Radio Evangélica

sexta-feira, 21 de março de 2025

A Religião e a mitologia grega: O universo dos deuses e heróis

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Dando continuidade à nossa série sobre a Grécia Antiga, exploraremos um dos aspectos mais fascinantes da civilização helênica: sua religião e mitologia. Os gregos antigos possuíam um sistema religioso profundamente integrado à vida cotidiana, influenciando desde a organização social até a arte, a filosofia e a política. Suas crenças estavam baseadas em um panteão de deuses antropomórficos, cada um com atributos e domínios específicos, que interagiam diretamente com os mortais por meio de intervenções divinas e profecias.

O Panteão grego: Os deuses do Olimpo

Os gregos acreditavam que seus deuses habitavam o Monte Olimpo, a mais alta montanha da Grécia, de onde governavam o mundo e os assuntos humanos. O panteão grego era liderado por Zeus, o deus dos deuses, senhor dos céus e do trovão. Ao seu lado, estavam divindades como:

  • Hera: esposa de Zeus e deusa do casamento e da fidelidade conjugal;
  • Poseidon: deus dos mares, dos terremotos e dos cavalos;
  • Deméter: deusa da agricultura e das colheitas;
  • Atena: deusa da sabedoria, da estratégia militar e da justiça;
  • Apolo: deus da luz, da música, da poesia e da profecia;
  • Artemis: deusa da caça, da natureza selvagem e da lua;
  • Ares: deus da guerra e da carnificina;
  • Afrodite: deusa do amor, da beleza e da paixão;
  • Hermes: mensageiro dos deuses, protetor dos viajantes e do comércio;
  • Hefesto: deus do fogo, da metalurgia e da forja divina;
  • Hades: senhor do submundo, onde residiam as almas dos mortos.

A Mitologia grega e suas narrativas

As histórias mitológicas gregas desempenhavam um papel crucial na explicação do mundo natural, da moralidade e das tradições culturais. Esses mitos foram preservados por poetas como Homero e Hesíodo, cujas obras Ilíada e Odisséia são fundamentais para a compreensão da mentalidade grega.

Dentre os mitos mais emblemáticos, destacam-se:

  • A Criação do Mundo e os Titãs: No princípio, havia o Caos, de onde surgiram Gaia (Terra) e Urano (Céu). Dessa união nasceram os Titãs, que foram derrotados por Zeus e os demais deuses olímpicos na Titanomaquia.
  • Prometeu e o Dom do Fogo: Prometeu roubou o fogo dos deuses para entregá-lo aos humanos, permitindo o progresso da civilização. Como punição, foi acorrentado a uma rocha, onde uma águia devorava seu fígado diariamente.
  • As Aventuras de Heróis como Perseu, Teseu e Ulisses: Histórias de coragem e astúcia, nas quais heróis enfrentavam monstros como a Medusa e o Minotauro ou embarcavam em jornadas épicas como a de Ulisses de volta à sua terra natal.

A Religião na vida cotidiana

A religião grega não se baseava em doutrinas escritas ou livros sagrados, mas em práticas rituais e festivais que garantiam a proteção dos deuses. Os templos eram locais de culto e adoração, muitas vezes dedicados a uma divindade específica.

Os Jogos Olímpicos, por exemplo, eram realizados em honra a Zeus a cada quatro anos, reunindo atletas de diversas cidades-estado para competir em provas esportivas. Outro festival importante era as Dionísias, dedicadas a Dionísio, deus do vinho e do teatro, onde eram encenadas tragédias e comédias.

Oráculos e profecias

Os gregos acreditavam que os deuses se comunicavam com os mortais por meio de oráculos. O mais famoso deles era o Oráculo de Delfos, onde a pitonisa transmitia as mensagens de Apolo. Muitos líderes consultavam o oráculo antes de tomar decisões importantes, desde guerras até a fundação de colônias.

O Legado da religião e mitologia grega

O impacto da mitologia grega transcende o mundo antigo. Suas histórias inspiraram a literatura, o teatro e as artes ao longo dos séculos, influenciando desde as obras de Shakespeare até a cultura pop contemporânea. Termos como "complexo de Édipo", "calcanhar de Aquiles" e "trabalho de Sísifo" ainda são amplamente utilizados para descrever aspectos da psicologia humana e situações cotidianas.

A religião e a mitologia gregas moldaram a identidade cultural do Ocidente e continuam sendo estudadas e admiradas nos dias de hoje. No próximo artigo, abordaremos as artes e a filosofia na Grécia Antiga, explorando como essa civilização influenciou a forma como pensamos e criamos.

Referências Bibliográficas

HESÍODO. Teogonia. São Paulo: Editora X, 2003. HOMERO. Ilíada e Odisséia. Rio de Janeiro: Editora Y, 2010.

NAGY, Gregory. The Ancient Greek Hero in 24 Hours. Cambridge: Harvard University Press, 2013.

VERNANT, Jean-Pierre. O Universo, os Deuses, os Homens. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

quinta-feira, 20 de março de 2025

Inovação industrial no Brasil recua em 2023

A taxa de inovação industrial caiu para 64,6%, impactada pelo novo cenário econômico, mas investimentos em P&D superam R$ 38 bilhões

Tecpar/Agência Paraná de Notícias
A taxa de inovação das empresas industriais brasileiras com 100 ou mais pessoas ocupadas atingiu 64,6% em 2023, segundo dados divulgados hoje (20) pelo IBGE na Pesquisa de Inovação (PINTEC) Semestral 2023: Indicadores Básicos. O percentual é 3,5 pontos percentuais menor do que o registrado em 2022 (68,1%) e 5,9 pontos percentuais inferior ao de 2021 (70,5%).

A pesquisa, realizada em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), analisou aspectos da inovação nas empresas, como dificuldades enfrentadas, arranjos cooperativos, dispêndios em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e apoio público.

Segundo Flavio Peixoto, gerente da pesquisa, a taxa de 2021 foi elevada devido ao período pós-pandemia, quando houve uma recuperação econômica. "Os anos seguintes foram de ajustes dentro de um novo cenário macroeconômico, o que explica a queda na taxa de inovação", destaca. Outro fator apontado é a redução da taxa de investimento da economia, que passou de 17,9% em 2021 para 16,4% em 2023.

Setores mais inovadores

Os segmentos que mais se destacaram em inovação de produtos e processos de negócios foram:

  • Fabricação de produtos químicos (88,7%)
  • Fabricação de máquinas e equipamentos (88,0%)
  • Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (85,3%)
  • Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (82,4%)

Em contrapartida, os setores menos inovadores foram Fabricação de produtos do fumo (38,7%) e Fabricação de produtos de madeira (31,2%).

Predominância da inovação em processos

A maioria das inovações em 2023 foi relacionada a processos de negócios (51,0%), enquanto 48,0% das empresas inovaram em produtos. No entanto, a proporção de empresas que investiram em processos de negócios caiu em relação a 2022 (53,9%) e 2021 (57,9%). A única exceção foi na categoria "Produção de bens ou fornecimento de serviços", que subiu de 27,7% em 2022 para 29,4% em 2023.

As inovações em produto também sofreram oscilações: de 50,5% em 2021, caíram para 47,3% em 2022 e subiram levemente para 48,0% em 2023. O grau de novidade mostrou que 68,0% dos produtos inovadores eram novos apenas para a empresa, 27,6% eram novos para o mercado nacional e apenas 4,4% eram novidades no mercado mundial.

Investimentos em P&D superam R$ 38 bilhões

Em 2023, as empresas industriais de médio e grande porte investiram R$ 38,3 bilhões em atividades internas de P&D. A Indústria de Transformação foi responsável por 86,4% desse valor (R$ 33,0 bilhões), enquanto as Indústrias Extrativas representaram 13,6% (R$ 5,2 bilhões).

As grandes empresas (500 ou mais pessoas ocupadas) foram as que mais investiram (84,6%), embora tenham reduzido sua participação em relação a 2022 (86,3%). Em contrapartida, empresas de menor porte (100 a 249 pessoas ocupadas) aumentaram sua participação nos gastos, passando de 5,9% em 2022 para 7,9% em 2023.

Os setores que mais investiram em P&D foram:

  • Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (17,4%)
  • Indústrias extrativas (13,6%)
  • Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (10,7%)
  • Fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (10,5%)
  • Fabricação de produtos químicos (8,8%)

Apoio público diminui

A utilização de incentivos governamentais para inovação caiu em 2023: 36,3% das empresas inovadoras recorreram a algum tipo de apoio público, contra 39,0% em 2022. O mecanismo mais usado foi o Incentivo fiscal à pesquisa e desenvolvimento e inovação tecnológica, previsto na Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005), adotado por 26,4% das empresas.

O incentivo público foi mais utilizado por empresas de grande porte (48,6% das que têm 500 ou mais pessoas ocupadas). Entre as de 250 a 499 ocupados, o percentual foi de 27,6%, e entre as menores (100 a 249 ocupados), apenas 16,6% usaram o benefício.

Desafios e perspectivas

Cerca de 47,6% das empresas inovadoras relataram enfrentar obstáculos para inovar, sendo os principais desafios a instabilidade econômica (44,2%), a concorrência (41,4%) e a falta de recursos internos (42,1%).

Apesar disso, 49,1% das empresas indicaram que pretendem aumentar seus investimentos em P&D em 2025, enquanto 48,8% planejam manter os dispêndios atuais e apenas 2,1% preveem redução.

Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao ano

Preço dos alimentos e incertezas globais influenciaram decisão

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A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano. 

Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas externas, principalmente pela política comercial do país, suscitam dúvidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em relação ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação no crescimento.

Segundo o Copom, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços continue alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

“O comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes.”, destacou o comunicado.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.

“Para além da próxima reunião [a partir de junho], o Comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”, ressaltou.

Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro.

Essa foi a quinta alta seguida da Selic. A taxa está no maior nível desde outubro de 2016, quando também estava em 14,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária.

Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e duas de 1 ponto percentual.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou em 1,48%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o fim do bônus de Itaipu sobre a conta de luz e o preço de alguns alimentos contribuíram para o índice.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,87% em 12 meses, acima do teto da meta do ano passado. Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em março de 2025, a inflação desde abril de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em abril, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,66%, mais de 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,6%.

O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 5,1% em 2025 (acima do teto da meta) e 3,9% no acumulado em 12 meses no fim do terceiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

O Banco Central aumentou as estimativas de inflação. Na reunião anterior, de janeiro, o Copom previa IPCA de 5,2% em 2025 e de 4% em 12 meses no fim do terceiro trimestre de 2026.

Crédito mais caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.

No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 2,1% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

O mercado projeta crescimento um pouco menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,99% do PIB em 2025.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Fonte: Agência Brasil 

Reflexão Bíblica – Efésios 5:8

"Porque outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz." (Efésios 5:8)

O Contexto de Efésios 5:8

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A carta aos Efésios foi escrita pelo apóstolo Paulo com o propósito de instruir e encorajar os cristãos a viverem de maneira digna do chamado de Deus. No capítulo 5, Paulo enfatiza a necessidade de abandonar o antigo estilo de vida, marcado pelo pecado e pela ignorância, e viver de acordo com a nova identidade em Cristo.

O versículo 8 é uma exortação clara sobre a transformação espiritual que acontece naqueles que aceitam Jesus como Senhor. Antes, estávamos nas trevas – um estado de separação de Deus, de pecado e de vida sem propósito. Mas, ao encontrarmos Cristo, nos tornamos "luz no Senhor", ou seja, passamos a viver sob a orientação de Deus e refletir Sua glória.

O Significado de ser luz no Senhor

A luz na Bíblia frequentemente simboliza a presença de Deus, a verdade e a santidade. Em contraste, as trevas representam o pecado, a ignorância e a ausência da presença divina. Quando Paulo diz que "agora sois luz no Senhor", ele não apenas indica que fomos iluminados, mas que nos tornamos fonte de luz no mundo.

Essa transformação não é apenas teórica, mas prática. O cristão deve "andar como filho da luz", o que significa:

  • Viver de forma íntegra e justa, conforme Efésios 5:9: “Porque o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade.”
  • Testemunhar a verdade de Cristo no dia a dia, sendo exemplo para os outros (Mateus 5:16).
  • Evitar as obras infrutíferas das trevas (Efésios 5:11), rejeitando práticas que desagradam a Deus.

Como andar como filhos da luz?

Ser um filho da luz envolve uma mudança de mentalidade e de atitudes. Algumas formas práticas de viver essa realidade incluem:

  1. Buscar intimidade com Deus – A luz de Cristo deve brilhar em nós diariamente por meio da oração, leitura da Palavra e comunhão com Deus.
  2. Praticar o amor e a justiça – Assim como Jesus andou em amor, somos chamados a demonstrar compaixão, perdão e honestidade.
  3. Evangelizar com nossa vida – Nosso testemunho deve levar outros a Cristo, iluminando os caminhos daqueles que ainda vivem nas trevas.
  4. Rejeitar o pecado – O pecado nos afasta da luz, por isso devemos lutar contra as tentações e buscar santificação.

Conclusão

Efésios 5:8 nos lembra que fomos transformados pela graça de Deus e temos uma nova identidade em Cristo. Como filhos da luz, devemos refletir essa verdade em nossas ações e palavras, sendo testemunhas vivas do amor e da justiça de Deus.

Que possamos diariamente buscar a presença do Senhor, deixando Sua luz brilhar em nossas vidas e guiando-nos a viver de maneira santa e agradável a Ele.

Pergunta para reflexão:
Será que minhas atitudes refletem a luz de Cristo ou ainda há trevas em minha vida que precisam ser dissipadas?

Que Deus nos fortaleça para caminharmos sempre como filhos da luz! 

quarta-feira, 19 de março de 2025

Faturamento da indústria de materiais de construção cresce 1,6%

Previsão é que o setor cresça 2,8% no acumulado de 2025

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O faturamento da indústria de materiais de construção cresceu 1,6% em fevereiro em comparação ao desempenho do mesmo mês de 2024. Em relação a janeiro, houve retração de 2,2% no faturamento do setor. A entidade manteve a previsão de crescimento de 2,8% do faturamento do setor no acumulado do ano de 2025.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (18), são da pesquisa Índice, da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), elaborada pela Fundação Getulio Vargas, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Os dados de fevereiro mostram uma oscilação natural no faturamento do setor, com uma leve devolução do crescimento registrado em janeiro. No entanto, ao analisarmos a comparação anual, observamos que a indústria de materiais de construção segue em trajetória positiva, com crescimento de 1,6% em relação a fevereiro de 2024”, destacou o presidente da Abramat, Rodrigo Navarro.

No segundo mês do ano, o faturamento dos materiais básicos da construção registrou retração de 0,8% em relação a janeiro e aumento de 1,4% se comparado a fevereiro do ano passado. Já os materiais de acabamento apresentaram recuo de 3,6% em relação a janeiro e expansão de 1,8% frente a fevereiro do ano anterior.

Fonte: Agência Brasil

 

IGP-10 desacelera em março e registra alta de 0,04% no mês

Índice acumula alta de 1,44% no ano e 8,59% em 12 meses, segundo FGV

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O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou alta de 0,04% em março, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice avançou 0,87%. Com esse desempenho, o IGP-10 acumula alta de 1,44% no ano e 8,59% nos últimos 12 meses. Em março de 2024, o índice havia apresentado queda de 0,17% no mês e retração acumulada de 4,05% no período anual.

De acordo com Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE), a incerteza global, intensificada pela Guerra Comercial dos EUA, influenciou a retração dos preços do minério de ferro, impactando diretamente o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Além disso, no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), quase todos os grupos apresentaram desaceleração, com exceção de Materiais e Equipamentos, que registraram alta de 0,52%, impulsionada pelo aumento nos preços de Materiais para Instalação. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o grupo Habitação teve um peso significativo na alta do indicador, especialmente devido às variações nas tarifas de eletricidade e aluguel residencial.

IPA registra queda de 0,26%

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,26% em março, após alta de 1,02% em fevereiro. O grupo de Bens Finais acelerou para 1,12% no mês, ante 0,10% no período anterior. Já o grupo de Bens Intermediários desacelerou para 0,14%, enquanto Matérias-Primas Brutas recuaram 1,36%, revertendo a alta de 1,49% de fevereiro.

IPC avança para 1,03%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 1,03% em março, acelerando frente aos 0,44% de fevereiro. As maiores pressões de alta vieram dos grupos Habitação (-0,44% para 2,77%), Alimentação (0,87% para 1,31%) e Vestuário (-0,46% para 0,24%). Por outro lado, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,29% para -1,98%), Transportes (1,14% para 1,03%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,61% para 0,51%) registraram desaceleração.

INCC desacelera para 0,43%

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,43% em março, abaixo do 0,55% registrado em fevereiro. Entre seus componentes, o grupo Materiais e Equipamentos acelerou de 0,33% para 0,52%, enquanto Serviços desaceleraram de 0,90% para 0,18% e Mão de Obra recuou de 0,79% para 0,36%.

Sobre o IGP-10

O IGP-10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE). Ele mede a evolução dos preços entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência e é composto por três subíndices:

  • IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo – 10): peso de 60%
  • IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor – 10): peso de 30%
  • INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção – 10): peso de 10%

Bandeira do Estado de Roraima: História, significado e curiosidades

A bandeira do estado de Roraima é um dos símbolos oficiais que representam a identidade e a cultura deste estado localizado na região Norte do Brasil. Com um design simples, mas carregado de significado, a bandeira reflete a diversidade e a esperança do povo roraimense. Neste artigo, vamos explorar sua história, cores e elementos, além de curiosidades sobre seu uso e criação.

História da bandeira de Roraima

Roraima tornou-se um estado em 1988, com a promulgação da Constituição Federal. Até então, a região era um Território Federal. A bandeira foi criada oficialmente pela Lei Estadual nº 133, de 14 de junho de 1996, sancionada pelo então governador Neudo Ribeiro Campos. O desenho foi inspirado nos ideais de progresso, riqueza natural e paz.

Significado das cores e elementos

A bandeira de Roraima é composta por três faixas diagonais e um conjunto de elementos que representam aspectos geográficos e culturais do estado:

  • Faixa azul: Localizada na parte superior esquerda, simboliza o céu do estado, representando a tranquilidade e a serenidade.
  • Faixa branca: No centro da bandeira, representa a paz e a harmonia entre os povos que habitam a região.
  • Faixa verde: Na parte inferior direita, faz referência às florestas e à rica biodiversidade do estado.
  • Estrela amarela: Localizada na faixa branca, próxima ao lado esquerdo da bandeira, simboliza Roraima no conjunto dos estados brasileiros.
  • Faixa vermelha e amarela na base: Representa a linha do Equador, que atravessa o estado, e simboliza o solo fértil e a prosperidade da região.

Influências e simbolismo

O design da bandeira de Roraima segue um padrão adotado por outros estados brasileiros, com influências de elementos naturais e históricos. A disposição das cores remete à bandeira nacional e aos ideais de união e desenvolvimento.

A estrela amarela também tem um simbolismo forte, pois, assim como na bandeira nacional, representa a inclusão de Roraima na federação brasileira. Além disso, o verde e o azul reforçam a importância da preservação ambiental, considerando que o estado abriga importantes ecossistemas.

Curiosidades sobre a bandeira

  • A bandeira foi criada oito anos após a elevação de Roraima à categoria de estado.
  • Antes da oficialização, o estado utilizava apenas o brasão oficial como principal símbolo.
  • Seu design é frequentemente associado às belezas naturais do Monte Roraima, um dos principais pontos turísticos do estado.
  • A faixa vermelha e amarela na base é uma das poucas representações da linha do Equador em bandeiras estaduais brasileiras.

Considerações finais

A bandeira do estado de Roraima é um importante símbolo de identidade para os roraimenses. Seu design reflete a história, a cultura e a natureza exuberante da região, reforçando os valores de paz, prosperidade e esperança para o futuro.

Referências Bibliográficas

  • BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 16 mar. 2025.
  • RORAIMA. Lei Estadual nº 133, de 14 de junho de 1996. Disponível em: www.al.rr.leg.br. Acesso em: 16 mar. 2025.
  • FERREIRA, Aurélio. Símbolos Estaduais Brasileiros. Editora Cultura Nacional, 2002.
  • SILVA, Carlos. A História Política de Roraima. Editora Amazônia, 2010.

terça-feira, 18 de março de 2025

Produção pecuária no Brasil em 2024 bate recordes e impulsiona exportações

Abate de bovinos e frangos atinge números históricos; aquisição de leite também cresce e consolida tendência de recuperação do setor

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O setor pecuário brasileiro alcançou marcos históricos em 2024, impulsionado pelo crescimento no abate de bovinos e frangos, além do aumento expressivo na aquisição de leite e na produção de ovos. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país registrou avanços significativos em diversas frentes, consolidando-se como um dos principais produtores mundiais de carne e laticínios.

Abate de bovinos cresce 15,2% e atinge maior volume da série histórica

Em 2024, foram abatidas 39,27 milhões de cabeças de bovinos sob inspeção sanitária, representando um aumento de 15,2% em relação ao ano anterior. Esse volume superou o recorde anterior, registrado em 2013, e manteve a tendência de crescimento iniciada em 2022.

O crescimento foi impulsionado, em parte, pelo aumento no abate de fêmeas, que cresceu 19% em relação a 2023. As exportações de carne bovina in natura também atingiram um recorde de 2,55 milhões de toneladas. O Mato Grosso manteve a liderança no abate de bovinos, com 18,1% da participação nacional, seguido por Goiás (10,2%) e São Paulo (10,2%).

Frangos registram recorde de abate e crescimento de 2,7%

O setor avícola também celebrou um ano histórico, com o abate de 6,46 bilhões de cabeças de frangos, um aumento de 2,7% em relação a 2023. Este é o maior volume já registrado desde o início da série histórica, em 1997.

O destaque foi para os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que lideraram o abate nacional. As exportações de carne de frango também atingiram recordes tanto em volume quanto em faturamento.

Abate de suínos cresce 1,2% e bate novo recorde

O abate de suínos também apresentou avanço em 2024, com 57,86 milhões de cabeças abatidas, um aumento de 1,2% (+684,24 mil cabeças) em relação ao ano anterior. Santa Catarina liderou o setor, com 29,1% da produção nacional, seguido pelo Paraná (21,5%) e Rio Grande do Sul (17,1%).

Aquisição de leite cresce 3,1% e retoma tendência de alta

A captação de leite também teve um desempenho positivo em 2024. Os laticínios sob inspeção sanitária adquiriram 25,38 bilhões de litros de leite, um crescimento de 3,1% em relação a 2023. Este é o segundo ano consecutivo de crescimento, após dois anos de queda na captação.

Produção de ovos cresce 10% e atinge novo recorde

O Brasil também registrou crescimento expressivo na produção de ovos, que alcançou 4,67 bilhões de dúzias, um aumento de 10% em relação a 2023. Este volume estabelece um novo recorde na série histórica da pesquisa.

Curtumes registram aumento de 16,8% na aquisição de couro cru

Os curtumes brasileiros receberam 40,08 milhões de peças inteiras de couro cru bovino, um crescimento de 16,8% em relação ao ano anterior. Este aumento reflete a maior disponibilidade de matéria-prima, impulsionada pelo crescimento no abate de bovinos.

Perspectivas para 2025

Com os recordes alcançados em 2024, o setor pecuário brasileiro se consolida como um dos mais dinâmicos do mundo. O crescimento das exportações e a retomada na produção de leite indicam um panorama otimista para 2025, com expectativas de novos avanços na produção e na conquista de mercados internacionais.

Estátua da Liberdade no centro de polêmica entre França e EUA

Parlamentar francês sugere devolução do monumento; Casa Branca reage com críticas

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A Estátua da Liberdade, um dos símbolos mais icônicos dos Estados Unidos, voltou ao centro do debate político internacional após declarações do eurodeputado francês Raphaël Glucksmann. O parlamentar sugeriu que os EUA deveriam devolver o monumento à França, argumentando que as políticas da administração de Donald Trump contradizem os valores que a estátua representa.

"Devolvam-nos a Estátua da Liberdade", disse Glucksmann durante um discurso em Paris, no domingo (16), direcionado aos apoiadores de seu partido, Place Public. Segundo ele, os EUA "escolheram passar para o lado dos tiranos", referindo-se às políticas de imigração e aos cortes de funcionários públicos promovidos pelo governo Trump.

A Casa Branca reagiu rapidamente às declarações. A assessora de imprensa Karoline Leavitt classificou Glucksmann como um político de "baixo nível" e relembrou o papel dos EUA na libertação da França durante a Segunda Guerra Mundial. "É apenas por causa dos Estados Unidos que os franceses não estão falando alemão neste momento. Eles deveriam ser gratos ao nosso grande país", afirmou.

A polêmica ocorre em um momento de crescente tensão entre os EUA e aliados europeus em relação a temas como imigração, democracia e governança.

A história da Estátua da Liberdade

A Estátua da Liberdade foi um presente da França aos Estados Unidos, inaugurado em 28 de outubro de 1886, para celebrar a independência americana e a amizade entre as duas nações. Projetada pelo escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi e com estrutura interna do engenheiro Gustave Eiffel, a estátua simboliza liberdade e democracia, sendo uma homenagem aos ideais republicanos.

A ideia de presentear os Estados Unidos surgiu em 1865, quando o jurista francês Édouard René de Laboulaye propôs a criação de um monumento para reforçar os laços entre os dois países. A estátua foi construída na França e enviada desmontada para Nova York, onde foi erguida na Ilha da Liberdade, na entrada do porto da cidade.

Desde então, a estátua se tornou um símbolo global da liberdade e do acolhimento a imigrantes, sendo a primeira visão dos milhares de europeus que chegavam aos EUA em busca de novas oportunidades. A inscrição em sua base traz um poema de Emma Lazarus, destacando a mensagem de esperança: "Dai-me os seus fatigados, os seus pobres, suas massas encurraladas ansiando por respirar livres".

A recente polêmica levantada por Glucksmann reacende o debate sobre a atual postura dos EUA em relação aos princípios que a estátua representa. Enquanto para alguns a liberdade e a acolhida de imigrantes permanecem intactas, para outros, as políticas do governo Trump estariam desvirtuando esses ideais, gerando críticas e atritos diplomáticos.

Referências Bibliográficas

  • BARTHOLDI, Frédéric Auguste. Lettres et Documents sur la Statue de la Liberté. Paris: Éditions Hachette, 1886.
  • LAZARUS, Emma. The New Colossus. 1883. Disponível em: https://www.poetryfoundation.org. Acesso em: 18 mar. 2025.
  • LABOULAYE, Édouard René de. Histoire des États-Unis. Paris: Charpentier, 1865.
  • PEARL, Susan. Liberty Enlightening the World: The Story of the Statue of Liberty. New York: Harper & Row, 1984.
  • TRACHTENBERG, Alan. The Incorporation of America: Culture and Society in the Gilded Age. New York: Hill and Wang, 1982.
  • U.S. NATIONAL PARK SERVICE. Statue of Liberty History. Disponível em: https://www.nps.gov/stli/learn/historyculture. Acesso em: 18 mar. 2025.
  • EURONEWS. Político francês sugere devolução da Estátua da Liberdade aos EUA. 2025. Disponível em: https://www.euronews.com. Acesso em: 18 mar. 2025.

Indústria nacional tem variação nula em janeiro, mas Ceará se destaca com crescimento de 7,9%

Pernambuco registra queda de 22,3%, a mais expressiva do período

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A produção industrial brasileira registrou variação nula (0,0%) em janeiro de 2025, na comparação com dezembro de 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da estabilidade no índice nacional, oito dos 15 locais analisados apresentaram crescimento no período, com destaque para o Ceará, que avançou 7,9%, reduzindo parte das perdas acumuladas nos dois meses anteriores.

São Paulo (2,4%), Rio de Janeiro (2,3%) e Bahia (2,0%) também registraram expansão na produção industrial. Em contrapartida, Pernambuco apresentou o maior recuo do mês, com uma retração de 22,3%, seguido pela Região Nordeste (-4,0%) e pelo Pará (-3,9%).

Na análise da média móvel trimestral, 10 dos 15 locais pesquisados mostraram desempenho negativo, com destaque para Pernambuco (-5,8%), Mato Grosso (-2,8%) e Espírito Santo (-2,4%). Já Amazonas (2,2%), Bahia (1,4%) e Rio de Janeiro (0,9%) tiveram os principais avanços.

No acumulado dos últimos 12 meses, o setor industrial apresentou crescimento de 2,9%, com alta em 16 dos 18 locais pesquisados. Entre os estados com melhor desempenho no período estão Santa Catarina (7,7%) e Ceará (6,5%). Já Espírito Santo foi o único com resultado negativo (-2,5%), evidenciando uma desaceleração na indústria local.

Os dados refletem um cenário de recuperação em algumas regiões, ao passo que outras ainda enfrentam desafios, especialmente no Nordeste, onde Pernambuco e Maranhão sofreram quedas expressivas. A expectativa do mercado agora se volta para os próximos meses, buscando sinais de retomada mais ampla na produção industrial do país.