Radio Evangélica

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Boletos bancários ganham inovação com pagamento via Pix

A partir desta segunda-feira (3), boletos poderão ser quitados com QR Code, trazendo mais rapidez e segurança

A partir desta segunda-feira (3), os boletos bancários poderão ser pagos não apenas por meio de código de barras, mas também por outros instrumentos, como o Pix. A mudança ocorre com a entrada em vigor da resolução aprovada pelo Banco Central (BC) em dezembro, que busca modernizar esse meio de pagamento amplamente utilizado no Brasil.

Agora, os boletos poderão conter um código QR específico para o pagamento via Pix, permitindo que o usuário simplesmente aponte o celular e conclua a transação. Uma das principais vantagens da novidade é a compensação instantânea da operação, eliminando a necessidade de aguardar dias para a confirmação do pagamento, como ocorre atualmente com alguns boletos.

Outra novidade estabelecida na resolução é a criação do boleto dinâmico, que permitirá a transferência de titularidade do documento quando a dívida for comercializada. No entanto, essa medida ainda depende de instrução normativa do BC para entrar em vigor. A ferramenta foi projetada para aumentar a segurança em pagamentos de dívidas representadas por certos tipos de títulos, como a duplicata escritural prevista na Lei nº 13.775, de 20 de dezembro de 2018.

De acordo com o Banco Central, o boleto dinâmico será vinculado a títulos emitidos digitalmente em sistemas autorizados pelo órgão, garantindo a correta destinação dos pagamentos. A solução trará mais segurança tanto para o pagador quanto para o credor, assegurando que os recursos sejam transferidos ao detentor legítimo do direito financeiro.

O BC destacou que a inovação representa um avanço significativo para modernizar o sistema financeiro e fortalecer a segurança na negociação de títulos essenciais ao fomento de empresas, especialmente as de pequeno e médio porte. "Em relação às duplicatas escriturais, a segurança se estende tanto ao sacado, devedor da dívida, que, utilizando o mesmo boleto apresentado por meio físico ou eletrônico, poderá cumprir sua obrigação de pagamento ao legítimo credor, quanto ao financiador que adquiriu o título, que não precisará realizar trocas de instrumentos de pagamento para garantir o recebimento dos recursos", explicou o órgão em nota.

Como os sistemas digitais necessários para suporte a esses títulos ainda estão em fase de implementação, a previsão é que o boleto dinâmico seja adotado em até seis meses após a aprovação de ao menos um desses sistemas.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Hugo Motta é eleito presidente da Câmara dos Deputados

Apoiado por ampla bancada partidária, deputado teve 444 votos

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito neste sábado (1º), em primeiro turno, para o cargo de presidente da Câmara dos Deputados, com 444 votos dos 513 deputados. Aos 35 anos, ele será o mais jovem presidente da Casa desde a redemocratização do país, mas carrega uma experiência de quatro mandatos consecutivos como deputado federal pela Paraíba.

Franco favorito na disputa, apoiado por 17 dos 20 partidos com assento na Câmara, Motta precisava de pelo menos a maioria absoluta de apoios (257 votos) para vencer em turno único, mas foi além e liquidou a fatura com amplo apoio entre os pares, de praticamente todo o espectro partidário.

A votação não superou a obtida por Arthur Lira (PP-AL) em fevereiro de 2023, quando ele foi reeleito com o voto uma votação recorde de 464 deputados.

Os dois concorrentes na disputa, Marcel van Hattem (Novo-RS) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) obtiveram 31 e 22 votos, respectivamente. Houve o registro de dois votos em branco.

Após ter o resultado proclamado, Motta foi chamado à mesa para assinar o termo de posse e assumir a cadeira ocupada por Lira. O bloco que elegeu Motta reúne o PT, partido que dirige o governo federal, e o PL, principal legenda de oposição. Os demais integrantes são PCdoB, PV, União, PP, Republicanos, PSD, MDB, PDT, PSDB, Cidadania, PSB, Podemos, Avante, Solidariedade e PRD. Juntos, eles representam 494 dos 513 deputados federais.

O mandato de Hugo Motta vai até fevereiro de 2027, quando haverá eleição para a mesa diretora de uma nova legislatura. Além de ser o principal representante da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa Legislativa é quem define a pauta de votações do plenário e supervisiona os trabalhos da instituição, incluindo as diversas comissões temáticas. O presidente da Câmara é o segundo na linha sucessória de presidente da República, após o vice-presidente, e integra o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional.

Nascido em 11 de setembro de 1989, em João Pessoa (PB), Hugo Motta é médico e oriundo de uma família com atuação na política na Paraíba. Em 2010, foi eleito o deputado federal mais jovem do Brasil, na época, com 21 anos. De perfil conciliador, Motta é conhecido por ter bom trânsito político tanto tanto em setores de esquerda quanto na direita, bem como no segmento empresarial. Ela herda a influência política do grupo até então liderado por Arthur Lira.

Em nota, o presidente da Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Motta pela eleição. "Estou certo de que avançaremos ainda mais nessa parceria exitosa entre Executivo e Legislativo, para a construção de um Brasil cada vez mais desenvolvido e mais justo, com responsabilidade fiscal, social e ambiental", destacou Lula.

Senado

Mais cedo, o Senado Federal também realizou a eleição para a a presidência, com vitória por ampla maioria do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que volta ao cargo após quatro anos, e para a nova mesa diretora da instituição pelos próximos dois anos.     

Fonte: Agência Brasil

Trump anuncia ataque de precisão contra líderes do Isis na Somália

Presidente dos EUA afirma que operação eliminou terroristas sem ferir civis

PixaBay
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a realização de um ataque de precisão contra líderes do grupo terrorista Estado Islâmico (Isis) na Somália. A ação, segundo ele, teve como alvo militantes que representavam uma ameaça direta aos EUA e seus aliados.

"Estes assassinos, que encontrámos escondidos em grutas, ameaçaram os Estados Unidos e os nossos aliados. Os ataques destruíram as cavernas onde vivem e mataram muitos terroristas sem, de forma alguma, ferir civis", escreveu Trump nas redes sociais.

Além de destacar o sucesso da operação, Trump criticou o ex-presidente Joe Biden, acusando-o de não ter agido com rapidez suficiente no combate ao Isis. "As nossas forças armadas há anos que têm como alvo este membro do Isis, mas Biden e os seus amigos não agiram com a rapidez necessária para realizar o trabalho. Eu agi! A mensagem para o Isis e para todos os outros que querem atacar os americanos é: 'Vamos encontrar-vos e vamos matar-vos!'", afirmou.

Segundo informações preliminares divulgadas por veículos de comunicação locais, os ataques aéreos atingiram seis áreas nas montanhas de Al-Miskaad, incluindo as zonas de Qurac, Buqo, Wangable e Dhasaan.

A presença do Isis na Somália

O Estado Islâmico - Província da Somália é uma ramificação do grupo jihadista que opera principalmente na região montanhosa de Puntland. Surgido em 2015 a partir de uma dissidência do Al-Shabaab, chegou a capturar temporariamente o porto de Qandala em 2016.

Liderado pelo xeque Abdul Qadir Mumin, o grupo conta com uma força estimada entre 500 e 700 combatentes, incluindo estrangeiros, especialmente etíopes. Apesar de sua atuação na Somália, o Isis enfrenta forte rivalidade do Al-Shabaab, que o vê como uma ameaça à sua influência na região.

A operação anunciada por Trump reforça o compromisso dos EUA em desmantelar células terroristas e impedir novos ataques contra alvos americanos e aliados.

Fonte: Euronews Português

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Dólar cai pela 10ª vez seguida e fecha em R$ 5,83

Bolsa recua 0,61%, mas tem primeira alta mensal desde agosto

Na contramão do mercado internacional, o mercado financeiro teve um dia de alívio nesta sexta-feira (31). O dólar caiu pela 10ª vez seguida e fechou no menor valor em mais de dois meses. A bolsa de valores recuou após a forte alta de quinta-feira (30), mas teve a primeira alta mensal desde agosto.

O dólar comercial encerrou esta sexta vendido a R$ 5,837, com queda de R$ 0,015 (-0,25%). A cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,87 na primeira hora de negociação, mas passou a cair após a abertura do mercado norte-americano. Na mínima do dia, por volta das 11h, a moeda norte-americana atingiu R$ 5,81.

