Radio Evangélica

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Marcelo Odebrecht está irritadíssimo com a Operação "Acarajé"

Em depoimento na terça-feira (23), o empreiteiro permaneceu em silêncio

Marcelo Odebrecht está irritado com
a "Acarajé" (Foto: Geraldo Bubniak/
Freelancer/Ag. Globo
)
O empreiteiro Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba desde a metade do ano passado, está irritadíssimo, segundo relatos de pessoas que estiveram com ele na terça-feira (23). O motivo da irritação é não ter tido acesso aos inquéritos que embasaram a "Acarajé", a mais nova etapa da Lava Jato, deflagrada na segunda-feira (22). Em depoimento na terça-feira, Odebrecht permaneceu em silêncio. Seus advogados disseram que ele só prestará esclarecimentos ao ler os documentos.
Odebrecht também ficou indignado porque, com a Acarajé,  ele terá de dividir a sua atenção com  as alegações finais da defesa na ação penal em que é acusado de ter participado de um esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras. Antes, Odebrecht estava focado somente nas alegações. 


Por Thiago Bronzatto para a revista Época 

Moody’s Rebaixa o Brasil, que perde grau de investimento

Dívida interna pode superar os 80% do Produto Interno Bruto

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou o rating do Brasil em dois graus, de Baa3 para Ba2, com perspectiva negativa. Com isso, o País perdeu o grau de investimento pela Moody's. Segundo a agência, o rebaixamento foi motivado pela perspectiva de mais deterioração nas métricas de crédito do Brasil, em um ambiente de baixo crescimento, com a dívida do governo podendo superar 80% do Produto Interno Bruto (PIB) dentro de três anos.
A Moody's citou também, em seu comunicado, a "dinâmica política desafiadora", que continua a complicar os esforços de consolidação fiscal das autoridades e a atrasar as reformas estruturais. Além disso, a perspectiva negativa reflete a visão de riscos de que ocorra uma desaceleração ainda maior na consolidação e na recuperação, ou ainda de mais choques surgirem o que cria incerteza sobre a magnitude da deterioração do perfil da dívida.

A agência diz que as métricas de crédito do Brasil tiveram deterioração perceptível desde que a Moody's determinou o rating Baa3 com perspectiva estável para o País, em agosto de 2015. "Essa deterioração deve continuar pelos próximos três anos, diante da escala do choque para a economia brasileira, da falta de progresso do governo em atingir seus objetivos de reforma fiscal e econômica e da dinâmica política que deve persistir nesse período."
Segundo o comunicado da agência, o rebaixamento busca capturar a maior deterioração, com a perspectiva negativa apontando para os riscos de maior deterioração no perfil de crédito, diante de choques macroeconômicos, uma maior disfunção política ou a necessidade de apoio a entidades relacionadas ao governo.



Diário do Poder

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

No retorno ao Senado, Delcídio Amaral deve adotar tom conciliador

Solto depois de quase três meses de prisão, Delcídio Amaral (PT-MS) transformou o retorno ao Senado, aguardado para os próximos dias, em um xadrez com um objetivo: escapar da cassação

Antigo líder do governo (E) deixou a carceragem na
sexta-feira a noite
Foto: Fabio Rodrigues Pozzedom/Agência Brasil
Ciente de que sua presença no Congresso será um constrangimento, o antigo líder do governo deixará de lado ameaças. Político de trânsito entre as bancadas, pretende adotar um tom conciliador, capaz de viabilizar o corpo a corpo com o qual tentará convencer a Casa de que foi vítima de uma armação. 
— Delcídio sabe que ir para o confronto só vai acelerar a cassação. O discurso que ele faria na tribuna subiu no telhado. Ele virá com calma — afiança um petista.
Nesta segunda-feira, o mal-estar pelo regresso iminente do parlamentar era reconhecido pelos poucos senadores presentes em Brasília. Incomoda a memória do embaraço vivido em 25 de novembro com a prisão do líder do governo, acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Em gravação feita por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, o petista prometia influenciar o Supremo Tribunal Federal (STF) para permitir a fuga do ex-diretor da Petrobras do Brasil. 
– O melhor seria ele não voltar, tirar uma licença. Por onde o senador Delcídio passar, haverá repórteres e curiosos. Vai atrapalhar o funcionamento da Casa – afirma a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM). 
A defesa do petista vai insistir que as afirmações na gravação tratavam-se de bravata e que a conversa não ocorreu no exercício do mandato, recado já enviado aos caciques do Senado, que aconselharam Delcídio a voltar na defensiva, preocupados com o dano de imagem à Casa e as críticas de entidades, como a feita pelo novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia. 
– O retorno do senador é deboche ao cidadão brasileiro e desrespeito ao próprio parlamento – criticou Lamachia. 

Senador avalia licença de 120 dias
Desde sexta-feira, quando o ministro Teori Zavascki encerrou sua temporada no cárcere, Delcídio Amaral (PT-MS) discute com advogados e conselheiros como escapar do processo no Conselho de Ética, que pode cassar o mandato. O desenho da estratégia, a necessidade de exames médicos e as dúvidas sobre o horário em que ele está liberado para trabalhar adiaram a volta ao Senado, prevista para entre segunda e terça-feira. 
O parlamentar foi autorizado a cumprir atividades legislativas durante o dia, com recolhimento domiciliar noturno. No entanto, a defesa quer saber com exatidão em que momento ele terá de se recolher, pois é comum que a sessões no Congresso se alonguem pela noite. 
– Considero claro que o senador fique até o final das sessões. Se terminar às 23h, encerra e vai para casa – afirma Gilson Dipp, um dos advogados do parlamentar. 
Delcídio avalia o pedido de afastamento de até 120 dias. Por ora, seus advogados vislumbram licença mais curta, pois consideram importante a presença do petista na Casa para procurar os demais senadores na tentativa de evitar a cassação. Para Paulo Paim (PT-RS), o constrangimento deve ser do antigo líder do governo. 
— Decisão do Supremo a gente cumpre. É o Delcídio quem tem de explicar para cada senador o que aconteceu — diz. 
Já a bancada do PT busca acordo para minimizar os danos da situação. Líder do partido, Humberto Costa (PE) falou na sextafeira por telefone com o colega e acertou outra conversa para esta semana, na qual vai explicar a decisão de substituí-lo na presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). 
A interlocutores, Delcídio admite a possibilidade de renunciar ao posto, abrindo espaço para Gleisi Hoffmann (PT-PR). A intenção do parlamentar é evitar pancadaria. Suspenso do PT, ele analisa a possibilidade de se desfiliar, a fim de evitar o desgaste da expulsão e buscar solidariedade na cassação. O caso será avaliado na sexta-feira pelo diretório nacional da legenda.


Por Guilherme Mazui para o Zero Hora

Supremo recebe novo pedido de investigação sobre Renan Calheiros

Com 1,9 mil paginas, novo pedido está relacionado
a outra investigação em curso no STF, que
também envolve o senador alagoano
Arquivo/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu novo pedido de abertura de investigação sobre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). De acordo com pedido enviado ao Supremo na sexta-feira (19), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede para investigar o senador pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato.

O relator do caso é o ministro Edson Fachin.

O pedido de investigação tem 1,9 mil páginas e está relacionado com outra investigação em curso na Corte e que também envolve o senador. Segundo o inquérito, Renan teria, supostamente, usado o lobista de uma empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. Na ação, o presidente do Senado é acusado também de ter adulterado documentos para justificar os pagamentos. O caso veio à tona em 2007 e, desde 2013, está no Supremo.
A defesa de Renan sustenta, no novo pedido de inquérito, que todas as operações financeiras do senador foram devidamente registradas e contabilizadas.
Segundo o advogado Eugênio Pacelli, não há nada no processo que possa ser caracterizado como “mascaramento de ganhos ou perdas em favor de quem quer que seja”.
“Não há um único centavo que tenha transitado nas contas bancárias que não seja resultante dos subsídios parlamentares, verba indenizatória, venda de imóveis, empréstimos financeiros e venda de gado”, diz o advogado.



