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quinta-feira, 13 de março de 2025

Ibovespa sobe 1,43% e descola das quedas em Nova York

Minério de ferro em alta impulsiona ações da Vale e setor de mineração

Divulgação/B3
Na contramão das fortes quedas em Wall Street, o Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (13) com valorização de 1,43%, atingindo 125.637 pontos. O índice oscilou entre os 123.590 e 125.774 pontos ao longo do dia.

O desempenho positivo foi impulsionado pela alta nos preços do minério de ferro e pelo avanço das ações da Vale. Além disso, a divulgação de um balanço positivo da CSN e a queda dos juros futuros contribuíram para a valorização do setor de mineração e siderurgia.

Apesar do avanço do Ibovespa, o volume financeiro do pregão foi de R$ 15,6 bilhões, abaixo da média diária de 2024, que está em R$ 15,9 bilhões.

Dólar registra leve queda

O dólar à vista recuou 0,11%, cotado a R$ 5,8012, destoando da alta da moeda americana no exterior. Operadores apontam que moedas emergentes, como o real, mostraram resiliência, mas sem sinais de entrada expressiva de capital estrangeiro.

Bolsas internacionais em queda

Nos EUA, os índices de Nova York tiveram mais um dia de perdas, pressionados por tensões comerciais entre o país e seus principais parceiros. O S&P 500 caiu 1,39%, o Dow Jones recuou 1,30%, e o Nasdaq teve queda de 1,96%.

Na Europa, os mercados também fecharam em baixa após o anúncio de novas tarifas sobre produtos importados. O Stoxx 600 caiu 0,19%, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,64%.

Fonte: Bora Investir

quarta-feira, 5 de março de 2025

Dólar tem maior queda diária em dois anos e meio e fecha a R$ 5,75

Bolsa sobe 0,2%, apesar de queda na cotação do petróleo

PixaBay
O mercado financeiro retornou do carnaval em clima de alívio. Numa sessão de curta duração, o dólar teve a maior queda em mais de dois anos e meio e dissipou a alta do fim de fevereiro. A bolsa teve pequena alta, apesar da queda na cotação do petróleo.

dólar comercial encerrou esta quarta-feira (5) vendido a R$ 5,756, com recuo de R$ 0,16 (-2,71%). A cotação operou em baixa durante toda a sessão e fechou próxima da mínima do dia em meio a sinais de desaceleração na economia norte-americana e com a reversão de medidas comerciais anunciadas pelo presidente Donald Trump.

Esse foi o maior recuo diário da moeda norte-americana desde 3 de outubro de 2022, quando o dólar tinha caído 4,03% no dia seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais. Em 2025, a divisa acumula queda de 6,86%.

No mercado de ações, o otimismo foi menor. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 123.047 pontos, com alta de 0,2%.

Apesar da alta nas bolsas norte-americanas, a bolsa brasileira foi influenciada pela forte queda nas ações de petroleiras em todo o mundo, por causa do recuo do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, caiu 2,36% nesta segunda e fechou a US$ 69,46 em meio a notícias de aumento de estoques de petróleo nos Estados Unidos e notícias de plano da Opep+ de elevar a produção em abril.

As ações da Petrobras, as mais negociadas no Ibovespa, caíram 4,61% nos papéis ordinários (sem direito a voto em assembleia de acionistas). Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 3,65%.

Em relação ao dólar, a divisa refletiu sinais de desaceleração na economia norte-americana. Além disso, a decisão de Donald Trump de adiar para abril o início da elevação de tarifas em 25% para os produtos do México e do Canadá fez a cotação cair ainda mais no fim da tarde.

* com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Ibovespa dispara com cenário favorável e fecha em alta de 2,81%

Otimismo global e valorização do petróleo impulsionam o mercado brasileiro

Divulgação B3
O Ibovespa teve um dia de forte recuperação nesta quarta-feira (15), fechando o pregão com alta expressiva de 2,81%, aos 122.650 pontos. O principal índice da bolsa brasileira foi beneficiado por dados econômicos que criaram um ambiente mais favorável para a tomada de risco por parte dos investidores.

Dois fatores principais contribuíram para o desempenho do índice: a divulgação de números mais fracos do setor de serviços no Brasil, indicando um possível alívio nas pressões inflacionárias, e dados sobre a inflação nos Estados Unidos que vieram dentro das expectativas, reforçando a perspectiva de que o Federal Reserve pode adotar uma postura menos agressiva em sua política monetária.

Destaques no Ibovespa

As ações de bancos foram os grandes destaques da sessão, com ganhos generalizados no setor financeiro. As units do BTG Pactual apresentaram uma valorização expressiva, liderando os ganhos do dia.

A Vale também teve um desempenho positivo, subindo 1,45% e marcando o segundo dia consecutivo de alta. Já a Petrobras acompanhou o movimento de alta no preço do petróleo, que disparou e superou a marca dos US$ 80 por barril. Os papéis preferenciais (PN) da estatal subiram 1,28%, enquanto os ordinários (ON) avançaram 1,31%.

Apesar da disparada do índice, analistas destacam que o volume financeiro do Ibovespa ficou aquém do esperado, especialmente em um dia marcado pelo vencimento de opções, que costuma aumentar o giro do mercado. O índice movimentou R$ 19,2 bilhões, pouco acima dos R$ 15 bilhões registrados na véspera. Já na B3, o total negociado foi de R$ 70,2 bilhões.

Dólar encerra em queda

No mercado de câmbio, o dólar à vista recuou 0,36%, encerrando o dia cotado a R$ 6,0241. Este foi o menor patamar desde 12 de dezembro, quando o Banco Central realizou sua primeira intervenção no mercado à vista.

A desvalorização da moeda americana foi impulsionada por dados mais fracos do núcleo de inflação nos Estados Unidos, que trouxeram alívio ao mercado global. Embora o índice de preços ao consumidor (CPI) tenha superado as expectativas, o núcleo, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, apresentou números abaixo do esperado.

Essa combinação de fatores resultou em um enfraquecimento do dólar em relação a várias moedas globais, especialmente aquelas ligadas a commodities, como o real brasileiro. O petróleo, por sua vez, registrou alta superior a 2%, o que também contribuiu para a valorização do real.

Bolsas internacionais em alta

Os mercados acionários de Nova York e Europa acompanharam o otimismo global, fechando o dia em alta firme. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 1,65%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq tiveram ganhos de 1,83% e 2,45%, respectivamente.

O bom humor foi reforçado pelos resultados corporativos de grandes bancos americanos, que surpreenderam positivamente, e pelos dados de inflação que indicaram uma possível desaceleração no aperto monetário do Federal Reserve.

Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 1,43%, com os bancos liderando os ganhos. Ações como as do Barclays e do Société Générale tiveram altas expressivas, impulsionadas tanto pelos dados de inflação nos EUA quanto pelos resultados financeiros positivos de instituições americanas.

Perspectivas e cautela no mercado

Embora o dia tenha sido de alta expressiva no Ibovespa, especialistas alertam para a necessidade de cautela. Apesar dos sinais positivos no cenário internacional, o volume financeiro abaixo do esperado pode indicar que o movimento de alta foi mais pontual do que estrutural.

Além disso, investidores seguem atentos aos desdobramentos da temporada de balanços corporativos e à política monetária, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Fonte: Bora Investir

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Ibovespa encerra 1º pregão do ano em queda, mas acima dos 120 mil pontos; PETR4 sobe

Bolsa brasileira iniciou 2025 com desempenho negativo, mas avanço das ações da Petrobras limitou perdas

Agência Brasil
SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa começou o ano com queda de 0,13%, encerrando o primeiro pregão de 2025 em 120.125,39 pontos, após atingir a mínima intradia de 119.119,53 pontos, a mais baixa desde junho de 2024. Apesar do recuo, o índice permaneceu acima dos 120 mil pontos, beneficiado pela alta das ações da Petrobras (PETR4), que avançaram 1,6%.

O pregão foi marcado por um volume financeiro de R$ 19,44 bilhões, refletindo ainda a baixa liquidez após o feriado de Ano Novo. No curto prazo, analistas apontam que o índice mantém tendência de baixa, com suporte imediato em 118.685 pontos, segundo Igor Graminhani, da Genial Investimentos.

