Radio Evangélica

segunda-feira, 21 de março de 2016

Relator do impeachment rejeita a convocação de Dilma e ministros em comissão

Deputado Jovair Arantes (PTB-GO) ponderou que o ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União (AGU), será bem recebido no colegiado caso ele seja escalado para fazer a defesa de Dilma em nome do governo

Presidente da Republica, Dilma Roussef -16/12/2015
(Evaristo Sá/Getty Imagens)
Na véspera da primeira reunião de trabalhos da comissão que vai analisar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o relator do colegiado, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), rejeitou a convocação de ministros e da própria petista para prestar esclarecimentos sobre as acusações de crime de responsabilidade e de corrupção. Desde a instalação da comissão, na última quinta-feira, deputados apresentaram uma série de requerimentos pedindo a audiência com Dilma e seus auxiliares. Nesta segunda-feira, o comando da comissão vai apresentar o plano de trabalho e definir a possibilidade de oitivas pelo grupo.
"Se eles quiserem falar comigo eu estarei à disposição aqui na comissão. Agora, convidar, não", afirmou Jovair Arantes nesta segunda-feira, ao ser questionado sobre os requerimentos apresentados. A mesma negativa foi dada sobre a possibilidade de convocação do ex-presidente Lula na condição de ministro da Casa Civil: "Não, claro que não".
O relator é amigo do ex-presidente, mas nega que tenha qualquer intenção de blindar seus aliados na comissão. "A minha ligação é com a responsabilidade do Brasil, do meu Estado, das cidades que eu represento e sobretudo com meu mandato. Estou na Câmara há 21 anos e minha relação com todos os presidentes da República, com os presidentes da Casa e meus colegas deputados tem sido sempre de muita tranquilidade e aproximação, porque a aproximação é o que leva ao êxito das ações que desenvolvemos aqui", disse.
O relator ponderou que o ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União (AGU), será bem recebido no colegiado caso ele seja escalado para fazer a defesa de Dilma em nome do governo. Arantes defendeu ainda a audiência com nomes técnicos ou relacionados à denúncia, como os autores do pedido de impeachment - Janaina Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior - e o relator das contas de Dilma no Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes.
Pressão - Em entrevista à imprensa, o relator do impeachment de Dilma admitiu, sem citar nomes, que tem sofrido pressão desde que foi alçado a dar um parecer sobre o futuro político da presidente da República. Ele afirmou que isso "faz parte do jogo". "Quem não quer receber pressão veste um pijama e fica em casa", disse. "Aqui é uma Casa que tem de dar resposta aos anseios da comunidade brasileira. É o para-choque de todos os problemas, e eu tenho de respondê-los", continuou.
"As pressões virão e virão dos dois lados. Ao final desse relatório eu terei um lado muito chateado comigo e um outro muito satisfeito. Evidentemente, quem tem de estar satisfeito comigo é a minha consciência", acrescentou Jovair Arantes.
Líder do PTB na Câmara, ele afirmou que não vai mais participar das reuniões que ocorrem semanalmente no Planalto com a base do governo. Nesse caso, irá o vice-líder da legenda.


Por Marcela Mattos para a Veja 

Diário do Olavo: intervenção militar, retórica política e Lula, o psicopata

Uma intervenção militar deveria ter ocorrido tão logo se revelaram os planos continentais do Foro de São Paulo e a montagem do esquema de corrupção criado para sustentá-los. Quando alguns patriotas entusiastas começaram a clamar por ela em 2015, já era tarde. Uma próxima oportunidade, só em caso de agressão externa, uma ameaça que deveria ter sido abortada, no máximo, até 2005, quando Lula fez o seu célebre discurso no décimo quinto aniversário do Foro. A imprevidência é, como sempre, uma das forças históricas mais decisivas.
*
Tanto a longa omissão das Forças Armadas quanto sua possível ação tardia em face de uma agressão externa que poderia ter sido evitada, terão sido tremendamente impatrióticas. NADA no mundo, nenhuma esperteza, nenhuma estratégia, nenhum cálculo inteligentíssimo, substitui a ação correta e justa inspirada pelo verdadeiro amor ao bem.
*
Vinte anos atrás já expliquei, em conferências pronunciadas em instituições militares, toda a preparação do esquema agressivo internacional criado para dar respaldo aos comunistas brasileiros no poder. Se, agora que esse esquema está pronto para entrar em ação, os militares o alegam como desculpa para a sua omissão no momento, isso não explica os vinte anos de omissão durante os quais eles simplesmente esperaram que o esquema crescesse e se consolidasse.
*
Não duvido, que na cabeça de pelo menos alguns oficiais militares, só existam duas possibilidades: ou o poder total, ou nada. Não estão dispostos a intervir para devolver o poder ao povo, mas intervirão para dá-lo a si mesmos. Só que, para isso, é preciso esperar que a situação se agrave até o ponto de uma agressão externa. Aí sairemos de uma ditadura comunista para cair numa ditadura militar, que o povo desesperado aplaudirá como salvadora da pátria.
*
Quando me perguntam se existe a possibilidade de uma guerra civil no Brasil, tenho respondido invariavelmente a mesma coisa: o que é mais possível é uma agressão externa camuflada sob uma tênue aparência de guerra civil.
*
Joe Patriota: Você está chegando atrasado. Mais de um ano atrás já expliquei todas as dificuldades que, no plano internacional, dificultam ou bloqueiam até agora uma ação das Forças Armadas. Mas isso não impede que, esperando uma agressão externa para só então agir, elas então entrem em campo carregando, justa ou injustamente, a culpa de nada ter feito para impedir que essa possibilidade temível se concretizasse.
*
A declaração do general Vidas-Boas, de que "é lamentável o clamor por intervenção militar" é o fingimento mais cínico dos últimos tempos. NINGUÉM, nas passeatas recentes, está clamando por intervenção militar. Ninguém, neste país, precisa de você, Vidas-Boas, nem dos seus passistas de escola de samba fardados -- que foi a isso que você reduziu os nossos soldados. Mas POR QUÊ você se faz de solicitado, quando ninguém lhe solicitou nada? Por que esse teatrinho? É a mesma encenação do "Não vai ter golpe" no instante mesmo em que se dava o golpe. O que você quer dizer, Vidas-Boas, é que vai haver intervenção militar, sim. Já houve. Suas palavras JÁ SÃO a intervenção: intervenção contra o povo, em defesa dos seus patrões.
*
Ô, Vidas-Boas. Não precisamos de você. Vá lá cuidar do mosquito.
*
É claro que, num caso de agressão externa, nenhum brasileiro recusará apoio às Forças Armadas. Mas esse apoio teria sido muito mais entusiástico se elas tivessem agido em tempo de impedir essa desgraça, em vez de esperar para salvar a pátria "in extremis".
*
Parece que todo mundo, no Brasil, está vivendo no passado, repetindo scripts caducos. Uns têm saudades da guerrilha continental dos anos 70; outros, do tempo em que os guerrilheiros estavam na cadeia. Não há, em todo o país, um número suficiente de cérebros interessados em compreender a situação internacional de hoje.
*
A esquerda tem de renovar seu estoque de rótulos infamantes. Esse negócio de fascista, golpista, machista, racista e homofóbico não pega mais.
*
A direita tem o problema oposto: inventa uns rótulos tão originais e rebuscados que ninguém entende. Por exemplo: sionista muçulmano.
*
Mutações gramscianas do sentido das palavras. Nos anos 60-70 do século passado, "careta" era quem não fumava maconha. Agora a Folha de S. Paulo está popularizando o uso do termo para designar quem não gosta da idéia de casamento gay.
*
Como observei abundantemente nos últimos dias, ATÉ HOJE a retórica da esquerda repete o vocabulário de cacoetes verbais da campanha "antifascista" criada nos anos 30 do século passado por Willi Münzenberg para camuflar a colaboração secreta da URSS com o governo de Hitler, que culminaria na invasão conjunta da Polônia. Basta isso para avaliar a extensão e profundidade da influência da KGB na história cultural do mundo. Até num país periférico e falido a voz de Stalin ainda ecoa por meio de milhões de bocas, decorrido o prazo de quase um século. Basta também para medir a vulnerabilidade patética do Ocidente a essa influência, tanto mais penetrante quanto menos reconhecida publicamente.
*
Quando um conservador diz que o sexo é um fato biológico mas o gênero é apenas um categoria sociológica, ele só mostra o quanto o seu cérebro já foi dominado pela linguagem do adversário. Gênero não é nem nunca foi uma categoria sociológica. É uma categoria meramente gramatical à qual se pretende, pela propaganda repetida, dar uma dimensão sociológica.
*
A mim me parece que o Lula é perfeitamente sincero quando se sente a vítima inocente de uma perseguição. Ele simplesmente não percebe o quanto sua conduta é imoral, criminosa e abjeta. Ele é REALMENTE um psicopata, incapaz de sentir culpa, imbuído de um código moral muito peculiar no qual, faça o que fizer, ele permanece limpo, santo e isento de pecados. Os outros é que são malvados e não o compreendem. É um tipo socialmente inútil e perigoso, ao qual não seria prudente dar nem mesmo um emprego de faxineiro.
*
Lula tem a autopiedade característica dos desalmados. Pobre também fui eu, a diferença é que enquanto o Lula enrabava cabritas eu estava era delirando de febre e tomando injeções diárias de Benzetacil na bunda. E nem naquela época chorei ou reclamei: minha mãe conta que eu era o cidadãozinho mais resignado do planeta.
*
Se quando o Lula estava no auge do sucesso ele choramingava de autopiedade por sua infância de menino pobre, imaginem quando estiver na cadeia...
*
O tal ministro Aragão está com a cuca cheia de Santo Daime. Ele diz que a gravação do Lula não vale porque foi uma conversa privada. Mas grampo, por definição, é de conversa privada. Ninguém grampeia o que um sujeito diz em público.
*
Se há um personagem com quem me identifico na literatura universal, é o Pedro de "Guerra e Paz" de Tolstói -- o homem cuja maior aspiração na vida é ver e compreender. Nossa única diferença é que, dada a oportunidade que ele teve, eu não hesitaria um minuto em meter um balaço na cabeça de Napoleão, no mínimo para ver como ficaria o mundo depois disso.
*
Experiência da vida: por trás de todo pepino tem um pepino maior.

Por Olavo de Carvalho

domingo, 20 de março de 2016

Temendo nova investida de Moro, AGU pede novamente ao STF liminar para nomeação de Lula

Pedido é semelhante ao apresentado ontem por José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, e visa à suspensão do andamento de todos os processos e de decisões judiciais até um pronunciamento final da Corte

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, nomeado
para advogado geral da União
Brasília - Com receio de uma nova investida do juiz federal Sérgio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, pediu novamente nesta tarde ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que conceda uma liminar para garantir a nomeação do líder petista para cargo de ministro-chefe da Casa Civil. O pedido, semelhante ao apresentado por Cardozo ontem, tem por objetivo suspender o andamento de todos os processos e de decisões judiciais até um pronunciamento final da Corte.
Uma das preocupações do governo é que, sem a liminar, Lula poderá ser alvo de uma ação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.
Na sexta-feira (18) à noite, o ministro do STF Gilmar Mendes concedeu uma liminar mandados de segurança apresentado por dois partidos de oposição, PSDB e PPS, que alegavam que Lula havia tomado posse para ganhar foro privilegiado e ser julgado pelo Supremo.
No pedido deste domingo, a AGU pede urgência numa decisão de Zavascki, relator de duas arguições de preceito de descumprimento fundamental (ADPF) movidas pelo PSDB e PSB. Ele aponta que as ADPFs são as ações que vão permitir a "solução geral da controvérsia". Ele citou até um precedente do próprio Gilmar Mendes do início de março em que considerava esse tipo de ação, dada sua "amplitude constitucional", como possível para dirimir as dúvidas.
"Ante o exposto, a fim de se evitar decisões contraditórias acerca tema tão relevante, primando-se pela segurança jurídica e defesa da ordem jurídico objetiva, a Advocacia-Geral da União pugna pela excepcional concessão de medida cautelar, suspendendo-se o andamento de todos os processos e de decisões judiciais que apresentem relação com a matéria objeto da argüição de descumprimento de preceito fundamental, até seu julgamento final pelo douto colegiado", argumenta Cardozo, na petição de seis páginas.
O pedido é para que Teori Zavascki possa se manifestar independentemente de uma posição do plenário do Supremo. A Corte só vai se reunir em plenário no dia 30 e o receio é que o ex-presidente, em meio à batalha do impeachment, possa ser alvo de Moro.
Cardozo argumenta ainda que há um risco de "acefalia" da Casa Civil, a quem compete por lei assistir direta e imediatamente ao presidente e coordenar as ações do governo, em um momento de "notória instabilidade política e turbulência institucional".

Por Ricardo Brito – O Estado de S. Paulo


Deputado do PT do Rio diz que vai pedir impeachment de Gilmar Mendes

Imagem: Internet
O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) informou hoje (20) que vai pedir o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Segundo Damous, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Rio de Janeiro, as atitudes de Mendes “desonram a toga”.
Nessa sexta-feira, Mendes decidiu suspender a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil e devolver os processos que envolvem Lula nas investigações da Operação Lava Jato ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, alegando que a nomeação como ministro causaria tumulto nas investigações.
"Eu já tenho uma petição pronta, mas tenho que atualizar porque ele [Gilmar Mendes] fala besteira todos os dias. Ele desonra a toga todos os dias, então eu tenho que acrescentar isso à petição. Mas eu quero logo, nas próximas semanas, protocolar o pedido de impeachment dele. Ele desonra a toga, na suprema corte americana ou num tribunal constitucional europeu ele nem chegaria lá. Então, nós vamos abreviar a carreira inglória desse indivíduo no Supremo Tribunal Federal”, disse Damous.
Segundo o deputado, Gilmar Mende é um militante partidário. “Eu acho até que o Gilmar Mendes na Câmara dos Deputados seria um ótimo parlamentar do PSDB, porque os que estão lá são uma porcaria. Ele deveria largar a toga, tentar se eleger e ir para lá, ele faria um ótimo papel lá. Mas o que ele está fazendo é desonrar o Poder Judiciário brasileiro, desonrar o Supremo Tribunal Federal”.
Damous disse que o pedido de impedimento de Mendes será protocolado em seu nome e não no do Partido dos Trabalhadores. Sobre a declaração de apoio da OAB federal ao pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Wadih Damous lamentou a decisão.
“O Conselho Federal da OAB adotou uma posição vergonhosa, golpista, em relação ao que acontece no Brasil hoje. Em 1964, também a OAB apoiou o golpe, só que naquela época havia grandes vultos da advocacia, como Sobral Pinto, Seabra Fagundes, Heleno Fragoso e outros que recolocaram a OAB no caminho da democracia. Neste momento, a OAB federal está resumida a mediocridades. O que deve acontecer na OAB é uma oxigenação democrática, a OAB deve ter eleições diretas, o conselho federal é eleito indiretamente, aí permite que esses caciquinhos de estado, esses líderes paroquiais tomem conta de uma entidade que deveria representar a advocacia nacional. Então, é lamentável, é vergonhosa a aposição da OAB”.
Segundo Damous, as seccionais da OAB do Rio de Janeiro e do Pará foram as únicas que se manifestaram contra o pedido de impeachment. Ele informou também que nesta terça-feira (22) juristas de todo o país se reunirão com a presidenta Dilma Rousseff para repudiar a posição da OAB federal. Ele também lamentou que a entidade não tenha se posicionado sobre a quebra do sigilo das conversas de Lula com seus advogados.
"Infelizmente, a OAB entra no jogo político a favor do golpe e fica em silêncio diante das perseguições e das violações das prerrogativas dos advogados, não se manifesta. Infelizmente essa não foi a OAB da qual eu fiz parte. Essa não é a OAB que lutou contra a ditadura militar", argumentou.
O ex-presidente da OAB/RJ participou de um debate na tarde deste domingo, na Praça São Salvador, em Laranjeiras, zona sul da cidade, organizado pelo movimento À Esquerda da Praça, que promove atos e debates periódicos no local.
Integrante do movimento, Georgia Bello, diz que o momento político do país é de tensão e que o coletivo fará uma vigília constante na praça, com atos todos os domingos. “A gente está fazendo da Praça São Salvador um ponto de resistência, por conta desse golpe que está instalado no pais. Já estamos pensando num próximo debate, em abril, para discutir a mídia e o golpe”, acrescentou.

Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil

Edição: Stênio Ribeiro

sábado, 19 de março de 2016

O "fla-flu"do petista André Singer

Como petista obediente, André Singer, ex-porta-voz de Lula, ataca Sergio Moro, bancando o imparcial.
Em determinado trecho da sua quinta-coluna na Folha, ele escreve:
"Judiciário e imprensa parecem colocar lenha na fogueira dos que desejam interromper um governo constitucionalmente eleito. Pode-se contestar que o impeachment também é constitucional. Verdade, mas consumá-lo a partir de provas forjadas mediante abuso de poder equivale a tisnar a democracia.
O sistema de justiça e de mídia constituem estruturas de poder que precisam se manter equilibrados de modo a não distorcer o jogo político-partidário, cujo palco principal é o Parlamento. Nem o juiz nem os comentaristas podem decidir o fla-flu. Se insistirem, darão péssima contribuição neste que é o momento mais delicado da democracia brasileira desde o fim do regime militar."
André Singer quer transformar a batalha que se trava para limpar o Brasil em "fla-flu".
Fla-Flu é só uma rima com a palavra preferida da família Lula da Silva. Não é solução.


O Antagonista

40 Bilhões nas mãos de LULA. GOLPE de DILMA passou despercebido da grande mídia

A Presidente, por meio de um Decreto EXTRA, retirou do Ministério do Planejamento o PAC, programa de aceleração do crescimento, e colocou sob responsabilidade da Casa Civil. Com a ação, que ao  mesmo tempo é sutil e gigantesca, Dilma joga nas mãos de Lula mais de 40 bilhões de reais.
Sociedade Militar acredita que com a ímpar habilidade que possui para usar dinheiro público em prol da eternização do Partido dos Trabalhadores no PODER, Lula deve estar muito feliz com toda essa grana em mãos e mais ainda com o fato da imprensa não ter percebido nada ainda.
O decreto de DILMA
DECRETO Nº 8.693, DE 16 DE MARÇO DE 2016 – A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso VI, alínea “a”, da Constituição, 
Art. 1o  Fica transferida do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para a Casa Civil da Presidência da República a Secretaria do Programa de Aceleração do Crescimento. 
Art. 2o  O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão continuará prestando apoio administrativo à Secretaria do Programa de Aceleração do Crescimento até a adaptação das estruturas regimentais da Casa Civil da Presidência da República e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. (…)


sexta-feira, 18 de março de 2016

Ministro do STF suspende a nomeação de Lula

O ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu a nomeação de Lula para o posto de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Tomou essa decisão em ação movida pelo PPS. Anotou em seu despacho que viu na decisão de Dilma Rousseff de converter Lula em ministro uma tentativa de fraudar as investigações da Operação Lava Jato. Determinou também que as investigações contra Lula permaneçam na vara federal comandada pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Nesse ponto, deferiu uma ação protocolada pelo PSDB.
As decisões de Gilmar Mendes têm caráter liminar. O governo recorrerá por meio da Advocacia-Geral da União. O recurso será levado ao plenário do Supremo, cujos membros darão a palavra final sobre a matéria. Até que isso ocorra, Lula fica sem o escudo do foro privilegiado dos ministros de Estado. Se quiser e achar que é necessário, o juiz da Lava Jato pode mandar prendê-lo. Conforme noticiado aqui, Dilma e seus principais auxiliares temiam que Gilmar devolvesse as investigações sobre Lula ao juiz Moro.
Na avaliação do ministro, houve uma tentativa de “fraude”. Gilmar anotou: “O objetivo da falsidade é claro: impedir o cumprimento de ordem de prisão de juiz de primeira instância [Moro]. Uma espécie de salvo conduto emitido pela presidente da República. Ou seja, a conduta demonstra não apenas os elementos objetivos do desvio de finalidade, mas também a intenção de fraudar.''


Blog do Josias

'O STF jamais esteve acovardado', diz Lewandowski em resposta a Lula

Ministro do STF Ricardo Lewandowski
Foto: Alan Marques
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, rebateu nesta sexta-feira (18) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o tribunal "jamais esteve acovardado".
Segundo o ministro, o Supremo tem histórico de "coragem e protagonismo". "Eu acho que a República tem uma Constituição que está em vigor, as instituições estão funcionando. Nós temos que ter confiança nas instituições", disse Lewandowski, após participar, em Manaus, de Simpósio Jurídico do Comando Militar da Amazônia.
"O Supremo jamais esteve acovardado. A história do Supremo é de coragem e de protagonismo respeitando a Constituição nos momentos de crise", completou.
Gravações feitas pela Operação Lava Jato mostraram um diálogo do ex-presidente Lula com a presidente Dilma Rousseff no qual ele reclama que o STF é um tribunal acovardado.
A fala tem irritou ministros do Supremo e reforçou o desconforto na Corte com as recorrentes citações nas investigações do esquema de corrupção da Petrobras de que haveria interferência do governo, especialmente de Dilma, em favor de presos da Lava Jato em tribunais superiores.

CELSO DE MELLO
O incômodo levou o ministro Celso de Mello, integrante mais antigo do STF, a fazer um pronunciamento duro na sessão dessa quinta. Segundo o ministro, "condutas criminosas perpetradas à sombra do Poder jamais serão toleradas".
Em sua manifestação, Celso de Mello fez questão de não citar o nome de Lula e afirmou que "conhecida figura política de nosso país, em diálogo telefônico com terceira pessoa, ofendeu, gravemente, a dignidade institucional do Poder Judiciário".
"Esse insulto ao Judiciário, além de absolutamente inaceitável e passível da mais veemente repulsa por parte desta Corte Suprema, traduz, no presente contexto da profunda crise moral que envolve os altos escalões da República, reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder, até mesmo em razão do primarismo de seu gesto leviano e irresponsável, o temor pela prevalência do império da lei e o receio pela atuação firme, justa, impessoal e isenta de Juízes livres e independentes", disse Celso.
As críticas motivaram o ex-presidente a divulgar uma carta aberta se defendendo e afirmando que não admite que conversas pessoais divulgadas "ilegalmente" sejam usadas para fazer julgamentos sobre seu caráter ou consideradas uma "ofensa pública".
"Não me conformo que, neste episódio, palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5o. da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios ​sobre meu caráter. Não me conformo que palavras ditas em particular sejam tratadas como ofensa pública, antes de se proceder a um exame imparcial, isento e corajoso do processo arbitrário e ilegal que levou ao vazamento ilegal de tais conversas.", afirma o ex-presidente. 


Folha de São Paulo

quinta-feira, 17 de março de 2016

Governo procura perito para desqualificar gravações, mas o tiro saiu pela culatra

O governo está empenhado desqualificar a gravação feita pela operação Lava Jato que captou a conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o atual ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva às 13h32 da quarta-feira 16 e pode ser decisiva para o impeachment. Para tanto, emissários procuraram o perito Ricardo Molina e fizeram dois questionamentos. Primeiro queriam saber se o perito poderia atestar que o grampo estava no telefone da presidente Dilma e não no de Lula, uma vez que a gravação revela sons ambientes do gabinete presidencial.
O segundo questionamento foi sobre o horário da conversa. O juiz Sergio Moro havia determinado o fim da autorização para as gravações às 11h12 de ontem e o diálogo interceptado ocorreu às 13h32. O governo queria que o perito considerasse a gravação clandestina devido a essa diferença de tempo. Molina, no entanto, foi taxativo. Disse aos interlocutores de Lula e Dilma que a gravação é absolutamente regular. Explicou que se alguém liga para um telefone que esteja grampeado, a gravação passa a ocorrer no primeiro toque, mesmo antes de ser atendido. Daí a gravação dos sons ambiente do gabinete de Dilma.
Ou seja, o telefone grampeado, com autorização judicial, era o usado por Lula. Quanto ao segundo questionamento, Molina explicou que é normal em todos os casos de interceptação telefônica um delay tanto no início como no fim da operação. Afirmou que entre a determinação judicial e a efetiva ação da operadora leva algum tempo. Disse ainda que já atuou em diversos casos semelhantes e o Supremo Tribunal Federal não deixou de considerar a prova válida em razão dessa diferença de horários.

Na conversa em questão, Dilma informa a Lula que está lhe mandando o termo de posse e advertia a ele que o usasse em “caso de necessidade”. Tratava-se de salvo conduto, uma garantia para que Lula escapasse do juiz Sérgio Moro e contasse com o foro privilegiado garantido aos ministros. O diálogo comprova a prática de crime de responsabilidade da presidente Dilma, que ao nomear o ex-presidente como ministro interferiu no andamento da Justiça.



Por Mario Simas Filho para a Isto É

Por ‘independência judicial’, magistrados saem às ruas em defesa de Moro

Juízes Federais de todo o País vão às ruas em apoio a Sérgio Moro

Os Juízes vão ler manifesto intitulado "pela independencia
judicial" Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom ABR
A partir desta quinta-feira, 17, juízes federais de todo o País irão se reunir em frente às sedes da Justiça Federal para manifestar apoio à independência judicial do juiz Sérgio Moro e de todos os magistrados federais que atuam nos processos da Operação Lava Jato.
Os juízes vão ler manifesto intitulado "Pela independência judicial". Os juízes dizem não admitir pressões sobre Moro, que conduz todos os processos penais decorrentes da explosiva Operação Lava Jato.
A investigação culminou com os grampos que pegaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e até a presidente Dilma Rousseff. Moro tornou público o acervo de interceptações telefônicas.
Em nota, a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) alerta que a classe "jamais aceitará qualquer retrocesso, especialmente por intermédio de intimidações, para atender determinadas situações especiais".


Diário do Poder