazer e cultura.

Outros grupos que contribuíram para a alta foram HabitaçãoComunicação e Transportes. Em Habitação, o aumento pode estar relacionado a reajustes em aluguéis, tarifas de energia elétrica ou água, e custos de condomínio. O grupo Comunicação, por sua vez, pode ter sido impactado por reajustes em planos de telefonia, internet ou TV por assinatura. Já em Transportes, a variação pode ser atribuída a flutuações nos preços dos combustíveis, passagens aéreas ou tarifas de transporte público, que frequentemente sofrem ajustes ao longo do ano.

Destaques Específicos: Vestuário e Educação

A análise dos destaques setoriais reforça a dinâmica de forças opostas no índice. O grupo Vestuário, com sua deflação de -0,67%, atuou como o principal influenciador negativo, ou seja, o maior freio para uma inflação mais elevada. Essa queda é um indicativo de que o setor pode estar enfrentando desafios de demanda ou buscando estratégias de precificação para atrair consumidores.

Por outro lado, Educação, Leitura e Recreação, com sua alta de 1,36%, foi o principal acelerador positivo, exercendo a maior pressão de alta sobre o IPC-S. A natureza desses reajustes, muitas vezes anuais e com pouca elasticidade de demanda, faz com que seu impacto seja sentido de forma mais aguda pelas famílias, especialmente aquelas com crianças em idade escolar ou universitários.

Perspectiva Econômica e Próximos Passos

A leitura do IPC-S de novembro de 2025 sugere que a inflação, embora sob controle em alguns segmentos, ainda apresenta focos de pressão em outros. O acumulado de 3,98% em 12 meses indica que o Banco Central e as autoridades econômicas precisam manter a vigilância. A política monetária, que tem atuado para conter a inflação, continuará sendo um fator determinante.

Para os consumidores, a mensagem é de cautela. A gestão do orçamento familiar torna-se ainda mais crucial em um cenário onde alguns custos essenciais, como educação e moradia, continuam em ascensão. A busca por alternativas e a pesquisa de preços são ferramentas importantes para minimizar o impacto da inflação no dia a dia. A expectativa é que os próximos meses tragam mais clareza sobre a trajetória da inflação, à medida que os efeitos das políticas econômicas e as dinâmicas de mercado se consolidem.

Com base em dados da FGV - Fundação Getulio Vargas

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

PF faz operação contra desvio de recursos da saúde no sul fluminense

Fraudes em licitações de contratos atingem valores de R$ 40 milhões

Policiais federais cumpriram, nesta sexta-feira (27), seis mandados de busca e apreensão contra suspeitos de desviar recursos destinados à saúde pública no município de Paraty, no sul fluminense. De acordo com a Polícia Federal (PF), o esquema de corrupção ocorria desde a pandemia de covid-19.

As investigações da PF encontraram indícios de irregularidades em contratos da prefeitura de Paraty que somam mais de R$ 40 milhões. Segundo a polícia, as licitações eram direcionadas e seus valores superfaturados, com pagamentos indevidos aos agentes públicos.

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o afastamento da função pública, a proibição de contratar com o poder público e a indisponibilidade de bens dos suspeitos de participarem do esquema.

Os alvos da operação Cashback são investigados por crimes eleitorais, corrupção ativa e passiva, além de fraude à licitação com superfaturamento e direcionamento do processo.

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Municípios investem 34% a mais em saúde, mas quadro fiscal preocupa

Dados são de 2020 e fazem parte do Índice Firjan de Gestão Fiscal

Os municípios brasileiros investiram mais em saúde em 2020. Em decorrência da pandemia de covid-19, os recursos destinados à saúde subiram 34%. Entretanto, 3.024 prefeituras (57,7% do total) estão em situação fiscal difícil ou crítica. Em boa parte delas, há uma forte dependência dos repasses da União.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21) pela Federação da Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e fazem parte do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado anualmente desde 2013. Segundo a entidade, as informações são relevantes para o debate de reformas que têm impacto nos municípios, como a administrativa e a tributária.

Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, o bem-estar da população e a melhoria do ambiente de negócios dependem do equilíbrio sustentável das contas públicas municipais. "Isso só será possível com a concretização de reformas estruturais que incluam as cidades”, diz.

Nesta edição, foram avaliados dados relativos a 2020 de 5.239 municípios, que reúnem 94,4% da população do país. As informações são declaradas oficialmente à União pelas prefeituras. Porém, 329 delas não fizeram suas declarações no prazo legal ou informaram dados com inconsistências.

O IFGF é composto por quatro indicadores que avaliam autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos. A pontuação varia de 0 a 1, sendo considerada situação crítica quando o resultado é inferior a 0,4, difícil quando fica entre 0,4 e 0,6, boa no intervalo de 0,6 a 0,8 e excelente acima de 0,8. Considerando todos os municípios avaliados, a média foi de 0,5456. Apenas 11,7% registraram excelência fiscal.

Segundo o gerente de estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, 2020 foi um ano marcado por fatores extraordinários. A pandemia fez crescer o repasse da União para os municípios. As prefeituras receberam R$ 31,5 bilhões a mais do que em 2019. Consequentemente, somente os investimentos em saúde subiram 34%, impactando o indicador de investimentos como um todo. Além disso, houve flexibilização de regras fiscais e suspensão de dívidas.

Ao mesmo tempo, a arrecadação foi favorecida com a inflação e com o estímulo ao consumo através do pagamento do auxílio emergencial. Como é comum em ano de eleição municipal, os dados também sugerem crescimento de novos investimentos em infraestrutura e maior liquidez, isto é, aumento da capacidade das prefeituras em arcar com seus compromissos financeiros. Segundo Goulart, isso ocorre porque há uma melhora no planejamento diante da preocupação de se encerrar o mandato atendendo as obrigações legais.

"Houve um bom nível de liquidez e um bom nível de investimentos", pontuou. Ele observa, no entanto, que essa não é uma situação que se pode generalizar. Em 563 municípios, por exemplo, a prefeitura foi entregue no vermelho para a gestão que assumiu o mandato no início deste ano. Isso ocorreu inclusive em três capitais: Rio de Janeiro, Macapá e Cuiabá.

Apesar dos fatores extraordinários de 2020 que favorecem a situação fiscal dos municípios, o quadro de mais da metade das cidades brasileiras preocupa devido a dois fatores. De um lado, há uma baixa autonomia: existe uma dificuldade para financiar a estrutura administrativa com receita local obtida em decorrência da atividade econômica na cidade.

Os dados revelam que 1.704 municípios são completamente insustentáveis: eles não conseguem gerar recursos para cobrir sequer os custos administrativos mínimos, isto é, funcionamento da prefeitura e da Câmara de Vereadores. Juntas, essas cidades demandam R$ 4,5 bilhões adicionais para funcionar.

"As prefeituras têm uma alta dependência de recursos da União. Majoritariamente, os gastos das cidades estão financiados com recursos transferidos da União, via Fundo de Participação dos Municípios", observa Jonathas Goulart.

Composto por parcelas do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Fundo de Participação dos Municípios é dividido entre as prefeituras considerando o número de habitantes estimado anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O segundo fator que gera preocupação envolve o gasto com pessoal: quanto maior ele for, menor é a sobra de recursos para alocar em outras prioridades, tornando o orçamento mais rígido. Há 1.818 municípios com nível crítico de gastos com pessoal, isto é, acima da faixa de alerta de 54% de suas receitas. Em 624 cidades, esse percentual superou 60%, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse limite, no entanto, foi flexibilizado em 2020 em função do reconhecimento da calamidade pública diante da pandemia.

"Conseguimos ver, de maneira muito clara, problemas graves de gestão, principalmente, baixa autonomia e elevado gasto com pessoal. O orçamento das cidades ainda é muito rígido. Elas não têm margem para poder fazer boa administração dos seus gastos porque boa parte deles está atrelado a despesas de pessoal", avalia Jonathas Goulart.

Segundo ele, as prefeituras precisam ficar atentas porque o fluxo de recursos observado em função da pandemia não irá ocorrer nos próximos anos.

Desigualdade

O IFGF também registra algumas discrepâncias na realidade das cidades brasileiras. Em 49% dos municípios, há um investimento médio de 10,9% das receitas. Nos outros 51%, essa média é de 4,6%. Na avaliação de Jonathas Goulart, os dados revelam dois Brasis distintos.

"Temos um país dividido. Há uma desigualdade em termos de municípios que oferecem melhorias de bem-estar à sua população. Ou seja, a população tem recebido atenção muito diferente dentro de cada cidade. Algumas têm nível de investimento acima de 12% e outras em torno de 3%".

Entre as 26 capitais estaduais, a maioria encontra-se em situação boa ou excelente. Os melhores desempenhos fiscais são de Salvador, Manaus, Vitória, Boa Vista, Rio Branco, Goiânia, São Paulo, Curitiba e Fortaleza. Esses nove municípios obtiveram pontuação acima de 0,8, situando-se na faixa de excelência. De outro lado, os índices de Campo Grande, Porto Velho, Natal e Cuiabá apontam para uma situação difícil. Já Macapá e Rio de Janeiro tiveram resultado inferior a 0,4, estando em quadro crítico. Belém foi a única capital que não declarou os dados no prazo legal e, por esta razão, não aparece na avaliação.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Mauricio Bazílio / Governo do Rio de Janeiro

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Chefe de hospital morre em epicentro do coronavírus, impacto econômico se espalha

Reprodução/Internet

O chefe do principal hospital da cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus, morreu por causa da doença nesta terça-feira, enquanto a epidemia impactava no desempenho das bolsas de valores de todo o mundo.
A televisão estatal chinesa disse que Liu Zhiming, diretor do Hospital Wuhan Wuchang, morreu às 10h30 (horário local), tornando-se o sétimo trabalhador da área de saúde a morrer por causa da doença. O hospital foi designado para tratar somente pacientes infectados pelo vírus.
O número de novos casos de infecção pelo novo coronavírus na China continental ficou abaixo de 2 mil pela primeira vez desde janeiro, mas o vírus ainda está longe de estar contido.
O número total de mortos na China saltou para 1.868, disse a Comissão Nacional de Saúde. Houve 1.886 novos casos confirmados, levando o total para 72.436.
O isolamento de cidades adotado pela China e duras restrições sobre viagens e movimentações limitaram a disseminação do vírus fora do epicentro, mas a um grande custo para a economia e para os negócios globais.
Dezenas de feiras comerciais e conferências industriais foram adiadas por causa das restrições às viagens e preocupações com a disseminação do vírus, potencialmente impedindo a concretização de bilhões de dólares em acordos.
A Apple tornou-se a última companhia a alertar para problemas, afirmando que não cumprirá sua meta de receita para o trimestre que se encerrará em março devido à queda na produção do iPhone e à menor demanda na China.
As bolsas de valores da Ásia registraram quedas e as ações em Nova York devem recuar dos níveis recordes recentes nesta terça por causa dessa notícia.
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse que a economia do país está em situação de emergência e necessita de estímulo, já que a epidemia impactou a demanda por bens sul-coreanos.
Cingapura anunciou um pacote financeiro de 4,5 bilhões de dólares para ajudar a conter o surto na cidade-Estado e amenizar o impacto econômico.
Em Hong Kong, a líder do território, Carrie Lam, disse que o governo local vai aumentar a ajuda para lidar com o surto para 28 bilhões de dólares de Hong Kong (3,6 bilhões de dólares), ante 25 bilhões de dólares de Hong King, enquanto o território se esforça para amenizar o impacto econômico no território comandado pela China.

Fonte: REUTES

Coronavírus terá impacto 'temporário' na economia, diz presidente do Eurogrupo


POOL/AFP / François WALSCHAERTS
O presidente do Eurogrupo, órgão que reúne os 19 ministros das Finanças da zona euro, disse nesta segunda-feira (17) esperar um impacto "temporário" do novo coronavírus no crescimento europeu.
"Monitoramos a situação. Esperamos que seja um efeito temporário", disse o português Mário Centeno, ao ser interrogado sobre o coronavírus em sua chegada a uma reunião de ministros das Finanças em Bruxelas.
Na quinta-feira, a Comissão Europeia afirmou que a COVID-19 representa um "novo risco" para a economia da Eurozona por seu impacto na China, mas não alterou sua previsão de crescimento para 2020 e 2021, a 1,2%.
O ministro italiano das Finanças, Roberto Gualtieri, defendeu previsões "prudentes", até que se confirme se o impacto da epidemia na economia chinesa se limita "a alguns décimos do PIB".
Desde dezembro, a epidemia do novo coronavírus deixou cerca de 1.770 mortos e contaminou 70.500 pessoas na China. Fora do gigante asiático, foram registrados cinco óbitos e em torno de 800 casos de contágio.

Fonte: AFP