Radio Evangélica

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Confiança do Consumidor Brasileiro Segue em Recuperação no Mês de Novembro

Imagem desenvolvida por IA
A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou os dados do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) para novembro de 2025, indicando uma trajetória positiva na economia brasileira, apesar de desafios que ainda pairam sobre o mercado.

Crescimento Sustentado

O índice atingiu 89,8 pontos em novembro, marcando a terceira elevação consecutiva e o maior nível desde dezembro de 2024. O aumento de 1,3 ponto em relação a outubro sinaliza uma recuperação gradual e consistente na percepção dos consumidores sobre o cenário econômico.

Anna Carolina Gouveia, economista da IBRE, destaca que este desempenho reflete "uma trajetória de recuperação gradual impulsionada por um mercado de trabalho forte e alívio inflacionário". Segundo ela, houve melhoria significativa na percepção da situação econômica local atual, alcançando o ponto mais alto desde janeiro de 2014.

Ganhos Amplos e Inclusivos

Os resultados mostram-se abrangentes, com contribuições tanto do Índice de Situação Atual (ISA) quanto do Índice de Expectativas (IE). O ISA subiu para 84,8 pontos, atingindo seu recorde histórico desde dezembro de 2014, enquanto o IE chegou a 93,8 pontos.

Particularmente significativo é o desempenho entre os consumidores de baixa renda, que apresentaram os maiores ganhos:

  • Consumidores com renda até R$ 2.100,00: +3,6 pontos
  • Consumidores com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00: +4,2 pontos

Fatores Impulsionadores

A recuperação da confiança está ancorada em dois pilares principais:

  1. Mercado de trabalho robusto: A redução do desemprego e maior estabilidade no emprego fortalecem a percepção de segurança financeira.
  2. Alívio inflacionário: A desaceleração da inflação permite maior poder de compra e planejamento financeiro de longo prazo.

Perspectivas e Ressalvas

Apesar dos avanços, a análise aponta para uma lacuna temporal: o ICC de novembro de 2025 permanece 4,7 pontos abaixo do registrado em novembro de 2024, sugerindo que ainda há espaço para recuperação total.

Além disso, Gouveia alerta para riscos que podem comprometer o avanço: taxas de juros elevadas e endividamento das famílias em patamares elevados representam desafios estruturais que podem desacelerar a economia e impactar negativamente o sentimento dos consumidores nos próximos meses.

Projeções Futuras

O índice de planejamento de compras de bens duráveis cresceu 2,0 ponto, sugerindo que os consumidores estão mais dispostos a realizar investimentos. A percepção sobre a situação financeira familiar futura também subiu 3,2 pontos, para 92,9 pontos, um indicador positivo de expectativas otimistas.

Contudo, houve recuo de 2,2 pontos na percepção sobre a situação econômica local futura (104,7 pontos), o único indicador a ceder, refletindo preocupações com a sustentabilidade do crescimento diante dos desafios estruturais.

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