A divisa está no menor nível desde 26 de novembro do ano passado. Com queda de 1,37% na semana, o dólar fechou janeiro com uma queda de 5,54%. Esse foi o maior recuo mensal desde junho de 2023, quando caiu 5,60%.

O mercado de ações teve um dia de realização de lucros. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 126.135 pontos, com queda de 0,61%. O indicador foi influenciado por ações de mineradoras e de bancos, com investidores vendendo papéis para embolsarem os ganhos da quinta-feira. Apesar do recuo nesta sexta, a bolsa de valores subiu 3,1% na semana e 4,95% em janeiro.

O dólar caiu apesar da confirmação pelo novo presidente norte-americano, Donald Trump, de que imporá tarifas de 25% aos produtos do México e do Canadá e de 10% aos produtos da China a partir deste sábado (1º). Embora a moeda norte-americana tenha ensaiado uma subida durante a tarde, a cotação voltou a cair na hora final de negociação e terminou em baixa.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Brasil assume liderança global em juros reais após corte na Argentina

País supera Rússia e Argentina no ranking mundial e reflete impacto da política monetária no cenário econômico

O Brasil passou a liderar o ranking de países com os maiores juros reais do mundo após o Banco Central da Argentina reduzir sua taxa básica. De acordo com um relatório do MoneYou publicado nesta sexta-feira (31), a decisão argentina de cortar os juros de 32% para 29% resultou em uma queda da taxa real para 6,14%, posicionando o país na terceira colocação.

Com essa mudança, o Brasil agora ocupa o primeiro lugar, registrando juros reais de 9,18%, seguido pela Rússia, com 8,91%. O patamar brasileiro reflete a recente elevação da Selic em 1 ponto percentual, alcançando 13,25%, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na última quarta-feira (29).

Os juros reais correspondem à taxa de juros nominal descontada da inflação, sendo um indicador mais preciso sobre o impacto da política monetária na economia. O cálculo considera a inflação projetada para os próximos 12 meses e os juros futuros estimados pelo mercado, uma vez que essas variáveis influenciam diretamente o ritmo econômico e as decisões do Banco Central sobre a Selic.

Para o Brasil, a metodologia utilizada no relatório baseia-se na inflação prevista para os próximos 12 meses, estimada em 5,5% pelo Boletim Focus. Além disso, considera a taxa de juros DI negociada no mercado para vencimentos em janeiro de 2026, refletindo as expectativas futuras para a economia do país.

A liderança do Brasil no ranking de juros reais reforça a posição conservadora do Banco Central diante da inflação, mas também gera preocupações sobre os impactos no crescimento econômico e na concessão de crédito.

Fonte: CNN Brasil

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Argentina registra superávit orçamentário pela primeira vez em mais de uma década

Presidente Javier Milei celebra resultado como marco de austeridade em meio a desafios econômicos

REUTERS/Agustin Marcarian
A Argentina alcançou, em 2024, seu primeiro superávit orçamentário em mais de uma década, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia. O superávit de 1,76 trilhão de pesos, correspondente a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), representa uma vitória significativa para o presidente libertário Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023 com uma plataforma de rigor fiscal.

Além disso, o saldo fiscal primário — que exclui os pagamentos da dívida pública — foi superavitário em 10,41 trilhões de pesos, equivalente a 1,8% do PIB. "O déficit zero é uma realidade. As promessas estão sendo cumpridas", declarou Milei em suas redes sociais.

Desde o início de seu mandato, o presidente tem implementado cortes nos gastos públicos como medida para conter a inflação, que chegou a alcançar um pico de quase 300% ao ano em abril de 2023. Em nota, o Ministério da Economia garantiu que a âncora fiscal do governo será mantida pelo menos até 2025.

Apesar do saldo positivo no ano, os números de dezembro mostraram déficits tanto no saldo fiscal primário quanto no financeiro, atribuídos a fatores sazonais. O ministro da Economia, Luis Caputo, explicou que o último mês do ano é tradicionalmente marcado por maiores despesas públicas, o que resultou em um déficit primário de 1,30 trilhão de pesos e um déficit financeiro de 1,56 trilhão de pesos.

