Radio Evangélica

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Encontro de líderes muçulmanos mostra que América Latina é prioridade

Reunião realizada na Turquia tratou do expansionismo islâmico para o continente
Pouco divulgado no Brasil, ocorreu na última semana na Turquia o primeiro encontro de líderes muçulmanos da América Latina. O tema foi “Construindo as nossas tradições e do nosso futuro”, e teve como promotor o Gabinete para Assuntos Religiosos do Presidente, chamado de Diyantet.
A reunião teve a participação de 76 líderes muçulmanos de 40 países, sob a direção de Mehmet Görmez, chefe do Diyantet. Entre os participantes havia emissários de Brasil, Venezuela, Argentina, Chile, México, Suriname, Uruguai, Paraguai, Nicarágua, Panamá, Colômbia, Bolívia, República Dominicana, Guiana, Peru, Colômbia, Cuba, Equador, Jamaica e Haiti.
Único continente do mundo que não tem um número expressivo de muçulmanos, a América Latina parece ser o “alvo” do expansionismo islâmico para os próximos anos. “Nós estamos aqui reunidos para discutir questões que dizem respeito aos muçulmanos em países da América Latina, seus cultos religiosos e as oportunidades de cooperação”, disse o Dr. Görmez.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, fez um pronunciamento no último sábado, afirmando que “A América não foi descoberta por Cristóvão Colombo em 1492, mas sim por “navegadores muçulmanos” três séculos antes”. Além de querer mudar o passado, o presidente também parece querer mudar o futuro do continente, oferecendo-se para patrocinar a construção de mesquitas.
O encontro de líderes islâmicos latino-americanos abordou formas de cooperação mútua e como o governo turco poderá ajudar os muçulmanos da América Latina em suas atividades. Um dos principais aspectos levantados por Görmez é que ainda não há islamofobia na América Latina e por isso a resistência ao Islã é menor.
Durante a reunião, outro tema que mereceu atenção foi a falta de imãs fluentes em espanhol e português. A maior concentração de muçulmanos na América do Sul está no Caribe, com cerca de 4,5 milhões de seguidores.
Segundo Mazen Mokhtar, presidente para as Américas da Associação Muçulmana, existe uma “alta taxa” de conversão ao Islã no continente. Embora não tenham divulgado números que comprovem essa afirmação.
O número de muçulmanos no Brasil cresceu 29.1% entre 2000 e 2010, segundo o IBGE. Número bem maior que o crescimento médio da população, que foi de 12.3%.
Embora não existem registros oficiais, estima-se que eles possam chegar a meio milhão de seguidores. Os estados com maior concentração seriam São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em muitos deles, existem grandes comunidades de imigrantes árabes. Só na capital paulista há cerca de 10 mesquitas, incluindo A Mesquita Brasil, a primeira mesquita construída na América Latina.

 

Por que na Turquia?

Embora nem todo árabe seja muçulmano, durante séculos o chamado Mundo Árabe reuniu a maior parte dos seguidores de Maomé do planeta. O último grande império a levar a mensagem de submissão a Alá foi o Otomano, cuja sede ficava na atual Turquia.
Foi justamente a capital Istambul que hospedou o que está sendo chamado por especialistas em profecias bíblicas de “Confederação do Anticristo”. O sheik Yusuf al-Qaradawi, presidente da União Internacional de Sábios Muçulmanos, que representa o maior grupo de estudiosos muçulmanos em todo o mundo, anunciou: “Diferentemente de como era no passado, o califado dos dias de hoje deve ser estabelecido através de uma série de Estados, governados pela sharia [lei islâmica], e apoiado por autoridades e o povo na forma de uma federação ou confederação”. Com informações de Carribean Newse World Bulletin


Gospel Prime

sábado, 15 de novembro de 2014

CONSOLO, A TERAPIA DIVINA PARA A ALMA


A vida não é indolor. Aqui não desfilamos por passarelas cobertas de flores nem pisamos em tapetes aveludados. Caminhamos por desertos tórridos, vales escuros e estradas crivadas de espinhos. Temos pressões externas e temores internos. Choramos, sangramos e desmaiamos de angústia e dor. Nessas horas, precisamos do consolo que vem de Deus, do bálsamo que vem do céu, da terapia divina para a nossa alma.


Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Deputados acusam Vital de montar farsa na CPI da Petrobras



Um bate-boca marcou o fim do depoimento de Edmar Diniz de Figueiredo, gerente de contratos da Petrobras, à comissão parlamentar mista de inquérito que investiga as denúncias de corrupção na estatal. A oitiva seguia sem muitos avanços, na palavra do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), até que o senador Wellington Dias (PT-PI) alegou restrições regimentais para a continuidade dos trabalhos, uma vez que a ordem do dia no plenário do Senado havia começado. Depois de uma rápida discussão, o presidente Vital do Rêgo (PMDB-PB), que inicialmente acatou o argumento de Onyx, encerrou os trabalhos, sob gritos de protesto de membros da oposição.
Depois de encerrar as atividades da CPI, Vital deixou imediatamente o auditório de reuniões da comissão. Acompanhado pela imprensa no “túnel do tempo”, corredor que faz ligação das comissões com o plenário, o senador falava com repórteres enquanto se dirigia para participar da ordem do dia, reunindo dezenas de profissionais da notícia ao seu redor. Foi quando surgiram aos gritos, em seu encalço, o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), e os colegas Onyx e Carlos Sampaio (PSDB-SP), enfurecidos com a decisão de Vital – eles reclamaram do fato de a sessão ter sido encerrada com diversos requerimentos para depoimento na pauta.

Diante do avanço dos três deputados em sua direção, Vital, que havia parado para falar rapidamente às câmeras, reiniciou sua caminhada – deixando a atenção de repórteres e cinegrafistas para os oposicionistas. Os deputados acusaram os membros aliados na CPI de, sob ordem do governo, “enrolar” na condução do depoimento até o início da ordem do dia, para então alegar a imposição regimental.

“Na forma do artigo 107 (do regimento), parágrafo único, eu não posso coincidir reunião de comissão temporária especial ou de inquérito com a ordem do dia. A ordem do dia do Senado estava sendo iniciada, e tínhamos a obrigação de encerrar… (o depoimento)”, explicava Vital do Rêgo, interrompido pela chegada dos deputados, aos gritos.

“O senador Vital está assumindo a desmoralização do Congresso Nacional! Isso é uma desmoralização! Vocês têm que assumir essa vergonha! Esse acordo que foi anunciado é mentiroso!”, bradava Rubens Bueno, ao lado de Onyz e Sampaio. Ele se referiu ao acordo de procedimentos, que a oposição nega, que acabou por evitar a aprovação de uma série de convites ou convocações para que figuras do PT e do PSDB prestassem esclarecimentos sobre o esquema de corrupção. Entre os requerimentos estavam os que incluíam o ex-presidente Lula, a presidenta Dilma Rousseff, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Alvaro Dias (PSDB-PR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, entre outros, no rol de depoentes.

“Esta farsa está sendo montada e sendo presidida pelo senador! Isso é o que tem que ser dito para o povo brasileiro, (Vital) não pode fugir!, tem que responder isso! Esta farsa montada pelo senador Vital do Rêgo e pela base do governo do PT, com a participação do relator (Marco Maia, PT-RS), que fugiu da audiência! Essa é a grande verdade!”, vociferou o líder do PPS. O deputado petista informou à secretaria de comissões que estava em repouso devido a um acidente de moto.

“Estelionato eleitoral”
Ofegantemente, Rubens Bueno explicou que a “farsa” consistiu na convocação da oitiva, depois de a comissão ter atingido o quórum suficiente para funcionar, e depois na “embromação” até o início das votações em plenário. “Ao chamar a oitiva, o relator indicado ad hoc (Afonso Florence, PT-BA), do PT, ficou o tempo todo embromando, enrolando, até chegar a ordem do dia. Chega o líder do PT, senador Humberto Costa (PE) no plenário e diz que tem chamada nominal! Esta farsa, esta grande mentira anunciada como acordo nacional! Esta mentira do PT, um estelionato eleitoral e, agora, do Congresso Nacional”, vociferou o deputado.

O acordo a que os oposicionistas fazem menção consistiria, em uma primeira fase, na chamada ex-dirigentes para depoimentos – os primeiros seriam o ex-diretor da Área de Serviços da Petrobras Renato Duque e o presidente licenciado da Transpetro, principal subsidiária Sérgio Machado. Depois seria vez de políticos como a presidenta Dilma e o senador Aécio Neves, entre vários outros. Para Carlos Sampaio, que mais cedo acusou o PT de mentir sobre o acordo da semana passada, a conduta de Vital visou justamente impedir a aprovação desse tipo de requerimento.

“O grande temor é a convocação das pessoas que estão diretamente envolvidas (com o esquema de corrupção), e grande parte delas da base do governo. O que a gente percebe, claramente, é que não só não houve acordo, mas como eles manipularam – e, portanto, colocaram na vala comum – todos os partidos políticos. Os partidos de oposição denunciaram o esquema! O PT, o PP e o PMDB se beneficiaram desse mesmo esquema! É inadmissível a postura, hoje, do presidente Vital do Rêgo. Ele fez o jogo do governo, sabe-se lá por quais pretensões”, protestou Sampaio, também muito exaltado.

Convocações ameaçadas
Com a sessão encerrada, ficam sob risco de arquivamento diversos convites ou convocações para depoimentos. Instalada em maio, a CPI seria inicialmente encerrada no próximo dia 23 de novembro, e seus membros dependem da maioria governista para aprovar a prorrogação das atividades para 22 de dezembro. Na pauta desta terça (11) estava prevista a aprovação das convocações de Sérgio Machado e Renato Duque.

Os requerimentos foram movidos depois da divulgação de trechos dos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, tido como operador financeiro do esquema de desvio de recursos. Entre as acusações que ambos fizeram a políticos de PT e PSDB, entre outros, está a de que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Casa Civil, recebeu R$ 1 milhão do esquema para sua campanha ao Senado, em 2010, a pedido de seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT). Gleisi, como os demais citados nas delações, nega a denúncia.

Por outro lado, tucanos conseguiram evitar a convocação do empresário Leonardo Meirelles, apontado nas investigações como laranja do doleiro Alberto Youssef. Segundo Meirelles, em depoimento à Justiça Federal, parlamentares do PSDB também receberam dinheiro desviado da Petrobras. Em outra delação, Paulo Roberto Costa disse que o ex-presidente nacional do PSDB e ex-senador Sérgio Guerra (PE), morto em março, cobrou-lhe R$ 10 milhões para esvaziar uma CPI criada em 2009 também para investigar a Petrobras. Segundo o delator, o dinheiro seria usado na campanha tucana em 2010, quando Aécio foi eleito para o Senado – motivo que poderia ser alegado por petistas para incluí-lo entre os eventuais depoentes.

Mas, para Rubens Bueno, o próprio senador Aécio já se dispôs a comparecer a colegiado. Lorenzoni foi além e disse que a oposição já reúne assinaturas para a instalação de nova CPI da Petrobras para a próxima legislatura, já a partir de 1º de fevereiro, e que vão tentar aprovar os requerimentos pendentes na próxima terça-feira (18). Para o deputado gaúcho, os nomes que devem prestar depoimento são os que têm envolvimento direto no esquema.

“Não tem essa história de Lula, Dilma ou Aécio. Nós precisamos trazer aqueles que diretamente estavam sendo investigados. O governo não quer que investiguemos, porque sabe que (a denúncia) vai chegar ao Planalto. Quer jogar toda a conta do processo da Petrobras aqui para o Congresso. Essa é uma estratégia que o governo usa desde o mensalão”, declarou o deputado, acrescentando que as CPIs nunca haviam sido interrompidas por causa de votações na Câmara ou no Senado. “A tradição é que os membros da comissão se desloquem e a oitiva continue.

Congresso em foco
Vimos no blog: http://rembrandtcarvalho.blogspot.com.br

domingo, 9 de novembro de 2014

Príncipe Charles condena perseguição a minorias religiosas no Iraque e na Síria



O príncipe de Gales falou sobre a perseguição "horrível e devastadora" das minorias religiosas em todo o mundo. Ele particularmente citou os incidentes no Iraque e na Síria e a violência provocada por jihadistas islâmicos radicais



As declarações do príncipe sobre a liberdade religiosa foram divulgadas em uma mensagem de vídeo gravada para a organização Aid to the Church in Need, que lançou terça-feira (04) seu relatório Liberdade Religiosa no Mundo – 2014 (leia sobre o documento aqui).
Expondo o assunto na Câmara dos Lordes, o príncipe disse: "Os acontecimentos terríveis e de partir o coração no Iraque e na Síria trouxeram o tema da liberdade religiosa e da perseguição para os destaques do noticiário internacional. Aprendemos com o desespero da expulsão de cristãos, muçulmanos [moderados] eyazidis de vilas e cidades que seus antepassados ocuparam por séculos”.
"Infelizmente, os incidentes de violência nesses países não são isolados. Eles são encontrados em quase todo o Oriente Médio; em algumas nações africanas; e, em muitos países da Ásia”, continuou ele.
O príncipe tornou-se um dos nomes de maior relevância mundial a conscientizar sobre a perseguição aos cristãos. Em dezembro passado, ele realizou uma recepção na Clarence House, em resposta "à crescente difícil situação dos cristãos ameaçados pela perseguição no Oriente Médio".

Mantenha a Igreja viva no Iraque
A Portas Abertas tem trabalhado no Iraque desde 1994. E, hoje, o trabalho é ainda mais urgente e intenso. A Igreja iraquiana precisa de você para continuar viva e cumprir o seu papel. Fortaleça-a em oração e ajude, com sua doação. Mantenha a Igreja viva no Iraque!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Enquete sobre definição de família atrai quase 3 milhões de votos




Pesquisa não tem validade estatística, mas pode servir como argumento para possíveis discussões na Câmara
Desde fevereiro o site da Câmara dos Deputados está com uma enquete que atraiu quase 3 milhões de votos. A pesquisa quer saber dos brasileiros qual é a definição de família com a seguinte pergunta:
“Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?”
As respostas mudam a todo instante, principalmente quando pastores evangélicos, que pedem voto para o sim, e militantes do movimento LGBT, que pedem votos para o não, postam recados nas redes sociais convidando seus seguidores a responderem a pergunta.
Sempre, que algo sobre esta pesquisa é noticiado, o site da Câmara recebe milhares de acessos e sai do ar. Em uma das atualizações mais recentes era possível ver que 52,28% dos entrevistados consideravam a família como a união entre homem e mulher, 47,41% disseram que não e 0,31% responderam que não tinham opinião formada sobre o tema.
Apesar da grande movimentação dos militantes do movimento gay e dos evangélicos, a enquete não terá validade, independente do seu resultado, a não ser para ser usada como argumento diante de discussões futuras sobre o tema.
A enquete em questão foi postada no site por conta de um projeto do deputado Anderson Ferreira (PR-PE) que através do PL 6583/2013 cria o “Estatuto da Família”, instituindo a disciplina escolar “Educação para a família” e a celebração do Dia Nacional de Valorização da Família.
O projeto gerou polêmica entre os deputados e fez com que uma comissão especial fosse criada para analisar a proposta que foi apresentada há mais de um ano e ainda não foi votada.
Fonte: Gospel Prime