Radio Evangélica

sábado, 12 de março de 2016

Jihadista realiza primeiro ataque do tipo na América do Sul

Comerciante judeu foi morto por muçulmano que afirma estar seguindo ordens de Alá

Jihadista realiza ataque no Uruguai
Quando um líder da comunidade judaica foi morto a facadas na cidade de Paysandu, no Uruguai na terça (8), a notícia passou quase despercebida pela mídia brasileira. Porém, na pequena cidade uruguaia, a 380 quilômetros de Montevidéu, o assunto continua tendo desdobramentos que podem revelar o primeiro ataque declaradamente jihadista da América do Sul.
O comerciante judeu David Fremd, 55 anos, foi abordado na rua por um homem com uma faca. O agressor desferiu 10 facadas nas costas da vítima e fugiu, mas foi preso em flagrante logo em seguida. O agressor, que se chama Carlos Omar Peralta López, tem 35 anos. Ele trabalhava na secretaria de educação da cidade.
Contudo, a imprensa uruguaia divulgou que o assassino tinha antecedentes criminais. Convertido ao Islã cerca de 10 anos atrás, adotou o nome de Abdullah Omar. Ele declarou à polícia que sua motivação foi religiosa. “Eu matei o judeu seguindo ordem de Alá”, esta declaração consta em seu depoimento à polícia.
O judiciário uruguaio, contudo, preferiu defini-lo como desequilibrado mental. Portanto, o crime será tratado como crime e não como terrorismo. As autoridades insistem que ele agiu sozinho e não tem ligação com grupos extremistas conhecidos.
A embaixada de Israel no Uruguai emitiu uma nota mostrando sua preocupação com o caso. “Vemos com preocupação a possibilidade de que esse ato antissemita tenha sido motivado pelo extremismo, fenômeno que lamentavelmente temos testemunhado em outros lugares do mundo”, afirma o comunicado.
Além disso, o site Infobae investigou as contas nas redes sociais de Carlos “Abdullah” Omar e afirma que ele tinha contato frequente pela internet com extremistas. Em seu perfil do Facebook, por exemplo, ele reproduziu a foto de um militante do Estado Islâmico. Também mantinha relação com um palestino ligado ao Hamas.
Um vídeo divulgado pelo jornal uruguaio El Observador, mostra o acusado saindo da delegacia onde foi prestar novos depoimentos. Ele olha para a imprensa e declara em árabe a shahada, uma espécie de confissão de fé dos muçulmanos. Seu significado é “Não há deus além de Alá e Maomé é seu profeta”.
Curiosamente, o caso no Uruguai lembra o ocorrido na Rússia recentemente, quando uma babá muçulmana decapitou uma criança de 4 anos. Questionada pelas autoridades sobre sua motivação, afirmou que matou seguindo ordens de Alá. As autoridades russas também afirmavam que a mulher tinha problemas mentais e minimizaram a questão religiosa.
Um vídeo publicado pelo Estado Islâmico em novembro de 2015 conclamava seus simpatizantes ao redor do mundo a realizar ataques terroristas. Com o nome de “lobo solitário”, o material estimulava assassinatos dos infiéis (não muçulmanos).
Esse tipo de ataque é realizado por uma pessoa (ou pequeno grupo) de forma independente, mas que defenda a causa maior (jihad, ou guerra santa).
A promessa, baseada em versos do Alcorão é que as pessoas que matam em nome da fé são especiais para Deus. Caso elas venham a morrer nesse tipo de ação, terão “recompensas” no paraíso. Esse tipo de situação já fez vítimas fatais em diversos países do mundo.
Mesmo que não venha a ser admitido pelas autoridades, um ataque declaradamente jihadista na América do Sul deveria nos deixar de sobreaviso. Especialmente por que já há casos de brasileiros sendo contatados pelos Estado Islâmico e no início do ano um extremista veio ao Brasil aliciar jovens.


