Radio Evangélica

quarta-feira, 5 de março de 2025

Dólar tem maior queda diária em dois anos e meio e fecha a R$ 5,75

Bolsa sobe 0,2%, apesar de queda na cotação do petróleo

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O mercado financeiro retornou do carnaval em clima de alívio. Numa sessão de curta duração, o dólar teve a maior queda em mais de dois anos e meio e dissipou a alta do fim de fevereiro. A bolsa teve pequena alta, apesar da queda na cotação do petróleo.

dólar comercial encerrou esta quarta-feira (5) vendido a R$ 5,756, com recuo de R$ 0,16 (-2,71%). A cotação operou em baixa durante toda a sessão e fechou próxima da mínima do dia em meio a sinais de desaceleração na economia norte-americana e com a reversão de medidas comerciais anunciadas pelo presidente Donald Trump.

Esse foi o maior recuo diário da moeda norte-americana desde 3 de outubro de 2022, quando o dólar tinha caído 4,03% no dia seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais. Em 2025, a divisa acumula queda de 6,86%.

No mercado de ações, o otimismo foi menor. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 123.047 pontos, com alta de 0,2%.

Apesar da alta nas bolsas norte-americanas, a bolsa brasileira foi influenciada pela forte queda nas ações de petroleiras em todo o mundo, por causa do recuo do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, caiu 2,36% nesta segunda e fechou a US$ 69,46 em meio a notícias de aumento de estoques de petróleo nos Estados Unidos e notícias de plano da Opep+ de elevar a produção em abril.

As ações da Petrobras, as mais negociadas no Ibovespa, caíram 4,61% nos papéis ordinários (sem direito a voto em assembleia de acionistas). Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 3,65%.

Em relação ao dólar, a divisa refletiu sinais de desaceleração na economia norte-americana. Além disso, a decisão de Donald Trump de adiar para abril o início da elevação de tarifas em 25% para os produtos do México e do Canadá fez a cotação cair ainda mais no fim da tarde.

* com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Previsão para inflação permanece em 5,65% para este ano

Essa é primeira estabilização após 19 semanas de alta

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Depois de 19 semanas em alta, as projeções para a inflação em 2025 se estabilizaram. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), os analistas de mercado acreditam que a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 5,65%.

Apesar da estabilização, a inflação, caso se concretize a projeção, fechará o ano bastante acima da meta. Pelo novo sistema de metas contínuas, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelece meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que indica teto da meta de 4,5%.

Na última ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC informou que a inflação deve estourar o teto da meta no primeiro ano do regime de metas contínuas.

O boletim Focus manteve em 15% ao ano a expectativa para a Taxa Selic (juros básicos da economia) no fim do ano. A projeção está nesse nível há oito semanas. Para 2026, as instituições financeiras projetam juros básicos de 12,5% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano, com o Copom admitindo que elevará os juros para 14,25% na reunião de março.

PIB

Em relação ao desempenho da economia neste ano, os analistas de mercado mantiveram em 2,01% a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) neste ano.

O boletim Focus projeta crescimento de 1,7% no PIB para 2026 e de 2% para 2027 e 2028.

Fonte: Agência Brasil

A Bandeira do Estado do Amazonas: História, significado e identidade regional

A bandeira do estado do Amazonas é um dos símbolos oficiais que representam a identidade e a história dessa importante região brasileira. Adotada em 1897, a bandeira carrega elementos que retratam a geografia, a cultura e as lutas do povo amazonense. Este artigo busca apresentar a origem da bandeira, seu significado simbólico e a importância histórica para o estado, além de discutir sua relevância no contexto político-social do Brasil republicano. A pesquisa foi fundamentada em fontes históricas e documentos oficiais.

Introdução

Os símbolos estaduais desempenham um papel fundamental na construção da identidade coletiva de um povo. Entre eles, as bandeiras são representações visuais carregadas de significados históricos, culturais e políticos. A bandeira do Amazonas, oficializada em 14 de janeiro de 1897, reflete não apenas a geografia e a cultura do estado, mas também o espírito de resistência e superação do povo amazonense em meio aos desafios de sua história.

Contexto histórico da criação da bandeira

Com a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, houve um movimento nacional para que estados brasileiros criassem seus próprios símbolos oficiais, rompendo com os emblemas associados ao período imperial. Assim, o Amazonas, integrado à nova ordem republicana, aprovou sua bandeira em 1897, em meio ao desejo de afirmação de sua identidade e autonomia regional.

A criação da bandeira do Amazonas foi resultado de um concurso público promovido pelo governo estadual, vencido por José Antônio da Silva, que apresentou um projeto que representava tanto a esperança no progresso quanto as dificuldades enfrentadas pelo estado na época.

Descrição e simbolismo da bandeira do Amazonas

A bandeira do Amazonas possui um desenho simples, mas rico em significados. Ela é composta por três faixas horizontais e um retângulo azul no canto superior esquerdo contendo estrelas.

Faixas:

  • As duas faixas brancas representam a esperança e a paz.
  • A faixa vermelha central simboliza o sangue e o esforço do povo amazonense nas batalhas diárias para superar os desafios sociais, econômicos e políticos do estado.

Retângulo azul com estrelas:

  • O retângulo azul representa o céu amazônico.
  • Dentro dele, há 25 estrelas brancas, que simbolizam os municípios existentes no Amazonas na época da criação da bandeira.
  • A estrela maior, destacada no canto superior esquerdo do retângulo azul, representa a capital, Manaus.

Outro elemento simbólico importante da bandeira é a ideia de luta e superação. O vermelho no centro da bandeira enfatiza que, embora existam paz e esperança (faixas brancas), o progresso só será alcançado com trabalho e perseverança, refletindo as dificuldades históricas de desenvolvimento da região amazônica.

A importância da bandeira como símbolo de identidade

Mais do que uma simples peça decorativa, a bandeira do Amazonas é carregada de sentido para a população. Ela aparece em eventos cívicos, escolares, esportivos e oficiais, funcionando como um instrumento de coesão social e valorização da cultura local.

Ao longo dos anos, a bandeira se consolidou como um símbolo de resistência do povo amazônida frente aos desafios impostos pelo isolamento geográfico, pela exploração econômica e pela luta pela preservação de sua rica biodiversidade.

Considerações finais

A bandeira do estado do Amazonas é um patrimônio cultural e histórico que transcende sua função simbólica. Representa o passado, o presente e as aspirações futuras de um povo que se orgulha de sua terra e de sua cultura. Ao entender o significado de seus elementos e o contexto de sua criação, podemos valorizar ainda mais a identidade amazonense e reconhecer sua importância no cenário nacional.

 Referências bibliográficas

  • AMAZONAS. Governo do Estado. Símbolos oficiais do Amazonas. Disponível em: https://www.amazonas.am.gov.br. Acesso em: fev. 2025.
  • BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Símbolos Estaduais. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: fev. 2025.
  • SILVA, José Aldemir. História do Amazonas: Do Império à República. Manaus: Editora Valer, 2008.
  • PEREIRA, Maria Cecília. Identidade e Memória: Símbolos Oficiais e o Sentimento de Pertença no Amazonas. Revista Brasileira de História Regional, v. 15, n. 2, 2019.
  • SOUZA, Ricardo. Bandeiras do Brasil e Suas Histórias. São Paulo: Editora Contexto, 2015.

terça-feira, 4 de março de 2025

Carlota Joaquina de Bourbon: Entre o Poder e a Controvérsia na História Luso-Brasileira

Carlota Joaquina de Bourbon (1775–1830), rainha consorte de Portugal, figura como uma das personagens mais controversas da história luso-brasileira. Filha do rei Carlos IV da Espanha, seu casamento com Dom João VI foi marcado por interesses políticos e conflitos pessoais. Neste artigo, busca-se analisar o papel político de Carlota Joaquina, suas articulações durante o período da transferência da corte portuguesa ao Brasil (1808) e seu legado histórico, frequentemente associado à intriga e à resistência às mudanças liberais. A pesquisa fundamenta-se em fontes históricas e na historiografia recente que busca revisitar sua atuação além dos estereótipos.

Introdução

Carlota Joaquina de Bourbon é lembrada na história como uma figura polêmica, muitas vezes retratada com adjetivos depreciativos como "ambiciosa" e "conspiradora". Entretanto, novas abordagens historiográficas apontam para a necessidade de uma reavaliação crítica de sua trajetória, destacando sua participação ativa na política da época. Neste artigo, analisamos sua influência política, suas pretensões dinásticas e o impacto de sua presença na corte portuguesa no Brasil.

Contexto Histórico e Biográfico

Carlota Joaquina nasceu em 25 de abril de 1775, na Espanha. Aos dez anos foi prometida em casamento a Dom João, então príncipe herdeiro de Portugal, como parte de uma aliança política entre os reinos ibéricos. Casou-se oficialmente em 1785, numa união que, desde o início, demonstrou ser turbulenta, tanto no aspecto pessoal quanto político.

Durante a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, devido à invasão napoleônica na Península Ibérica, Carlota Joaquina desempenhou um papel relevante, principalmente ao tentar reivindicar para si o governo das possessões espanholas na América do Sul, alegando a ilegitimidade do domínio francês na Espanha.

O Carlotismo: Ambições e Limites

O movimento conhecido como "Carlotismo" refere-se aos esforços de Carlota Joaquina em assumir o controle sobre territórios espanhóis na América, utilizando como justificativa sua condição de filha do rei deposto e esposa do regente de Portugal. Ela tentou legitimar sua pretensão ao trono do Rio da Prata (atual Argentina, Uruguai e Paraguai), mas encontrou resistência tanto dos espanhóis quanto dos próprios portugueses e brasileiros, que temiam envolver-se em conflitos externos.

Embora não tenha obtido sucesso efetivo, o Carlostismo revelou a disposição política de Carlota Joaquina de atuar além do papel cerimonial esperado das mulheres da monarquia, inserindo-se nos debates geopolíticos do início do século XIX.

Carlota Joaquina e o Absolutismo

Carlota Joaquina também é lembrada por sua firme oposição ao movimento liberal em Portugal. Após a Revolução Liberal do Porto (1820), que estabeleceu a Constituição de 1822, Carlota posicionou-se ao lado dos setores mais conservadores, defendendo a restauração do absolutismo. Sua influência foi crucial durante as tensões políticas que envolveram a volta da corte a Portugal em 1821 e as disputas internas na família real.

Morte e Legado

Carlota Joaquina morreu em 7 de janeiro de 1830, em Queluz, Portugal. Após sua morte, sua imagem foi consolidada como a de uma figura antagônica às transformações políticas que marcaram a transição do Antigo Regime para o constitucionalismo. Contudo, estudos recentes propõem uma leitura mais complexa de sua trajetória, reconhecendo-a como uma mulher que soube articular poder dentro das limitações de seu tempo.

Considerações Finais

Carlota Joaquina de Bourbon ultrapassou os limites tradicionais do papel feminino na monarquia, agindo como agente político em momentos decisivos da história luso-brasileira. Ao reavaliar sua atuação sem os preconceitos consolidados pela historiografia tradicional, podemos compreender melhor as dinâmicas de poder na corte portuguesa e as relações entre Portugal, Espanha e Brasil no início do século XIX.

 

Referências

  • ARRUDA, José Jobson de Andrade. O Brasil no Contexto da América Latina: Século XIX. São Paulo: Ática, 1993.
  • BARMAN, Roderick J. Brazil: The Forging of a Nation, 1798–1852. Stanford: Stanford University Press, 1988.
  • COSTA, Fernando Dores. Carlota Joaquina e o Carlostismo: Ambições e Limites. Revista Brasileira de História, v. 24, n. 47, p. 11-38, 2004.
  • LYRA, Maria de Lourdes Viana. A utopia do poderoso império: Portugal e Brasil: 1798-1822. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1994.
  • SARAIVA, José Hermano. História Concisa de Portugal. Lisboa: Publicações Europa-América, 1993.

segunda-feira, 3 de março de 2025

Emburrecimento Programado: A Crítica de John Taylor Gatto ao Sistema Escolar

Emburrecimento Programado é um livro escrito por John Taylor Gatto, um renomado professor com mais de trinta anos de experiência em sala de aula em Nova York. Publicado originalmente em 1992 e traduzido por Leonardo Araújo, o livro revela o que está por trás do currículo escolar e como ele treina as crianças para o "emburrecimento". Gatto faz uma distinção importante entre escolarização e educação, argumentando que as crianças são escolarizadas, mas não educadas.

A Escola como ferramenta de controle

Uma das principais críticas de Gatto é que a escolarização obrigatória afasta as crianças do ambiente familiar e da comunidade em que vivem. De forma sutil, elas aprendem a valorizar mais as instituições do que suas próprias famílias, pois são ensinadas a acreditar que as instituições sabem o que é melhor para cada indivíduo. No entanto, a família é a instituição mais antiga da sociedade e, segundo o autor, deveria ser a base da formação de qualquer ser humano.

A escola, ao invés de incentivar a autonomia intelectual, molda os estudantes para serem obedientes e submissos a sistemas burocráticos. Gatto argumenta que esse modelo educacional não se baseia no desenvolvimento do pensamento crítico, mas sim na padronização do comportamento e na aceitação de hierarquias sociais impostas.

Dependência intelectual e assistencialismo educacional

Outro tema interessante abordado pelo autor é a dependência intelectual que a escolarização cria. As crianças aprendem a esperar que o professor passe conteúdos previamente escolhidos por "planejadores centrais", muitas vezes anônimos e distantes da realidade dos alunos. Esse processo gera um assistencialismo intelectual, no qual os estudantes não desenvolvem a capacidade de buscar conhecimento por conta própria, tornando-se dependentes do sistema para interpretar o mundo ao seu redor.

Essa dependência se reflete na vida adulta, quando ex-alunos se tornam cidadãos que esperam que autoridades ou especialistas lhes digam o que pensar e como agir, em vez de buscar suas próprias soluções e caminhos. Segundo Gatto, essa mentalidade perpetua um ciclo de conformismo e passividade, limitando a inovação e a criatividade da sociedade.

A padronização e seus impactos

O modelo escolar tradicional padroniza o ensino sem considerar as diferenças individuais dos alunos. Em vez de estimular a criatividade e o talento pessoal, a escola impõe um currículo rígido que pouco dialoga com as necessidades específicas de cada estudante.

Para Gatto, essa estrutura não é acidental, mas sim uma estratégia deliberada para formar indivíduos previsíveis e fáceis de controlar. Ele destaca que a educação moderna segue um modelo herdado da Revolução Industrial, projetado para criar trabalhadores obedientes, e não cidadãos autônomos e críticos.

Alternativas ao sistema tradicional

Ao longo do livro, Gatto sugere alternativas para uma educação mais autêntica e libertadora. Ele defende modelos de aprendizado baseados na experiência, na curiosidade natural das crianças e na conexão com a vida real. Para ele, a verdadeira educação ocorre fora das paredes da escola, através da experimentação, da leitura independente, do contato com diversas culturas e do desenvolvimento de habilidades práticas.

O autor menciona exemplos de educações alternativas, como o ensino domiciliar (homeschooling), escolas democráticas e abordagens autodirigidas, que permitem maior liberdade e autonomia no processo de aprendizagem. Para Gatto, a chave para um ensino de qualidade é o estímulo ao pensamento independente e à construção de conhecimento baseada no interesse genuíno do aluno.

Conclusão

Emburrecimento Programado é um livro que desafia as concepções tradicionais de educação e convida o leitor a refletir sobre os verdadeiros objetivos da escolarização. A crítica de Gatto ao sistema educacional moderno levanta questões importantes sobre a liberdade intelectual, a autonomia dos indivíduos e a necessidade de reformularmos o modo como ensinamos nossas crianças.

Ao questionar o papel das escolas na formação da sociedade, o autor abre espaço para um debate fundamental: estamos educando para a liberdade ou para a obediência? Essa é uma reflexão que vale não apenas para pais e professores, mas para qualquer pessoa preocupada com o futuro da educação e da sociedade.

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domingo, 2 de março de 2025

O Período Pré-Dinástico do Egito: As Origens de uma Civilização Milenar

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O Egito Antigo é amplamente conhecido por suas grandiosas pirâmides, templos monumentais e governantes lendários. No entanto, antes da formação dos primeiros reinos e do surgimento dos faraós, o território do vale do Nilo já era habitado por comunidades que moldariam uma das civilizações mais icônicas da história. Esse período, conhecido como Pré-Dinástico, abrange aproximadamente de 6000 a 3100 a.C., sendo uma fase crucial para a estruturação da sociedade egípcia.

As Primeiras Comunidades Agrícolas

Durante o período Pré-Dinástico, o Egito passou por uma transformação significativa, deixando de ser uma terra de caçadores-coletores nômades para uma sociedade baseada na agricultura e na pecuária. A fertilidade do vale do Nilo, com suas cheias sazonais, permitiu o cultivo de cereais como trigo e cevada, além da domesticação de animais. Esses avanços garantiram a fixação de populações em aldeias permanentes e o desenvolvimento de estruturas sociais mais complexas.

Culturas de Nagada e Badariense

Os arqueólogos identificaram diferentes culturas que compuseram essa fase inicial da história egípcia. Entre as mais importantes, destacam-se:

  • Cultura Badariense (c. 4400 – 4000 a.C.): Caracterizada pela produção de cerâmica sofisticada e pelo uso do cobre, essa cultura estabeleceu as bases para o desenvolvimento social e econômico do Egito Antigo.
  • Culturas de Nagada I, II e III (c. 4000 – 3100 a.C.): Responsáveis pela crescente organização política e social, essas culturas demonstraram avanços na arquitetura, na arte e na consolidação das primeiras formas de escrita e simbologia religiosa. A fase Nagada III marca a transição para a unificação do Egito sob o primeiro faraó.

O Caminho para a Unificação

À medida que os assentamentos cresciam e as interações entre comunidades se intensificavam, a necessidade de uma administração centralizada se tornou evidente. Chefes locais passaram a expandir seus territórios, resultando na formação de dois grandes reinos: o Alto Egito (ao sul) e o Baixo Egito (ao norte). Esse processo culminaria com a unificação do Egito, por volta de 3100 a.C., sob o reinado de Narmer (ou Menés), considerado o primeiro faraó.

Legado do Período Pré-Dinástico

O período Pré-Dinástico foi essencial para estabelecer os fundamentos políticos, religiosos e culturais do Egito Antigo. Elementos que se tornariam característicos da civilização egípcia, como a crença na vida após a morte, a iconografia dos deuses e a organização estatal, já estavam sendo moldados nessa época.

Nos próximos artigos, exploraremos cada fase dessa fascinante jornada histórica, desde o Antigo Império até os tempos de Cleópatra. No próximo domingo, falaremos sobre a unificação do Egito e o início do Período Arcaico!

Fique atento e acompanhe essa série sobre o Egito Antigo. Até a próxima!

Referências Bibliográficas

  • Bard, Kathryn A. An Introduction to the Archaeology of Ancient Egypt. Blackwell Publishing, 2007.
  • Wilkinson, Toby. The Rise and Fall of Ancient Egypt. Random House, 2010.
  • Shaw, Ian (Ed.). The Oxford History of Ancient Egypt. Oxford University Press, 2000.
  • Midant-Reynes, Béatrix. The Prehistory of Egypt: From the First Egyptians to the First Pharaohs. Blackwell Publishing, 2000.

 

sábado, 1 de março de 2025

Monarquias no mundo: conheça os países que ainda mantêm reis e rainhas

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Apesar da predominância de regimes republicanos no cenário político mundial, 43 países ainda mantêm monarquias, seja em sistemas constitucionais ou absolutos. Essas nações preservam reis e rainhas como chefes de Estado, com poderes variáveis conforme suas constituições.

Monarquias na Europa

A Europa abriga 12 monarquias, todas constitucionais. O Reino Unido é o mais influente, sendo também chefe de Estado de diversas ex-colônias. Além dele, há monarquias na Espanha, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Mônaco, Liechtenstein, Noruega, Suécia, Dinamarca e Andorra. O Vaticano também é uma monarquia teocrática, governada pelo Papa.

Monarquias na Ásia

O continente asiático possui 13 monarquias, sendo algumas constitucionais e outras absolutas. O Japão mantém uma monarquia cerimonial, enquanto países como Malásia, Tailândia, Camboja, Jordânia, Kuwait e Bahrein possuem monarquias constitucionais com algum poder político. Já Arábia Saudita, Catar, Omã, Emirados Árabes Unidos (federação de sete monarquias) e Brunei são monarquias absolutas, onde o rei ou sultão exerce controle quase total sobre o governo.

Monarquias na África

A África conta com três monarquias: Marrocos, com um rei que detém poderes significativos; Lesoto, onde o rei possui um papel mais simbólico; e Essuatíni (ex-Suazilândia), que ainda mantém uma monarquia absoluta.

Monarquias na Oceania

Na Oceania, quatro países são monarquias: Tonga, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão e Tuvalu. Os três últimos reconhecem o monarca britânico como chefe de Estado, enquanto Tonga mantém uma monarquia constitucional independente.

Monarquias nas Américas

Onze países das Américas continuam sendo monarquias, todos sob a liderança do Reino Unido. Entre eles estão Canadá, Austrália, Nova Zelândia e nações caribenhas como Jamaica, Bahamas, Antígua e Barbuda, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Belize e Granada. Esses países possuem autonomia política, mas mantêm o monarca britânico como chefe de Estado.

O papel da monarquia nos dias atuais

Embora a maioria dessas monarquias seja constitucional, onde o rei ou rainha tem função simbólica, algumas ainda exercem influência política considerável. Em países como Arábia Saudita e Essuatíni, os monarcas detêm poderes quase absolutos, enquanto em lugares como Reino Unido, Japão e Suécia, as famílias reais cumprem papéis representativos e culturais.

Mesmo em meio a debates sobre a modernização dos sistemas políticos, as monarquias continuam sendo parte da identidade nacional de diversos países, preservando tradições e influenciando a política global.

Referências

  • BAGEHOT, Walter. The English Constitution. Oxford University Press, 2001.
  • ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas: Reflexões sobre a Origem e a Difusão do Nacionalismo. Companhia das Letras, 2008.
  • Organização das Nações Unidas (ONU). Relatórios sobre Governança Global. Disponível em: https://www.un.org.
  • Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA). Monarquias e Democracia. Disponível em: https://www.idea.int.
  • The Economist Intelligence Unit. Relatório Anual sobre Democracia Mundial, 2024.
  • BBC News. Monarquias no século XXI. Disponível em: https://www.bbc.com.

 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Dólar atinge R$ 5,91 após escolha de Gleisi e discussão na Casa Branca

Bolsa cai pela terceira vez na semana e fecha mês com queda de 2,17%

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Em um dia de turbulência no mercado doméstico e internacional, o dólar voltou a superar a barreira de R$ 5,90 e atingiu o maior nível em mais de 1 mês. A bolsa de valores caiu pela terceira vez na semana e fechou o mês com recuo de mais de 2%.

O dólar comercial encerrou a sexta-feira (28) vendido a R$ 5,916, com alta de R$ 0,088 (1,5%). A cotação chegou a operar próxima da estabilidade durante a manhã, mas aproximou-se de R$ 5,90 após a nomeação da deputada federal Gleisi Hoffman (PT-PR) para a Secretaria de Relações Institucionais

Após o desentendimento público entre os presidentes Donald Trump e Volodymyr Zelenky, a cotação superou os R$ 5,90.

Após a turbulência desta sexta-feira, a moeda norte-americana, que acumulava queda em fevereiro, fechou a semana com ganho de 3,25% e o mês com valorização de 1,39%. A cotação está no maior valor desde 24 de janeiro.

Ibovespa

O dia também foi tenso no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 122.709 pontos, com recuo de 1,6%. O indicador refletiu tanto os fatores domésticos como a resiliência do núcleo da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que ficou em 0,3% em janeiro. 

A bolsa continuou a refletir a queda no lucro da Petrobras em 2024. A bolsa caiu 3,41% na semana e acumulou queda de 2,64% no mês.

A escolha de Gleisi Hoffman para coordenar a articulação política do governo foi recebida com preocupação por parte dos investidores. Isso porque a deputada federal criticou, por diversas vezes, a política monetária do Banco Central e os cortes no Orçamento do governo.

Em relação à discussão entre Trump e Zelensky, o dólar passou a subir em todo o planeta após a exibição do evento ao vivo no Salão Oval da Casa Branca. O índice que mede a cotação do dólar em relação às seis principais moedas internacionais subiu 0,22% após o incidente, revertendo a queda na maior parte da sessão.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Conta de energia elétrica permanecerá sem cobrança extra em março

Medida reflete condições favoráveis de geração de usinas hidrelétricas

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira tarifária verde em março, o que significa que não haverá cobrança adicional nas contas de energia. Segundo a agência, a medida reflete as condições favoráveis de geração de energia no país.

bandeira tarifária permanece verde desde dezembro de 2024. 

“Com o período chuvoso, os níveis dos reservatórios melhoraram, assim como as condições de geração das usinas hidrelétricas. Dessa forma, o acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara, torna-se menos necessário”, explica a Aneel. 

Bandeiras tarifárias

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. 

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Fonte: Agência Brasil

Anac autoriza nova companhia aérea a operar no Brasil

Avion Express Brasil é subsidiária de empresa do grupo Avia Solutions

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Uma nova companhia aérea promete começar a operar no Brasil até o fim de março próximo. A Avion Express Brasil, subsidiária da empresa de mesmo nome pertencente ao grupo irlandês Avia Solutions, recebeu, nesta sexta-feira (28), autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para oferecer um modelo operacional inédito no país: a prestação de serviços para outras companhias do setor.

O serviço que a controladora da Avion Express Brasil  oferece em outros países é conhecido pela sigla ACMI (do inglês, aeronave, tripulação, manutenção e seguro). Neste formato, a empresa contratada arrenda a outras companhias - por um período pré-determinado - não só aeronaves, mas também pilotos e comissários, além de responder pela manutenção dos aviões e pagamento de seguros. A contratante, por sua vez, se encarrega da comercialização das passagens e arca com os custos operacionais, como combustível, taxas aeroportuárias e outras tarifas.

“Esse modelo de negócio possibilita otimizar a capacidade das companhias aéreas, permitindo que [estas] ampliem suas operações temporariamente em períodos de alta demanda, como férias e eventos especiais, além de garantir a continuidade do serviço em casos de indisponibilidade de aeronaves”, explicou a Anac, em nota.

Também em nota, a Avion Express celebrou a obtenção do Certificado de Operador Aéreo (COA) - documento que comprova que, após se submeter ao processo de certificação da agência reguladora, a empresa recebeu autorização para operar em território brasileiro.

“Com a aprovação do certificado, já em vigor, a Avion Express Brasil está pronta para iniciar as operações comerciais no primeiro trimestre de 2025, implantando até dez aeronaves da família Airbus A320 até o final do ano”, informou a controladora da subsidiária brasileira, revelando ter planos para chegar a 25 aeronaves até 2028.

Operação

Ainda de acordo com a Avion Express, o início da operação brasileira “representa um passo significativo para as soluções de ACMI” na América Latina, região que o grupo reconhece como “um mercado chave em crescimento” e com muito potencial”. Razão pela qual, recentemente, a Avion Express estabeleceu parcerias no México e na Argentina.

“Com o setor de aviação experimentando mudanças cíclicas de demanda, nossas soluções [em ACMI] fornecerão às companhias aéreas brasileiras a flexibilidade de que precisam para otimizar suas operações. Estamos confiantes de que nossos serviços ajudarão a preencher as lacunas de capacidade, mantendo os mais altos padrões de eficiência e confiabilidade”, comentou, na mesma nota, o executivo-chefe Darius Kajokas.

Desde meados do ano passado, a subsidiária brasileira da Avion Express é comandada pelo engenheiro argentino Esteban Jauregui Lorda, que já atuou na colombiana Avianca; na brasileira Gol e na Aerolíneas Argentinas, onde começou sua carreira no setor. A sede da companhia fica em Indaiatuba, no estado de São Paulo.

Fonte: Agência Brasil