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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Boletim Focus Mantém Estabilidade nas Projeções Econômicas e Reforça Cautela do Mercado

Foto: Agência Brasil
O mais recente Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (10), manteve estáveis as expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), inflação e taxa Selic não sofreram alterações, refletindo um cenário de cautela diante das incertezas externas e da política monetária dos Estados Unidos.

PIB Deve Crescer 2,16% em 2025

De acordo com o levantamento, o mercado prevê crescimento de 2,16% para o PIB em 2025, mesma taxa estimada nas últimas semanas. Para os anos seguintes, as projeções indicam leve desaceleração: 1,78% em 2026, 1,88% em 2027 e 2% em 2028.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025, impulsionada pelos setores de serviços e indústria. No acumulado dos quatro trimestres anteriores, o avanço foi de 3,2%.
O governo federal, por sua vez, trabalha com uma estimativa um pouco mais otimista, projetando alta de 2,5% para o PIB deste ano.

Inflação Segue Acima do Teto da Meta

A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — a inflação oficial — permaneceu em 4,55% em 2025, acima do teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. A meta central, de 3%, permite variação de até 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou alta de 5,17%, influenciada principalmente pelo aumento da energia elétrica em setembro, quando o índice avançou 0,48%. Para os próximos anos, o mercado espera desaceleração gradual da inflação: 4,2% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028.

Selic Deve Permanecer em 15% Até o Fim do Ano

Com o objetivo de conter as pressões inflacionárias, o Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano — patamar que deve ser preservado até o final de 2025.
Os analistas esperam que o ciclo de redução dos juros comece a partir de 2026, quando a Selic deve cair para 12,25%, seguida por 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

O BC justifica o nível elevado dos juros pela persistência da inflação acima do centro da meta, apesar dos sinais de desaceleração da atividade econômica.

Dólar e Ambiente Externo Mantêm Pressão

A expectativa para o câmbio também se manteve estável. O mercado projeta o dólar a R$ 5,41 no final de 2025 e R$ 5,50 em 2026.
O Banco Central reforça que as decisões de política monetária nos Estados Unidos continuam influenciando o cenário brasileiro, especialmente por meio do impacto sobre as condições financeiras globais e o fluxo de capitais.

Mercado Reage com Cautela e Foco no Controle da Inflação

O panorama apresentado pelo Focus indica que o Banco Central deve adotar uma postura conservadora nos próximos meses, mantendo juros altos por mais tempo para garantir o controle da inflação.
Essa política, no entanto, preocupa o setor produtivo, que teme desaceleração da economia e encarecimento do crédito — fatores que podem desestimular investimentos e consumo.

Referências

AGÊNCIA BRASIL. Estimativas do mercado para inflação e PIB permanecem estáveis. Brasília, 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/estimativas-do-mercado-para-inflacao-e-pib-permanecem-estaveis. Acesso em: 10 nov. 2025.

CNN BRASIL. Focus: Mercado mantém projeções para taxa Selic e inflação. São Paulo, 2025. Disponível em: https://cnnbrasil.com.br/economia/focus-mercado-mantem-projecoes-para-taxa-selic-e-inflacao/. Acesso em: 10 nov. 2025.

CORREIO BRAZILIENSE. Mercado mantém expectativa de inflação para acima do teto da meta em 2025. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/11/7289122-mercado-mantem-expectativa-de-inflacao-para-acima-do-teto-da-meta-em-2025.html. Acesso em: 10 nov. 2025.

EXAME. Boletim Focus: Mercado mantém expectativa do IPCA em 2025, 2026, 2027 e 2028. São Paulo, 2025. Disponível em: https://exame.com/economia/boletim-focus-mercado-mantem-expectativa-do-ipca-em-2025-2026-2027-e-2028/. Acesso em: 10 nov. 2025.

IBGE. PIB varia 0,4% no segundo trimestre de 2025. Rio de Janeiro, 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/economia/pib-varia-04-no-segundo-trimestre-de-2025. Acesso em: 10 nov. 2025.

INFOMONEY. Boletim Focus: inflação esperada para 2025 para de cair e fica em 4,55%. São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/economia/boletim-focus-inflacao-esperada-para-2025-para-de-cair-e-fica-em-455/. Acesso em: 10 nov. 2025.

VEJA. Mercado mantém projeção de inflação acima do teto da meta. São Paulo, 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/economia/mercado-mantem-projecao-de-inflacao-acima-do-teto-da-meta. Acesso em: 10 nov. 2025.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Mercado Vê Leve Alívio na Inflação, Mas Cenário Exige Juros Altos e Modera Crescimento

Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostra que a projeção do IPCA para este ano caiu para 4,81%, mas o indicador permanece acima do teto da meta. Expectativa é de que a taxa Selic se mantenha em 15% para conter os preços.

Brasília – O mercado financeiro ajustou levemente para baixo sua projeção para a inflação oficial do país em 2025, mas o otimismo é contido. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (29), a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 4,83% para 4,81%. Apesar da melhora, o número segue acima do teto da meta de 4,5% estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Essa persistência da inflação em patamar elevado justifica a postura rígida do Banco Central em sua política monetária. Para convergir a inflação à meta, a principal ferramenta, a taxa básica de juros (Selic), está ancorada em 15% ao ano. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sinaliza a intenção de manter a taxa "por período bastante prolongado", uma estratégia para conter a demanda aquecida e estabilizar os preços.

As projeções dos analistas corroboram essa visão, estimando que a Selic encerre 2025 no mesmo patamar de 15%. Apenas para os anos seguintes o mercado prevê um relaxamento, com a taxa caindo para 12,25% ao fim de 2026 e chegando a 10% em 2028.

O Custo do Controle: Impacto no Crescimento Econômico

A manutenção de juros altos, embora necessária para o controle inflacionário, impõe um freio à atividade econômica ao encarecer o crédito e desestimular investimentos e consumo. Esse efeito se reflete nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB).

Para este ano, a estimativa de crescimento da economia foi mantida em 2,16%. No entanto, para os próximos anos, o ritmo esperado é mais modesto: o mercado projeta uma expansão de 1,8% em 2026, seguida por 1,9% em 2027 e 2% em 2028. Esses números indicam que o combate à inflação continuará a ser a prioridade, mesmo que isso signifique um crescimento econômico menos robusto.

Projeções de Longo Prazo e Câmbio

Olhando para o futuro, as instituições financeiras demonstram uma confiança gradual na convergência da inflação para o centro da meta. A projeção para o IPCA em 2026 também teve uma leve queda, para 4,28%, e as estimativas para 2027 e 2028 são de 3,9% e 3,7%, respectivamente, já dentro do intervalo de tolerância.

No que tange ao câmbio, a previsão para a cotação do dólar ao final deste ano é de R$ 5,48. Para o fim de 2026, a expectativa é que a moeda norte-americana se valorize um pouco mais, atingindo R$ 5,58. O cenário traçado, portanto, é de um equilíbrio delicado entre controle de preços, juros elevados e um crescimento econômico que avança de forma contida.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de março de 2025

Mercado financeiro projeta inflação de 5,68% em 2025

Boletim Focus manteve projeção de crescimento do PIB em 2,01%

Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
O mercado financeiro aumentou a projeção da inflação para este ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,68%, ante 5,65% na semana passada.

A pesquisa Focus é realizada com economistas do mercado financeiro e é divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o Focus projeta um índice inflacionário de 4,4%, o mesmo da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro prevê IPCA em 4% e para 2028, 3,75%.

No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%.

PIB

O boletim manteve a projeção de crescimento de 2,01% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país, para este ano. Para 2026, os agentes do mercado financeiro projetam um crescimento de 1,7% , a mesma da semana anterior.

Já para 2027, a projeção é de que o PIB fique em 2%, a mesma para 2028.

Taxa de juros

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada (15%) para 2025. A mesma das últimas nove semanas. 

Para 2026, a projeção do mercado financeiro é de que a Selic fique em 12,5%, também a mesma projetada na semana passada. Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,5% e 10%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

No final de janeiro, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com a justificativa de que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o centro da meta. 

O Copom destacou que os preços dos alimentos aumentaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da alta de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.

Com relação aos bens industrializados, o comitê apontou que o movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos meses, o que tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política econômica contracionista.

Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação para o centro da meta (3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%) pode demandar um novo aumento de 1 ponto percentual na Selic na próxima reunião do comitê nos dias 18 e 19 de março.

