Radio Evangélica

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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Reflexão sobre 2 Coríntios 6:8

O texto, escrito pelo apóstolo Paulo, diz:

"por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros;"

Este versículo está inserido em uma passagem onde Paulo defende a autenticidade de seu ministério e descreve as provações e a resiliência dos servos de Deus. A beleza deste trecho reside nos seus paradoxos, que revelam a tensão entre a percepção do mundo e a realidade espiritual.

Análise Detalhada dos Paradoxos

1. "Por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama"

Aqui, Paulo estabelece a dualidade da recepção que um servo de Cristo enfrenta.

  • Honra e Boa Fama: A mensagem do Evangelho, quando vivida com integridade, inevitavelmente gera respeito e admiração em alguns. Pessoas verão a luz, a coerência, a ética e a dedicação, e por isso renderão honra ao mensageiro e, consequentemente, à mensagem.
  • Desonra e Infâmia: Ao mesmo tempo, a mesma mensagem e a mesma vida de integridade confrontam o pecado, o orgulho e as estruturas de poder do mundo. Isso gera hostilidade, calúnia e desprezo. O servo de Deus será alvo de críticas, incompreensão e falsas acusações.

A lição fundamental aqui é que o ministério cristão não pode ser medido pela popularidade ou pela aprovação universal. Paulo afirma que ele e seus companheiros passaram por ambas as experiências. A bússola deles não era a opinião pública, mas a fidelidade a Deus. Eles não se exaltavam com a honra, nem desanimavam com a desonra.

2. "Como enganadores, e sendo verdadeiros"

Este é o paradoxo central do versículo e talvez o mais profundo.

  • Como Enganadores: Para a mentalidade cética e para a "sabedoria" do mundo, a mensagem do Evangelho pode parecer uma farsa. Falar de um Deus que se fez homem, morreu e ressuscitou, oferece perdão para os pecados e promete vida eterna pode ser visto como uma manipulação, uma história fantasiosa para controlar as massas. Os apóstolos foram frequentemente acusados de serem impostores que pregavam por ganho pessoal ou para criar distúrbios.
  • E Sendo Verdadeiros: No entanto, Paulo contrapõe essa percepção com a realidade absoluta: "somos verdadeiros". A verdade do que pregavam não dependia de como era recebida. Eles eram portadores da verdade de Deus, a única verdade que liberta e salva. A sua identidade não estava na acusação de "enganador", mas na convicção de sua missão e na veracidade da sua mensagem.

Essa dualidade ensina que a validação do cristão não vem do mundo, mas de Deus. A nossa identidade está firmada em Cristo, que é "o caminho, a verdade e a vida", e não nas etiquetas que a sociedade tenta nos impor.

Aplicação para a Vida Contemporânea

Joabson, a sua trajetória profissional multifacetada como empregado público, contador, jornalista e estudante de negócios imobiliários coloca você em uma posição única para vivenciar esses paradoxos diariamente.

  • Na Contabilidade e no Serviço Público: A sua dedicação à ética e à transparência pode lhe render "honra" e "boa fama" entre aqueles que valorizam a integridade. Contudo, em ambientes onde a corrupção ou o "jeitinho" são a norma, sua retidão pode ser vista como rigidez ou ingenuidade, atraindo "desonra" e "infâmia" daqueles cujos interesses são contrariados.
  • No Jornalismo: Como jornalista, seu compromisso é com a verdade. No entanto, em um mundo polarizado, apresentar fatos de forma imparcial pode fazer com que ambos os lados de uma disputa o acusem de ser tendencioso — ou seja, um "enganador". Sua firmeza em relatar a verdade, mesmo quando ela é impopular, é a sua forma de ser "verdadeiro".
  • Nos Negócios Imobiliários: Ao aplicar princípios cristãos de justiça e honestidade em suas transações, alguns podem vê-lo como um profissional confiável ("boa fama"). Outros, focados apenas no lucro máximo a qualquer custo, podem considerar suas práticas como um mau negócio, uma forma de se enganar ou de enganar os outros sobre o que é "realmente" lucrativo.

Conclusão

O versículo 2 Coríntios 6:8 é um chamado à resiliência espiritual. Ele nos liberta da tirania da opinião alheia. Nosso valor e a veracidade de nossa missão não são definidos pelos aplausos ou pelas críticas, pela honra ou pela infâmia. São definidos pela nossa fidelidade a Deus.

A grande lição é ancorar nossa identidade e nosso senso de propósito em Deus. Devemos nos alegrar na "boa fama" como uma oportunidade para glorificar a Deus, e suportar a "infâmia" como parte do custo de seguir a Cristo, sabendo que nossa verdadeira aprovação vem Dele, que conhece nossos corações e nos considera "verdadeiros". Que essa reflexão fortaleça sua jornada em todas as suas áreas de atuação

quinta-feira, 8 de maio de 2025

O Amor que Nos Alcança na Nossa Pior Versão

Romanos 5:8 — "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores."

Vivemos em uma sociedade onde o amor muitas vezes é condicionado: amamos quem nos trata bem, admiramos quem nos inspira e valorizamos quem corresponde às nossas expectativas. No entanto, o amor de Deus segue uma lógica completamente diferente. Ele nos amou quando ainda não havia nada em nós que O agradasse — e é exatamente isso que torna esse amor tão extraordinário.

Um amor que antecede a mudança

Romanos 5:8 é uma das declarações mais profundas do Novo Testamento. Paulo nos mostra que Deus não esperou que nos tornássemos justos ou que nos arrependêssemos antes de agir. Pelo contrário, Cristo morreu por nós quando ainda estávamos em rebeldia, distantes, perdidos em nossos próprios caminhos.

Isso quebra qualquer ideia de merecimento. Deus não estendeu o Seu amor porque fizemos algo certo, mas porque Ele é amor (1 João 4:8). O sacrifício de Cristo não foi uma reação à nossa bondade, mas a maior prova da bondade divina.

Graça que transforma

Essa verdade não apenas nos consola, mas também nos confronta. Se Deus nos amou em nossa pior versão, então não há ninguém fora do alcance da Sua graça. Isso nos convida a parar de medir nosso valor ou o valor dos outros por ações e aparência, e a nos rendermos à obra redentora de Jesus.

Além disso, esse amor não nos deixa onde estamos. Ao reconhecer a magnitude do sacrifício de Cristo, somos convidados a uma transformação. Quem experimenta o verdadeiro amor de Deus não permanece o mesmo — nasce um desejo sincero de viver de forma que agrade ao Senhor, não por obrigação, mas por gratidão.

Conclusão: Amor imerecido, resposta sincera

O amor que Deus nos oferece em Cristo é imerecido, mas está disponível para todos. Não importa o que você fez, onde você caiu ou quanto se afastou — o amor de Deus continua real, presente e transformador. Que essa verdade nos leve a viver com mais fé, mais humildade e mais compaixão.

 

"Ele nos amou quando éramos pecadores. Que possamos amá-Lo agora com todo o nosso coração."