Radio Evangélica

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sexta-feira, 14 de março de 2025

Indústria de transformação mantém crescimento, mas enfrenta desafios

Faturamento industrial cresce 12,8% em janeiro, mas especialistas alertam para desaceleração

PixaBay
O faturamento real da indústria de transformação segue em alta no Brasil. Em janeiro, a receita bruta do setor avançou 3,3% em relação a dezembro, segundo os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (14). Na comparação anual, o crescimento foi ainda mais expressivo, atingindo 12,8%.

Apesar do desempenho positivo, a CNI alerta para a possibilidade de desaceleração nos próximos meses. O gerente de Análise Econômica da entidade, Marcelo Azevedo, destaca que a demanda por bens industriais tem sustentado o crescimento, mas a alta da taxa de juros pode impactar negativamente o setor.

Além do faturamento, as horas trabalhadas na produção cresceram 1,9% em janeiro, revertendo perdas dos meses anteriores. O emprego industrial também apresentou leve alta de 0,1% no mês e 2,4% na comparação anual. No entanto, a CNI prevê um crescimento mais lento do emprego ao longo de 2025.

Por outro lado, a pesquisa indica queda na massa salarial e no rendimento médio dos trabalhadores da indústria, com recuos de 0,3% e 0,8% entre dezembro e janeiro, respectivamente. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) manteve-se estável em 78,4%, mas segue abaixo do nível registrado no início de 2024.

Os Indicadores Industriais, realizados desde 1992, monitoram a evolução do setor e servem como termômetro da atividade econômica no país.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Indústria de transformação cresce 5,6% em 2024 e registra melhor desempenho desde 2010

Setor se beneficia de demanda aquecida e crescimento do crédito, apesar da queda em dezembro

O faturamento real da indústria de transformação avançou 5,6% em 2024, na comparação com o ano anterior, segundo os Indicadores Industriais divulgados nesta sexta-feira (7) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado representa a maior alta desde 2010, apesar da retração de 1,3% registrada entre novembro e dezembro.

De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o setor teve um ano positivo, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido, expansão fiscal e maior oferta de crédito. “A combinação desses fatores sustentou o consumo e o investimento, refletindo diretamente no faturamento”, afirmou.

O bom desempenho também se refletiu no número de horas trabalhadas na produção, que aumentou 4,2% em relação a 2023. No entanto, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou 0,8 ponto percentual em dezembro, encerrando o ano em 78,2%.

Emprego industrial cresce, mas rendimento cai

O mercado de trabalho industrial registrou estabilidade em dezembro, mas fechou 2024 com alta de 2,2% no número de postos de trabalho. A massa salarial e o rendimento médio, por outro lado, caíram 0,5% no último mês do ano, apesar de acumularem avanços de 3% e 0,8%, respectivamente, no período anual.

Os Indicadores Industriais, elaborados desde 1992, analisam mensalmente a atividade da indústria de transformação no Brasil, abrangendo mais de 90% do produto industrial nacional.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Produção industrial fica estável em outubro pelo segundo mês, diz CNI

 Índice ficou em 50,1 pontos, ante os 50 pontos registrados em setembro

A produção industrial ficou estável em outubro, informou nesta segunda-feira (22) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este é o segundo mês consecutivo de estabilidade na produção, após quatro meses de alta. Os dados, que constam do boletim Sondagem Industrial, elaborado pela confederação, mostram que em outubro, o índice de evolução da produção ficou em 50,1 pontos, ante os 50 registrados em setembro.

Os números refletem o desempenho de pequenas, médias e grandes empresas que atuam na indústria em geral, na indústria extrativista e na de transformação. O resultado também mostra que, no mês passado, a utilização da capacidade instalada das indústrias caiu um ponto percentual ao registrado em setembro, ficando em 71%. O resultado é menor do que o registrado em outubro de 2020, quando a utilização da capacidade industrial ficou em 74%.

De acordo com a CNI, a redução é explicada em parte devido a influência da recuperação da atividade industrial no último trimestre do ano passado e a necessidade de recomposição de estoques. Por isso, a entidade vê o resultado de 2021 como positivo, pois está acima da média dos mesmos meses de 2011 a 2019, quando ficou em 70,4%.

Já o indicador de utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual registrou 45,4 pontos em outubro. O resultado representa a terceira queda consecutiva do indicador.

“Apesar de estar abaixo da linha divisória de 50 pontos, que indica que a utilização da capacidade instalada está menor que a usual para o mês, o índice se encontra acima da média histórica de 42,6 pontos. Na comparação com outubro de 2020, o índice apresenta redução de 5,7 pontos”, informou a CNI.

A CNI disse ainda que em outubro, os estoques aumentaram e atingiram o nível planejado pelas empresas. Com isso, o índice de evolução do nível de estoques ficou em 50,5 pontos, cinco pontos acima do registrado em outubro de 2020.

“O índice de nível de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 50 pontos em outubro, o que significa que o estoque efetivo atingiu exatamente o nível planejado pelas empresas. O resultado rompeu a sequência de meses nos quais os estoques efetivos estavam abaixo do planejado, o que vinha acontecendo desde dezembro de 2019. Na comparação com outubro de 2020, momento crítico da falta de estoques no ano passado, o índice mostra aumento de 6,7 pontos”, diz o boletim.

Emprego

No que diz respeito ao emprego, a CNI destaca que houve crescimento do emprego industrial, mas em ritmo bem mais moderado que nos meses anteriores. Em outubro, o índice de evolução do número de empregados alcançou 50,4 pontos, o que representa uma queda de 1,7 ponto na comparação com o mês anterior.

O índice varia de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam que o número de empregados cresceu na comparação com o mês anterior e valores abaixo de 50, que o número de empregados caiu. Como o índice ficou acima dos 50 pontos, indica que há alta do emprego frente ao mês anterior, mas que criação de vagas está mais restrita.

Confiança do empresário

O boletim mostra ainda que a confiança do empresariado diminuiu, com recuo na projeção das expectativas para o mês de novembro. A percepção reflete os resultados dos indicadores relacionados à expectativa de demanda, de quantidade exportada, de compras de matérias-primas e de número de empregados apresentando.

O índice de expectativa de demanda recuou 2,7 pontos em outubro, na comparação com novembro, atingindo 54,4 pontos. O índice de expectativa de exportação registrou 53 pontos, o que representa uma queda de 0,5 ponto em relação a novembro.

Já o índice de número de empregados sofreu diminuição de 1,3 ponto, alcançando 51,2 pontos em novembro. O índice de expectativa de compras de matérias-primas foi de 52,9 pontos, o que representa um recuo de 1,9 ponto na comparação dos meses de outubro e novembro. Esse resultado foi 5,1 pontos menor do que o registrado em novembro do ano anterior, quando o índice ficou em 58 pontos.

 

Fonte: Agência Brasil -Imagem: CNI/José Paulo Lacerda/Direitos Reservados


sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Confiança do Empresário Industrial cai pelo terceiro mês consecutivo

Com a queda, o ICEI de novembro ficou em 56 pontos 

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 1,8 ponto em novembro deste ano na comparação com o apurado em outubro, informou nesta sexta-feira (12) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esta é a terceira queda do indicador, que acumula um recuo de 7,2 pontos nos últimos três meses. Com a queda, o ICEI de novembro ficou em 56 pontos. 

O índice varia de zero a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do setor de indústria e quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança do empresariado. Quanto mais próximo de zero, menor a confiança.

No mesmo período do ano passado, o indicador estava em 62,9 pontos. Segundo a CNI, o índice de novembro de 2021 indica confiança mais fraca e menos disseminada por parte do empresariado.

A confederação informou ainda que, este mês, todos os componentes do ICEI recuaram e que o cenário ocorre devido à percepção sobre as condições atuais da economia brasileira.

O Índice de Condições Atuais, que mostra a percepção sobre as condições nos últimos seis meses, caiu 1,8 ponto e ficou em 49,7 pontos.

"Ao ficar abaixo da linha divisória de 50 pontos, o índice demonstra a transição de uma percepção positiva para uma percepção negativa das condições atuais na comparação com os últimos seis meses, na avaliação dos empresários", informou a CNI.

A queda no índice foi puxada principalmente pelo componente que se refere às condições atuais da economia brasileira, que caiu 3,1 pontos em novembro, acumulando um recuo de 11,9 pontos nos últimos três meses.

