Radio Evangélica

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Crédito no Brasil deve crescer 8,5% em 2025, aponta Febraban

Pesquisa indica revisão para baixo nas expectativas de crescimento, refletindo maior cautela econômica

PixaBay
O crédito no Brasil deverá crescer 8,5% em 2025, com a carteira de recursos livres tendo expansão de 8,1% e a carteira direcionada de 9,0%, revela a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O levantamento, realizado com 21 bancos entre os dias 5 e 10 de fevereiro, indica uma acomodação das expectativas em relação ao crescimento registrado em 2024, quando a expansão da carteira de crédito foi de 10,9%, segundo o Banco Central. Em dezembro, a projeção era de 9% para 2025, demonstrando uma leve revisão para baixo.

A redução das expectativas se deve a um contexto econômico mais desafiador, com previsão de juros mais altos e inflação pressionada. A carteira de crédito com recursos livres teve sua projeção reduzida de 8,3% para 8,1%, refletindo maior cautela dos bancos na concessão de empréstimos. Já a carteira de crédito direcionado teve queda de 0,7 ponto percentual na projeção de expansão, passando de 9,7% para 9,0%. O crédito direcionado às famílias caiu de 9,8% para 8,9%, enquanto o crédito para empresas teve revisão mínima, de 9,1% para 9,0%.

No geral, a projeção de crédito para empresas recuou de 7,8% para 7,1%, enquanto para as famílias, a expectativa de crescimento passou de 9,1% para 8,6%. A pesquisa da Febraban é realizada a cada 45 dias após a divulgação da Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), coletando projeções sobre diversas variáveis econômicas.

"Cenário fiscal e política monetária influenciarão crescimento do crédito", diz Febraban

Segundo Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, a revisão já era esperada devido à piora do cenário econômico. "Os números evoluem conforme a dinâmica da economia. O desempenho efetivo do crédito dependerá do cenário fiscal e de outras variáveis relevantes que podem alterar a perspectiva atual", explicou.

Para 2026, a pesquisa indica que o movimento de desaceleração do crédito deve continuar, com expansão projetada de 7,7%. O crédito com recursos livres deve crescer 7,1%, enquanto as linhas direcionadas devem apresentar alta de 8,6%. A inadimplência com recursos livres deve se manter estável em 4,6%.

Inadimplência e juros elevados impactam mercado

A projeção para a taxa de inadimplência da carteira livre caiu de 4,7% para 4,6%, ainda que permaneça acima do índice registrado no final de 2024 (4,1%). A tendência de estabilidade pode ser atribuída à maior seletividade na concessão de crédito.

Em relação à taxa Selic, 76,2% dos entrevistados esperam que os juros permaneçam elevados, acima de 14,25% ao ano em 2025, sem previsão de cortes. Na pesquisa anterior, apenas 47,4% tinham essa expectativa. A mediana das projeções aponta para uma Selic de 15,25% ao ano em junho, mantida neste patamar pelo menos até setembro.

Dólar e inflação também preocupam

A expectativa para a taxa de câmbio é de ligeira depreciação ao longo de 2025, com o dólar atingindo R$ 5,95 até setembro. Anteriormente, esperava-se que o câmbio ficasse próximo de R$ 6,00.

Com relação à inflação, 47,6% dos entrevistados acreditam que o índice ficará próximo de 5,5%, enquanto um terço espera que ultrapasse 6%.

PIB e projeções econômicas

A pesquisa aponta que 52,4% dos entrevistados projetam crescimento do PIB de 2,0% em 2025, um leve aumento em relação à pesquisa anterior (50%). Contudo, o viés é de baixa, com crescimento da parcela de analistas que preveem desaceleração maior, passando de 27,8% para 33,3%.

Expectativas para a política monetária nos EUA

No cenário internacional, 71,4% dos entrevistados acreditam que o Federal Reserve (Fed) fará cortes modestos nas taxas de juros em 2025, de 0,25 ponto percentual em uma ou duas oportunidades. Já 28,6% esperam que os juros permaneçam no patamar atual, sem descartar possíveis elevações ao longo do ano.

A Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban segue sendo uma das principais referências sobre as perspectivas econômicas do setor bancário, refletindo as expectativas para o crédito e outros indicadores fundamentais da economia brasileira.

A íntegra da pesquisa pode ser acessada neste link

José Bonifácio de Andrada e Silva: O arquiteto da Independência do Brasil

Este artigo aborda a vida e o legado de José Bonifácio de Andrada e Silva, um dos principais articuladores da Independência do Brasil. Destaca sua participação na Revolução Francesa, sua influência sobre Dom Pedro I por meio de conselhos estratégicos, suas demissões e exílios, bem como seu papel fundamental na educação do futuro imperador Dom Pedro II. A partir de uma análise histórica, busca-se evidenciar a relevância de suas contribuições para a formação do Brasil como nação independente e para a consolidação de um governo estável.

Introdução
A Independência do Brasil foi um processo complexo que envolveu diversas lideranças políticas e intelectuais. Dentre essas figuras, destaca-se José Bonifácio de Andrada e Silva, considerado o "Patriarca da Independência". Sua formação acadêmica e experiência internacional conferiram-lhe uma visão ampla sobre os desafios que o Brasil enfrentaria ao se tornar independente. Seu papel como conselheiro de Dom Pedro I foi determinante para a ruptura com Portugal e para a organização do novo Estado.

Formação e participação na Revolução Francesa
José Bonifácio nasceu em 1763, em Santos, e formou-se em Direito e Filosofia na Universidade de Coimbra. Sua trajetória acadêmica o levou a estudar ciências naturais e mineralogia, permitindo-lhe uma visão pragmática sobre o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Durante sua permanência na Europa, envolveu-se com os ideais iluministas e participou ativamente da Revolução Francesa, adquirindo experiência em movimentos revolucionários e compreendendo a importância de uma transição ordenada para a independência política.

Conselhos a Dom Pedro I e a construção da Independência
José Bonifácio tornou-se uma das figuras mais próximas de Dom Pedro I durante o período que antecedeu a Independência. Entre seus principais conselhos, destacam-se:

  • A necessidade de uma ruptura pacífica com Portugal para evitar guerras prolongadas;
  • A urgência de uma política de unidade nacional, evitando fragmentações regionais;
  • A adoção de medidas para fortalecer a economia brasileira, como a promoção da indústria e da educação;
  • A abolição gradual da escravidão, visando um desenvolvimento sustentável e justo.

Foi fundamental na negociação que culminou no Grito do Ipiranga em 1822, assegurando que a transição do Brasil para a independência ocorresse sem grandes rupturas internas.

Demissões e exílios
Apesar de sua influência, José Bonifácio enfrentou momentos de afastamento político. Em 1823, foi exonerado do cargo de ministro devido a desentendimentos com Dom Pedro I, que preferiu adotar uma postura mais centralizadora. No mesmo ano, foi preso e exilado para a França, retornando apenas em 1829. Com a abdicação de Dom Pedro I em 1831, ele retomou influência, assumindo um papel essencial na educação do jovem Dom Pedro II, garantindo que o futuro imperador tivesse formação sólida e valores compatíveis com um governante esclarecido.

Contribuição para a educação de Dom Pedro II
Durante o Período Regencial, José Bonifácio foi nomeado tutor do príncipe Dom Pedro II. Em sua função, defendeu uma educação baseada nos ideais iluministas, incentivando o estudo das ciências, filosofia e história. Seu objetivo era formar um monarca preparado para governar de maneira justa e racional, afastando-se dos modelos absolutistas do passado. Seu legado nesse aspecto foi crucial para a consolidação do Segundo Reinado.

Conclusão
José Bonifácio de Andrada e Silva foi uma figura essencial na independência e na estruturação política do Brasil. Sua experiência internacional, visão estratégica e compromisso com a educação fizeram dele um dos personagens mais importantes da história nacional. Apesar das adversidades e exílios, sua influência perdurou, especialmente na formação de Dom Pedro II, garantindo a continuidade de um projeto de governo estável. Sua atuação reflete a importância do conhecimento e da diplomacia na construção de uma nação soberana.

Referências

  • FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2013.
  • HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
  • SCHWARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

A Revolução dos Bichos

Escrito por George Orwell em 1945, A Revolução dos Bichos é uma sátira política que critica o socialismo soviético e os mecanismos de dominação do poder. A história se passa na Granja do Solar, propriedade do Sr. Jones, onde um velho porco, chamado Major, faz um discurso inflamado incitando os animais à revolução. Poucos dias depois, Major morre, mas suas ideias inspiram os porcos, considerados os mais inteligentes da granja, a liderarem um levante contra os humanos. Após expulsarem o Sr. Jones e sua esposa, os animais rebatizam a fazenda como Granja dos Bichos e estabelecem os sete mandamentos, baseados na igualdade e na rejeição aos costumes humanos:

  1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimiga.
  2. Qualquer coisa que ande sobre quatro patas ou tenha asas é amiga.
  3. Nenhum animal usará roupas.
  4. Nenhum animal dormirá em cama.
  5. Nenhum animal beberá álcool.
  6. Nenhum animal matará outro animal.
  7. Todos os animais são iguais.

A princípio, os animais trabalham com entusiasmo, usufruindo do fruto de seu próprio esforço. No entanto, em qualquer sociedade, a necessidade de liderança acaba se impondo, e Napoleão, um dos porcos, começa a se destacar. Alegando que os porcos, por sua inteligência, precisam de mais recursos para “o bem da comunidade”, ele se apropria dos melhores alimentos, usando até argumentos “científicos” para justificar seus privilégios.

Com o tempo, a Granja dos Bichos desperta atenção externa, sendo admirada por uns e vista como uma oportunidade por outros. Enquanto o Sr. Jones tenta, sem sucesso, retomar a fazenda, Napoleão e Bola-de-Neve, outro porco, entram em conflito. Napoleão defende a militarização da granja, enquanto Bola-de-Neve acredita na disseminação da revolução para outras fazendas. Eventualmente, Napoleão expulsa Bola-de-Neve e assume o controle absoluto. A partir desse momento, ele passa a modificar os mandamentos e distorcer a realidade, sempre em benefício próprio. Os animais, que agora trabalham até aos domingos — teoricamente de forma opcional, mas com punições para quem se recusa —, são constantemente manipulados a acreditar que os problemas são culpa de Bola-de-Neve, que Napoleão pinta como um traidor.

Com o tempo, os porcos passam a se comportar exatamente como os humanos que tanto criticaram. Eles adotam seus costumes, fazem negócios com os antigos inimigos e, por fim, começam até a vestir roupas e a caminhar sobre duas patas. No desfecho da obra, os demais animais percebem, estarrecidos, que já não conseguem distinguir os porcos dos humanos. A Granja dos Bichos volta a ser chamada de Granja do Solar, e a promessa de liberdade não passou de uma ilusão.

A mensagem de Orwell é clara: o poder corrompe, e a substituição de um opressor por outro não significa libertação. Os animais acreditaram estar livres, mas apenas trocaram de “senhor”. Essa dinâmica se repete até hoje, onde líderes políticos surgem com discursos de mudança e promessas de justiça social, apenas para perpetuar as mesmas estruturas de dominação. O povo, usado como bandeira, torna-se apenas uma peça conveniente no jogo do poder. A crítica de Orwell segue atemporal, evidenciando que, na política, o verdadeiro objetivo muitas vezes não é servir à sociedade, mas sim garantir que os poderosos se mantenham no controle.

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IGP-10 avança 0,87% em fevereiro e acumula 8,35% em 12 Meses

Alta do IPA e reajustes no IPC impulsionam o índice; INCC desacelera puxado por materiais e equipamentos

Pixa Bay
O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) registrou alta de 0,87% em fevereiro, superior à variação de 0,53% observada em janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador atinge 8,35%, conforme dados divulgados pelo FGV IBRE.

Segundo Matheus Dias, economista do instituto, "o IPA reverte o movimento de desaceleração registrado no mês anterior, que havia sido impactado pela queda nos preços de importantes commodities. Parte desse movimento pode ser atribuída ao café (em grão) e ao café moído, que apresentam persistência nas altas em fevereiro; os bovinos também são destaque dessa alta. A alta do IPC foi influenciada pelos reajustes das mensalidades escolares e do transporte público. Assim como ocorreu nos preços ao produtor, o café para os consumidores também registrou forte elevação. Em contraste com o IPA e o IPC, o INCC registrou desaceleração, puxada por materiais e equipamentos."

IPA avança 1,02% e impulsiona o IGP-10

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou para 1,02% em fevereiro, ante 0,57% em janeiro. No detalhamento por estágios de processamento, o grupo de Bens Finais desacelerou de 0,81% para 0,10%, enquanto os Bens Intermediários tiveram alta de 1,17%, acima dos 1,00% do mês anterior. O índice de Matérias-Primas Brutas também subiu, de 0,15% para 1,49%.

IPC sobe 0,44% com pressão de educação e transportes

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou aceleração, passando de 0,26% em janeiro para 0,44% em fevereiro. Entre os grupos que compõem o índice, seis tiveram avanços, com destaque para Transportes (0,37% para 1,14%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,06% para 0,29%). Por outro lado, Alimentação (1,41% para 0,87%) e Vestuário (1,02% para -0,46%) tiveram recuo.

INCC desacelera para 0,55% em fevereiro

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,55% em fevereiro, abaixo dos 0,74% registrados no mês anterior. O grupo Materiais e Equipamentos desacelerou de 0,64% para 0,33%, enquanto o grupo Serviços inverteu sua tendência e passou de -0,03% para 0,90%. O grupo Mão de Obra também recuou, de 0,98% para 0,79%.

Os dados indicam que, apesar da desaceleração na construção civil, a inflação ao produtor e ao consumidor segue pressionada, impulsionada pelos reajustes em setores essenciais como educação e transportes.

IBC-Br recua 0,7%, mas fecha 2024 com alta de 3,8%

Em 12 meses, índice teve um avanço de 3,8%

A atividade da economia brasileira em dezembro de 2024 apresentou recuo de 0,7% na comparação com novembro, segundo o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) divulgado hoje (17), em Brasília, pelo Banco Central.

O IBC-Br é considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo com a desaceleração, o indicador anota um crescimento de 3,8% da economia do país no ano passado.

O resultado de dezembro veio após uma alta de 0,10% em novembro. Ainda de acordo com o BC, na comparação com dezembro de 2023, os dados mostram que o IBC-Br cresceu 2,4%. No acumulado em 12 meses o índice também teve um avanço de 3,8%. 

Comparação

Já no trimestre encerrado em dezembro, o IBC-Br acusou alta de 4,4% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

O IBC-Br é visto como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), calculado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice acompanha mês a mês a atividade econômica e antecipa possíveis pressões inflacionárias.

Fonte: Agência Brasil

Mercado financeiro eleva previsão da inflação pela 18ª semana seguida

Projeção do IPCA subiu para 5,6% este ano

Daniel Marenco / Agência O Globo
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,58% para 5,6% este ano. Essa é a 18ª elevação seguida. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também subiu de 4,3% para 4,35%. Para 2027 e 2028, as previsões foram elevadas para 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em janeiro, a inflação oficial perdeu força e ficou em 0,16%  de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor resultado para um mês de janeiro desde 1994, ou seja, desde antes do Plano Real, iniciado em julho daquele ano.

A explicação para a desaceleração do IPCA é o Bônus Itaipu, desconto que milhões de brasileiros tiveram na conta de luz do mês passado. Em dezembro de 2024, o IPCA tinha ficado em 0,52%. A desaceleração não significa que os preços ficaram mais baixos, e sim que, na média, subiram em menor velocidade.

No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 4,56%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

A alta do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros, na reunião de janeiro. Esse foi o quarto aumento seguido da Selic e consolida um ciclo de contração na política monetária. Em relação às próximas reuniões, o Copom confirmou que elevará a Selic em 1 ponto percentual na reunião de março, mas não informou se as altas continuarão na reunião de maio, apenas que observará a inflação.

Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,03% para 2,01%. Para 2026, a expectativa para o PIB é de crescimento de 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,98% e 2%, respectivamente.

No terceiro trimestre de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB - a soma dos bens e serviços produzidos no país) subiu 0,9% em comparação com o segundo trimestre. De acordo com o IBGE, a alta acumulada no ano - de janeiro a setembro do ano passado - é 3,3%.

O resultado oficial do PIB de 2024 será divulgado em 7 de março pelo IBGE. Em 2023, superando as projeções, a economia brasileira cresceu 3,2%. Em 2022, a taxa de expansão foi de 3%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 6 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique no mesmo patamar.

Fonte: Agência Brasil

Caixa libera abono do PIS/Pasep para nascidos em janeiro

Calendário de pagamento segue mês de nascimento

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Cerca de 1,8 milhão de trabalhadores com carteira assinada nascidos em janeiro podem sacar, a partir desta segunda-feira (17), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2025 (ano-base 2023). A quantia está disponível no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e no Portal Gov.br.

Ao todo, a Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 2,1 bilhões neste mês. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador. Os pagamentos ocorrem de 17 de fevereiro a 15 de agosto.

Neste ano, R$ 30,7 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2025 será pago a 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, cerca de 22 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão o PIS e 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep.

O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal e o Pasep, pelo Banco do Brasil. Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento. O saque começará nas datas de liberação dos lotes e acabará em 29 de dezembro de 2025. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho.

Calendário de pagamento

Nascidos em

Recebem a partir de

Janeiro

17 de fevereiro

Fevereiro

17 de março

Março e Abril

15 de abril

Maio e Junho

15 de maio

Julho e Agosto

16 de junho

Setembro e Outubro

15 de julho

Novembro e Dezembro

15 de agosto

Quem tem direito

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2023. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 126,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.518.

Pagamento

Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento.

Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser feito com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento.

O pagamento do abono do Pasep ocorre por meio de crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode fazer a transferência por TED para conta de sua titularidade em terminais de autoatendimento, no portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante apresentação de documento oficial de identidade.

Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada.

 

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Desemprego no Brasil atinge 6,6% em 2024, menor taxa anual desde 2012

A taxa de desocupação manteve estabilidade no último trimestre do ano e apresentou recuo de 1,2 ponto percentual em relação a 2023, segundo o IBGE

Divulgação
A taxa de desocupação no Brasil no quarto trimestre de 2024 foi de 6,2%, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior (6,4%), segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação com o mesmo período de 2023, o índice caiu 1,2 ponto percentual (p.p.), quando estava em 7,4%.

A taxa média anual de desocupação em 2024 foi de 6,6%, representando uma redução em relação ao índice registrado em 2023 (7,8%). Esse é o menor percentual da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Disparidades regionais

As maiores taxas médias de desocupação em 2024 foram observadas na Bahia e em Pernambuco, ambos com 10,8%, seguidos pelo Distrito Federal (9,6%) e pelo Rio de Janeiro (9,3%). Já os estados com as menores taxas de desemprego foram Mato Grosso (2,6%), Santa Catarina (2,9%) e Rondônia (3,3%).


Em 14 estados, a taxa de desocupação média anual foi a menor já registrada desde o início da série histórica. Entre eles estão Acre (6,4%), Amazonas (8,4%), Maranhão (7,1%), Ceará (7,0%), São Paulo (6,2%) e Minas Gerais (5,0%).

Subutilização e informalidade

A taxa média anual de subutilização da força de trabalho ficou em 16,2% em 2024. O Piauí registrou a maior taxa (32,7%), seguido por Bahia (28,9%) e Alagoas (26,4%). Por outro lado, Santa Catarina (5,5%), Rondônia (7,0%) e Mato Grosso (7,7%) apresentaram os menores índices.


A informalidade, que mede o percentual de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, empregadores e trabalhadores por conta própria sem CNPJ, atingiu 39,0% da população ocupada em 2024. O Pará teve a maior taxa (58,1%), seguido pelo Piauí (56,6%) e pelo Maranhão (55,3%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,6%) e São Paulo (31,1%).


Rendimento e nível de ocupação

O rendimento real habitual médio da população ocupada no Brasil em 2024 foi de R$ 3.225. As maiores médias salariais foram registradas no Distrito Federal (R$ 5.043), em São Paulo (R$ 3.907) e no Paraná (R$ 3.758). Já os menores rendimentos médios ficaram com Maranhão (R$ 2.049), Ceará (R$ 2.071) e Bahia (R$ 2.165).


O nível de ocupação médio anual no país chegou a 58,6%. Os estados com os maiores percentuais foram Mato Grosso (68,4%), Santa Catarina (67,0%) e Goiás (65,3%), enquanto os menores índices foram registrados no Maranhão (47,3%), Acre e Ceará (ambos com 48,7%) e Alagoas (48,8%).


Com esses dados, o IBGE destaca que, apesar das variações regionais, o mercado de trabalho brasileiro manteve a tendência de recuperação em 2024, consolidando-se como o ano de menor taxa de desocupação desde o início da série histórica.

Taxa de desemprego no Brasil se mantém estável no 4º trimestre de 2024

Dados do IBGE mostram redução anual e diferenças regionais na desocupação

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A taxa de desocupação do Brasil no quarto trimestre de 2024 foi de 6,2%, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior (6,4%), mas apresentando uma queda de 1,2 ponto percentual na comparação anual com o mesmo período de 2023 (7,4%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Regionalmente, a taxa de desemprego caiu no Paraná (0,7 p.p.), em Minas Gerais (0,7 p.p.) e no Rio Grande do Sul (0,6 p.p.), enquanto se manteve estável nas demais unidades da federação. As maiores taxas foram registradas em Pernambuco (10,2%), Bahia (9,9%) e Distrito Federal (9,1%), ao passo que as menores ocorreram em Mato Grosso (2,5%), Santa Catarina (2,7%) e Rondônia (2,8%).

A desigualdade de gênero também foi evidenciada nos dados: a taxa de desocupação foi de 5,1% entre os homens e de 7,6% entre as mulheres. Por critério racial, a desocupação foi menor entre os brancos (4,9%) e maior entre os negros (7,5%) e pardos (7,0%).

No quesito escolaridade, as taxas de desocupação foram mais altas entre aqueles com ensino médio incompleto (10,3%), enquanto os profissionais com ensino superior completo registraram a menor taxa (3,3%). Para aqueles com nível superior incompleto, o índice ficou em 6,6%.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que engloba desempregados, subocupados e a força de trabalho potencial, foi de 15,2% no trimestre. O Piauí liderou com 31,7%, seguido por Bahia (28,8%) e Alagoas (26,6%). No extremo oposto, Santa Catarina (4,8%), Mato Grosso (7,0%) e Rondônia (7,4%) registraram os menores índices.

O percentual de trabalhadores por conta própria foi de 25,1% da população ocupada. Rondônia teve o maior percentual (34,9%), seguido por Maranhão (32,0%) e Amazonas (31,6%). Já os menores percentuais foram registrados no Distrito Federal (19,1%), Tocantins (20,2%) e Mato Grosso do Sul (21,3%).

A informalidade segue como um desafio no mercado de trabalho. No Brasil, a taxa foi de 38,6%, com os maiores índices no Pará (57,6%), Maranhão (56,8%) e Piauí (54,9%). As menores taxas foram verificadas em Santa Catarina (25,6%), Distrito Federal (29,0%) e São Paulo (30,3%).

O levantamento também mostrou uma redução significativa no número de brasileiros buscando emprego há dois anos ou mais. Esse contingente caiu 24,1% em relação ao mesmo período de 2023, passando de 1,8 milhão para 1,4 milhão de pessoas.

A taxa de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 73,4%. Os estados com os maiores percentuais foram Santa Catarina (87,9%), São Paulo (81,2%) e Rio Grande do Sul (79,9%). No outro extremo, Piauí (50,9%), Maranhão (52,3%) e Pará (54,4%) tiveram os menores índices.

O rendimento médio real mensal da população ocupada foi estimado em R$ 3.315, apresentando leve crescimento em relação ao trimestre anterior (R$ 3.268) e ao mesmo período de 2023 (R$ 3.178). A Região Sul foi a única a apresentar crescimento significativo nesse indicador.

Os dados reforçam a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro, mas também evidenciam disparidades regionais e estruturais que ainda precisam ser endereçadas.

Fontes: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Câmara dos Deputados criará comissão para voto distrital misto

Presidente da Casa, Hugo Motta, anuncia instalação após definição das comissões permanentes

Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a criação da comissão especial para discutir a implementação do voto distrital misto ocorrerá após a definição das comissões permanentes da Casa. A proposta abrange as eleições para deputados federais, distritais, estaduais e vereadores.

A comissão analisará o Projeto de Lei 9212/17, já aprovado no Senado e enviado à Câmara. O texto prevê que o eleitor vote diretamente em um candidato para representar seu distrito (sistema distrital) e também em um partido de sua preferência (sistema proporcional). Projetos que envolvem a competência de mais de quatro comissões são avaliados por comissões especiais.

Comissões após o carnaval

Sobre as comissões permanentes, Motta informou que os líderes partidários estão discutindo a distribuição dos colegiados e a instalação deve ocorrer no início de março. “Sempre há disputas pelas comissões mais importantes, mas esperamos resolver isso nos próximos dias”, declarou. A distribuição segue o princípio da proporcionalidade partidária.

Encontro com Lula e parcelamento de dívidas

Antes da reunião de líderes, Hugo Motta comentou sobre seu encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando um compromisso de diálogo contínuo. Além disso, afirmou que a comissão especial para analisar a PEC 66/23, que permite o parcelamento de dívidas municipais com a Previdência Social, será instalada em breve.

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que há consenso sobre a PEC. “Foi um compromisso assumido entre os presidentes Lula e Hugo Motta”, reforçou.

Pautas prioritárias

Hugo Motta pediu que os líderes partidários apresentassem propostas de interesse de suas bancadas. O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), defendeu a votação do PL 2583/20, que concede incentivos à indústria brasileira de equipamentos médico-hospitalares.

Farias também mencionou a inclusão na pauta do PL 769/24, que cria 160 funções comissionadas nos gabinetes de ministros do STF. Segundo ele, a proposta não enfrentará resistência, pois trata da organização interna do Poder Judiciário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias