Radio Evangélica

quinta-feira, 27 de março de 2025

IBGE: IPCA-15 desacelera em março, mas acumula alta de 5,26% em 12 meses

Alimentação e combustíveis puxam a inflação, com destaque para ovos, tomate e gasolina

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,64% em março de 2025, desacelerando em relação a fevereiro, quando o índice ficou em 1,23%. No acumulado do trimestre, conhecido como IPCA-E, a variação foi de 1,99%, superior aos 1,46% do mesmo período de 2024. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula 5,26%, acima dos 4,96% registrados nos 12 meses anteriores.

Os grupos Alimentação e bebidas (1,09%) e Transportes (0,92%) foram os principais responsáveis pela alta em março, respondendo juntos por cerca de dois terços do índice. Destaque para o aumento do ovo de galinha (19,44%), tomate (12,57%) e gasolina (1,83%).

Alta regional: Curitiba lidera, Fortaleza tem menor variação

Todas as regiões pesquisadas apresentaram aumento no índice. Curitiba teve a maior variação mensal, com alta de 1,12%, impulsionada pelo aumento da gasolina (7,06%) e do etanol (6,16%). Por outro lado, Fortaleza registrou a menor alta, com 0,34%, devido à queda no preço da energia elétrica residencial (-1,69%) e da gasolina (-0,90%).

O IPCA-15 mede a prévia da inflação oficial e abrange as principais regiões metropolitanas do Brasil.

Os Maias: Uma civilização de mistérios e grandes conquistas

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A civilização maia é uma das mais fascinantes da Mesoamérica, conhecida por seus avanços impressionantes em astronomia, matemática, arquitetura e escrita. Ao longo de séculos, os maias construíram cidades-estado sofisticadas, desenvolveram um sistema de calendário complexo e deixaram um legado cultural que ainda hoje desperta curiosidade e admiração. Neste primeiro texto, exploraremos uma visão geral dessa civilização, suas origens e os aspectos fundamentais que moldaram sua trajetória.

Origens e desenvolvimento inicial

Os primeiros indícios da civilização maia remontam ao Período Pré-Clássico (2000 a.C. – 250 d.C.), quando pequenos grupos agrícolas começaram a se estabelecer na região que hoje compreende partes do México (Península de Iucatã), Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador. No início, esses povos cultivavam milho, feijão, abóbora e pimenta, que formavam a base de sua dieta.

Com o passar dos séculos, essas comunidades agrícolas se transformaram em centros urbanos mais organizados. Durante o Período Clássico (250 – 900 d.C.), a civilização atingiu seu auge, com o surgimento de grandes cidades como Tikal, Palenque, Copán e Calakmul, que se destacaram pelo desenvolvimento artístico, científico e religioso.

Organização política e social

Os maias não formaram um império unificado como os astecas ou os incas. Em vez disso, a sociedade era organizada em cidades-estado independentes, cada uma governada por um rei conhecido como "ajaw". Esses governantes não eram apenas líderes políticos, mas também figuras religiosas, acreditando-se que tinham um papel divino de intermediação entre os deuses e o povo.

A sociedade maia era hierárquica e dividida em diferentes classes:

  • Nobreza: composta por governantes, sacerdotes e guerreiros.
  • Artesãos e Comerciantes: responsáveis pela produção de bens e pelo comércio.
  • Camponeses: a maior parte da população, dedicada à agricultura.
  • Escravos: prisioneiros de guerra ou pessoas endividadas, que realizavam trabalhos pesados.

Religião e cosmologia Maia

A espiritualidade era um aspecto central na vida dos maias. Eles acreditavam em um universo cíclico, onde o tempo era dividido em eras ou "sóis". Seus rituais incluíam oferendas, cerimônias e até sacrifícios humanos para agradar aos deuses e garantir o equilíbrio cósmico.

Entre suas principais divindades, destacam-se:

  • Itzamná: deus criador e associado ao conhecimento.
  • Chaac: deus da chuva, fundamental para a agricultura.
  • K’inich Ajaw: deus do sol, protetor dos reis.

Avanços culturais e científicos

Os maias desenvolveram um dos sistemas de escrita mais completos da América pré-colombiana, baseado em glifos – símbolos que representavam sons, palavras ou ideias. Esse sistema permitia o registro de eventos históricos, cerimônias religiosas e genealogias reais.

Outro marco notável foi o calendário maia, composto por três ciclos principais:

  1. Calendário Haab’: com 365 dias, usado para atividades agrícolas.
  2. Calendário Tzolk’in: com 260 dias, utilizado em rituais religiosos.
  3. A Contagem Longa: um ciclo maior para registrar eventos históricos em larga escala.

Além disso, os maias tinham um conhecimento avançado de astronomia. Eles eram capazes de prever eclipses e mapear com precisão os movimentos de corpos celestes, algo impressionante para uma civilização sem tecnologia moderna.

O declínio da civilização Maia

Por volta do século IX, muitas cidades maias do sul foram abandonadas em um processo conhecido como o Colapso Maia. As causas desse declínio ainda são debatidas, mas os historiadores sugerem uma combinação de fatores:

  • Mudanças climáticas e secas prolongadas.
  • Conflitos internos e guerras entre cidades-estado.
  • Esgotamento dos recursos naturais devido ao crescimento populacional.

Embora as grandes cidades tenham sido abandonadas, os descendentes dos maias continuam vivendo na região até hoje, preservando aspectos de sua cultura, língua e tradições.

Legado Maia

O legado dos maias permanece vivo em diversas áreas. Suas ruínas, como as de Chichén Itzá (considerada uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo), atraem milhares de visitantes todos os anos. Além disso, seu conhecimento em astronomia e matemática, incluindo o uso do zero de forma independente, continua a impressionar estudiosos.

Nos próximos textos desta série, exploraremos mais detalhadamente a religião maia, seus principais centros urbanos, os mistérios do colapso e a continuidade dessa rica herança cultural.

 

Referências Bibliográficas

  • COE, Michael D. The Maya. 9ª ed. Thames & Hudson, 2011.
  • MARTIN, Simon; GRUBE, Nikolai. Crônicas Maias. São Paulo: Editora AMGH, 2008.
  • SHARER, Robert J.; TRAUBE, Loa P. Understanding the Maya Civilization. Harvard University Press, 2006.
  • HOUSTON, Stephen D. The Life Within: Classic Maya and the Matter of Permanence. Yale University Press, 2014.

 

Reflexão Bíblica: Colossenses 3:25

"Mas quem cometer injustiça receberá em troco a injustiça feita, e nisto não há acepção de pessoas."

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O apóstolo Paulo, ao escrever essa carta à igreja em Colossos, enfatiza a responsabilidade individual diante de Deus. Esse versículo nos lembra de um princípio fundamental da justiça divina: cada um será recompensado ou disciplinado conforme suas ações. Diferente dos sistemas humanos, onde muitas vezes há privilégios e parcialidade, Deus julga com equidade e imparcialidade.

A justiça divina e a responsabilidade pessoal

Vivemos em um mundo onde, frequentemente, a injustiça parece prevalecer. Pessoas que praticam o mal podem prosperar enquanto os que andam corretamente enfrentam dificuldades. No entanto, a Palavra de Deus nos assegura que a justiça divina não falha. Pode até parecer que os injustos escapam das consequências de seus atos, mas, no tempo de Deus, cada um receberá o que merece.

Paulo escreve esse trecho logo após instruir os servos e senhores (Colossenses 3:22-24), mostrando que Deus vê todas as ações, seja no trabalho, na família ou na sociedade. Quem age com injustiça, explorando, enganando ou prejudicando os outros, não ficará impune. Mesmo que não vejamos a justiça sendo feita imediatamente, Deus é fiel e trará retribuição a todos.

Deus não faz acepção de pessoas

Uma das maiores verdades desse versículo é que não há acepção de pessoas diante de Deus. Em outras palavras, Deus não trata ninguém com privilégios ou favoritismo. Independentemente de riqueza, posição social, fama ou poder, todos serão julgados da mesma maneira. No contexto da carta aos Colossenses, isso era uma mensagem poderosa, pois havia grandes desigualdades entre senhores e servos.

Essa realidade também deve nos levar a refletir sobre como tratamos os outros. Será que temos julgado as pessoas pela aparência, pelo status ou pelas posses? Ou será que estamos vivendo conforme o caráter de Cristo, sendo justos e imparciais em nossas relações?

Colheremos aquilo que plantarmos

O princípio que Paulo ensina aqui está em harmonia com outras passagens bíblicas, como Gálatas 6:7: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará."

Se semearmos injustiça, colheremos consequências dolorosas, seja nesta vida ou no julgamento final. Por outro lado, se vivermos com integridade e justiça, podemos confiar que Deus nos recompensará, pois Ele vê tudo o que fazemos, mesmo as ações que ninguém mais percebe.

Aplicação prática em nossa vida

Diante dessa verdade, precisamos avaliar nossas atitudes e perguntar:
Tenho agido com justiça no meu trabalho, na minha família e na minha comunidade?
Tenho tratado as pessoas com imparcialidade e amor, sem discriminação?
Tenho buscado viver uma vida íntegra diante de Deus, mesmo quando ninguém está olhando?

Que essa reflexão nos leve a viver de maneira mais reta e justa, confiando que Deus, em Seu tempo perfeito, retribuirá a cada um conforme suas obras.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Déficit em transações correntes atinge US$8,8 bilhões em fevereiro de 2025

Superávit comercial recua e investimentos diretos no país apresentam crescimento significativo


As transações correntes do balanço de pagamentos registraram um déficit de US$8,8 bilhões em fevereiro de 2025, mais que o dobro do valor registrado no mesmo período do ano anterior (US$3,9 bilhões), segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil nesta quarta-feira (26).

O principal fator para o aumento do déficit foi a queda do superávit comercial, que recuou US$5,4 bilhões na comparação interanual. O déficit acumulado em transações correntes nos últimos doze meses alcançou US$70,2 bilhões, o equivalente a 3,28% do Produto Interno Bruto (PIB), indicando um aumento em relação aos US$65,3 bilhões (3,03% do PIB) registrados no mês anterior.

Comércio exterior e serviços

A balança comercial de bens apresentou um déficit de US$979 milhões em fevereiro de 2025, um contraste expressivo em relação ao superávit de US$4,4 bilhões observado em fevereiro de 2024. As exportações de bens somaram US$23,2 bilhões, com queda de 1,8% em relação ao ano anterior, enquanto as importações totalizaram US$24,1 bilhões, um aumento de 25,7%, influenciado principalmente pela importação de uma plataforma de petróleo avaliada em US$2,7 bilhões.



No setor de serviços, o déficit atingiu US$3,9 bilhões, com destaque para o aumento nas despesas líquidas em transportes (35,6%), telecomunicações e computação (42,2%) e aluguel de equipamentos (20,4%). Por outro lado, houve uma redução expressiva de 89,1% nas despesas com serviços culturais e recreativos.

Renda primária e investimentos estrangeiros

O déficit em renda primária totalizou US$4,1 bilhões, representando uma redução de 11,4% em relação a fevereiro de 2024. As despesas líquidas com lucros e dividendos somaram US$2,2 bilhões, enquanto as despesas com juros cresceram 35,3%, atingindo US$1,9 bilhão.

Em contraste com o aumento do déficit em transações correntes, os Investimentos Diretos no País (IDP) apresentaram um crescimento significativo, com ingressos líquidos de US$9,3 bilhões em fevereiro de 2025, frente aos US$5,3 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.



Os investimentos em carteira também mostraram recuperação, alcançando US$3,1 bilhões em fevereiro, revertendo as saídas líquidas de US$4,8 bilhões verificadas em janeiro de 2025.



Reservas internacionais e revisão de estatísticas

As reservas internacionais totalizaram US$332,5 bilhões em fevereiro de 2025, um aumento de US$4,2 bilhões em relação ao mês anterior. A elevação foi impulsionada por variações nos preços, desembolsos de organismos internacionais e receitas de juros.

O Banco Central também anunciou a revisão extraordinária do Censo de Capitais Estrangeiros no País e da Posição de Investimento Internacional (PII), que resultou na redução de US$32,6 bilhões no estoque de IDP referente a dezembro de 2023, ajustando o valor para US$1,0 trilhão.

Perspectivas para março

As parciais do câmbio contratado para março de 2025, até o dia 24, indicam continuidade nas oscilações do setor externo, refletindo a volatilidade do comércio internacional e a dinâmica dos investimentos estrangeiros no Brasil.



Fonte: Banco Central

Os Incas: Origem e formação de um império

Reprodução
A civilização inca foi uma das mais impressionantes do continente sul-americano, com um império que se estendeu por vastas regiões da Cordilheira dos Andes. Conhecidos por sua organização política, avanços em engenharia e um sistema sofisticado de agricultura, os incas deixaram um legado cultural e histórico duradouro. Neste artigo, exploraremos a origem desse povo, a formação de seu império e os principais aspectos de sua sociedade.

Origem do império inca

A origem dos incas está envolta em mitos e lendas. A mais conhecida é a lenda de Manco Cápac e Mama Ocllo, filhos do deus Sol (Inti), que emergiram do Lago Titicaca com a missão de civilizar os povos andinos e fundar a cidade de Cusco, que se tornaria o centro do império. Outra narrativa popular é a lenda dos Irmãos Ayar, que conta a história de quatro irmãos e suas esposas em uma jornada até Cusco, onde um deles, Ayar Manco, fundaria o reino inca.

Embora as lendas façam parte do imaginário coletivo, evidências arqueológicas indicam que os incas eram um grupo de origem quêchua que migrou para o vale de Cusco por volta do século XII. Inicialmente, eram uma sociedade pequena, mas com o tempo consolidaram seu poder e expandiram suas fronteiras.

A Formação do Tahuantinsuyu

O termo "Tahuantinsuyu" significa "As Quatro Regiões" em quêchua, referindo-se à divisão do império inca em quatro partes principais: Chinchaysuyu (norte), Antisuyu (leste), Qullasuyu (sul) e Kuntisuyu (oeste). Esse sistema organizacional refletia a estrutura política e administrativa do império, com Cusco como seu epicentro.

A expansão incaica começou de forma mais significativa no século XV, sob o comando de Pachacuti Inca Yupanqui, considerado o verdadeiro arquiteto do império. Ele reformulou a cidade de Cusco, implantou um sistema burocrático eficiente e iniciou campanhas militares que alargaram as fronteiras incas desde o atual Equador até o Chile.

Sociedade e economia inca

A sociedade inca era rigidamente hierarquizada, com o Sapa Inca no topo da estrutura de poder. Abaixo dele estavam a nobreza, os administradores e, na base, os agricultores e artesãos. A economia era baseada em um sistema de redistribuição, com produção agrícola em terraças (andenes) e armazenamento de alimentos em tambos.

O trabalho comunitário, conhecido como "mita", era uma obrigação para todos os cidadãos e desempenhava um papel vital na construção de estradas, templos e armazéns. Esse sistema permitiu aos incas manterem uma infraestrutura avançada, incluindo a famosa rede de estradas (qhapac ñan) que conectava todo o império.

Conclusão

A civilização inca deixou um legado impressionante em termos de organização social, avanços tecnológicos e administração política. O império, embora tenha sucumbido à chegada dos conquistadores espanhóis no século XVI, continua a fascinar estudiosos e entusiastas da história.

Referências Bibliográficas

  • BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina: América Latina Colonial. São Paulo: EdUSP, 1999.
  • MURRA, John V. The Economic Organization of the Inka State. JAI Press, 1980.
  • ROWE, John H. Inca Culture at the Time of the Spanish Conquest. Handbook of South American Indians, 1946.
  • KOLATA, Alan L. The Tiwanaku: Portrait of an Andean Civilization. Wiley-Blackwell, 1993.

Mais de 48 mil pessoas contratam R$ 340,3 mi em consignado para CLT

Número de simulações aproxima-se de 65 milhões

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Até as 17h desta terça-feira (25), 48.170 pessoas contrataram R$ 340,3 milhões em empréstimos pela nova modalidade de crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada. O valor médio ficou em R$ 7.065,14 por trabalhador, com prazo médio de 21 meses divididos em parcelas de R$ 333,88.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo a pasta, foram registradas 64.718.404 simulações e 8.704.759 pedidos de crédito.

Com o potencial de oferecer crédito menos caro a até 47 milhões de pessoas, a nova modalidade entrou em vigor na última sexta-feira (21). Todo o processo de simulação e de contratação é feito por meio do aplicativo e do site Carteira de Trabalho Digital, que têm 68 milhões de trabalhadores cadastradas.

Criado por medida provisória no último dia 12, o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho abrange empregados da iniciativa privada com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEI). A nova modalidade permite que o trabalhador autorize o compartilhamento de dados do eSocial, sistema eletrônico que unifica informações trabalhistas, para contratar crédito com desconto em folha.

Com o novo programa, mais de 80 bancos e instituições financeiras poderão ter acesso ao perfil de trabalhadores com carteira assinada através do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o volume de crédito consignado privado poderá triplicar, passando de R$ 39,7 bilhões em 2024 para mais de R$ 120 bilhões neste ano.

A Agência Brasil preparou um guia com perguntas e respostas sobre o novo consignado para CLT.

Fonte: Agência Brasil

A Bandeira do Estado do Pará: História, significado e curiosidades

A bandeira do estado do Pará é um dos símbolos oficiais que representam a identidade e a história desse estado localizado na região Norte do Brasil. Sua composição é marcada por cores vibrantes e elementos simbólicos que refletem tanto o patriotismo quanto a riqueza natural da região. Neste artigo, exploraremos a origem, o significado e as curiosidades relacionadas a esse importante emblema paraense.

Origem e história da bandeira do Pará

A atual bandeira do estado do Pará foi oficializada em 3 de junho de 1903, por meio da Lei nº 912, durante o governo de Augusto Montenegro. Sua inspiração remonta à bandeira da República de 1889, refletindo a forte ligação do estado com o movimento republicano que culminou no fim do Império no Brasil.

Antes da adoção do modelo atual, o Pará, assim como outros estados brasileiros, utilizava o pavilhão nacional como principal símbolo. Com a Proclamação da República em 1889, iniciou-se um processo de criação de bandeiras estaduais para reafirmar a autonomia das unidades federativas. A bandeira paraense foi concebida para destacar a posição do estado no contexto nacional e suas particularidades regionais.

Descrição e significado dos elementos da bandeira

A bandeira do Pará apresenta um design simples, mas carregado de simbolismo. Seus principais elementos são:

  • Faixas Vermelhas e Brancas:
    • A bandeira é composta por duas faixas vermelhas, divididas por uma faixa branca em diagonal (da parte superior esquerda para a parte inferior direita).
    • O vermelho simboliza o sangue derramado pelos que lutaram pela liberdade e pela integridade do estado.
    • O branco representa a paz e a esperança de um futuro próspero para o povo paraense.
  • Estrela Azul:
    • No centro da faixa branca há uma estrela azul, que representa a estrela Spica, da constelação de Virgem.
    • Essa estrela simboliza o estado do Pará no contexto da bandeira nacional, refletindo sua importância territorial e histórica.

Curiosidades sobre a bandeira do Pará

  1. Inspiração na Bandeira Nacional: O design diagonal e a presença de uma única estrela remetem à bandeira do Brasil, simbolizando a posição do Pará como uma parte fundamental da federação.
  2. Símbolo de Resistência: O vermelho na bandeira também remete aos diversos episódios de luta no estado, como a Cabanagem (1835-1840), um dos mais importantes movimentos populares da história do Brasil.
  3. Mudanças ao Longo do Tempo: Embora oficializada em 1903, a bandeira permaneceu inalterada em sua essência, preservando seus elementos simbólicos originais até os dias atuais.

A Importância da bandeira para a identidade paraense

A bandeira do Pará não é apenas um símbolo estatal, mas um reflexo do orgulho e da história do povo paraense. Ela está presente em eventos cívicos, manifestações culturais e celebrações, reforçando o sentimento de pertencimento dos cidadãos.

Além disso, a bandeira reforça o papel do Pará como um estado de grande importância geopolítica e ambiental, dado que abriga parte significativa da Floresta Amazônica e é um dos principais polos econômicos da região Norte.

Conclusão

A bandeira do estado do Pará carrega em suas cores e formas um legado de lutas, conquistas e esperança. Seu desenho, embora simples, é profundamente simbólico e representa a identidade, a história e o papel do Pará no cenário nacional. Conhecer e valorizar esse símbolo é essencial para preservar a memória e fortalecer o sentimento de orgulho entre os paraenses.

Referências Bibliográficas

  • BRASIL. Constituição Federal de 1988.
  • Governo do Estado do Pará. História e Símbolos do Pará. Disponível em: https://www.pa.gov.br.
  • OLIVEIRA, Márcio Souza. História da Amazônia: Da Colonização ao Desenvolvimento Sustentável. São Paulo: Contexto, 2019.
  • SILVA, Edmar. A História do Pará: Da Colônia aos Dias Atuais. Belém: Editora Paka-Tatu, 2005.

 

terça-feira, 25 de março de 2025

Os astecas: Uma jornada pela história, cultura e legado

Diego Rivera
A civilização asteca, também conhecida como Mexica, foi uma das sociedades mais complexas e fascinantes da Mesoamérica. Originários de um pequeno grupo nômade, os astecas estabeleceram um vasto império na região do Vale do México entre os séculos XIV e XVI. Com uma organização política sofisticada, uma economia baseada na agricultura e no comércio, e uma rica mitologia religiosa, os astecas deixaram um legado duradouro que ainda desperta interesse e curiosidade.

Esta série de artigos buscará explorar, ao longo das próximas semanas, diversos aspectos da civilização asteca, desde suas origens até a queda do império diante das forças espanholas lideradas por Hernán Cortés em 1521. No artigo de hoje, apresentaremos uma visão geral sobre quem eram os astecas, suas principais características culturais, políticas e sociais, e como sua história impactou o mundo contemporâneo.

As Origens dos astecas

A origem dos astecas está envolta em mitos e tradições orais. Segundo relatos históricos e arqueológicos, eles migraram do norte do atual México, de uma região mítica chamada Aztlán, para o Vale do México. Por volta de 1325, estabeleceram-se em uma ilha no Lago Texcoco, onde fundaram sua capital, Tenochtitlán – a cidade que se tornaria o coração do império.

Os astecas adotaram e adaptaram práticas culturais de civilizações anteriores, como os toltecas e os teotihuacanos, integrando esses conhecimentos em suas próprias tradições. Essa capacidade de assimilação e adaptação foi crucial para a rápida expansão e consolidação do império.

Organização política e social

O Império Asteca era organizado como uma confederação de três cidades-estado: Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopan, em uma aliança conhecida como a Tríplice Aliança. Destas, Tenochtitlán era a cidade dominante. O poder político era centralizado na figura do Huey Tlatoani ("Grande Orador"), o imperador asteca, que exercia autoridade suprema em assuntos militares, religiosos e civis.

A sociedade asteca era rigidamente hierarquizada. No topo estavam os nobres (pipiltin), que ocupavam cargos administrativos e militares. Abaixo deles estavam os plebeus (macehualtin), responsáveis pela agricultura e pelo artesanato. Havia também os escravos (tlacotin), geralmente prisioneiros de guerra ou devedores.

Religião e cosmovisão asteca

A religião desempenhava um papel central na vida asteca. Eles acreditavam que o universo estava em constante equilíbrio entre forças opostas e que os deuses precisavam ser apaziguados por meio de rituais e sacrifícios humanos. Entre suas divindades mais veneradas estavam Huitzilopochtli, deus da guerra e do sol, e Tlaloc, deus da chuva.

Os astecas realizavam elaboradas cerimônias religiosas em templos grandiosos, como o Templo Mayor em Tenochtitlán. Os sacrifícios humanos eram entendidos como uma forma de manter o ciclo cósmico e garantir a sobrevivência do mundo.

Legado e influência contemporânea

Apesar da destruição do império pelos conquistadores espanhóis, o legado asteca persiste em diversas formas. Muitos aspectos de sua cultura, como a língua náuatle, ainda são falados por comunidades indígenas no México. Além disso, festivais e tradições populares refletem influências astecas em celebrações contemporâneas.

A arqueologia moderna, por meio de escavações em Tenochtitlán (atual Cidade do México), continua a revelar novos detalhes sobre a vida asteca, ajudando a reconstituir sua complexa história e a compreender sua importância na formação da identidade mexicana.

Conclusão

Os astecas foram uma civilização impressionante que deixou um impacto duradouro na história do México e do mundo. Ao longo desta série, aprofundaremos aspectos específicos da vida asteca, como a educação, o sistema de tributos, a arte, a arquitetura e os eventos que culminaram na queda do império.

Na próxima semana, exploraremos em detalhes a fundação de Tenochtitlán e a formação da Tríplice Aliança, compreendendo como essas estruturas moldaram o poderio asteca.

Referências Bibliográficas

  • CARRASCO, David. The Aztecs: A Very Short Introduction. Oxford: Oxford University Press, 2011.
  • LEÓN-PORTILLA, Miguel. Aztec Thought and Culture: A Study of the Ancient Nahuatl Mind. Norman: University of Oklahoma Press, 1990.
  • SMITH, Michael E. The Aztecs. Oxford: Blackwell Publishing, 2003.
  • HASSIG, Ross. Aztec Warfare: Imperial Expansion and Political Control. Norman: University of Oklahoma Press, 1988.
  • Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH). https://www.inah.gob.mx

Rodrigo de Sousa Coutinho: O Conde de Linhares e Sua Influência na Política Luso-Brasileira

Rodrigo de Sousa Coutinho, conhecido como Conde de Linhares, foi uma figura central na administração luso-brasileira no final do século XVIII e início do século XIX. Este artigo científico analisa sua trajetória política, seu papel nas reformas administrativas e econômicas no Império Português e sua importância para a preparação da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil em 1808. A partir de uma abordagem histórica, são examinadas suas políticas de modernização e estratégias para fortalecer o império colonial.

Introdução

O século XVIII foi um período de intensas transformações políticas e econômicas no Império Português. No centro dessas mudanças esteve Rodrigo de Sousa Coutinho, o primeiro Conde de Linhares, cuja atuação moldou significativamente as relações entre Portugal e suas colônias. Sua visão reformista, inspirada pelo Iluminismo, buscava modernizar a administração pública, fortalecer a economia e assegurar a manutenção das possessões ultramarinas.

Este artigo explora a carreira política do Conde de Linhares, destacando sua atuação como Ministro e Secretário de Estado da Marinha e Domínios Ultramarinos, suas iniciativas para reestruturar a administração colonial e a influência de suas políticas no processo de transferência da Corte para o Brasil em 1808.

Rodrigo de Sousa Coutinho: Origem e formação

Rodrigo de Sousa Coutinho nasceu em 3 de agosto de 1755, em Chaves, Portugal, em uma família aristocrática. Foi educado em direito na Universidade de Coimbra, onde entrou em contato com as ideias iluministas que influenciaram suas políticas futuras. Desde cedo, demonstrou interesse pelas reformas administrativas e pela modernização do Estado português.

A formação jurídica e filosófica de Sousa Coutinho, aliada ao contato com pensadores europeus, moldou seu pensamento político e administrativo. Ao longo de sua carreira, ele buscou implementar medidas que garantissem maior eficiência na gestão do império, alinhando-se a um projeto de modernização que visava fortalecer Portugal em um cenário global competitivo.

Carreira política e administração colonial

Sousa Coutinho iniciou sua carreira diplomática como embaixador em Turim, onde aprofundou seus conhecimentos sobre políticas econômicas modernas. Em 1796, foi nomeado Ministro e Secretário de Estado da Marinha e Domínios Ultramarinos, cargo que lhe conferiu ampla responsabilidade sobre as possessões coloniais portuguesas, incluindo o Brasil.

Como ministro, implementou diversas reformas voltadas para o fortalecimento econômico do império. Destacam-se suas medidas para fomentar a produção agrícola, estimular a indústria e melhorar a arrecadação fiscal nas colônias. Além disso, buscou fortalecer a defesa dos territórios ultramarinos em um contexto de crescentes ameaças externas.

Políticas reformistas e o legado de Rodrigo de Sousa Coutinho

Entre as principais reformas promovidas por Rodrigo de Sousa Coutinho, destacam-se:

  • Fomento à Economia Colonial: Incentivou a diversificação agrícola e a exploração de recursos minerais, com o objetivo de reduzir a dependência do ouro como principal fonte de renda para Portugal.
  • Reorganização Administrativa: Implementou medidas para melhorar a eficiência na arrecadação de impostos e combater a corrupção nas estruturas coloniais.
  • Preparação para a Transferência da Corte: Sousa Coutinho foi um dos primeiros a compreender a importância estratégica do Brasil para a sobrevivência da monarquia portuguesa em caso de invasão napoleônica. Suas iniciativas prepararam o terreno para a transferência da Corte em 1808.

