Radio Evangélica

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

IBGE: Produção de grãos deve crescer 11,1% em 2025 e atingir 325,3 milhões de toneladas

Setor agropecuário registra alta na produção, impulsionado por soja, milho e arroz

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A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 325,3 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 11,1% em relação à safra de 2024, que totalizou 292,7 milhões de toneladas. O aumento é equivalente a 32,6 milhões de toneladas e também representa um acréscimo de 0,8% (2,7 milhões de toneladas) em relação à estimativa divulgada em dezembro de 2024. A área a ser colhida também cresceu, chegando a 80,9 milhões de hectares, 2,4% maior que no ano anterior.

Os três principais produtos do setor continuam sendo a soja, o milho e o arroz, que juntos representam 92,9% da produção estimada e 87,5% da área colhida. Destaque para a soja, com previsão de 166,5 milhões de toneladas, e para o milho, cuja projeção é de 124,1 milhões de toneladas, divididos entre a primeira safra (25,2 milhões de toneladas) e a segunda safra (98,9 milhões de toneladas). A produção de arroz deve atingir 11,5 milhões de toneladas.

Entre as regiões do país, a Centro-Oeste segue liderando a produção nacional de grãos, com 48,9% do total, seguida pelo Sul (27,8%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,7%) e Norte (5,8%). Mato Grosso permanece como o maior produtor do Brasil, com 29,7% da produção total, seguido pelo Paraná (13,4%) e Rio Grande do Sul (12,4%).

 

O setor também registrou crescimento na produção de algodão herbáceo (1,6%), arroz (8,3%), feijão (10,9%), soja (14,9%) e milho (8,2%). Por outro lado, houve uma redução de 3,3% na produção de trigo.

Os dados indicam que 2025 deve ser um ano promissor para a produção agropecuária no Brasil, impulsionada por boas condições climáticas e pelo avanço tecnológico no campo.

 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Serviços recuam 0,5% em dezembro e fecham 2024 com crescimento acumulado de 3,1%

Setor de serviços registra segunda queda consecutiva, mas encerra o ano com expansão

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O volume de serviços no Brasil apresentou uma queda de 0,5% em dezembro de 2024 em relação ao mês anterior, conforme a série com ajuste sazonal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o segundo resultado negativo seguido, acumulando uma retração de 1,9% nos dois últimos meses do ano. Apesar da desaceleração no fim do período, o setor fechou o ano com um crescimento acumulado de 3,1% frente a 2023, consolidando quatro anos consecutivos de expansão.

Na comparação com dezembro de 2023, o volume de serviços cresceu 2,4%, registrando o nono resultado positivo consecutivo. Já no indicador acumulado dos últimos 12 meses, o setor intensificou o ritmo de crescimento, atingindo 3,1%, a taxa mais elevada desde novembro de 2023 (3,5%).

Destaques setoriais

Três das cinco atividades analisadas pelo IBGE registraram queda em dezembro. O setor de "outros serviços" teve a maior retração, com -4,2%, a pior desde janeiro de 2023. Também apresentaram queda os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,7%) e informação e comunicação (-0,7%).

Por outro lado, os serviços prestados às famílias registraram um crescimento de 0,8%, acumulando alta de 7,8% entre maio e dezembro. O setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios teve leve alta de 0,1% no período.

Desempenho regional

A retração no setor de serviços foi verificada em 17 das 27 unidades da federação. As principais quedas foram registradas em Mato Grosso (-11,8%), Santa Catarina (-5,2%) e São Paulo (-0,7%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (1,2%) e Pernambuco (2,5%) foram os estados que mais contribuíram positivamente.

Na comparação anual, 20 estados registraram crescimento no volume de serviços, com destaque para São Paulo (2,8%), Rio de Janeiro (6,7%) e Minas Gerais (3,6%). Por outro lado, Mato Grosso (-22,9%) e Rio Grande do Sul (-7,5%) lideraram as perdas.

Atividades turísticas seguem em alta

O índice de atividades turísticas cresceu 2,8% em dezembro, após uma queda de 1,3% em novembro. No acumulado do ano, a expansão foi de 3,5%, atingindo um patamar 14,6% acima do observado em fevereiro de 2020, antes da pandemia. O crescimento do turismo foi impulsionado, principalmente, por São Paulo (4,1%), Rio de Janeiro (1,4%) e Pará (9,2%).

Apesar das recentes quedas, o setor de serviços ainda se encontra 15,6% acima do nível pré-pandemia, demonstrando resiliência e tendência de crescimento para 2025.

 

Fabricantes de aço defendem restabelecimento de acordo de 2018

EUA estabeleceram tarifa de 25% sobre importações do produto

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O Instituto Aço Brasil (IAB), que representa fabricantes de aço brasileiras, defendeu a abertura de diálogo entre o Brasil e os Estados Unidos para se chegar a um acordo sobre o aumento da tarifa para 25% sobre as importações de aço e alumínio pelos EUA.    

Em nota nesta terça-feira (11), o instituto defendeu o restabelecimento do acordo de 2018 feito entre os países após os Estados Unidos terem aumentado para 25%, na época, as tarifas de importação sobre o produto brasileiro. 

“O Instituto Aço Brasil e empresas associadas estão confiantes na abertura de diálogo entre os governos dos dois países, de forma a restabelecer o fluxo de produtos de aço para os Estados Unidos nas bases acordadas em 2018, em razão da parceria ao longo de muitos anos e por entender que a taxação de 25% sobre os produtos de aço brasileiros não será benéfica para ambas as partes”, disse o IAB.

Em 2018, os governos de Estados Unidos e Brasil negociaram o estabelecimento de cotas de exportação para o mercado norte-americano de 3,5 milhões de toneladas de semiacabados e placas e de 687 mil toneladas de laminados. 

O IAB lembra ainda que os Estados Unidos e o Brasil detêm parceria comercial de longa data, historicamente favorável aos EUA. 

“Considerando, especificamente, o comércio dos principais itens da cadeia do aço – carvão, aço e máquinas e equipamentos – Estados Unidos e Brasil detêm uma corrente de comércio de US$ 7,6 bilhões, sendo os Estados Unidos superavitários em US$ 3 bilhões”, diz a nota.

Alumínio

A Associação Brasileira do Alumínio (Abal), que representa as fabricantes brasileiras do produto, manifestou preocupação com os impactos das novas tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, que pretende impor um acréscimo de 25% sobre as importações de alumínio. A entidade ressaltou que ainda não tem clareza se a nova tarifa substituirá a sobretaxa já existente de 10% ou se será adicionada a ela, resultando em uma tarifa total de 35%. 

De acordo com a Abal, os efeitos imediatos para o Brasil serão sentidos primeiramente nas exportações e na dificuldade de acesso dos produtos brasileiros ao mercado estadunidense.

“Apesar de os produtos de alumínio brasileiros terem plena condição de competir em mercados altamente exigentes como o americano, seja pelo aspecto da qualidade ou da sustentabilidade, nossos produtos se tornarão significativamente menos atrativos comercialmente devido à nova sobretaxa”, explica a entidade, em nota.

A Abal enfatizou ainda que, além dos impactos na balança comercial, poderão ocorrer efeitos indiretos associados ao aumento da “exposição do Brasil aos desvios de comércio e à concorrência desleal”. 

“Produtos de outras origens que perderem acesso ao mercado americano buscarão novos destinos, incluindo o Brasil, podendo gerar uma saturação do mercado interno de produtos a preços desleais”, alerta.

As fabricantes de alumínio defenderam ainda a ampliação das discussões sobre o fortalecimento dos instrumentos de defesa comercial e a recalibração da política tarifária nacional, “de forma a corrigir distorções no mercado para proteger a indústria nacional contra a concorrência desleal e os impactos adversos provenientes dessa nova reconfiguração internacional”. 

Minas Gerais

Um dos principais exportadores de produtos siderúrgicos, Minas Gerais poderá ser um dos estados mais afetados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) disse acompanhar com atenção os desdobramentos sobre a taxação de 25% nas exportações brasileiras de aço e alumínio aos EUA. A entidade ressalvou, no entanto, que, por se tratar de uma taxação aplicada a todas as economias e não exclusivamente ao Brasil, o cenário poderia colocar os países em condições de concorrência mais equilibradas. 

Em nota, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, disse ter a expectativa de que o Brasil obtenha uma vantagem competitiva, "uma vez que a indústria brasileira complementa a americana”.

“Grande parte das nossas exportações são de produtos semielaborados, que passam por processos de industrialização em empresas norte-americanas, muitas delas coligadas à companhias brasileiras. Isso pode ser um fator favorável para que o Brasil não saia machucado dessa situação”, disse.

São Paulo

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) disse lamentar a decisão dos Estados Unidos e destacou que a medida afeta diretamente os exportadores brasileiros, que forneceram 15% do valor importado em produtos siderúrgicos aos EUA em 2024.

“O Brasil está longe de ser uma ameaça comercial para os Estados Unidos: nas últimas duas décadas, os norte-americanos registraram superávits comerciais com o Brasil em 16 oportunidades”, disse em nota.

A federação ressaltou que muitos produtos estadunidenses importados pelo Brasil, como máquinas e equipamentos, utilizam-se de regimes especiais de redução tarifária, “que facilitam o acesso do exportador ao nosso mercado por meio de alíquotas zero ou próximas disso”.

“Por isso, a Fiesp confia que as bases deste relacionamento histórico sejam suficientes para que uma solução rápida seja encontrada, com base nas regras internacionais de comércio, e em benefício das indústrias tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos”.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

SINAPI registra alta de 0,51% em janeiro, impulsionado pelo aumento na mão de obra

Índice Nacional da Construção Civil apresenta maior variação no início de 2025 em comparação ao ano anterior

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O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) registrou variação de 0,51% em janeiro de 2025, ficando 0,30 ponto percentual abaixo da taxa de dezembro (0,21%). Apesar da queda em relação ao último mês de 2024, o índice iniciou o ano em um patamar mais elevado do que o registrado no mesmo período do ano passado, com alta de 0,32 ponto percentual em relação a janeiro de 2024 (0,19%). No acumulado dos últimos doze meses, a inflação no setor atingiu 4,31%, superando os 3,98% registrados nos doze meses anteriores.

O custo médio nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.790,66 em dezembro para R$ 1.799,82 em janeiro. Deste valor, R$ 1.036,80 correspondem aos materiais de construção e R$ 763,02 à mão de obra.

Materiais registram leve alta, enquanto mão de obra dispara

A variação da parcela dos materiais foi de 0,18% em janeiro, representando uma queda de 0,15 ponto percentual em comparação com dezembro (0,33%). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve leve alta de 0,04 ponto percentual (0,14% em janeiro de 2024).

Já a mão de obra apresentou alta significativa de 0,97%, impulsionada pelo reajuste no valor do salário-mínimo. A variação mensal foi 0,91 ponto percentual superior à de dezembro (0,06%). Na comparação com janeiro de 2024 (0,27%), o aumento foi ainda mais expressivo, totalizando 0,70 ponto percentual. No acumulado de doze meses, a parcela dos materiais subiu 3,36%, enquanto a mão de obra registrou uma elevação de 5,63%.

Nordeste lidera alta entre as regiões

A Região Nordeste registrou a maior variação mensal do país, com alta de 0,61%. O destaque foi o estado do Piauí, que apresentou a maior elevação regional, 2,07%, impulsionado por reajustes nas categorias profissionais. As demais regiões tiveram os seguintes desempenhos: Norte (0,48%), Sudeste (0,55%), Sul (0,38%) e Centro-Oeste (0,30%).

Amapá lidera crescimento entre os estados

O Amapá foi o estado com a maior alta do país em janeiro, registrando 2,89%. O aumento ocorreu tanto na parcela dos materiais quanto na mão de obra, consolidando-se como o maior crescimento estadual no início do ano.

Perspectivas para o setor

Com o reajuste do salário-mínimo e possíveis aumentos nos custos de insumos, o setor da construção civil segue atento aos desdobramentos da economia em 2025. O desempenho do SINAPI nos próximos meses poderá indicar se o setor enfrentará uma pressão inflacionária contínua ou se haverá uma estabilização nos custos de materiais e mão de obra ao longo do ano.

IPCA de janeiro registra menor taxa para o mês desde 1994, diz IBGE

Inflação desacelera para 0,16%, puxada pela queda na habitação e impacto dos transportes e alimentos

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro de 2025 foi de 0,16%, registrando uma desaceleração de 0,36 ponto percentual (p.p.) em relação a dezembro de 2024, quando o índice ficou em 0,52%. Esse resultado representa a menor taxa para um mês de janeiro desde a implantação do Plano Real, em 1994. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA apresenta alta de 4,56%.

Setores em destaque

Os grupos que mais impactaram a inflação em janeiro foram Transportes (1,30% e 0,27 p.p.) e Alimentação e bebidas (0,96% e 0,21 p.p.). Em contrapartida, o grupo Habitação teve uma queda expressiva de -3,08%, impactando o índice com -0,46 p.p., o que ajudou a conter a inflação do período.

Transportes e Alimentação em alta

No grupo dos Transportes, a maior pressão veio do aumento das passagens aéreas (10,42%) e das tarifas de ônibus urbano (3,84%), impulsionadas por reajustes aplicados em diversas capitais, como Belo Horizonte (8,38%), Rio de Janeiro (6,98%) e São Paulo (5,22%). Houve também aumentos nos preços do etanol (1,82%), óleo diesel (0,97%) e gasolina (0,61%).

O grupo Alimentação e bebidas apresentou o quinto aumento consecutivo, com destaque para as altas da cenoura (36,14%), tomate (20,27%) e café moído (8,56%). No entanto, produtos como batata-inglesa (-9,12%) e leite longa vida (-1,53%) registraram queda nos preços. A alimentação fora do domicílio também desacelerou de 1,19% em dezembro para 0,67% em janeiro.

Habitação em queda

A queda no grupo Habitação (-3,08%) foi impulsionada principalmente pela redução no custo da energia elétrica residencial (-14,21%), devido à incorporação do Bônus de Itaipu, que reduziu as tarifas em janeiro. Por outro lado, a taxa de água e esgoto subiu 0,97% por conta de reajustes em cidades como Belo Horizonte (6,42%), Campo Grande (6,84%) e Rio de Janeiro (9,83%).

Diferenças regionais

Entre as regiões metropolitanas pesquisadas, Aracaju teve a maior variação em janeiro (0,59%), influenciada pelo aumento das passagens aéreas (13,65%). Em contrapartida, Rio Branco registrou a menor variação (-0,34%), devido à queda da energia elétrica residencial (-16,60%).

INPC estagna em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, apresentou estabilidade em janeiro, com variação de 0,00%. No acumulado dos últimos 12 meses, o INPC está em 4,17%, abaixo dos 4,77% registrados anteriormente. O grupo Alimentação desacelerou de 1,12% em dezembro para 0,99% em janeiro, enquanto os itens não alimentícios tiveram deflação de -0,33%.

A maior alta regional do INPC foi registrada em Salvador (0,47%), devido à alta da tarifa de ônibus urbano (6,00%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (-0,49%), novamente influenciada pela queda da energia elétrica.

Setor de fabricação de motos tem melhor janeiro em 14 anos

Crescimento na comparação com dezembro foi de 34%

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O volume de motocicletas produzidas pelo Polo Industrial de Manaus (PIM) em janeiro desde ano cresceu 34% na comparação com dezembro, conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similiares (Abraciclo).

Os números mostram também uma produção 17,6% superior à de janeiro de 2024, melhor desempenho para o mês desde 2014.

“Esse desempenho é resultado da ampliação da capacidade produtiva e da criação de 1.700 novos postos de trabalho no ano passado. As fabricantes estão investindo no aumento da produtividade para atender à crescente demanda do mercado”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Bento.

Para este ano, a estimativa da entidade é que a fabricação de motos e similares fique em torno de 1, 88 milhão de unidades, ou seja, uma produção 7,5% maior.

A categoria mais produzida em janeiro foi a Street, com 87.192 unidades. E, na sequência, a Trail e a Motoneta.

Licenciamentos

Já os licenciamentos na categoria atingiram 151.983 unidades, alta de 14,4% em relação a janeiro de 2024 e de 3,3% em relação a dezembro. A média diária de vendas em janeiro foi de 6.908 unidades.

As exportações, por sua vez, registraram o embarque de 2.807 unidades, o que também significa alta de 12,5% na comparação com janeiro de 2024, e 11,5% a mais que dezembro passado.

 Fonte: Agência Brasil

Abates de bovinos, suínos e frangos crescem no 4° tri de 2024

Setor registra aumento no abate de bovinos e crescimento expressivo na produção de ovos, enquanto a aquisição de couro também apresenta avanço anual

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Os primeiros resultados da produção animal no 4º trimestre de 2024 indicam que o abate de bovinos cresceu 3,5% em relação ao mesmo período de 2023, totalizando 9,48 milhões de cabeças. No entanto, na comparação com o 3º trimestre de 2024, houve uma redução de 8,6%.

Abate de Bovinos, Suínos e Frangos

A produção de carcaças bovinas atingiu 2,48 milhões de toneladas, um acréscimo de 1,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, mas com queda de 9,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O abate de suínos somou 14,23 milhões de cabeças, um leve aumento de 0,6% comparado ao 4º trimestre de 2023, mas uma retração de 4,8% em relação ao 3º trimestre de 2024. O peso acumulado das carcaças suínas registrou 1,31 milhão de toneladas, mantendo o mesmo crescimento anual de 0,6%, mas com queda de 6,8% em relação ao trimestre anterior.

No segmento de frangos, foram abatidas 1,61 bilhão de cabeças, indicando um crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Frente ao 3º trimestre de 2024, houve uma queda de 0,7%. O peso das carcaças de frangos alcançou 3,35 milhões de toneladas, representando um aumento de 5,1% no comparativo anual e uma retração de 3,4% em relação ao trimestre anterior.

Aquisição de Leite e Couro

A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos com inspeção sanitária totalizou 6,75 bilhões de litros no 4º trimestre de 2024. Esse volume representa um acréscimo de 4,1% em relação ao mesmo período de 2023 e um aumento de 7,3% frente ao trimestre anterior.

Já a aquisição de couro pelos curtumes apresentou crescimento de 10,1% no comparativo anual, somando 9,85 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Contudo, houve uma redução de 6,6% em relação ao 3º trimestre de 2024.

Produção de Ovos em Alta

A produção de ovos de galinha atingiu 1,19 bilhão de dúzias no 4º trimestre de 2024, um aumento significativo de 11,0% em comparação ao mesmo período de 2023. Em relação ao 3º trimestre de 2024, houve uma leve redução de 0,8%.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Diretoria de Pesquisas e da Coordenação de Estatísticas Agropecuárias, e são resultados preliminares que podem sofrer ajustes até a consolidação final no 1º trimestre de 2025.

Governo prepara cadastro de pessoas proibidas de apostar em bets

Lista deverá ser lançada no segundo semestre, após consulta pública

Imagem: Reprodução
Um banco de dados nacional com cidadãos excluídos pela Justiça ou proibidos pela legislação de apostar em bets deverá estar pronto até o segundo semestre, anunciou nesta segunda-feira (10) o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena. A proposta é o item prioritário da agenda regulatória da secretaria para 2025 e 2026.

O cadastro entrará em consulta pública de abril a junho. Segundo Dudena, o Ministério da Fazenda está preparando o sistema informático. O banco de dados pretende centralizar a lista de todas as pessoas que, por algum motivo, tenham sido proibidas de apostar on-line e repassar os dados às empresas.

“No segundo trimestre, a gente pretende colocar esse modelo em consulta pública e, a partir das respostas e dos feedbacks que tivermos, possamos implementar. A ideia, então, é que já no segundo semestre isso seja implementado, a depender das soluções”, disse o secretário em entrevista coletiva para apresentar a agenda do órgão até o fim do próximo ano.

Pela legislação, técnicos de futebol, jogadores, árbitros, menores de 18 anos e membros de órgãos de regulação são proibidos de apostar. Além dessas informações, o cadastro incluirá quem for proibido por decisão judicial.

“A solução tecnológica é uma centralização de uma base de dados que vai pensar a melhor forma de garantir que os proibidos não tenham os seus cadastros aceitos nas casas de apostas”, justificou Dudena.

Apesar de o cadastro negativo de apostadores ficar para uma etapa posterior, o governo quer colher sugestões da sociedade para elaborar a agenda regulatória. Disponível na plataforma Participa Mais Brasil, a consulta pública ficará aberta até 27 de março para que os interessados enviem as sugestões. Em 21 de fevereiro, a secretaria fará uma audiência pública online para ouvir os interessados.

Estatísticas

Além de divulgar as prioridades da secretaria, Dudena apresentou as estatísticas da primeira fase da regulamentação das apostas eletrônicas, que terminou em 31 de dezembro. Ao todo, 68 empresas de apostas foram autorizadas a atuar no país, com 70 outorgas quitadas e 153 marcas autorizadas. As empresas pagaram ao governo R$ 2,1 bilhões em outorgas de três anos, com cada uma valendo R$ 30 milhões, conforme a legislação.

Em relação aos sites ilegais, Dudena informou que a secretaria ordenou o bloqueio de 11.555 domínios à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que executa a proibição. Apenas em janeiro, após a entrada em vigor do mercado regulado, foram realizadas 75 ações de fiscalização de influenciadores.

O secretário explicou que a fiscalização ocorre apenas na esfera administrativa, mas que tem poder de pedir para eliminar propagandas que violem a regulamentação das apostas eletrônicas.

“O órgão regulador não se mistura com órgão de persecução penal. Nos cabe a identificação de quem são, associar esses influenciadores a empresas para as quais prestam serviço, falar com plataformas, meios e redes sociais para pedir que isso seja derrubado. A gente tem papel regulatório e aí, ato contínuo, os órgãos de execução penal são acionados”, declarou.

Programas sociais

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu o uso de recursos de programas sociais, como o Bolsa Família, em apostas eletrônicas. Dudena admitiu dificuldade em fiscalizar por falta de esclarecimentos do Supremo.

“A cúpula do direito constitucional do Judiciário decidiu que é necessária alguma forma de restringir valores de programas sociais. Qual é a nossa dificuldade aqui? As decisões, tal qual foram prolatadas, trazem dúvidas sobre como elas devem ser aplicadas. Por conta disso, a Advocacia-Geral da União fez um recurso para que se esclareça exatamente o que se pretende com essas decisões. Aqui a gente cumpre decisões, o que a gente vai fazer é cumprir decisões assim que ficar exatamente claro qual é a decisão”, disse o secretário.

Em dezembro, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou ao STF haver dificuldades para impedir o uso de recursos do Bolsa Família em bets. O governo federal apontou entraves para distinguir nas contas dos apostadores os recursos dos benefícios sociais e o dinheiro de outras fontes de renda.

A AGU também pediu esclarecimentos sobre se a determinação também vale para apostas de bets estaduais. No recurso, o governo também alegou que, após o pagamento dos benefícios sociais, os recursos das contas bancárias passam a ser privados, o que dificulta a proibição.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Dólar tem leve queda e bolsa sobe quase 1% em dia de recuperação

 Mercado financeiro reage com estabilidade após novas tarifas dos EUA

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O anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, de uma tarifa adicional de 25% sobre o aço e o alumínio importados pelos Estados Unidos teve pouca influência no mercado financeiro. O dólar teve pequena queda, e a bolsa de valores subiu quase 1%, recuperando-se parcialmente das quedas recentes.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (10) vendido a R$ 5,785, com recuo de R$ 0,008 (-0,13%). A cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,82 por volta das 9h15. No entanto, inverteu a trajetória e passou a cair ainda durante a manhã. Na mínima do dia, por volta das 10h30, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,76.

Apesar de ter ensaiado uma nova alta no fim da manhã, a moeda norte-americana voltou a cair durante a tarde. Com o desempenho desta segunda-feira, a divisa acumula queda de 6,36% em 2025.

O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 125.572 pontos, com alta de 0,76%. O indicador chegou a subir 1,42% às 10h35, mas desacelerou ao longo da tarde. O avanço do petróleo e do minério de ferro no exterior favoreceu ações de petroleiras e mineradoras, que têm maior peso na bolsa brasileira.

Em relação ao dólar, o Brasil destoou da maioria dos países, onde a moeda norte-americana fechou em alta. A pressão de exportadores que venderam dólares após a cotação superar os R$ 5,80 ajudou a segurar a pressão sobre o câmbio no Brasil.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Trump impõe tarifas sobre aço e alumínio e afeta exportações brasileiras

Decisão do presidente dos EUA gera tensão comercial e impacto no mercado brasileiro

EFE/EFA/ANNA ROSE LAYDEN/POLL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10) a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio para o país. A medida afeta diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores desses produtos para o mercado norte-americano.

Segundo o Financial Times, membros da equipe de Trump afirmaram que as tarifas serão aplicadas a todas as importações dos EUA, sem exceções para produtos específicos. As novas tarifas entrarão em vigor a partir de 4 de março.

De acordo com autoridades americanas, a decisão é uma resposta ao aumento das exportações estrangeiras desses metais, que, segundo o governo, prejudicam os produtores de aço e alumínio dos Estados Unidos.

Impacto no Brasil e possível retaliação

O governo brasileiro ainda avalia quais medidas pode adotar em resposta às tarifas. Nesta manhã, surgiram especulações de que o Brasil poderia retaliar taxando empresas de tecnologia dos EUA, como Google, Amazon e Meta. No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou essa possibilidade.

"Não é correta a informação de que o governo Lula deve taxar empresas de tecnologia se o governo dos Estados Unidos impuser tarifas ao Brasil", declarou Haddad na rede social X (antigo Twitter). O ministro destacou que qualquer posicionamento oficial será baseado em decisões concretas e não em anúncios que possam ser mal interpretados ou revistos.

Atualmente, os Estados Unidos representam 48% das exportações brasileiras de aço e 16% das de alumínio, totalizando US$ 5,7 bilhões em vendas em 2024.

Mercado reage à medida

Antes da oficialização das tarifas, as ações da Gerdau (GGBR4) operavam em alta, impulsionadas pela forte presença da empresa no mercado norte-americano, o que pode minimizar impactos tarifários. Por outro lado, CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e CBA (CBAV3) enfrentavam volatilidade devido à dependência de exportações para os EUA.

A decisão de Trump reforça a tendência de endurecimento da política comercial dos Estados Unidos. Na semana passada, o presidente já havia imposto uma tarifa de 10% sobre as importações chinesas e ameaçado Canadá e México com medidas semelhantes.

Fonte: InfoMoney