Radio Evangélica

domingo, 18 de setembro de 2016

Toda campanha eleitoral é a mesma coisa

Acompanhando guias eleitorais na mídia de forma geral (Tv, rádio, internet, etc.), vejo que toda eleição os candidatos sempre apelam para medidas populistas como propostas tanto para o executivo, quanto para o legislativo. Só se escuta falar em passe livre, bolsa isso, bolsa aquilo, deixando o povo cada vez mais dependente do Estado. Interessante é que nenhum deles fala de onde vão tirar dinheiro para sustentar esses programas.
Propostas para gerar emprego e renda, para deixar o povo andar com suas próprias pernas, para não serem dependentes do Estado são poucas.
Em resumo nos tratam como verdadeiros parasitas e muitos de nós estamos aplaudindo isso.


Joabson João

sábado, 17 de setembro de 2016

Janot diz que Lula quer embaraçar a Lava Jato

Imagem: Reprodução/Internet
Depois de o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), foi a vez do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dizer que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta embaraçar as investigações. Em parecer assinado na última sexta-feira, Janot reproduziu as palavras de Teori, mesmo depois de o ministro ter recuado e mandado tirar essa expressão de sua decisão.
Na semana passada, ao negar um pedido de Lula para suspender processos que tramitam na 13ª Vara Federal de Curitiba, comandada pelo juiz Sérgio Moro, Teori disse que isso se tratava de “mais uma das diversas tentativas da defesa de embaraçar as apurações”. Na última quarta-feira, Teori manteve a decisão, mas afirmou que usou uma expressão inadequada e determinou que ela fosse suprimida.
Janot, em documento assinado dois dias depois do recuo do ministro, apoiou-se nessas palavras para atacar recurso da defesa contra a decisão de Teori. “Efetivamente, tem absoluta razão o relator: essa reclamação constitui mais uma das diversas tentativas da defesa de embaraçar as apurações”, escreveu o procurador-geral. Ele ainda disse que Lula “no fundo quer gerar verdadeiro tumulto processual, conforme já consignado noutros feitos”.

Na ação, a defesa alegou que já corre no STF um processo semelhante aos que estão em Curitiba. Trata-se do inquérito 3.989, o maior da Lava-Jato no tribunal. Assim Moro estaria usurpando competências do STF. Teori discordou. Embora reconheça que há semelhanças, ele destacou que em Curitiba é investigado o possível recebimento de vantagem indevida. No STF, está pendente um pedido de investigação feito por Janot contra Lula por formação de quadrilha.
“Está muito claro (e assim já houve com inúmeros outros envolvidos) que a investigação no Inquérito 3.989 é, exclusivamente, quanto aos fatos que caracterizam o (autônomo) crime de organização criminosa (Lei 12.850/2013), e não os eventuais crimes cometidos no âmbito dessa organização. Parece que o agravante não compreende essa questão técnica. Ou, se compreende, fica nítido seu intuito de gerar tumulto”, disse Janot.
“Com efeito, o requerente foi incluído na investigação do Inquérito 3.989 exatamente porque surgiram elementos bastante seguros de que os fatos não teriam acontecido senão com a sua firme e direta participação na organização criminosa. É dizer: há indicação de que o ora agravante integrou a organização criminosa investigada”, acrescentou o procurador-geral da República.

G1


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Decisão de Moro sobre denúncia contra Lula deve ser publicada segunda-feira

Imagem: Arquivo/Agência Brasil
A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está com o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal, em Curitiba. Moro tem até cinco dias para decidir se acata a denúncia dos procuradores que integram a força-tarefa do MPF na Operação Lava Jato. A assessoria de imprensa da Justiça Federal do Paraná informou que o despacho com a decisão deverá ser publicado na próxima segunda-feira (19).
Caso a denúncia seja acolhida por Moro, Lula se tornará réu no processo, bem como os outros denunciados: a mulher do ex-presidente, Marisa Letícia da Silva; o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto; o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro; e quatro pessoas ligadas à empreiteira, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Valente Gordilho, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira.
É a primeira vez que o ex-presidente é denunciado à Justiça Federal no âmbito da Lava Jato.

Denúncia
Apesar de o MPF acusar o ex-presidente de chefiar o esquema de corrupção identificado na Lava Jato, Lula não está sendo denunciado por formação de quadrilha. Os 13 procuradores da República que assinam o texto afirmam que a denúncia é por corrupção e lavagem de dinheiro.
O capítulo que trata disso ocupa mais de 40 das 149 páginas do documento. Nesse trecho, os procuradores dizem que o governo de Lula foi viável apenas por meio de “um esquema criminoso” envolvendo a compra de parlamentares com propina e distribuição de cargos públicos. De acordo com o texto, as irregularidades apontadas no mensalão e pela Lava Jato são “faces da mesma moeda” e têm como vértice o ex-presidente.
Em outras 40 páginas, os procuradores detalham as acusações direcionadas a Lula, Léo Pinheiro e Agenor Medeiros pelo crime de corrupção. Eles afirmam que o ex-presidente agiu de modo a facilitar contratos entre a Petrobras e os consórcios Conpar e Conest, dos quais a OAS fazia parte, para a realização de obras nas refinarias Repar e Rnest entre 2006 e 2012. Segundo a denúncia, o  consórcio garantiu o contrato com o pagamento de propina a diversos beneficiários, inclusive o ex-presidente.
O segundo crime denunciado pelo MPF, lavagem de dinheiro, ocupa quase 50 páginas do documento e está dividido em dois momentos. O primeiro trata do triplex no Condomínio Solaris, em Guarujá, no litoral paulista. Os procuradores afirmam que o imóvel foi adquirido, reformado e decorado pela OAS em benefício de Lula e de Marisa, como compensação pela atuação do ex-presidente no esquema da Petrobras. Além de Lula e da esposa, foram denunciados nessa etapa Léo Pinheiro, Paulo Gordilho e Fábio Yonamine.
Na denúncia por lavagem de dinheiro, os procuradores afirmam também que Lula recebia vantagens indevidas da OAS por meio de um contrato para armazenagem de bens pessoais do petista. Conforme o texto, a empreiteira fez pagamentos mensais por cinco anos à empresa Granero Transportes para que esta guardasse objetos pessoais do ex-presidente, depois que ele se mudou do Palácio da Alvorada. Essa parte da denúncia também inclui Paulo Okamotto e Léo Pinheiro.

Requerimentos
Os 13 procuradores que assinam o documento não pedem a prisão de Lula ou de qualquer outro denunciado. Deltan Dallagnol, líder da força-tarefa que produziu a denúncia, disse ontem que essa prática é um “padrão” para “não antecipar juízos ou avaliações”.
Os autores da denúncia pedem, no entanto, que o juiz Sérgio Moro ordene o ressarcimento de danos à Petrobras por parte do ex-presidente, na ordem de R$ 87,6 milhões. O texto também solicita que se implique aos denunciados a “perda, em favor da União, de todos os bens, direitos e valores relacionados, direta ou indiretamente, à prática dos crimes”.
Os procuradores indicaram, ainda, uma lista com 27 testemunhas para serem ouvidas, caso a denúncia seja acatada na Justiça Federal.


Agência Brasil

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Mercosul veta Caracas na presidência e ameaça com suspensão em dezembro

Chancelarias de Brasil, Argentina e Paraguai vetam Venezuela na presidência do bloco e ameaçam suspender país em dezembro

