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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Produção pecuária cresce no 3º trimestre e indica recuperação do setor

Imagem desenvolvida por IA
Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram crescimento generalizado na produção pecuária do país no 3º trimestre de 2025. Segundo as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos, houve aumento no abate de bovinos, suínos e frangos, além de maior captação de leite e couro. A única queda registrada ocorreu na produção de ovos, que apresentou leve retração em relação ao trimestre anterior.

O abate de bovinos somou 11,23 milhões de cabeças, alta de 7,0% em relação ao mesmo período de 2024 e 6,7% na comparação com o trimestre anterior. O volume total de carcaças bovinas atingiu 2,95 milhões de toneladas, representando um avanço de 6,1% frente ao ano passado e 10,9% sobre o trimestre anterior. Esse desempenho mantém a trajetória de recuperação observada desde o início do ano, impulsionada pela demanda interna e pelas exportações de carne.

No segmento de suínos, o abate chegou a 15,80 milhões de cabeças, aumento de 5,3% em relação ao terceiro trimestre de 2024 e de 4,7% sobre o trimestre anterior. O peso das carcaças totalizou 1,49 milhão de toneladas, acompanhando a tendência de crescimento do setor e refletindo, segundo analistas, a estabilidade dos custos de produção e o avanço das exportações.

A avicultura também demonstrou desempenho positivo. O abate de frangos foi de 1,69 bilhão de cabeças, com expansão de 2,8% na comparação anual e de 3,0% em relação ao trimestre anterior. A produção de carcaças somou 3,59 milhões de toneladas, um crescimento de 3,0% e 1,0%, respectivamente.

Entre os produtos derivados, a aquisição de leite cru por estabelecimentos sob inspeção sanitária alcançou 7,01 bilhões de litros, alta de 10,3% frente ao 3º trimestre de 2024 e de 7,5% sobre o trimestre anterior. Esse resultado reforça o aquecimento da atividade leiteira no período, associado à recuperação dos preços pagos ao produtor e às condições climáticas mais favoráveis.

Os curtumes também registraram expansão. A aquisição de couro chegou a 11,44 milhões de peças inteiras, aumento de 8,4% em relação ao 3º trimestre do ano anterior e de 6,5% sobre o trimestre precedente. Já o volume de couro efetivamente curtido subiu 3,7% na comparação anual.

A única retração ocorreu na produção de ovos de galinha, que totalizou 1,23 bilhão de dúzias. Embora represente crescimento de 2,3% em relação ao mesmo período de 2024, houve queda de 0,8% frente ao trimestre anterior, possivelmente devido ao ajuste de oferta após meses de produção elevada.

Segundo o IBGE, os dados ainda são preliminares e podem sofrer revisões. Mesmo assim, o conjunto dos resultados indica recuperação consistente da produção pecuária, sustentada pela retomada da demanda, pela eficiência produtiva e pela integração das cadeias agroindustriais no país.

terça-feira, 18 de março de 2025

Produção pecuária no Brasil em 2024 bate recordes e impulsiona exportações

Abate de bovinos e frangos atinge números históricos; aquisição de leite também cresce e consolida tendência de recuperação do setor

PixaBay
O setor pecuário brasileiro alcançou marcos históricos em 2024, impulsionado pelo crescimento no abate de bovinos e frangos, além do aumento expressivo na aquisição de leite e na produção de ovos. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país registrou avanços significativos em diversas frentes, consolidando-se como um dos principais produtores mundiais de carne e laticínios.

Abate de bovinos cresce 15,2% e atinge maior volume da série histórica

Em 2024, foram abatidas 39,27 milhões de cabeças de bovinos sob inspeção sanitária, representando um aumento de 15,2% em relação ao ano anterior. Esse volume superou o recorde anterior, registrado em 2013, e manteve a tendência de crescimento iniciada em 2022.

O crescimento foi impulsionado, em parte, pelo aumento no abate de fêmeas, que cresceu 19% em relação a 2023. As exportações de carne bovina in natura também atingiram um recorde de 2,55 milhões de toneladas. O Mato Grosso manteve a liderança no abate de bovinos, com 18,1% da participação nacional, seguido por Goiás (10,2%) e São Paulo (10,2%).

Frangos registram recorde de abate e crescimento de 2,7%

O setor avícola também celebrou um ano histórico, com o abate de 6,46 bilhões de cabeças de frangos, um aumento de 2,7% em relação a 2023. Este é o maior volume já registrado desde o início da série histórica, em 1997.

O destaque foi para os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que lideraram o abate nacional. As exportações de carne de frango também atingiram recordes tanto em volume quanto em faturamento.

Abate de suínos cresce 1,2% e bate novo recorde

O abate de suínos também apresentou avanço em 2024, com 57,86 milhões de cabeças abatidas, um aumento de 1,2% (+684,24 mil cabeças) em relação ao ano anterior. Santa Catarina liderou o setor, com 29,1% da produção nacional, seguido pelo Paraná (21,5%) e Rio Grande do Sul (17,1%).

Aquisição de leite cresce 3,1% e retoma tendência de alta

A captação de leite também teve um desempenho positivo em 2024. Os laticínios sob inspeção sanitária adquiriram 25,38 bilhões de litros de leite, um crescimento de 3,1% em relação a 2023. Este é o segundo ano consecutivo de crescimento, após dois anos de queda na captação.

Produção de ovos cresce 10% e atinge novo recorde

O Brasil também registrou crescimento expressivo na produção de ovos, que alcançou 4,67 bilhões de dúzias, um aumento de 10% em relação a 2023. Este volume estabelece um novo recorde na série histórica da pesquisa.

Curtumes registram aumento de 16,8% na aquisição de couro cru

Os curtumes brasileiros receberam 40,08 milhões de peças inteiras de couro cru bovino, um crescimento de 16,8% em relação ao ano anterior. Este aumento reflete a maior disponibilidade de matéria-prima, impulsionada pelo crescimento no abate de bovinos.

Perspectivas para 2025

Com os recordes alcançados em 2024, o setor pecuário brasileiro se consolida como um dos mais dinâmicos do mundo. O crescimento das exportações e a retomada na produção de leite indicam um panorama otimista para 2025, com expectativas de novos avanços na produção e na conquista de mercados internacionais.