Com esses resultados, o governo Milei consolida avanços em direção à estabilidade fiscal, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

Fonte: Reuters

Banco Central anuncia primeira intervenção no câmbio em 2025

Autoridade monetária venderá US$ 2 bi com compromisso de recompra

Raffa Neddermeyer/Agência Brasil
Após quase três semanas sem atuar no câmbio, o Banco Central (BC) anunciou, no início da noite desta sexta-feira (17), a primeira intervenção cambial em 2025. Na próxima segunda-feira (20), a autoridade monetária venderá até US$ 2 bilhões das reservas internacionais em leilões de linha, quando assume o compromisso de recomprar o dinheiro daqui a alguns meses.

Estão previstos dois leilões de até US$ 1 bilhão cada. O dinheiro do primeiro leilão retornará às reservas internacionais em 4 de novembro; e o do segundo leilão, em 2 de dezembro.

A última intervenção do BC no câmbio havia ocorrido em 30 de dezembro, quando a autoridade monetária vendeu US$ 1,815 bilhão das reservas internacionais à vista. Nessa modalidade, a venda é definitiva, e o dinheiro não volta às reservas.

O último leilão de linha (com compromisso de recompra) foi realizado em 20 de dezembro, quando a autoridade monetária vendeu US$ 2 bilhões. Em dezembro, o BC vendeu US$ 32,59 bilhões das reservas externas, o maior volume mensal de intervenções cambiais desde a criação do regime de metas de inflação, em 1999.

Nesta sexta-feira, o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 6,066, com alta de R$ 0,012 (+0,2%). A cotação oscilou bastante durante o dia, chegando a R$ 6,08 por volta das 11h e caindo para R$ 6,03 por volta das 13h, antes de passar a subir durante a tarde e fechar em leve alta.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Ibovespa dispara com cenário favorável e fecha em alta de 2,81%

Otimismo global e valorização do petróleo impulsionam o mercado brasileiro

Divulgação B3
O Ibovespa teve um dia de forte recuperação nesta quarta-feira (15), fechando o pregão com alta expressiva de 2,81%, aos 122.650 pontos. O principal índice da bolsa brasileira foi beneficiado por dados econômicos que criaram um ambiente mais favorável para a tomada de risco por parte dos investidores.

Dois fatores principais contribuíram para o desempenho do índice: a divulgação de números mais fracos do setor de serviços no Brasil, indicando um possível alívio nas pressões inflacionárias, e dados sobre a inflação nos Estados Unidos que vieram dentro das expectativas, reforçando a perspectiva de que o Federal Reserve pode adotar uma postura menos agressiva em sua política monetária.

Destaques no Ibovespa

As ações de bancos foram os grandes destaques da sessão, com ganhos generalizados no setor financeiro. As units do BTG Pactual apresentaram uma valorização expressiva, liderando os ganhos do dia.

A Vale também teve um desempenho positivo, subindo 1,45% e marcando o segundo dia consecutivo de alta. Já a Petrobras acompanhou o movimento de alta no preço do petróleo, que disparou e superou a marca dos US$ 80 por barril. Os papéis preferenciais (PN) da estatal subiram 1,28%, enquanto os ordinários (ON) avançaram 1,31%.

Apesar da disparada do índice, analistas destacam que o volume financeiro do Ibovespa ficou aquém do esperado, especialmente em um dia marcado pelo vencimento de opções, que costuma aumentar o giro do mercado. O índice movimentou R$ 19,2 bilhões, pouco acima dos R$ 15 bilhões registrados na véspera. Já na B3, o total negociado foi de R$ 70,2 bilhões.

Dólar encerra em queda

No mercado de câmbio, o dólar à vista recuou 0,36%, encerrando o dia cotado a R$ 6,0241. Este foi o menor patamar desde 12 de dezembro, quando o Banco Central realizou sua primeira intervenção no mercado à vista.

A desvalorização da moeda americana foi impulsionada por dados mais fracos do núcleo de inflação nos Estados Unidos, que trouxeram alívio ao mercado global. Embora o índice de preços ao consumidor (CPI) tenha superado as expectativas, o núcleo, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, apresentou números abaixo do esperado.