Seu legado é visível na consolidação do Brasil como principal colônia portuguesa e na base administrativa que permitiu o funcionamento do governo após a chegada da família real. Sua visão pragmática e reformista antecipou algumas das mudanças que culminariam na independência do Brasil em 1822.

A Influência do pensamento iluminista em sua gestão

A atuação de Sousa Coutinho foi fortemente influenciada pelo Iluminismo, especialmente no que diz respeito à racionalização da administração pública e à busca por maior eficiência econômica. Inspirado por autores como Adam Smith e Montesquieu, acreditava que a prosperidade do império dependia de uma gestão eficiente e do fomento à economia produtiva.

Embora suas reformas não tenham sido plenamente implementadas devido às turbulências políticas e à invasão napoleônica, sua visão reformista deixou marcas profundas na administração colonial e no processo de modernização do Estado português.

Conclusão

Rodrigo de Sousa Coutinho, o Conde de Linhares, foi uma figura crucial no processo de modernização do Império Português e na preparação para a transferência da Corte para o Brasil. Suas políticas reformistas e sua visão estratégica fortaleceram a administração colonial e anteciparam muitas das mudanças que ocorreriam após a chegada da família real ao Brasil em 1808.

Seu legado permanece como um exemplo de como o pensamento iluminista e a ação política pragmática podem convergir para promover transformações profundas em estruturas coloniais e em políticas de Estado.

Referências Bibliográficas

  • CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013.
  • FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima. O Brasil Colonial: Volume 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.
  • MAXWELL, Kenneth. A devassa da devassa: a Inconfidência Mineira: Brasil e Portugal 1750-1808. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
  • SILVA, Alberto da Costa e. A história concisa de Portugal. São Paulo: Editora UNESP, 2011.
  • VAINFAS, Ronaldo (org.). Dicionário do Brasil Colonial: 1500-1808. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
  • VENTURA, Roberto. História e Literatura: o Brasil como Satélite de Portugal. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Dólar sobe para R$ 5,75 com tarifas de Trump e declarações de Haddad

Bolsa de valores cai 0,77% e volta a ficar abaixo dos 132 mil pontos

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Após vários dias de trégua, o mercado financeiro iniciou a semana com turbulências. O dólar subiu com novas ameaças de tarifaços do presidente norte-americano Donald Trump e declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A bolsa de valores descolou-se do exterior e caiu quase 1%.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (24) vendido a R$ 5,752, com alta de R$ 0,035 (+0,61%). A cotação chegou a subir para R$ 5,77 por volta das 9h50, após declaração de Haddad sobre uma possível mudança de parâmetros do arcabouço fiscal, mas desacelerou e voltou a operar em torno de R$ 5,73 após o ministro prestar esclarecimentos na rede social X.

Perto do fim das negociações, no entanto, a moeda norte-americana acompanhou o mercado internacional e voltou a disparar, após Trump anunciar a intenção de sobretaxar em 25% países que comprem petróleo da Venezuela. O mandatário norte-americano também anunciou que o tarifaço previsto para vigorar a partir de 2 de abril afetará alumínio, automóveis e produtos farmacêuticos.

O mercado de ações também teve um dia agitado. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 131.321 pontos, com queda de 0,77%. O indicador chegou a operar na estabilidade no fim da manhã, mas aprofundou a queda durante a tarde, descolando-se das bolsas norte-americanas, que se recuperaram de baixas expressivas e subiram nesta segunda.

Em um dia de volume baixo, a bolsa foi afetada pela realização de lucros, quando os investidores vendem ações para embolsar ganhos recentes, após três semanas de alta. No entanto, a conjuntura internacional também afetou porque as taxas dos títulos do Tesouro norte-americano, os investimentos mais seguros do planeta, subiram nesta segunda. Isso estimula a fuga de capital de países emergentes, como o Brasil.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil