Radio Evangélica

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

IPCA de janeiro registra menor taxa para o mês desde 1994, diz IBGE

Inflação desacelera para 0,16%, puxada pela queda na habitação e impacto dos transportes e alimentos

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro de 2025 foi de 0,16%, registrando uma desaceleração de 0,36 ponto percentual (p.p.) em relação a dezembro de 2024, quando o índice ficou em 0,52%. Esse resultado representa a menor taxa para um mês de janeiro desde a implantação do Plano Real, em 1994. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA apresenta alta de 4,56%.

Setores em destaque

Os grupos que mais impactaram a inflação em janeiro foram Transportes (1,30% e 0,27 p.p.) e Alimentação e bebidas (0,96% e 0,21 p.p.). Em contrapartida, o grupo Habitação teve uma queda expressiva de -3,08%, impactando o índice com -0,46 p.p., o que ajudou a conter a inflação do período.

Transportes e Alimentação em alta

No grupo dos Transportes, a maior pressão veio do aumento das passagens aéreas (10,42%) e das tarifas de ônibus urbano (3,84%), impulsionadas por reajustes aplicados em diversas capitais, como Belo Horizonte (8,38%), Rio de Janeiro (6,98%) e São Paulo (5,22%). Houve também aumentos nos preços do etanol (1,82%), óleo diesel (0,97%) e gasolina (0,61%).

O grupo Alimentação e bebidas apresentou o quinto aumento consecutivo, com destaque para as altas da cenoura (36,14%), tomate (20,27%) e café moído (8,56%). No entanto, produtos como batata-inglesa (-9,12%) e leite longa vida (-1,53%) registraram queda nos preços. A alimentação fora do domicílio também desacelerou de 1,19% em dezembro para 0,67% em janeiro.

Habitação em queda

A queda no grupo Habitação (-3,08%) foi impulsionada principalmente pela redução no custo da energia elétrica residencial (-14,21%), devido à incorporação do Bônus de Itaipu, que reduziu as tarifas em janeiro. Por outro lado, a taxa de água e esgoto subiu 0,97% por conta de reajustes em cidades como Belo Horizonte (6,42%), Campo Grande (6,84%) e Rio de Janeiro (9,83%).

Diferenças regionais

Entre as regiões metropolitanas pesquisadas, Aracaju teve a maior variação em janeiro (0,59%), influenciada pelo aumento das passagens aéreas (13,65%). Em contrapartida, Rio Branco registrou a menor variação (-0,34%), devido à queda da energia elétrica residencial (-16,60%).

INPC estagna em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, apresentou estabilidade em janeiro, com variação de 0,00%. No acumulado dos últimos 12 meses, o INPC está em 4,17%, abaixo dos 4,77% registrados anteriormente. O grupo Alimentação desacelerou de 1,12% em dezembro para 0,99% em janeiro, enquanto os itens não alimentícios tiveram deflação de -0,33%.

A maior alta regional do INPC foi registrada em Salvador (0,47%), devido à alta da tarifa de ônibus urbano (6,00%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (-0,49%), novamente influenciada pela queda da energia elétrica.

Setor de fabricação de motos tem melhor janeiro em 14 anos

Crescimento na comparação com dezembro foi de 34%

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O volume de motocicletas produzidas pelo Polo Industrial de Manaus (PIM) em janeiro desde ano cresceu 34% na comparação com dezembro, conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similiares (Abraciclo).

Os números mostram também uma produção 17,6% superior à de janeiro de 2024, melhor desempenho para o mês desde 2014.

“Esse desempenho é resultado da ampliação da capacidade produtiva e da criação de 1.700 novos postos de trabalho no ano passado. As fabricantes estão investindo no aumento da produtividade para atender à crescente demanda do mercado”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Bento.

Para este ano, a estimativa da entidade é que a fabricação de motos e similares fique em torno de 1, 88 milhão de unidades, ou seja, uma produção 7,5% maior.

