Radio Evangélica

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

IGP-10 avança 0,87% em fevereiro e acumula 8,35% em 12 Meses

Alta do IPA e reajustes no IPC impulsionam o índice; INCC desacelera puxado por materiais e equipamentos

Pixa Bay
O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) registrou alta de 0,87% em fevereiro, superior à variação de 0,53% observada em janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador atinge 8,35%, conforme dados divulgados pelo FGV IBRE.

Segundo Matheus Dias, economista do instituto, "o IPA reverte o movimento de desaceleração registrado no mês anterior, que havia sido impactado pela queda nos preços de importantes commodities. Parte desse movimento pode ser atribuída ao café (em grão) e ao café moído, que apresentam persistência nas altas em fevereiro; os bovinos também são destaque dessa alta. A alta do IPC foi influenciada pelos reajustes das mensalidades escolares e do transporte público. Assim como ocorreu nos preços ao produtor, o café para os consumidores também registrou forte elevação. Em contraste com o IPA e o IPC, o INCC registrou desaceleração, puxada por materiais e equipamentos."

IPA avança 1,02% e impulsiona o IGP-10

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou para 1,02% em fevereiro, ante 0,57% em janeiro. No detalhamento por estágios de processamento, o grupo de Bens Finais desacelerou de 0,81% para 0,10%, enquanto os Bens Intermediários tiveram alta de 1,17%, acima dos 1,00% do mês anterior. O índice de Matérias-Primas Brutas também subiu, de 0,15% para 1,49%.

IPC sobe 0,44% com pressão de educação e transportes

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou aceleração, passando de 0,26% em janeiro para 0,44% em fevereiro. Entre os grupos que compõem o índice, seis tiveram avanços, com destaque para Transportes (0,37% para 1,14%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,06% para 0,29%). Por outro lado, Alimentação (1,41% para 0,87%) e Vestuário (1,02% para -0,46%) tiveram recuo.

INCC desacelera para 0,55% em fevereiro

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,55% em fevereiro, abaixo dos 0,74% registrados no mês anterior. O grupo Materiais e Equipamentos desacelerou de 0,64% para 0,33%, enquanto o grupo Serviços inverteu sua tendência e passou de -0,03% para 0,90%. O grupo Mão de Obra também recuou, de 0,98% para 0,79%.

Os dados indicam que, apesar da desaceleração na construção civil, a inflação ao produtor e ao consumidor segue pressionada, impulsionada pelos reajustes em setores essenciais como educação e transportes.

IBC-Br recua 0,7%, mas fecha 2024 com alta de 3,8%

Em 12 meses, índice teve um avanço de 3,8%

A atividade da economia brasileira em dezembro de 2024 apresentou recuo de 0,7% na comparação com novembro, segundo o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) divulgado hoje (17), em Brasília, pelo Banco Central.

O IBC-Br é considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo com a desaceleração, o indicador anota um crescimento de 3,8% da economia do país no ano passado.

O resultado de dezembro veio após uma alta de 0,10% em novembro. Ainda de acordo com o BC, na comparação com dezembro de 2023, os dados mostram que o IBC-Br cresceu 2,4%. No acumulado em 12 meses o índice também teve um avanço de 3,8%. 

Comparação

Já no trimestre encerrado em dezembro, o IBC-Br acusou alta de 4,4% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

O IBC-Br é visto como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), calculado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice acompanha mês a mês a atividade econômica e antecipa possíveis pressões inflacionárias.

Fonte: Agência Brasil

Mercado financeiro eleva previsão da inflação pela 18ª semana seguida

Projeção do IPCA subiu para 5,6% este ano

Daniel Marenco / Agência O Globo
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,58% para 5,6% este ano. Essa é a 18ª elevação seguida. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também subiu de 4,3% para 4,35%. Para 2027 e 2028, as previsões foram elevadas para 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em janeiro, a inflação oficial perdeu força e ficou em 0,16%  de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor resultado para um mês de janeiro desde 1994, ou seja, desde antes do Plano Real, iniciado em julho daquele ano.

A explicação para a desaceleração do IPCA é o Bônus Itaipu, desconto que milhões de brasileiros tiveram na conta de luz do mês passado. Em dezembro de 2024, o IPCA tinha ficado em 0,52%. A desaceleração não significa que os preços ficaram mais baixos, e sim que, na média, subiram em menor velocidade.

No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 4,56%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

A alta do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros, na reunião de janeiro. Esse foi o quarto aumento seguido da Selic e consolida um ciclo de contração na política monetária. Em relação às próximas reuniões, o Copom confirmou que elevará a Selic em 1 ponto percentual na reunião de março, mas não informou se as altas continuarão na reunião de maio, apenas que observará a inflação.

Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,03% para 2,01%. Para 2026, a expectativa para o PIB é de crescimento de 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,98% e 2%, respectivamente.

No terceiro trimestre de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB - a soma dos bens e serviços produzidos no país) subiu 0,9% em comparação com o segundo trimestre. De acordo com o IBGE, a alta acumulada no ano - de janeiro a setembro do ano passado - é 3,3%.

O resultado oficial do PIB de 2024 será divulgado em 7 de março pelo IBGE. Em 2023, superando as projeções, a economia brasileira cresceu 3,2%. Em 2022, a taxa de expansão foi de 3%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 6 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique no mesmo patamar.

Fonte: Agência Brasil

Caixa libera abono do PIS/Pasep para nascidos em janeiro

Calendário de pagamento segue mês de nascimento

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Cerca de 1,8 milhão de trabalhadores com carteira assinada nascidos em janeiro podem sacar, a partir desta segunda-feira (17), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2025 (ano-base 2023). A quantia está disponível no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e no Portal Gov.br.

Ao todo, a Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 2,1 bilhões neste mês. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador. Os pagamentos ocorrem de 17 de fevereiro a 15 de agosto.

Neste ano, R$ 30,7 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2025 será pago a 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, cerca de 22 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão o PIS e 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep.

O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal e o Pasep, pelo Banco do Brasil. Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento. O saque começará nas datas de liberação dos lotes e acabará em 29 de dezembro de 2025. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho.

Calendário de pagamento

Nascidos em

Recebem a partir de

Janeiro

17 de fevereiro

Fevereiro

17 de março

Março e Abril

15 de abril

Maio e Junho

15 de maio

Julho e Agosto

16 de junho

Setembro e Outubro

15 de julho

Novembro e Dezembro

15 de agosto

Quem tem direito

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2023. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 126,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.518.

Pagamento

Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento.

Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser feito com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento.

O pagamento do abono do Pasep ocorre por meio de crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode fazer a transferência por TED para conta de sua titularidade em terminais de autoatendimento, no portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante apresentação de documento oficial de identidade.

Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada.

 

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Desemprego no Brasil atinge 6,6% em 2024, menor taxa anual desde 2012

A taxa de desocupação manteve estabilidade no último trimestre do ano e apresentou recuo de 1,2 ponto percentual em relação a 2023, segundo o IBGE

Divulgação
A taxa de desocupação no Brasil no quarto trimestre de 2024 foi de 6,2%, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior (6,4%), segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação com o mesmo período de 2023, o índice caiu 1,2 ponto percentual (p.p.), quando estava em 7,4%.

A taxa média anual de desocupação em 2024 foi de 6,6%, representando uma redução em relação ao índice registrado em 2023 (7,8%). Esse é o menor percentual da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Disparidades regionais

As maiores taxas médias de desocupação em 2024 foram observadas na Bahia e em Pernambuco, ambos com 10,8%, seguidos pelo Distrito Federal (9,6%) e pelo Rio de Janeiro (9,3%). Já os estados com as menores taxas de desemprego foram Mato Grosso (2,6%), Santa Catarina (2,9%) e Rondônia (3,3%).


Em 14 estados, a taxa de desocupação média anual foi a menor já registrada desde o início da série histórica. Entre eles estão Acre (6,4%), Amazonas (8,4%), Maranhão (7,1%), Ceará (7,0%), São Paulo (6,2%) e Minas Gerais (5,0%).

Subutilização e informalidade

A taxa média anual de subutilização da força de trabalho ficou em 16,2% em 2024. O Piauí registrou a maior taxa (32,7%), seguido por Bahia (28,9%) e Alagoas (26,4%). Por outro lado, Santa Catarina (5,5%), Rondônia (7,0%) e Mato Grosso (7,7%) apresentaram os menores índices.


A informalidade, que mede o percentual de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, empregadores e trabalhadores por conta própria sem CNPJ, atingiu 39,0% da população ocupada em 2024. O Pará teve a maior taxa (58,1%), seguido pelo Piauí (56,6%) e pelo Maranhão (55,3%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,6%) e São Paulo (31,1%).


Rendimento e nível de ocupação

O rendimento real habitual médio da população ocupada no Brasil em 2024 foi de R$ 3.225. As maiores médias salariais foram registradas no Distrito Federal (R$ 5.043), em São Paulo (R$ 3.907) e no Paraná (R$ 3.758). Já os menores rendimentos médios ficaram com Maranhão (R$ 2.049), Ceará (R$ 2.071) e Bahia (R$ 2.165).


O nível de ocupação médio anual no país chegou a 58,6%. Os estados com os maiores percentuais foram Mato Grosso (68,4%), Santa Catarina (67,0%) e Goiás (65,3%), enquanto os menores índices foram registrados no Maranhão (47,3%), Acre e Ceará (ambos com 48,7%) e Alagoas (48,8%).


Com esses dados, o IBGE destaca que, apesar das variações regionais, o mercado de trabalho brasileiro manteve a tendência de recuperação em 2024, consolidando-se como o ano de menor taxa de desocupação desde o início da série histórica.

Taxa de desemprego no Brasil se mantém estável no 4º trimestre de 2024

Dados do IBGE mostram redução anual e diferenças regionais na desocupação

PixaBay
A taxa de desocupação do Brasil no quarto trimestre de 2024 foi de 6,2%, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior (6,4%), mas apresentando uma queda de 1,2 ponto percentual na comparação anual com o mesmo período de 2023 (7,4%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Regionalmente, a taxa de desemprego caiu no Paraná (0,7 p.p.), em Minas Gerais (0,7 p.p.) e no Rio Grande do Sul (0,6 p.p.), enquanto se manteve estável nas demais unidades da federação. As maiores taxas foram registradas em Pernambuco (10,2%), Bahia (9,9%) e Distrito Federal (9,1%), ao passo que as menores ocorreram em Mato Grosso (2,5%), Santa Catarina (2,7%) e Rondônia (2,8%).

A desigualdade de gênero também foi evidenciada nos dados: a taxa de desocupação foi de 5,1% entre os homens e de 7,6% entre as mulheres. Por critério racial, a desocupação foi menor entre os brancos (4,9%) e maior entre os negros (7,5%) e pardos (7,0%).

No quesito escolaridade, as taxas de desocupação foram mais altas entre aqueles com ensino médio incompleto (10,3%), enquanto os profissionais com ensino superior completo registraram a menor taxa (3,3%). Para aqueles com nível superior incompleto, o índice ficou em 6,6%.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que engloba desempregados, subocupados e a força de trabalho potencial, foi de 15,2% no trimestre. O Piauí liderou com 31,7%, seguido por Bahia (28,8%) e Alagoas (26,6%). No extremo oposto, Santa Catarina (4,8%), Mato Grosso (7,0%) e Rondônia (7,4%) registraram os menores índices.

O percentual de trabalhadores por conta própria foi de 25,1% da população ocupada. Rondônia teve o maior percentual (34,9%), seguido por Maranhão (32,0%) e Amazonas (31,6%). Já os menores percentuais foram registrados no Distrito Federal (19,1%), Tocantins (20,2%) e Mato Grosso do Sul (21,3%).

A informalidade segue como um desafio no mercado de trabalho. No Brasil, a taxa foi de 38,6%, com os maiores índices no Pará (57,6%), Maranhão (56,8%) e Piauí (54,9%). As menores taxas foram verificadas em Santa Catarina (25,6%), Distrito Federal (29,0%) e São Paulo (30,3%).

O levantamento também mostrou uma redução significativa no número de brasileiros buscando emprego há dois anos ou mais. Esse contingente caiu 24,1% em relação ao mesmo período de 2023, passando de 1,8 milhão para 1,4 milhão de pessoas.

A taxa de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 73,4%. Os estados com os maiores percentuais foram Santa Catarina (87,9%), São Paulo (81,2%) e Rio Grande do Sul (79,9%). No outro extremo, Piauí (50,9%), Maranhão (52,3%) e Pará (54,4%) tiveram os menores índices.

O rendimento médio real mensal da população ocupada foi estimado em R$ 3.315, apresentando leve crescimento em relação ao trimestre anterior (R$ 3.268) e ao mesmo período de 2023 (R$ 3.178). A Região Sul foi a única a apresentar crescimento significativo nesse indicador.

Os dados reforçam a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro, mas também evidenciam disparidades regionais e estruturais que ainda precisam ser endereçadas.

Fontes: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Câmara dos Deputados criará comissão para voto distrital misto

Presidente da Casa, Hugo Motta, anuncia instalação após definição das comissões permanentes

Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a criação da comissão especial para discutir a implementação do voto distrital misto ocorrerá após a definição das comissões permanentes da Casa. A proposta abrange as eleições para deputados federais, distritais, estaduais e vereadores.

A comissão analisará o Projeto de Lei 9212/17, já aprovado no Senado e enviado à Câmara. O texto prevê que o eleitor vote diretamente em um candidato para representar seu distrito (sistema distrital) e também em um partido de sua preferência (sistema proporcional). Projetos que envolvem a competência de mais de quatro comissões são avaliados por comissões especiais.

Comissões após o carnaval

Sobre as comissões permanentes, Motta informou que os líderes partidários estão discutindo a distribuição dos colegiados e a instalação deve ocorrer no início de março. “Sempre há disputas pelas comissões mais importantes, mas esperamos resolver isso nos próximos dias”, declarou. A distribuição segue o princípio da proporcionalidade partidária.

Encontro com Lula e parcelamento de dívidas

Antes da reunião de líderes, Hugo Motta comentou sobre seu encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando um compromisso de diálogo contínuo. Além disso, afirmou que a comissão especial para analisar a PEC 66/23, que permite o parcelamento de dívidas municipais com a Previdência Social, será instalada em breve.

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que há consenso sobre a PEC. “Foi um compromisso assumido entre os presidentes Lula e Hugo Motta”, reforçou.

Pautas prioritárias

Hugo Motta pediu que os líderes partidários apresentassem propostas de interesse de suas bancadas. O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), defendeu a votação do PL 2583/20, que concede incentivos à indústria brasileira de equipamentos médico-hospitalares.

Farias também mencionou a inclusão na pauta do PL 769/24, que cria 160 funções comissionadas nos gabinetes de ministros do STF. Segundo ele, a proposta não enfrentará resistência, pois trata da organização interna do Poder Judiciário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Brasil rumo a recorde histórico na produção de grãos em 2024/25

Expansão da área cultivada e aumento da produtividade impulsionam safra brasileira

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Os produtores e produtoras brasileiros estão a caminho de colher uma safra histórica em 2024/25. De acordo com o 5º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é de que o Brasil produza 325,7 milhões de toneladas de grãos. O volume representa um crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior e, se confirmado, será o maior da série histórica.

O resultado se deve tanto ao aumento de 2,1% na área cultivada, estimada em 81,6 milhões de hectares, quanto à recuperação da produtividade das lavouras, que deve crescer 7,1%, alcançando 3.990 quilos por hectare. Entre os destaques da safra, estão o milho, a soja, o arroz e o algodão.

Milho

Crescimento Expressivo na Produção A produção de milho deve atingir 122 milhões de toneladas, um aumento de 5,5% sobre o ciclo anterior. A primeira safra já tem 13,3% da área colhida, apesar da redução de 6,6% na área semeada. A queda foi compensada por um crescimento de 9,9% na produtividade, resultando em uma projeção de 23,6 milhões de toneladas. Na segunda safra, a semeadura já cobre 18,8% da área prevista, com expectativa de crescimento de 6,4% na produção, alcançando 96 milhões de toneladas.

Soja

Condições Climáticas Impulsionam Produção A soja também registra avanço significativo, com produção estimada em 166 milhões de toneladas, 18,3 milhões a mais que na safra anterior. A colheita já alcança 14,8% da área plantada. O bom desempenho se deve à ampliação da área cultivada e à recuperação da produtividade, favorecida pelo clima, especialmente no Paraná, Santa Catarina e no Centro-Oeste, exceto Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, que enfrentaram restrição hídrica.

Arroz e Feijão

Expectativa Positiva A área plantada com arroz deve atingir 1,7 milhão de hectares, 6,4% acima do ciclo anterior, com previsão de colheita de 11,8 milhões de toneladas, aumento de 11,4%. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, há preocupação com a seca e altas temperaturas, mas sem impacto significativo na produtividade.

O feijão também apresenta crescimento. Com a primeira safra já 47% colhida, a projeção é de 3,3 milhões de toneladas somando as três safras anuais. A segunda safra está no início do plantio, com previsão de 1,46 milhão de toneladas, enquanto a terceira deve render 778,9 mil toneladas.

Algodão e Trigo

Recordes e Boas Perspectivas A área destinada ao algodão crescerá 4,8%, chegando a 2 milhões de hectares. A estimativa é de uma produção recorde de 3,8 milhões de toneladas de pluma. Já para o trigo, principal cultura de inverno, a previsão é de 9,1 milhões de toneladas, com plantio começando em abril no Paraná e maio no Rio Grande do Sul.

Mercado e Exportações

A demanda interna de milho foi ajustada para 86,9 milhões de toneladas, o que pode reduzir ligeiramente as exportações do cereal para 34 milhões de toneladas. No caso do arroz, a produção mais elevada permitirá abastecimento doméstico e exportação de até 2 milhões de toneladas.

Os dados completos estão disponíveis no boletim do 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, publicado no Portal da Conab.

Comércio varejista tem queda de 0,1% em dezembro, mas fecha 2024 com alta de 4,7%

Apesar da retração no último mês do ano, setor registrou crescimento anual, atingindo o melhor desempenho desde 2012

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O volume de vendas do comércio varejista nacional apresentou uma leve queda de 0,1% em dezembro de 2024, na comparação com novembro, segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média móvel trimestral ficou estável, sem variação (0,0%).

Apesar da leve retração mensal, o setor encerrou o ano com um crescimento acumulado de 4,7%, o melhor resultado desde 2012, quando houve um aumento de 8,4%. Em relação a dezembro de 2023, o crescimento do varejo foi de 2,0%.

No comércio varejista ampliado, que inclui segmentos como veículos, motos, partes e peças, materiais de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 1,1% em dezembro, enquanto a média móvel trimestral registrou uma queda de 0,7%. No acumulado do ano, o crescimento foi de 4,1%.

Setores em Queda e em Alta

Na passagem de novembro para dezembro de 2024, cinco dos oito segmentos pesquisados pelo IBGE apresentaram retração, entre eles: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-3,3%), Combustíveis e lubrificantes (-3,1%), Tecidos, vestuário e calçados (-1,7%) e Hiper e supermercados (-0,4%).

Por outro lado, os setores que apresentaram crescimento em dezembro foram Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,6%), Móveis e eletrodomésticos (0,7%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,8%).

Na comparação anual, quatro setores tiveram desempenhos positivos: Móveis e eletrodomésticos (10,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,7%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (9,6%) e Tecidos, vestuário e calçados (3,4%).

Por outro lado, Hiper e supermercados (-0,8%), Combustíveis e lubrificantes (-1,7%), Equipamentos de informática e comunicação (-2,2%) e Livros, jornais e papelaria (-3,9%) registraram quedas no volume de vendas.

Perspectivas para 2025

O desempenho positivo do varejo em 2024 reflete uma recuperação consistente do setor após os desafios enfrentados nos anos anteriores. Para 2025, especialistas apontam que fatores como inflação, taxa de juros e consumo das famílias serão determinantes para a continuidade do crescimento do setor.

As expectativas são de um início de ano com oscilações, mas com tendência de estabilização e crescimento moderado ao longo dos próximos meses.

IBGE: Produção de grãos deve crescer 11,1% em 2025 e atingir 325,3 milhões de toneladas

Setor agropecuário registra alta na produção, impulsionado por soja, milho e arroz

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A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 325,3 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 11,1% em relação à safra de 2024, que totalizou 292,7 milhões de toneladas. O aumento é equivalente a 32,6 milhões de toneladas e também representa um acréscimo de 0,8% (2,7 milhões de toneladas) em relação à estimativa divulgada em dezembro de 2024. A área a ser colhida também cresceu, chegando a 80,9 milhões de hectares, 2,4% maior que no ano anterior.

Os três principais produtos do setor continuam sendo a soja, o milho e o arroz, que juntos representam 92,9% da produção estimada e 87,5% da área colhida. Destaque para a soja, com previsão de 166,5 milhões de toneladas, e para o milho, cuja projeção é de 124,1 milhões de toneladas, divididos entre a primeira safra (25,2 milhões de toneladas) e a segunda safra (98,9 milhões de toneladas). A produção de arroz deve atingir 11,5 milhões de toneladas.

Entre as regiões do país, a Centro-Oeste segue liderando a produção nacional de grãos, com 48,9% do total, seguida pelo Sul (27,8%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,7%) e Norte (5,8%). Mato Grosso permanece como o maior produtor do Brasil, com 29,7% da produção total, seguido pelo Paraná (13,4%) e Rio Grande do Sul (12,4%).

 

O setor também registrou crescimento na produção de algodão herbáceo (1,6%), arroz (8,3%), feijão (10,9%), soja (14,9%) e milho (8,2%). Por outro lado, houve uma redução de 3,3% na produção de trigo.

Os dados indicam que 2025 deve ser um ano promissor para a produção agropecuária no Brasil, impulsionada por boas condições climáticas e pelo avanço tecnológico no campo.