Radio Evangélica

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O Movimento Passe Livre só faz baderna

Assistindo o programa Tribuna Livre da TV Arapuan desta quinta (25/02) vi a reportagem falando sobre a manifestação promovida pelos baderneiros do movimento “Passe Livre”.
Eles acham que estão fazendo uma grande coisa protestando da forma que protestam.
Argumento para defender eles não falta, pois manifestação é um direito.
No artigo 5°, inciso XVI da Constituição fala: todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.
Só que eles não se reúnem pacificamente e promovem verdadeiras badernas, a uns anos atrás me fiz presente a uma dessas “manifestações” e vi o quanto eles são “pacíficos”. E pelas imagens que vi no Jornal vejo que continuam os mesmos.
Se tem algo que eles conseguem fazer com perfeição é atrapalhar a vida alheia e o direito de ir e vir que também é previsto na Constituição no mesmo artigo 5°, inciso XV que fala:  é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens. E em tese estamos em tempo de “paz”, mas da maneira que eles protestam não existe nada de paz, apenas baderna.
Eu me pergunto, não só eu, mas muitos devem se perguntar: Por que não protestam contra o aumento do combustível? Aumento dos impostos? E diversos outros aumentos que todos refletem na tarifa do transporte?
Já que o prefeito é sempre culpado. Por que não vão protestar na frente da prefeitura, ou outro local que não atrapalhe a vida de quem não tem nada a ver com isso? Só fazem protesto no centro da cidade.
Lutam pelo passe livre. Mas quem vai pagar por isso? A lógica é: se um não paga o dinheiro tem que sair de algum lugar.
A equipe de reportagem entrevistou algumas pessoas que estavam no terminal de integração e pelo tom da conversa as pessoas não estavam satisfeitas com a baderna.
Quando vejo essas badernas só faz confirmar minha teoria de que esse movimento é composto de baderneiros e desocupados. Pois se tivessem algo para fazer da vida não estaria atrapalhando a vida alheia

Joabson João

Tags: Passe Livre, baderneiros

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Desistiu do Manchester United para guardar o sábado

Goleiro que desistiu do futebol pela religião conta sua história

Desistiu do Mancheter United para guardar
o sábado
O goleiro argentino Carlos Ángel Roa não aceitou a proposta feita em 1999 pelo Manchester United por questões religiosas.
A história que já faz parte do passado do atleta foi revelada essa semana pela ESPN que comentou sobre a conversão do goleiro ao adventismo.
Na época, Roa se destacava na seleção argentina, ele foi responsável por pegar duas bolas durante a cobranças na disputa de pênaltis contra a Inglaterra na Copa de 1998, fazendo a Argentina ir para as quartas de final.
Mas por não poder trabalhar aos sábados, o atleta resolveu não aceitar a proposta de ir morar na Inglaterra. Nem mesmo o salário milionário e a chance de jogar ao lado de grandes estrelas do futebol foram capazes de mudar seu posicionamento.
Roa foi além, ainda por conta da crença ele resolveu encerrar sua carreira como jogador assim que a Copa acabou.
“Era uma boa oportunidade, mas já tinha tomado a decisão de me aposentar por princípios religiosos”,disse ele à ESPN.
“Teria sido uma experiência enorme a nível esportivo e também cultural, mas isso faz parte do passado. Nesse momento da minha vida, priorizava outras coisas”, completa o ex-goleiro.
Hoje Roa trabalha como preparador de goleiros do Chivas Guadalajara, no México, de lá ele resolveu comentar a decisão do goleiro Vítor, do Londrina-PR, que também desistiu da profissão por causa da religião.
“Parabenizo o garoto por defender sua ideia e sua fé. Creio que isso não é fácil nos tempos em que estamos vivendo, sobretudo para que as pessoas compreendam que, por causa da fé que nos move, tomamos certas decisões. Entendo, respeito e o admiro por priorizar isso”, disse.
Roa não ficou muito tempo afastado do futebol, quase um ano depois de recusar a proposta ele voltou atuar, mas no Mallorca.

“A experiência que vivi fora do futebol foi positiva, mas eu sentia que realmente o que gostava de ter era o futebol, tinha vontade de voltar, não dormia à noite. O mais lindo do ser humano é que existe o livre arbítrio, de poder decidir o que fazer para ser livre. Tomei a decisão com minha família, que aceitou, e decidi voltar, porque o que me faria feliz novamente era jogar futebol”, relata.

Gospel Prime

Nossa cultura popular contemporânea

Será que a esquerda realmente tem o monopólio sobre a narrativa hoje? No filme Obvious Child, Jenny Slate interpreta Donna Stern, uma comediante de stand-up, que é especializada em fazer piadas sobre suas partes íntimas, com a incursão ocasional no humor flatulento. Ela está prestes a entrar no palco. Sua amiga lhe oferece algum incentivo: “Você vai acabar com tudo lá em cima!”
Donna responde: “Na verdade, tenho uma consulta marcada para fazer isso amanhã.”
Donna está falando sobre sua consulta agendada para fazer um aborto.
Entendeu? É engraçado porque é verdade. Ou, se você é como eu, você não acha graça porque é verdade.
Muitos críticos acham que é engraçado. Um afirmou que “de longe está é a comédia pró-aborto mais premiada de todos os tempos.” Claro que, como gênero artístico, a coisa está nivelada por baixo, seria algo como fazer o melhor sushi de posto de gasolina do estado de Oklahoma.
Desde a estréia, no mês passado, o filme arrecadou menos de US$ 2 milhões. Compare isso a Juno, um filme brilhante [de 2007] amplamente visto como pró-vida (pelo menos entre os pró-vida), ou Knocked Up, uma comédia romântica vulgar também aclamada por adversários do aborto, os quais arrecadaram mais de US$ 140 milhões no mercado interno. Portanto, Obvious Child está mais para um filme mal-sucedido do que para um divisor de águas cultural que seus apologistas e detratores o fazem parecer.
Isso é digno de nota dado que a escritora e diretora do filme, Gillian Robespierre, foi motivada em parte porque filmes como Juno e Knocked Up “esfregaram [na cara dela] a má escolha feita.”
Dinesh D’Souza teve uma motivação semelhante ao fazer America: Imagine the World Without Her, um documentário que é uma carta de amor ao seu país adotivo. Ele é muitas vezes descrito como o Michael Moore da direita, mas ele possui um objetivo maior, na esperança de um dia competir com Steven Spielberg e Oliver Stone na produção de longa-metragens. Ele diz a National Review que “a esquerda conhece o poder de contar uma história.” Stone e Spielberg são “muito maiores do que Michael Moore. Eles não fazem filmes de esquerda – eles apenas fazem filmes, e eles têm um ponto de vista. Eu quero fazer filmes com um ponto de vista diferente.”
D’Souza está absolutamente certo sobre Spielberg (embora tenha sido muito gentil com Stone). Uma das minhas maiores queixas sobre o conservadorismo contemporâneo – dentro e fora da política – é que ele perdeu de vista a importância de contar histórias.
Meu falecido amigo Andrew Breitbart gostava de dizer que a política está abaixo da cultura, o que significa que qualquer reviravolta política verdadeiramente bem-sucedida precisa começar por mudar as atitudes populares. Adam Bellow, um célebre editor de livros conservadores, tem uma convicção semelhante e está tentando iniciar uma revolta conservadora no mundo da ficção.
Desejo-lhes grande sucesso. Ainda assim, eu acho que há algo faltando nessa conversa antiga à direita (conservadores têm usado tais argumentos desde 1950 — se não foi a partir da década de 1450, com a publicação da Bíblia de Gutenberg). Os conservadores se recusam a celebrar, ou mesmo perceber, o quanto da cultura popular está do seu lado.
Claro, Hollywood geralmente é muito esquerdista, mas a América não é. A julgar por suas campanhas de doação, os esquerdistas de Hollywood são muito favoráveis ao aborto. Mas há uma razão pela qual os seriados desde Maude não possuírem um monte de episódios sobre o aborto. Na verdade, quase todas as personagens grávidas de TV tratam o feto como um ser humano.
A esquerda pode ser anti-militarismo, mas esses filmes tendem a fracassar, sendo este o motivo pelo qual vemos mais filmes pró-militarismo. Da mesma forma, é uma aposta segura que os esquerdistas de Hollywood detestam armas. Mas você não saberia por meio daquilo que produzem. Não são muitos os astros de filmes de ação a salvar o dia por ter recitado um poema. A maioria dos esquerdistas de Hollywood, provavelmente, opoẽm-se à pena de morte, mas eles fazem um monte de filmes onde o bandido encontra uma morte horrenda sob os aplausos do público. A esquerda tem nojo dos “valores familiares,” mas estes são a essência da maioria das comédias e dramas de sucesso.
Uma explicação é que, embora seja verdade que a cultura está acima da política, eu diria que a realidade e o senso moral estão acima da cultura. Boas histórias devem alinhar-se com a realidade e um senso de justiça. Elas podem se passar no espaço ou na terra média, mas se não condizem com algo real sobre a condição humana, serão um fracasso. Como Margaret Thatcher costumava dizer: “Os fatos da vida são conservadores.”
A confirmação do que digo, penso eu, pode ser vista no fracasso do esquerdismo de Hollywood em ser tão esquerdista como gostaria de ser. E isso é de fato engraçado porque é verdade.
Escrito por Dominik Armentano para o site Mídia sem Máscara
Jonah Goldberg. “Our Conservative Popular Culture”. National Review, 9 de Julho de 2014.

Tradução: Rodrigo Carmo
Revisão: William Dellatorre
 

http://tradutoresdedireita.org/

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Marcelo Odebrecht está irritadíssimo com a Operação "Acarajé"

Em depoimento na terça-feira (23), o empreiteiro permaneceu em silêncio

Marcelo Odebrecht está irritado com
a "Acarajé" (Foto: Geraldo Bubniak/
Freelancer/Ag. Globo
)
O empreiteiro Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba desde a metade do ano passado, está irritadíssimo, segundo relatos de pessoas que estiveram com ele na terça-feira (23). O motivo da irritação é não ter tido acesso aos inquéritos que embasaram a "Acarajé", a mais nova etapa da Lava Jato, deflagrada na segunda-feira (22). Em depoimento na terça-feira, Odebrecht permaneceu em silêncio. Seus advogados disseram que ele só prestará esclarecimentos ao ler os documentos.
Odebrecht também ficou indignado porque, com a Acarajé,  ele terá de dividir a sua atenção com  as alegações finais da defesa na ação penal em que é acusado de ter participado de um esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras. Antes, Odebrecht estava focado somente nas alegações. 


Por Thiago Bronzatto para a revista Época 

Moody’s Rebaixa o Brasil, que perde grau de investimento

Dívida interna pode superar os 80% do Produto Interno Bruto

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou o rating do Brasil em dois graus, de Baa3 para Ba2, com perspectiva negativa. Com isso, o País perdeu o grau de investimento pela Moody's. Segundo a agência, o rebaixamento foi motivado pela perspectiva de mais deterioração nas métricas de crédito do Brasil, em um ambiente de baixo crescimento, com a dívida do governo podendo superar 80% do Produto Interno Bruto (PIB) dentro de três anos.
A Moody's citou também, em seu comunicado, a "dinâmica política desafiadora", que continua a complicar os esforços de consolidação fiscal das autoridades e a atrasar as reformas estruturais. Além disso, a perspectiva negativa reflete a visão de riscos de que ocorra uma desaceleração ainda maior na consolidação e na recuperação, ou ainda de mais choques surgirem o que cria incerteza sobre a magnitude da deterioração do perfil da dívida.

A agência diz que as métricas de crédito do Brasil tiveram deterioração perceptível desde que a Moody's determinou o rating Baa3 com perspectiva estável para o País, em agosto de 2015. "Essa deterioração deve continuar pelos próximos três anos, diante da escala do choque para a economia brasileira, da falta de progresso do governo em atingir seus objetivos de reforma fiscal e econômica e da dinâmica política que deve persistir nesse período."
Segundo o comunicado da agência, o rebaixamento busca capturar a maior deterioração, com a perspectiva negativa apontando para os riscos de maior deterioração no perfil de crédito, diante de choques macroeconômicos, uma maior disfunção política ou a necessidade de apoio a entidades relacionadas ao governo.



Diário do Poder

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

No retorno ao Senado, Delcídio Amaral deve adotar tom conciliador

Solto depois de quase três meses de prisão, Delcídio Amaral (PT-MS) transformou o retorno ao Senado, aguardado para os próximos dias, em um xadrez com um objetivo: escapar da cassação

Antigo líder do governo (E) deixou a carceragem na
sexta-feira a noite
Foto: Fabio Rodrigues Pozzedom/Agência Brasil
Ciente de que sua presença no Congresso será um constrangimento, o antigo líder do governo deixará de lado ameaças. Político de trânsito entre as bancadas, pretende adotar um tom conciliador, capaz de viabilizar o corpo a corpo com o qual tentará convencer a Casa de que foi vítima de uma armação. 
— Delcídio sabe que ir para o confronto só vai acelerar a cassação. O discurso que ele faria na tribuna subiu no telhado. Ele virá com calma — afiança um petista.
Nesta segunda-feira, o mal-estar pelo regresso iminente do parlamentar era reconhecido pelos poucos senadores presentes em Brasília. Incomoda a memória do embaraço vivido em 25 de novembro com a prisão do líder do governo, acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Em gravação feita por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, o petista prometia influenciar o Supremo Tribunal Federal (STF) para permitir a fuga do ex-diretor da Petrobras do Brasil. 
– O melhor seria ele não voltar, tirar uma licença. Por onde o senador Delcídio passar, haverá repórteres e curiosos. Vai atrapalhar o funcionamento da Casa – afirma a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM). 
A defesa do petista vai insistir que as afirmações na gravação tratavam-se de bravata e que a conversa não ocorreu no exercício do mandato, recado já enviado aos caciques do Senado, que aconselharam Delcídio a voltar na defensiva, preocupados com o dano de imagem à Casa e as críticas de entidades, como a feita pelo novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia. 
– O retorno do senador é deboche ao cidadão brasileiro e desrespeito ao próprio parlamento – criticou Lamachia. 

Senador avalia licença de 120 dias
Desde sexta-feira, quando o ministro Teori Zavascki encerrou sua temporada no cárcere, Delcídio Amaral (PT-MS) discute com advogados e conselheiros como escapar do processo no Conselho de Ética, que pode cassar o mandato. O desenho da estratégia, a necessidade de exames médicos e as dúvidas sobre o horário em que ele está liberado para trabalhar adiaram a volta ao Senado, prevista para entre segunda e terça-feira. 
O parlamentar foi autorizado a cumprir atividades legislativas durante o dia, com recolhimento domiciliar noturno. No entanto, a defesa quer saber com exatidão em que momento ele terá de se recolher, pois é comum que a sessões no Congresso se alonguem pela noite. 
– Considero claro que o senador fique até o final das sessões. Se terminar às 23h, encerra e vai para casa – afirma Gilson Dipp, um dos advogados do parlamentar. 
Delcídio avalia o pedido de afastamento de até 120 dias. Por ora, seus advogados vislumbram licença mais curta, pois consideram importante a presença do petista na Casa para procurar os demais senadores na tentativa de evitar a cassação. Para Paulo Paim (PT-RS), o constrangimento deve ser do antigo líder do governo. 
— Decisão do Supremo a gente cumpre. É o Delcídio quem tem de explicar para cada senador o que aconteceu — diz. 
Já a bancada do PT busca acordo para minimizar os danos da situação. Líder do partido, Humberto Costa (PE) falou na sextafeira por telefone com o colega e acertou outra conversa para esta semana, na qual vai explicar a decisão de substituí-lo na presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). 
A interlocutores, Delcídio admite a possibilidade de renunciar ao posto, abrindo espaço para Gleisi Hoffmann (PT-PR). A intenção do parlamentar é evitar pancadaria. Suspenso do PT, ele analisa a possibilidade de se desfiliar, a fim de evitar o desgaste da expulsão e buscar solidariedade na cassação. O caso será avaliado na sexta-feira pelo diretório nacional da legenda.


Por Guilherme Mazui para o Zero Hora

Supremo recebe novo pedido de investigação sobre Renan Calheiros

Com 1,9 mil paginas, novo pedido está relacionado
a outra investigação em curso no STF, que
também envolve o senador alagoano
Arquivo/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu novo pedido de abertura de investigação sobre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). De acordo com pedido enviado ao Supremo na sexta-feira (19), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede para investigar o senador pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato.

O relator do caso é o ministro Edson Fachin.

O pedido de investigação tem 1,9 mil páginas e está relacionado com outra investigação em curso na Corte e que também envolve o senador. Segundo o inquérito, Renan teria, supostamente, usado o lobista de uma empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. Na ação, o presidente do Senado é acusado também de ter adulterado documentos para justificar os pagamentos. O caso veio à tona em 2007 e, desde 2013, está no Supremo.
A defesa de Renan sustenta, no novo pedido de inquérito, que todas as operações financeiras do senador foram devidamente registradas e contabilizadas.
Segundo o advogado Eugênio Pacelli, não há nada no processo que possa ser caracterizado como “mascaramento de ganhos ou perdas em favor de quem quer que seja”.
“Não há um único centavo que tenha transitado nas contas bancárias que não seja resultante dos subsídios parlamentares, verba indenizatória, venda de imóveis, empréstimos financeiros e venda de gado”, diz o advogado.



Agencia Brasil

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Atrito entre China e Coreia do Norte pode atingir cristãos

Sendo a China o único país aliado da Coreia do Norte, o rompimento de laços políticos faria a Coreia entrar em colapso

Na China, foi detectado um aumento da interferência de sinais de celulares, próximo à fronteira com a Coreia do Norte. De acordo com o veículo de comunicação NK Daily, isto levou o governo chinês a emitir uma queixa oficial contra o governo coreano. "A interferência de sinais de telefonia móvel já existe há algum tempo, e todos sabem que faz parte de uma prática comum para as autoridades norte-coreanas, já que eles têm um grande problema de fornecimento de energia", comenta um dos analistas de perseguição.
As deficiências na infraestrutura energética da Coreia do Norte já são bem conhecidas pelo mundo todo, desde que uma imagem captada por satélites da NASA mostrou um visual chocante sobre o problema que aquela população enfrenta. Vista do espaço, a Coreia se torna um fantasma mergulhado na escuridão, onde é possível apenas vislumbrar um pequeno foco de luz vindo da capital, Pyongyang, centro do regime. Em contraste, a Coreia do Sul aparece plenamente iluminada. O fato deste problema estar se estendendo para a China, está intrigando o presidente Xi Jinping.
"Quando os cidadãos começaram a queixar-se e as autoridades chinesas, finalmente exigiram uma ação por parte dos norte-coreanos, Jinping exigiu uma ação corretiva de Kim Jong-un. Este é só um dos problemas que ocasiona o atrito entre os países. Lembrando que 80% da energia da Coreia vêm da China e 20% dos alimentos também, o restante é praticamente fornecido pela ONU", diz o analista. O atrito entre os dois países pode atingir ainda mais os cristãos, já que a China é o único aliado importante da Coreia do Norte, onde a maioria da população, principalmente os cristãos, já vive em situação de extrema pobreza. "Por outro lado, se a Coreia entrar em colapso, possibilitará que milhares de pessoas busquem abrigo em Pequim, capital chinesa, onde a perseguição religiosa não é tão severa e isto seria um grande alívio para os cristãos que conseguirem fugir", conclui o analista.

Pedidos de oração
  • Ore pela situação política dos dois países, para que as ações do governo não venham prejudicar ainda mais os cristãos que vivem neles.
  • Peça para que Deus continue dando forças para os cristãos que vivem encarcerados, para que mantenham a fé em Cristo, acima de tudo.
  • E lembre-se também de orar pelos perseguidores, para que, de alguma forma, o amor de Cristo possa tocá-los e transformá-los. Pode parecer impossível aos nossos olhos, mas para Deus não há impossíveis.