A categoria mais produzida em janeiro foi a Street, com 87.192 unidades. E, na sequência, a Trail e a Motoneta.

Licenciamentos

Já os licenciamentos na categoria atingiram 151.983 unidades, alta de 14,4% em relação a janeiro de 2024 e de 3,3% em relação a dezembro. A média diária de vendas em janeiro foi de 6.908 unidades.

As exportações, por sua vez, registraram o embarque de 2.807 unidades, o que também significa alta de 12,5% na comparação com janeiro de 2024, e 11,5% a mais que dezembro passado.

 Fonte: Agência Brasil

Abates de bovinos, suínos e frangos crescem no 4° tri de 2024

Setor registra aumento no abate de bovinos e crescimento expressivo na produção de ovos, enquanto a aquisição de couro também apresenta avanço anual

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Os primeiros resultados da produção animal no 4º trimestre de 2024 indicam que o abate de bovinos cresceu 3,5% em relação ao mesmo período de 2023, totalizando 9,48 milhões de cabeças. No entanto, na comparação com o 3º trimestre de 2024, houve uma redução de 8,6%.

Abate de Bovinos, Suínos e Frangos

A produção de carcaças bovinas atingiu 2,48 milhões de toneladas, um acréscimo de 1,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, mas com queda de 9,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O abate de suínos somou 14,23 milhões de cabeças, um leve aumento de 0,6% comparado ao 4º trimestre de 2023, mas uma retração de 4,8% em relação ao 3º trimestre de 2024. O peso acumulado das carcaças suínas registrou 1,31 milhão de toneladas, mantendo o mesmo crescimento anual de 0,6%, mas com queda de 6,8% em relação ao trimestre anterior.

No segmento de frangos, foram abatidas 1,61 bilhão de cabeças, indicando um crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Frente ao 3º trimestre de 2024, houve uma queda de 0,7%. O peso das carcaças de frangos alcançou 3,35 milhões de toneladas, representando um aumento de 5,1% no comparativo anual e uma retração de 3,4% em relação ao trimestre anterior.

Aquisição de Leite e Couro

A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos com inspeção sanitária totalizou 6,75 bilhões de litros no 4º trimestre de 2024. Esse volume representa um acréscimo de 4,1% em relação ao mesmo período de 2023 e um aumento de 7,3% frente ao trimestre anterior.

Já a aquisição de couro pelos curtumes apresentou crescimento de 10,1% no comparativo anual, somando 9,85 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Contudo, houve uma redução de 6,6% em relação ao 3º trimestre de 2024.

Produção de Ovos em Alta

A produção de ovos de galinha atingiu 1,19 bilhão de dúzias no 4º trimestre de 2024, um aumento significativo de 11,0% em comparação ao mesmo período de 2023. Em relação ao 3º trimestre de 2024, houve uma leve redução de 0,8%.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Diretoria de Pesquisas e da Coordenação de Estatísticas Agropecuárias, e são resultados preliminares que podem sofrer ajustes até a consolidação final no 1º trimestre de 2025.

Governo prepara cadastro de pessoas proibidas de apostar em bets

Lista deverá ser lançada no segundo semestre, após consulta pública

Imagem: Reprodução
Um banco de dados nacional com cidadãos excluídos pela Justiça ou proibidos pela legislação de apostar em bets deverá estar pronto até o segundo semestre, anunciou nesta segunda-feira (10) o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena. A proposta é o item prioritário da agenda regulatória da secretaria para 2025 e 2026.

O cadastro entrará em consulta pública de abril a junho. Segundo Dudena, o Ministério da Fazenda está preparando o sistema informático. O banco de dados pretende centralizar a lista de todas as pessoas que, por algum motivo, tenham sido proibidas de apostar on-line e repassar os dados às empresas.

“No segundo trimestre, a gente pretende colocar esse modelo em consulta pública e, a partir das respostas e dos feedbacks que tivermos, possamos implementar. A ideia, então, é que já no segundo semestre isso seja implementado, a depender das soluções”, disse o secretário em entrevista coletiva para apresentar a agenda do órgão até o fim do próximo ano.

Pela legislação, técnicos de futebol, jogadores, árbitros, menores de 18 anos e membros de órgãos de regulação são proibidos de apostar. Além dessas informações, o cadastro incluirá quem for proibido por decisão judicial.

“A solução tecnológica é uma centralização de uma base de dados que vai pensar a melhor forma de garantir que os proibidos não tenham os seus cadastros aceitos nas casas de apostas”, justificou Dudena.

Apesar de o cadastro negativo de apostadores ficar para uma etapa posterior, o governo quer colher sugestões da sociedade para elaborar a agenda regulatória. Disponível na plataforma Participa Mais Brasil, a consulta pública ficará aberta até 27 de março para que os interessados enviem as sugestões. Em 21 de fevereiro, a secretaria fará uma audiência pública online para ouvir os interessados.

Estatísticas

Além de divulgar as prioridades da secretaria, Dudena apresentou as estatísticas da primeira fase da regulamentação das apostas eletrônicas, que terminou em 31 de dezembro. Ao todo, 68 empresas de apostas foram autorizadas a atuar no país, com 70 outorgas quitadas e 153 marcas autorizadas. As empresas pagaram ao governo R$ 2,1 bilhões em outorgas de três anos, com cada uma valendo R$ 30 milhões, conforme a legislação.

Em relação aos sites ilegais, Dudena informou que a secretaria ordenou o bloqueio de 11.555 domínios à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que executa a proibição. Apenas em janeiro, após a entrada em vigor do mercado regulado, foram realizadas 75 ações de fiscalização de influenciadores.

O secretário explicou que a fiscalização ocorre apenas na esfera administrativa, mas que tem poder de pedir para eliminar propagandas que violem a regulamentação das apostas eletrônicas.

“O órgão regulador não se mistura com órgão de persecução penal. Nos cabe a identificação de quem são, associar esses influenciadores a empresas para as quais prestam serviço, falar com plataformas, meios e redes sociais para pedir que isso seja derrubado. A gente tem papel regulatório e aí, ato contínuo, os órgãos de execução penal são acionados”, declarou.

Programas sociais

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu o uso de recursos de programas sociais, como o Bolsa Família, em apostas eletrônicas. Dudena admitiu dificuldade em fiscalizar por falta de esclarecimentos do Supremo.

“A cúpula do direito constitucional do Judiciário decidiu que é necessária alguma forma de restringir valores de programas sociais. Qual é a nossa dificuldade aqui? As decisões, tal qual foram prolatadas, trazem dúvidas sobre como elas devem ser aplicadas. Por conta disso, a Advocacia-Geral da União fez um recurso para que se esclareça exatamente o que se pretende com essas decisões. Aqui a gente cumpre decisões, o que a gente vai fazer é cumprir decisões assim que ficar exatamente claro qual é a decisão”, disse o secretário.

Em dezembro, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou ao STF haver dificuldades para impedir o uso de recursos do Bolsa Família em bets. O governo federal apontou entraves para distinguir nas contas dos apostadores os recursos dos benefícios sociais e o dinheiro de outras fontes de renda.

A AGU também pediu esclarecimentos sobre se a determinação também vale para apostas de bets estaduais. No recurso, o governo também alegou que, após o pagamento dos benefícios sociais, os recursos das contas bancárias passam a ser privados, o que dificulta a proibição.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Dólar tem leve queda e bolsa sobe quase 1% em dia de recuperação

 Mercado financeiro reage com estabilidade após novas tarifas dos EUA

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O anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, de uma tarifa adicional de 25% sobre o aço e o alumínio importados pelos Estados Unidos teve pouca influência no mercado financeiro. O dólar teve pequena queda, e a bolsa de valores subiu quase 1%, recuperando-se parcialmente das quedas recentes.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (10) vendido a R$ 5,785, com recuo de R$ 0,008 (-0,13%). A cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,82 por volta das 9h15. No entanto, inverteu a trajetória e passou a cair ainda durante a manhã. Na mínima do dia, por volta das 10h30, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,76.

