Radio Evangélica

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sexta-feira, 14 de março de 2025

Setor público registra superávit de R$ 104,1 bilhões em janeiro

Resultado positivo supera o de 2024, mas dívida pública ainda preocupa

O setor público consolidado, que inclui União, Estados, municípios e estatais, registrou um superávit primário de R$ 104,1 bilhões em janeiro de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Banco Central (BC). O resultado supera o superávit de R$ 102,1 bilhões registrado no mesmo mês do ano passado.

O Governo Central foi responsável pela maior parte do saldo positivo, com R$ 83,1 bilhões. Já os governos regionais contribuíram com R$ 22 bilhões, enquanto as estatais apresentaram um déficit de R$ 1 bilhão. No acumulado de 12 meses, porém, o setor público ainda apresenta um déficit primário de R$ 45,6 bilhões, equivalente a 0,38% do PIB.

Os juros nominais do setor público somaram R$ 40,4 bilhões em janeiro, uma queda significativa em relação aos R$ 79,9 bilhões registrados no mesmo período de 2024. Esse recuo foi influenciado pelos ganhos de R$ 36 bilhões com operações de swap cambial.

Apesar do superávit no mês, a dívida bruta do governo atingiu R$ 8,9 trilhões, o que representa 75,3% do PIB. A redução de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior foi impulsionada por resgates líquidos da dívida e variação do PIB nominal.

Os dados reforçam uma melhora nas contas públicas, mas especialistas alertam para os desafios fiscais ao longo do ano, diante da necessidade de equilibrar receitas e despesas para manter a trajetória sustentável da dívida.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Déficit de contas públicas cai 80% em novembro se comparado com 2023

Déficit de novembro de 2024 é o menor desde 2021

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
As contas públicas fecharam o mês de novembro com um déficit primário cerca de 80% menor do que o registrado no mesmo mês de 2023. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais selecionadas – ficou com saldo negativo de R$ 6,6 bilhões no mês passado, ante um déficit de R$ 37,3 bilhões em novembro do ano passado.

O déficit de novembro de 2024 é o menor desde 2021, quando as contas públicas registraram um superávit de R$ 15 bilhões em novembro. No acumulado do ano, as contas públicas acumulam um déficit de R$ 63,2 bilhões, o que representa 0,59% do Produto Interno Bruto (PIB).

As estatísticas fiscais do setor público brasileiro de novembro foram divulgadas nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC). Esse cálculo exclui as empresas financeiras ligadas ao Estado, com BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. O cálculo também não leva em conta as receitas da Petrobras. Além disso, o déficit primário também não calcula as despesas com juros da dívida.

No Governo Central e nas empresas estatais selecionadas houve déficits, da ordem, de R$ 5,7 bilhões e R$1,3 bilhão, e nos governos regionais, superávit de R$ 405 milhões.

Dívida pública

A autoridade monetária do país informou ainda que a dívida bruta do governo geral (DBGG), que contabiliza os passivos dos governos federal, estadual e municipais – ficou em 77,7% do PIB em novembro, ou seja, R$ 9,1 trilhões de reais.

Houve uma redução de 0,1 ponto percentual (p.p.) do PIB em relação ao mês anterior. Já em dezembro de 2023, a dívida estava em 73,8% do PIB, ainda segundo o BC. O principal fator que impulsionou neste ano o crescimento de 3,9 p.p. da dívida em relação ao PIB foram os juros nominais (+6,9 p.p.), seguida pela emissão líquida da dívida (+0,7 p.p.).

Na última reunião do ano, no dia 11 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia brasileira, em 1 ponto percentual, para 12,25% ao ano. A consultoria financeira MoneYou calcula que o Brasil tem a segunda maior taxa de juros reais do mundo, perdendo apenas para a Turquia. 

Despesas com juros

Em novembro deste ano, o Brasil gastou com juros nominais R$ 92,5 bilhões, ante R$ 43 bilhões gastos em novembro de 2023. De acordo com o BC, “esse aumento foi influenciado pelo resultado das operações de swap cambial (perda de R$ 20,3 bilhões em novembro de 2024 e ganho de R$18,3 bilhões em novembro de 2023)”. O swap cambial equivalente à venda de dólares no mercado para tentar conter a alta da moeda norte-americana.

No acumulado em doze meses até novembro deste ano, os juros nominais alcançaram R$ 918,2 bilhões (7,85% do PIB), comparativamente a R$ 713,4 bilhões (6,56% do PIB) nos doze meses até novembro de 2023.

Fonte: Agência Brasil