Câmbio

Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 5,99 para 2025. Nesta segunda-feira a cotação da moeda está em R$ 5,78. No fim de 2026, a previsão é de que a moeda norte-americana fique em R$ 6. Para 2027, o câmbio também deve ficar, segundo o Focus, em R$ 5,90, a mesma para 2028.

Fonte: Agência Brasil 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Mercado financeiro eleva previsão da inflação pela 18ª semana seguida

Projeção do IPCA subiu para 5,6% este ano

Daniel Marenco / Agência O Globo
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,58% para 5,6% este ano. Essa é a 18ª elevação seguida. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também subiu de 4,3% para 4,35%. Para 2027 e 2028, as previsões foram elevadas para 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em janeiro, a inflação oficial perdeu força e ficou em 0,16%  de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor resultado para um mês de janeiro desde 1994, ou seja, desde antes do Plano Real, iniciado em julho daquele ano.

A explicação para a desaceleração do IPCA é o Bônus Itaipu, desconto que milhões de brasileiros tiveram na conta de luz do mês passado. Em dezembro de 2024, o IPCA tinha ficado em 0,52%. A desaceleração não significa que os preços ficaram mais baixos, e sim que, na média, subiram em menor velocidade.

No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 4,56%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

A alta do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros, na reunião de janeiro. Esse foi o quarto aumento seguido da Selic e consolida um ciclo de contração na política monetária. Em relação às próximas reuniões, o Copom confirmou que elevará a Selic em 1 ponto percentual na reunião de março, mas não informou se as altas continuarão na reunião de maio, apenas que observará a inflação.

Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,03% para 2,01%. Para 2026, a expectativa para o PIB é de crescimento de 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,98% e 2%, respectivamente.

No terceiro trimestre de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB - a soma dos bens e serviços produzidos no país) subiu 0,9% em comparação com o segundo trimestre. De acordo com o IBGE, a alta acumulada no ano - de janeiro a setembro do ano passado - é 3,3%.

O resultado oficial do PIB de 2024 será divulgado em 7 de março pelo IBGE. Em 2023, superando as projeções, a economia brasileira cresceu 3,2%. Em 2022, a taxa de expansão foi de 3%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 6 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique no mesmo patamar.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Dólar tem leve queda e bolsa sobe quase 1% em dia de recuperação

 Mercado financeiro reage com estabilidade após novas tarifas dos EUA

Pixa Bay
O anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, de uma tarifa adicional de 25% sobre o aço e o alumínio importados pelos Estados Unidos teve pouca influência no mercado financeiro. O dólar teve pequena queda, e a bolsa de valores subiu quase 1%, recuperando-se parcialmente das quedas recentes.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (10) vendido a R$ 5,785, com recuo de R$ 0,008 (-0,13%). A cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,82 por volta das 9h15. No entanto, inverteu a trajetória e passou a cair ainda durante a manhã. Na mínima do dia, por volta das 10h30, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,76.

Apesar de ter ensaiado uma nova alta no fim da manhã, a moeda norte-americana voltou a cair durante a tarde. Com o desempenho desta segunda-feira, a divisa acumula queda de 6,36% em 2025.

O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 125.572 pontos, com alta de 0,76%. O indicador chegou a subir 1,42% às 10h35, mas desacelerou ao longo da tarde. O avanço do petróleo e do minério de ferro no exterior favoreceu ações de petroleiras e mineradoras, que têm maior peso na bolsa brasileira.

Em relação ao dólar, o Brasil destoou da maioria dos países, onde a moeda norte-americana fechou em alta. A pressão de exportadores que venderam dólares após a cotação superar os R$ 5,80 ajudou a segurar a pressão sobre o câmbio no Brasil.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Mercado financeiro reage a ameaças de Trump e dólar encosta em R$ 5,80

Bolsa amplia queda e fecha a semana em baixa com temor de novas tarifas comerciais

PixaBay
As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis elevações de tarifas comerciais levaram o mercado financeiro global a uma onda de instabilidade nesta sexta-feira (7). No Brasil, o dólar, que operava em queda, voltou a subir e fechou a R$ 5,793, enquanto a bolsa de valores ampliou suas perdas e registrou o primeiro recuo semanal de 2025.

A moeda norte-americana chegou a cair para R$ 5,74 ao longo do dia, mas disparou após uma reportagem da agência Reuters indicar que Trump pretende adotar tarifas recíprocas sobre produtos importados. No fim da tarde, a cotação ganhou novo impulso quando o presidente reafirmou a intenção ao lado do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, em um evento na Casa Branca.

No mercado de ações, o Ibovespa encerrou em queda de 1,24%, aos 124.619 pontos, após operar estável no início da sessão. No acumulado da semana, o índice caiu 1,2%, refletindo a preocupação dos investidores com possíveis impactos da política protecionista dos EUA.

A adoção de tarifas comerciais recíprocas pode pressionar a inflação nos Estados Unidos, o que aumenta a chance de uma alta nos juros pelo Federal Reserve. Esse cenário tende a fortalecer o dólar globalmente e provocar a fuga de capital de mercados emergentes, como o Brasil.

Com informações da Reuters

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Mercado financeiro projeta inflação de 5% em 2025

Estimativa foi divulgada hoje pelo Banco Central

Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O mercado financeiro aumentou ligeiramente a projeção da inflação para este ano.  A edição do Boletim Focus desta segunda-feira (13) projeta um índice, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5%, ante os 4,99% da semana passada. Há quatro semanas a projeção era 4,6% para 2025.

A pesquisa Focus é realizada por economistas do mercado financeiro e divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC). Para 2026, o boletim também projeta um ligeiro aumento na inflação para 4,05, ante os 4,03 da semana anterior.

No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou em 4,83%, acima do teto da meta prevista para 4,5%.

Desde 1999, quando o Brasil passou a adotar o regime de metas de inflação, o IPCA, considerado a inflação oficial do país, ultrapassou oito vezes o limite máximo da meta. A último registro foi no ano passado, segundo dados divulgados na última sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção do mercado financeiro é inflação de 3,9% e para 2028, de 3,56%.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) - a soma dos bens e serviços produzidos no país – o boletim manteve a projeção de crescimento para 2025 da semana passada. Segundo o mercado financeiro, o PIB no próximo ano deve ficar em 2,02%. Para 2026, a projeção é crescimento de 1,8%. Já para 2027 e 2028, a projeção de expansão do PIB é 2%, para os dois anos.

Taxa de juros

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Boletim Focus manteve a projeção da semana passada de 15%, para 2025. Há quatro semanas a projeção era de 14%. Para 2026, a estimativa do mercado financeiro é que a Selic fique em 12%. Para 2026 e 2027, as projeções são de que a taxa fique em 10,25% e 10%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

No final do ano passado, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual (p.p), com a justificativa de que a reação do mercado financeiro ao pacote fiscal do governo federal tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política "ainda mais contracionista”.

As reações negativas do mercado financeiro ao pacote de corte de gastos, anunciados pelo governo em novembro do ano passado, fez com que o dólar saltasse, ultrapassando o patamar dos R$ 6 pela primeira vez na história.

Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação à meta para 2025, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5% pode demandar novos aumentos de 1 ponto percentual na Selic nas próximas duas reuniões do comitê: em janeiro, nos dias 28 e 29, e em março, nos dias 18 e 19.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Câmbio

Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 6,00 para 2025. No fim de 2026, a previsão é que a moeda norte-americana também fique em R$ 5,40. Para 2026, o câmbio também deve ficar, de acordo com o Boletim Focus, em R$ 6,00, um aumento em relação aos R$ 5,90 projetados na semana passada. Para 2027, a projeção é R$ 5,82 para o dólar e R$ 5,88, para 2028.

 

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Dólar fecha a R$ 6,09 após bater em R$ 6,20 durante a tarde

Bolsa subiu 0,92% em dia de leve recuperação

Após dia turbulento no mercado financeiro, o dólar fechou praticamente estável, depois de bater R$ 6,20 ao longo da sessão. A bolsa de valores subiu quase 1%, em dia de leve recuperação.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (17) vendido a R$ 6,096, com pequena alta de 0,02%, renovando o recorde de valor nominal desde a criação do real. A cotação abriu em R$ 6,14 e chegou a subir para R$ 6,20 por volta das 12h15. O Banco Central (BC) interveio duas vezes no mercado, vendendo US$ 1,272 bilhão por volta das 9h30 e mais US$ 2,015 bilhões após a moeda bater os R$ 6,20.

Feitas as intervenções, o dólar passou boa parte da tarde em torno de R$ 6,11, mas passou a cair com declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, de que pretende começar a votar o pacote de corte de gastos do governo ainda nesta terça-feira. Na mínima do dia, por volta das 15h, a cotação caiu para R$ 6,06, mas ganhou força nos minutos finais de negociação, até fechar em leve alta.

No mercado de ações, o dia foi menos tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.698, com alta de 0,92%. O indicador recuperou-se parcialmente após três quedas seguidas e também depois de atingir, na segunda-feira, o menor nível desde o fim de junho.

Apenas em dezembro, o BC vendeu US$ 12,760 bilhões das reservas internacionais, entre leilões â vista, em que o dinheiro sai definitivamente das reservas, e leilões de linha, em que a autoridade monetária compra os dólares de volta após alguns meses. Essa foi a maior atuação do BC no câmbio desde março de 2020, início da pandemia de covid-19.

Em relação ao pacote de corte de gastos, o anúncio de Lira e a ida do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, ao Congresso nesta tarde para negociar as medidas com os deputados reduziram a instabilidade no mercado financeiro. Isso porque aumentaram as chances de aprovação das medidas de revisão de despesas antes do recesso parlamentar, que começa na sexta-feira (20).

Imagem:Valter Campanato/Agência Brasil

*com informações da Reuters

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Dólar cai para R$ 5,56 e fecha no menor valor em oito dias

Bolsa subiu pela terceira sessão seguida e superou 105 mil pontos

Em dia de feriado nos Estados Unidos, o dólar voltou a cair e fechou no menor valor em oito dias. A bolsa de valores subiu pela terceira sessão seguida e alcançou o nível mais alto em duas semanas.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (25) vendido a R$ 5,565, com queda de R$ 0,03 (0,53%). A cotação operou próxima da estabilidade durante a manhã, mas caiu durante a tarde, em dia de poucos negócios por causa do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.

Com o desempenho desta quinta-feira, o dólar está no menor valor desde o dia 17, quando fechou a R$ 5,52. A moeda norte-americana acumula queda de 1,43% em novembro. Em 2021, a divisa registra alta de 7,24%.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pelo otimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 105.811 pontos, com alta de 1,24%. O indicador atingiu o maior nível desde o dia 12.

As ações da Petrobras puxaram a alta, após a estatal divulgar o plano de negócios de 2022 a 2026. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 4,13%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram 4,41%.

Sem fatores internacionais, o mercado reagiu motivado pela economia brasileira. A divulgação de que a prévia da inflação oficial atingiu 1,17% em novembro, acima das expectativas, reforçou a pressão para que o Banco Central acelere o aumento da taxa Selic (juros básicos da economia). Taxas mais altas estimulam a aplicação de capitais internacionais no Brasil.

O fechamento de um acordo para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios na próxima terça-feira (30) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado também aliviou as pressões sobre o mercado. Apesar de a proposta liberar R$ 106,1 bilhões no Orçamento do próximo ano, os investidores acreditam que a PEC terá menos impacto que um eventual decreto de calamidade pública que permita gastos fora do teto.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Reuters/Lee-Jae-Won/Direitos Reservador


quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Dólar sobe pelo quarto dia seguido e chega a R$ 5,57

 Bolsa caiu 0,51% e continua no menor nível em um ano

Em mais um dia de turbulência no mercado financeiro, o dólar subiu pela quarta sessão consecutiva e voltou a aproximar-se de R$ 5,60. A bolsa de valores caiu mais uma vez e continua no menor nível em um ano.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (18) vendido a R$ 5,57, com alta de R$ 0,046 (+0,87%). A cotação chegou a operar próxima da estabilidade no início do dia, mas inverteu a tendência ainda durante a manhã e firmou-se acima de R$ 5,56 a partir das 14h45.

Desde a primeira semana de outubro, a moeda norte-americana não subia quatro dias seguidos. Apesar das altas recentes, a divisa acumula recuo de 1,34% em novembro, por causa das quedas expressivas no início do mês. Em 2021, a valorização chega a 7,34%.

No mercado de ações, o dia também foi instável. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 102.426 pontos, com queda de 0,51%. O indicador está no menor nível desde 11 de novembro do ano passado. A bolsa foi influenciada pela queda nas ações de mineradoras, decorrente do recuo do preço internacional do minério de ferro, e nas ações de bancos, afetadas pelas incertezas em relação à economia doméstica.

A possibilidade de o Senado mudar o teor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios está pressionando o mercado. Apesar de a PEC liberar R$ 91,6 bilhões em gastos públicos no próximo ano, os investidores receiam que uma eventual rejeição do texto estimule o governo a buscar soluções como a edição de um eventual decreto de calamidade pública que permita créditos extraordinários (fora do teto de gastos) em 2022.

No mercado internacional, o dólar subiu perante as principais moedas de países emergentes. No Brasil, a queda do preço internacional do minério de ferro deverá agravar a situação por significar redução do valor exportado, impactando o superávit da balança comercial e aumentando o déficit nas contas externas.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil


segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Dólar sobe para R$ 5,54 com impasse sobre PEC dos Precatórios

 Bolsa ensaiou alta, mas terminou dia com pequena queda

As incertezas em torno da proposta de emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e altera o cálculo do teto de gastos fizeram o dólar subir e a bolsa cair nesta segunda-feira (8). A moeda norte-americana chegou a aproximar-se de R$ 5,60, mas desacelerou perto do fim do dia. A bolsa de valores ensaiou uma alta durante a manhã, mas terminou o dia com pequena queda.

O dólar comercial fechou esta segunda vendido a R$ 5,541, com alta de R$ 0,018 (+0,33%). A cotação chegou a R$ 5,59 na máxima do dia, pouco antes das 10h, mas arrefeceu ao longo do dia com o alívio no mercado externo.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 104.781 pontos, com recuo de apenas 0,04%. Por volta das 11h45, o indicador chegou a subir 0,82%, mas perdeu força durante a tarde, até inverter o movimento e passar a cair próximo do fim da sessão.

Nesta terça-feira (9), está prevista a votação em segundo turno da PEC dos Precatórios. Depois de passar com placar apertado no primeiro turno, com quatro votos a mais que o necessário, a proposta enfrenta incertezas na próxima votação após a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber conceder liminar suspendendo a execução das emendas de relator. O plenário do STF julgará o mérito do caso na quarta-feira (10).

O alívio no mercado internacional não conseguiu contrabalançar as tensões no mercado financeiro interno. O dólar caiu perante as principais moedas internacionais com a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) mantenha os juros da maior economia do planeta no menor nível da história por longo tempo, apesar de ter começado a diminuir a compra de títulos posta em prática durante a pandemia de covid-19.

O desempenho recorde da balança comercial chinesa em outubro também contribuiu para diminuir as pressões sobre países emergentes. No Brasil, ações de empresas exportadoras de commodities, como minérios e produtos agrícolas, subiram com o desempenho comercial chinês, atualmente o maior parceiro comercial do país.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: REUTERS/Lee Jae-Won/Direitos Reservados

 


Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 9,33%

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,93% em 2021

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 9,17% para 9,33% neste ano. É a 31ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus de nesta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 4,63%. Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,27% e 3,10%, respectivamente.

Em setembro, puxada pelo aumento de preços de energia elétrica e combustíveis, a inflação subiu 1,16%, a maior para o mês desde 1994, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 6,9% no ano e de 10,25% nos últimos 12 meses.

Os dados de outubro serão divulgados esta semana pelo instituto, mas o IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial, ficou em 1,20% no mês passado. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, de 10,34%.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023 as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, o Copom já sinalizou que pretende elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista, com elevação dos juros.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 9,25% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 11% ao ano. E para 2023 e 2024, a previsão é de Selic em 7,5% ao ano e 7% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,94% para 4,93%. Para 2022, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2% e 2,05%, respectivamente.

A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana fique nesse mesmo patamar.

Fonte: Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil


quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Dólar cai para R$ 5,59 com ata do Copom e reunião do Fed

Bolsa perde força e fecha com pequena alta de 0,06%

Influenciado pela divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e pelo tom ameno do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), o dólar fechou esta quarta-feira (3) abaixo de R$ 5,60 pela primeira vez em uma semana. A bolsa chegou a subir quase 1%, mas desacelerou perto do fim do dia e fechou com pequena alta de 0,06%.

O dólar comercial encerrou vendido a R$ 5,59, com recuo de R$ 0,08 (-1,42%). A cotação chegou a R$ 5,69 na máxima do dia, por volta das 11h15, mas inverteu a alta e passou a cair no início da tarde.

A última vez em que a moeda norte-americana tinha fechado abaixo de R$ 5,60 foi no último dia 27 (R$ 5,55). Mesmo com a queda desta quarta-feira, o dólar acumula alta de 7,73% em 2021.

No mercado de ações, o dia foi menos otimista. O índice Ibovespa, da B3 (Bolsa de Valores), fechou aos 105.617 pontos, com alta de apenas 0,06%. O indicador subiu 0,93% por volta das 13h, no início da reunião do Fed que decidiu reduzir de US$ 120 bilhões para US$ 105 bilhões por mês o volume de compra de títulos públicos e privados. 

No entanto, o Ibovespa perdeu força com as negociações em torno da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e muda o teto federal de gastos.

Tom mais duro

A ata da reunião do Copom da semana passada, que elevou a taxa Selic de 6,25% para 7,75% ao ano, foi bem recebida pelo mercado. Segundo analistas financeiros, o Banco Central adotou um tom mais duro que o esperado, ao admitir que os juros básicos da economia devem chegar aos dois dígitos em meados do próximo ano.

Em relação ao Fed, o mercado considerou ameno o tom adotado pelo presidente do Banco Central norte-americano, Jerome Powell, de reduzir gradualmente a compra de títulos, política adotada desde o início da pandemia de covid-19, e indicar que os juros da maior economia do planeta deverão permanecer no menor nível da história por longo tempo.

A diferença de juros baixos nos Estados Unidos e taxas altas no Brasil abre caminho para a entrada de dólares no país, estimulando os investidores a buscar mais risco no mercado financeiro brasileiro. Isso reduz a pressão sobre o câmbio, baixando a cotação da moeda norte-americana.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: REUTERS/Marcos Brindicci,dólar

 


sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Dólar fecha a R$ 5,64 e acumula alta de 3,67% em outubro

Bolsa caiu 6,74% no mês e está no menor nível desde novembro

Em mais um dia de turbulência no mercado financeiro, o dólar aproximou-se de R$ 5,65 e encerrou outubro com alta de quase 4%. A bolsa de valores teve o segundo dia consecutivo de queda e continua no nível mais baixo desde novembro do ano passado.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (29) vendido a R$ 5,646, com alta de R$ 0,021 (0,37%). A cotação chegou a cair para R$ 5,60 pouco antes das 16h, mas subiu novamente perto do fim dos negócios.

A divisa fechou outubro com alta de 3,67%, depois de subir 5,30% em setembro. Em 2021, a moeda acumula valorização de 8,82%.

O dia também foi tenso no mercado de ações. O índice Ibovespa fechou o dia aos 103.501 pontos, com recuo de 2,09%. O indicador está no menor nível desde 12 de novembro do ano passado.

A queda desta sexta-feira foi puxada pelas ações da Petrobras, após declaração do presidente Jair Bolsonaro de que busca uma forma de mudar a lei para interferir na política de preços da empresa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) caíram 6,49%. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 5,9%.

Com o desempenho de hoje, a bolsa encerrou outubro com queda de 6,74%. Esse foi o quarto mês seguido de baixa no índice Ibovespa. Em 2021, o indicador acumula perda de 13,04%.

As tensões em torno da proposta de emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e muda o cálculo do teto de gastos continuaram a dominar a sessão. Hoje, o Ministério da Economia divulgou que a aprovação da PEC liberaria R$ 91,6 bilhões em 2022. O impacto é maior que o inicialmente divulgado pelo governo e por parlamentares, que projetavam a liberação de R$ 83,6 bilhões.

Em relação ao mercado de câmbio, a alta do dólar não se deve apenas aos fatores internos. A moeda norte-americana subiu perante as principais divisas do mundo, até em relação ao euro. Hoje, o real perdeu menos valor que o peso mexicano e o rand sul-africano.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Reuters/Rick Wilking/Direitos Reservados