Portas Abertas

“Jogamos o nível lá embaixo”

A especialista em política educacional diz que a proposta de currículo nacional feita pelo governo não estabelece objetivos claros para o aprendizado e vai formar alunos menos preparados que os de outros países

" A expectativa é muito baixa em relação ao que se espera
nos países desenvolvidos. No manejo da língua nativa, nossos
alunos vão estar aptos a fazer no 9° ano o que o americano
já faz no 5°" ( Zé Carlos Barretta/Veja)
A proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNC) ocupa os dias de Paula Louzano, uma das maiores autoridades brasileiras no estudo de políticas curriculares, desde que foi apresentada pelo Ministério da Educação, em setembro do ano passado. Segundo Paula, doutora em política educacional pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e atualmente pesquisadora visitante da Universidade Stanford, o documento apresenta problemas estruturais graves, além de expectativas baixas em relação ao jovem que pretende formar. Após ela acompanhar por uma década o desenvolvimento de bases curriculares em países como Austrália, Finlândia, Estados Unidos, Portugal, Chile, Cuba e Canadá, suas pesquisas revelaram que um currículo nacional leva tempo para ser criado e tem como fundamento a progressão de conceitos-chave das disciplinas. Mas o governo "inovou", e pôs sobre a mesa uma proposta inadequada. "Jogamos o nível lá embaixo", diz Paula.
É boa a proposta de currículo único que o governo disponibilizou para consulta pública? Não, ela tem problemas graves. As disciplinas não conversam entre si e, mais importante, as habilidades que devem ser desenvolvidas em cada uma delas não se organizam em uma progressão clara. Não está explícito que aluno esse currículo deve formar no fim do ensino médio. E esse é o objetivo primordial de qualquer currículo, em qualquer parte do mundo.
Na terça-feira, o Ministério da Educação publicou uma revisão da proposta, ampliando, por exemplo, a parte de história mundial e incluindo pontos de gramática. O avanço foi significativo?São mudanças relevantes. Mas não teremos um currículo de padrão internacional se não houver uma mudança estrutural.
A falha, então, está na raiz da proposta? Para o ensino de qualquer disciplina, é preciso que esteja claro quais são seus objetivos. Essas ideias centrais ou conceitos-chave se encadeiam numa progressão, ano a ano, ciclo a ciclo. O currículo detalha como isso é feito. Professores, diretores, pais e alunos precisam enxergar essa evolução com clareza, para compreender como se dará o aprendizado. No documento do Ministério da Educação, essa progressão não está presente e não há definições claras do que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer no fim de cada ano escolar. Em certos pontos, o documento é tão confuso que um leigo não é capaz de decifrá-lo.
Como outros países desenham seus currículos? Apegando-se ao conceito de progressão no ensino. Países como Canadá, Finlândia ou Austrália, bons exemplos nessa área, detalham o que ensinar e dão autonomia na escolha dos modos de transmitir os saberes.
Por que a progressão é tão relevante para o aprendizado? Se o professor e o aluno não sabem quais são seus objetivos no fim do percurso acadêmico, e como cada "degrau" da escada do conhecimento colabora para que cheguem a esses objetivos, eles se perdem em meio aos conteúdos. Por exemplo, é importante na matemática a compreensão das frações. No início, o aprendizado é concreto. O estudante começa aprendendo que um inteiro pode ser dividido em partes como metade, um terço, um quarto. Depois, aprende que isso pode ser representado por frações numéricas. Em seguida, deduz porcentagens, até chegar aos cálculos de juros, por exemplo. Se as etapas são cumpridas, os alunos atingem os níveis mais abstratos de conhecimento. Se perdemos alguma das etapas do contínuo, o aprendizado para. Na proposta brasileira, essa progressão é ausente em língua portuguesa e não está explícita em matemática.
Sua ênfase é nas disciplinas de português e matemática. Por quê? Quando decidem desenhar um currículo nacional, os países começam por essas duas áreas e levam anos discutindo isso. A Austrália, que começou a elaborar seu currículo em abril de 2008, iniciou as discussões pelos conteúdos de língua e matemática. As demais disciplinas ainda estão em fase de desenvolvimento e implementação. No Brasil, entregamos um esboço de todas as disciplinas ao mesmo tempo, o que tira o foco da discussão.


www.veja.com.br

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Em reação a Moro, marqueteiro João Santana diz estar 'à disposição' para depor

João Santana em debate presidencial na campanha
da eleição de Dilma Roussef.
Foto: Marcelo Justo-18.ago.2010/Folhapress
A defesa do marqueteiro João Santana protocolou neste sábado (20) petição na qual informa ao juiz federal Sergio Moro que prestará depoimento tão logo seja convocado pelo magistrado, responsável pelos processos relativos à Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras.
A petição é uma reação ao despacho em que Moro negou o acesso de Santana ao inquérito sobre pagamentos da empreiteira Odebrecht supostamente feitos a ele e no qual apontou que o marqueteiro poderia "antecipar-se à conclusão da investigação e esclarecer junto à autoridade policial seu eventual relacionamento com o grupo Odebrecht".
A manifestação assinada pelos criminalistas Fábio Tofic Simantob e Débora Gonçalves Perez aponta que Santana e a mulher dele, Mônica Moura, estão à disposição de Moro e de outras autoridades "para prestar todos os esclarecimentos necessários à descoberta da verdade".
Na petição, os criminalistas afirmam que depoimentos de Santana e sua mulher em caráter preliminar poderão "evitar conclusões precipitadas e prevenir danos irreparáveis que costumam se seguir a elas, mormente porque neste caso os prejuízos extrapolariam o conturbado cenário político brasileiro, pois os peticionários estão hoje incumbidos da campanha de reeleição do Presidente Danilo Medina, da República Dominicana".
A defesa aponta que nem o fato de Santana e Moura estarem trabalhando fora do Brasil "seria motivo impeditivo para o comparecimento, já que tão logo agendado o depoimento –e não havendo incompatibilidade de agenda– os peticionários se comprometem a comparecer independente de intimação pessoal, a qual poderá ser feita na pessoa do advogado subscritor".
Os defensores alegam que seus clientes "fogem completamente ao perfil de investigados nesta Operação Lava Jato" e "não são nem nunca foram operadores de propina ou lobistas".
Por fim, a defesa diz que aguarda "o chamamento para oitiva em data a ser previamente acertada com o advogado".
Em despacho anterior, Moro afirmou que abertura dos dados ao publicitário poderia pôr em risco o rastreamento de recursos financeiros ou mesmo levar à destruição de provas.
"Foram instauradas investigações que ainda tramitam em sigilo. Medida como rastreamento financeiro demanda para sua eficácia sigilo sob risco de dissipação dos registros ou dos ativos. Como diz o ditado, dinheiro tem coração de coelho e patas de lebre", escreveu o juiz, em despacho datado de terça (16).
No último dia 12, a Folha revelou que a Lava Jato investiga indícios de pagamentos da Odebrecht ao marqueteiro das campanhas presidenciais em contas no exterior.
Na ocasião, tanto a Odebrecht quanto Santana se recusaram a comentar, alegando que não tiveram acesso ao inquérito, conduzido pela Polícia Federal em Curitiba.
A investigação tem um de seus focos em valores recebidos por Santana em 2014, quando ele fez as campanhas de Dilma, no Brasil, e de José Domingo Arias, derrotado no Panamá –país onde a Odebrecht tem forte atuação.
Logo após a publicação da reportagem, advogados do marqueteiro pediram acesso à investigação junto à 13ª Vara Federal de Curitiba.
Na negativa, Moro escreveu que o fato de "jornais e revistas terem especulado" sobre a investigação não altera a necessidade de sigilo.
No despacho, Moro menciona ainda manuscrito encontrado na casa do lobista Zwi Skornicki, apontado pelo delator Pedro Barusco como intermediário de propina.
O documento é uma carta escrita por Mônica Moura, mulher e sócia de Santana, indicando contas no Reino Unido e nos EUA. A informação foi revelada pela revista "Veja", em janeiro.
"Eventuais condutas criminosas [de Zkornicki] ainda estão em fase de apuração [...] Caso o requerente [Santana] tenha de fato alguma relação com referida pessoa poderá igualmente antecipar seus esclarecimentos à autoridade policial", escreveu Moro. 


Folha de São Paulo