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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

ITBI e Taxas de Cartório: A conta exata do que você precisa pagar ALÉM da entrada do imóvel

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Você finalmente encontrou o imóvel dos sonhos. A negociação foi um sucesso, o valor da entrada está garantido e o financiamento, pré-aprovado. A empolgação é imensa, mas é exatamente neste momento que muitos compradores são surpreendidos por uma realidade financeira dura: os gastos com a documentação.

Esses custos, frequentemente subestimados, vão muito além de uma simples "taxa". Eles representam uma porcentagem significativa do valor do imóvel e, se não planejados, podem comprometer seu orçamento e até mesmo inviabilizar a compra.

Este artigo serve como um guia definitivo para você calcular exatamente quanto precisa reservar para o ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis) e as taxas de cartório.

1. O Custo Obrigatório nº 1: ITBI

O ITBI é um imposto municipal obrigatório. Sem o pagamento dele, a transferência de propriedade do imóvel para o seu nome simplesmente não acontece.

  • O que é? Um tributo cobrado pela prefeitura sempre que ocorre uma compra e venda de imóvel de forma onerosa.
  • Como é calculado? A alíquota (percentual) varia de cidade para cidade, mas geralmente fica entre 2% e 3% do valor do imóvel. A base de cálculo costuma ser o valor venal (definido pela prefeitura) ou o valor da transação (contrato), prevalecendo o que for maior.
  • Quando pagar? Geralmente, antes de dar entrada no registro do imóvel. O cartório exigirá a guia de ITBI paga para prosseguir.

Exemplo Prático:

  • Valor do imóvel: R$ 500.000
  • Alíquota de ITBI (exemplo de 3%): R$ 15.000

2. O Custo Obrigatório nº 2: Taxas de Cartório (Escritura e Registro)

Aqui reside a maior confusão dos compradores. Não se trata de uma taxa única, mas de dois serviços distintos, muitas vezes realizados em cartórios diferentes.

A) Escritura Pública

Este é o documento feito no Cartório de Notas que formaliza o acordo de compra e venda.

  • Custo: O valor é tabelado por estado e varia conforme o preço do imóvel (geralmente em torno de 1%).
  • Atenção (Economia): Se a compra for feita via financiamento pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o contrato emitido pelo banco tem força de escritura pública. Nesse caso, você não precisará pagar por este documento específico, gerando uma grande economia.

B) Registro do Imóvel

Este é o ato final e mais importante. É o registro na matrícula do imóvel, feito no Cartório de Registro de Imóveis (CRI), que efetivamente transfere a propriedade. Como diz o ditado jurídico: "Quem não registra, não é dono".

  • Custo: Assim como a escritura, o valor é tabelado por estado e baseado no valor do imóvel.
  • Desconto de 50%: Para a compra do primeiro imóvel financiado pelo SFH, a Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/73) garante um desconto de 50% no valor dos emolumentos de registro. Fique atento e exija esse direito se for o seu caso.

Resumo da Conta: Quanto devo reservar?

Usando nosso exemplo de um imóvel de R$ 500.000, vamos simular a reserva necessária além da entrada:

  1. ITBI (Média de 3%): R$ 15.000
  2. Taxas de Cartório (Estimativa de 1,5%): R$ 7.500

TOTAL APROXIMADO EXTRA: R$ 22.500

A Regra de Ouro

Como regra geral e segura, reserve entre 4% e 5% do valor total do imóvel apenas para os custos de documentação. Para um imóvel de R$ 500 mil, isso significa ter entre R$ 20.000 e R$ 25.000 guardados especificamente para esse fim.

Existem outros custos?

Sim, embora menores, eles devem estar no radar:

  • Certidões: Emissão de certidões negativas do vendedor e do imóvel.
  • Avaliação do Imóvel: Taxa cobrada pelo banco para vistoriar o bem (no caso de financiamento).
  • Despachante: Caso opte por contratar um profissional para cuidar da burocracia.

Planejar esses valores com antecedência é a diferença entre uma transição tranquila para o seu novo lar e uma dor de cabeça financeira. Não conte apenas com a entrada; a verdadeira chave para a compra segura está no planejamento total.