Agencia Brasil

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Atrito entre China e Coreia do Norte pode atingir cristãos

Sendo a China o único país aliado da Coreia do Norte, o rompimento de laços políticos faria a Coreia entrar em colapso

Na China, foi detectado um aumento da interferência de sinais de celulares, próximo à fronteira com a Coreia do Norte. De acordo com o veículo de comunicação NK Daily, isto levou o governo chinês a emitir uma queixa oficial contra o governo coreano. "A interferência de sinais de telefonia móvel já existe há algum tempo, e todos sabem que faz parte de uma prática comum para as autoridades norte-coreanas, já que eles têm um grande problema de fornecimento de energia", comenta um dos analistas de perseguição.
As deficiências na infraestrutura energética da Coreia do Norte já são bem conhecidas pelo mundo todo, desde que uma imagem captada por satélites da NASA mostrou um visual chocante sobre o problema que aquela população enfrenta. Vista do espaço, a Coreia se torna um fantasma mergulhado na escuridão, onde é possível apenas vislumbrar um pequeno foco de luz vindo da capital, Pyongyang, centro do regime. Em contraste, a Coreia do Sul aparece plenamente iluminada. O fato deste problema estar se estendendo para a China, está intrigando o presidente Xi Jinping.
"Quando os cidadãos começaram a queixar-se e as autoridades chinesas, finalmente exigiram uma ação por parte dos norte-coreanos, Jinping exigiu uma ação corretiva de Kim Jong-un. Este é só um dos problemas que ocasiona o atrito entre os países. Lembrando que 80% da energia da Coreia vêm da China e 20% dos alimentos também, o restante é praticamente fornecido pela ONU", diz o analista. O atrito entre os dois países pode atingir ainda mais os cristãos, já que a China é o único aliado importante da Coreia do Norte, onde a maioria da população, principalmente os cristãos, já vive em situação de extrema pobreza. "Por outro lado, se a Coreia entrar em colapso, possibilitará que milhares de pessoas busquem abrigo em Pequim, capital chinesa, onde a perseguição religiosa não é tão severa e isto seria um grande alívio para os cristãos que conseguirem fugir", conclui o analista.

Pedidos de oração
  • Ore pela situação política dos dois países, para que as ações do governo não venham prejudicar ainda mais os cristãos que vivem neles.
  • Peça para que Deus continue dando forças para os cristãos que vivem encarcerados, para que mantenham a fé em Cristo, acima de tudo.
  • E lembre-se também de orar pelos perseguidores, para que, de alguma forma, o amor de Cristo possa tocá-los e transformá-los. Pode parecer impossível aos nossos olhos, mas para Deus não há impossíveis.



Portas Abertas

“Jogamos o nível lá embaixo”

A especialista em política educacional diz que a proposta de currículo nacional feita pelo governo não estabelece objetivos claros para o aprendizado e vai formar alunos menos preparados que os de outros países

" A expectativa é muito baixa em relação ao que se espera
nos países desenvolvidos. No manejo da língua nativa, nossos
alunos vão estar aptos a fazer no 9° ano o que o americano
já faz no 5°" ( Zé Carlos Barretta/Veja)
A proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNC) ocupa os dias de Paula Louzano, uma das maiores autoridades brasileiras no estudo de políticas curriculares, desde que foi apresentada pelo Ministério da Educação, em setembro do ano passado. Segundo Paula, doutora em política educacional pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e atualmente pesquisadora visitante da Universidade Stanford, o documento apresenta problemas estruturais graves, além de expectativas baixas em relação ao jovem que pretende formar. Após ela acompanhar por uma década o desenvolvimento de bases curriculares em países como Austrália, Finlândia, Estados Unidos, Portugal, Chile, Cuba e Canadá, suas pesquisas revelaram que um currículo nacional leva tempo para ser criado e tem como fundamento a progressão de conceitos-chave das disciplinas. Mas o governo "inovou", e pôs sobre a mesa uma proposta inadequada. "Jogamos o nível lá embaixo", diz Paula.
É boa a proposta de currículo único que o governo disponibilizou para consulta pública? Não, ela tem problemas graves. As disciplinas não conversam entre si e, mais importante, as habilidades que devem ser desenvolvidas em cada uma delas não se organizam em uma progressão clara. Não está explícito que aluno esse currículo deve formar no fim do ensino médio. E esse é o objetivo primordial de qualquer currículo, em qualquer parte do mundo.
Na terça-feira, o Ministério da Educação publicou uma revisão da proposta, ampliando, por exemplo, a parte de história mundial e incluindo pontos de gramática. O avanço foi significativo?São mudanças relevantes. Mas não teremos um currículo de padrão internacional se não houver uma mudança estrutural.
A falha, então, está na raiz da proposta? Para o ensino de qualquer disciplina, é preciso que esteja claro quais são seus objetivos. Essas ideias centrais ou conceitos-chave se encadeiam numa progressão, ano a ano, ciclo a ciclo. O currículo detalha como isso é feito. Professores, diretores, pais e alunos precisam enxergar essa evolução com clareza, para compreender como se dará o aprendizado. No documento do Ministério da Educação, essa progressão não está presente e não há definições claras do que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer no fim de cada ano escolar. Em certos pontos, o documento é tão confuso que um leigo não é capaz de decifrá-lo.
Como outros países desenham seus currículos? Apegando-se ao conceito de progressão no ensino. Países como Canadá, Finlândia ou Austrália, bons exemplos nessa área, detalham o que ensinar e dão autonomia na escolha dos modos de transmitir os saberes.
Por que a progressão é tão relevante para o aprendizado? Se o professor e o aluno não sabem quais são seus objetivos no fim do percurso acadêmico, e como cada "degrau" da escada do conhecimento colabora para que cheguem a esses objetivos, eles se perdem em meio aos conteúdos. Por exemplo, é importante na matemática a compreensão das frações. No início, o aprendizado é concreto. O estudante começa aprendendo que um inteiro pode ser dividido em partes como metade, um terço, um quarto. Depois, aprende que isso pode ser representado por frações numéricas. Em seguida, deduz porcentagens, até chegar aos cálculos de juros, por exemplo. Se as etapas são cumpridas, os alunos atingem os níveis mais abstratos de conhecimento. Se perdemos alguma das etapas do contínuo, o aprendizado para. Na proposta brasileira, essa progressão é ausente em língua portuguesa e não está explícita em matemática.
Sua ênfase é nas disciplinas de português e matemática. Por quê? Quando decidem desenhar um currículo nacional, os países começam por essas duas áreas e levam anos discutindo isso. A Austrália, que começou a elaborar seu currículo em abril de 2008, iniciou as discussões pelos conteúdos de língua e matemática. As demais disciplinas ainda estão em fase de desenvolvimento e implementação. No Brasil, entregamos um esboço de todas as disciplinas ao mesmo tempo, o que tira o foco da discussão.


www.veja.com.br

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Em reação a Moro, marqueteiro João Santana diz estar 'à disposição' para depor

João Santana em debate presidencial na campanha
da eleição de Dilma Roussef.
Foto: Marcelo Justo-18.ago.2010/Folhapress
A defesa do marqueteiro João Santana protocolou neste sábado (20) petição na qual informa ao juiz federal Sergio Moro que prestará depoimento tão logo seja convocado pelo magistrado, responsável pelos processos relativos à Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras.
A petição é uma reação ao despacho em que Moro negou o acesso de Santana ao inquérito sobre pagamentos da empreiteira Odebrecht supostamente feitos a ele e no qual apontou que o marqueteiro poderia "antecipar-se à conclusão da investigação e esclarecer junto à autoridade policial seu eventual relacionamento com o grupo Odebrecht".
A manifestação assinada pelos criminalistas Fábio Tofic Simantob e Débora Gonçalves Perez aponta que Santana e a mulher dele, Mônica Moura, estão à disposição de Moro e de outras autoridades "para prestar todos os esclarecimentos necessários à descoberta da verdade".
Na petição, os criminalistas afirmam que depoimentos de Santana e sua mulher em caráter preliminar poderão "evitar conclusões precipitadas e prevenir danos irreparáveis que costumam se seguir a elas, mormente porque neste caso os prejuízos extrapolariam o conturbado cenário político brasileiro, pois os peticionários estão hoje incumbidos da campanha de reeleição do Presidente Danilo Medina, da República Dominicana".
A defesa aponta que nem o fato de Santana e Moura estarem trabalhando fora do Brasil "seria motivo impeditivo para o comparecimento, já que tão logo agendado o depoimento –e não havendo incompatibilidade de agenda– os peticionários se comprometem a comparecer independente de intimação pessoal, a qual poderá ser feita na pessoa do advogado subscritor".
Os defensores alegam que seus clientes "fogem completamente ao perfil de investigados nesta Operação Lava Jato" e "não são nem nunca foram operadores de propina ou lobistas".
Por fim, a defesa diz que aguarda "o chamamento para oitiva em data a ser previamente acertada com o advogado".
Em despacho anterior, Moro afirmou que abertura dos dados ao publicitário poderia pôr em risco o rastreamento de recursos financeiros ou mesmo levar à destruição de provas.
"Foram instauradas investigações que ainda tramitam em sigilo. Medida como rastreamento financeiro demanda para sua eficácia sigilo sob risco de dissipação dos registros ou dos ativos. Como diz o ditado, dinheiro tem coração de coelho e patas de lebre", escreveu o juiz, em despacho datado de terça (16).
No último dia 12, a Folha revelou que a Lava Jato investiga indícios de pagamentos da Odebrecht ao marqueteiro das campanhas presidenciais em contas no exterior.
Na ocasião, tanto a Odebrecht quanto Santana se recusaram a comentar, alegando que não tiveram acesso ao inquérito, conduzido pela Polícia Federal em Curitiba.
A investigação tem um de seus focos em valores recebidos por Santana em 2014, quando ele fez as campanhas de Dilma, no Brasil, e de José Domingo Arias, derrotado no Panamá –país onde a Odebrecht tem forte atuação.
Logo após a publicação da reportagem, advogados do marqueteiro pediram acesso à investigação junto à 13ª Vara Federal de Curitiba.
Na negativa, Moro escreveu que o fato de "jornais e revistas terem especulado" sobre a investigação não altera a necessidade de sigilo.
No despacho, Moro menciona ainda manuscrito encontrado na casa do lobista Zwi Skornicki, apontado pelo delator Pedro Barusco como intermediário de propina.
O documento é uma carta escrita por Mônica Moura, mulher e sócia de Santana, indicando contas no Reino Unido e nos EUA. A informação foi revelada pela revista "Veja", em janeiro.
"Eventuais condutas criminosas [de Zkornicki] ainda estão em fase de apuração [...] Caso o requerente [Santana] tenha de fato alguma relação com referida pessoa poderá igualmente antecipar seus esclarecimentos à autoridade policial", escreveu Moro. 


Folha de São Paulo

Vaccari ficará em silêncio sobre tríplex

Audiência, que seria realizada no Ministério Público do Paraná, já estava marcada para o dia 24, mas foi suspensa após um recurso do deputado petista Paulo Teixeira (SP)

Ex-tesoureiro do PT João Vacari Neto comparece a CPI
dos Fundos de Pensão da Camara dos deputados,
em Brasília
A defesa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado por corrupção na Operação Lava Jato, informou à Justiça Federal no Paraná que ele vai ficar em silêncio caso tenha de depor no inquérito que investiga a suspeita de ocultação de patrimônio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa Letícia, envolvendo um tríplex no Guarujá (SP).
Como Vaccari está preso em Curitiba, o Ministério Público de São Paulo precisa solicitar ao juiz Sérgio Moro autorização para tomar seu depoimento.
A audiência, que seria realizada no Ministério Público do Paraná, já estava marcada para o dia 24, mas foi suspensa após um recurso do deputado petista Paulo Teixeira (SP) contra o promotor paulista Cássio Conserino, responsável pelo caso, ser acatado pelo Conselho Nacional do Ministério Público. O órgão suspendeu os atos da investigação – inclusive os depoimentos do ex-presidente Lula e da ex-primeira-dama, marcados para a terça-feira passada.
Na petição a Moro, a defesa pede que o depoimento não seja realizado para evitar custos de deslocamento de Vaccari.
Bancoop. Marisa Letícia adquiriu cotas do empreendimento da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) no período em que Vaccari presidia a instituição, de 2004 a 2010. A cooperativa, contudo, se tornou insolvente e, em 2009, o empreendimento foi repassado para a empreiteira OAS. O ex-tesoureiro é réu na Justiça Federal de São Paulo no processo que aponta desvio de R$ 70 milhões dos cofres da Bancoop durante sua gestão.
Segundo divulgou o Instituto Lula, com a transferência do empreendimento da cooperativa para a empreiteira OAS, a mulher do ex-presidente não aderiu ao contrato com a nova incorporadora e a família decidiu abrir mão do apartamento e receber de volta o valor investido.
Na próxima terça-feira, o plenário do Conselho Nacional do Ministério Público vai analisar a liminar do conselheiro Valter Shuenquener que acatou parcialmente o pedido do deputado petista Paulo Teixeira e suspendeu os depoimentos da investigação. Os promotores responsáveis pelo caso afirmaram que vão recorrer da decisão do conselheiro para tentar reverter a suspensão das audiências. / F.M. e MATEUS COUTINHO


Estadão

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Inflação dos absurdos irrita consumidores no supermercado

Aposentado Carmelo Lanzellotta percorre quatro estabeleci-
mentos antes da compra do mês Foto: Roberto Moreyra
Preços que assombram os olhos mais treinados. A inflação dos alimentos rasgou o bolso dos consumidores. O EXTRA foi ao supermercado e listou preços que chamam a atenção pelo absurdo. O quilo do alho a granel a R$ 19,80 é um tempero desagradável na receita. O jiló, que já não é dos produtos mais queridos, chega a custar R$ 7,98. A maçã também não escapou e o quilo da fruta, tipo Fuji, está R$ 13,49 (confira a lista completa abaixo).
Para dar conta do aumento do custo dos produtos, o aposentado Carmelo Lanzellotta, de 81 anos, começou há alguns meses a fazer um ritual: percorrer pelo menos quatro estabelecimentos, no Centro e no Bairro de Fátima, para fazer pesquisa de preços.
— Eu vou a pé mesmo e compro cada produto num supermercado diferente. O alho que aqui está a R$ 19, o quilo, eu encontrei ontem no concorrente por R$ 14. Dá mais trabalho fazer a comparação de preços, mas a economia vale a pena. Estou cortando as quantidades e comprando em promoções mas, mesmo assim, não consigo gastar menos do que no ano passado — diz o aposentado.
O consultor de varejo Marco Quintarelli observa que substituir produtos mais caros por outros mais em conta pode ajudar no equilíbrio do orçamento.
— Em períodos com aumentos em série, é possível consumir em volume menor e trocar de marcas. As famílias estão comprando mais em atacado. Este número subiu de 18% para 30%, em um ano.
A cesta básica no Rio é a terceira mais cara do país e, só no mês passado, subiu 12,6%, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A alta foi resultado, principalmente, da elevação dos custos do tomate (77,94%). Segundo IBGE, a inflação no Rio foi a mais alta do país, pressionada por alimentos e transportes.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/inflacao-dos-absurdos-irrita-consumidores-no-supermercado-18705641.html#ixzz40dB9biIy

Do vírus zika ao aborto? Francamente!

Os abortistas querem mandar a ciência às favas e retornar à antiguidade em nome da modernidade!

A prática do aborto remonta à antiguidade e tem, portanto, longa história. O primeiro relato de técnica abortiva data de 1550 a.C. e se encontra no Papiro Ebers, um documento médico do antigo Egito. Na Grécia clássica praticavam-se abortos. Hipócrates fazia abortos. Aristóteles recomendava abortamento em certos casos. Abortava-se em Roma. Abortava-se na Índia. Há mais de 4 mil anos faziam-se abortos na China. Abortos eram executados sem restrições ao longo da Idade Média. Ainda hoje, índios brasileiros matam bebês com deficiência física.
É irrecusável, portanto, que a atual defesa do aborto retoma a insuficiente informação própria das antigas civilizações. Recua nos passos de evolução das ciências. Assume como não sabido o que se tornou conhecido, para acolher uma prática que a informação proporcionada pela ciência fez com que fosse rejeitada. É uma curiosa inversão! Quando nem se pensava na genética, quando os mecanismos da concepção e da gravidez ainda eram desconhecidos, o aborto não envolvia qualquer juízo moral. No entanto, à medida em que o saber avançou e a genética evidenciou a natureza humana do feto, o aborto passou a ser objeto de interdição moral e legal. Os abortistas, porém, querem mandar a ciência às favas e retornar à antiguidade em nome da modernidade!
Recentemente, enquanto seus convidados trocavam ideias sobre vírus Zika, microcefalia e aborto, uma apresentadora da Globo News lançou esta convocação: "Vamos ver se agora o Brasil começa a debater com seriedade a questão do aborto". Para aquela cabecinha "politicamente correta", debater com seriedade a questão do aborto é assumir a atitude reacionária de dar marcha-ré na história e no conhecimento científico. Por isso, digo: Aborto? Francamente!
Agora, querem submeter o assunto ao STF - ao cada vez menos douto e mais abelhudo Supremo Tribunal Federal, àquele que diz não estar legislando exatamente quando passa por cima do parlamento. E os abortistas querem levar o caso ao STF por um motivo especialmente imoral, ou seja, por um problema de saneamento básico. Ora, se o governo e as autoridades sanitárias não conseguem proporcionar condições adequadas de saneamento ao país, se a população não zela pelo próprio quintal, se o Estado não cuida dos seus fundilhos, se o mosquito zune nos ouvidos e zomba das autoridades, sacrifiquem-se os inocentes, porque queremos uma humanidade fisicamente perfeita, como naquele projetinho de Hitler e do Dr. Mengele.
Outro dia, li sobre médicos escandalizados com relato de mulheres abandonadas pelos maridos após o nascimento de bebês com microcefalia. Quanta perversidade desses genitores! Quanta debilidade moral! E o aborto, então, é o meio digno de resolver esse embaraço? Francamente!

* * *

Lei Rouanet virou sinecura para os artistas "companheiras"
Vai encontrar informações de arrepiar quem se der ao trabalho de pesquisar na rede sobre absurdos da Lei Rouanet e sobre os inestimáveis serviços que presta. São benefícios concedidos a quem não precisa de dinheiro porque sabe ganhá-lo por conta própria, mas de cuja desassombrada militância o governo precisa para suas horas difíceis. Quase todos - se não todos - já apareceram em campanhas políticas ou em programas e peças publicitárias de interesse do governo. E quando se trata de shows, livros, filmes, etc., raramente a bilheteria está fechada ou a distribuição é gratuita.
Vejamos alguns casos registrados em matéria do site emdireitabrasil.com.br:
• em 2011, Maria Bethânia conseguiu nada menos que R$ 1,3 milhão para fazer o blogue "O Mundo Precisa de Poesia", com clipes dirigidos por Andrucha Waddington, diretor da Globo ;

• em 2013, Claudia Leite abocanhou R$ 5.883.100,00 por 12 shows no Norte, Nordeste e Centro-Oeste;

• Em 2003, 2006, 2007 e 200-11, o ator Paulo Betti recebeu um total de R$ 3.748.799,90 dos cofres públicos, sendo que R$3.360.555,66 via Lei Rouanet e R$ 388.244,00 do Min. da Justiça

• no mesmo ano, Rita Lee recebeu R$ 1.852.100,00 para 5 shows, um DVD e 3 palestras;

• Camila Pitanga captou R$ 1.257.102,00 aprovados pela Ancine para fazer o filme "Pitanga", para "retratar o artista que é meu pai e mostrar toda a sua genialidade" diz ela (Camila é filha de Antônio Pitanga e Benedita da Silva, ex-senadora, ex-governadora do Rio de Janeiro e atual deputada federal, sempre pelo PT).

• de 2006 a 2011, Marieta Severo conseguiu nada menos que R$ 4.192.183,00 pela Lei Rouanet; só da Petrobrás, ela recebeu R$ 400.000,00 em 2012, R$ 400.000,00 em 2013 e 2014 e R$ 400.000,00 em 2015. Ou seja, o contribuinte financiou Marieta Severo em R$ 5.392.183,00 em 9 anos, sem retorno financeiro e retorno cultural apenas para um grupo restrito deles;

• O ator e diretor Aderbal Freire-Filho, que vive com Marieta Severo desde 2004, captou via Lei Rouanet R$ 908.670,00 em 2009 e depois mais R$ 800.000,00 e R$ 512.420,00, totalizando R$ 2.221.090,00 -- ou seja, ele e a mulher já receberam R$ 7.613.273,00 via Lei Rouanet!  

Concluo
E por aí vai a festa. O que torna tudo ainda menos "republicano" para usar a expressão bem ao gosto do ex-ministro da Justiça Tarso Genro, é que os recursos da Lei Rouanet são de natureza pública, deslocados do erário para a atividade de interesse dito cultural. Por mais que me esforce não consigo ver nem obter qualquer ganho cultural com essas iniciativas milionárias patrocinadas pela sociedade para militantes do partido do governo.


Imagem Comentada


Vergonha e constrangimento
Não sei em qual cidade da Alemanha esse carro alegórico desfilou durante o carnaval. Até prefiro não saber. Como brasileiro, o simples fato de que numa comunidade europeia alguém se deu ao trabalho de montar essa alegoria a nosso respeito me constrange e envergonha.
Ao mesmo tempo em que esse carro desfilava, aqui no Brasil, milhões enchiam as ruas pulando atrás dos trios elétricos, desatentos ao fato somos motivos de escândalo e escárnio mundo afora. Povos civilizados não entendem como um país falido, sitiado pela miséria, pode se deixar roubar nas proporções em que nosso país é e ainda se permite jogar fora dezenas de bilhões de reais para apresentar um show futebolístico ao mundo, em parceria com outra organização criminosa instalada na FIFA.

Escrito por Percival Puggina para o site Mídia sem Máscara