Brasil, Argentina e Paraguai anunciaram nesta terça-feira, 13, que chegaram a um consenso com o Uruguai sobre o futuro da Venezuela no Mercosul. A conclusão é que Caracas não cumpriu as normas exigidas pelo protocolo de adesão e terá até 1.º de dezembro fazê-lo. Caso contrário, será suspensa do bloco. Até lá, a presidência semestral, que corresponderia aos venezuelanos, será colegiada. “A presidência do Mercosul no corrente semestre não passa à Venezuela, mas será exercida por meio da coordenação entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai”, diz o comunicado brasileiro assinado pelo chanceler José Serra. O texto diz ainda que os países poderão definir cursos de ação e adotar as decisões em matéria econômico-comercial e em outros temas essenciais para o funcionamento do Mercosul.
"A presidência do Mercosul no corrente semestre não passa à Venezuela, mas será exercida por meio da coordenação entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai", diz o comunicado brasileiro. O texto afirma ainda que os países poderão definir cursos de ação e adotar as decisões em matéria econômico-comercial e em outros temas essenciais para o funcionamento do Mercosul. "O mesmo ocorrerá nas negociações comerciais com terceiros países ou blocos de países."
O prazo anterior para Caracas adequar-se venceu em 12 de agosto, sem que o país tenha incorporado a sua legislação cerca de 500 pontos relacionados principalmente a temas alfandegários e de respeito aos direitos humanos. Esse descumprimento foi um dos argumentos de Paraguai e Brasil para vetar a chegada da Venezuela   presidência semestral do bloco, que correspondia ao governo de Nicolás Maduro pelo critério de ordem alfabética. Outra alegação era que a instabilidade política e econômica poderia prejudicar a negociação de tratados de livre comércio com outros blocos, como o discutido com a União Europeia.
O Uruguai, único a não se manifestar ontem, concordou com o prazo indiretamente, por meio de uma abstenção. Os uruguaios defendiam o direito da Venezuela de assumir o bloco – uma função administrativa e simbólica que ganhou relevância também em função de crises internas que influenciaram a política exterior de alguns países. O governo do uruguaio Tabaré Vázquez é pressionado pela ala mais à esquerda de sua coalizão, a Frente Ampla, da qual participa o ex-presidente José Mujica, a não abandonar a Venezuela. O grupo já está divido por um forte ajuste econômico, ao qual se opõe a ala de Mujica. 
A decisão termina com um impasse acentuado pela passagem unilateral da presidência pelos uruguaios aos venezuelanos, em julho. Um trecho comum dos comunicados de Paraguai e Argentina ressalta que a medida foi tomada para avançar em negociações comerciais e que Caracas não cumpriu suas obrigações para a adesão plena ao bloco. 
"Essa declaração reflete o consenso alcançado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai para facilitar o funcionamento do Mercosul e coordenar as negociações com outros países e grupos de países, assim como os passos para assegurar o equilíbrio de direitos e obrigações no processo de adesão da Venezuela, sabendo que este país não incorporou normativa essencial do Mercosul em sua legislação nacional", diz o texto. "Por este motivo, decidiu-se outorgar um prazo complementar a fim de que a Venezuela cumpra as obrigações assumidas no protocolo de adesão ao Mercosul", conclui. 
A nota brasileira é mais extensa e detalha alguns pontos do descumprimento: "Entre os importantes acordos e normas que não foram incorporados ao ordenamento jurídico venezuelano estão o Acordo de Complementação Econômica nº 18 (1991), o Protocolo de Assunção sobre Compromisso com a Promoção e Proteção dos Direitos Humanos do Mercosul (2005) e o Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul (2002)", diz o texto.
Segundo um funcionário ligado à presidência paraguaia ouvida pelo Estado, os venezuelanos até poderiam assumir a presidência do bloco se comprovarem antes do novo prazo que seguem as normas que faltam. Mas se não adequarem até dezembro, "a suspensão é o caminho".   
A Venezuela argumenta que há normas incompatíveis com sua Constituição e entre os países fundadores há alguns que desobedecem mais normas. O chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, sustenta que Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai estão sujeitos a outro ritmo de cobrança. "É verdade que em relação aos Estados fundadores do Mercosul há normas que ainda não foram incorporadas, mas não há um prazo. Nós não temos prazo. Já para os Estados que entram, quando assinam o convênio de adesão, como é o caso da Venezuela, conforme a Resolução 28 de 2005, se estabelece um prazo de 4 anos, desde a vigência de seu Protocolo de Adesão”, alegou o paraguaio no mês passado. 
Assunção congelou suas relações diplomáticas com Caracas ao retirar no início de agosto seu embaixador no país e não estabelecer prazo para volta. O mesmo ocorreu entre Venezuela e Brasil, depois de Maduro remover sua representação diplomática em solidariedade à ex-presidente Dilma Rousseff, por não concordar com o processo de impeachment brasileiro. Analistas consideram que a definição do quadro político brasileiro era essencial para que o Itamaraty pudesse colocar com mais força sua posição diante dos outros integrantes do bloco.


Por Rodrigo Cavalheiro para o Estadão

domingo, 11 de setembro de 2016

Estreia aproxima o governo Temer do desastre

As coisas poderiam estar mais tranquilas para Michel Temer, pois Dilma Rousseff foi deposta, Lula enfrenta um surto de morofobia e o PT está tonto. No entanto, depois de usufruir de um ensaio que durou os 111 dias da interinidade, seu governo deu vexame na estreia. Se a gestão efetiva de Temer fosse um filme, as primeiras cenas indicariam que o enredo é sobre uma embarcação temerária, uma tripulação presunçosa e uma pedra de gelo. Tudo muito parecido com Titanic.
Nos dez dias inaugurais da administração seminova, viu-se um comandante deslumbrado, assessorado por contramestres despreparados. O novo elenco parece ter tomado gosto pela vingança, esquecendo-se que tem a obrigação de entregar aos passageiros, sobretudo aos que se encontram no porão, perto da casa de máquinas, três rimas pobres: temperança, segurança e esperança.
As relações com Dilma começaram a azedar quando Temer, preparando-se para desembarcar da função de coordenador político de um governo hemorrágico, declarou que “o país precisa de alguém que tenha a capacidade de reunificar a todos''. Interino, prometera a “pacificação nacional”. Efetivado, destilou raiva na primeira reunião ministerial.
“Quero contestar, a partir de agora, essa coisa de golpista. Golpista é você, que está contra a Constituição. Golpe é qualquer um que proponha ruptura constitucional. Não estamos propondo ruptura constitucional. Agora, nós não vamos levar ofensa para casa. Agora, as coisas se definiram. Golpista é quem derruba a Constituição.”
Dirigindo-se à sua base congressual, Temer passou uma carraspana, não coordenadas. Abespinhado com a adesão do PMDB ao impeachment meia-sola —com deposição, mas sem inabilitação—, engrossou a voz: “Se há gente que não quer governo dando certo, declare-se. Essa divisão na base é inadmissível. Se é governo tem que ser governo.”
Temer disse tudo isso e embarcou para a China, como se não houvesse um Brasil por refazer. Poderia ter incumbido o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) de representá-lo na reunião do G-20. Mas trocou a emergência de um país em crise por uma beirada de foto na companhia de chefes de Estado que não estavam nem aí para sua presença.
Na China, Temer desfilou com Renan Calheiros a tiracolo. O mesmo Renan que, horas antes, discursara no Senado para pedir aos colegas que não fossem “maus e desumanos” com Dilma. Não seria razoável, ele dissera, que, além da “queda”, Dilma fosse submetida ao “coice” que a empurraria para fora da vida pública por oito anos. Foi a partir desse lero-lero que a maioria dos senadores escoiceou a Constiuição.
Em três décadas de vida pública, Temer construiu uma imagem de sobriedade. Traz dentro da boca uma fita métrica, não uma língua. Mede cada palavra. Na China, porém, algo lhe subiu à cabeça. E não foi juízo. Instado a comentar o ronco do asfalto, referiu-se aos partidários do ‘Fora Temer’ como “as 40 pessoas que quebram carro?” Ecoando-o, o chanceler José Serra declarou que as manifestações eram “mini, mini, mini, mini…”
Foi como se o governo, contaminado pela atmosfera dos Jogos do Rio, resolvesse disputar consigo mesmo uma subolimpíada de modalidade única: o tiro ao pé. Cutucado, o asfalto rosnou um pouco mais alto. E o governo ensinou que é errando que se aprende… A errar.
No feriado de 7 de Setembro, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Coordenacão Política), dois diletos amigos do presidente, voltaram a menosprezar as vaias e os gritos de “Fora Temer”. Olharam para a arquibancada montada na Esplanada de Brasília sem se dar conta de que o alarido soava em 25 Estados. As vaias foram a trilha sonora de Temer também na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos.
Elsinho Mouco, marqueteiro do PMDB, criou um par de bordões. Contra o ‘Fora Temer’, vieram à luz o ‘Bora Temer’ e o ‘Fora Ladrão’, uma alusão aos escândalos que tisnaram as administrações do PT. Simultaneamente, foi guindada às manchetes a notícia de que Lava Jato mapeia as propinas recebidas na Usina de Belo Monte por pajés do PMDB de Temer. Entre eles, por exemplo, Renan Calheiros, Romero Jucá e Jáder Barbalho. Quer dizer: tomado ao pé da letra, o marqueteiro do PMDB é um feliz adepto do ‘Fora PMDB’.
O governo flertou descaradamente com o desastre desde a aprovação do impeachment. Numa evidência de que foi correspondido, o ministro do Trabalho concedeu uma ruinosa entrevista sobre a reforma trabalhista, fornecendo matéria-prima para que petistas e sindicalistas denunciem a insensibilidade social de Temer. Como confusão pouca é bobagem, o chefão da Casa Civil, Eliseu Padilha, fritou o mandachuva da Advocacia-Geral da União, Fábio Medina Osório.
Bem passado, o doutor levou os lábios ao trombone para denunciar que o Planalto trabalha mesmo para abafar a Lava Jato. Ficou no ar a impressão de que o novo governo, se não mudar urgentemente suas práticas e seu rumo, acabará se autoconvertendo num cadáver da gestão anterior. Olhando-se ao redor, percebe-se que é difícil, muito difícil, enxergar inocentes no convés do neo-Titanic. Avistam-se apenas culpados e cúmplices. Percebe-se, de resto, que faltam botes salva-vidas.


Blog do Josias

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A novela não terminou: Justiça retoma caso Celso Daniel

Celso Daniel, morto em 2002
Mais de catorze anos depois do crime e depois de novas revelações da Operação Lava Jato, a Justiça de São Paulo vai retomar o julgamento do acusado de mandar sequestrar e matar o ex-prefeito de Santo André Celso Daniel (PT). O novo juiz do caso, Wellington Urbano Marinho, marcou para o dia 17 de outubro a primeira audiência de instrução, debate e julgamento do único réu ainda em liberdade, o ex-guarda-costas do prefeito e empresário Sergio Gomes da Silva, vulgo “Sombra”.
O magistrado da 1ª Vara de Itapecerica da Serra mostrou que pretende acelerar a instrução de um caso que subiu à instância máxima da Justiça brasileira e voltou quase que à estaca zero por ordem do Supremo Tribunal Federal. Urbano Marinho não quer mais “eternizar a instrução” do processo. Mas ainda não há sequer uma previsão de quando o réu pode ir – nem se vai mesmo – a júri popular. Sombra está em liberdade e faz tratamento de um câncer.
As testemunhas listadas para depor são ligadas a Celso Daniel, à investigação e a outro criminoso, o acrobático Dionísio de Aquino Severo. Dionísio havia fugido de helicóptero de um presídio paulista pouco antes do sequestro e da morte do petista. Conhecia detalhes do crime ocorrido na noite de 18 de janeiro de 2002. Mas foi assassinado na cadeia antes de revelar o que sabia.
As testemunhas de acusação são: o irmão da vítima João Francisco Daniel; os delegados Romeu Tuma Júnior, José Mazzi e Armando de Oliveira da Costa Filho; os advogados Luiz Eduardo Greenhalgh (ex-deputado do PT) e Adão Nery; policiais e peritos como Valdir Florenzo e João Bosco Ferreira Godinho; criminosos da época como Ailton Alves Feitosa, André Bezerra Leite de Lima, o Teco, e Cleilson Gomes de Souza, o Bola; familiares de Dionísio e pessoas ligadas à quadrilha como Regina Aquino Soares, Lidiane Aquino Soares, Gildete Souza de Aquino e Karina Araújo de Oliveira; testemunhas oculares como Tania Silva de Abreu Tanaka e Adilson Aparecido Morgado, além de Carlos Eduardo Seignemartin Trigo, Walmir da Conceição Miranda, Rosemery Pires Carvalho. Os seis outros réus da quadrilha da Favela Pantanal, já condenados pelo sequestro e assassinato do ex-prefeito petista, vão depor como informantes.


Por Felipe Frazão para a Veja

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Senado aprova redução do número de ministérios para 26

Imagem: Gabriel Mascarenhas/Folhapress
O Senado aprovou na noite desta quinta-feira (8) uma medida provisória que reduz para 26 a quantidade de ministérios. A proposta foi enviada pelo presidente Michel Temer em maio, quando assumiu interinamente a Presidência da República.
Com a aprovação, por 44 votos favoráveis, 6 contrários e 1 abstenção, a Esplanada dos Ministérios teve uma diminuição de oito pastas - eram 32 quando Temer assumiu.
O governo da ex-presidente Dilma Rousseff já chegou a ter até 39 pastas. Em 2015, contudo, o Congresso já havia aprovado uma redução da máquina pública, passando para 31. Em seguida, os parlamentares aceitaram manter Jaques Wagner, então chefe de gabinete de Dilma Rousseff, com status de ministro, aumentando mais um ministério.
O texto acaba com alguns ministérios e funde outros. Em mais de três horas de discussão, os senadores confirmaram a redução proposta pela MP. Considerando a AGU (Advocacia-Geral da União) e o Banco Central, haverá 26 pastas.
Em acordo para conseguir votar a proposta, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da MP, aceitou uma emenda de redação para incorporar "Controladoria-Geral da União" à nomenclatura do Ministério da Transparência. A pasta passa a chamar Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União.
Como na Câmara, as principais discussões geraram em torno da extinção da secretaria das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude, e dos Direitos Humanos.
O PT, sob argumento de redução de políticas públicas, tentou adiar a votação por meio de apresentação de diversas emendas e orientações de voto contrário.
A sigla chegou, inclusive, a alegar que não foi cumprido um acordo de cavalheiros que é seguido à risca no Senado em toda tramitação de MP. A negociação prevê que medidas provisórias lidas em plenário só serão analisadas duas sessões depois.
Sobre o pedido, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), respondeu que, com as eleições municipais, há um trâmite especial na Casa e, por isso, as duas sessões não seriam obedecidas. "Diante de um calendário excepcional que definimos, é necessário uma contagem de prazos excepcionais".
Líder do PT, o senador Humberto Costa (PT-PE) chamou a decisão de Renan de dar prosseguimento à votação de "autoritarismo". "Parece que estamos vivendo algo que extrapola o próprio impeachment. Até mesmo aqui nesse Congresso estamos vivendo o autoritarismo"
Os defensores do texto negaram extinção de qualquer benefício social. "Erro que o governo anterior cometeu foi ter muito cargo para ter muita política pública. É o contrário. Tem que ter pouco cargo para ter dinheiro para fazer a política pública", afirmou o presidente do PMDB, Romero Jucá.
Caso o texto não fosse analisado nesta quinta, perderia a validade. Contando com essa possibilidade, o Planalto já trabalhava em um plano B que visava enviar ao Congresso proposta semelhante, fundida contudo com outra MP, a que cria o Programa de Parcerias de Investimentos para acelerar concessões públicas.
Essa outra medida provisória também perde a validade até o fim da semana e pode ser analisada ainda nesta quinta pelos senadores.

PROPOSTA
Sob argumento de que é necessário enxugar a máquina federal, a reforma administrativa estabelece, entre outras alterações, a fusão da pasta das Comunicações à de Ciência, Tecnologia e Inovação. A previdência, antes parte do Ministério do Trabalho, passou para o guarda-chuva do ministro da Fazenda.
Duas propostas contidas no texto já saíram dos planos do governo, antes mesmo de a medida provisória ser aprovada. A MP incorporava o Ministério da Cultura ao da Educação. Diante de críticas públicas da classe artística, Temer voltou atrás e manteve a pasta da Cultura.
O projeto também prevê a junção do Desenvolvimento Agrário com o Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A nova pasta se chamará Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Em audiência pública no Senado, no início de agosto, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, já anunciou, porém, que o governo vai recriar a pasta do Desenvolvimento Agrário. 


Débora Álvares para a folha de São Paulo

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

MILITAR diz que a “COISA PODE EVOLUIR PARA algo BEM PIOR”. “são extremistas de esquerda, sabemos do que são capazes”

Ciente das movimentações no PARAGUAI, anistia de guerrilheiros das FARC (será decidida em 3/10 em plebiscito) e apoio de ditadores como Evo MORALES e Nicolás MADURO, este último possui um exército para-militar revolucionário – na opinião de militar das FA ouvido pela Revista Sociedade Militar, que por razões lógicas prefere não se identificar, é possível sim – se nenhuma ação preventiva for realizada no sentido de coibir a "evolução" das articulações entre os extremistas de esquerda – que o BRASIL se torne o mais novo país a abrigar em seu território exércitos revolucionários de esquerda.
A coisa pode "evoluir"

"Um coquetel MOLOTOV explodiu essa semana em residência nas proximidades da casa de MICHEL TEMER em São Paulo, isso é prova de que não estão brincando. Eles enfrentaram a polícia em São Paulo. Gente pacífica jamais faria isso.

"Logicamente o objetivo é fazer com que imprensa, sociedade esclarecida e membros do governo, assumam postura mais passiva diante de suas reivindicações. Observamos que parte da imprensa já recuou. Vimos notas que diziam que a manifestação em São Paulo foi pacífica, mas que um grupo de vândalos após o ato quebrou vidraças. Esses textos dão a entender que são grupos diferentes, que divergem em opiniões e modus operandi. Isso não reflete a realidade, já sabemos que membros do mesmo grupo que se manifestou depredaram bancos, destruíram patrimônio público e até tentaram virar uma viatura da polícia…"

"Outra coisa a ressaltar, na medida em que a manifestação desobedeceu às autoridades, deixou de ser ordeira… As forças de segurança têm que deixar claro que agirão com firmeza com base na lei de Segurança Nacional, e lei 13.260 (terrorismo), caso contrario os extremistas tendem a se sentir mais confiantes, e aí a coisa pode evoluir"

Por trás de quase TODOS os grupos extremistas há partidos oficiais e políticos exercendo mandato, e é praxe alegar que suas ações são pacíficas e que são poucos os indivíduos que destoam da maior parte do grupo. Assim ocorreu no mês passado no Paraguai, quando oito militares foram assassinados por membros de partido de esquerda. Como quaisquer grupos terroristas, estes militantes atuam na vanguarda de seus partidos e tentam dissuadir as pessoas através do medo… No BRASIL e América Latina como um todo é evidente a facilidade de se obter armas em grande quantidade… ", diz o militar.

"já foi possível aquirir uma compreensão exata da infra-estrutura desses grupos de esquerda, do sistema e a dinâmica da área urbana em que podem agir, identificando nódulos críticos e vulnerabilidades. Com isso, cremos que,  se decidirem implementar ações tresloucadas, em pouquíssimo tempo serão neutralizados", acrescenta.

Pelo que percebemos, a extrema-esquerda tenta criar no BRASIL um perigoso clima de polarização. Contudo, assim como foi no passado, é praticamente impossível que o engajamento ultrapasse a barreira dos partidos políticos e movimentos sociais. Como foi no passado, a sociedade não os enxerga como porta-voz e jamais vai se aventurar em uma guerra ilegal, que traria o caos para o nosso país. - (Revista Sociedade Militar - 06/09/2016)

-:/.sociedademilitar.com.br/wp/2016/09/militar-diz-que-a-coisa-pode-evoluir-para-algo-bem-pior-sao-extremistas-de-esquerda-sabemos-do-que-sao-capazes.html

Escola sem Partido: Associação de Professores de História passa vergonha atacando Alexandre Garcia

O erro crasso e vexatório dos "historiadores" diz muito sobre a qualidade do ensino da matéria no país.

O debate acerca do "Escola sem Partido" vai muito além da mera aprovação da lei respectiva. Como já falamos aqui, aliás, trata-se de uma ação de comportamento, que já passa a interferir na forma com que alguns professores lecionam. As doutrinações, agora, passam a ser denunciadas e as denúncias, por sua vez, passam a ser divulgadas e levadas a sério.

Editoras, autores, diretores escolares, professores e também alunos e pais, enfim, todos estão alertas para essa nova realidade. E tal mudança, por si, já representa uma grande derrota para a esquerda.

Ainda assim, claro, não entregarão o jogo tão facilmente. E o novo episódio nessa guerra foi um ataque sofrido pelo jornalista Alexandre Garcia por parte da Associação Nacional dos Professores Universitários de História (ANPUH).

Primeiro, o ataque:

ANPUH: Lembrando: @alexandregarcia foi porta-voz do ditador João Figueiredo (1974-1978) e acha que estão "ensinando história errada nas escolas"

E aí tomaram essa:

AG: Obrigado por comprovar minha tese de história errada: o presidente 1974-1978 era Geisel.

Confiram um print desse maravilhoso diálogo (já que a ANPUH, como se poderia presumir, apagou o post original):



Vergonhoso, para dizer o mínimo, que justamente a ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DE HISTÓRIA tenha tanto desconhecimento justamente da História. Mas, convenhamos, não é tão assustador assim. Digamos que não seja uma grande surpresa a quem acompanha a qualidade do ensino de história, valendo mencionar os ótimos docentes que muito infelizmente são exceção – e, por certo, não se vêem representados por esse tipo de associação.

-:/.implicante.org/blog/escola-sem-partido-associacao-de-professores-de-historia-passa-vergonha-atacando-alexandre-garcia/

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Projeto do Senador Raimundo Lira prevê revitalização permanente do rio São Francisco

Aprovado pela Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, que analisa os projetos da Agenda Brasil, o Projeto de Lei 429/2015, do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que destina recursos permanentes para projetos de revitalização do rio São Francisco, se tornou prioridade do governo federal.
Em recente solenidade no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer lançou o ‘Plano Novo Chico’, que prevê ações para a revitalização do Rio São Francisco, até 2019. A bacia envolve 505 municípios, onde vivem cerca de 16,5 milhões de pessoas.
“O presidente Michel Temer assumiu a responsabilidade e definiu, como obra prioritária, a revitalização do Rio São Francisco. E eu fiquei muito honrado e feliz, porque o meu projeto já foi aprovado pelo governo federal. E o governo agora assumiu o meu projeto para que, daqui a 15 ou 20 anos, não tenhamos o dissabor de ver o Rio São Francisco sem potencial e sem condições de atender as necessidades da transposição”, observou Raimundo Lira.
De caráter conclusivo, o projeto está sendo analisado na Câmara Federal pelas Comissões de Minas e Energia; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação, Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Pelo projeto, Estados e Municípios deverão investir o equivalente a 6% da contribuição em ações de preservação das matas ciliares e das nascentes. No caso específico do São Francisco, ele estabelece a elevação do percentual pago pelo uso dos recursos hídricos de 0,75% para 2%, a serem divididos entre o Ministério de Meio Ambiente (MMA) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Segundo a Casa Civil, o ‘Plano Novo Chico’ prevê o investimento de R$ 1,1 bilhão nos próximos três anos, em 217 municípios. Desse total, R$ 805 milhões deverão ser aplicados na construção de sistemas de esgotamento sanitário em 137 cidades, enquanto outros R$ 356,9 milhões em ações de abastecimento de água em 80 municípios.

Assessoria / Portal Paraíba