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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Inflação Oficial de Outubro Fica em 0,09%: Menor Índice para o Mês Desde 1998 Indica Desaceleração dos Preços

Imagem desenvolvida por IA
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — considerado o indicador oficial da inflação no Brasil — registrou alta de apenas 0,09% em outubro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor variação para o mês desde 1998, impulsionada principalmente pela queda nas tarifas de energia elétrica.

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice chega a 4,68%, abaixo dos 4,82% registrados no período anterior, mas ainda acima do teto da meta de inflação do governo, que é de 4,5% para 2025, dentro de uma meta central de 3%.

Energia Elétrica Puxa Queda da Inflação

O principal destaque do mês foi a redução de 2,39% na energia elétrica residencial, resultado da mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para o patamar 1. Essa alteração reduziu a cobrança extra nas contas de luz para R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, impactando o IPCA negativamente em –0,10 ponto percentual.

Além disso, os grupos habitação (–0,30%), artigos de residência (–0,34%) e comunicação (–0,16%) também contribuíram para conter o avanço do índice.

Alimentação e Bebidas Ficam Estáveis Após Quedas Consecutivas

Após quatro meses de recuo, o grupo alimentação e bebidas apresentou estabilidade (0,01%), registrando a menor variação para outubro desde 2017.
Os preços do arroz (–2,49%) e do leite longa vida (–1,88%) caíram, enquanto itens como batata-inglesa (+8,56%) e óleo de soja (+4,64%) tiveram alta.

Entre os 377 produtos e serviços pesquisados, as maiores altas foram observadas em aluguel residencial (+0,93%) e passagem aérea (+4,48%), ambos com impacto de 0,03 ponto percentual no índice.

Inflação de Serviços Ainda Pressiona

Embora o IPCA geral tenha desacelerado, a inflação de serviços — indicador que reflete custos de mão de obra e demanda interna — subiu 0,41% em outubro e acumula alta de 6,20% em 12 meses.
Já os preços monitorados (como energia e combustíveis) caíram 0,16% no mês, mas ainda acumulam alta de 4,20% em 12 meses.

Resumo por Grupos de Produtos e Serviços

Grupo

Variação (%) outubro

Impacto (p.p.) outubro

Alimentação e bebidas

0,01

0,00

Habitação

-0,30

-0,05

Artigos de residência

-0,34

-0,01

Vestuário

0,51

0,02

Transportes

0,11

0,02

Saúde e cuidados pessoais

0,41

0,06

Despesas pessoais

0,45

0,05

Educação

0,06

0,00

Comunicação

-0,16

0,00

Fonte: IBGE (2025).

Projeções e Política Monetária: Selic Segue em Nível Histórico

De acordo com o Boletim Focus do Banco Central, o mercado financeiro projeta inflação de 4,55% em 2025, ligeiramente acima do teto da meta. Para 2026, a expectativa é de 4,2%, e para 2027, de 3,8%.

Para conter a pressão inflacionária, o Comitê de Política Monetária (Copom) mantém a taxa Selic em 15% ao ano — o maior patamar desde 2006.
A política de juros elevados busca desacelerar o consumo e reduzir o crédito, funcionando como freio para a inflação, mas também afeta investimentos e o crescimento econômico.

Perspectivas: Sinais de Alívio, Mas Meta Ainda Distante

Especialistas avaliam que o IPCA de outubro reflete uma tendência de desaceleração da inflação, especialmente diante da redução dos custos de energia e da estabilidade dos alimentos.
No entanto, o índice ainda está acima do limite da meta do governo, o que mantém o cenário de cautela no mercado financeiro.

O comportamento dos preços administrados e o efeito defasado da alta dos juros devem ser determinantes para o desempenho da inflação nos próximos meses. Caso a desaceleração persista, o índice pode encerrar 2025 dentro do intervalo de tolerância, apontando para um cenário de estabilidade gradual.

O IPCA é calculado pelo IBGE e mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, abrangendo 11 regiões metropolitanas do país.

Referências

AGÊNCIA BRASIL. Inflação oficial de outubro fica em 0,09%, menor para o mês desde 1998. Brasília: EBC, 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/inflacao-oficial-de-outubro-fica-em-009-menor-para-o-mes-desde-1998. Acesso em: 11 nov. 2025.

IBGE. Inflação. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/explica/inflacao.php. Acesso em: 11 nov. 2025.

EXAME. IPCA de outubro desacelera e fecha em 0,09%. São Paulo, 2025. Disponível em: https://exame.com/economia/ipca-de-outubro-desacelera-e-fecha-em-009-apos-alta-em-setembro/.

G1. IPCA recua para 0,09% em outubro, menor taxa para o mês. Rio de Janeiro, 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/11/11/ipca-precos-sobem-009percent-em-outubro-diz-ibge.ghtml.

CORREIO BRAZILIENSE. Mercado mantém expectativa de inflação acima do teto da meta em 2025. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/11/7289122-mercado-mantem-expectativa-de-inflacao-para-acima-do-teto-da-meta-em-2025.html.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Inflação em 2025: Mercado Financeiro Reduz Projeção e Aponta Trajetória Mais Controlada

O mercado financeiro revisou para baixo a projeção da inflação oficial do Brasil para 2025, estimando agora o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,56% no ano, segundo revelam o Relatório Focus do Banco Central e comunicados de instituições financeiras.

Esse novo valor indica uma trajetória ligeiramente mais controlada para os preços no país, embora o patamar ainda ultrapasse o teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) — fixada em 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (teto de 4,5%).

Perspectivas para a Inflação

A projeção para 2025 caiu de 4,70% para 4,56%, enquanto, para 2026, a expectativa recuou de 4,27% para 4,20%.
Para os anos seguintes, 2027 e 2028, as projeções são de 3,82% e 3,54%, respectivamente.

Após uma desaceleração em agosto, a inflação voltou a subir em setembro, registrando 0,48% no mês, pressionada principalmente pelo aumento no custo da energia elétrica.
No acumulado de 12 meses, a alta de preços atinge 5,17%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Política Monetária e Taxa Selic

Com o objetivo de conter o avanço dos preços, o Banco Central mantém desde setembro a taxa Selic — principal instrumento de política monetária — em 15% ao ano, decisão reiterada pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
A ata mais recente do Copom reforça que a Selic deverá permanecer nesse nível por um período prolongado, até que haja convergência da inflação para a meta.

De acordo com analistas de mercado, reduções expressivas da Selic devem ocorrer apenas a partir de 2026, quando a taxa pode recuar para 12,25% ao ano, com projeções de 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

Desempenho do PIB

As projeções para o crescimento da economia brasileira também foram ligeiramente revisadas.
Para 2025, a expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 2,17% para 2,16%.
Nos anos seguintes, as estimativas indicam expansão de 1,78% (2026), 1,83% (2027) e 2% (2028).

O segundo trimestre de 2025 registrou crescimento de 0,4%, mantendo a sequência de quatro anos consecutivos de expansão do PIB nacional.

Mercado Cambial

No mercado de câmbio, a cotação do dólar é projetada em R$ 5,41 para o encerramento de 2025 e R$ 5,50 para o fim de 2026, sinalizando estabilidade frente às previsões anteriores e ao atual cenário econômico global.

Conclusão

A combinação de inflação sob controle gradual, juros elevados e expectativas de crescimento moderado define um quadro de ajuste cauteloso para a economia brasileira em 2025.
O comportamento da política monetária e a evolução das reformas estruturais serão determinantes para a consolidação de um ambiente de confiança e estabilidade econômica no médio prazo.

Referências Bibliográficas

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Relatório Focus – 24 de outubro de 2025. Brasília: Banco Central do Brasil, 2025. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/. Acesso em: 27 out. 2025.

AGÊNCIA BRASIL. Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,56% em 2025. Brasília: Empresa Brasil de Comunicação, 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/. Acesso em: 27 out. 2025.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Mercado Vê Leve Alívio na Inflação, Mas Cenário Exige Juros Altos e Modera Crescimento

Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostra que a projeção do IPCA para este ano caiu para 4,81%, mas o indicador permanece acima do teto da meta. Expectativa é de que a taxa Selic se mantenha em 15% para conter os preços.

Brasília – O mercado financeiro ajustou levemente para baixo sua projeção para a inflação oficial do país em 2025, mas o otimismo é contido. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (29), a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 4,83% para 4,81%. Apesar da melhora, o número segue acima do teto da meta de 4,5% estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Essa persistência da inflação em patamar elevado justifica a postura rígida do Banco Central em sua política monetária. Para convergir a inflação à meta, a principal ferramenta, a taxa básica de juros (Selic), está ancorada em 15% ao ano. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sinaliza a intenção de manter a taxa "por período bastante prolongado", uma estratégia para conter a demanda aquecida e estabilizar os preços.

As projeções dos analistas corroboram essa visão, estimando que a Selic encerre 2025 no mesmo patamar de 15%. Apenas para os anos seguintes o mercado prevê um relaxamento, com a taxa caindo para 12,25% ao fim de 2026 e chegando a 10% em 2028.

O Custo do Controle: Impacto no Crescimento Econômico

A manutenção de juros altos, embora necessária para o controle inflacionário, impõe um freio à atividade econômica ao encarecer o crédito e desestimular investimentos e consumo. Esse efeito se reflete nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB).

Para este ano, a estimativa de crescimento da economia foi mantida em 2,16%. No entanto, para os próximos anos, o ritmo esperado é mais modesto: o mercado projeta uma expansão de 1,8% em 2026, seguida por 1,9% em 2027 e 2% em 2028. Esses números indicam que o combate à inflação continuará a ser a prioridade, mesmo que isso signifique um crescimento econômico menos robusto.

Projeções de Longo Prazo e Câmbio

Olhando para o futuro, as instituições financeiras demonstram uma confiança gradual na convergência da inflação para o centro da meta. A projeção para o IPCA em 2026 também teve uma leve queda, para 4,28%, e as estimativas para 2027 e 2028 são de 3,9% e 3,7%, respectivamente, já dentro do intervalo de tolerância.

No que tange ao câmbio, a previsão para a cotação do dólar ao final deste ano é de R$ 5,48. Para o fim de 2026, a expectativa é que a moeda norte-americana se valorize um pouco mais, atingindo R$ 5,58. O cenário traçado, portanto, é de um equilíbrio delicado entre controle de preços, juros elevados e um crescimento econômico que avança de forma contida.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 11 de abril de 2025

IPCA desacelera em março, mas acumula alta de 5,48% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,56% em março de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração frente à taxa de fevereiro (1,31%), mas ainda é o maior índice para um mês de março desde 2023, quando ficou em 0,71%. No acumulado do ano, o IPCA já soma alta de 2,04%. Em 12 meses, o índice atinge 5,48%, acima dos 5,06% registrados no período anterior.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em março. O maior impacto veio do grupo Alimentação e bebidas, que subiu 1,17% e respondeu por 0,25 ponto percentual do IPCA do mês — cerca de 45% do total. Entre os itens que mais pressionaram estão o tomate (22,55%), o ovo de galinha (13,13%) e o café moído (8,14%). Em contrapartida, houve queda no preço do óleo de soja (-1,99%), arroz (-1,81%) e carnes (-1,60%).

A alimentação fora do domicílio também acelerou, passando de 0,47% em fevereiro para 0,77% em março. O subitem refeição variou 0,86%, e o cafezinho, 3,48%. Já o lanche teve desaceleração leve, de 0,66% para 0,63%.

O segundo maior avanço foi observado em Despesas pessoais, que subiram 0,70%, puxadas por itens como cinema, teatro e concertos (7,76%), reflexo do encerramento da Semana do Cinema promovida em fevereiro. O grupo Vestuário teve alta de 0,59%, com aumentos em todos os segmentos, especialmente calçados e acessórios (0,65%).

No grupo Transportes (0,46%), a alta das passagens aéreas (6,91%) e dos combustíveis (0,46%) foi parcialmente compensada por reduções nos preços do ônibus urbano (-1,09%), em função de tarifas promocionais aos domingos em Curitiba e da gratuidade nos transportes públicos em Brasília.

A Habitação, que havia registrado forte alta de 4,44% em fevereiro, desacelerou para 0,24% em março. A energia elétrica residencial, que havia subido 16,80% no mês anterior, teve variação de apenas 0,12% em março.

Destaques regionais

Entre as regiões pesquisadas, Curitiba e Porto Alegre apresentaram as maiores variações (0,76%), impulsionadas principalmente pela alta da gasolina (1,84% e 2,43%, respectivamente). A menor variação foi registrada em Rio Branco (0,27%) e Brasília (0,27%), onde a redução de 24,18% no preço do ônibus urbano teve forte impacto.

INPC também desacelera

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), voltado às famílias com renda de até cinco salários mínimos, registrou alta de 0,51% em março, após ter avançado 1,48% em fevereiro. No acumulado do ano, o índice está em 2,00% e, nos últimos 12 meses, soma 5,20% — também acima dos 4,87% dos 12 meses anteriores.

Os produtos alimentícios, que já haviam subido 0,75% em fevereiro, aceleraram para 1,08% em março. Os não alimentícios, por sua vez, desaceleraram de 1,72% para 0,32%.

