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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

SINAPI registra alta de 0,51% em janeiro, impulsionado pelo aumento na mão de obra

Índice Nacional da Construção Civil apresenta maior variação no início de 2025 em comparação ao ano anterior

PixaBay
O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) registrou variação de 0,51% em janeiro de 2025, ficando 0,30 ponto percentual abaixo da taxa de dezembro (0,21%). Apesar da queda em relação ao último mês de 2024, o índice iniciou o ano em um patamar mais elevado do que o registrado no mesmo período do ano passado, com alta de 0,32 ponto percentual em relação a janeiro de 2024 (0,19%). No acumulado dos últimos doze meses, a inflação no setor atingiu 4,31%, superando os 3,98% registrados nos doze meses anteriores.

O custo médio nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.790,66 em dezembro para R$ 1.799,82 em janeiro. Deste valor, R$ 1.036,80 correspondem aos materiais de construção e R$ 763,02 à mão de obra.

Materiais registram leve alta, enquanto mão de obra dispara

A variação da parcela dos materiais foi de 0,18% em janeiro, representando uma queda de 0,15 ponto percentual em comparação com dezembro (0,33%). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve leve alta de 0,04 ponto percentual (0,14% em janeiro de 2024).

Já a mão de obra apresentou alta significativa de 0,97%, impulsionada pelo reajuste no valor do salário-mínimo. A variação mensal foi 0,91 ponto percentual superior à de dezembro (0,06%). Na comparação com janeiro de 2024 (0,27%), o aumento foi ainda mais expressivo, totalizando 0,70 ponto percentual. No acumulado de doze meses, a parcela dos materiais subiu 3,36%, enquanto a mão de obra registrou uma elevação de 5,63%.

Nordeste lidera alta entre as regiões

A Região Nordeste registrou a maior variação mensal do país, com alta de 0,61%. O destaque foi o estado do Piauí, que apresentou a maior elevação regional, 2,07%, impulsionado por reajustes nas categorias profissionais. As demais regiões tiveram os seguintes desempenhos: Norte (0,48%), Sudeste (0,55%), Sul (0,38%) e Centro-Oeste (0,30%).

Amapá lidera crescimento entre os estados

O Amapá foi o estado com a maior alta do país em janeiro, registrando 2,89%. O aumento ocorreu tanto na parcela dos materiais quanto na mão de obra, consolidando-se como o maior crescimento estadual no início do ano.

Perspectivas para o setor

Com o reajuste do salário-mínimo e possíveis aumentos nos custos de insumos, o setor da construção civil segue atento aos desdobramentos da economia em 2025. O desempenho do SINAPI nos próximos meses poderá indicar se o setor enfrentará uma pressão inflacionária contínua ou se haverá uma estabilização nos custos de materiais e mão de obra ao longo do ano.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Inflação da construção fica em 0,71% em novembro, diz FGV

Recuo foi puxado pelo setor de materiais e equipamentos

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,71% em novembro deste ano, abaixo da taxa de 0,80%, do mês anterior. Com o resultado, o INCC-M acumula taxas de 13,68% no ano e de 14,69% em 12 meses.

O recuo de outubro para novembro foi puxado pelos materiais e equipamentos. Este segmento registrou uma inflação de 1,23% em novembro deste ano ante uma taxa de 1,68% em outubro.

Os serviços e a mão de obra, por outro lado, tiveram alta na taxa de inflação. A taxa dos serviços subiu de 0,36% em outubro para 0,49% novembro. Já a variação de preços da mão de obra subiu de 0,10% para 0,28%.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil


segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Inflação medida pelo IGP-DI sobe 1,60% em outubro

 O índice acumula alta de 20,95% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 1,60% em outubro, após queda de 0,55%, no mês anterior. O indicador acumula alta de 16,96% no ano e de 20,95% em 12 meses.

No mesmo mês do ano passado, o índice apresentou alta de 3,68% e acumulava elevação de 22,12% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O IGP-DI é a média dos índices de preços ao produtor (IPA), ao consumidor (IPC) e de custo da construção civil (INCC). Segundo o instituto, o indicador revela as fontes de pressão inflacionária e a evolução dos preços de produtos e serviços mais relevantes para os três grupos.

De acordo com o coordenador dos Índices de Preços, André Braz, a inflação ao produtor acelerou em seus três estágios de processamento. “Os avanços registrados nos preços do minério de ferro (-22,11% para 4,29%), do óleo Diesel (0,60% para 10,24%) e da gasolina (1,20% para 6,62%) foram os grandes destaques em cada um dos três grandes grupos do IPA”.

IPA

Também em outubro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou elevação de 1,90%, o que representa mudança em relação a setembro, quando houve queda de 1,17%.

A taxa do grupo bens finais subiu de 1,26% em setembro para 1,47% nesse mês. Neste caso, segundo o Ibre, o principal responsável pela elevação foram os combustíveis para o consumo, cuja taxa saiu de 1,47% para 5,78%. Já o índice de bens finais, que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, avançou 0,99% em outubro, no mês de setembro o índice subiu 1,15%.

O grupo bens intermediários teve alta significativa, subiu de 1,91% em setembro para 3,47% em outubro. O avanço de 1,87% para 9,39% no subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção pesou no resultado. O índice de bens intermediários, calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, também subiu em outubro. A taxa ficou em 2,57%, enquanto no mês anterior foi 1,91%.

As matérias-primas brutas foram outro segmento que teve variação relevante. Em setembro, teve queda de 5,75%, mas em outubro subiu 0,75%. Contribuíram para este resultado os movimentos do minério de ferro (-22,11% para 4,29%), cana-de-açúcar (1,45% para 3,59%) e café em grão (7,83% para 11,95%). Em contrapartida houve quedas nas taxas dos bovinos (-2,69% para -7,71%), da mandioca/aipim (6,71% para 2,90%) e das aves (1,72% para 0,37%).

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,77%, em outubro. O percentual é menor que o do mês anterior, quando teve alta de 1,43%. De acordo com o Ibre, cinco das oito classes de despesas componentes do índice apresentaram recuo nas suas taxas de variação: habitação (2,59% para 0,37%), educação, leitura e recreação (2,90% para 1,57%), alimentação (1,09% para 0,88%), transportes (1,50% para 1,31%) e despesas diversas (0,30% para 0,28%). Nestas classes de despesas, chamou atenção o comportamento da tarifa de eletricidade residencial que saiu de 8,52% para 0,06%, da passagem aérea de 22,70% para 9,97%, das frutas de 4,94% para 0,46%, da gasolina de 3,38% para 2,73% e dos serviços bancários de 0,27% para 0,05%.

Outros grupos tiveram alta como vestuário (0,28% para 0,81%), saúde e cuidados pessoais (0,14% para 0,25%) e comunicação (0,39% para 0,44%). Contribuíram para o aumento os avanços nos calçados de 0,37% para 1,32%, nos artigos de higiene e cuidado pessoal, que saíram de queda de 0,01% para elevação de 0,56% e da tarifa de telefone residencial, de 0,38% para 5,07%.

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,44% em outubro, um pequeno recuo na comparação com o mês anterior, quando registrou taxa de 0,46%. “Dos 85 itens componentes do IPC, 28 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 17 apresentaram taxas abaixo de 0,08%, linha de corte inferior, e 11 registraram variações acima de 1,26%, linha de corte superior”, informou o FGV.

O índice de difusão do IPC, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 71,94%. O percentual representa 6,46 pontos percentuais acima do verificado em setembro, quando o índice atingiu 65,48%.

INCC

A alta do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) ficou em 0,86%. No mês de setembro a taxa foi 0,51%. Na passagem do mês anterior para outubro, os três grupos componentes do indicador mostraram variações. Os materiais e equipamentos saíram de 0,71% para 1,92%, serviços de 0,35% para 0,47% e a mão de obra de 0,37% para estabilidade.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil