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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Boletim Focus Mantém Estabilidade nas Projeções Econômicas e Reforça Cautela do Mercado

Foto: Agência Brasil
O mais recente Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (10), manteve estáveis as expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), inflação e taxa Selic não sofreram alterações, refletindo um cenário de cautela diante das incertezas externas e da política monetária dos Estados Unidos.

PIB Deve Crescer 2,16% em 2025

De acordo com o levantamento, o mercado prevê crescimento de 2,16% para o PIB em 2025, mesma taxa estimada nas últimas semanas. Para os anos seguintes, as projeções indicam leve desaceleração: 1,78% em 2026, 1,88% em 2027 e 2% em 2028.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025, impulsionada pelos setores de serviços e indústria. No acumulado dos quatro trimestres anteriores, o avanço foi de 3,2%.
O governo federal, por sua vez, trabalha com uma estimativa um pouco mais otimista, projetando alta de 2,5% para o PIB deste ano.

Inflação Segue Acima do Teto da Meta

A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — a inflação oficial — permaneceu em 4,55% em 2025, acima do teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. A meta central, de 3%, permite variação de até 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou alta de 5,17%, influenciada principalmente pelo aumento da energia elétrica em setembro, quando o índice avançou 0,48%. Para os próximos anos, o mercado espera desaceleração gradual da inflação: 4,2% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028.

Selic Deve Permanecer em 15% Até o Fim do Ano

Com o objetivo de conter as pressões inflacionárias, o Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano — patamar que deve ser preservado até o final de 2025.
Os analistas esperam que o ciclo de redução dos juros comece a partir de 2026, quando a Selic deve cair para 12,25%, seguida por 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

O BC justifica o nível elevado dos juros pela persistência da inflação acima do centro da meta, apesar dos sinais de desaceleração da atividade econômica.

Dólar e Ambiente Externo Mantêm Pressão

A expectativa para o câmbio também se manteve estável. O mercado projeta o dólar a R$ 5,41 no final de 2025 e R$ 5,50 em 2026.
O Banco Central reforça que as decisões de política monetária nos Estados Unidos continuam influenciando o cenário brasileiro, especialmente por meio do impacto sobre as condições financeiras globais e o fluxo de capitais.

Mercado Reage com Cautela e Foco no Controle da Inflação

O panorama apresentado pelo Focus indica que o Banco Central deve adotar uma postura conservadora nos próximos meses, mantendo juros altos por mais tempo para garantir o controle da inflação.
Essa política, no entanto, preocupa o setor produtivo, que teme desaceleração da economia e encarecimento do crédito — fatores que podem desestimular investimentos e consumo.

Referências

AGÊNCIA BRASIL. Estimativas do mercado para inflação e PIB permanecem estáveis. Brasília, 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/estimativas-do-mercado-para-inflacao-e-pib-permanecem-estaveis. Acesso em: 10 nov. 2025.

CNN BRASIL. Focus: Mercado mantém projeções para taxa Selic e inflação. São Paulo, 2025. Disponível em: https://cnnbrasil.com.br/economia/focus-mercado-mantem-projecoes-para-taxa-selic-e-inflacao/. Acesso em: 10 nov. 2025.

CORREIO BRAZILIENSE. Mercado mantém expectativa de inflação para acima do teto da meta em 2025. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/11/7289122-mercado-mantem-expectativa-de-inflacao-para-acima-do-teto-da-meta-em-2025.html. Acesso em: 10 nov. 2025.

EXAME. Boletim Focus: Mercado mantém expectativa do IPCA em 2025, 2026, 2027 e 2028. São Paulo, 2025. Disponível em: https://exame.com/economia/boletim-focus-mercado-mantem-expectativa-do-ipca-em-2025-2026-2027-e-2028/. Acesso em: 10 nov. 2025.

IBGE. PIB varia 0,4% no segundo trimestre de 2025. Rio de Janeiro, 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/economia/pib-varia-04-no-segundo-trimestre-de-2025. Acesso em: 10 nov. 2025.

INFOMONEY. Boletim Focus: inflação esperada para 2025 para de cair e fica em 4,55%. São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/economia/boletim-focus-inflacao-esperada-para-2025-para-de-cair-e-fica-em-455/. Acesso em: 10 nov. 2025.

VEJA. Mercado mantém projeção de inflação acima do teto da meta. São Paulo, 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/economia/mercado-mantem-projecao-de-inflacao-acima-do-teto-da-meta. Acesso em: 10 nov. 2025.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Mercado Vê Leve Alívio na Inflação, Mas Cenário Exige Juros Altos e Modera Crescimento

Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostra que a projeção do IPCA para este ano caiu para 4,81%, mas o indicador permanece acima do teto da meta. Expectativa é de que a taxa Selic se mantenha em 15% para conter os preços.

Brasília – O mercado financeiro ajustou levemente para baixo sua projeção para a inflação oficial do país em 2025, mas o otimismo é contido. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (29), a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 4,83% para 4,81%. Apesar da melhora, o número segue acima do teto da meta de 4,5% estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Essa persistência da inflação em patamar elevado justifica a postura rígida do Banco Central em sua política monetária. Para convergir a inflação à meta, a principal ferramenta, a taxa básica de juros (Selic), está ancorada em 15% ao ano. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sinaliza a intenção de manter a taxa "por período bastante prolongado", uma estratégia para conter a demanda aquecida e estabilizar os preços.

As projeções dos analistas corroboram essa visão, estimando que a Selic encerre 2025 no mesmo patamar de 15%. Apenas para os anos seguintes o mercado prevê um relaxamento, com a taxa caindo para 12,25% ao fim de 2026 e chegando a 10% em 2028.

O Custo do Controle: Impacto no Crescimento Econômico

A manutenção de juros altos, embora necessária para o controle inflacionário, impõe um freio à atividade econômica ao encarecer o crédito e desestimular investimentos e consumo. Esse efeito se reflete nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB).

Para este ano, a estimativa de crescimento da economia foi mantida em 2,16%. No entanto, para os próximos anos, o ritmo esperado é mais modesto: o mercado projeta uma expansão de 1,8% em 2026, seguida por 1,9% em 2027 e 2% em 2028. Esses números indicam que o combate à inflação continuará a ser a prioridade, mesmo que isso signifique um crescimento econômico menos robusto.

Projeções de Longo Prazo e Câmbio

Olhando para o futuro, as instituições financeiras demonstram uma confiança gradual na convergência da inflação para o centro da meta. A projeção para o IPCA em 2026 também teve uma leve queda, para 4,28%, e as estimativas para 2027 e 2028 são de 3,9% e 3,7%, respectivamente, já dentro do intervalo de tolerância.

No que tange ao câmbio, a previsão para a cotação do dólar ao final deste ano é de R$ 5,48. Para o fim de 2026, a expectativa é que a moeda norte-americana se valorize um pouco mais, atingindo R$ 5,58. O cenário traçado, portanto, é de um equilíbrio delicado entre controle de preços, juros elevados e um crescimento econômico que avança de forma contida.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Selic deve subir novamente em março, indica ata do Copom

Comitê de Política Monetária aponta cenário de inflação adverso e prevê novo aumento na taxa básica de juros para conter alta nos preços

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A taxa básica de juros da economia, a Selic, deve aumentar novamente em um ponto percentual (p.p), em março. É o que aponta a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira (4). Segundo o Copom, o cenário de inflação de curto prazo segue adverso, principalmente em razão do aumento nos preços dos alimentos. Mantido esse cenário, o comitê aponta que a inflação deve ficar acima da meta pelos próximos 6 meses.

“Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, o comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião”, informa o Copom.

Na semana passada, o comitê aumentou a Selic para 13,25% ao ano, por entender que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta. A ata destacou que os preços dos alimentos se elevaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da elevação de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.

Com relação aos bens industrializados, o movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos meses.

Para os integrantes do comitê, esse aumento tende a se propagar para o médio prazo. "Essa decisão [de aumentar a Selic] é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", explica o comitê na ata.

Ainda segundo o Copom, a inflação de serviços segue acima do nível compatível com o cumprimento da meta, de acordo com as observações mais recentes. A ata destaca que, ao longo dos últimos trimestres, a atividade econômica manteve o dinamismo, em particular, no ritmo de crescimento do consumo das famílias.

Outro ponto destacado é que o mercado de trabalho também se mostrou aquecido, juntamente com o mercado de crédito. Esse quadro foge do cenário-base defendido pelo comitê para o recuo da inflação. Esse cenário envolve uma política econômica contracionista, com desaceleração da atividade econômica.

“Foi destacado, na análise de curto prazo, que, em se concretizando as projeções do cenário de referência, a inflação acumulada em 12 meses permanecerá acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta nos próximos 6 meses consecutivos. Desse modo, com a inflação de junho deste ano, configurar-se-ia descumprimento da meta sob a nova sistemática do regime de metas”, disse o Copom.

O regime de meta de inflação determina que o índice deve ficar em 3% no acumulado em 12 meses, com bandas de 1,5 p.p. para cima ou para baixo. Se ficar acima do limite da banda por mais de 6 meses seguidos, há o descumprimento da meta.

O BC voltou a apontar o dinamismo da economia com vigor nas concessões de crédito amplo, política fiscal expansionista e o fomento do pleno emprego como fatores que têm dado suporte ao consumo e à demanda agregada, pressionando a inflação.

O Copom adiantou que vai seguir observando esses fatores para o desempenho da “estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.

"Como o mercado de trabalho segue aquecido, é difícil avaliar em que medida uma eventual desaceleração refletiria enfraquecimento da demanda ou pressões de oferta, portanto, com impactos diferentes sobre a inflação. O Comitê seguirá acompanhando a atividade econômica e reforça que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta”.

Em relação ao cenário externo, o Copom aponta ainda que o cenário também permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos. O cenário-base do comitê segue sendo de desaceleração gradual e ordenada da economia norte-americana.

Entretanto, o comitê chama a atenção para algumas incertezas na política econômica, tais como a introdução de tarifas à importação, adoção de possíveis estímulos fiscais, restrições na oferta de trabalho, e alterações importantes em preços relativos decorrentes de reorientações da matriz energética, “o que pode impactar negativamente as condições financeiras e os fluxos de capital para economias emergentes.”

“O comitê acompanhou com atenção os movimentos do câmbio, que tem reagido, notadamente, às notícias fiscais domésticas, às notícias da política econômica norte-americana e ao diferencial de juros. A consecução de determinadas políticas nos Estados Unidos pode pressionar os preços de ativos domésticos”, diz a ata.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 17 de novembro de 2019

Com Selic em queda, poupança pode passar a render menos que a inflação


Marcello Casal/Agencia Brasil
Com a taxa básica de juros, a Selic, em queda, os rendimentos da poupança devem perder para a inflação. Isso pode acontecer porque os rendimentos da poupança são 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), que está zerada.
Atualmente, a Selic está em 5% ao ano e o Banco Central já sinalizou que a taxa deve cair em dezembro para 4,5% ao ano e encerrar 2020 nesse patamar. Com isso, os rendimentos da poupança vão passar de 3,5% para 3,15% ao ano. Já a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar 2019 em 3,31% e 2020, em 3,60%, de acordo com estimativas do mercado financeiro.
Se for considerada a previsão mensal, a inflação deve chegar a 0,36%, em novembro, e a 0,35%, em dezembro, enquanto a poupança vai render 0,29% ao mês, com a Selic em 5%, e 0,26% ao mês, se a taxa básica cair para 4,5% ao ano.
Os investidores que têm poupança antiga e não retiraram os recursos recebem rendimentos maiores. Isso porque todos os depósitos feitos até 3 de maio de 2012 rendem 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano), mais TR. A partir de 4 de maio de 2012, a nova regra de cálculo da poupança passou a ser 70% da Selic mais TR, sempre que a taxa estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano. Acima de 8,5% ao ano, o rendimento é 0,5% ao mês mais TR.
O diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que essa nova realidade de a poupança render pouco veio para ficar. “É uma realidade porque os juros vão ficar baixos. Vão cair de novo agora no mês de dezembro, possivelmente para 4,5% ao ano. Isso quer dizer que a poupança vai render 3,15% ao ano. E já começa a ser um problema porque esse rendimento deve ser menor que a inflação”, disse.
“Vamos passar aqui no Brasil pelo que aconteceu nos Estados Unidos e na Europa. Nessas economias, os juros eram altos. As pessoas aplicavam em renda fixa. Havia investimentos garantidos e altos. Só que as taxas de juros foram caindo e aí reverteu a situação - a maioria dos americanos e europeus atualmente aplica na bolsa de valores. Vamos ter esse cenário no Brasil - quem quer maior rentabilidade vai ter que assumir risco”, disse.
Oliveira aconselha a quem optar por investir em ações e não tiver conhecimento do mercado financeiro a buscar os fundos de ações. “Há duas formas de aplicar na bolsa. Uma delas é aplicar diretamente em ações de uma empresa. Esse tipo de escolha só deve ser feito por pessoas com mais conhecimento. Para os iniciantes, a melhor alternativa é entrar em fundos de ações. Porque no fundo tem um gestor que conhece o melhor papel para comprar e ele vai diluir a carteira para minimizar os riscos. Vai escolher diversos tipos de empresas, como financeiras, bancos, varejo, de energia”, disse.
Caso não queira correr riscos ou tenha a intenção de fazer reserva de emergência, a recomendação é analisar as taxas de administração dos fundos de renda fixa. Para Oliveira, com a Selic cada vez menor, a tendência é que as instituições financeiras reduzam as taxas de administração para atrair mais clientes. Outra opção é analisar os títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic. Os investidores podem analisar também outras opções de investimento disponíveis no mercado.
Os investimentos em fundos e no Tesouro Direito têm cobrança de Imposto de Renda, além de taxas de administração, que devem ser analisadas por quem decide investir.

Reflexos na economia
Oliveira destaca que os menores rendimentos da poupança podem trazer consequências não somente para o bolso dos poupadores, mas também para a economia do país. “Como deixar o dinheiro na poupança não vai nem manter o poder de compra, isso pode fazer com que as pessoas parem de poupar e destinem dinheiro para consumo”, disse.
Outro fator é a redução de recursos para o financiamento habitacional. Atualmente, 65% dos recursos de poupança são destinados aos financiamentos habitacionais.


Fonte: Agência Brasil