Acompanhando Wall Street, que inverteu o sinal durante o dia, o mercado brasileiro foi impactado por fatores externos, como dados sólidos do mercado de trabalho nos Estados Unidos e a queda das ações da Tesla. Internamente, investidores continuam atentos à situação fiscal do país, considerada o principal fator de volatilidade, de acordo com Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora.

Destaques do pregão

  • PETROBRAS PN (PETR4) subiu 1,6%, enquanto PETROBRAS ON (PETR3) avançou 2,82%, impulsionadas pela alta do petróleo Brent, que encerrou com elevação de 1,73%, a US$ 75,93 o barril.
  • BRAVA ENERGIA ON (BRAV3) recuou 0,47%, após três dias de alta, mesmo com o início da produção no FPSO Atlanta, na Bacia de Santos.
  • ENEVA ON (ENEV3) teve queda acentuada de 9,31%, após novas regras do Ministério de Minas e Energia impactarem seus projetos no Maranhão.
  • No setor bancário, ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) caiu 0,47%, enquanto BRADESCO PN avançou 0,79%.
  • VALE ON (VALE3) registrou queda de 0,55%, apesar do avanço no preço do minério de ferro na China.
  • CVC ON (CVCB3) disparou 8,7%, recuperando-se de sucessivas quedas, enquanto MAGAZINE LUIZA ON (MGLU3) caiu 1,08%.

A nova carteira do Ibovespa, divulgada pela B3, trará alterações a partir de 6 de janeiro, com a inclusão das ações da Marcopolo e da Porto Seguro e a exclusão de Alpargatas e Eztec. O cenário doméstico segue sendo monitorado de perto por investidores, com foco em sinais do governo e do Congresso sobre a economia.

Com informações da Infomoney

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Ibovespa fecha em leve alta com suporte de blue chips; dólar avança em dia de saída de capital

Índice sobe 0,26% com destaque para Petrobras e Banco do Brasil; dólar encerra cotado a R$ 6,1773

Em um dia de forte oscilação e liquidez reduzida, o Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (25) com alta de 0,26%, aos 121.078 pontos. O bom desempenho das blue chips, como Petrobras e Banco do Brasil, deu suporte ao índice, enquanto ações ligadas à economia doméstica recuaram devido ao avanço dos juros futuros de longo prazo, refletindo a piora nas perspectivas fiscais.

Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 120.428 pontos e a máxima de 121.612 pontos, com um volume financeiro de R$ 11,4 bilhões negociados até as 17h15. No mercado internacional, os índices de Nova York apresentaram variações modestas: o S&P 500 caiu 0,04%, o Dow Jones subiu 0,07% e o Nasdaq recuou 0,05%.

Destaques do pregão

Entre os destaques positivos, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 0,38%, enquanto as ordinárias (PETR3) subiram 1,26%. O papel ON do Banco do Brasil também registrou alta de 1,17%. A liderança do pregão ficou com IRB (IRBR3), que disparou 11,30% após ser apontada pelo BTG como uma das principais opções de investimento para 2025.

No campo negativo, ações sensíveis ao ciclo econômico foram penalizadas. CVC ON (CVCB3) recuou 7,74%, e Magazine Luiza ON (MGLU3) caiu 6,45%, refletindo o aumento da aversão ao risco no cenário doméstico.

Dólar segue em alta com forte saída de capital

O dólar à vista teve mais uma sessão de valorização, encerrando o dia com alta de 0,38%, cotado a R$ 6,1773. Segundo operadores de câmbio, a moeda americana foi impulsionada pela contínua saída de dólares do país, típica do último mês do ano. Até 20 de dezembro, o Brasil registrou uma saída total de US$ 18,4 bilhões, somando os fluxos financeiro e comercial.

Ao longo do dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 6,1464 e a máxima de R$ 6,1974, apesar de mais uma intervenção do Banco Central, que injetou US$ 3 bilhões no mercado à vista. Em dezembro, a autoridade monetária já vendeu quase US$ 20 bilhões nesse segmento.

Além disso, a incerteza fiscal segue como fator de pressão, alimentando o movimento de busca por dólares em momentos de maior estresse. O euro também valorizou 0,57%, encerrando o dia cotado a R$ 6,4364.

Imagem: Divulgação

Informações do site Bora Investir

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Ibovespa cai 1,09% e atinge menor nível desde junho

Pressão cambial e incertezas fiscais marcam reta final de 2024 para a Bolsa brasileira

O Ibovespa iniciou a semana em queda, recuando 1,09% nesta segunda-feira (23) e encerrando o dia aos 120.766,57 pontos, menor nível desde 20 de junho. O índice acumula perda de 3,90% no mês e de 10,00% no ano, aproximando-se de sua pior performance anual desde 2021, quando registrou queda de quase 12%.

A sessão foi marcada por incertezas no câmbio e na curva de juros doméstica, além de preocupações fiscais que seguem pressionando o mercado. O volume negociado na B3 alcançou R$ 20,6 bilhões, com o índice oscilando entre a mínima de 120.617,32 e a máxima de 122.104,68 pontos, registrada no início do dia.

No mercado cambial, o dólar à vista chegou a ser negociado a R$ 6,2010 na máxima do dia, fechando em alta de 1,86%, a R$ 6,1851.

Destaques da Bolsa

Entre as principais ações do Ibovespa, apenas Vale ON (+0,42%) e Petrobras ON (+0,76%; PN +0,03%) fecharam em alta. Por outro lado, grandes bancos, como Santander Unit (-3,09%) e Itaú PN (-1,94%), puxaram o índice para baixo.

Na ponta positiva, as maiores altas foram de Hypera (+3,32%), Suzano (+2,72%) e IRB (+2,42%). Já as maiores quedas ficaram com Automob (-19,05%), após forte valorização na semana passada, além de Azul (-9,34%) e Brava (-7,67%). Dos 87 papéis que compõem a carteira do Ibovespa, apenas 13 encerraram o dia em alta.

Perspectivas para o mercado

Felipe Moura, analista da Finacap, explica que o baixo volume negociado nesta reta final de ano, devido aos feriados de Natal e Ano Novo, tende a reduzir a volatilidade no curto prazo. “O mercado ainda reflete incertezas no cenário fiscal e econômico, o que mantém os investidores defensivos”, afirmou.

Já Christian Iarussi, sócio da The Hill Capital, destacou que, embora o avanço do pacote fiscal no Congresso tenha sido bem recebido, a desidratação das medidas reforça a cautela sobre o cumprimento de metas fiscais. “Essa falta de clareza fiscal aumenta a aversão ao risco, e é provável que o viés conservador persista até o início de 2025”, avaliou.

Expectativas para janeiro

Com o início de um novo ano, o mercado espera maior movimentação, à medida que gestores de carteira ajustam suas estratégias. “Janeiro será agitado, com investidores avaliando se é o momento de assumir mais riscos ou adotar uma postura ainda mais cautelosa”, concluiu Moura.

Fonte: InfoMoney

Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Dólar sobe para R$ 5,45, mas tem segunda queda semanal seguida

Bolsa caiu 1,17%, mas fechou semana com alta de 1,44%

Num dia de ajustes após a forte queda de quinta-feira (11), o dólar voltou a subir nesta sexta-feira (12). Mesmo assim, a moeda norte-americana recuou pela segunda semana consecutiva. A bolsa de valores não conseguiu segurar a alta da quinta-feira e caiu nesta sexta-feira, mas fechou a semana em alta.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira vendido a R$ 5,457, com alta de R$ 0,053 (+0,97%). Na máxima do dia, por volta das 15h30, a cotação chegou a R$ 5,46. Apesar da alta desta sexta-feira, a divisa acumula queda de 1,19% na semana e de 3,35% em novembro. Em 2021, a moeda norte-americana sobe 5,16%.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, chegou a subiu nos primeiros minutos de negociação, mas inverteu o movimento e operou em baixa durante quase toda a sessão. O indicador terminou o dia aos 106.335 pontos, com recuo de 1,17%, influenciado pela divulgação de balanços de empresas varejistas que lucraram menos no terceiro trimestre. Mesmo com a queda desta sexta-feira, o Ibovespa subiu 1,44% na semana, emendando a segunda alta semanal seguida.

No mercado internacional, o dólar teve um dia misto, subindo em relação a algumas moedas e caindo em relação a outras, como o peso mexicano. As bolsas norte-americanas tiveram um desempenho oposto ao da bolsa brasileira, subindo nesta sexta-feira, mas encerrando a semana em baixa.

No Brasil, a cautela com o feriado de 15 de novembro prevaleceu. O mercado também foi influenciado pela queda no nível de serviços em setembro, o primeiro recuo em seis meses. Em meio à expectativa de que o Banco Central continue a aumentar os juros básicos da economia para conter a inflação, os investidores acreditam que os lucros das empresas, que vinham em alta por causa da recuperação econômica deste ano, caiam nos próximos trimestres.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Reuters/Mohamed Abd El Ghany/Direitos Reservados


quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Bolsa fecha no menor nível em um ano com aprovação de PEC

Dólar caiu até o início da tarde, mas fechou com pequena alta

A bolsa de valores teve forte queda e fechou no menor nível em quase um ano após a aprovação, em primeiro turno, do texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e muda a regra do teto de gastos. O dólar chegou a operar em queda durante a manhã e o início da tarde, mas fechou com pequena alta.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (4) aos 103.412 pontos. O indicador está no nível mais baixo desde 12 de novembro do ano passado. A realização do leilão da frequência 5G não animou os investidores.

Além da reação à aprovação da PEC, a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de manter o ritmo de aumento da produção global fez os preços internacionais do produto cair, o que impactou as ações da Petrobras, os papéis mais negociados. As ações ordinárias (com direito a voto em assembleia de acionista) caíram 2,95%. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 3,17%.

O mercado de câmbio também teve um dia de volatilidade. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,606, com alta de R$ 0,016 (0,29%). A cotação chegou a cair para R$ 5,56 na mínima do dia, por volta das 11h30, mas voltou a subir por volta das 13h30 e fechou com leve alta.

No caso do dólar, a moeda subiu perante as principais divisas do mundo, após a divulgação de que os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram para o menor nível em 19 meses. Isso aumenta as apostas de que o Federal Reserve (FED, Banco Central norte-americano) antecipe a alta dos juros da maior economia do planeta, apesar de o presidente da instituição, Jerome Powell, ter afirmado na quarta-feira (3) que não pretende mexer nas taxas tão cedo.

A tensão no mercado de câmbio foi agravada pela aprovação da PEC dos Precatórios, durante a madrugada desta quarta para quinta-feira. Para os investidores, a proposta, que abre caminho para cerca de R$ 90 bilhões fora do teto de gastos no próximo ano, dificulta o controle da dívida pública e piora o cenário fiscal brasileiro.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli/Direitos Reservados


sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Dólar fecha a R$ 5,64 e acumula alta de 3,67% em outubro

Bolsa caiu 6,74% no mês e está no menor nível desde novembro

Em mais um dia de turbulência no mercado financeiro, o dólar aproximou-se de R$ 5,65 e encerrou outubro com alta de quase 4%. A bolsa de valores teve o segundo dia consecutivo de queda e continua no nível mais baixo desde novembro do ano passado.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (29) vendido a R$ 5,646, com alta de R$ 0,021 (0,37%). A cotação chegou a cair para R$ 5,60 pouco antes das 16h, mas subiu novamente perto do fim dos negócios.

A divisa fechou outubro com alta de 3,67%, depois de subir 5,30% em setembro. Em 2021, a moeda acumula valorização de 8,82%.

O dia também foi tenso no mercado de ações. O índice Ibovespa fechou o dia aos 103.501 pontos, com recuo de 2,09%. O indicador está no menor nível desde 12 de novembro do ano passado.

A queda desta sexta-feira foi puxada pelas ações da Petrobras, após declaração do presidente Jair Bolsonaro de que busca uma forma de mudar a lei para interferir na política de preços da empresa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) caíram 6,49%. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 5,9%.

Com o desempenho de hoje, a bolsa encerrou outubro com queda de 6,74%. Esse foi o quarto mês seguido de baixa no índice Ibovespa. Em 2021, o indicador acumula perda de 13,04%.

As tensões em torno da proposta de emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e muda o cálculo do teto de gastos continuaram a dominar a sessão. Hoje, o Ministério da Economia divulgou que a aprovação da PEC liberaria R$ 91,6 bilhões em 2022. O impacto é maior que o inicialmente divulgado pelo governo e por parlamentares, que projetavam a liberação de R$ 83,6 bilhões.

Em relação ao mercado de câmbio, a alta do dólar não se deve apenas aos fatores internos. A moeda norte-americana subiu perante as principais divisas do mundo, até em relação ao euro. Hoje, o real perdeu menos valor que o peso mexicano e o rand sul-africano.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Reuters/Rick Wilking/Direitos Reservados



quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Dólar volta a ficar acima de R$ 5,60 com Copom e auxílio emergencial

 Bolsa cai 0,62% e fecha no menor nível em quase um ano

Em meio à indefinição em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, o dólar teve forte alta e voltou a fechar acima de R$ 5,60. A bolsa caiu para abaixo dos 106 mil pontos e fechou no menor nível em quase um ano.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (28) vendido a R$ 5,625, com alta de R$ 0,07 (+1,26%). A cotação chegou a desacelerar para R$ 5,59 após a divulgação de que o governo teve superávit primário em setembro pela primeira vez desde 2012, mas voltou a subir perto do fim da sessão.

A moeda norte-americana acumula alta de 3,29% em outubro. No ano, a divisa valorizou-se 8,41%. Embora tenha caído contra o euro e as principais divisas do mundo, o dólar subiu perante o real, o peso mexicano e o rand sul-africano. A desvalorização do real, porém, foi mais intensa que a dos outros países emergentes.

O dia também foi tenso no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 105.705 pontos, com queda de 0,62%. O indicador chegou a cair 1,02% por volta das 12h30, mas diminuiu o ritmo de queda após a divulgação de balanços de lucro em empresas que compõem o índice.

O Ibovespa está no menor nível desde 13 de novembro do ano passado. O índice acumula queda de 0,56% na semana, 4,75% no mês e 11,19% em 2021.

Dois fatores contribuíram para a instabilidade no mercado financeiro. O primeiro foi a reação ao aumento, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, da taxa Selic, juros básicos da economia, de 6,25% para 7,75% ao ano. Apesar de esse ter sido o maior aperto monetário desde o fim de 2002, parte dos investidores considerou a alta tímida diante do avanço da inflação.

O segundo fator foi a possibilidade da edição de crédito extraordinário, fora do teto de gastos, para prorrogar o auxílio emergencial ou criar o Auxílio Brasil, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e muda o cálculo do teto de gastos não seja aprovada. O adiamento da votação na Câmara para a próxima semana não diminuiu a incerteza em torno do tema.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: REUTERS/Mike Segar/Direitos Reservados


segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Dólar cai para R$ 5,55 em dia de ajustes no mercado

Bolsa subiu 2,28% e retomou os 108 mil pontos

Num dia de ajustes no mercado após as turbulências da última semana, o dólar caiu e a bolsa recuperou-se. Além do movimento de alívio temporário no cenário nacional, o mercado internacional contribuiu, com as moedas dos principais países emergentes recuperando-se.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (25) vendido a R$ 5,556, com recuo de R$ 0,072 (-1,27%). A cotação chegou a operar em alta nos primeiros minutos de negociação, mas reverteu a tendência e passou a cair antes das 10h. Na mínima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,54.

Essa foi a segunda queda consecutiva da moeda norte-americana, que chegou a R$ 5,66 na quinta-feira (21), após o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmar que o governo pretende financiar parte do Auxílio Brasil com recursos que extrapolam o teto federal de gastos. A divisa caiu na sexta-feira (22), após pronunciamento conjunto de Guedes e do presidente Jair Bolsonaro.

No mercado de ações, a bolsa de valores recuperou-se. Após ter atingido, na sexta-feira, o menor nível desde novembro do ano passado, o índice Ibovespa fechou esta segunda aos 108.715 pontos, com alta de 2,28%. Os destaques foram as ações da Petrobras. As ações ordinárias (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 6,13%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 6,84%.

No mercado de câmbio, prevaleceu um movimento de realização de lucros, com investidores vendendo dólares para embolsarem ganhos recentes. No mercado de ações, os papéis que ficaram baratos nos últimos dias tornaram-se atrativos, num movimento de ajuste. O ambiente externo também ajudou o mercado brasileiro nesta segunda, com o dólar caindo perante moedas como o peso colombiano e o peso chileno.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Reuters/Yuriko Nakao/Direitos Reservados


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Ibovespa fecha 1º pregão de 2021 em queda após renovar recorde

O Ibovespa fechou com uma queda discreta o primeiro pregão do ano, novamente sem conseguir se sustentar acima dos 120 mil pontos, patamar que superou mais cedo ao bater recorde intradia, com as perdas em Nova York ditando um ajuste.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa terminou esta segunda-feira com baixa de 0,14%, a 118.854,71 pontos. O volume financeiro somou 30,3 bilhões de reais.

Antes dos primeiros quinze minutos de pregão, o Ibovespa bateu 120.353,81 pontos, na esteira do otimismo com a vacinação contra a Covid-19 no exterior e um ambiente de expressivos estímulos monetários no mundo todo.

A deterioração em Nova York, porém, mudou tudo. O Dow Jones e o S&P 500 chegaram a renovar máximas na abertura, mas receios sobre o desfecho das eleições na Geórgia esta semana abriram espaço para uma correção em Wall St.

O persistente crescimento de casos de coronavírus nos EUA também minou o apetite por risco, em um contexto de receios sobre novas medidas de restrição para frear a disseminação da doença e seus efeitos na recuperação das economias.

Na Europa, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou um novo lockdown nacional na Inglaterra por causa da Covid-19.

O estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, também citou “posição técnica ruim” e os “valuations esticados” para explicar a queda nas bolsas.

“Era tudo o que o mercado precisava para uma correção”, afirmou no Twitter.

Na mínima da sessão, o Ibovespa chegou a 118.061,77 pontos.

As perspectivas para 2021, porém, continuam favoráveis para a bolsa brasileira, com estrategistas do Itaú BBA apostando em um cenário mais favorável para os mercados emergentes.

Entre as motivações para tal prognósticos, Fabio Perina e equipe citam a recuperação econômica global, menores riscos de políticas econômicas nos EUA, onde o banco central tem viés estimulativo.

DESTAQUES

- VALE ON subiu 4,59%, diante do fluxo de notícias ainda positivo para o setor de mineração e siderurgia desde 2020, o que também ajudou CSN ON, que avançou 7,28%. GERDAU PN fechou com elevação de 6,5% e USIMINAS PNA valorizou-se 2,26%.

- PETROBRAS PN avançou 2%, mesmo com a piora dos preços do petróleo no exterior, com o Brent fechando em queda de 1,37%. No setor, PETRORIO ON saltou 6,57%.

- ITAÚ UNIBANCO PN caiu 2,26% e BRADESCO PN recuou 2,62%, com o setor de bancos no vermelho. Pesquisa da Febraban estimou alta de 7% na carteira total de crédito no Brasil em 2021, ante expansão de 13,7% prevista para 2020.

- EMBRAER ON cedeu 5,42%, entre os destaques de baixa, assim como GOL PN e AZUL PN, que perderam 3,93% e 3,99%, respectivamente, na esteira de notícias sobre mais restrições relacionadas ao coronavírus, que afetaram fortemente o setor em 2020.

- IGUATEMI ON perdeu 4,55%, com ações de shopping centers na ponta negativa do índice, após dados fracos de vendas do setor no Natal e medidas restritivas em São Paulo. MULTIPLAN ON caiu 4,16% e BRMALLS ON recuou 3,74%.

Fonte: Reuters – Imagem: REUTERS/Kim Kyung-Hoon