Radio Evangélica

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

EUA Testam Arma a Laser em Navio de Guerra

Relatório da Marinha confirma experimento realizado em 2024, mas detalhes são mantidos sob sigilo

Divulgação/Marinha dos Estados Unidos
No último ano, o governo dos Estados Unidos (EUA) realizou um teste inédito com a arma a laser da Marinha do país. A informação foi divulgada recentemente em um relatório anual publicado no dia 31 de janeiro.

De acordo com o documento, a arma futurista conhecida como Helios foi testada contra um drone em movimento. O disparo foi realizado a partir do navio USS Preble, uma embarcação da frota norte-americana equipada com tecnologia de ponta para combate naval.

Digno de Cena de Filme!

Uma imagem divulgada pela Marinha dos EUA mostra um feixe de luz extremamente intenso sendo emitido pela embarcação. O registro, capturado com câmeras infravermelhas, lembra cenas de filmes de ficção científica, reforçando o avanço tecnológico do armamento.

Por fim, ainda segundo o relatório, o disparo atingiu com sucesso o alvo. No entanto, detalhes adicionais sobre o experimento, como a data exata do teste e os resultados específicos, não foram revelados pela Marinha norte-americana.

Fonte: PaiPee

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Selic deve subir novamente em março, indica ata do Copom

Comitê de Política Monetária aponta cenário de inflação adverso e prevê novo aumento na taxa básica de juros para conter alta nos preços

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A taxa básica de juros da economia, a Selic, deve aumentar novamente em um ponto percentual (p.p), em março. É o que aponta a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira (4). Segundo o Copom, o cenário de inflação de curto prazo segue adverso, principalmente em razão do aumento nos preços dos alimentos. Mantido esse cenário, o comitê aponta que a inflação deve ficar acima da meta pelos próximos 6 meses.

“Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, o comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião”, informa o Copom.

Na semana passada, o comitê aumentou a Selic para 13,25% ao ano, por entender que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta. A ata destacou que os preços dos alimentos se elevaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da elevação de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.

Com relação aos bens industrializados, o movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos meses.

Para os integrantes do comitê, esse aumento tende a se propagar para o médio prazo. "Essa decisão [de aumentar a Selic] é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", explica o comitê na ata.

Ainda segundo o Copom, a inflação de serviços segue acima do nível compatível com o cumprimento da meta, de acordo com as observações mais recentes. A ata destaca que, ao longo dos últimos trimestres, a atividade econômica manteve o dinamismo, em particular, no ritmo de crescimento do consumo das famílias.

Outro ponto destacado é que o mercado de trabalho também se mostrou aquecido, juntamente com o mercado de crédito. Esse quadro foge do cenário-base defendido pelo comitê para o recuo da inflação. Esse cenário envolve uma política econômica contracionista, com desaceleração da atividade econômica.

“Foi destacado, na análise de curto prazo, que, em se concretizando as projeções do cenário de referência, a inflação acumulada em 12 meses permanecerá acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta nos próximos 6 meses consecutivos. Desse modo, com a inflação de junho deste ano, configurar-se-ia descumprimento da meta sob a nova sistemática do regime de metas”, disse o Copom.

O regime de meta de inflação determina que o índice deve ficar em 3% no acumulado em 12 meses, com bandas de 1,5 p.p. para cima ou para baixo. Se ficar acima do limite da banda por mais de 6 meses seguidos, há o descumprimento da meta.

O BC voltou a apontar o dinamismo da economia com vigor nas concessões de crédito amplo, política fiscal expansionista e o fomento do pleno emprego como fatores que têm dado suporte ao consumo e à demanda agregada, pressionando a inflação.

O Copom adiantou que vai seguir observando esses fatores para o desempenho da “estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.

"Como o mercado de trabalho segue aquecido, é difícil avaliar em que medida uma eventual desaceleração refletiria enfraquecimento da demanda ou pressões de oferta, portanto, com impactos diferentes sobre a inflação. O Comitê seguirá acompanhando a atividade econômica e reforça que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta”.

Em relação ao cenário externo, o Copom aponta ainda que o cenário também permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos. O cenário-base do comitê segue sendo de desaceleração gradual e ordenada da economia norte-americana.

Entretanto, o comitê chama a atenção para algumas incertezas na política econômica, tais como a introdução de tarifas à importação, adoção de possíveis estímulos fiscais, restrições na oferta de trabalho, e alterações importantes em preços relativos decorrentes de reorientações da matriz energética, “o que pode impactar negativamente as condições financeiras e os fluxos de capital para economias emergentes.”

“O comitê acompanhou com atenção os movimentos do câmbio, que tem reagido, notadamente, às notícias fiscais domésticas, às notícias da política econômica norte-americana e ao diferencial de juros. A consecução de determinadas políticas nos Estados Unidos pode pressionar os preços de ativos domésticos”, diz a ata.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Ações Afirmativas: A Política de Cotas

Resenha do livro: As Ações Afirmativas ao Redor do Mundo, de Thomas Sowell

No livro As Ações Afirmativas ao Redor do Mundo, o renomado economista e intelectual Thomas Sowell oferece uma análise profunda e controversa sobre os impactos das políticas de ação afirmativa em diferentes nações. A obra é fruto de uma investigação rigorosa e apresenta argumentos baseados em dados históricos, estatísticas e estudos de caso, revelando como essas políticas têm sido implementadas e os seus resultados ao longo do tempo.

A proposta do autor

Sowell não se limita a discutir ações afirmativas em um contexto local, como nos Estados Unidos. Ele amplia a discussão para analisar experiências em países como Malásia, Sri Lanka, Índia, Nigéria e outros, mostrando como essas políticas são adaptadas às particularidades culturais e sociais de cada região. O autor examina, com ceticismo, a suposição de que ações afirmativas promovem equidade e justiça social, questionando se seus efeitos reais correspondem às intenções declaradas.

Os efeitos não intencionais

O autor aponta que, em muitos casos, as ações afirmativas têm efeitos não intencionais que contradizem seus objetivos. Por exemplo, em Sri Lanka, a implementação de políticas para beneficiar a maioria cingalesa levou a um agravamento das tensões étnicas com a minoria tâmil, culminando em um conflito civil devastador. Na Malásia, medidas destinadas a promover os bumiputras (população nativa) em detrimento da minoria chinesa e indiana geraram um ambiente de discriminação reversa e afetaram o desenvolvimento econômico do país.

Nos Estados Unidos, Sowell destaca que as ações afirmativas nas universidades, que visam aumentar a representação de minorias, podem levar a uma "mismatch theory" (teoria do desalinhamento). Ou seja, alunos menos preparados, mas beneficiados pelas cotas, são colocados em instituições altamente competitivas, resultando em altas taxas de abandono e frustração acadêmica. Essa dinâmica, segundo o autor, não apenas prejudica os indivíduos, mas também questiona a eficácia geral do sistema.

Críticas ao conceito de reparação histórica

Sowell também desafia a ideia de que as ações afirmativas são uma forma eficaz de reparar injustiças históricas. Ele argumenta que essas políticas frequentemente beneficiam grupos privilegiados dentro das minorias, como a classe média negra nos EUA, em detrimento dos mais pobres, que seriam os que mais precisam de apoio. O autor sugere que critérios socioeconômicos, em vez de raciais ou étnicos, seriam mais eficazes para alcançar aqueles realmente necessitados.

Além disso, Sowell enfatiza que o uso de categorias raciais ou étnicas como base para políticas públicas perpetua divisões sociais, criando uma dependência de benefícios estatais e enfraquecendo o conceito de mérito individual.

Perspectiva global

Um dos maiores méritos do livro é a análise comparativa entre diferentes países. Sowell demonstra que, independentemente do contexto cultural ou político, ações afirmativas frequentemente resultam em distorções no mercado de trabalho, tensões sociais exacerbadas e, em alguns casos, conflitos violentos. O autor defende que políticas de ação afirmativa não abordam as causas profundas das desigualdades, oferecendo soluções paliativas que podem gerar novos problemas.

Por outro lado, Sowell reconhece que as intenções por trás das ações afirmativas são, em muitos casos, nobres. Contudo, ele alerta que políticas públicas devem ser avaliadas por seus resultados concretos, e não por suas intenções.

Contribuição para o debate

Com sua linguagem clara e direta, Sowell apresenta argumentos que convidam o leitor a refletir profundamente sobre os limites e as contradições das ações afirmativas. Embora sua visão crítica possa gerar desconforto em leitores mais alinhados com as políticas que ele analisa, o autor oferece um panorama abrangente e fundamentado que enriquece o debate sobre justiça social.

Conclusão

As Ações Afirmativas ao Redor do Mundo é um livro provocador que desafia percepções consolidadas e oferece uma análise baseada em evidências sobre uma questão complexa e polarizadora. Thomas Sowell não apenas aponta as falhas dessas políticas, mas também instiga o leitor a considerar alternativas mais eficazes e inclusivas para lidar com desigualdades sociais e econômicas.

 

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Boletos bancários ganham inovação com pagamento via Pix

A partir desta segunda-feira (3), boletos poderão ser quitados com QR Code, trazendo mais rapidez e segurança

A partir desta segunda-feira (3), os boletos bancários poderão ser pagos não apenas por meio de código de barras, mas também por outros instrumentos, como o Pix. A mudança ocorre com a entrada em vigor da resolução aprovada pelo Banco Central (BC) em dezembro, que busca modernizar esse meio de pagamento amplamente utilizado no Brasil.

Agora, os boletos poderão conter um código QR específico para o pagamento via Pix, permitindo que o usuário simplesmente aponte o celular e conclua a transação. Uma das principais vantagens da novidade é a compensação instantânea da operação, eliminando a necessidade de aguardar dias para a confirmação do pagamento, como ocorre atualmente com alguns boletos.

Outra novidade estabelecida na resolução é a criação do boleto dinâmico, que permitirá a transferência de titularidade do documento quando a dívida for comercializada. No entanto, essa medida ainda depende de instrução normativa do BC para entrar em vigor. A ferramenta foi projetada para aumentar a segurança em pagamentos de dívidas representadas por certos tipos de títulos, como a duplicata escritural prevista na Lei nº 13.775, de 20 de dezembro de 2018.

De acordo com o Banco Central, o boleto dinâmico será vinculado a títulos emitidos digitalmente em sistemas autorizados pelo órgão, garantindo a correta destinação dos pagamentos. A solução trará mais segurança tanto para o pagador quanto para o credor, assegurando que os recursos sejam transferidos ao detentor legítimo do direito financeiro.

O BC destacou que a inovação representa um avanço significativo para modernizar o sistema financeiro e fortalecer a segurança na negociação de títulos essenciais ao fomento de empresas, especialmente as de pequeno e médio porte. "Em relação às duplicatas escriturais, a segurança se estende tanto ao sacado, devedor da dívida, que, utilizando o mesmo boleto apresentado por meio físico ou eletrônico, poderá cumprir sua obrigação de pagamento ao legítimo credor, quanto ao financiador que adquiriu o título, que não precisará realizar trocas de instrumentos de pagamento para garantir o recebimento dos recursos", explicou o órgão em nota.

Como os sistemas digitais necessários para suporte a esses títulos ainda estão em fase de implementação, a previsão é que o boleto dinâmico seja adotado em até seis meses após a aprovação de ao menos um desses sistemas.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Hugo Motta é eleito presidente da Câmara dos Deputados

Apoiado por ampla bancada partidária, deputado teve 444 votos

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito neste sábado (1º), em primeiro turno, para o cargo de presidente da Câmara dos Deputados, com 444 votos dos 513 deputados. Aos 35 anos, ele será o mais jovem presidente da Casa desde a redemocratização do país, mas carrega uma experiência de quatro mandatos consecutivos como deputado federal pela Paraíba.

Franco favorito na disputa, apoiado por 17 dos 20 partidos com assento na Câmara, Motta precisava de pelo menos a maioria absoluta de apoios (257 votos) para vencer em turno único, mas foi além e liquidou a fatura com amplo apoio entre os pares, de praticamente todo o espectro partidário.

A votação não superou a obtida por Arthur Lira (PP-AL) em fevereiro de 2023, quando ele foi reeleito com o voto uma votação recorde de 464 deputados.

Os dois concorrentes na disputa, Marcel van Hattem (Novo-RS) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) obtiveram 31 e 22 votos, respectivamente. Houve o registro de dois votos em branco.

Após ter o resultado proclamado, Motta foi chamado à mesa para assinar o termo de posse e assumir a cadeira ocupada por Lira. O bloco que elegeu Motta reúne o PT, partido que dirige o governo federal, e o PL, principal legenda de oposição. Os demais integrantes são PCdoB, PV, União, PP, Republicanos, PSD, MDB, PDT, PSDB, Cidadania, PSB, Podemos, Avante, Solidariedade e PRD. Juntos, eles representam 494 dos 513 deputados federais.

O mandato de Hugo Motta vai até fevereiro de 2027, quando haverá eleição para a mesa diretora de uma nova legislatura. Além de ser o principal representante da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa Legislativa é quem define a pauta de votações do plenário e supervisiona os trabalhos da instituição, incluindo as diversas comissões temáticas. O presidente da Câmara é o segundo na linha sucessória de presidente da República, após o vice-presidente, e integra o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional.

Nascido em 11 de setembro de 1989, em João Pessoa (PB), Hugo Motta é médico e oriundo de uma família com atuação na política na Paraíba. Em 2010, foi eleito o deputado federal mais jovem do Brasil, na época, com 21 anos. De perfil conciliador, Motta é conhecido por ter bom trânsito político tanto tanto em setores de esquerda quanto na direita, bem como no segmento empresarial. Ela herda a influência política do grupo até então liderado por Arthur Lira.

Em nota, o presidente da Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Motta pela eleição. "Estou certo de que avançaremos ainda mais nessa parceria exitosa entre Executivo e Legislativo, para a construção de um Brasil cada vez mais desenvolvido e mais justo, com responsabilidade fiscal, social e ambiental", destacou Lula.

Senado

Mais cedo, o Senado Federal também realizou a eleição para a a presidência, com vitória por ampla maioria do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que volta ao cargo após quatro anos, e para a nova mesa diretora da instituição pelos próximos dois anos.     

Fonte: Agência Brasil

Trump anuncia ataque de precisão contra líderes do Isis na Somália

Presidente dos EUA afirma que operação eliminou terroristas sem ferir civis

PixaBay
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a realização de um ataque de precisão contra líderes do grupo terrorista Estado Islâmico (Isis) na Somália. A ação, segundo ele, teve como alvo militantes que representavam uma ameaça direta aos EUA e seus aliados.

"Estes assassinos, que encontrámos escondidos em grutas, ameaçaram os Estados Unidos e os nossos aliados. Os ataques destruíram as cavernas onde vivem e mataram muitos terroristas sem, de forma alguma, ferir civis", escreveu Trump nas redes sociais.

Além de destacar o sucesso da operação, Trump criticou o ex-presidente Joe Biden, acusando-o de não ter agido com rapidez suficiente no combate ao Isis. "As nossas forças armadas há anos que têm como alvo este membro do Isis, mas Biden e os seus amigos não agiram com a rapidez necessária para realizar o trabalho. Eu agi! A mensagem para o Isis e para todos os outros que querem atacar os americanos é: 'Vamos encontrar-vos e vamos matar-vos!'", afirmou.

Segundo informações preliminares divulgadas por veículos de comunicação locais, os ataques aéreos atingiram seis áreas nas montanhas de Al-Miskaad, incluindo as zonas de Qurac, Buqo, Wangable e Dhasaan.

A presença do Isis na Somália

O Estado Islâmico - Província da Somália é uma ramificação do grupo jihadista que opera principalmente na região montanhosa de Puntland. Surgido em 2015 a partir de uma dissidência do Al-Shabaab, chegou a capturar temporariamente o porto de Qandala em 2016.

Liderado pelo xeque Abdul Qadir Mumin, o grupo conta com uma força estimada entre 500 e 700 combatentes, incluindo estrangeiros, especialmente etíopes. Apesar de sua atuação na Somália, o Isis enfrenta forte rivalidade do Al-Shabaab, que o vê como uma ameaça à sua influência na região.

A operação anunciada por Trump reforça o compromisso dos EUA em desmantelar células terroristas e impedir novos ataques contra alvos americanos e aliados.

Fonte: Euronews Português

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Dólar cai pela 10ª vez seguida e fecha em R$ 5,83

Bolsa recua 0,61%, mas tem primeira alta mensal desde agosto

Na contramão do mercado internacional, o mercado financeiro teve um dia de alívio nesta sexta-feira (31). O dólar caiu pela 10ª vez seguida e fechou no menor valor em mais de dois meses. A bolsa de valores recuou após a forte alta de quinta-feira (30), mas teve a primeira alta mensal desde agosto.

O dólar comercial encerrou esta sexta vendido a R$ 5,837, com queda de R$ 0,015 (-0,25%). A cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,87 na primeira hora de negociação, mas passou a cair após a abertura do mercado norte-americano. Na mínima do dia, por volta das 11h, a moeda norte-americana atingiu R$ 5,81.

A divisa está no menor nível desde 26 de novembro do ano passado. Com queda de 1,37% na semana, o dólar fechou janeiro com uma queda de 5,54%. Esse foi o maior recuo mensal desde junho de 2023, quando caiu 5,60%.

O mercado de ações teve um dia de realização de lucros. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 126.135 pontos, com queda de 0,61%. O indicador foi influenciado por ações de mineradoras e de bancos, com investidores vendendo papéis para embolsarem os ganhos da quinta-feira. Apesar do recuo nesta sexta, a bolsa de valores subiu 3,1% na semana e 4,95% em janeiro.

O dólar caiu apesar da confirmação pelo novo presidente norte-americano, Donald Trump, de que imporá tarifas de 25% aos produtos do México e do Canadá e de 10% aos produtos da China a partir deste sábado (1º). Embora a moeda norte-americana tenha ensaiado uma subida durante a tarde, a cotação voltou a cair na hora final de negociação e terminou em baixa.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Brasil assume liderança global em juros reais após corte na Argentina

País supera Rússia e Argentina no ranking mundial e reflete impacto da política monetária no cenário econômico

O Brasil passou a liderar o ranking de países com os maiores juros reais do mundo após o Banco Central da Argentina reduzir sua taxa básica. De acordo com um relatório do MoneYou publicado nesta sexta-feira (31), a decisão argentina de cortar os juros de 32% para 29% resultou em uma queda da taxa real para 6,14%, posicionando o país na terceira colocação.

Com essa mudança, o Brasil agora ocupa o primeiro lugar, registrando juros reais de 9,18%, seguido pela Rússia, com 8,91%. O patamar brasileiro reflete a recente elevação da Selic em 1 ponto percentual, alcançando 13,25%, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na última quarta-feira (29).

Os juros reais correspondem à taxa de juros nominal descontada da inflação, sendo um indicador mais preciso sobre o impacto da política monetária na economia. O cálculo considera a inflação projetada para os próximos 12 meses e os juros futuros estimados pelo mercado, uma vez que essas variáveis influenciam diretamente o ritmo econômico e as decisões do Banco Central sobre a Selic.

Para o Brasil, a metodologia utilizada no relatório baseia-se na inflação prevista para os próximos 12 meses, estimada em 5,5% pelo Boletim Focus. Além disso, considera a taxa de juros DI negociada no mercado para vencimentos em janeiro de 2026, refletindo as expectativas futuras para a economia do país.

A liderança do Brasil no ranking de juros reais reforça a posição conservadora do Banco Central diante da inflação, mas também gera preocupações sobre os impactos no crescimento econômico e na concessão de crédito.

Fonte: CNN Brasil

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Argentina registra superávit orçamentário pela primeira vez em mais de uma década

Presidente Javier Milei celebra resultado como marco de austeridade em meio a desafios econômicos

REUTERS/Agustin Marcarian
A Argentina alcançou, em 2024, seu primeiro superávit orçamentário em mais de uma década, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia. O superávit de 1,76 trilhão de pesos, correspondente a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), representa uma vitória significativa para o presidente libertário Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023 com uma plataforma de rigor fiscal.

Além disso, o saldo fiscal primário — que exclui os pagamentos da dívida pública — foi superavitário em 10,41 trilhões de pesos, equivalente a 1,8% do PIB. "O déficit zero é uma realidade. As promessas estão sendo cumpridas", declarou Milei em suas redes sociais.

Desde o início de seu mandato, o presidente tem implementado cortes nos gastos públicos como medida para conter a inflação, que chegou a alcançar um pico de quase 300% ao ano em abril de 2023. Em nota, o Ministério da Economia garantiu que a âncora fiscal do governo será mantida pelo menos até 2025.

Apesar do saldo positivo no ano, os números de dezembro mostraram déficits tanto no saldo fiscal primário quanto no financeiro, atribuídos a fatores sazonais. O ministro da Economia, Luis Caputo, explicou que o último mês do ano é tradicionalmente marcado por maiores despesas públicas, o que resultou em um déficit primário de 1,30 trilhão de pesos e um déficit financeiro de 1,56 trilhão de pesos.

Com esses resultados, o governo Milei consolida avanços em direção à estabilidade fiscal, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

Fonte: Reuters

Banco Central anuncia primeira intervenção no câmbio em 2025

Autoridade monetária venderá US$ 2 bi com compromisso de recompra

Raffa Neddermeyer/Agência Brasil
Após quase três semanas sem atuar no câmbio, o Banco Central (BC) anunciou, no início da noite desta sexta-feira (17), a primeira intervenção cambial em 2025. Na próxima segunda-feira (20), a autoridade monetária venderá até US$ 2 bilhões das reservas internacionais em leilões de linha, quando assume o compromisso de recomprar o dinheiro daqui a alguns meses.

Estão previstos dois leilões de até US$ 1 bilhão cada. O dinheiro do primeiro leilão retornará às reservas internacionais em 4 de novembro; e o do segundo leilão, em 2 de dezembro.

A última intervenção do BC no câmbio havia ocorrido em 30 de dezembro, quando a autoridade monetária vendeu US$ 1,815 bilhão das reservas internacionais à vista. Nessa modalidade, a venda é definitiva, e o dinheiro não volta às reservas.

O último leilão de linha (com compromisso de recompra) foi realizado em 20 de dezembro, quando a autoridade monetária vendeu US$ 2 bilhões. Em dezembro, o BC vendeu US$ 32,59 bilhões das reservas externas, o maior volume mensal de intervenções cambiais desde a criação do regime de metas de inflação, em 1999.

Nesta sexta-feira, o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 6,066, com alta de R$ 0,012 (+0,2%). A cotação oscilou bastante durante o dia, chegando a R$ 6,08 por volta das 11h e caindo para R$ 6,03 por volta das 13h, antes de passar a subir durante a tarde e fechar em leve alta.

Fonte: Agência Brasil