O índice de Expectativas, que reflete as expectativas do empresário em relação à economia e a própria empresa nos próximos seis meses, também caiu 1,8 ponto, ficando em 59,1 pontos. Na avaliação da CNI, como o índice se mantém acima dos 50 pontos, ele revela um otimismo mais moderado para os próximos seis meses.

Para o levantamento do ICEI, foram entrevistados representantes de 1.650 empresas, dos quais 651 de pequeno porte, 613 de médio porte e 386 de grande porte, no período entre 3 e 9 de novembro de 2021.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: CNI/Miguel Ângelo/Direitos Reservados


quinta-feira, 1 de agosto de 2019

CNI: juros básicos podem cair a 5,25% ao ano no fim de 2019


Entidades veem como positiva a queda da Selic a 6%

O corte maior que o esperado nos juros básicos da economia pode fazer a taxa Selic encerrar 2019 em 5,25% ao ano. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou comunicado em que considera positiva a decisão do Banco Central (BC). Nesta quinta-feira (31), o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu a taxa Selic em 6% ao ano, com um corte de 0,50 ponto percentual.
A estimativa da CNI é mais otimista que a dos analistas de mercado. A última edição do boletim Focus, pesquisa semanal do BC com instituições financeiras, projetava taxa Selic de 5,5% ao ano no fim de 2019.
Para a confederação, o BC acertou ao reduzir os juros básicos em 0,5 ponto percentual, enquanto a maioria das instituições financeiras projetava corte de 0,25 ponto. Segundo a CNI, o fraco desempenho da atividade econômica, a baixa inflação e o corte de juros em outros países, como ocorreu hoje nos Estados Unidos, favorecem a redução das taxas em países emergentes, como o Brasil.
Na avaliação da entidade, a queda dos juros é importante para estimular o consumo das famílias e os investimentos das empresas e reativar a economia. O comunicado ressaltou a aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados foi um passo importante para o início do ajuste das contas públicas. Para a entidade, a aprovação definitiva da reforma abrirá caminho para novas reduções da Selic.

São Paulo
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, elogiou a redução dos juros, mas para ele, apesar de a redução ser positiva, poderia ser maior.
“A redução é positiva, mas já existe espaço para mais cortes na Selic", disse Skaf em nota. Para o presidente da Fiesp,  uma Selic na casa de 5% ao ano pode estimular a retomada do crescimento econômico e a geração de emprego que o Brasil tanto almeja.
Para o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, a redução dos juros foi tímida e insuficiente, aquém do que o setor produtivo precisaria para fomentar a produção e a geração de novos postos de trabalho. “Entendemos que, com esta queda “conta-gotas”, o Banco Central perdeu uma ótima oportunidade de promover uma drástica redução na taxa básica de juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no país. Mais uma vez, o Banco Central frustra os anseios dos trabalhadores”, afirmou Torres.
Ele disse que os trabalhadores ficaram "frustrados com a decisão” e que espera que, nas próximas reuniões, o Copom adote "uma política contundente de redução" da Selic para que o país volte a crescer, com geração de empregos e distribuição de renda.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) também considerou positiva a redução da taxa. “Reduzir a Selic é indispensável para acelerar a retomada do emprego e diminuir o custo da dívida, o que é muito relevante para um país com alto grau de endividamento como o Brasil”, destacou a entidade, ao apostar que, até o final deste ano, a Selic fique abaixo de 6%.

Rio de Janeiro
A queda da Selic também foi elogiada pela Federação das Indústrias dos Estados do Rio de Janeiro (Firjan). Em nota, a entidade disse que a taxa vai na direção correta, “estimulando o crescimento econômico sem correr o risco de perder o controle da inflação”. A entidade destaca que o baixo desempenho da economia brasileira, refletido na elevada capacidade ociosa das empresas e na alta taxa de desemprego, associado a um cenário externo favorável, com redução dos juros nas principais economias globais, atuam no sentido de aliviar as pressões sobre a inflação e suas expectativas, que seguem dentro da meta estabelecida. 
Para a Firjan, a aprovação da reforma da Previdência no primeiro turno na Câmara foi um grande passo para redução do risco fiscal da economia brasileira, porém, a entidade reforça a necessidade da  concretização desta reforma e a importância da inclusão de estados e municípios.

Agência Brasil