Referências Bibliográficas e Fontes

Lei nº 6.015/1973 (Lei de Registros Públicos): Dispõe sobre os registros públicos (Base para o serviço de registro e descontos).

Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/66): Define a competência dos municípios para instituir o ITBI.

Tabelas de Custas e Emolumentos: Consulte o Tribunal de Justiça do seu estado para valores atualizados.

ANOREG/BR: Associação dos Notários e Registradores do Brasil.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

O Novo Cenário Imobiliário em 2025: Tecnologia, Sustentabilidade e Consumo Consciente

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O mercado imobiliário brasileiro em 2025 consolida-se como um dos setores mais dinâmicos da economia, impulsionado pela inovação tecnológica, pela busca por sustentabilidade e pela adaptação a novas formas de viver e trabalhar. Esse movimento reflete uma transformação profunda, em que a digitalização, a eficiência energética e o consumo consciente se tornam pilares para a consolidação de novos modelos de negócio.

Empreendedores e incorporadoras que reconhecem essas mudanças estão redefinindo suas estratégias. O uso de inteligência artificial, automação de processos e análise de dados avançada deixou de ser diferencial e passou a ser ferramenta essencial de competitividade. Tais tecnologias permitem prever tendências, personalizar ofertas e otimizar a experiência do cliente em todas as etapas da jornada de compra e venda imobiliária.

Sustentabilidade como eixo estratégico

A sustentabilidade deixou de ser um bônus e passou a ser uma obrigatoriedade no setor. Empreendimentos verdes, com certificações ambientais e sistemas de energia limpa, estão sendo cada vez mais valorizados. Além do apelo ambiental, há uma motivação econômica: imóveis sustentáveis tendem a reduzir custos operacionais e gerar mais atratividade no longo prazo.

Empresas que aplicam práticas ESG (Environmental, Social and Governance) vêm destacando-se em um cenário de investidores exigentes, que associam propósito e responsabilidade à rentabilidade. Essa integração entre lucro e impacto positivo traduz o novo perfil do consumo no mercado imobiliário brasileiro.

A força da digitalização e das smart homes

A digitalização total é uma das transformações mais evidentes em 2025. Portais inteligentes, assinatura digital e atendimento automatizado tornaram o processo de compra ou locação mais ágil e transparente.

Os imóveis conectados — as chamadas smart homes — passaram a ser protagonistas. Equipados com sistemas de automação, controle de iluminação, temperatura e segurança, eles proporcionam conforto, economia e alta aderência ao estilo de vida moderno. A preferência dos compradores por essas soluções reflete o desejo de autonomia e integração tecnológica no cotidiano doméstico.

Novos espaços para viver e trabalhar

A consolidação do trabalho remoto e dos modelos híbridos redefiniu o conceito de morar. A busca por espaços multifuncionais, que unam residência e escritório, impulsionou uma nova geração de projetos.

Bairros de uso misto, que combinam moradia, lazer e trabalho, ganham protagonismo ao oferecer conveniência e bem-estar. Essa integração urbana estimula comunidades mais dinâmicas, reduz deslocamentos e reforça o papel do planejamento urbano sustentável.

Perspectivas do setor

Mesmo diante dos ajustes trazidos pela reforma tributária de 2024, o ambiente permanece favorável ao investimento imobiliário. A estabilização da taxa Selic e a limitação na oferta de novos empreendimentos sustentam a valorização dos imóveis, criando oportunidades tanto para investidores quanto para novos compradores.

Profissionais do setor que conseguirem unir tecnologia, visão estratégica e sensibilidade social estarão à frente na construção do novo ciclo de crescimento que se desenha para os próximos anos.

Referências Bibliográficas

GAIA GROUP. Mercado Imobiliário 2025: As 5 Tendências que Estão Redefinindo o Setor. Disponível em: https://gaiagroup.com.br. Acesso em: 2 nov. 2025.

ITEMIZE. Tendências do mercado imobiliário em 2025. Disponível em: https://www.itemize.com.br. Acesso em: 2 nov. 2025.

LAGE; PORTILHO JARDIM. Tendências e temas “quentes” do mercado imobiliário para 2025. Disponível em: https://lageportilhojardim.com.br. Acesso em: 2 nov. 2025.

LAVVI. 5 Tendências para o Mercado Imobiliário em 2025. Disponível em: https://www.lavvi.com.br. Acesso em: 2 nov. 2025.

NR ADVOCACIA. 7 Tendências em Alta no Mercado Imobiliário em 2025. Disponível em: https://nradvocacia.com.br. Acesso em: 2 nov. 2025.

WIT. Tendências do Mercado Imobiliário para 2025. Disponível em: https://www.wit.com.br. Acesso em: 2 nov. 2025.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Mercado Imobiliário Brasileiro em 2025: Inovação, Sustentabilidade e Novas Oportunidades

O setor imobiliário brasileiro vive em 2025 um momento de transformação intensa, marcado pela integração de novas tecnologias, pelo destaque à sustentabilidade, por mudanças regulatórias e pelas novas dinâmicas de consumo. Essas movimentações têm moldado oportunidades e desafios tanto para investidores e compradores quanto para incorporadoras e construtoras.[1][2][3][4][5]

Tendências e Novidades

Nos últimos anos, o mercado passou por uma forte aceleração da digitalização. O uso de inteligência artificial em processos de compra e venda, a automação de contratos e a integração de sistemas e portais de fornecedores tornaram-se práticas comuns, reduzindo custos e aumentando a eficiência do setor.
Ferramentas de Business Intelligence (BI) e analytics tornaram-se essenciais para decisões estratégicas, enquanto a experiência do consumidor se sofisticou com tours virtuais, atendimento automatizado e negociações totalmente online.[2][5]

Outro destaque é a sustentabilidade. Empreendimentos verdes deixaram de ser um diferencial e passaram a ser uma exigência do consumidor moderno, impulsionando a procura por imóveis energeticamente eficientes, com certificações ambientais e soluções que minimizam o impacto ecológico.
O interesse por smart homes, automação residencial e sistemas de segurança inteligentes cresceu rapidamente, tornando-se peça central nos novos projetos residenciais e comerciais.[3][6][5][1]

A reforma tributária de 2024 também trouxe mudanças significativas, exigindo ajustes fiscais por parte de incorporadoras, locadores e investidores. Em paralelo, a combinação de juros mais baixos e oferta limitada de imóveis novos resultou em valorização imobiliária acima da inflação, especialmente nas grandes metrópoles — um cenário favorável para investidores que buscam segurança e rentabilidade de longo prazo.[6][4][1]

Outro fator relevante é o impacto do trabalho remoto e dos modelos híbridos. Esses novos padrões de vida e trabalho impulsionaram a valorização de imóveis multifuncionais, projetados para atender tanto à moradia quanto ao home office.
Bairros de uso misto — que integram moradia, lazer e trabalho — estão em alta, refletindo o desejo por uma vida mais prática e equilibrada. As construtoras que investem em inovação, tecnologia e sustentabilidade vêm se destacando na preferência dos consumidores mais exigentes e conscientes.[5][3][6]

Conclusão

Essas tendências apontam para um mercado imobiliário cada vez mais tecnológico, sustentável e competitivo. A inovação digital e a consciência ambiental não são mais diferenciais, mas condições essenciais para prosperar em um setor em plena reconfiguração.
O futuro do mercado imobiliário brasileiro dependerá da capacidade das empresas e profissionais em adaptar-se rapidamente a esse novo ecossistema, que une eficiência, responsabilidade e experiência do cliente em um mesmo horizonte de crescimento.[4][1][2][3][5]

Referências

  1. LAGE; PORTILHO JARDIM. Tendências e temas “quentes” do mercado imobiliário para 2025. Disponível em: https://lageportilhojardim.com.br/blog/tendencias-mercado-imobiliario-2025/. Acesso em: 27 out. 2025.
  2. NR ADVOCACIA. 7 Tendências em Alta no Mercado Imobiliário em 2025. Disponível em: https://nradvocacia.com.br/tendencias-em-alta-mercado-imobiliario-em-2025/. Acesso em: 27 out. 2025.
  3. WIT. Tendências do Mercado Imobiliário para 2025. Disponível em: https://www.wit.com.br/tendencias-do-mercado-imobiliario-para-2025/. Acesso em: 27 out. 2025.
  4. GAIA GROUP. Mercado Imobiliário 2025: As 5 Tendências que Estão Redefinindo o Setor. Disponível em: https://gaiagroup.com.br/mercado-imobiliario-brasileiro-2025-tendencias-consorcio/. Acesso em: 27 out. 2025.
  5. ITEMIZE. Tendências do mercado imobiliário em 2025. Disponível em: https://www.itemize.com.br/blog/conteudo-1/tendencias-do-mercado-imobiliario-em-2025-46. Acesso em: 27 out. 2025.
  6. LAVVI. 5 Tendências para o Mercado Imobiliário em 2025. Disponível em: https://www.lavvi.com.br/blog/5-tendencias-para-o-mercado-imobiliario-em-2025. Acesso em: 27 out. 2025.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

O Futuro é Agora: Navegando pelas Novas Fronteiras do Mercado Imobiliário

Desenvolvido por IA
O mercado imobiliário sempre foi visto como um porto seguro, símbolo de estabilidade e conquista pessoal. No entanto, o setor vive um momento de profunda transformação.

A tecnologia, as novas formas de consumo e a crescente preocupação com a sustentabilidade estão mudando completamente a forma como compramos, vendemos e investimos em imóveis.

Em 2025, o sucesso no mercado imobiliário depende menos da tradição e mais da capacidade de adaptação. Entender essas mudanças — e agir antes dos outros — é o que diferencia o profissional comum do verdadeiro protagonista desse novo cenário.

1. PropTech: Quando o Tijolo Encontra o Digital

A fusão entre tecnologia e mercado imobiliário, conhecida como PropTech, deixou de ser tendência e virou realidade. Ela está transformando desde o atendimento até o modo como o valor de um imóvel é calculado.

Decisões Inteligentes com Dados e IA

Hoje, ferramentas de Big Data e Inteligência Artificial ajudam corretores e investidores a tomar decisões mais seguras.
Elas cruzam informações sobre demografia, infraestrutura, mobilidade, liquidez e até comportamento do consumidor. O resultado?
Investimentos mais precisos, leads mais qualificados e argumentos de venda sustentados em dados reais — e não apenas na intuição.

Experiência Digital e Imersiva

A jornada do cliente mudou. Tours virtuais em 360º, plantas humanizadas em realidade aumentada e atendimento automatizado tornaram-se o novo padrão.
O comprador de hoje pesquisa, visita e decide sem sair de casa — e o corretor que domina essas ferramentas ganha tempo, produtividade e credibilidade.

Blockchain e Contratos Digitais

O futuro dos contratos já começou. Com o blockchain, o registro de propriedades se torna mais seguro e transparente.
Somado aos contratos inteligentes (smart contracts) e às assinaturas eletrônicas, o processo de compra e venda fica mais rápido, com menos intermediários e menos burocracia.

 2. A Nova Era da Moradia: Flexibilidade e Propósito

A maneira como as pessoas se relacionam com o espaço onde vivem está mudando.
Ter um imóvel já não é o único símbolo de sucesso — cada vez mais, o foco está na experiência, na liberdade e no pertencimento.

Housing as a Service (HaaS)

O conceito de “moradia como serviço” vem crescendo rapidamente.
Modelos como o coliving (moradias compartilhadas com foco em comunidade) e o multifamily (edifícios voltados à locação com gestão profissionalizada) atraem jovens profissionais, estudantes e nômades digitais.
Nesses modelos, o morador não compra paredes, mas uma experiência completa, que inclui mobília, internet, limpeza e áreas de convivência.

Sustentabilidade (ESG) como Valor Real

O ESG deixou de ser discurso e passou a ser critério de valorização.
Empreendimentos sustentáveis — com certificações como LEED ou AQUA-HQE — são mais econômicos, atraem investidores de perfil sólido e mantêm um valor de revenda maior.
Além de reduzir custos, a sustentabilidade se tornou sinônimo de rentabilidade e resiliência no longo prazo.

3. Investir com Inteligência em um Mercado Dinâmico

Investir em imóveis hoje é mais do que comprar e esperar valorizar — é entender o momento e diversificar as estratégias.

Fundos Imobiliários (FIIs)

Os FIIs continuam sendo uma forma acessível e inteligente de investir.
Fundos de galpões logísticos cresceram com o avanço do e-commerce, enquanto fundos de escritórios enfrentam ajustes com o trabalho híbrido.
A lição aqui é clara: diversificar é essencial.

Nichos em Expansão

Alguns segmentos estão despontando com força. O self-storage, por exemplo, cresce com a redução do tamanho dos apartamentos.
Já os empreendimentos voltados para o público sênior (senior living) ganham espaço em um país que envelhece rapidamente.
Ambos representam oportunidades de alto potencial e ainda com pouca concorrência.

Conclusão

O mercado imobiliário moderno vai muito além do metro quadrado.
Hoje, o valor está na inteligência, na flexibilidade e na sustentabilidade que envolvem o imóvel.
Quem entende a tecnologia, antecipa tendências e investe com visão estratégica não apenas sobrevive às mudanças — lidera a transformação.

O futuro do setor já começou. E, mais do que nunca, ele pertence a quem aprende a se reinventar.

Leitura Recomendada

Referências Bibliográficas

ABRAMO, P. A cidade caleidoscópica: coordenação espacial e convenção urbana. Uma perspectiva neo-institucional para a economia urbana. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, v. 5, n. 1, p. 83-108, 2003.
CASTELLS, M. A sociedade em rede. 17. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2016.
DEODATO, G. N. O mercado de Fundos de Investimento Imobiliário no Brasil: uma análise do perfil dos investidores e dos determinantes da performance dos fundos. 2010. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
ROYER, L. O. Financeirização da política habitacional: limites e perspectivas. São Paulo: Annablume, 2009.
SECOVI-SP. Pesquisa de Mercado Imobiliário (PMI). Disponível em: https://www.secovi.com.br/pesquisas-e-indices/pmi. Acesso em: 21 out. 2025.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Mercado imobiliário tem redução de 9,5% nas vendas no 3º trimestre

Aumento no custo dos insumos impactou os negócios

O aumento no custo dos insumos da construção civil e a queda no poder de compra das famílias impactaram os números do mercado imobiliário no país e as vendas de imóveis novos tiveram queda de 9,5% no terceiro trimestre deste ano, frente ao mesmo período do ano passado. Em relação ao segundo trimestre de 2021, a queda foi de 11,2%.

Os dados são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) que apresentou nesta segunda-feira (22) os Indicadores Imobiliários Nacionais, estudo que traz informações sobre lançamentos, vendas, oferta final, preço, além da participação do programa Casa Verde e Amarela no setor. A pesquisa foi realizada em 162 cidade, sendo 20 capitais.

No acumulado do ano, entretanto, houve aumento de 22,6% nas vendas, se comparado com o período de janeiro a setembro de 2020. “O primeiro semestre já nos deu um gás e o ano vai fechar bom, mas o terceiro trimestre mostra queda muito forte nas vendas”, disse o presidente da CBIC, José Carlos Martins, durante coletiva virtual para apresentar os dados.

Segundo ele, a inflação de materiais e máquinas, pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), já passa de 30% no período de pandemia e os custos não foram repassados totalmente aos compradores, ou seja, ainda há margem para aumento no preço dos imóveis.

Ele explica que a falta de poder aquisitivo das famílias está segurando esse aumento, já que a inflação geral já chega a 10%, “mas não quer dizer que não vá acontecer mais na frente”.

"A grande esperança é que temos o contínuo interesse na aquisição, as famílias estão querendo imóveis, elas continuam com apetite”, destacou.

Apesar dos bons números no acumulado do ano, Martins alerta que os custos dos insumos podem continuar afetando o setor, consequentemente na geração de empregos. “O emprego de hoje é a venda de ontem. Vamos fechar o ano com contratação de 360 mil a 400 mil novos empregos porque vendemos muito bem nos primeiros nove meses”, disse. “O emprego de amanhã depende da venda de hoje e ela caiu quase 10%, então temos que ter muito cuidado para não termos uma situação delicada no próximo ano”, ressaltou.

Em relação aos lançamentos, houve crescimento de 13,6% no terceiro trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. Em comparação ao trimestre anterior, o aumento foi de 7%. No acumulado do ano, a alta foi de 37,6% nos lançamentos, frente ao resultado de janeiro a setembro do ano passado.

Segundo a CBIC, muitos empreendedores seguraram os lançamentos no ano passado em razão da pandemia e, com a melhora na situação sanitária, estão retomando os negócios. Com isso, o setor está chegando a um equilíbrio entre o volume de lançamentos e vendas.

Casa Verde e Amarela

Com o aumento do custo de produção e da inflação que afeta o poder de compra das famílias, o presidente da CBIC cita ainda a queda da participação no setor do Casa Verde e Amarela, programa do governo que subsidia a compra da casa própria por famílias de baixa renda. O programa, que chegou a representar quase 60% dos lançamentos e vendas no setor, hoje ocupa a faixa de 40% dos lançamentos e 47% das vendas nas cidades pesquisadas.

“O que é um paradoxo”, disse o presidente da CBIC. “[Na faixa de renda] onde está 90% do déficit habitacional, você tem uma redução de participação de mercado”, destacou. Inclusive, o impacto foi maior nas regiões Norte e Nordeste.

Houve queda no programa tanto em lançamentos quanto em vendas, se comparado ao segundo trimestre de 2021 e também ao terceiro trimestre de 2020, bem como nos lançamentos no acumulado dos nove meses do ano, frente ao mesmo período de 2020. As reduções variaram de 10,7% a 19,9%. Apenas nas vendas acumuladas de janeiro a setembro houve crescimento, de 10,4%, em relação ao acumulado do período no ano passado.

Segundo Martins, o impacto do aumento dos insumos é maior nos imóveis populares. “O preço dos imóveis não cabe no orçamento das famílias. A inflação corrói a renda delas, o bem fica mais caro e elas ficam duplamente prejudicadas na aquisição”, disse. “Isso não acontece com imóveis de maior valor. A família pode optar por um imóvel menor, ir para uma localização não tão nobre, há opções, o que não acontece com imóvel para renda menor”, explicou.

Da mesma maneira, outros mercados suportam o aumento do preço das unidades e as construtoras têm mais margens para fazer adequações e viabilizar os lançamentos dos projetos.

Além disso, havia dúvida dos empreendedores sobre os subsídios do governo ao programa. Segundo a CBIC, a resposta do governo federal para adequação do programa habitacional, com adequação da curva de descontos e o aumento dos limites máximos de preço, deverá surtir efeito a partir do quarto trimestre de 2021.

Intenção de compra

O estudo da CBIC apresentou, ainda, números sobre a intenção de compra de imóveis da população. De acordo com o levantamento, a intenção caiu 7% no terceiro trimestre, em relação ao trimestre anterior e 39% dos entrevistados demonstraram interesse em adquirir um imóvel no prazo de até três anos.

Antes da pandemia de covid-19, a intenção de compra estava em 43% e chegou a cair para 20% no pior momento da crise sanitária, em abril do ano passado.

Entre os fatores que podem afetar a decisão de compra, o aumento inflação foi apontado por 45% dos entrevistados, seguido pelo cenário político complicado (31%) e a preocupação com o desemprego (24%). O aumento das taxas de juros, o baixo crescimento econômico do país e a pandemia de covid-19 também foram razões citadas pelas 1,2 mil pessoas entrevistadas.

A pesquisa é co-realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.

 

Fonte: Agência Brasil -Imagem: Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo