Radio Evangélica

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Projeto obriga rodovias brasileiras a adotarem gestão de segurança e qualidade

Medida visa alinhar normas nacionais às práticas internacionais de segurança rodoviária

O Projeto de Lei 710/24 propõe que a administração de rodovias federais, estaduais e municipais adote sistemas de gestão de qualidade e segurança em todas as etapas, desde a implantação até a restauração das vias. Aprovado no Senado, o texto agora segue em análise na Câmara dos Deputados.

A iniciativa altera o Sistema Nacional de Viação (Lei 12.379/11) e estabelece, entre outros pontos, a criação de canais de ouvidoria para facilitar o relato de problemas e irregularidades nas rodovias. Segundo o texto, a União será responsável pela certificação da segurança de todas as rodovias federais pavimentadas até 2050. Já os estados e o Distrito Federal terão prazo até 2060 para certificar a boa administração das vias sob sua responsabilidade.

De autoria do senador Marcos do Val (Pode-ES), o projeto busca aproximar o Brasil das práticas internacionais de segurança rodoviária. "A adoção dessas medidas é fundamental para garantir estradas mais seguras e modernas, além de reduzir acidentes e salvar vidas", afirma o parlamentar.

Tramitação

O projeto será avaliado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para ser sancionado, o texto precisa ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Relator adia análise da Lei Orçamentária de 2025 para o próximo ano

Angelo Coronel justifica decisão com necessidade de cálculos mais precisos e base normativa consolidada

O senador Angelo Coronel (PSD-BA), relator do Projeto da Lei Orçamentária Anual de 2025 (LOA – PLN 26/2024), informou que a apreciação de seu relatório ficará para o próximo ano. Em nota divulgada à imprensa na noite desta quinta-feira (19), Coronel destacou a importância de analisar o Orçamento com cuidado e tempo, deixando a apreciação para a Comissão Mista de Orçamento (CMO) e o Congresso Nacional somente após o recesso parlamentar.

O relator reconheceu a urgência em avançar na análise do Orçamento, mas ressaltou que ainda aguarda informações consolidadas. Ele citou como exemplo as alterações no salário mínimo, que afetam despesas previdenciárias, benefícios sociais e metas fiscais. "As mudanças exigem cálculos e projeções mais precisos", argumentou Coronel.

Impacto das emendas e cenário fiscal

Coronel também apontou a recente aprovação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 3/2024) no Congresso, que recebeu "centenas de emendas" e ainda depende da análise do Executivo, com possibilidade de vetos. Segundo ele, a ausência de uma base normativa consolidada pode gerar um Orçamento desconectado da realidade fiscal do país.

— Sem um cenário fiscal delineado por todos os elementos votados e sancionados, corremos o risco de produzir uma peça orçamentária desalinhada com as prioridades e metas nacionais — destacou o senador na nota.

Prioridades nacionais e equilíbrio fiscal

Para Angelo Coronel, a decisão de adiar a análise não significa retardar o processo, mas garantir que o documento final retrate com precisão as prioridades nacionais, o equilíbrio das contas públicas e o compromisso com metas de médio e longo prazo.

O adiamento da apreciação do relatório reforça a interdependência entre o Orçamento de 2025 e o pacote fiscal do governo federal, cuja aprovação no Congresso ocorreu nesta quinta-feira. O senador frisou que o alinhamento de todas as peças legislativas é essencial para uma gestão pública eficiente e responsável.

A análise da LOA deve ser retomada no início do próximo ano, após a consolidação das informações e a definição de um cenário fiscal mais claro.

Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

Fonte: Agência Senado

Senado aprova lei que estabelece novos limites para gastos públicos em caso de déficit primário

Projeto integra pacote fiscal do governo e visa economizar R$ 70 bilhões em dois anos

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (19) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 210/2024, que estabelece novas regras para conter gastos públicos em situações de déficit primário. A proposta foi aprovada com ampla maioria: 72 votos favoráveis, um contrário e nenhuma abstenção. Agora, o texto segue para sanção presidencial.

Entre as principais medidas, o projeto proíbe a concessão, ampliação ou prorrogação de incentivos tributários enquanto houver déficit primário — situação em que as receitas arrecadadas pelo governo são menores que as despesas, desconsiderando os juros da dívida pública. Também foram incluídas travas para o aumento de despesas com pessoal e autorização para o bloqueio parcial de emendas parlamentares não impositivas em casos de resultado negativo na economia.

O relator do projeto, senador Jaques Wagner (PT-BA), defendeu que o texto aprovado na Câmara dos Deputados na quarta-feira (18) fosse mantido integralmente para evitar atrasos na tramitação. Segundo ele, a aprovação da proposta é essencial para viabilizar o pacote fiscal do governo federal, que tem como meta estabilizar a dívida pública e garantir previsibilidade econômica.

Economia e ajustes fiscais

De acordo com o governo, o pacote pode gerar uma economia de R$ 70 bilhões em dois anos. Wagner destacou que o texto aprovado cria gatilhos fiscais robustos para reduzir os gastos obrigatórios e melhorar a gestão fiscal.

— Esse projeto é um passo decisivo para consolidar o ajuste fiscal e estabilizar as finanças públicas do país. Ele foi construído com responsabilidade e busca preservar o equilíbrio macroeconômico — afirmou o relator.

Por outro lado, o líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou a proposta, afirmando que as estimativas de economia apresentadas pelo governo são "infladas".

— O que falta é confiança na condução das finanças públicas. Os cálculos reais indicam que a economia será muito menor, em torno de R$ 41 bilhões a R$ 42 bilhões em dois anos. Precisamos de medidas mais abrangentes para cortar despesas de forma significativa — argumentou Marinho.

Impacto nas emendas parlamentares

Um dos pontos mais debatidos foi a autorização para o governo bloquear ou contingenciar emendas parlamentares não impositivas, como as de comissões e do relator do Orçamento. Segundo o texto, esse bloqueio seguirá a proporção aplicada a outras despesas discricionárias, respeitando um limite de até 15% das dotações.

As emendas individuais e de bancada, consideradas impositivas, ficaram de fora da regra, garantindo sua execução obrigatória até um percentual da Receita Corrente Líquida (RCL).

Incentivos tributários e salários

O projeto também determina que, em caso de déficit primário, a União estará proibida de conceder novos incentivos tributários até que o superávit seja restabelecido. Da mesma forma, o aumento real de salários do funcionalismo público será limitado a 0,6% ao ano, com vigência até 2030, exceto em casos de decisões judiciais.

Outros destaques do projeto

  • Uso de fundos públicos: Entre 2025 e 2030, o governo poderá usar o superávit de cinco fundos nacionais para abater a dívida pública, incluindo o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) e o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset).
  • Impacto no esporte: Senadores alertaram para possíveis prejuízos à Lei de Incentivo ao Esporte, que depende de renúncias fiscais. Leila Barros (PDT-DF) e Carlos Portinho (PL-RJ) pediram uma solução permanente para garantir o financiamento ao setor.
  • INSS: O crescimento de despesas com novos benefícios da Seguridade Social será limitado a 2,5% acima da inflação, seguindo as regras do Novo Arcabouço Fiscal.

Próximos passos

Além do PLP 210/2024, o pacote de ajuste fiscal inclui outras duas propostas: a PEC 45/2024, que também foi analisada pelo Senado, e o Projeto de Lei 4.614/2024, ainda em tramitação na Câmara. Com a sanção do PLP, o governo espera dar um primeiro passo para cumprir a meta fiscal a partir de 2025, buscando zerar o déficit público e fortalecer a confiança na economia.

A aprovação do projeto foi um marco importante, mas as discussões revelaram a complexidade de equilibrar cortes de despesas e a manutenção de políticas públicas essenciais. O cenário para os próximos anos ainda dependerá da implementação e dos resultados concretos das medidas propostas.

Imagem: Andressa Anholete/Agência Senado

Fonte: Agência Senado


Câmara dos Deputados aprova PEC do corte de gastos com impacto no Fundeb e em outros programas sociais

Texto reduz despesas obrigatórias e estabelece novas regras para o abono salarial e recursos da educação

A Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/24, apensada à PEC 31/07, como parte do esforço do governo federal para controlar o crescimento das despesas obrigatórias. Foram 348 votos favoráveis e 146 contrários na segunda votação; no primeiro turno, a PEC teve 344 votos a favor e 154 contrários. Agora, a proposta segue para o Senado.

O texto aprovado, relatado pelo deputado Moses Rodrigues (União-CE), introduz uma série de mudanças significativas em áreas como educação, benefícios sociais e gestão fiscal. De acordo com o relator, o objetivo é criar um ajuste fiscal responsável, preservando os programas sociais das últimas décadas.

Alterações no Fundeb

Um dos principais pontos da PEC está relacionado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A proposta destina, a partir de 2025, 10% dos repasses federais para ações voltadas à criação e manutenção de matrículas em tempo integral na educação básica pública. Isso inclui critérios como indicadores de qualidade e redução de desigualdades.

Embora o texto mantenha o percentual total dos repasses da União ao Fundeb (23% do total investido por estados e municípios), a parcela destinada à educação em tempo integral não seguirá os critérios constitucionais de valor mínimo por aluno. O relator defendeu a medida como necessária para estimular o ensino integral, enquanto opositores alertaram para os riscos de desvio de recursos de outras áreas prioritárias da educação.

A PEC também prevê que, a partir de 2026, pelo menos 4% dos recursos do Fundeb deverão ser aplicados em matrículas de tempo integral, conforme diretrizes pactuadas entre estados, municípios e a União.

Mudanças no abono salarial do PIS/Pasep

Outra alteração significativa é a mudança nos critérios para o recebimento do abono salarial do PIS/Pasep. Atualmente, o benefício é pago a trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos. Com a PEC, a partir de 2026, apenas quem tiver renda de até 1,5 salário mínimo no ano-base terá direito ao benefício.

Além disso, o valor de referência será corrigido apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), reduzindo o número de beneficiários ao longo dos anos.

Prorrogação da DRU

A Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite ao governo federal usar livremente 30% dos recursos vinculados a fundos e despesas específicas, foi prorrogada até 31 de dezembro de 2032. Contudo, a PEC exclui da DRU receitas provenientes do Fundo Social do pré-sal e royalties destinados à educação e saúde, garantindo que esses recursos sejam preservados para suas finalidades originais.

Uso de recursos do Fundeb em alimentação escolar

A proposta aprovada também autoriza o uso de recursos do Fundeb para complementar programas de alimentação e saúde escolar, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Essa medida gerou críticas de parlamentares e movimentos sociais que consideram a alimentação escolar uma atividade suplementar e não parte do orçamento da educação.

O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) argumentou que a mudança pode comprometer o foco principal do Fundeb, que é a valorização da educação e dos profissionais. Por outro lado, o deputado Mendonça Filho (União-PE) defendeu que a medida é necessária para ajudar estados e municípios com dificuldades financeiras.

Supersalários e outros ajustes

A PEC também estabelece que as exceções ao teto salarial do funcionalismo público deverão ser regulamentadas por lei ordinária, e não por lei complementar, como era previsto anteriormente. Essa medida visa dar maior controle sobre as chamadas “indenizações” que ultrapassam o teto do funcionalismo.

Impactos e próximos passos

A PEC traz ainda limitações para novas vinculações de receitas a despesas obrigatórias, impondo restrições que estarão alinhadas ao teto de crescimento de 2,5% do arcabouço fiscal. Também há previsão de ajustes nos incentivos tributários, com regras futuras para concessão e ampliação de benefícios fiscais.

O texto segue agora para o Senado, onde será novamente avaliado. Aprovada pela Câmara com o apoio da maioria das lideranças partidárias, a PEC busca equilibrar cortes de despesas e a preservação de políticas públicas essenciais, embora tenha sido alvo de críticas por parte de parlamentares e entidades sociais.

Imagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Câmara aprova regulamentação da reforma tributária com mudanças e benefícios sociais

Texto inclui devolução de tributos para baixa renda, isenções para produtos básicos e novas regras para compras online. Projeto segue para sanção presidencial

Em uma decisão histórica, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24, que regulamenta a reforma tributária. Após ajustes realizados pelo Senado, o texto foi parcialmente modificado pelos deputados e segue agora para sanção presidencial. A proposta detalha regras sobre o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo, que substituirão tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI a partir de 2027.

Principais mudanças no texto aprovado

O texto da Câmara trouxe novidades e ajustes em pontos sensíveis, como a devolução de tributos para consumidores de baixa renda (cashback), isenções para produtos essenciais e mudanças em alíquotas. Entre as medidas aprovadas, destacam-se:

  • Devolução de tributos para baixa renda: Consumidores de baixa renda terão devolução de 100% da CBS e 20% do IBS nas contas de energia, água, gás e telecomunicações. O benefício será destinado às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo.
  • Isenções para produtos básicos: Produtos da cesta básica, como arroz, feijão, leite, carnes, peixes e açúcar, terão alíquota zero. Além disso, itens como fórmulas infantis, óleos vegetais, pão francês, queijos e frutas também foram incluídos na lista de isenções.
  • Alíquotas reduzidas para produtos in natura: A comercialização de produtos agropecuários, pesqueiros e extrativistas vegetais in natura terá redução de 60% na alíquota do IBS e CBS, desde que não passem por processos industriais.
  • Cashback direto em contas: O mecanismo de cashback será aplicado automaticamente em bens e serviços de consumo regular, como contas de energia e água. O governo transferirá o valor diretamente aos bancos, que terão até 10 dias para repassar o benefício às famílias.
  • Compras internacionais: O projeto também cria novas regras para compras online de produtos importados, vinculando os mecanismos de pagamento ao sistema de arrecadação, buscando evitar a evasão fiscal.

Itens específicos e impactos para setores econômicos

O texto aprovado pela Câmara manteve algumas modificações feitas pelo Senado, mas reverteu outras que poderiam impactar a arrecadação e o equilíbrio do sistema tributário:

  • Imposto Seletivo sobre bebidas açucaradas: A Câmara optou por restabelecer a incidência do tributo sobre esses produtos, considerada uma medida para combater problemas de saúde pública.
  • Exclusão de armas e munições: Esses itens não serão incluídos no Imposto Seletivo, que será aplicado apenas a produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
  • Planos de saúde para animais: Foi aprovada uma redução de 30% na tributação para serviços de planos de saúde veterinários, incentivando o cuidado com animais domésticos.
  • Medicamentos e insumos agropecuários: A alíquota para medicamentos não incluídos em listas de isenção será reduzida em 60%. Já insumos agropecuários, fertilizantes e vacinas veterinárias terão redução semelhante.

Criação do "nanoempreendedor"

O texto inova ao criar a categoria de nanoempreendedor, destinada a pessoas físicas com faturamento anual de até R$ 40,5 mil (50% do limite do MEI). Esses profissionais terão isenção total de IBS e CBS, desde que não estejam no regime do Microempreendedor Individual (MEI).

Polêmicas e debate no Plenário

A votação foi marcada por intensos debates entre parlamentares. O relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que o texto final beneficia a população ao reduzir a carga tributária. “A reforma está reduzindo a carga em 0,7% para todos os brasileiros. Escolhemos rejeitar as mudanças do Senado que aumentavam as alíquotas e manter a justiça tributária”, disse.

Por outro lado, a oposição criticou a proposta. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) destacou que o texto pode resultar em uma das maiores alíquotas de imposto agregado do mundo. “Estamos criando o maior IVA do planeta, sem a contrapartida de serviços de qualidade”, afirmou.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a aprovação do texto como uma etapa fundamental na simplificação do sistema tributário. “Vivemos em um verdadeiro manicômio tributário. Esta reforma não é perfeita, mas é necessária para trazer mais transparência e equilíbrio ao sistema”, declarou.

Próximos passos

Com a aprovação na Câmara, o texto segue para sanção presidencial. Caso seja sancionado sem vetos, a reforma entrará em vigor gradualmente a partir de 2027, com a implementação do cashback prevista para 2029 no caso do IBS.

A reforma tributária representa uma tentativa de reestruturar o sistema fiscal brasileiro, promovendo justiça social e simplificação tributária, mas enfrenta desafios e críticas sobre os possíveis impactos econômicos e sociais.

Imagem:Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Dólar fecha a R$ 6,09 após bater em R$ 6,20 durante a tarde

Bolsa subiu 0,92% em dia de leve recuperação

Após dia turbulento no mercado financeiro, o dólar fechou praticamente estável, depois de bater R$ 6,20 ao longo da sessão. A bolsa de valores subiu quase 1%, em dia de leve recuperação.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (17) vendido a R$ 6,096, com pequena alta de 0,02%, renovando o recorde de valor nominal desde a criação do real. A cotação abriu em R$ 6,14 e chegou a subir para R$ 6,20 por volta das 12h15. O Banco Central (BC) interveio duas vezes no mercado, vendendo US$ 1,272 bilhão por volta das 9h30 e mais US$ 2,015 bilhões após a moeda bater os R$ 6,20.

Feitas as intervenções, o dólar passou boa parte da tarde em torno de R$ 6,11, mas passou a cair com declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, de que pretende começar a votar o pacote de corte de gastos do governo ainda nesta terça-feira. Na mínima do dia, por volta das 15h, a cotação caiu para R$ 6,06, mas ganhou força nos minutos finais de negociação, até fechar em leve alta.

No mercado de ações, o dia foi menos tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.698, com alta de 0,92%. O indicador recuperou-se parcialmente após três quedas seguidas e também depois de atingir, na segunda-feira, o menor nível desde o fim de junho.

Apenas em dezembro, o BC vendeu US$ 12,760 bilhões das reservas internacionais, entre leilões â vista, em que o dinheiro sai definitivamente das reservas, e leilões de linha, em que a autoridade monetária compra os dólares de volta após alguns meses. Essa foi a maior atuação do BC no câmbio desde março de 2020, início da pandemia de covid-19.

Em relação ao pacote de corte de gastos, o anúncio de Lira e a ida do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, ao Congresso nesta tarde para negociar as medidas com os deputados reduziram a instabilidade no mercado financeiro. Isso porque aumentaram as chances de aprovação das medidas de revisão de despesas antes do recesso parlamentar, que começa na sexta-feira (20).

Imagem:Valter Campanato/Agência Brasil

*com informações da Reuters

Câmara aprova adicional de CSLL para multinacionais no Brasil dentro de acordo global tributário

Medida busca garantir tributação mínima de 15% e alinhar o país às regras da OCDE, afetando cerca de 290 empresas multinacionais no Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) o Projeto de Lei 3817/24, de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), que cria um adicional da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) aplicável a empresas de grupos multinacionais no Brasil. A medida tem como objetivo garantir uma tributação mínima efetiva de 15%, em conformidade com o acordo global para evitar a erosão tributária (Regras GloBE), coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pelo G20. O texto agora segue para análise no Senado.

O adicional incidirá sobre o lucro de multinacionais com receita anual consolidada superior a 750 milhões de euros (cerca de R$ 4,78 bilhões) em dois dos últimos quatro anos fiscais. A medida entrará em vigor a partir do ano fiscal de 2025, com pagamento até o sétimo mês após o término do ano fiscal.

Segundo o relator do projeto, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), a medida é essencial para evitar a transferência de receita tributária para outros países. "Diversas nações já adotaram ou estão em processo de adotar regras semelhantes, o que reforça a importância da adesão do Brasil a esse movimento global", destacou.

Impactos e competitividade

O Ministério da Fazenda estima que cerca de 290 multinacionais serão afetadas pela medida, sendo aproximadamente 20 brasileiras. Para mitigar possíveis desvantagens competitivas, o projeto prorrogou até 2029 o crédito presumido de 9% sobre lucros de controladas no exterior e estabeleceu novas regras para deduções e exclusões tributárias.

Entre as mudanças, a proposta inclui mecanismos que evitam a dupla tributação, garantem isonomia tributária e fomentam investimentos no Brasil. Empresas que realizarem aportes significativos no país, por exemplo, poderão ser excluídas da lista de localidades consideradas de baixa tributação, desde que sigam critérios de relevância econômica e sustentabilidade.

Alinhamento às regras globais

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) celebrou a aprovação como um passo importante para a justiça tributária: "Começamos a corrigir a subtributação das multinacionais e os lucros extraordinários que elas têm no Brasil e no exterior".

Já o deputado Bibo Nunes (PL-RS) destacou que a medida fortalece a credibilidade do Brasil junto à OCDE e alinha o país ao cenário tributário internacional. "É um avanço necessário para que o Brasil seja competitivo e respeitado no cenário global", afirmou.

O governo reforça que o adicional da CSLL é parte de um esforço global para enfrentar os desafios fiscais da economia digital. Atualmente, 37 países já implementaram regras similares.

A proposta também define que mudanças futuras nas normas GloBE que impliquem aumento de carga tributária só poderão entrar em vigor no ano seguinte e após 90 dias da publicação, em respeito aos princípios tributários da anualidade e da noventena.

Sustentação legal e ajustes contábeis

Para assegurar conformidade internacional, a Receita Federal publicará ajustes na instrução normativa 2228/24, com orientações sobre a apuração do lucro ou prejuízo GloBE e as deduções permitidas. Entre as exclusões previstas estão despesas com folha de pagamento, ativos tangíveis e atividades auxiliares relacionadas ao transporte marítimo internacional.

Multas por omissão ou inexatidão de informações foram limitadas a R$ 5 milhões, enquanto ajustes contábeis devem seguir normas internacionais (IFRS) para evitar distorções.

A implementação das regras será acompanhada por revisões internacionais para garantir consistência e prevenir disputas fiscais, fortalecendo a adesão do Brasil ao acordo global.

Com a aprovação do projeto, o Brasil avança no processo de entrada na OCDE, iniciado em 2015, e busca consolidar sua posição no sistema tributário global. O Senado será agora o palco da próxima etapa de discussão.

Imagem: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Senado aprova regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”

 Nova tributação incidirá sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, com objetivo de desestimular o consumo e aumentar a arrecadação

O Senado aprovou, no dia 12 de dezembro, o texto da regulamentação do Imposto Seletivo (IS), previsto na reforma tributária (PLP 68/2024). Popularmente apelidado de "imposto do pecado", o IS incidirá sobre produtos considerados nocivos à saúde pública e ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular seu consumo. Após a aprovação, o projeto agora retorna para a análise da Câmara dos Deputados.

O novo imposto funcionará como uma alíquota adicional aplicada sobre produtos sujeitos à tributação padrão de 26,5%, estabelecida pela reforma tributária. Com isso, além dessa alíquota, o IS será somado, aumentando a carga tributária sobre itens específicos. A definição das alíquotas do Imposto Seletivo ainda depende da aprovação de leis ordinárias futuras, que regulamentarão as taxas para cada produto.

Tributação única e isenção para exportações

De acordo com o texto aprovado, o IS será aplicado uma única vez sobre o bem ou serviço. Não será permitido o aproveitamento de créditos referentes ao imposto em operações anteriores, tampouco a geração de créditos para transações futuras. Além disso, produtos destinados à exportação estarão isentos da cobrança.

Produtos tributados pelo IS

A lista de produtos que serão alvo do Imposto Seletivo segue as diretrizes enviadas pela Câmara. Apesar de discussões durante a tramitação, a proposta inicial do relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), de incluir bebidas açucaradas e armas e munições na relação, foi rejeitada ainda na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Esses itens foram retirados antes da votação final.

Próximos passos

Com a regulamentação aprovada pelo Senado, o texto segue para a Câmara dos Deputados, onde será novamente avaliado. O Imposto Seletivo é uma das novidades da reforma tributária e promete gerar debates tanto no setor produtivo quanto entre consumidores, uma vez que visa influenciar diretamente o mercado de produtos considerados prejudiciais.

A expectativa é que o imposto, aliado à tributação padrão, desestimule o consumo de bens com impacto negativo na saúde e no meio ambiente, ao mesmo tempo que se tornará uma nova fonte de arrecadação para o governo.



quarta-feira, 13 de março de 2024

Em janeiro, indústria recua 1,6% em seis dos 15 locais pesquisados

Apenas Amazonas impulsiona crescimento com expansão de dois dígitos

Em meio a desafios econômicos, a produção industrial brasileira enfrentou uma queda de 1,6% em janeiro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise dos resultados regionais revela disparidades significativas, com seis dos 15 locais pesquisados apresentando taxas negativas na série com ajuste sazonal.

Os maiores recuos foram registrados no Espírito Santo (-6,3%) e no Pará (-4,9%), interrompendo dois meses consecutivos de crescimento, nos quais acumularam ganhos de 6,5% e 4,5%, respectivamente. Além disso, Rio Grande do Sul (-3,8%), Goiás (-3,3%), Santa Catarina (-3,1%) e Ceará (-0,2%) completaram o grupo de estados com resultados negativos.

Contrastando com essa tendência, o Amazonas desponta com uma expansão de dois dígitos, marcando um impressionante crescimento de 16,7%, a taxa mais elevada do mês. Mato Grosso (4,4%), Região Nordeste (3,2%), Bahia (2,1%), Paraná (1,9%), Minas Gerais (1,0%), São Paulo (0,8%), Rio de Janeiro (0,8%) e Pernambuco (0,5%) também apresentaram resultados positivos nesse indicador.

Na análise da média móvel trimestral, 11 dos 15 locais pesquisados indicaram taxas positivas no trimestre encerrado em janeiro. Destacam-se Amazonas (7,3%), Ceará (2,1%), Paraná (1,6%), Região Nordeste (1,3%), Minas Gerais (1,3%) e Bahia (1,1%). Já Rio Grande do Sul apresentou a maior queda, com -1,7%.

No comparativo com janeiro de 2023, a indústria nacional revelou um crescimento de 3,6%, com expansões notáveis em 16 dos 18 locais pesquisados. Rio Grande do Norte (30,6%), Amazonas (11,7%) e Goiás (10,2%) lideraram os avanços de dois dígitos.

No cenário dos últimos 12 meses, o setor industrial avançou 0,4%, intensificando o ritmo em relação ao final de 2023. Dez dos 18 locais pesquisados registraram taxas positivas, sendo Rio Grande do Norte (de 13,4% para 17,4%), Mato Grosso (de 5,3% para 7,0%), Bahia (de -1,9% para -0,4%), Espírito Santo (de 11,1% para 12,0%), Santa Catarina (de -1,4% para -0,5%) e Pará (de 5,4% para 6,2%) os principais destaques positivos.

 Imagem: CNI/Miguel Ângelo/Direitos Reservados


terça-feira, 12 de março de 2024

IPCA registra variação de 0,83%

O INPC apresenta alta de 0,81% no mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de fevereiro foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando um cenário de variação de preços no país.

Variação e Destaques

O IPCA de fevereiro registrou uma variação de 0,83%, ficando 0,41 ponto percentual abaixo da taxa de janeiro (0,42%). No acumulado do ano, o índice apresentou alta de 1,25%, enquanto nos últimos 12 meses chegou a 4,50%, próximo aos 4,51% observados no período anterior.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em fevereiro. O destaque ficou para o grupo de Educação, com uma variação de 4,98%, sendo a maior contribuição vinda dos cursos regulares, principalmente do ensino médio, fundamental e pré-escola. Além disso, os grupos de Alimentação e Bebidas, e Transportes também apresentaram variações significativas, com 0,95% e 0,72%, respectivamente.

INPC

Já o INPC teve uma alta de 0,81% em fevereiro, 0,24 ponto percentual acima do registrado em janeiro (0,57%). No acumulado do ano, o índice apresentou uma variação de 1,38%, enquanto nos últimos 12 meses chegou a 3,86%, superando os 3,82% observados anteriormente.

No que diz respeito aos índices regionais, todas as áreas de abrangência da pesquisa apresentaram alta de preços. Destacou-se Aracaju, com uma variação de 1,01%, influenciada principalmente pelo aumento no preço da gasolina. Por outro lado, Goiânia registrou a menor variação, de 0,51%, impulsionada pela queda nos preços da passagem aérea e das carnes.