Essa combinação de fatores resultou em um enfraquecimento do dólar em relação a várias moedas globais, especialmente aquelas ligadas a commodities, como o real brasileiro. O petróleo, por sua vez, registrou alta superior a 2%, o que também contribuiu para a valorização do real.

Bolsas internacionais em alta

Os mercados acionários de Nova York e Europa acompanharam o otimismo global, fechando o dia em alta firme. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 1,65%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq tiveram ganhos de 1,83% e 2,45%, respectivamente.

O bom humor foi reforçado pelos resultados corporativos de grandes bancos americanos, que surpreenderam positivamente, e pelos dados de inflação que indicaram uma possível desaceleração no aperto monetário do Federal Reserve.

Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 1,43%, com os bancos liderando os ganhos. Ações como as do Barclays e do Société Générale tiveram altas expressivas, impulsionadas tanto pelos dados de inflação nos EUA quanto pelos resultados financeiros positivos de instituições americanas.

Perspectivas e cautela no mercado

Embora o dia tenha sido de alta expressiva no Ibovespa, especialistas alertam para a necessidade de cautela. Apesar dos sinais positivos no cenário internacional, o volume financeiro abaixo do esperado pode indicar que o movimento de alta foi mais pontual do que estrutural.

Além disso, investidores seguem atentos aos desdobramentos da temporada de balanços corporativos e à política monetária, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Fonte: Bora Investir

Venezuela planeja realizar nove eleições em 2025

Calendário eleitoral enfrenta críticas da oposição, que denuncia fraude no último pleito presidencial.

Federico PARRA
A Venezuela anunciou planos para organizar nove eleições em 2025, entre elas a do Parlamento e um referendo sobre uma reforma constitucional, em meio às acusações de fraude da oposição contra a vitória do presidente Nicolás Maduro nas eleições presidenciais de julho de 2024. A informação foi divulgada pela AFP.

O Parlamento, dominado pelo governo chavista, convocou todos os partidos políticos a apresentarem propostas de cronograma ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), instituição frequentemente acusada pela oposição de servir aos interesses do governo de Maduro.

Declarações Oficiais

"Somente para os cargos de eleição popular, o Conselho Nacional Eleitoral deve organizar e convocar três eleições [...] todas elas este ano", afirmou Jorge Rodríguez, chefe da Assembleia Nacional e figura de destaque do chavismo.

Entre as consultas previstas, estão votações sobre projetos comunais, uma iniciativa promovida por Maduro, além de discussões sobre a reforma constitucional, cuja proposta ainda não foi detalhada.

Acusações da Oposição

A oposição, liderada por María Corina Machado, acusa Maduro de ter "roubado" as eleições de 28 de julho, alegando que seu candidato, Edmundo González Urrutia, teria vencido com mais de 70% dos votos. A oposição apresentou cópias das atas eleitorais para sustentar a denúncia.

No entanto, o CNE proclamou Maduro vencedor com 52% dos votos, sem divulgar a contagem detalhada, contrariando as exigências legais de transparência.

Renovação e Expansão Eleitoral

O calendário eleitoral para 2025 prevê não apenas a renovação do Parlamento, mas também eleições para prefeitos, governadores e legisladores municipais e regionais, cargos atualmente dominados pelo chavismo.

Além disso, será realizada, segundo o governo, a eleição do primeiro governador da Guiana Essequiba, território administrado pela vizinha Guiana e reivindicado pela Venezuela.

Propostas e Polêmicas

Jorge Rodríguez enfatizou que caberá ao CNE analisar as propostas para decidir o formato das eleições. "Fazemos todas as eleições juntas? Fazemos separadas? Quais são os parâmetros legais e requisitos?", questionou o dirigente.

Paralelamente, o chavismo tem promovido medidas que aumentam as tensões políticas, incluindo leis que preveem penas de até 30 anos de prisão por crimes "políticos", inelegibilidade perpétua para cargos públicos e julgamentos à revelia.

A comunidade internacional e a oposição venezuelana acompanham o cenário com atenção, enquanto cresce a expectativa em torno das definições do calendário eleitoral.

Setor de serviços registra queda em novembro de 2024

Volume de serviços recua 0,9% em relação a outubro

Desempenho do Setor em Novembro de 2024

Tânia Rêgo/Agência Brasil
O volume de serviços no Brasil apresentou retração de 0,9% em novembro de 2024 frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Mesmo com o recuo, o setor mantém-se 16,9% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, período pré-pandemia. No entanto, o resultado coloca o setor 0,9% abaixo de outubro de 2024, que marcou o pico histórico da série.

Em comparação a novembro de 2023, na série sem ajuste sazonal, houve um avanço de 2,9%, marcando o oitavo resultado positivo consecutivo. No acumulado do ano, o setor registra crescimento de 3,2%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses apresenta alta de 2,9%, atingindo o maior patamar desde novembro de 2023 (3,5%).

Desempenho por Atividades

O desempenho do setor foi heterogêneo entre as atividades de divulgação:

  • Serviços de Informação e Comunicação: Registraram crescimento de 1,0% em novembro, impulsionados pelo aumento na receita de telecomunicações, desenvolvimento de softwares e consultoria em tecnologia da informação.
  • Serviços Prestados às Famílias: Apresentaram alta de 1,7%, com destaque para restaurantes, hotéis e espetáculos culturais, acumulando crescimento de 6,7% de maio a novembro de 2024.
  • Transportes, Serviços Auxiliares aos Transportes e Correios: Sofreram queda de 2,7%, com retração em transporte aéreo (-13,7%) e rodoviário de cargas (-5,5%).
  • Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares: Caíram 2,6%, pressionados pela menor receita em atividades de apoio às empresas e intermediação de negócios.
  • Outros Serviços: Tiveram crescimento de 1,8%, embora com desempenho misto entre os segmentos.

Atividades Turísticas em Declínio

O índice de atividades turísticas registrou queda de 1,8% em novembro, devolvendo parte do avanço acumulado nos meses de setembro e outubro (5,5%). Apesar disso, o segmento está 11,1% acima do patamar pré-pandemia.

Entre os estados, São Paulo (-2,6%), Paraná (-2,3%) e Ceará (-3,7%) lideraram as retrações no turismo. Em contrapartida, Rio Grande do Sul (6,6%), Rio de Janeiro (0,8%) e Goiás (3,5%) apresentaram resultados positivos.

No acumulado do ano, o volume de atividades turísticas cresceu 2,9%, com destaque para São Paulo (2,9%), Rio de Janeiro (5,9%) e Bahia (7,9%).

Impacto Regional

A queda no volume de serviços foi registrada em 18 das 27 unidades da federação, destacando-se as retrações em São Paulo (-0,9%), Paraná (-2,9%) e Pernambuco (-3,7%). Por outro lado, Minas Gerais (0,9%) e Alagoas (4,2%) apresentaram os principais avanços.

Na comparação anual, 22 estados registraram crescimento, com destaque para São Paulo (4,0%), Rio de Janeiro (2,8%) e Santa Catarina (7,6%). Entre os que apresentaram retrações, Rio Grande do Sul (-6,6%) e Mato Grosso (-11,9%) foram os mais impactados.

Análise do Acumulado do Ano

No acumulado de janeiro a novembro, o setor de serviços registra alta de 3,2%. Os principais destaques positivos são:

  • Informação e Comunicação: Crescimento de 6,4%, impulsionado por telecomunicações e desenvolvimento de softwares.
  • Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares: Alta de 6,7%, com contribuições de agenciamento de publicidade e atividades jurídicas.
  • Serviços Prestados às Famílias: Avanço de 4,7%, liderado por restaurantes e espetáculos culturais.

Já o segmento de transportes apresentou queda de 1,0%, pressionado pelo desempenho negativo no transporte rodoviário de cargas e atividades portuárias.

Expectativas e Desafios

Embora o setor de serviços mantenha níveis superiores ao período pré-pandemia, a desaceleração em novembro de 2024 acende um alerta para a recuperação sustentável. Fatores como aumento da demanda em serviços de tecnologia e o crescimento no turismo ainda trazem otimismo, mas os desafios permanecem em segmentos como transportes e serviços profissionais.


Fonte: IBGE