Radio Evangélica

sexta-feira, 14 de março de 2025

Preços da indústria sobem 0,13% em janeiro

Variação mensal é menor que a de dezembro

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Os preços da indústria brasileira registraram variação positiva de 0,13% em janeiro de 2025, em comparação a dezembro de 2024. O resultado marca o 12º mês consecutivo de aumento no Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede os preços na porta de fábrica, sem considerar impostos e fretes. No acumulado de 12 meses, o indicador atingiu 9,69%, superando os 9,28% registrados no mês anterior.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14 das 24 atividades industriais analisadas apresentaram aumento nos preços em janeiro. Em contrapartida, no mês anterior, 22 atividades haviam registrado queda nos preços.

Maiores variações setoriais

Os setores com as maiores variações positivas em janeiro foram:

  • Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1,85%)
  • Outros produtos químicos (+1,72%)
  • Refino de petróleo e biocombustíveis (+1,49%)
  • Indústrias extrativas (-1,49%)

Apesar da queda nos preços do setor extrativo, os produtos químicos e o refino de petróleo tiveram impactos expressivos na composição do IPP. O setor de alimentos, que historicamente tem grande peso no índice, teve impacto negativo de -0,22 ponto percentual na variação mensal.

Desempenho das grandes categorias

Entre as grandes categorias econômicas, a variação de preços em janeiro foi:

  • Bens de capital: +0,53%
  • Bens intermediários: -0,19%
  • Bens de consumo: +0,53%
    • Bens de consumo duráveis: +1,24%
    • Bens de consumo semiduráveis e não duráveis: +0,39%

A principal influência no índice geral veio dos bens de consumo, com peso de 37,34% na composição do IPP, representando 0,20 p.p. da variação mensal.

Acumulado de 12 Meses

Os setores que mais influenciaram a taxa acumulada em 12 meses (9,69%) foram:

  • Metalurgia (+26,77%)
  • Fumo (+17,47%)
  • Outros equipamentos de transporte (+17,32%)
  • Madeira (+15,69%)

A atividade industrial que mais impactou o índice foi o setor de alimentos, que contribuiu com 3,36 p.p. no acumulado do período. No mesmo intervalo, o setor químico teve uma alta de 14,31%, influenciado pelos aumentos nos preços dos fertilizantes e resinas termoplásticas.

Tendências e expectativas

O IBGE destaca que, apesar do aumento geral dos preços industriais, alguns setores mostram sinais de retração. O setor extrativo, por exemplo, registrou queda de -1,49% em janeiro após três meses consecutivos de alta. Já o setor de alimentos teve o primeiro recuo em nove meses, com -0,84%, puxado pela queda nos preços do açúcar e da carne bovina.

Por outro lado, a indústria de refino de petróleo e biocombustíveis segue em alta, registrando a maior variação desde julho de 2024, impulsionada pelo aumento dos preços da gasolina e do diesel.

O comportamento dos preços ao longo de 2025 dependerá de fatores como a taxa de câmbio, o custo das commodities e a demanda interna e externa por produtos industriais brasileiros. O próximo levantamento do IBGE trará um panorama mais amplo das tendências do setor produtivo no país.

 

As Cidades-Estado Gregas: O Coração da Civilização Helênica

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Dando continuidade à nossa série sobre a Grécia Antiga, exploraremos um dos aspectos mais marcantes dessa civilização: as cidades-estado, ou pólis. Diferente de impérios centralizados, como o Egípcio ou o Persa, a organização política da Grécia era composta por diversas cidades autônomas, cada uma com seu próprio governo, leis e costumes. Duas das pólis mais influentes foram Atenas e Esparta, cujas diferenças marcaram profundamente a história e a cultura grega.

O Conceito de Pólis

A pólis era mais do que uma simples cidade; era uma comunidade política independente, com identidade própria. No centro da pólis, encontrava-se a ágora, uma praça pública que servia como local de reuniões, mercado e discussões políticas. No alto da cidade, frequentemente havia uma acrópole, uma estrutura fortificada que abrigava templos e espaços religiosos.

Cada pólis tinha sua própria forma de governo, que podia variar entre monarquia, oligarquia, tirania e, no caso mais famoso, democracia. A fragmentação política, embora tenha gerado conflitos, também proporcionou grande diversidade cultural e inovação em áreas como filosofia, arte e política.

Atenas: O Berço da Democracia

Atenas é frequentemente lembrada como o berço da democracia. Inicialmente governada por reis, e posteriormente por uma oligarquia aristocrática, a cidade passou por diversas reformas que levaram à criação de um governo participativo. No século V a.C., sob a liderança de Péricles, a democracia ateniense atingiu seu auge, permitindo que cidadãos do sexo masculino participassem ativamente das decisões políticas na Eclésia, a assembleia popular.

Além da política, Atenas destacou-se no campo intelectual e artístico. Grandes filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, desenvolveram ideias que influenciam o pensamento ocidental até os dias de hoje. O teatro também floresceu com dramaturgos como Ésquilo, Sófocles e Eurípides.

Esparta: A Sociedade Militarizada

Em contraste com Atenas, Esparta possuía uma estrutura social e política altamente militarizada. Governada por uma diarquia (dois reis) e um conselho de anciãos, a cidade-estado era conhecida por sua rígida disciplina e foco na guerra. Desde a infância, os meninos espartanos passavam por um treinamento rigoroso, conhecido como agogê, que os preparava para o combate e fortalecia a lealdade ao Estado.

Diferente de Atenas, Esparta não possuía grande interesse pelo desenvolvimento intelectual ou artístico. Seu modelo social valorizava a igualdade entre os cidadãos espartanos, mas dependia de uma grande população de servos, os hilotas, que eram responsáveis pela produção agrícola e eram frequentemente submetidos a maus-tratos.

Conflitos e Alianças: A Guerra do Peloponeso

As diferenças entre Atenas e Esparta culminaram em um grande conflito conhecido como Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.). Enquanto Atenas liderava a Liga de Delos, uma aliança de cidades-estado voltada para conter o Império Persa, Esparta comandava a Liga do Peloponeso, formada por pólis que viam com desconfiança o crescimento ateniense. A guerra terminou com a vitória de Esparta, mas enfraqueceu toda a Grécia, abrindo caminho para a conquista macedônica liderada por Filipe II e Alexandre, o Grande.

Legado das Cidades-Estado

Apesar de sua fragmentação, as pólis gregas deixaram um legado profundo. O conceito de cidadania e participação política em Atenas inspirou sistemas democráticos modernos, enquanto o modelo espartano de disciplina e estratégia militar influenciou táticas bélicas ao longo da história. A rivalidade entre Atenas e Esparta reflete a diversidade de pensamentos e estilos de vida que compunham o mundo grego, demonstrando que não havia uma única forma de organização política ou social na Antiguidade helênica.

Considerações Finais

O estudo das cidades-estado gregas nos permite compreender melhor os fundamentos da civilização ocidental. Enquanto Atenas representava a busca pelo conhecimento e pela participação política, Esparta simbolizava a disciplina e a força militar. Ambas deixaram marcas indeléveis na história, influenciando modelos políticos, filosóficos e militares que ecoam até os dias de hoje. Nos próximos artigos, exploraremos outros aspectos da Grécia Antiga, como sua religião, mitologia e conquistas culturais.

Referências

FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2001.

GOMES, Pedro. História da Grécia Antiga: Sociedade e Cultura. Rio de Janeiro: Vozes, 2018.

OLIVEIRA, João Batista. Civilização Grega: Origem, Cultura e Legado. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.

POMER, Roy. O Mundo Grego Antigo. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011. 

REZENDE, Flávio. A Herança Grega: Filosofia, Arte e Política. São Paulo: Saraiva, 2014.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Ibovespa sobe 1,43% e descola das quedas em Nova York

Minério de ferro em alta impulsiona ações da Vale e setor de mineração

Divulgação/B3
Na contramão das fortes quedas em Wall Street, o Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (13) com valorização de 1,43%, atingindo 125.637 pontos. O índice oscilou entre os 123.590 e 125.774 pontos ao longo do dia.

O desempenho positivo foi impulsionado pela alta nos preços do minério de ferro e pelo avanço das ações da Vale. Além disso, a divulgação de um balanço positivo da CSN e a queda dos juros futuros contribuíram para a valorização do setor de mineração e siderurgia.

Apesar do avanço do Ibovespa, o volume financeiro do pregão foi de R$ 15,6 bilhões, abaixo da média diária de 2024, que está em R$ 15,9 bilhões.

Dólar registra leve queda

O dólar à vista recuou 0,11%, cotado a R$ 5,8012, destoando da alta da moeda americana no exterior. Operadores apontam que moedas emergentes, como o real, mostraram resiliência, mas sem sinais de entrada expressiva de capital estrangeiro.

Bolsas internacionais em queda

Nos EUA, os índices de Nova York tiveram mais um dia de perdas, pressionados por tensões comerciais entre o país e seus principais parceiros. O S&P 500 caiu 1,39%, o Dow Jones recuou 1,30%, e o Nasdaq teve queda de 1,96%.

Na Europa, os mercados também fecharam em baixa após o anúncio de novas tarifas sobre produtos importados. O Stoxx 600 caiu 0,19%, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,64%.

Fonte: Bora Investir

Programa para fazer declaração do IRPF 2025 está disponível

Prazo de entrega da declaração termina no dia 30 de maio

O Programa Gerador de Declaração (PGD) do Imposto de Renda 2025 já está disponível para download na página da Receita FederalA entrega do documento deve ser feita a partir da próxima segunda-feira (17), até 30 de maio.

A instalação do programa no computador permite que o contribuinte verifique as informações disponíveis, como de declarações anteriores e a pré-preenchida pela Receita, e reúna documentos pendentes antes do início do prazo de entrega.

A Declaração do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (DIRPF) também pode ser preenchida de forma online, pelo Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), sem precisar baixar ou instalar nenhum programa, ou, ainda, pelo app Receita Federal para celulares e tablets.

Nesse caso, a liberação do programa ocorrerá apenas em 1º de abril. As declarações entregues por essas plataformas também possuem algumas limitações e em certas situações não poderão ser utilizadas.

Neste ano, a Receita Federal informou que haverá atraso na entrega da declaração pré-preenchida, que traz as informações do contribuinte já apuradas pelo Fisco. O documento só estará disponível, em todas as plataformas de entrega, a partir de 1º de abril. Mas à medida que as informações forem sendo carregadas para a base de dados da Receita, elas serão disponibilizadas para quem usa o programa gerador.

Instalação

Para instalar o programa gerador, o usuário deve acessar o site da Receita Federal, localizar a seção Imposto de Renda, ao rolar a tela; depois, clicar em Declaração; e, então, Baixar o Programa, selecionando a versão compatível com o sistema operacional: Windows, MacOS, Linux e Multiplataforma.

O programa será baixado automaticamente no computador, para a pasta de download ou outra selecionada. Ao abrir o arquivo executável do programa (.exe), as etapas de instalação necessárias serão exibidas na tela, permitindo, então, o login com a conta e senha do Gov.br, o portal de serviços do governo federal. Depois, é só preencher os campos com as informações do contribuinte e transmitir a declaração.

A recomendação mínima para instalação do programa de computador é o Windows 7 ou superior. No site da Receita, é possível consultar todas as instruções de instalação e soluções para problemas comuns identificados nesse processo.

Calendário

  •    13 de março: liberação do programa gerador da declaração para preenchimento;    
  •       17 de março: início das transmissões pelo programa gerador;
  •    1º de abril: liberação do programa de preenchimento e entrega on-line pelo eCac e por dispositivos móveis pelo aplicativo Receita Federal;
  •     1º de abril: liberação da declaração pré-preenchida.
  •      30 de maio: fim do prazo para entrega da DIRPF 2025 sem multa

As restituições serão pagas, em cinco lotes, no período de maio a setembro de 2025, conforme as seguintes datas:

  •      Primeiro lote: 30 de maio
  •      Segundo lote: 30 de junho
  •      Terceiro lote: 31 de julho
  •       Quarto lote: 29 de agosto
  •      Quinto e último lote: 30 de setembro

Em 2025, será dada maior prioridade para quem, simultaneamente, utilizar a declaração pré-preenchida e optar pelo recebimento da restituição via Pix. Até 2024, a prioridade era definida apenas com base na utilização de uma das duas ferramentas.

Fonte: Agência Brasil

Banco Central: Crédito ampliado ao setor não financeiro registra queda em janeiro

Saldo total atinge R$18,5 trilhões, impactado pela valorização do real e retração nas captações externas

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O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$18,5 trilhões em janeiro, correspondendo a 155,6% do PIB. O resultado reflete uma queda de 0,8% no mês, impulsionada principalmente pela retração de 4,8% nas captações externas, em razão da apreciação cambial de 5,9% no período. No acumulado de doze meses, houve um crescimento de 14,4%, com destaque para a alta de 16,5% nos títulos de dívida e de 11,4% nos empréstimos locais.

O crédito ampliado destinado a empresas somou R$6,6 trilhões (55,2% do PIB), registrando uma queda mensal de 1,9%. O recuo foi puxado pela retração de 4,4% nos empréstimos externos e de 2,0% nos créditos do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Na comparação anual, porém, o crescimento de 17,8% foi impulsionado pelo aumento de 30,1% nos títulos de dívida e de 16,8% nos empréstimos externos.

O crédito ampliado às famílias chegou a R$4,3 trilhões (36,3% do PIB), apresentando uma expansão de 1,1% no mês e de 12,6% em doze meses, com forte impacto do crescimento dos empréstimos do SFN.

Operações de crédito do SFN mantêm estabilidade

O saldo das operações de crédito do SFN permaneceu estável em janeiro, totalizando R$6,5 trilhões. Houve um aumento de 1,2% na carteira de crédito para pessoas físicas, que somou R$4,0 trilhões, enquanto o saldo das pessoas jurídicas sofreu uma queda de 1,8%, atingindo R$2,5 trilhões. No acumulado de doze meses, o crescimento foi de 11,7%, acelerando em relação aos 11,5% observados no mês anterior.

O crédito com recursos livres alcançou R$3,7 trilhões, com uma retração de 0,5% no mês e um crescimento anual de 11,5%. O crédito livre para empresas totalizou R$1,5 trilhão, registrando uma queda de 3,2% no mês e uma alta de 9,7% em doze meses, impactado pela redução na carteira de desconto de duplicatas e outros recebíveis (-15,6%) e pela queda nos estoques de capital de giro total (-1,0%).

Para as famílias, o crédito livre aumentou 1,4% no mês e 12,7% no ano, somando R$2,2 trilhões, impulsionado pelo crescimento no crédito pessoal não consignado (2,6%), financiamento de veículos (2,0%) e cartão de crédito rotativo (6,7%).

Juros e inadimplência apresentam variações

A taxa média de juros das concessões de crédito atingiu 29,8% ao ano em janeiro, aumentando 1,2 ponto percentual no mês e 1,7 p.p. em doze meses. No crédito livre, a taxa de juros alcançou 42,3% ao ano, com avanços de 1,6 p.p. no mês e 2,0 p.p. no ano. Destaque para as elevações nas taxas de cartão de crédito rotativo (+103,1 p.p.) e capital de giro com prazo de até 365 dias (+9,3 p.p.).

O índice de inadimplência do SFN atingiu 3,2%, com alta mensal de 0,3 p.p. e queda de 0,1 p.p. no ano. No crédito livre, a inadimplência foi de 4,4%, crescendo 0,3 p.p. no mês. A taxa para pessoas jurídicas subiu para 2,8%, enquanto para famílias manteve-se estável em 5,5%.

Alterações regulatórias impactam o setor

A Lei nº 14.690, sancionada em outubro de 2023, estabeleceu um limite para os juros e encargos financeiros cobrados em operações de cartão de crédito rotativo e parcelado. O Banco Central começou a divulgar estatísticas sobre o impacto da legislação, permitindo maior transparência na cobrança de taxas.

Além disso, a revisão das estatísticas de crédito, em conformidade com a Resolução CMN nº 4.966/2021, alterou a metodologia de classificação do risco de crédito e a provisão para perdas esperadas. A partir de janeiro de 2025, as instituições financeiras passarão a categorizar os créditos em três estágios distintos, substituindo a classificação anterior baseada em níveis de risco.

As mudanças regulatórias e a dinâmica do mercado de crédito seguem influenciando os rumos do setor, com impactos tanto para empresas quanto para famílias brasileiras.

 

Brasil rumo a novo recorde na produção de grãos na safra 2024/25

Estimativa da Conab indica crescimento de 10,3% na produção, impulsionado por maior área plantada e melhor produtividade

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A produção de grãos no Brasil para a safra 2024/25 deve atingir 328,3 milhões de toneladas, um aumento de 10,3% em relação ao ciclo anterior. O acréscimo de 30,6 milhões de toneladas reflete tanto a expansão da área plantada, estimada em 81,6 milhões de hectares, quanto a melhora na produtividade, projetada em 4.023 quilos por hectare. Caso essa previsão se confirme, o país estabelecerá um novo recorde histórico, conforme apontado no 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (13).

A soja, principal cultura da primeira safra, tem previsão de produção de 167,4 milhões de toneladas, um crescimento de 13,3% sobre a safra passada. Após um início de colheita lento devido a atrasos no plantio e chuvas excessivas em janeiro, a redução das precipitações em fevereiro acelerou os trabalhos, com 60,9% da área já colhida. Os estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais apresentam rendimentos superiores ao esperado, enquanto o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul sofrem com estiagem, afetando o potencial produtivo.

O ritmo da colheita da soja influencia o plantio do milho segunda safra, que já alcançou 83,1% da área prevista. Apesar de estar abaixo do registrado no ciclo anterior, o índice supera a média dos últimos cinco anos. A Conab projeta um crescimento de 1,9% na área cultivada, atingindo 16,75 milhões de hectares. Com boas condições climáticas, a produtividade deve se recuperar, alcançando 5.703 quilos por hectare, resultando em uma produção de 95,5 milhões de toneladas na segunda safra, 5,8% superior ao ciclo anterior. O milho total deve chegar a 122,8 milhões de toneladas, um crescimento de 6,1%.

O arroz também apresenta bom desempenho, com aumento de 6,5% na área plantada, totalizando 1,7 milhão de hectares. A produtividade estimada é de 7.063 quilos por hectare, representando uma recuperação de 7,3% e uma produção total projetada de 12,1 milhões de toneladas. O ritmo de colheita supera o da safra anterior na maioria dos estados produtores, exceto Tocantins, onde o avanço é ligeiramente inferior.

O feijão deverá apresentar um leve aumento na produção total, estimada em 3,29 milhões de toneladas, 1,5% acima do ciclo anterior. Esse resultado é impulsionado por uma melhora na produtividade, já que a área plantada permanece estável.

No caso do algodão, a ampliação da área cultivada para 2 milhões de hectares deve resultar em uma safra promissora. Com expectativas de produtividade elevada, a produção de pluma pode atingir 3,82 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para o país, superado apenas pelos dois ciclos anteriores.

Mercado e Abastecimento

A entrada da safra de arroz no mercado tem pressionado os preços para baixo. No entanto, a maior produção garantirá o abastecimento interno e permitirá uma recuperação nos estoques finais, mesmo com a expectativa de crescimento das exportações, que podem chegar a 2 milhões de toneladas. Ao final da safra 2024/25, os estoques de passagem do arroz devem atingir 1,4 milhão de toneladas em fevereiro de 2026.

Os dados completos do levantamento estão disponíveis no boletim da Conab, que detalha as condições de mercado e projeções para cada cultura.

Setor de serviços no Brasil registra queda de 0,2% em janeiro

Transporte e serviços às famílias puxam recuo, enquanto setor de tecnologia cresce

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O volume de serviços no Brasil registrou uma retração de 0,2% em janeiro de 2025 na comparação com dezembro de 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado sucede a estabilidade observada no mês anterior (0,0%) e reflete a queda em três das cinco atividades analisadas.

Apesar da queda mensal, o setor segue 15,9% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas ainda 1,1% abaixo do pico histórico de outubro de 2024.

A principal influência negativa veio do setor de transportes, que recuou 1,8%, revertendo o leve crescimento de 0,2% em dezembro. O segmento de serviços prestados às famílias caiu 2,4%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,5%. Por outro lado, os setores de informação e comunicação (2,3%) e outros serviços (2,3%) foram os únicos a apresentar crescimento no mês.

Na comparação com janeiro de 2024, o volume de serviços avançou 1,6%, registrando sua décima taxa positiva consecutiva. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 2,9%, embora tenha desacelerado frente aos 3,2% observados em dezembro.

Regionalmente, a retração foi registrada em 17 das 27 unidades da federação, com destaque para as quedas no Distrito Federal (-8,7%), Amazonas (-7,0%) e Pernambuco (-4,5%). Já São Paulo (0,9%), Rio de Janeiro (1,0%) e Santa Catarina (3,4%) apresentaram crescimento.

O segmento de atividades turísticas também registrou um recuo expressivo, caindo 6,4% em relação a dezembro, interrompendo a alta de 3,1% observada no mês anterior. Entre os estados, São Paulo (-8,3%) e Rio de Janeiro (-5,4%) puxaram a retração, enquanto Bahia (1,5%) e Santa Catarina (1,7%) apresentaram alta no setor.

O cenário reforça os desafios do setor de serviços no início de 2025, com queda em áreas essenciais, mas crescimento consistente em tecnologia e informação.

 

Reflexão Bíblica – Gênesis 15:6

"Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça." (Gênesis 15:6)

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Este versículo é um dos mais significativos da Bíblia, pois revela o princípio da justificação pela fé. Ele mostra que Abraão não foi considerado justo por suas obras ou méritos pessoais, mas porque confiou plenamente na promessa de Deus. Essa verdade se torna fundamental ao longo das Escrituras e é reafirmada no Novo Testamento, especialmente por Paulo em Romanos 4:3 e Gálatas 3:6, demonstrando que a salvação sempre foi baseada na fé e não na observância da lei.

A Fé que Gera Justiça

Abraão vivia em um contexto onde não havia ainda a Lei de Moisés nem os ensinamentos formais sobre justificação, mas mesmo assim, ele escolheu confiar na palavra do Senhor. Deus havia prometido que sua descendência seria numerosa como as estrelas do céu, mesmo quando, humanamente falando, isso parecia impossível, pois Abraão e Sara já estavam em idade avançada e não tinham filhos.

Aqui aprendemos que a fé verdadeira não depende das circunstâncias visíveis, mas da confiança no caráter e na fidelidade de Deus. Muitas vezes, enfrentamos situações que parecem contradizer as promessas divinas, mas, assim como Abraão, somos chamados a crer, mesmo sem ver.

Fé x Dúvida: Um Processo de Aprendizado

Apesar de Abraão ter sido considerado justo pela sua fé, sua jornada não foi isenta de questionamentos e dificuldades. Em momentos de fraqueza, ele tentou "ajudar" Deus a cumprir Sua promessa, como quando teve um filho com Agar, gerando Ismael. No entanto, Deus reafirmou que Sua promessa se cumpriria por meio de Isaque, o filho da promessa, nascido do ventre de Sara.

Isso nos ensina que ter fé não significa nunca duvidar ou nunca errar, mas sim confiar em Deus mesmo quando não entendemos tudo. Deus não exige uma fé perfeita, mas uma fé sincera e perseverante.

A Aplicação Para Nós Hoje

A mensagem de Gênesis 15:6 é extremamente relevante para nossa vida cristã. Somos justificados diante de Deus não pelas nossas boas ações, mas pela fé em Jesus Cristo. Assim como Abraão creu na promessa de Deus, nós também devemos crer que Cristo é o cumprimento da promessa maior: a salvação da humanidade.

Vivemos em um mundo que nos desafia a depender apenas do que é visível e palpável, mas a fé nos convida a olhar além do natural e confiar nas promessas divinas. Quando enfrentamos dificuldades financeiras, problemas familiares, enfermidades ou qualquer outro desafio, devemos lembrar que Deus é fiel para cumprir aquilo que prometeu.

Assim como Abraão teve sua fé creditada como justiça, nós também somos chamados a viver pela fé, confiando que Deus tem o melhor para nós, mesmo quando não conseguimos enxergar o caminho completo.

Conclusão

Gênesis 15:6 nos ensina que a fé é o elemento central do relacionamento com Deus. Abraão foi justificado porque creu, e essa mesma fé é exigida de nós hoje. Deus continua a chamar Seu povo a confiar Nele, independentemente das circunstâncias. Quando cremos em Suas promessas, Ele nos considera justos, não por nossos méritos, mas porque escolhemos confiar em Sua graça e fidelidade.

Que possamos refletir: nossa fé tem sido como a de Abraão? Confiamos em Deus mesmo quando tudo parece contrário? Que possamos seguir seu exemplo e crer que Aquele que prometeu é fiel para cumprir.

quarta-feira, 12 de março de 2025

Saiba como vai funcionar o crédito consignado CLT

Programa lançado pelo governo começa em 21 de março

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O governo federal lançou nesta quarta-feira (12) o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho, que promete facilitar e baratear os juros do empréstimo consignado a trabalhadores registrados com carteira assinada (CLT).

Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento no Palácio do Planalto, a Medida Provisória (MP) que cria o sistema de crédito foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Em até quatro meses, o texto precisará ser aprovado pelo Congresso Nacional para se transformar em lei federal e seguir valendo.

Ao todo, mais de 47 milhões de trabalhadores poderão ser beneficiados com o novo programaque abrange empregados CLT em geral, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEIs), desde que formalizados.

O programa permitirá o acesso de mais de 80 bancos e instituições financeiras ao perfil de trabalhadores com carteira assinada através do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país.

Na prática, o novo consignado entra em vigor no próximo dia 21 de março, por meio da página da Carteira de Trabalho Digital na internet e em aplicativos de celulares. A seguir, confira os principais pontos do sistema de crédito, que deve reduzir pela metade os juros cobrados no crédito pessoal.  

Como acessar o crédito

Na primeira fase do programa, que entrará em vigor no dia 21 de março, o empregado que tiver interesse em obter um empréstimo consignado deverá acessar a Carteira de Trabalho Digital. Nesta plataforma, ele vai solicitar ofertas de crédito, autorizando o compartilhamento dos dados do eSocial diretamente com instituições financeiras habilitadas pelo governo federal.

Entre os dados que ficarão acessíveis aos bancos estão nome, CPF, margem do salário disponível para consignação e tempo de empresa, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A partir daí, o interessado receberá ofertas em até 24 horas, analisará a melhor opção e fará a contratação no canal do banco.

A partir de 25 de abril, os bancos também poderão operar a linha do consignado privado dentro de suas plataformas digitais.

Portabilidade do crédito

A portabilidade de crédito entre os bancos, para os clientes que desejem migrar para empréstimos mais baratos, poderá ser realizada a partir de 6 de junho. Em até 120 dias, quem já tem um consignado ativo poderá fazer a migração para a nova linha de crédito na mesma instituição financeira.

Redução de juros

A previsão é que as taxas de juros de crédito aos trabalhadores caiam de cerca de 103% ao ano para 40% ao ano, menos da metade do que é cobrado hoje em dia, em média. Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a estimativa é que, em até quatro anos, cerca de 19 milhões de celetistas optem pela consignação dos salários, o que pode representar mais de R$ 120 bilhões em empréstimos contratados.

Atualmente, o consignado do setor privado conta com cerca de 4,4 milhões de operações contratadas, somando mais de R$ 40,4 bilhões em recursos. É bem inferior aos mais de R$ 600 bilhões disponíveis a servidores públicos e aposentados e pensionistas do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

Limites e garantias

Após o empréstimo ser contratado, o desconto das parcelas será na folha de salários, mensalmente pelo eSocial, o que deve permitir que as taxas de juros sejam inferiores às praticadas atualmente no consignado por convênio. Após a contratação, o trabalhador acompanha mês a mês as atualizações do pagamento das parcelas.

Os limites do consignado para trabalhadores celetistas terão o teto de 35% do salário comprometido com parcelas do empréstimo e a possibilidade de usar 10% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o total da multa recebida por demissão sem justa causa (40% do saldo FGTS) par o pagamento dos débitos, em caso de desligamento do emprego.

Caso o saldo do empréstimo não seja quitado após o desligamento do emprego, a dívida fica vinculada à conta do eSocial e, quando o trabalhador estiver em um novo emprego CLT, as cobrança das parcelas volta a descontar diretamente em folha.

A Dataprev, empresa pública de tecnologia do governo federal, foi a responsável pelo desenvolvimento do sistema do Crédito do Trabalhador, que integra a carteira de trabalho digital, o FGTS Digital.

Fonte: Agência Brasil

Confira regras do IRPF 2025; prazo para declaração começa na segunda

Entrega da declaração do Imposto de Renda começa na segunda-feira (17)

Uma das principais ferramentas que agiliza a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, a declaração pré-preenchida atrasará este ano. O documento, que traz as informações do contribuinte apuradas pelo Fisco, só estará disponível a partir de 1º de abril.

Este ano, o prazo de entrega da declaração começa na próxima segunda-feira (17), às 8h, e termina em 30 de maio, às 23h59min59s. O Fisco espera receber 46,2 milhões de declarações, quase 3 milhões a mais que as 43.212.426 declarações entregues em 2024.

Nos últimos anos, a declaração pré-preenchida estava disponível por volta de 15 de março, no primeiro dia da entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. Segundo o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita, Juliano Brito, fatores internos, inclusive a greve na Receita Federal, provocaram o atraso em duas semanas.

“O melhor era ser lançado tudo junto. Não foi possível. Tivemos dificuldades internas que impediram que isso acontecesse. Não aconteceu o que a gente queria. O movimento reivindicatório [dos servidores da Receita Federal] não ajuda nesse tipo de atividade”, explicou Brito.

Criada em 2014, a declaração pré-preenchida passou a ser fornecida ao programa gerador da Declaração do Imposto de Renda em 2020. A importação dos dados da declaração pré-preenchida evoluiu de 1,2% das declarações, em 2021, para 41,2% no ano passado. Para este ano, a Receita espera que 57% das declarações sejam pré-preenchida.

“Não vamos esperar o dia 1º de abril para liberar as informações para vocês. À medida que as informações forem sendo carregadas [para a base de dados da Receita], vamos disponibilizá-las para quem usa o programa gerador”, explicou o responsável pelo programa do Imposto de Renda 2025, auditor-fiscal José Carlos da Fonseca (Foto E).

A declaração pré-preenchida virá com as seguintes informações:

  •      Informações da declaração anterior do contribuinte: identificação, endereço;
  •      Rendimentos e pagamentos da Dirf, Dimob, DMED e Carnê-Leão Web;
  •      Rendimentos isentos em função de moléstia grave e códigos de juros (inclusive RRA);
  •      Rendimentos de restituição recebidas no ano-calendário;
  •      Contribuições de previdência privada;
  •      Atualização do saldo de conta bancária e poupança;
  •      Atualização do saldo de Fundos de investimento;
  •      Imóveis adquiridos no ano-calendário;
  •      Doações efetuadas no ano-calendário;
  •      Informação de Criptoativos;
  •      Conta bancária/poupança ainda não declarada;
  •      Fundo de investimento ainda não declarado;
  •      Contas bancárias no exterior.

Segundo Fonseca, as quatro primeiras informações deverão estar disponíveis na segunda-feira, com os demais dados sendo acrescentados gradualmente

A partir deste ano, os dados de contas bancárias no exterior foram incluídos na declaração pré-preenchida, após a legislação determinar a tributação de offshores (empresas de investimentos em outros países) e rendimentos no exterior.

Outras mudanças

A declaração do Imposto de Renda terá poucas mudanças em relação ao ano passado. As principais são as situações em que o contribuinte está obrigado a entregar o documento, por causa do reajuste da faixa de isenção no ano passado.

Em relação às obrigatoriedades, as mudanças foram as seguintes:

  •      Valor de rendimentos tributáveis anuais que obrigam a entrega da declaração subiu de R$ 30.639,90 para R$ 33.888;
  •      Limite da receita bruta de obrigatoriedade para atividade rural subiu de R$ 153.999,50 para R$ 169.440;
  •      Quem atualizou valor de bens imóveis e pagou ganho de capital diferenciado em dezembro de 2024 terá de preencher a declaração;
  •      Quem apurou rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos passou a declarar anualmente;
  •      As demais obrigatoriedades foram mantidas.

Outra mudança é a maior prioridade para quem simultaneamente utilizou a declaração pré-preenchida e optou pelo recebimento da restituição via Pix. Até o ano passado, a prioridade era definida apenas com base na utilização de uma das duas ferramentas.

Ao considerar as prioridades determinadas por lei, o pagamento das restituições seguirá a seguinte ordem:

  •      idade igual ou superior a 80 anos;
  •      idade igual/superior a 60 anos, pessoas com deficiência e pessoas com doença grave;
  •      pessoas cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  •      utilizaram a pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix;
  •      utilizaram a pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por Pix;
  •      demais contribuintes.

Três campos na declaração foram extintos:

  •      título de eleitor;
  •      consulado/embaixada (para residentes no exterior);
  •      número do recibo da declaração anterior (em declarações on-line).

Segundo Fonseca, esses dados foram necessários em outros anos, mas deixaram de ser considerados pelo Fisco.

Rendimentos no exterior

Por causa da lei que antecipou a cobrança de Imposto de Renda sobre Fundos Exclusivos e tributou as offshores (empresas de investimento em outros países), os rendimentos no exterior passaram a ser tributados de forma definitiva na declaração de ajuste anual, com alíquota de 15%. Até 2023, o pagamento era feito mensalmente, mas passou a ser feito anualmente.

Na declaração, os bens que representem investimentos no exterior passam a permitir a informação do rendimento e do imposto pago, tanto no Brasil como no exterior.

Cronograma

  •      13 de março: liberação do programa gerador da declaração para preenchimento;
  •      17 de março: início das transmissões pelo programa gerador;
  •      1º de abril: liberação do programa de preenchimento e entrega on-line e por dispositivos móveis pelo aplicativo Meu Imposto de Renda;
  •      1º de abril: liberação da declaração pré-preenchida.

Restituições

As restituições serão pagas nas seguintes datas:

  •      Primeiro lote: 30 de maio;
  •      Segundo lote: 30 de junho;
  •      Terceiro lote: 31 de julho;
  •      Quarto lote: 29 de agosto;
  •      Quinto e último lote: 30 de setembro.


Fonte: Agência Brasil