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Crescimento Sustentado
O índice atingiu 89,8 pontos em novembro,
marcando a terceira elevação consecutiva e o maior nível desde dezembro de
2024. O aumento de 1,3 ponto em relação a outubro sinaliza uma recuperação
gradual e consistente na percepção dos consumidores sobre o cenário econômico.
Anna Carolina Gouveia, economista da IBRE, destaca
que este desempenho reflete "uma trajetória de recuperação gradual
impulsionada por um mercado de trabalho forte e alívio inflacionário".
Segundo ela, houve melhoria significativa na percepção da situação econômica
local atual, alcançando o ponto mais alto desde janeiro de 2014.
Ganhos Amplos e Inclusivos
Os resultados mostram-se abrangentes, com contribuições
tanto do Índice de Situação Atual (ISA) quanto do Índice
de Expectativas (IE). O ISA subiu para 84,8 pontos, atingindo seu recorde
histórico desde dezembro de 2014, enquanto o IE chegou a 93,8 pontos.
Particularmente significativo é o desempenho entre os
consumidores de baixa renda, que apresentaram os maiores ganhos:
- Consumidores
com renda até R$ 2.100,00: +3,6 pontos
- Consumidores
com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00: +4,2 pontos
Fatores Impulsionadores
A recuperação da confiança está ancorada em dois pilares
principais:
- Mercado
de trabalho robusto: A redução do desemprego e maior estabilidade
no emprego fortalecem a percepção de segurança financeira.
- Alívio
inflacionário: A desaceleração da inflação permite maior poder de
compra e planejamento financeiro de longo prazo.
Perspectivas e Ressalvas
Apesar dos avanços, a análise aponta para uma lacuna
temporal: o ICC de novembro de 2025 permanece 4,7 pontos abaixo do
registrado em novembro de 2024, sugerindo que ainda há espaço para recuperação
total.
Além disso, Gouveia alerta para riscos que podem comprometer
o avanço: taxas de juros elevadas e endividamento das
famílias em patamares elevados representam desafios estruturais que
podem desacelerar a economia e impactar negativamente o sentimento dos
consumidores nos próximos meses.
Projeções Futuras
O índice de planejamento de compras de bens duráveis cresceu
2,0 ponto, sugerindo que os consumidores estão mais dispostos a realizar
investimentos. A percepção sobre a situação financeira familiar futura também
subiu 3,2 pontos, para 92,9 pontos, um indicador positivo de expectativas
otimistas.
Contudo, houve recuo de 2,2 pontos na percepção sobre a
situação econômica local futura (104,7 pontos), o único indicador a ceder,
refletindo preocupações com a sustentabilidade do crescimento diante dos
desafios estruturais.

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