Por Jarbas Aragão para o Gospel Prime

sexta-feira, 11 de março de 2016

Dilma descarta renúncia: 'Resignação não é comigo, não'

Presidente também desconversou sobre indicação de Lula para ministério – e não negou que o ex-presidente possa assumir cargo no governo

A presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto,
em Brasília, (DF), nesta Sexta-Feira (11)
(Ueslei Marcelino/Reuters)
A dois dias das manifestações programadas contra o governo e o PT em todo o país, a presidente Dilma Rousseff concedeu nesta sexta-feira uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto para descartar a possibilidade de renunciar ao cargo. "Resignação não é comigo, não", afirmou. A petista fazia referência a notícias de que estaria "apática" diante da gravidade da atual crise política. Ao longo do pronunciamento, Dilma permaneceu firme e demonstrou uma articulação rara a seus discursos - qualidades que, se vistas mais vezes, talvez tivessem evitado que seu governo tivesse chegado tão perto do abismo.
"Solicitar minha renúncia é reconhecer que não há base para o impachment, não há base para qualquer ato contra minha pessoa. Tenho cara de quem está resignada? Tenho gênio de quem está resignada? É impossível quem me conhece achar que, pela minha trajetória, eu renuncie, eu me resigne diante de tamanho desrespeito à lei. Não tenho essa atitude diante da vida. E é por isso que eu represento o povo brasileiro, que também não é um povo resignado", disse a petista.
Ao ser questionada por jornalistas sobre uma eventual renúncia, a presidente demonstrou irritação: "Isso para mim é ofensa". Dilma desconversou sobre a nomeação do ex-presidente Lula para um ministério de seu governo - e não negou que a ideia possa ser de fato levada adiante.
Nos últimos dias, petistas têm defendido que Lula assuma um ministério para adquirir foro privilegiado e escapar, assim, de ser julgado pelo juiz Sergio Moro, que conduz os processos relativos à Lava Jato em Curitiba. "Teria o maior orgulho de ter Lula como ministro. Ele daria uma imensa contribuição para qualquer governo", afirmou. Questionada se a medida seria, então, adotada, Dilma foi evasiva: "Não vou discutir".
Dilma tratou ainda dos protestos convocados para domingo. Afirmou que manifestações são um momento importante para o país e que, por isso, "não devem ser manchadas por atos de violência". "Não cabe perder esse patrimônio", prosseguiu.


Veja

Picciani prevê em reunião que Dilma cairá em 90 dias, diz jornal

Jorge Picciani, pai do deputado e líder da bancada na Câmara Leonardo Picciani, adotou o discurso de que o vice-presidente Michel Temer é a pessoa capaz de tirar o País da crise que a unidade do PMDB é crucial neste momento de incerteza

O presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani
Rio - Um dos mais contundentes defensores da permanência de Dilma Rousseff no cargo até agora, o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, pai do líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani, avaliou em uma reunião fechada, na última quarta-feira, 8, que a presidente cairá em 90 dias. Reportagem publicada nesta sexta-feira, 11, pelo jornal "Extra" reproduz o comentário de Picciani, que também preside a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 
O dirigente peemedebista falava sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal do Estado, enviada pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) ao Legislativo e que enfrenta forte resistência inclusive dos aliados. "Se você perguntar minha opinião, o governo federal vai cair nos próximos meses. A crise vai aumentar aqui (no Rio de Janeiro). Essa é uma opinião política. Não fui eu que dei ela aqui", afirmou Picciani. 
O presidente do PMDB-RJ disse a aliados que suas declarações na reunião da última quarta-feira foram gravadas sem que ele soubesse e reclamou de "deslealdade" de um dos presentes. Segundo um participante da reunião, o presidente do PMDB-RJ criticava Pezão por acreditar que a proximidade com a presidente Dilma pode ajudá-lo a resolver a grave crise econômica do Estado.
Nesse contexto, o peemedebista disse acreditar que Dilma não conseguirá se sustentar no governo. Esta é, de fato, a avaliação de lideranças do PMDB-RJ, depois das notícias sobre a delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, que ficou preso por três meses na Operação Lava Jato, acusado de tentar dificultar as investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobrás. Delcídio disse que Dilma tentou influenciar no Judiciário para que executivos de empreiteiras presos preventivamente fossem soltos.
O avanço das investigações que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suspeita de ocultação da propriedade de um apartamento em Guarujá e um sítio em Atibaia, também colaboram para aumentar a fragilidade de Dilma, na avaliação de peemedebistas fluminenses. 
Jorge e Leonardo Picciani se reaproximaram de Dilma no ano passado, depois de apoiarem o tucano Aécio Neves na disputa presidencial de 2014. Leonardo negociou diretamente com a presidente a indicação dos ministros da Saúde, Marcelo Castro, e de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera. O líder se indispôs com a ala oposicionista do PMDB e chegou a ser afastado da liderança por uma semana. Mas manteve o discurso contra o impeachment e em defesa de Dilma.
Agora, no entanto, os Picciani veem grande desgaste da presidente, mas não adotarão postura defendida por boa parte do PMDB, de rompimento ou de independência em relação ao governo. "Eles não vão tripudiar, mas sabem a situação é muito mais difícil agora", diz um aliado dos Picciani.  
Jorge Picciani adotou o discurso de que o vice-presidente Michel Temer é a pessoa capaz de tirar o País da crise que a unidade do PMDB é crucial neste momento de incerteza sobre o futuro de Dilma. A tese de peemedebistas para um possível governo Temer é que ele adote um discurso de conciliação com o Congresso, para aprovar um pacote fiscal mínimo, reduza drasticamente o número de ministérios e diga que não tem intenção de disputar a  reeleição em 2018, como forma de atrair a confiança de líderes partidários.


Por Luciana Nunes Leal - O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 10 de março de 2016

Urgente: MP-SP pede prisão preventiva de Lula

O Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, denunciado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, de acordo com o site Jota.
Na tarde desta quinta-feira, o promotor Cássio Conserino, que integra a equipe que denunciou o ex-presidente, sua mulher e seu filho Fábio Luiz Lula da Silva, evitou informar se o pedido havia sido feito.

— Só vamos falar sobre a denúncia — disse durante entrevista coletiva nesta quinta-feira.

Diario da Patria

CPI do Carf convoca presidente do conselho e convida responsáveis pela Zelotes

Foram aprovados outros oito requerimentos para ouvir pessoas ligadas à investigação de denúncias de fraudes no órgão

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de fraude na atuação do Conselho Administrativo de Recursos Federais (Carf) aprovou hoje, por acordo entre os deputados, nove requerimentos.
Serão convidados para depor o delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, responsável pela Operação Zelotes, que investiga a manipulação de julgamentos do Carf; e o procurador da República na operação, Frederico Paiva. Já o atual presidente do conselho, Carlos Alberto Freitas Barreto, foi convocado pelos deputados. Apenas a convocação obriga a vinda à CPI.
Os requerimentos são de autoria dos deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Carlos Sampaio (PSDB-SP). A votação por acordo foi proposta pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que sugeriu que o trabalho da CPI iniciasse com a oitiva das pessoas relacionadas diretamente com as investigações.
O Carf é uma instância administrativa, ligada ao Ministério da Fazenda, para resolução de conflitos entre contribuintes e o governo sobre cobrança de impostos (é o chamado contencioso administrativo). A composição do Carf é paritária, com representantes do governo e dos contribuintes, designados pelo ministro da Fazenda.
No ano passado, a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar denúncias de que conselheiros teriam recebido dinheiro para favorecer empresas em decisões contra o governo. A investigação recebeu o nome de Operação Zelotes.

Dados
A CPI também aprovou requerimentos solicitando o compartilhamento das informações apuradas pela CPI do Carf que funcionou no Senado no ano passado; pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. Os requerimentos são de autoria dos deputados Carlos Sampaio e José Carlos Aleluia (DEM-BA).

A CPI do Senado foi concluída em dezembro com o pedido de indiciamento de 28 pessoas físicas e jurídicas.

Roteiro
O presidente da comissão, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), marcou reunião para a próxima terça (15), quando o relator, deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), deverá apresentar o roteiro de trabalho, com as prioridades de investigação. A princípio, o roteiro deveria ter sido apresentado na reunião de hoje, mas Bacelar pediu um prazo para analisar o processo sobre o Carf que corre na justiça federal, que soma seis mil páginas, e os documentos da CPI do Senado.

O relator disse que o objetivo e "evitar o retrabalho", para não "repetir provas e procedimentos". A sugestão do deputado foi apoiada por outros parlamentares. “Não estamos partindo do zero. Isso é fundamental para que a gente não reinvente a roda. Precisamos partir desse ponto para contribuir para o avanço”, disse Marcus Pestana (PSDB-MG).

Agência Câmara Notícias


Vendas do comércio varejista têm queda de 1,5% em janeiro

De Janeiro de 2015 a Janeiro de 2016, queda nas vendas do
comércio varejista atinge 10,3%
As vendas do comércio varejista do país fecharam  janeiro deste ano com retração de 1,5% sobre dezembro, na série livre de influências sazonais. Quando comparada a janeiro de 2015, série sem ajuste sazonal, a queda chega a 10,3% no décimo resultado negativo consecutivo.
No acumulado dos últimos doze meses, a queda é de 5,2% - a perda mais intensa de toda a série histórica, iniciada em 2001, mantendo uma trajetória de redução iniciada em julho de 2014, quando chegou a 4,3%.
Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) foram divulgados hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que a receita nominal do setor fechou janeiro estável na série livre de influências sazonais (0,1% de variação) e crescimento de 1% em relação a janeiro do ano passado. No acumulado dos últimos doze meses, a receita nominal acusou diminuição de 2,8%.

Média móvel
Com a redução de 1,5% verificada em janeiro, frente a dezembro de 2015, a variação da média móvel trimestral (comparada à média móvel dos três meses encerrados em dezembro) ampliou o ritmo de redução ao passar de -0,5% para 1,2%. Já a média móvel da receita nominal fechou também estável (-0,1%) em janeiro.
Na série sem ajuste sazonal, o total das vendas assinalou uma redução de 10,3% em relação a janeiro de 2015, décima variação negativa consecutiva nesse tipo de comparação. Assim, o resultado para o volume de vendas teve perda de ritmo em relação ao segundo semestre de 2015 (-6,3%).
A taxa anualizada de -5,2%, indicador acumulado nos últimos 12 meses, assinalou a perda mais intensa da série histórica, iniciada em 2001, e manteve a trajetória descendente observada a partir de julho de 2014 (4,3%). A receita nominal apresentou taxas de variação de 1,0% em relação a janeiro de 2015 e de 2,8% nos últimos doze meses.
Quanto aos dados relativos ao comércio varejista ampliado -  incluindo o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção - as variações sobre o mês imediatamente anterior também foram negativas, com taxas em janeiro de -1,6% para volume de vendas e de -0,7% para a receita nominal.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 13,3% para o volume de vendas e de 4,7% na receita nominal. No acumulado dos últimos doze meses, as perdas foram de -9,3% para o volume de vendas e de -2,3% para a receita nominal.

Atividades
A queda de 1,5% nas vendas do comércio varejista em janeiro de 2016, em relação a dezembro de 2015, reflete variações negativas em seis das oito atividades pesquisadas pelo IBGE.
Setorialmente, os principais destaques negativos vieram do recuo de 4,3% no setor de móveis e eletrodomésticos, segunda taxa negativa consecutiva nessa comparação, período que acumulou perda de 12,3%; depois, aparecem hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%), atividades de maior peso na estrutura do varejo e com recuo pelo terceiro mês.
A atividade de combustíveis e lubrificantes fechou com redução de vendas (3,1%); o item outros artigos de uso pessoal e doméstico caiu 1,8%; tecidos, vestuário e calçados (-0,5%); e livros, jornais, revistas e papelarias (-0,1%).
Já artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos,  perfumaria e cosméticos tiveram variação de 0,1%, mantendo-se praticamente estáveis em relação a dezembro de 2015.
Considerando o varejo ampliado, a redução de 1,6% aumentou em janeiro o ritmo de queda frente a dezembro (-1%). O resultado de janeiro sofreu influência, principalmente, das vendas em material de construção (-6,6%), após crescimento de 3,2% no mês anterior; seguido por veículos e motos, partes e peças (-0,4%).

Comparação com 2015
A queda de 10,3% nas vendas do comércio varejista na comparação com janeiro de 2015 (série sem ajuste sazonal), além de ter sido a décima taxa negativa seguida, registrou o recuo mais acentuado desde os 11,4% de março de 2003.
Segundo o IBGE, todas as oito atividades do varejo acusaram variações negativas, com destaque para móveis e eletrodomésticos (retração de 24,3%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (queda de 5,8%); combustíveis e lubrificantes (-14,1%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-12,5%); tecidos, vestuário e calçados (-13,8%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-24,0%).
A pesquisa indica que o setor formado por móveis e eletrodomésticos foi o exerceu o maior impacto negativo no desempenho global das vendas. “Com uma dinâmica de vendas associada à disponibilidade de crédito, os resultados do setor, abaixo da média geral, foram influenciados, principalmente, pela elevação da taxa de juros , além da redução da renda real das famílias”, informou o IBGE.
Em janeiro de 2016, a segunda maior contribuição negativa na formação da taxa das vendas do varejo veio da atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de -5,8% sobre janeiro de 2015.
Já o item combustíveis e lubrificantes foi responsável pelo terceiro maior impacto negativo na formação da taxa global ao fechar janeiro de 2016 com queda de 14,1% diante de janeiro de 2015. O desempenho do setor foi influenciado pela alta de preços dos combustíveis.

Varejo Ampliado
O desempenho negativo do setor de veículos, motos, partes e peças (queda de 18,9% entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016) foi o principal fator para que o comércio varejista ampliado fechasse janeiro com queda de 13,3%,  a mais acentuada da série histórica.
A atividade respondeu por 38% da redução da taxa global do varejo ampliado. A redução das vendas no segmento está associada ao menor ritmo da atividade econômica e menor ritmo na oferta de crédito.
Embora com menor peso, a redução das vendas no segmento de material de construção também influenciou o resultado, com a variação no volume de vendas de -18,5% na comparação com o janeiro de 2015, consolidando a maior queda da sua série histórica.

Segundo o IBGE, embora permaneçam alguns incentivos ao setor, como a manutenção dos níveis do crédito habitacional, o desempenho da atividade, abaixo da média, “reflete o atual quadro macroeconômico, especialmente no que tange a crédito e massa de rendimento real das pessoas ocupadas”.

Por Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Edição: Kleber Sampaio

quarta-feira, 9 de março de 2016

Promotores denunciam Lula por ocultação de patrimônio em tríplex

Eduardo Knapp 28.jan.2016/Folhapress
O Ministério Público de São Paulo finalizou nesta quarta (9) e apresentou à Justiça a denúncia contra o ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá. O petista foi denunciado sob acusação de ocultamento de patrimônio, uma modalidade de lavagem de dinheiro, e falsidade ideológica.
Também foram denunciados a mulher de Lula, Marisa Letícia, e o filho mais velho dele, Fábio Luís, ambos por lavagem de dinheiro.
A Promotoria ainda acusou formalmente o ex-presidente da empreiteira OAS José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, e outros funcionários da construtora.
Ao todo foram denunciadas 16 pessoas. Se a acusação for aceita pela Justiça, Lula passa a ser réu em ação criminal.
O tríplex foi reformado para a família de Lula, com gastos de cerca de R$ 1 milhão, pela empreiteira OAS.
Em 2004, a mulher de Lula, Marisa Letícia, havia comprado um apartamento simples, da Bancoop, e declarado à Receita.
O tríplex, no entanto, nunca apareceu no patrimônio da família. O Instituto Lula diz que o empresário Léo Pinheiro fez as reformas para Lula, mas a família preferiu não ficar com o imóvel.
A peça com a acusação contra Lula foi preparada pelos promotores Cássio Conserino, Fernando Henrique Moraes de Araújo e José Carlos Blat.
O Ministério Público manteve a peça em sigilo e convocou uma entrevista para esta quinta (10) para explicar a denúncia.

OUTRO LADO
O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse que desconhece o conteúdo da denúncia. "Essa ação só confirma a parcialidade com que o assunto está sendo conduzido. Essa denúncia foi anunciada no dia 22 janeiro para a revista 'Veja', antes de ele [promotor Cássio Conserino] concluir as investigações. O Conselho Nacional do Ministério Público já disse que ele não é o promotor natural do caso e isso será levado à Justiça."
Zanin afirma ainda que "este ato confirma o conflito de atribuições entre Ministério Público Estadual de São Paulo e o Ministério Público Federal de Curitiba [que estariam investigando os mesmos fatos]".
Os advogados de Lula estão questionando no STF (Supremo Tribunal Federal) a investigação conduzida em duas frentes.
Em nota, Zanin afirmou que "hoje Conserino apenas formalizou o resultado, deixando claro que a apuração não foi isenta, decorrendo tão somente da parcialidade e da intenção deliberada de macular a imagem de Lula, imputando crime a pessoa que o promotor sabe ser inocente"
"Conserino transformou duas visitas a um apartamento no Guarujá em ocultação de patrimônio. A família do ex-Presidente Lula nunca escondeu que detinha uma cota-parte de um empreendimento da Bancoop, tendo solicitado o resgate desta cota no final de 2015", segundo o advogado.
De acordo com o defensor, "o promotor responde a sindicância disciplinar no Ministério Público de São Paulo, que é acompanhada pelo CNMP, justamente por ter antecipado o resultado antes de ter chegado ao fim das investigações". 

Folha de São Paulo


Filha de Eduardo Cunha torrou milhares de reais da Petrobras em roupas de grife, diz denúncia

Danielle Cunha gastou R$ 160 mil só em roupas nas grifes Prada, Fendi e Chanel

Santa Eulalia, loja de grif Passeig de Gràcia, endereço
exclusivo de Barcelona, onde filha de Cunha fez MBA e
foi as compras (Google Eart/Reprodução)
A filha mais velha do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Danielle Dytz da Cunha Doctorovich, pode ser o mais novo alvo da Lava Jato. Danielle é apontada pelo Ministério Público Federal como beneficiária de parte de um desvio de US$ 5 milhões da Petrobras. Em função disso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) no final da semana passada que Danielle e sua madrasta, Cláudia Cruz, sejam investigadas pelo juiz Sérgio Moro.
O ministro Teori Zavascki ainda não se manifestou sobre o pedido e portanto até agora as duas são apenas citadas na denúncia do MPF.
Em denúncia enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal) na última semana, Janot detalhou os gastos nada franciscanos do presidente da Câmara, da sua mulher, Cláudia Cruz, e da filha mais velha de Cunha, Danielle. Com base em documentos, o MPF mostra que Danielle usou um cartão de crédito vinculado à conta Köpek, na Suíça, que recebia recursos de propina.
O total nas despesas do cartão da conta Köpek, o Corner Card, feitas por Cláudia e Danielle totalizam US$ 156.275,49, equivalente a mais de meio milhão de reais, ou R$ 626.664,71, segundo o Ministério Público Federal em cotação de dólar a R$ 4. 
Apenas as compras em lojas de grife feitas por Danielle no cartão da Köpek somam US$ 40 mil, ou R$ 160 mil na cotação usada na denúncia, de dólar a R$ 4. Danielle só não conseguiu superar os gastos da madrasta, Cláudia, que somam US$ 44 mil em roupas de grife.
O detalhamento dos gastos de Danielle Cunha, uma publicitária de 28 anos, mostra o gosto por marcas consagradas e exclusivas. A primeira compra descrita é de 27 de dezembro de 2012, quando Danielle gastou US$ 1.000, cerca de R$ 4.000, na grife de sapatos Louboutin: os famosos sapatos de solado vermelho.
Uma semana depois, a jovem volta às compras e torra mais de US$ 5.000 (cerca de R$ 20 mil) nas grifes Prada, Burberry e Ermenegildo Zegna. No mês seguinte, Danielle passa novamente o cartão de crédito em duas visitas à grife Alexander McQueen. A soma das duas compras é de US$ 2.500, cerca de R$ 10 mil.
Entre fevereiro e março de 2013, época em que finalizava um MBA em uma escola de negócios em Barcelona (cujos pagamentos das mensalidades também são investigados por aparentemente terem saído da mesma conta Köpek), Danielle renovou mais uma vez o closet com dinheiro que, segundo o Ministério Público Federal, seria propina de negócios da Petrobras intermediados pelo seu pai.
Entre 19 de fevereiro de 2013 e 16 de março de 2013, foram quatro compras em lojas de Barcelona: Santa Eulalia, Yves Saint Laurent e Burberry totalizando US$ 8.343, ou R$ 33 mil, preço de um carro popular no Brasil. 
Já em julho de 2013, Danielle esteve em Nova Iorque, onde comprou quase três mil dólares (US$ 2.939,63) ou R$ 11.758,52 na Chanel. De volta aos Estados Unidos, em janeiro de 2014, a compra na mesma grife somou mais de R$ 20 mil (US$ 5.234).
Três meses depois, em abril, em Orlando, Danielle fez suas compras na grife Neiman Marcus, num total de R$ 30 mil (US$ 2.759,43 e US$ 5.000). Na Fendi de Nova Iorque, os gastos da publicitária somaram R$ 17 mil (US$ 4.267,19) e na Hermès, em Cannes, Danielle comprou R$ 10 mil em roupas (US$ 2.659,30).


Por Mariana Londres para o R7

terça-feira, 8 de março de 2016

Colômbia: Santos e as FARC contra a democracia

Santos cumprimenta "Timochenko", líder das FARC, com o "beneplácito"
Raul Castro.
As FARC exigem a demolição de toda a oposição liberal, conservadora e centrista contra os planos pactuados em segredo com Santos em Havana.
As FARC exigem essa destruição
.

1. As manobras desesperadas de Juan Manuel Santos em curso contra o ex-presidente Álvaro Uribe (a captura injustificada de seu irmão Santiago, a tentativa de deter arbitrariamente os dois filhos do ex-presidente e senador, e as intimidações contra o ex-ministro Oscar Iván Zuluaga, presidente do partido Centro Democrático - CD), não é um capricho de Santos, nem o resultado de trâmites legais dentro do Ministério Público. É o resultado de compromissos secretos que Santos pactuou com as FARC no marco do processo de paz. Há uma relação direta entre esse mal-chamado “processo de paz” e ofensiva bestial de Santos contra o senador Uribe, sua família e o maior movimento político de oposição do país, o CD.


2. Os pactos entre Santos e as FARC incluem outras cláusulas secretas que começaram a ser aplicadas pelas partes que negociam em Havana. A desmilitarização de Conejo (Guajira) para que agitadores armados das FARC pudessem ir intimidar a população, prova que essas cláusulas existem e que Santos as está cumprindo. Santos permite que, depois do ocorrido em Conejo, as FARC vão agora ao Cauca para fazer de novo propaganda armada mas sem a presença da imprensa. O governo proibiu à imprensa regional, nacional e internacional informar sequer sobre o tipo de “pedagogia” que as FARC executarão no Cauca. Quer dizer, os testemunhos posteriores da população não poderão ser dados a conhecer nem ao país nem ao mundo. Tal ato de censura é inaceitável. Nunca se havia visto algo parecido na Colômbia. Além disso, Santos anuncia que impedirá que a imprensa faça “nenhum tipo de divulgação, nem de edição de produtos audio-visuais com fins de difusão” dessa nova incursão das FARC. A desproteção da população civil continua e aumenta.

3. As FARC exigem a demolição de toda a oposição liberal, conservadora e centrista contra os planos pactuados em segredo com Santos em Havana. As FARC exigem essa destruição como condição para assinar em 23 de março o falso acordo do “fim do conflito”.

4. O ponto principal do processo de paz não é só conceder a impunidade total aos cabeças do movimento narco-terrorista, nem entregar a esse cartel diabólico os destinos do país. A essência do processo de paz é,. também, mas de maneira central, a destruição do CD, a morte política e/ou física do ex-presidente Uribe e a destruição de toda a oposição e de toda a liderança democrática contra os planos totalitários das FARC.

5. É um dever de todo patriota colombiano, civil e militar, rico e pobre, jovem e velho, politizado ou não, religioso ou não, se opor com todos os meios ao seu alcance, intelectuais e materiais, dentro e fora da Colômbia, a esses planos criminosos, à agenda política de Santos e às ambições de poder das FARC. O destino da Colômbia repousa, agora mais do que nunca, nas mãos de seus melhores filhos.

6. O ex-presidente Uribe não está só. Milhões de colombianos saúdam sua obra de governo e respaldam suas teses sobre a paz e a democracia colombiana, e sobre o caráter nefasto do chamado processo de paz. Qualquer atentado contra o ex-presidente ou qualquer tentativa de agressão física ou de detenção arbitrária contra ele, ou contra outros líderes do Centro Democrático, desatará manifestações de massiva cólera popular em todo o país. Santos está brincando com fogo. Com seus intimidatórios jogos judiciais, Santos está criando de maneira irresponsável um clima de guerra civil. Uma explosão social sabe-se como começa mas não como termina. É a lição do 9 de abril de 1948. Santos não deveria esquecer que dezenas de milhares de colombianos dizem: “Toquem um dedo em Uribe e o país se incendeia”.

7. Os planos entreguistas de Santos dependem em grande parte da sorte que corra à ditadura venezuelana (colapsada e a ponto de cair) e da estabilidade do esquema de poder dos Castro em Cuba. A hora da queda das tiranias chavistas na América Latina chegou e o que ocorre na Venezuela, Brasil, Argentina, Bolívia e Nicarágua indica isso e mostra que os mais fanáticos aliados das FARC nunca puderam sair da lixeira da história. No fim do governo Obama nos Estados Unidos, tão indolente e irresponsável frente à ofensiva anti-liberal do chavismo no continente, e a provável eleição de um candidato republicano, reduzirá ainda mais as margens de manobra dos planos FARC-Santos.

8. Não é necessário cair em posições fatalistas por isso. Uma coisa é que Santos, utilizando abusivamente dos recursos do Estado colombiano, sufocando a divisão dos poderes públicos, corrompendo a tudo o que pode com o dinheiro nacional, tente destruir o CD e Uribe, a oposição liberal-conservadora e os meios de comunicação livres, e outra é que Santos consiga fazer isso plenamente. Santos mantém uma pressão ilegal e brutal contra os democratas mas ele, por sua vez, está sob a pressão política e moral desses e, sobretudo, dos milhões de colombianos que estão aborrecidos de seu governo, de sua grande traição e de suas mentiras.

9. A ofensiva contra Uribe não começou com o processo de paz, começou muito antes, desde que os colombianos o elegeram presidente da República pela primeira vez. As FARC e seus agentes dentro dos partidos, aceleraram e melhoraram sua velha tática de penetrar e subverter as instituições e os meios de comunicação para alcançar, combinando isso com a luta armada, seus objetivos estratégicos. O processo de paz agudizou essa penetração e essa perseguição contra o país, porém não alcançou suas metas. Pelo contrário, a Colômbia resiste. O repúdio dos colombianos e a ofensiva de Santos-FARC contra Uribe e contra o CD, e contra a Colômbia em geral, é cada vez mais forte e ampla e se estende agora para além das fronteiras. Nos Estados Unidos e na Europa muitos abriram os olhos sobre o caráter abjeto e ditatorial do governo Santos. Membros do Congresso norte-americano e vetores importantes da imprensa européia, sobretudo da Espanha, já não tragam inteiro as fábulas de Santos.

10. O presidente Uribe caracterizou em 4 de março passado o governo de Santos em uma frase: “Juan Manuel Santos o chefe do contexto”. Uma ditadura existe quando um só homem controla tudo. A democracia é o melhor governo, pois limita o executivo e garante as liberdades graças a um equilíbrio de poderes. Isso desapareceu na Colômbia. Uribe disse isto: “Santos coordena e impõe a impunidade ao narco-terrorismo para o qual nada poupa quando se trata de submeter as instituições e de coagir os dissidentes”. E faz em seguida esta descrição indiscutível: “Em clara violação da Constituição, impôs a terna do Controlador, exige ao Conselho de Estado anular a eleição do Procurador, submete o Congresso com dinheiro, reclama ser o dono da grana, exige uma lei habilitante e uma maneira viciada para reformar a Constituição a fim de legalizar a capitulação ante as FARC, condiciona contribuições aos prefeitos e governadores a que sejam chefes de debates do plebiscito, premia jornalistas com contratos e com sua astúcia faz despedir àqueles que caem em desgraça. Manipula as cortes para que aceitem tudo sobre sua desculpa do ‘fato excepcional da paz’”.

11. Ninguém é obrigado moralmente a cumprir ordens de uma ditadura. A não-cooperação e a desobediência civil contra as ordens de Santos e de sua claque, está na ordem do dia, sobretudo desde o grave incidente de Conejo (e da continuação da linha de desproteção da população civil, como no Cauca) e das atuais tentativas de captura de reféns para humilhar e golpear a família do senador Uribe e o CD. Na Colômbia já não há um governo legítimo. Há uma claque que joga com as palavras, faz o que não proclama, emprega executores gangsteres sem controle legal algum e leva o país ao caos.

12. A falsa promessa de paz de Santos e das FARC degenerou em uma enfermidade: o pacifismo a qualquer custo: a paz acima da justiça a paz acima da democracia. A paz acima das vítimas do terror comunista e dos direitos humanos. Inoculada durante os quatro anos passados pelo governo e suas agências de retórica, essa enfermidade criou um clima de paralisia e de confusão em amplos setores da opinião pública.

13. Sair para se manifestar nas ruas da Colômbia em 2 de abril próximo contra os planos de Santos é demonstrar que a ideologia entreguista não conseguiu se instalar na cabeça de cada colombiano. É demonstrar que o projeto de sociedade totalitária não será realizado sem desatar uma massiva resistência prolongada na Colômbia. Sair às ruas cada vez que seja necessário, ante cada atropelo do governo, votar NÃO no eventual plebiscito, vigiar, analisar e denunciar cada movimento entreguista do poder são poderosos obstáculos para a realização dos planos Santos-FARC.


Por Eduardo Mackenzie para o Mídia sem Mascara
Tradução: Graça Salgueiro

Lula recorre ao plenário do STF

Os advogados de Lula recorreram da decisão de Rosa Weber de negar a liminar que pedia a suspensão das investigações no MP de São Paulo e no MPF de Curitiba por suposto "conflito de competência".
No recurso, protocolado há pouco, a defesa da jararaca usa o despacho de Rosa em benefício próprio, ao alegar que a ministra reconheceu a competência do STF para julgar o caso e admitiu a existência de duas investigações sobre o mesmo tema.
O objetivo de Lula agora é levar o caso ao plenário do Supremo.




O Antagonista