Curitiba (0,79%) também liderou o avanço do INPC, seguida de Porto Alegre (0,77%), ambas influenciadas pelos combustíveis. A menor variação, novamente, foi em Brasília (-0,33%), pela política de gratuidade nos transportes públicos aos domingos e feriados.

O IPCA e o INPC são calculados pelo IBGE com base em preços coletados entre os dias 27 de fevereiro e 31 de março de 2025, abrangendo dez regiões metropolitanas e seis capitais do país. Os índices seguem como termômetro essencial da inflação e refletem diretamente o custo de vida da população brasileira, especialmente no que diz respeito à alimentação e transporte.

 

quarta-feira, 12 de março de 2025

IPCA de fevereiro atinge 1,31% e registra maior alta desde 2003

Educação e habitação impulsionam inflação, que acumula 5,06% em 12 meses

PixaBay
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro foi de 1,31%, representando um aumento de 1,15 ponto percentual (p.p.) em relação à taxa de janeiro (0,16%). Esse foi o maior IPCA registrado para um mês de fevereiro desde 2003, quando atingiu 1,57%. No acumulado do ano, a inflação chegou a 1,47%, enquanto o índice nos últimos 12 meses alcançou 5,06%, superando os 4,56% registrados nos 12 meses anteriores. Em fevereiro de 2024, a variação foi de 0,83%.

Educação e habitação lideram altas

Dos nove grupos de produtos e serviços analisados pelo IBGE, o grupo Educação apresentou a maior variação (4,70%), seguido por Habitação (4,44%), que exerceu o maior impacto no índice do mês (0,65 p.p.). Os grupos Alimentação e bebidas (0,70%) e Transportes (0,61%) também se destacaram, sendo responsáveis, junto aos dois primeiros, por 92% do IPCA de fevereiro.

No setor de Educação, os cursos regulares tiveram alta de 5,69%, impulsionada pelos reajustes tradicionais do início do ano letivo. As maiores variações foram observadas no ensino fundamental (7,51%), ensino médio (7,27%) e pré-escola (7,02%).

Já no grupo Habitação, o maior impacto veio da energia elétrica residencial, que avançou 16,80% em fevereiro, após a queda de -14,21% em janeiro, devido ao fim do Bônus de Itaipu. A tarifa de água e esgoto também subiu em várias capitais, como Campo Grande (6,84%), Belo Horizonte (6,42%) e Porto Alegre (6,45%). Por outro lado, o gás encanado teve queda de -0,64%.

Alimentação e combustíveis influenciam inflação

O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,70%, com destaque para a alimentação no domicílio, que subiu 0,79%, embora em ritmo menor que em janeiro (1,07%). Entre os itens com maior elevação, estão o ovo de galinha (15,39%) e o café moído (10,77%). Em contrapartida, a batata-inglesa (-4,10%), o arroz (-1,61%) e o leite longa vida (-1,04%) apresentaram queda.

No setor de Transportes (0,61%), a alta foi influenciada principalmente pelos combustíveis (2,89%), com o óleo diesel subindo 4,35%, o etanol 3,62% e a gasolina 2,78%. As tarifas de ônibus urbanos também impactaram o índice, com reajustes em diversas capitais, como São Paulo (12,01%), Campo Grande (3,34%) e Rio de Janeiro (2,17%).

Regiões com maiores e menores variações

Dentre as localidades analisadas, Aracaju registrou a maior variação regional (1,64%), impulsionada pela alta na energia elétrica residencial (19,20%) e na gasolina (3,29%). Já Fortaleza teve a menor variação (1,03%), beneficiada pelo recuo nas passagens aéreas (-18,56%) e na gasolina (-3,31%).

INPC sobe 1,48% em fevereiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também apresentou alta significativa, subindo 1,48% no mês. O acumulado do ano ficou em 1,48%, enquanto a taxa dos últimos 12 meses atingiu 4,87%, acima dos 4,17% registrados no período anterior. Em fevereiro de 2024, a variação foi de 0,81%.

O grupo de produtos alimentícios desacelerou, passando de 0,99% em janeiro para 0,75% em fevereiro. Já os produtos não alimentícios tiveram forte avanço, saindo de -0,33% para 1,72% no mesmo período.

Entre as regiões, Aracaju novamente teve a maior variação do INPC (1,79%), impulsionada pelo aumento na energia elétrica e nos combustíveis. Por outro lado, Goiânia registrou a menor variação (1,01%), influenciada pela queda das passagens aéreas (-26,67%) e das carnes (-1,95%).

O IPCA e o INPC são calculados pelo IBGE com base nos preços coletados entre 30 de janeiro e 26 de fevereiro de 2025, comparados com os valores vigentes entre 28 de dezembro de 2024 e 29 de janeiro de 2025.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Previsão para inflação permanece em 5,65% para este ano

Essa é primeira estabilização após 19 semanas de alta

PixaBay
Depois de 19 semanas em alta, as projeções para a inflação em 2025 se estabilizaram. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), os analistas de mercado acreditam que a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 5,65%.

Apesar da estabilização, a inflação, caso se concretize a projeção, fechará o ano bastante acima da meta. Pelo novo sistema de metas contínuas, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelece meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que indica teto da meta de 4,5%.

Na última ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC informou que a inflação deve estourar o teto da meta no primeiro ano do regime de metas contínuas.

O boletim Focus manteve em 15% ao ano a expectativa para a Taxa Selic (juros básicos da economia) no fim do ano. A projeção está nesse nível há oito semanas. Para 2026, as instituições financeiras projetam juros básicos de 12,5% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano, com o Copom admitindo que elevará os juros para 14,25% na reunião de março.

PIB

Em relação ao desempenho da economia neste ano, os analistas de mercado mantiveram em 2,01% a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) neste ano.

O boletim Focus projeta crescimento de 1,7% no PIB para 2026 e de 2% para 2027 e 2028.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Mercado financeiro eleva previsão da inflação pela 18ª semana seguida

Projeção do IPCA subiu para 5,6% este ano

Daniel Marenco / Agência O Globo
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,58% para 5,6% este ano. Essa é a 18ª elevação seguida. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também subiu de 4,3% para 4,35%. Para 2027 e 2028, as previsões foram elevadas para 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em janeiro, a inflação oficial perdeu força e ficou em 0,16%  de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor resultado para um mês de janeiro desde 1994, ou seja, desde antes do Plano Real, iniciado em julho daquele ano.

A explicação para a desaceleração do IPCA é o Bônus Itaipu, desconto que milhões de brasileiros tiveram na conta de luz do mês passado. Em dezembro de 2024, o IPCA tinha ficado em 0,52%. A desaceleração não significa que os preços ficaram mais baixos, e sim que, na média, subiram em menor velocidade.

No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 4,56%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

A alta do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros, na reunião de janeiro. Esse foi o quarto aumento seguido da Selic e consolida um ciclo de contração na política monetária. Em relação às próximas reuniões, o Copom confirmou que elevará a Selic em 1 ponto percentual na reunião de março, mas não informou se as altas continuarão na reunião de maio, apenas que observará a inflação.

Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,03% para 2,01%. Para 2026, a expectativa para o PIB é de crescimento de 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,98% e 2%, respectivamente.

No terceiro trimestre de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB - a soma dos bens e serviços produzidos no país) subiu 0,9% em comparação com o segundo trimestre. De acordo com o IBGE, a alta acumulada no ano - de janeiro a setembro do ano passado - é 3,3%.

O resultado oficial do PIB de 2024 será divulgado em 7 de março pelo IBGE. Em 2023, superando as projeções, a economia brasileira cresceu 3,2%. Em 2022, a taxa de expansão foi de 3%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 6 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique no mesmo patamar.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

IPCA de janeiro registra menor taxa para o mês desde 1994, diz IBGE

Inflação desacelera para 0,16%, puxada pela queda na habitação e impacto dos transportes e alimentos

PixaBay
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro de 2025 foi de 0,16%, registrando uma desaceleração de 0,36 ponto percentual (p.p.) em relação a dezembro de 2024, quando o índice ficou em 0,52%. Esse resultado representa a menor taxa para um mês de janeiro desde a implantação do Plano Real, em 1994. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA apresenta alta de 4,56%.

Setores em destaque

Os grupos que mais impactaram a inflação em janeiro foram Transportes (1,30% e 0,27 p.p.) e Alimentação e bebidas (0,96% e 0,21 p.p.). Em contrapartida, o grupo Habitação teve uma queda expressiva de -3,08%, impactando o índice com -0,46 p.p., o que ajudou a conter a inflação do período.

Transportes e Alimentação em alta

No grupo dos Transportes, a maior pressão veio do aumento das passagens aéreas (10,42%) e das tarifas de ônibus urbano (3,84%), impulsionadas por reajustes aplicados em diversas capitais, como Belo Horizonte (8,38%), Rio de Janeiro (6,98%) e São Paulo (5,22%). Houve também aumentos nos preços do etanol (1,82%), óleo diesel (0,97%) e gasolina (0,61%).

O grupo Alimentação e bebidas apresentou o quinto aumento consecutivo, com destaque para as altas da cenoura (36,14%), tomate (20,27%) e café moído (8,56%). No entanto, produtos como batata-inglesa (-9,12%) e leite longa vida (-1,53%) registraram queda nos preços. A alimentação fora do domicílio também desacelerou de 1,19% em dezembro para 0,67% em janeiro.

Habitação em queda

A queda no grupo Habitação (-3,08%) foi impulsionada principalmente pela redução no custo da energia elétrica residencial (-14,21%), devido à incorporação do Bônus de Itaipu, que reduziu as tarifas em janeiro. Por outro lado, a taxa de água e esgoto subiu 0,97% por conta de reajustes em cidades como Belo Horizonte (6,42%), Campo Grande (6,84%) e Rio de Janeiro (9,83%).

Diferenças regionais

Entre as regiões metropolitanas pesquisadas, Aracaju teve a maior variação em janeiro (0,59%), influenciada pelo aumento das passagens aéreas (13,65%). Em contrapartida, Rio Branco registrou a menor variação (-0,34%), devido à queda da energia elétrica residencial (-16,60%).

INPC estagna em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, apresentou estabilidade em janeiro, com variação de 0,00%. No acumulado dos últimos 12 meses, o INPC está em 4,17%, abaixo dos 4,77% registrados anteriormente. O grupo Alimentação desacelerou de 1,12% em dezembro para 0,99% em janeiro, enquanto os itens não alimentícios tiveram deflação de -0,33%.

A maior alta regional do INPC foi registrada em Salvador (0,47%), devido à alta da tarifa de ônibus urbano (6,00%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (-0,49%), novamente influenciada pela queda da energia elétrica.

terça-feira, 12 de março de 2024

IPCA registra variação de 0,83%

O INPC apresenta alta de 0,81% no mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de fevereiro foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando um cenário de variação de preços no país.

Variação e Destaques

O IPCA de fevereiro registrou uma variação de 0,83%, ficando 0,41 ponto percentual abaixo da taxa de janeiro (0,42%). No acumulado do ano, o índice apresentou alta de 1,25%, enquanto nos últimos 12 meses chegou a 4,50%, próximo aos 4,51% observados no período anterior.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em fevereiro. O destaque ficou para o grupo de Educação, com uma variação de 4,98%, sendo a maior contribuição vinda dos cursos regulares, principalmente do ensino médio, fundamental e pré-escola. Além disso, os grupos de Alimentação e Bebidas, e Transportes também apresentaram variações significativas, com 0,95% e 0,72%, respectivamente.

INPC

Já o INPC teve uma alta de 0,81% em fevereiro, 0,24 ponto percentual acima do registrado em janeiro (0,57%). No acumulado do ano, o índice apresentou uma variação de 1,38%, enquanto nos últimos 12 meses chegou a 3,86%, superando os 3,82% observados anteriormente.

No que diz respeito aos índices regionais, todas as áreas de abrangência da pesquisa apresentaram alta de preços. Destacou-se Aracaju, com uma variação de 1,01%, influenciada principalmente pelo aumento no preço da gasolina. Por outro lado, Goiânia registrou a menor variação, de 0,51%, impulsionada pela queda nos preços da passagem aérea e das carnes.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 9,33%

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,93% em 2021

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 9,17% para 9,33% neste ano. É a 31ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus de nesta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 4,63%. Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,27% e 3,10%, respectivamente.

Em setembro, puxada pelo aumento de preços de energia elétrica e combustíveis, a inflação subiu 1,16%, a maior para o mês desde 1994, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 6,9% no ano e de 10,25% nos últimos 12 meses.

Os dados de outubro serão divulgados esta semana pelo instituto, mas o IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial, ficou em 1,20% no mês passado. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, de 10,34%.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023 as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, o Copom já sinalizou que pretende elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista, com elevação dos juros.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 9,25% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 11% ao ano. E para 2023 e 2024, a previsão é de Selic em 7,5% ao ano e 7% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,94% para 4,93%. Para 2022, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2% e 2,05%, respectivamente.

A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana fique nesse mesmo patamar.

Fonte: Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil