Radio Evangélica

domingo, 6 de novembro de 2016

Apesar de exaltar desempenho da oposição nas eleições, Rômulo Gouveia pede cautela para 2018

Imagem:Inernet
O deputado federal e presidente estadual do PSD, Rômulo Gouveia, analisou de forma positiva o desempenho da oposição nas eleições municipais deste ano na Paraíba. No entanto, o deputado pediu cautela aos oposicionistas com relação ao pleito estadual de 2018 e aconselhou trabalho, organização e união ao grupo.
“A oposição saiu fortalecida. O PSDB e PSD tiveram extraordinário desempenho. O PMDB também. Foi estrategicamente muito inteligente as vitórias esmagadores em Campina Grande e Campina Grande. Também vencemos em Patos, Cajazeiras e ajudamos em Sousa. Acho que no conjunto foi muito importante o desempenho das oposições. Mas, acho um equívoco comparar os resultados das eleições municipais com um cenário estadual”, afirmou.
“Tem que trabalhar para construir as estratégias e o resultado das eleições municipais nas estaduais, mas não pode querer ganhar por antecipação. Para a oposição chegar com um bom resultado em 2018 tem que se manter unida, não pode ter projeto pessoal e trabalhar. Sou muito cauteloso”, acrescentou.
Rômulo citou como exemplo o próprio grupo do governo estadual, que, segundo ele, por ter vencido as eleições de 2014 pensou que venceria os pleitos municipais deste ano com facilidade.
“O Estado subestimou as eleições municipais, por ter ganho o governo em 2014 achou que tinha ganho as eleições municipais. É bom respeitar o eleitor, eu respeito muito eleitor”, declarou.
Ainda sobre 2018, o deputado disse o PSD não deve exigir cabeça de chapa ou precedência. “Não pode, nem deve. Na verdade, neste momento nós temos é que agradecer o apoio que nos deram, aos partidos que foram extremamente corretos. Na relação você tem que ter reciprocidade. Temos que ouvir o PSDB, por exemplo, se quer abrir mão da chapa majoritária. Da mesma forma que teve desprendimento na eleição municipal a gente tem que ter a mesma postura”, disse.


Explosões de ambulâncias matam 21 pessoas no Iraque

Imagem: Internet
TIKRIT, Iraque (Reuters) - Motoristas de ambulâncias com explosivos detonaram seus veículos em um posto de controle e um estacionamento para peregrinos xiitas em duas cidades iraquianas neste domingo, matando pelo menos 21 pessoas e ferindo dezenas, afirmaram autoridades,
Os ataques suicidas ocorreram em Tikrit e Samarra, enquanto tropas e forças de segurança iraquianas lutavam para retomar a cidade de Mosul, no norte, de militantes islâmicos que tem controlado a área por mais de dois anos.
As explosões pareciam ser parte de uma série de ataques por parte dos ultrassunitas Islamitas Sunitas, que atacaram a cidade de Kirkuk, a capital Bagdá e uma cidade ocidental do deserto, durante a campanha de três semanas em Mosul.
A agência de notícias Amaq disse que os ataques foram realizados pelo grupo militante.
Em Tikrit, um homem detonou sua ambulância carregada de explosivos na entrada sul da cidade durante o horário de pico da manhã, matando 13 pessoas, disseram fontes policiais e hospitalares.
Outro atacante detonou um veículo em um estacionamento para peregrinos que visitam um dos santuários mais sagrados do Islã xiita, a mesquita de Al Askari em Samarra, ao sul de Tikrit. A explosão matou pelo menos oito pessoas, disseram autoridades locais, incluindo dois peregrinos iranianos.
(Reportagem de Ghazwan Hassan, em Tikrit; Ahmed Rasheed em Bagdá; e Ahmed Tolba, no Cairo)


Acordo vai acelerar envio de delação da Odebrecht a Teori

Negociação deve ser fechada em novembro; intenção é que ministro do STF avalie homologação ou não antes do recesso de fim de ano

Imagem: Tiago Queiroz/Estadão
BRASÍLIA - A assinatura do acordo de colaboração entre o Grupo Odebrecht e a Operação Lava Jato entrou na sua reta final. Previsto para ser celebrado ainda em novembro, o maior acordo da operação – cerca de 80 funcionários e ex-funcionários e ao menos R$ 6 bilhões de multa prevista -  terá uma logística diferente para evitar vazamento do conteúdo das delações e possibilitar o envio para homologação do ministro Teori Zavascki antes do recesso de fim de ano, em 20 de dezembro. Ao contrário de outras tratativas, a Procuradoria informou aos advogados do Grupo as penas a serem impostas e agora aguarda o retorno das defesas já com os depoimentos tomados. Depois disso, cada colaborador irá ser ouvido pelos procuradores para confirmar o teor do depoimento entregue por seus advogados.
As inovações, as dificuldades ao longo das negociações e as penas duras aplicadas pelo MPF são reflexo do tamanho do acordo a ser assinado e do comportamento da empresa desde o início da Lava Jato. Para os investigadores, além do enfrentamento judicial, a empresa atuou "extracampo" para atacar integrantes da investigação, comprar dossiês e tentar desgastar a investigação e seus protagonistas.
Mesmo sob ataque, tanto a PF como o MPF continuaram com a investigação e chegaram ao coração da maior empreiteira da América Latina. Embora já fosse alvo desde sua citação nas delações de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, ainda em 2014, a empresa recebeu o primeiro grande golpe quando a Suíça, em março de 2016, liberou o envio da quebra de sigilo de suas conta naquele país. Meses depois, a "bala de prata" veio com as fases Xepa e Acarajé que descobriram o departamento da propina, as várias camadas de offshores utilizadas para camuflar pagamentos no exterior e até o banco que seus funcionários compraram para movimentar ao menos US$ 1,6 bilhão provenientes do seu sistema financeiro paralelo. Desde então, nos bastidores da operação, o acordo passou a ser classificado como dispensável porque o caminho do dinheiro estava às claras, era preciso apenas segui-lo.
Foi nessa situação nada confortável, com seu sistema financeiro paralelo exposto, que a Odebrecht iniciou a negociação no final de maio. Para Marcelo, a situação era ainda pior. Os e-emails em posse da PF materializam sua ascendência e comando sobre toda a operação do departamento de propina. Muito embora o sistema tivesse vida e modus operandi próprios, a criação da estrutura bem como a palavra final em sua operação era do herdeiro do "doutor" Emílio Odebrecht. Em resumo, sua pena deveria ser exemplar, não haveria como esconder algo do acordo e a punição à empresa deveria tornar-se padrão para as demais.
A dias da celebração do acordo e, portanto, do início das revelações do que está por vir com a delação, o Estado mapeou os cargos e áreas de atuação de executivos que fazem parte das negociações com a Procuradoria-Geral da República, com as zonas de influência da empresa. Além do núcleo mais próximo à família Odebrecht, são funcionários que vão de presidentes de empresas e diretores de áreas de negócio a secretárias da Construtora Norberto Odebrecht, Odebrecht Ambiental, Odebrecht Óleo e Gás, Odebrecht Realizações Imobiliárias, Odebrecht Defesa e Tecnologia, Braskem e nos braços internacionais da empresa com atuação na América Latina, África e Estados Unidos.
As funções dos executivos e ex-executivos demonstram a extensão e a importância da negociação do grupo com o MPF. Ao que se sabe, são 53 colaborares que fazem delação premiada e mais 32 que prestam depoimentos como lenientes. Entre os participantes da negociação, ao menos sete nomes são ligados diretamente à cúpula do conglomerado – sendo três ex-presidentes da holding que irão cumprir penas após a delação: Emílio Odebrecht, patriarca e hoje presidente do Conselho de Administração do grupo, Marcelo Odebrecht e Pedro Novis. A lista, incompleta, inclui ainda dois ex-presidentes da Braskem, 14 líderes empresariais ou diretores executivos – cargos mais altos das empresas do grupo, com subordinação direta ao presidente do grupo - e 30 diretores ou ex-diretores.

Liderança. A Lava Jato investiga contratos de 28 empreiteiras firmados entre 2004 e 2014 com a Petrobrás. Em valores, o Grupo Odebrecht possui a maior fatia desses contratos: 16,6% do total, ou R$ 35,5 bilhões – isso sem considerar a Braskem. Para os investigadores, os números revelam que a empresa possuía a liderança do cartel de empreiteiras que dividiam as obras da Petrobrás. A estimativa é de que ao menos 3% desses valores, ou seja, R$ 1 bilhão, seja dinheiro usado para pagar propina a agentes públicos, embutido no valor dos contratos. Laudo da Polícia Federal mostra que o prejuízo causado pode ser ainda maior, com até 20% de sobrepreço admitido em cada contrato. O valor chegaria na casa dos R$ 7 bilhõesem despesa adicional da estatal em razão de corrupção – por isso a multa que a empresa deve pagar na leniência negociada com o Ministério Público tem se aproximado dessa cifra.
A Polícia Federal e o MP identificaram os executivos que trabalharam em dez braços do grupo Odebrecht e tiveram comunicações suspeitas sobre pagamento de propina ou relação com as obras investigadas. Os nomes, levantados pelo Estado, ajudam nas investigações. Parte negocia o acordo de delação premiada e vai cumprir pena após os depoimentos. Outros não irão confessar crimes, mas devem contar o que viram ocorrer na empresa nos últimos anos na condição de lenientes. Há ainda nomes, como Newton de Souza – atual diretor-presidente do Grupo – e Maurício Ferro, diretamente envolvidos na transação, mas que não devem prestar depoimentos formais nem na condição de delatores nem na de lenientes. Ferro é genro de Emílio e responsável jurídico pela empresa.
Parte dos nomes listados são líderes de negócios de cada empresa e atuavam com autonomia nos negócios do grupo, embora as movimentações fossem repassadas ao diretor presidente, Marcelo Odebrecht. Há ainda diretores de contrato, considerados hierarquicamente distantes da cúpula do grupo. Todos, no entanto, tiveram algum contato com o esquema que se formou dentro das empresas. Os executivos transitaram pelas empresas do grupo em diferentes fases da carreira, por isso há situações como a de Carlos José Vieira Machado da Cunha. A ocupação mais recente de CJ, como é conhecido no grupo, foi na diretoria da Odebrecht Transport, mas ele conta em sua delação crimes ocorridos no âmbito da Construtora.

Além da Petrobrás. Além das bilionárias obras da Petrobrás, a Odebrecht é alvo de investigação em ao menos outros 38 contratos espalhados pelo Brasil com a União, Estados e municípios. Há casos delatados de fase anterior a 2002 e, portanto, que não ficam circunscritos apenas a épocas em que o PT esteve à frente do governo federal. Há delações que mencionam relatos de irregularidades cometidas nas décadas de 1980 e 1990. Do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, a empreiteira deverá detalhar pagamentos indevidos para conquistar obras que vão desde o setor de saneamento, passando pela construção de corredores metropolitanos, linhas de metrô e obras ligadas à Copa do Mundo, como a reforma do Maracanã (RJ) e da Arena Fonte Nova (BA) e a construção do Itaquerão (SP).
A considerar os cargos ocupados pelos executivos nos últimos anos, a Odebrecht vai delatar crimes ocorridos em obras de construção, infraestrutura, óleo e gás, empreendimentos imobiliários – como a aquisição do terreno do Instituto Lula-, petroquímica e defesa, no Brasil e, até agora, em sete países. Há executivos que atuaram em Angola, no Panamá, Argentina, Estados Unidos, República Dominicana, Moçambique e Venezuela. Além da pena, os delatores terão de pagar uma porcentagem de cerca de 20% do que receberam de salário durante o período em que trabalharam no grupo.

'Dedo-duro'. Marcelo Odebrecht resistiu a aderir ao processo de colaboração premiada e, três meses após ser preso, chegou a chamar delatores de “dedo-duro”. “Primeiro, para alguém dedurar, ele precisa ter o que dedurar. Esse é o primeiro fato. Isso eu acho que não ocorre aqui. Segundo, tem a questão do valor moral”, disse à CPI da Petrobrás em setembro do ano passado. Enquanto isso, cada vez mais imersa na Lava Jato, a empresa viu sua dívida bruta crescer e chegou a demitir mais de 50 mil funcionários.
A Odebrecht ficou encurralada após a descoberta do Setor de Operações Estruturadas interno – tido como o departamento da propina – e viu na delação a chance de salvar o grupo. A empresa sistematizou a corrupção com executivos e secretárias no setor, diretamente ligado à presidência. A função dos empregados era receber as demandas do grupo para pagamento de propina e garantir a entrega do dinheiro a políticos de diversos partidos. Na negociação com o Ministério Público, procuradores insistem que Marcelo não se exima da responsabilidade de coordenar o departamento da propina.
A Lava Jato conseguiu identificar parte das obras suspeitas no Brasil e no exterior após apreender uma grande quantidade de e-mails e informações trocadas pelos integrantes do “departamento da propina”. Somente na 35ª fase, batizada de Operação Omertà, que prendeu o ex-ministro Antonio Palocci, a PF avançou sobre os 38 contratos e instaurou inquérito para apurar quem são os agentes públicos camuflados por codinomes como Shark, Santo, Guerrilheiro e muitos outros. Alguns já foram desvendados: o Amigo, Lula. O Italiano, Palocci. Mas são dezenas de apelidos em referência a políticos e demais beneficiados por “agrados” da empreiteira em troca dos contratos com o setor público.
Com a delação, os investigadores querem otimizar o trabalho, já que cada um dos executivos flagrados em solicitações de pagamentos ao departamento da propina terão de declinar quem é o agente público relacionado a cada codinome. Pelos vazamentos de informações do acordo, até agora, serão implicados na delação mais de cem políticos envolvidos nas negociações e, dentro desta lista, ministros de Estado, parlamentares e governadores e ex-governadores que receberam dinheiro de caixa 2 ou propina para facilitar a vida da empreiteira na contratação com o setor público.


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Projeto de lei que regulamenta o Uber na PB deve ser votado na CCJ próxima semana

A proposta pede a permissão do exercício de utilização do Transporte Individual Privado, enquanto meio de transporte e mobilidade urbana

Imagem: Walla Santos
O projeto de lei do deputado estadual Raoni Mendes (DEM), que pretende regulamentar a plataforma Uber em todo o estado deve entrar em pauta na próxima semana, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Raoni acredita que o projeto não terá dificuldades para ser aprovado na Casa.
"Acredito que a Paraíba terá a oportunidade de ter uma legislação moderna, sem intervir na lei de iniciativa e concorrência, mas modulando de uma forma que não fique uma concorrência desleal com aqueles que têm a concessão pública de transporte de passageiro", disse Raoni.
A proposta pede a permissão do exercício de utilização do Transporte Individual Privado, enquanto meio de transporte e mobilidade urbana. O parlamentar ressaltou que o aplicativo, que já está funcionando na Capital, colabora para a modernização do sistema de transporte.
O deputado explicou que o Uber conseguiu instalar-se em João Pessoa e, atualmente, ainda que de maneira precária, do ponto de vista jurídico, está servindo à população da cidade. "O serviço diversifica a intermodalidade dos transportes e oferece a concorrência. Apresentei a proposta na Casa amparado pelo desejo da ampla maioria das pessoas de contar com essa possibilidade na hora de fazer um deslocamento que não seja em carro próprio", destacou.
Caso seja aprovado, o projeto sobrepõe- se à decisão de proibição do serviço, deliberada pela Câmara Municipal de João Pessoa. Na Capital, os motoristas têm enfrentado problemas devido a proibição. Na época em que a matéria foi apreciada na Casa, Raoni Mendes estava exercendo o mandato de vereador e se posicionou contrário a maioria dos colegas, que decidiu proibir o Uber no município.


Impunidade em crimes contra jornalistas preocupa a ONU

Durante a última década, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 800 jornalistas foram assassinados por cumprir a sua tarefa de informar ao público. É preocupante que apenas 10% destes crimes tenham levado a condenações. A impunidade encoraja os criminosos e ameaça toda a sociedade e, principalmente, os jornalistas. Hoje (2), é o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas.
O relator especial da ONU para a liberdade de expressão, David Kaye, emitiu ontem (1º) um comunicado aos países para que tomem medidas de proteção que garantam a segurança dos profissionais da comunicação.
“Os ataques a jornalistas e as ameaças a sua segurança têm várias formas: atentados a sua integridade física, interferência na confidencialidade de suas fontes e acosso mediante vigilância, para citar apenas algumas”, disse.
Kaye ressaltou que a proteção contra estas ameaças é fundamental para que os jornalistas possam fazer seu trabalho, mas também para que a sociedade tenha acesso à informação e para que os governos prestem contas de suas ações.
O relator considerou particularmente preocupantes as crescentes ameaças à segurança digital dos jornalistas, posta à prova com bloqueios de páginas da internet e leis que proíbem ou limitem a codificação de mensagens.
De acordo com o Comitê para a Proteção de Jornalistas, 52 profissionais dos meios de comunicação foram assassinados este ano e, na maioria dos casos, os governos não tomaram as medidas para responsabilizar os criminosos.

Brasil em nono lugar na lista de impunidade
O Brasil figura em 9º lugar na lista de impunidade do comitê, com 15 jornalistas assassinados com absoluta impunidade na última década. Entre os avanços atribuídos ao Brasil está a condenação de suspeitos em seis casos de assassinatos nos últimos 3 anos, mais do que qualquer outro país em que houve registro de mortes de jornalistas. No entanto, o Brasil perdeu duas posições no ranking da impunidade devido a novos casos de assassinatos.
De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras (Reporters Sans Frontieres – RSF), com quatro jornalistas mortos este ano, o Brasil é o quarto país do mundo com mais mortes desses profissionais em 2016, ficando atrás do México, que contabiliza 12 mortes, da Síria (7 mortes), do Iêmen (5 mortes) e empatado com o Iraque (4 mortes).
Segundo dados da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), entre maio de 2013 e setembro de 2016, foram contabilizados 300 casos de agressões a jornalistas durante a cobertura de manifestações. Policiais, guardas municipais, guardas legislativos e seguranças privados foram responsáveis por 224 violações.
Em 18 de dezembro de 2013, a Assembleia Geral da ONU aprovou a primeira resolução relativa à segurança dos jornalistas e à impunidade, condenando todo tipo de ataques contra os trabalhadores dos meios de comunicação e proclamando o dia 2 de novembro como o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas.



terça-feira, 1 de novembro de 2016

Diálogo provoca suspensão de julgamento de Maduro no Parlamento

Imagem: AFP / Ronaldo SCHEMIDT
O Parlamento da Venezuela, de maioria opositora, suspendeu nesta terça-feira (1º) o julgamento sobre a responsabilidade política do presidente Nicolás Maduro na crise do país, assim como uma marcha em direção ao Palácio Presidencial, diante do início de um diálogo com o governo.
"Aprovado, concorda-se com adiar" os pontos da agenda desta terça, anunciou o chefe da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, ao explicar que não se trata de uma "capitulação" da oposição, mas da busca por uma solução para a crise.
Após a sessão legislativa, Ramos Allup também anunciou a suspensão de uma passeata convocada pela oposição para esta quinta-feira (3), a qual teria sua concentração final no Palácio Presidencial de Miraflores. Esse recuo foi decidido a pedido do Vaticano, que promove o início de um diálogo entre oposição e governo.
"Nos pediram que os eventos de marcha para quinta-feira sejam adiados. É sensato acatar", afirmou o parlamentar.
O líder da bancada opositora, Julio Borges, que apresentou a proposta de adiamento da Mesa de la Unidade Democrática (MUD), afirmou que eles esperam que o diálogo resulte no adiantamento das eleições presidenciais.
Segundo Borges, na instalação da mesa de diálogo, no domingo passado, a oposição apresentou também a proposta de que se liberte de opositores presos, que o Parlamento recupere "na plenitude" o seu poder e de nomeação de novas autoridades eleitorais, acusadas de servir ao governo e que suspenderam um referendo revogatório contra Maduro.
Acrescentou que a MUD propôs também ao Vaticano que "sejam estabelecidas urgentemente as medidas" para solucionar o desabastecimento de alimentos e remédios.
"Estamos dando ao Vaticano um voto de confiança, nós não acreditamos no governo. Todo o nosso esforço é feito em função de que nosso povo possa votar", manifestou Borges.
A MUD, que se dividiu ante o diálogo, visto que 16 dos seus partidos consideraram que não havia as condições para que este acontecesse, tomou a decisão unânime de adiar o julgamento.
"Fazemos votos de que este adiamento não seja eterno. Respeitamos e aceitamos a opinião da maioria dos nossos companheiros", afirmou no hemiciclo o deputado Freddy Guevara, do partido Voluntad Popular - fundado pelo encarcerado Leopoldo López -, que escolheu ficar à margem do diálogo.
Embora os deputados opositores o tenham qualificado como "julgamento político", essa figura não existe na Constituição, de modo que não se pode fazer um impeachment de Maduro, como ocorreu em agosto contra a presidente do Brasil, Dilma Rousseff.
"Não é suficiente adiar este ponto, que reconhecemos como uma decisão corajosa. Devem renunciar a qualquer via inconstitucional para resolver a crise", manifestou ao tomar a palavra o chefe da bancada do governo, Héctor Rodríguez.
A Justiça, acusada pela oposição de estar à mercê do governo, declarou o Parlamento em "desacato" e que suas decisões serão consideradas nulas.
'Aqui não é Brasil'
Enquanto a MUD revisa sua agenda de pressão sobre o governo, os chavistas mantém seus atos de contramanifestação e partidários de Maduro caminharam nesta terça-feira até a sede do Poder Legislativo.
Imagem: AFP / Ronaldo SCHEMIDT
"Não vamos permitir que a direita venezuelana, com o apoio do império norte-americano, faça um julgamento do nosso presidente como fizeram com Dilma. Isso não é Brasil", declarou Marco Tulio Díaz, um dirigente operário, do lado de fora da Assembleia.
Maduro havia ameaçado prender quem abrisse um julgamento inexistente na lei, enquanto deputados chavistas solicitaram à Justiça que declare inconstitucional essa iniciativa parlamentar.
A MUD vincula a continuidade do diálogo a "gestos" do governo. Na segunda-feira (31), cinco opositores foram soltos, mas alguns dos principais líderes da MUD continuam presos, entre eles o mais emblemático, Leopoldo López.
"Estão vendo os primeiros frutos dessa estratégia de diálogo. É importante, mas não suficiente. Faltam mais de 100 (presos), e (o governo) tem de nos devolver o referendo, ou convocar eleições antecipadas", disse Jesús Torrealba antes do anúncio da suspensão do julgamento de Maduro.
A crise política se agravou na Venezuela em outubro, após decisões judiciais que cancelaram o recolhimento de assinaturas para a ativação do referendo revogatório do mandato de Maduro.
Segundo pesquisa Venebarómetro, Maduro é rejeitado por 76,4% da população e 67,8% dos venezuelanos querem sua saída do poder.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Promotoria requisita investigação sobre “manzuá” feita por criminosos na capital

Imagem: Internet/Reprodução
O promotor de Justiça da Promotoria Criminal de João Pessoa, Arlan Costa Barbosa, encaminhou ofício ao secretário de Segurança e Defesa Social do Estado requisitando a instauração de inquérito policial para investigar a ação de criminosos em comunidades e bairros da capital paraibana.
De acordo com o promotor, um oficial de Justiça informou que, ao intimar um réu na Comunidade Patrícia Tomaz, conhecida como Comunidade Iraque, situada após o Bairro Valentina Figueiredo, foi abordado por criminosos, no que o promotor chamou de “manzuá feita por meliantes”. Os homens solicitaram toda a documentação do oficial de Justiça e realizaram uma revista nele. “Por sorte, o funcionário público conseguiu fugir do local”, disse o promotor.
Arlan Costa relatou que outro oficial de Justiça, ao realizar uma intimação no Bairro do Alto do Mateus, foi abordado por homens que colocaram uma arma em sua cabeça. “O território onde o oficial foi era domínio do tráfico de drogas. Por sorte, o funcionário público conseguiu fugir do local”, acrescentou.
“Seria de bom alvitre que a polícia diligenciasse visando dar mais segurança para as áreas citadas, a Comunidade Patrícia Tomaz e o Bairro do Alto do Mateus, haja vista que os meliantes, ao meu ver, estão controlando as citadas comunidades”, destaca o promotor no ofício.


Canadá receberá 300 mil imigrantes ao ano a partir de 2017

Justificativa é a pressão econômica ligada ao envelhecimento de população.
Mais da metade será de solicitante de empregos; meta inclui refugiados.

Imagem: Internet
O Canadá começará a receber um mínimo de 300 mil imigrantes anualmente a partir de 2017 para diminuir a pressão econômica, vinculada ao envelhecimento da população, anunciou nesta segunda-feira (31) o ministro da Imigração, John McCallum.
A cifra, alinhada ao incomum alto número de imigrantes recebidos este ano, está, no entanto, muito abaixo das expectativas depois que um informe na semana passada sugeriu um aumento de 50%, ou seja, até 450 mil imigrantes anualmente.
Se o plano for aplicado, o Canadá estará em vias de triplicar sua população no fim deste século.
"Em 2016, saltamos para 300 mil em grande medida como consequência das nossas ações especiais com relação aos refugiados sírios", disse McCallum.
"O que estou anunciando hoje é que em 2017 fixaremos a cifra de 300 mil como permanente, e se tornará a base do crescimento futuro da imigração", disse, acrescentando que a taxa está "40 mil acima da norma histórica".
Mais da metade dos recém-chegados serão solicitantes de emprego e investidores.
O restante dos recém-chegados inclui cônjuges, filhos ou pais de cidadãos naturalizados, refugiados e outros aceitos por razões humanitárias.
A grande afluência de imigrantes este ano foi especialmente impulsionada pelo reassentamento urgente de 30 mil refugiados sírios em situação desesperadora.


sábado, 29 de outubro de 2016

O que eu perco quando perco o culto?

Você pode imaginar a sua vida sem culto? Você consegue imaginar a sua vida sem se reunir regularmente com o povo de Deus, para adorá-lo em conjunto? O culto corporativo é um dos grandes privilégios da vida cristã. E talvez ele seja um daqueles privilégios que, ao longo do tempo, tomemos como certo. Quando eu paro para pensar a respeito, não consigo imaginar a minha vida sem culto. Eu nem mesmo desejo pensar nisso. Mas eu acho que vale a pena considerar: O que eu perco quando eu perco o culto?

Vivemos numa cultura consumista onde temos a tendência de avaliar a vida através de meios muito egoístas. Fazemos isso com o culto. "Hoje o sermão não falou comigo. Eu simplesmente não consegui apreciar as canções que cantamos nesta manhã. A leitura da Escritura foi demasiado longa". Quando falamos dessa maneira podemos estar dando provas de que estamos indo à igreja como consumidores, como pessoas que desejam ser servidas em vez de servir.

No entanto, o ponto primário e o propósito de cultuar a Deus é a sua glória, não a satisfação das nossas necessidades sentidas. Nós adoramos a Deus, a fim de glorificar a Deus. Deus é glorificado no nosso culto. Ele é honrado. Ele é magnificado à vista daqueles que se juntam a nós.

Dessa forma, o culto rompe completamente com a corrente do consumismo e exige que eu cultue por amor da sua glória. Tenho ouvido dizer que o culto "é a arte de perder o ego na adoração de outro". E é exatamente este o caso. Eu esqueço de tudo sobre mim e dou toda honra e glória a Ele.

O que eu perco sem o culto? Eu perco a oportunidade de crescer através de ouvir um sermão e de experimentar alegria por meio do cântico de grandes hinos. Eu perco a oportunidade de me unir a outros cristãos em oração e para recitar grandes credos com eles. Mas, mais que isso, eu perco a oportunidade de glorificar a Deus. Se eu parar de cultuar, estarei negligenciando um meio através do qual eu posso glorificá-lo.

Você vê? O culto não é sobre você ou sobre mim. O culto é sobre Deus. E, realmente, isso muda tudo.

Quando vejo o culto como algo que, em última análise, existe para o meu bem e para a minha satisfação, fica fácil tirar um dia de folga e pensar que a minha presença não faz nenhuma diferença. Mas quando eu venho para glorificar a Deus, eu entendo que ninguém mais pode tomar o meu lugar. Deus espera o levantar das minhas mãos, o erguer do meu coração e o levantar da minha voz a Ele.

Quando vejo o culto como algo que é todo sobre mim, fica fácil pular de igreja em igreja e estar sempre à procura de algo que se ajuste melhor a mim. Mas quando eu vejo a igreja como algo que é verdadeiramente sobre Deus, me pego procurando por uma igreja mais pura e melhor em adorar do modo exato como a Bíblia ordena – Eu procuro por uma igreja através da qual eu possa glorificá-lo cada vez mais.

Sem dúvida, o culto é um privilégio. Mas também é uma exigência, uma responsabilidade. E a maior responsabilidade, bem como o maior privilégio no culto, é trazer glória a Deus.

(Fonte: What Would I Lose if I Lost Worship? autor: Tim Challies - Tradução: Alan Rennê Alexandrino)

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Procuradores da Lava Jato denunciam Palocci sob acusação de corrupção

Imagem:Giuliano Ramos/Folhapress
Procuradores da força-tarefa da Lava Jato do MPF-PR ofereceram nesta sexta-feira (28) denúncia contra o ex-ministro da Casa Civil Antônio Palocci Filho, o empresário Marcelo Odebrecht, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outros 12 pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
As infrações, segundo o Ministério Público, são relacionadas aos contratos de afretamento de sondas entre a Odebrecht e a Petrobras.
A denúncia afirma que as propinas destinadas a Palocci foram contabilizadas pela Odebrecht em um planilha denominada "Programa Especial Italiano".
Segundo a investigação, mais de US$ 10 milhões foram repassados, por determinação do ex-ministro, ao publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, para quitar dívidas do PT com eles.
Palocci havia sido indiciado pela Polícia Federal na última segunda-feira (24). Ele foi preso temporariamente no último dia 26 de setembro na 35ª fase da Lava Jato, sendo a prisão convertida para preventiva no último dia 30.

OUTRO LADO
A assessoria de Palocci disse em nota que a denúncia "veicula mais uma deplorável injustiça e (...) não tem o menor apoio nos fatos." "Palocci não é, nunca foi e jamais será o 'Italiano' (...) O codinome 'Italiano' já foi atribuído a outras três pessoas."
A defesa de Vaccari afirmou que a denúncia é "absolutamente imprópria e se baseia exclusivamente em palavra de delator" e que "não existem provas".
A defesa de João Santana disse que "a pressa em produzir denúncias a toque de caixa tem levado a absurdos como este".
Marcelo Odebrecht e outros ex-funcionários do grupo não estão se pronunciando porque negociam um acordo de delação premiada.