Radio Evangélica

Mostrando postagens com marcador Atividade Econômica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atividade Econômica. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Atividade Econômica do Brasil Cai 0,2% em Setembro

Imagem desenvolvida por IA
A economia brasileira apresentou uma retração de 0,2% em setembro, segundo os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O resultado, divulgado pela Agência Brasil, reforça o movimento de perda de ritmo ao longo do terceiro trimestre de 2025, acumulando queda de 0,9% entre julho e setembro.

O IBC-Br funciona como um dos principais indicadores antecedentes do Produto Interno Bruto (PIB), reunindo informações de setores como indústria, comércio, serviços, agropecuária e impostos. Com ajustes sazonais, o índice permite avaliar com maior precisão o comportamento mensal da economia.

Desaceleração Ganha Força

Apesar de parecer uma variação moderada, a queda registrada em setembro vem após uma sequência de oscilações negativas. Analistas apontam que a tendência de desaceleração pode influenciar as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa Selic — atualmente em 15% ao ano.

A leitura predominante é que a perda de fôlego da economia pode sinalizar desafios para o fechamento do ano, caso o ritmo de consumo, produção e investimentos não apresente recuperação nos próximos meses.

Por Que o Indicador Importa?

O IBC-Br serve como termômetro para entender a trajetória da economia antes da divulgação oficial do PIB trimestral. Baixas sucessivas, como as registradas no terceiro trimestre, costumam acender alertas entre governo, mercado e setores produtivos.

Com novos dados previstos até o final do ano, o Banco Central deve oferecer uma visão mais completa sobre o comportamento econômico e suas consequências para 2026.

Referência Bibliográfica

AGÊNCIA BRASIL. Atividade econômica brasileira contraiu 0,2% em setembro. Brasília: Empresa Brasil de Comunicação, 17 nov. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/atividade-economica-brasileira-contraiu-02-em-setembro. Acesso em: 17 nov. 2025.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Atividade Econômica Aquece em Agosto com Puxada da Indústria, mas Agronegócio Recua

A economia brasileira deu sinais de aquecimento em agosto de 2025, registrando um crescimento de 0,4%, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira (16). O resultado, que utiliza dados dessazonalizados para uma análise mais clara da tendência, foi impulsionado principalmente pelo desempenho positivo dos setores de indústria (0,84%) e serviços (0,21%). Em contrapartida, o setor agropecuário apresentou um recuo de -1,85% no mesmo período.

Os dados, divulgados pelo Banco Central, mostram um cenário de crescimento moderado, mas com nuances setoriais importantes. Enquanto a indústria e os serviços sustentam o avanço, a queda na agropecuária, um dos motores da economia nos últimos trimestres, acende um ponto de atenção para os próximos meses.

Na comparação com agosto de 2024, a atividade econômica geral teve uma variação positiva mais tímida, de 0,1%. No acumulado do ano, o indicador aponta para um crescimento de 2,6%, e, na análise dos últimos 12 meses, a alta é de 3,2%.

Contexto Macroeconômico e Política de Juros

O IBC-Br é um indicador crucial para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. Este índice ajuda a mapear o pulso da economia e a calibrar os instrumentos para o controle da inflação.

Segundo a matéria da Agência Brasil, o cenário de crescimento moderado, combinado com uma inflação ainda pressionada — o IPCA acumulado em 12 meses atingiu 5,17% em setembro, acima do teto da meta de 4,5% —, justifica a postura do Copom. A ata da última reunião do comitê sinaliza a intenção de manter a Selic em patamares elevados "por período bastante prolongado", visando garantir a convergência da inflação para a meta.

A Selic alta encarece o crédito e estimula a poupança, o que tende a conter a demanda e, consequentemente, a inflação. Por outro lado, pode dificultar uma expansão econômica mais robusta.

Diferença entre IBC-Br e PIB

É importante ressaltar que, embora sirva como um termômetro mensal, o IBC-Br possui metodologia distinta do Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia, divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país.

Dados do IBGE mostram que, no segundo trimestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 0,4%, impulsionado também pela indústria e pelos serviços, corroborando a tendência setorial observada no IBC-Br de agosto.

Referências Bibliográficas

segunda-feira, 17 de março de 2025

Atividade econômica brasileira cresce 0,9% em janeiro

Em 12 meses, indicador é positivo em 3,8%

PicaBay
Após recuo em dezembro de 2024, a atividade econômica brasileira cresceu no primeiro mês de 2025, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,9% em janeiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

No mês, o IBC-Br atingiu 154,6 pontos. Na comparação com janeiro de 2024, houve crescimento de 3,6% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo em 3,8%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 13,25% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.

A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

Puxada pela alta da energia elétrica, em fevereiro, a inflação oficial - medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - ficou em 1,31%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado em 12 meses, o IPCA soma 5,06%, acima do teto da meta de 3%, que tem tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A alta do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros na reunião de janeiro, o quarto aumento seguido da Selic, que consolida um ciclo de contração na política monetária.

Em relação às próximas reuniões, o Copom já confirmou que elevará a Selic em um ponto percentual, para 14,25% ao ano, na reunião que ocorre esta semana, mas não informou se as altas continuarão na reunião de maio, apenas que observará a inflação.

Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega uma metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Atividade econômica do país recua 0,1% no terceiro trimestre

 O Produto Interno Bruto foi estimado em R$ 6,338 trilhões

A atividade econômica no país recuou 0,1% no terceiro trimestre, em relação ao período anterior, mas em setembro teve alta de 0,3%, se comparado a agosto. Frente ao terceiro trimestre do ano passado, a economia brasileira cresceu 4,1%, e 2,4% em setembro, comparado ao mesmo mês em 2020. Em termos monetários, no acumulado do ano até setembro, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) foi estimado, em valores correntes, em R$ 6,338 trilhões.

Os dados são do Monitor do Produto Interno Bruto, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (Monitor do PIB-FGV), divulgado nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação (Ibre/FGV).

Na publicação, a FGV destacou a revisão para baixo de 1,4% para 1,2% na taxa de crescimento do PIB de 2019 feita pelo IBGE. Pelos cálculos do monitor, na próxima divulgação das Contas Nacionais Trimestrais (CNT) o IBGE vai fazer a revisão da taxa de crescimento do PIB em 2020 da queda de 4,1% para 4,2%.

Para o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Cláudio Considera, a economia brasileira reverteu a trajetória de recuperação que havia sido observada no terceiro e quarto trimestre de 2020 e no primeiro trimestre deste ano, comparativamente aos trimestres imediatamente anteriores.

“No segundo e terceiro trimestres deste ano ocorreram duas taxas negativas de 0,1% em comparação aos trimestres imediatamente anteriores. Por sua vez, a taxa acumulada em 12 meses, até setembro, foi de apenas 3,7%. A exceção da extrativa mineral e a administração pública, todas as demais taxas acumuladas em 12 meses, foram positivas”, explicou.

Nesta comparação, o economista destacou a taxa do setor de serviços, que havia sofrido quedas mensais contínuas e elevadas desde abril do ano passado até maio deste ano. Agora, registra taxas acumuladas em 12 meses positivas e crescentes desde junho, com a taxa até setembro sendo de 3%.

“No setor de serviços tem relevância a atividade de outros serviços, que representa cerca de 15% do PIB, que chegou a ter taxa mensal negativa de 22,7% e que apresentou taxas positivas elevadas a partir de abril deste ano”, disse, acrescentando que o desempenho se deve à maior abrangência da vacinação.

“Possibilitou a maior interação entre as pessoas com idas a hotéis, bares, restaurantes, viagens etc. Isso é compatível com o consumo de serviços por parte das famílias que neste trimestre cresceu 8,9%, enquanto o de bens, à exceção de semiduráveis (vestuário e calçados), reduziu-se”, disse.

Por causa da influência da pandemia da covid-19 nos fatores sazonais de 2020, que podem não estar realmente relacionados à sazonalidade, a edição do Monitor do PIB-FGV relativo a setembro incluiu um exercício adicional com relação a série com ajuste sazonal.

Conforme a FGV, esses impactos estão sendo analisados por alguns institutos de estatística internacionais e, por isso, além do ajuste sazonal habitual, que compreende o período de janeiro de 2000 a setembro de 2021, adicionalmente foi feito "o ajuste sazonal para 2020 e 2021, considerando os fatores sazonais referentes a 2019 e o fator calendário corrente”.

O Monitor do PIB informa que se forem utilizados os fatores sazonais da série do PIB do período de 2000 até 2019, os resultados apontam para a taxa de variação no terceiro trimestre de 2021 de 2,2%, superior à queda de 0,1%, caso seja considerado todo período de 2000 até setembro de 2021.

“A taxa de variação de setembro de 2021 seria de 1,2% superior à de 0,3% observada considerando todo o período de 2000 até setembro de 2021. Esses resultados sugerem que as taxas ajustadas sazonalmente devem ser analisadas com cautela pois a pandemia pode ter influenciado os fatores sazonais por razões econômicas e estatísticas”, alertou.

Famílias

O consumo das famílias subiu 4,4% no terceiro trimestre em relação a igual período do ano passado. O crescimento de serviços (8,9%) influenciou o resultado. Mas, o componente de produtos duráveis teve a primeira queda em doze meses (1,7%). Já na série com ajuste sazonal, o consumo das famílias cresceu 0,7% em comparação ao trimestre anterior.

Investimentos

A FBCF, que representa os investimentos, avançou 11,8% entre julho e setembro de 2021, se comparado ao mesmo período do ano passado. Todos os componentes continuaram com a trajetória de crescimento, embora o de máquinas e equipamentos tenha reduzido o crescimento, cujo pico foi registrado em maio deste ano. “Na série ajustada sazonalmente a formação bruta de capital fixo apresentou retração (4,9%) no 3º trimestre em comparação ao 2º trimestre”, aponta o relatório.

Exportação

A exportação teve alta de 0,8% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento elevado do setor de serviços (32,5%) foi destaque, mas em movimento contrário houve queda relevante dos produtos agropecuários (15,6%) e da extrativa mineral (7,2%). Na série dessazonalizada a exportação registrou recuo de 13% entre julho e setembro em comparação ao trimestre anterior.

Importação

A importação também anotou evolução. O crescimento no terceiro trimestre ficou em 28,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Todos os componentes da importação registraram crescimento, com destaque para bens intermediários (32,4%) e extrativa mineral (71,4%).

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil