Radio Evangélica

terça-feira, 11 de março de 2025

Dólar cai para R$ 5,81 em dia de trégua com moedas emergentes

Bolsa recua 0,81%, acompanhando mercado norte-americano

PixaBay
Em um dia de recuperação de moedas de países emergentes, o dólar caiu e voltou a aproximar-se de R$ 5,80 nesta terça-feira (11). A bolsa de valores recuou pelo segundo dia seguido, acompanhando o mercado norte-americano.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,812, com queda de R$ 0,04 (-0,68%). A moeda operou em queda durante todo o dia, mas consolidou a tendência de baixa perto do fim da tarde, após o anúncio de que a Ucrânia aceitou uma proposta de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e a província canadense de Ontário suspender uma sobretaxa de 25% para a exportação de eletricidade aos Estados Unidos.

Na mínima do dia, por volta das 16h30, a divisa chegou a R$ 5,80. Com o desempenho desta terça, a moeda norte-americana acumula queda de 1,78% em março e de 5,95% em 2025.

O mercado de ações teve o segundo dia consecutivo de pessimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 123.507 pontos, com queda de 0,81%. O indicador seguiu as bolsas norte-americanas, que voltaram a cair nesta terça em meio aos temores de uma recessão nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones, das empresas industriais, caiu 1,13%. O S&P 500, das 500 maiores empresas, perdeu 0,76%. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, recuou 0,18%, após ter caído 4% ontem (10).

Sem notícias no cenário doméstico, o mercado financeiro foi influenciado principalmente pelo exterior. Além das notícias de acordo na Ucrânia e a reversão de medidas no Canadá, o mercado de câmbio foi dominado por investidores que aproveitaram a alta da moeda norte-americana de ontem para vender dólares.

 

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Para 2025, a Fiesp projeta crescimento de 1,3% para a produção industrial

Após três meses de queda, produção industrial estabiliza em janeiro, mas cenário econômico impõe desafios para o setor

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A produção industrial brasileira iniciou 2025 com estabilidade, após três meses consecutivos de queda, de acordo com dados ajustados sazonalmente. Entre os setores analisados, 18 dos 25 ramos pesquisados registraram crescimento em janeiro, com destaque para máquinas e equipamentos (+6,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (+3,0%). No entanto, a indústria extrativa sofreu uma retração de 2,4%, interrompendo dois meses de crescimento.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) projeta um crescimento de 1,3% para a produção industrial ao longo do ano, mas alerta para desafios decorrentes do aperto monetário, das condições financeiras mais restritivas e da redução do impulso fiscal.

Análise de desempenho

Apesar da estabilização no início do ano, o desempenho da indústria ficou abaixo das expectativas da Fiesp e do mercado, que projetavam um crescimento de 0,4% para janeiro. Em relação ao mesmo período de 2024, houve um aumento de 1,4%, impulsionado pela indústria de transformação (+1,0%), enquanto a indústria extrativa apresentou queda (-2,4%).

Na variação acumulada em 12 meses, a produção industrial cresceu 2,9%, abaixo dos 3,1% registrados em dezembro de 2024. Esse resultado reflete um crescimento mais moderado do setor.

Setores em destaque

O desempenho da indústria em janeiro foi impulsionado pelo crescimento de setores estratégicos, como:

  • Máquinas e equipamentos: +6,9%
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias: +3,0%
  • Borracha e material plástico: +3,7%
  • Artefatos de couro, artigos para viagem e calçados: +9,3%
  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: +4,8%

Por outro lado, algumas atividades apresentaram retração, com destaque para:

  • Indústria extrativa: -2,4%
  • Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: -1,1%
  • Celulose, papel e produtos de papel: -3,2%
  • Confecção de artigos do vestuário e acessórios: -4,7%

Cenário econômico e projeções

A Fiesp destaca que o cenário para 2025 apresenta desafios significativos para a indústria. A política monetária restritiva, com juros elevados, impacta diretamente o acesso ao crédito, tornando o financiamento mais caro e reduzindo investimentos no setor produtivo. Além disso, o menor impulso fiscal e a incerteza no cenário internacional, especialmente com a economia dos Estados Unidos, podem frear o ritmo de crescimento industrial no Brasil.

Mesmo diante desse contexto, a Fiesp prevê um crescimento de 1,3% para a produção industrial em 2025, abaixo dos 3,1% registrados no ano anterior. A entidade reforça que a recuperação do setor dependerá de um ambiente macroeconômico mais favorável, incluindo a possibilidade de flexibilização da política monetária e melhora nas condições de crédito para as indústrias.

Auxílio-doença para MEI: como funciona e como solicitar

PixaBay
O Microempreendedor Individual (MEI) tem direito ao Auxílio por Incapacidade Temporária, conhecido como auxílio-doença. Esse benefício é concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e visa garantir uma renda ao trabalhador que fica impossibilitado de exercer sua atividade por problemas de saúde. No entanto, para ter acesso ao auxílio, é necessário cumprir alguns requisitos.

Quem tem direito ao auxílio-doença?

Para que o MEI possa receber o benefício, ele precisa atender a três condições básicas:

  1. Qualidade de segurado: Estar em dia com as contribuições mensais ao INSS por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI);
  2. Carência: Ter realizado, no mínimo, 12 contribuições mensais antes da solicitação do benefício;
  3. Comprovação da incapacidade: Apresentar laudos e exames médicos que atestem a impossibilidade de exercer sua atividade por mais de 15 dias consecutivos.

Como solicitar o auxílio-doença?

O pedido do benefício pode ser feito de forma online, por meio do portal Meu INSS. O processo envolve as seguintes etapas:

  1. Acessar o portal Meu INSS e fazer login com a conta Gov.br;
  2. Selecionar a opção "Agendar Perícia" e preencher os dados solicitados;
  3. Comparecer à perícia médica na data agendada, levando os documentos pessoais e os laudos médicos que comprovem a incapacidade;
  4. Acompanhar o status do pedido pelo Meu INSS, pois o resultado será divulgado na plataforma.

Valor do benefício

O valor do auxílio-doença para MEI é calculado com base na média das contribuições feitas ao INSS. Em geral, como o MEI contribui sobre um salário mínimo, o benefício pago também é equivalente ao salário mínimo vigente.

Importância de manter as contribuições em dia

Para evitar dificuldades na concessão do benefício, é fundamental que o MEI mantenha seus pagamentos mensais em dia. A inadimplência pode levar à perda da qualidade de segurado e, consequentemente, ao bloqueio de auxílios previdenciários, como o auxílio-doença e a aposentadoria.

Para mais informações, acesse o portal gov.br.

Indústria nacional mantém estabilidade em janeiro

Produção industrial interrompe três meses de queda e apresenta crescimento no acumulado do ano

PixaBay
A produção industrial brasileira manteve-se estável em janeiro de 2025, com variação nula (0,0%) em relação a dezembro de 2024, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompe uma sequência de três meses de queda, período em que a indústria acumulou retração de 1,2%.

Na comparação com janeiro de 2024, o setor registrou crescimento de 1,4%, marcando o oitavo mês consecutivo de resultados positivos nessa base de comparação. No acumulado dos últimos doze meses, a indústria avançou 2,9%, embora tenha apresentado um ritmo de crescimento mais moderado.

Destaques setoriais

Entre as quatro grandes categorias econômicas, três registraram crescimento na passagem de dezembro de 2024 para janeiro de 2025. O setor de bens de capital teve o maior avanço, com alta de 4,5%, seguido por bens de consumo duráveis (4,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (3,1%). Em contrapartida, bens intermediários apresentaram queda de 1,4%.

Dentre os segmentos industriais, as maiores influências positivas vieram da produção de máquinas e equipamentos (6,9%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (3,0%). Outros setores que também se destacaram foram produtos de borracha e material plástico (3,7%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (9,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,8%).

Por outro lado, seis atividades registraram redução na produção, com destaque negativo para as indústrias extrativas (-2,4%), que interromperam dois meses consecutivos de crescimento. O setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,1%), celulose, papel e produtos de papel (-3,2%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,7%) também impactaram negativamente o índice geral.

Análise da média móvel trimestral

A média móvel trimestral da produção industrial apresentou variação negativa de 0,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, sinalizando um desaquecimento da atividade industrial. Os setores de bens intermediários (-0,5%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,5%) foram os principais responsáveis por esse resultado, enquanto bens de capital (0,1%) foi a única categoria com resultado positivo.

Crescimento anual

Na comparação com janeiro de 2024, o crescimento de 1,4% da indústria foi impulsionado por três das quatro grandes categorias econômicas e por 17 dos 25 ramos industriais pesquisados. Destaque para os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (13,4%), máquinas e equipamentos (14,1%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (11,9%).

Os segmentos que registraram queda na produção em relação ao mesmo período do ano passado incluem indústrias extrativas (-5,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,8%).

Perspectivas

O avanço da produção industrial em janeiro de 2025 reforça uma tendência positiva observada nos últimos meses, embora o crescimento ainda seja moderado. O desempenho do setor dependerá de fatores como a demanda interna, políticas econômicas e o cenário internacional, que pode influenciar diretamente as exportações e o custo dos insumos industriais.

A indústria segue em um momento de recuperação gradual, mas ainda enfrenta desafios que podem impactar seu crescimento ao longo do ano.

Receita Federal lança App MEI para facilitar a rotina dos Microempreendedores Individuais

Novo aplicativo oferece serviços centralizados, mais segurança e evita atrasos no cumprimento de obrigações fiscais

A Receita Federal anunciou, na última segunda-feira (10), o lançamento do App MEI, uma ferramenta desenvolvida para tornar a rotina dos Microempreendedores Individuais (MEI) mais prática e segura. O aplicativo reúne diversos serviços essenciais em um só lugar, permitindo que os usuários consultem débitos, emitam guias de pagamento e transmitam a Declaração Anual Simplificada (DASN-Simei), reduzindo burocracias e evitando multas por atrasos.

Entre as principais funcionalidades do App MEI estão:

  • Consulta da situação dos períodos de apuração;
  • Emissão do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) para pagamento mensal;
  • Verificação de débitos no SIMEI e acompanhamento de parcelas em atraso;
  • Consulta e transmissão da DASN-Simei;
  • Solicitação e acompanhamento de restituições de pagamentos duplicados;
  • Consulta de informações do CNPJ e do SIMEI;
  • Emissão do Comprovante CCMEI;
  • Acesso ao “Perguntas e Respostas MEI e Simei”.

Além dessas funcionalidades, o aplicativo envia notificações importantes, como lembretes sobre vencimentos e alertas contra fraudes. Para garantir o recebimento dessas mensagens, é necessário manter as notificações ativadas no celular.

O acesso ao App MEI é realizado por meio da autenticação na plataforma gov.br, proporcionando maior segurança aos usuários. O aplicativo já está disponível gratuitamente para download na Google Play e na App Store.

O Marquês de Aguiar: Fernando José de Portugal e Castro e sua Influência na Administração do Brasil Joanino

Este artigo analisa a trajetória de Fernando José de Portugal e Castro, o Marquês de Aguiar, destacando sua atuação política e administrativa durante o período joanino no Brasil (1808-1821). Como Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Brasil, ele desempenhou um papel fundamental na organização governamental e na modernização do território colonial após a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro. Serão abordadas suas principais medidas administrativas, suas relações políticas e seu impacto na transição do Brasil para um modelo de gestão mais autônomo.

Introdução

Com a chegada da corte portuguesa ao Brasil em 1808, um novo aparato administrativo foi implementado para adaptar a colônia à presença da monarquia. Entre os nomes de destaque estava Fernando José de Portugal e Castro, que assumiu importantes funções na administração joanina. Sua experiência anterior como vice-rei da Índia Portuguesa contribuiu para a sua capacidade de gestão e implementação de políticas no Brasil.

Contexto Político e Administrativo

Fernando José de Portugal e Castro foi nomeado Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Brasil em um período de grande transformação. Dentre suas principais ações, destacam-se:

  • A estruturação do sistema burocrático para gerir o Brasil como sede do império português;
  • O fortalecimento da administração pública com a criação de instituições que garantiam maior controle sobre a colônia;
  • O incentivo ao desenvolvimento econômico e político do Brasil, facilitando a abertura dos portos e a implementação de medidas modernizadoras.

Medidas Administrativas e Reformas

A gestão do Marquês de Aguiar contribuiu significativamente para a organização do Brasil enquanto território de gestão direta da Coroa. Algumas de suas medidas mais importantes incluem:

  • Abertura dos Portos (1808): Apoio à decisão de Dom João VI de permitir o comércio direto do Brasil com outras nações;
  • Criação de Novas Instituições: Expansão da estrutura administrativa e estabelecimento de novos órgãos governamentais no Brasil;
  • Reformas Militares e de Segurança: Fortalecimento das forças militares locais e organização de uma administração mais eficiente da justiça colonial.

Impacto e Legado

A atuação de Fernando José de Portugal e Castro foi fundamental para a preparação do Brasil rumo à sua futura independência. Sua gestão permitiu uma maior autonomia administrativa e econômica, que foi essencial para o fortalecimento da identidade brasileira. Além disso, suas reformas ajudaram a consolidar a presença portuguesa no Brasil até a Independência em 1822.

Conclusão

O Marquês de Aguiar foi uma figura essencial na administração do Brasil joanino. Seu papel na modernização da gestão política e econômica da colônia teve impactos duradouros, preparando o Brasil para a sua emancipação. Seu legado demonstra a importância da gestão eficiente e da política administrativa na transição de um território colonial para um país independente.

Referências Bibliográficas

ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O Trato dos Viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem: A Elite Política Imperial. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1980.

HOLANDA, Sergio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

LYRA, Maria de Lourdes Viana. A História da Corte no Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1995.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um Monarca nos Trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

SILVA, Alberto da Costa e. A História do Brasil Através de Seus Governantes. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2006.

segunda-feira, 10 de março de 2025

Dólar sobe a R$ 5,85 com temor de recessão nos EUA

Bolsa acompanha mercado externo e cai 0,41%

PixaBay
Num dia de turbulência no mercado global, o dólar teve forte alta e voltou a fechar acima de R$ 5,80 com temor de recessão nos Estados Unidos. A bolsa de valores acompanhou a movimentação global e caiu após três altas seguidas.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (10) vendido a R$ 5,852, com alta de R$ 0,061 (+1,06%). A cotação chegou a cair durante a manhã, chegando a R$ 5,77 na mínima do dia, por volta das 12h, mas inverteu a trajetória e passou a subir em reação a declarações do presidente Donald Trump.

Na máxima do dia, por volta das 16h10, chegou a R$ 5,87.

Apesar da alta desta segunda-feira, a moeda norte-americana cai 5,3% em 2025. Em março, a divisa registra queda de 1,08%.

Bolsa de Valores

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela instabilidade. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.519 pontos, com recuo de 0,41%.

Mesmo com a queda, a bolsa brasileira saiu-se melhor que as bolsas norte-americanas. Em Nova York, o índice Dow Jones, das empresas industriais, caiu 2,08%. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, perdeu 4%. O S&P 500, das 500 maiores empresas, recuou 2,7%.

Apesar de alguns fatores domésticos, o cenário global pesou mais.

O receio de que os Estados Unidos, a maior economia do planeta, entre em recessão intensificou-se após Donald Trump afirmar no domingo (9), em entrevista à televisão, que os Estados Unidos podem passar por um “período de transição” por causa de medidas como a imposição de tarifas comerciais e a falta de mão de obra decorrente da menor imigração.

Outro fator que prejudicou os países emergentes foi a divulgação de dados de deflação na China, provocada pelo menor consumo interno e pela estagnação do mercado de trabalho. Como o país asiático é o maior consumidor de bens primários do planeta, a notícia fez cair o preço das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional).

No Brasil, o mercado aumentou a previsão de inflação para este ano. O boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, elevou para 5,68% a estimativa de inflação para 2025.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Mercado financeiro projeta inflação de 5,68% em 2025

Boletim Focus manteve projeção de crescimento do PIB em 2,01%

Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
O mercado financeiro aumentou a projeção da inflação para este ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,68%, ante 5,65% na semana passada.

A pesquisa Focus é realizada com economistas do mercado financeiro e é divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o Focus projeta um índice inflacionário de 4,4%, o mesmo da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro prevê IPCA em 4% e para 2028, 3,75%.

No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%.

PIB

O boletim manteve a projeção de crescimento de 2,01% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país, para este ano. Para 2026, os agentes do mercado financeiro projetam um crescimento de 1,7% , a mesma da semana anterior.

Já para 2027, a projeção é de que o PIB fique em 2%, a mesma para 2028.

Taxa de juros

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada (15%) para 2025. A mesma das últimas nove semanas. 

Para 2026, a projeção do mercado financeiro é de que a Selic fique em 12,5%, também a mesma projetada na semana passada. Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,5% e 10%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

No final de janeiro, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com a justificativa de que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o centro da meta. 

O Copom destacou que os preços dos alimentos aumentaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da alta de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.

Com relação aos bens industrializados, o comitê apontou que o movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos meses, o que tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política econômica contracionista.

Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação para o centro da meta (3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%) pode demandar um novo aumento de 1 ponto percentual na Selic na próxima reunião do comitê nos dias 18 e 19 de março.

Câmbio

Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 5,99 para 2025. Nesta segunda-feira a cotação da moeda está em R$ 5,78. No fim de 2026, a previsão é de que a moeda norte-americana fique em R$ 6. Para 2027, o câmbio também deve ficar, segundo o Focus, em R$ 5,90, a mesma para 2028.

Fonte: Agência Brasil 

Energia Solar: Potencial, Aplicações e Sustentabilidade

PixaBay
A energia solar surge como uma das fontes renováveis mais relevantes para atender às demandas energéticas globais de maneira sustentável. Baseando-se no aproveitamento da radiação solar, essa tecnologia contribui de forma significativa para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a diversificação da matriz energética mundial. Este artigo apresenta uma análise acerca do potencial da energia solar, suas principais aplicações, vantagens, desafios e perspectivas futuras no contexto da transição energética.

INTRODUÇÃO

O aumento da demanda por energia, somado aos impactos ambientais decorrentes do uso intensivo de fontes fósseis, impulsionou o desenvolvimento e a busca por alternativas energéticas sustentáveis. Nesse cenário, a energia solar ganhou destaque em virtude de sua abundância, baixo impacto ambiental e viabilidade técnica. Atualmente, a energia solar fotovoltaica é a fonte renovável que mais cresce no mundo, consolidando-se como elemento fundamental na matriz energética global.

POTENCIAL DA ENERGIA SOLAR

A radiação solar incidente sobre a Terra equivale a aproximadamente 173 mil terawatts (TW) de potência contínua, quantidade que supera em larga escala o consumo energético mundial. Regiões de clima tropical, como o Brasil, apresentam elevado potencial para o aproveitamento da energia solar, com índices de irradiação superiores à média global, o que favorece a instalação de sistemas fotovoltaicos e heliotérmicos.

APLICAÇÕES DA ENERGIA SOLAR

As principais tecnologias associadas ao aproveitamento da energia solar são:

- Energia solar fotovoltaica: responsável pela conversão direta da luz solar em eletricidade, por meio de células fotovoltaicas.
- Energia solar térmica: utilizada para o aquecimento de água e ambientes, comumente aplicada em residências e estabelecimentos comerciais.
- Energia heliotérmica: tecnologia que utiliza concentradores solares para gerar calor, posteriormente transformado em eletricidade por meio de turbinas a vapor.

Essas tecnologias podem ser aplicadas em projetos residenciais, comerciais, industriais e no agronegócio, além de contribuir para sistemas de geração distribuída.

VANTAGENS E DESAFIOS

A energia solar apresenta diversas vantagens, como:

- Redução significativa nas emissões de gases de efeito estufa.
- Baixo custo operacional após a instalação dos sistemas.
- Contribuição para a diversificação e segurança da matriz energética.

Entretanto, desafios ainda persistem, incluindo o elevado custo inicial de implantação, a necessidade de grandes áreas para usinas de grande porte e a intermitência da geração, que depende das condições climáticas.

PERSPECTIVAS FUTURAS

Espera-se que, com o avanço tecnológico, ocorra uma contínua redução nos custos dos equipamentos e um aumento na eficiência das células fotovoltaicas. Ademais, a integração com sistemas de armazenamento energético, como baterias de íon-lítio, tende a minimizar os efeitos da intermitência e a ampliar a competitividade da energia solar frente a outras fontes.

CONCLUSÃO

A energia solar representa uma alternativa estratégica para a consolidação de um modelo energético sustentável. Seu vasto potencial, aliado ao aprimoramento tecnológico e à necessidade de mitigação das mudanças climáticas, confirma seu papel central na matriz energética do futuro.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, P. R.; SILVA, J. F.; MOURA, T. M. Desafios e oportunidades da energia solar no Brasil. Revista Brasileira de Energias Renováveis, v. 10, n. 2, p. 45-60, 2021.

INTERNATIONAL ENERGY AGENCY. Renewables 2022: Analysis and forecast to 2027. Paris: IEA, 2022.

OLIVEIRA, L. M.; COSTA, R. S.; SANTOS, P. H. Energia solar e sustentabilidade: uma análise do crescimento mundial. Revista de Energia Limpa, v. 5, n. 1, p. 12-29, 2019.

PEREIRA, E. B. et al. Atlas brasileiro de energia solar. São José dos Campos: INPE, 2017.

SOUZA, A. L.; FREITAS, M. C. Sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica: aspectos técnicos e regulatórios. Caderno de Energia Renovável, v. 8, n. 3, p. 101-120, 2020.

Resenha do Livro "A Vida Intelectual" – Antonin-Dalmace Sertillanges

Um guia atemporal para cultivar o conhecimento, despertar a curiosidade e transformar a existência

Publicado em 1920, "A Vida Intelectual" de Antonin-Dalmace Sertillanges é uma obra que exala sabedoria e inspiração. Trata-se de um verdadeiro manual para aqueles que desejam trilhar o caminho do conhecimento, oferecendo não apenas reflexões filosóficas, mas também orientações práticas para uma vida dedicada ao estudo e à contemplação.

O Espírito Intelectual

Sertillanges inicia sua obra enfatizando a importância de cultivar uma mentalidade aberta e receptiva ao aprendizado. Para ele, a vida intelectual não se restringe a uma mera acumulação de informações, mas requer um espírito de busca, curiosidade e discernimento. O autor incentiva o leitor a desenvolver uma postura investigativa, capaz de transcender os limites do conhecimento superficial e atingir um nível mais profundo de compreensão.

As Condições Essenciais

A jornada do intelecto exige disciplina, ordem e dedicação. Segundo Sertillanges, é fundamental criar um ambiente propício para o estudo, onde o silêncio e a concentração permitam um mergulho profundo nas questões intelectuais. Ele destaca ainda a necessidade de manter um equilíbrio entre trabalho e descanso, garantindo que a mente esteja sempre afiada e pronta para novos desafios.

Métodos e Organização

O autor oferece insights valiosos sobre como estruturar uma rotina de estudos eficaz. Ele sugere estratégias para selecionar leituras relevantes, administrar o tempo de forma produtiva e manter o foco nos objetivos intelectuais. Um dos conselhos mais práticos de Sertillanges é a ideia de que a leitura deve ser acompanhada de reflexão e anotações, transformando-se em um exercício ativo de assimilação e crítica.

A Busca pela Verdade e pelo Bem

Sertillanges enfatiza que a busca pelo conhecimento não deve ser um fim em si mesma, mas um meio para alcançar a verdade e o bem. Ele alerta contra a vaidade intelectual e incentiva o leitor a aplicar o aprendizado de maneira ética e construtiva, tanto para seu próprio desenvolvimento quanto para a melhoria da sociedade.

Impacto na Vida do Leitor

"A Vida Intelectual" não é apenas um manual acadêmico; é um convite à transformação pessoal. Após a leitura, somos impelidos a reavaliar nossa abordagem ao estudo e à contemplação. Sertillanges nos encoraja a abandonar a superficialidade e a mergulhar profundamente no oceano do conhecimento.

Mais do que um guia para intelectuais, este livro é uma bússola para aqueles que desejam uma vida de significado, crescimento e autodescoberta. Ele nos lembra que a verdadeira riqueza não está apenas na quantidade de livros lidos ou na erudição conquistada, mas sim na maneira como cultivamos nossa mente e aplicamos nosso saber para fazer a diferença no mundo.

Se você busca inspiração para aprimorar sua vida intelectual, "A Vida Intelectual" é uma leitura essencial que permanecerá relevante independentemente do tempo.

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