Apesar de ter ensaiado uma nova alta no fim da manhã, a moeda norte-americana voltou a cair durante a tarde. Com o desempenho desta segunda-feira, a divisa acumula queda de 6,36% em 2025.

O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 125.572 pontos, com alta de 0,76%. O indicador chegou a subir 1,42% às 10h35, mas desacelerou ao longo da tarde. O avanço do petróleo e do minério de ferro no exterior favoreceu ações de petroleiras e mineradoras, que têm maior peso na bolsa brasileira.

Em relação ao dólar, o Brasil destoou da maioria dos países, onde a moeda norte-americana fechou em alta. A pressão de exportadores que venderam dólares após a cotação superar os R$ 5,80 ajudou a segurar a pressão sobre o câmbio no Brasil.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Trump impõe tarifas sobre aço e alumínio e afeta exportações brasileiras

Decisão do presidente dos EUA gera tensão comercial e impacto no mercado brasileiro

EFE/EFA/ANNA ROSE LAYDEN/POLL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10) a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio para o país. A medida afeta diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores desses produtos para o mercado norte-americano.

Segundo o Financial Times, membros da equipe de Trump afirmaram que as tarifas serão aplicadas a todas as importações dos EUA, sem exceções para produtos específicos. As novas tarifas entrarão em vigor a partir de 4 de março.

De acordo com autoridades americanas, a decisão é uma resposta ao aumento das exportações estrangeiras desses metais, que, segundo o governo, prejudicam os produtores de aço e alumínio dos Estados Unidos.

Impacto no Brasil e possível retaliação

O governo brasileiro ainda avalia quais medidas pode adotar em resposta às tarifas. Nesta manhã, surgiram especulações de que o Brasil poderia retaliar taxando empresas de tecnologia dos EUA, como Google, Amazon e Meta. No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou essa possibilidade.

"Não é correta a informação de que o governo Lula deve taxar empresas de tecnologia se o governo dos Estados Unidos impuser tarifas ao Brasil", declarou Haddad na rede social X (antigo Twitter). O ministro destacou que qualquer posicionamento oficial será baseado em decisões concretas e não em anúncios que possam ser mal interpretados ou revistos.

Atualmente, os Estados Unidos representam 48% das exportações brasileiras de aço e 16% das de alumínio, totalizando US$ 5,7 bilhões em vendas em 2024.

Mercado reage à medida

Antes da oficialização das tarifas, as ações da Gerdau (GGBR4) operavam em alta, impulsionadas pela forte presença da empresa no mercado norte-americano, o que pode minimizar impactos tarifários. Por outro lado, CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e CBA (CBAV3) enfrentavam volatilidade devido à dependência de exportações para os EUA.

A decisão de Trump reforça a tendência de endurecimento da política comercial dos Estados Unidos. Na semana passada, o presidente já havia imposto uma tarifa de 10% sobre as importações chinesas e ameaçado Canadá e México com medidas semelhantes.

Fonte: InfoMoney

Esaú e Jacó: A Dualidade entre Monarquismo e Republicanismo no Romance de Machado de Assis

Esaú e Jacó, escrito por Machado de Assis em 1904, é um romance brasileiro narrado pelo conselheiro Aires que aborda as desavenças ideológicas entre dois irmãos gêmeos, Pedro e Paulo. A obra faz referência à passagem bíblica de Gênesis 25:23, que diz: "E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor." Assim como Esaú e Jacó na Bíblia, há uma disputa entre os irmãos ainda no ventre da mãe.

Natividade e Agostinho Santos, os pais dos gêmeos, tinham expectativas diferentes sobre o sexo de seus filhos: enquanto Natividade queria um menino, Agostinho desejava uma menina. Acabaram tendo dois garotos, Pedro e Paulo, nomes que também remetem à Bíblia, onde há registros de desavenças entre os Apóstolos Pedro e Paulo.

Ambientado em um período cinco anos após a Proclamação da República, o romance simboliza a divisão do povo brasileiro entre republicanos e monarquistas. Pedro, um médico conservador, representa a tradição monarquista, enquanto Paulo, um advogado, é defensor do republicanismo. As desavenças entre os irmãos são constantes e se tornam ainda mais acirradas quando ambos se apaixonam por uma moça chamada Flora. Flora demonstra simpatia pelos dois, mas nunca toma uma decisão concreta sobre qual deles escolher.

A mãe dos irmãos, aflita com a situação, deseja que haja união entre eles, acreditando que, por serem gêmeos, deveriam ser mais unidos, e não viver em constantes desavenças. Em momentos de tragédia, como as mortes de Flora e de Natividade, os irmãos registram duas tréguas. No leito de morte, Natividade implora para que os irmãos cessem as desavenças, e Pedro e Paulo se comprometem a obedecer à mãe. Contudo, a ideia não é de uma trégua permanente, mas de suportarem as diferenças um do outro. Essa paz é temporária, e os conflitos inevitavelmente retornam.

A narrativa de Machado de Assis utiliza essa dualidade entre Pedro e Paulo para explorar temas mais amplos, como política, identidade nacional e as complexidades das relações humanas. A simbologia bíblica de Esaú e Jacó adiciona profundidade à narrativa, mostrando que, assim como na Bíblia, os conflitos entre os irmãos são inevitáveis, mesmo quando tentam fazer as pazes. O romance é um retrato da sociedade brasileira da época, com suas divisões ideológicas e anseios por unidade, que continua a ressoar na compreensão contemporânea do país.


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Mercado financeiro reage a ameaças de Trump e dólar encosta em R$ 5,80

Bolsa amplia queda e fecha a semana em baixa com temor de novas tarifas comerciais

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As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis elevações de tarifas comerciais levaram o mercado financeiro global a uma onda de instabilidade nesta sexta-feira (7). No Brasil, o dólar, que operava em queda, voltou a subir e fechou a R$ 5,793, enquanto a bolsa de valores ampliou suas perdas e registrou o primeiro recuo semanal de 2025.

A moeda norte-americana chegou a cair para R$ 5,74 ao longo do dia, mas disparou após uma reportagem da agência Reuters indicar que Trump pretende adotar tarifas recíprocas sobre produtos importados. No fim da tarde, a cotação ganhou novo impulso quando o presidente reafirmou a intenção ao lado do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, em um evento na Casa Branca.

No mercado de ações, o Ibovespa encerrou em queda de 1,24%, aos 124.619 pontos, após operar estável no início da sessão. No acumulado da semana, o índice caiu 1,2%, refletindo a preocupação dos investidores com possíveis impactos da política protecionista dos EUA.

A adoção de tarifas comerciais recíprocas pode pressionar a inflação nos Estados Unidos, o que aumenta a chance de uma alta nos juros pelo Federal Reserve. Esse cenário tende a fortalecer o dólar globalmente e provocar a fuga de capital de mercados emergentes, como o Brasil.

Com informações da Reuters

Indústria de transformação cresce 5,6% em 2024 e registra melhor desempenho desde 2010

Setor se beneficia de demanda aquecida e crescimento do crédito, apesar da queda em dezembro

O faturamento real da indústria de transformação avançou 5,6% em 2024, na comparação com o ano anterior, segundo os Indicadores Industriais divulgados nesta sexta-feira (7) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado representa a maior alta desde 2010, apesar da retração de 1,3% registrada entre novembro e dezembro.

De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o setor teve um ano positivo, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido, expansão fiscal e maior oferta de crédito. “A combinação desses fatores sustentou o consumo e o investimento, refletindo diretamente no faturamento”, afirmou.

O bom desempenho também se refletiu no número de horas trabalhadas na produção, que aumentou 4,2% em relação a 2023. No entanto, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou 0,8 ponto percentual em dezembro, encerrando o ano em 78,2%.

Emprego industrial cresce, mas rendimento cai

O mercado de trabalho industrial registrou estabilidade em dezembro, mas fechou 2024 com alta de 2,2% no número de postos de trabalho. A massa salarial e o rendimento médio, por outro lado, caíram 0,5% no último mês do ano, apesar de acumularem avanços de 3% e 0,8%, respectivamente, no período anual.

Os Indicadores Industriais, elaborados desde 1992, analisam mensalmente a atividade da indústria de transformação no Brasil, abrangendo mais de 90% do produto industrial nacional.

Superávit da balança comercial cai 65,1% em janeiro com aumento das importações

Redução nos preços das commodities e entressafra agrícola impactaram as exportações, enquanto importações atingiram volume recorde para o mês

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O aumento das importações e a queda das exportações fizeram o superávit da balança comercial cair em janeiro. No primeiro mês do ano, o país exportou US$ 2,164 bilhões a mais do que importou, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Serviços (Mdic).

O resultado é o mais baixo para meses de janeiro desde 2022, quando a balança comercial tinha registrado déficit de US$ 59,1 milhões. Em relação a janeiro de 2024, o superávit caiu 65,1%.

Em janeiro, o país exportou US$ 25,18 bilhões, queda de 5,7% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado e o segundo melhor janeiro da série histórica, só perdendo para 2024. As importações somaram US$ 23,016 bilhões, alta de 12,2% na mesma comparação e atingindo volume recorde para o mês.

Do lado das exportações, a redução no preço internacional da soja, do milho, do ferro, do petróleo e do açúcar foram os principais fatores que provocaram a queda no valor vendido. Paralelamente, a entressafra de milho e de soja piorou a situação. As vendas de alguns produtos, como café e celulose, subiram no mês passado, compensando a diminuição de preço dos demais produtos.

Do lado das importações, as aquisições de motores, máquinas, compostos orgânicos, componentes de veículos, adubos e fertilizantes químicos subiram. A maior alta ocorreu com as máquinas e motores, cujo valor comprado aumentou 56,7% em janeiro na comparação com janeiro do ano passado.

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas caiu 0,9%, puxado pela entressafra de diversos produtos e pela redução do preço do minério de ferro por causa da oscilação da demanda na China. Os preços caíram 5,2% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada subiu 19,5%, mas os preços médios recuaram 6,1%, indicando o aumento das compras externas decorrentes da recuperação da economia.

Setores

No setor agropecuário, a queda na quantidade pesou mais na redução das exportações. O volume de mercadorias embarcadas caiu 6,7% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2024, enquanto o preço médio caiu 4%. Na indústria de transformação, a quantidade caiu 2,7%, com o preço médio subindo 2,5%, refletindo a crise econômica na Argentina, o maior comprador de bens industrializados do Brasil. Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 6,1%, enquanto os preços médios recuaram 18,3%.

Estimativa

Em janeiro, o Mdic divulgou estimativas para a balança comercial do ano. A pasta prevê que o Brasil terá superávit entre US$ 60 bilhões e US$ 80 bilhões em 2025, com as exportações ficando entre US$ 320 bilhões e US$ 360 bilhões, e as importações entre US$ 260 bilhões e US$ 280 bilhões. Tradicionalmente, a pasta divulgava as projeções para o ano a partir de abril, com revisões em julho e em outubro.

O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit comercial de US$ 75,7 bilhões neste ano. Em 2024, a balança comercial registrou superávit de US$ 74,176 bilhões, com as exportações somando US$ 337,046 bilhões e as importações atingindo US$ 262,869 bilhões, segundo os dados revisados pelo Mdic.

Fonte: Agência Brasil