Radio Evangélica

segunda-feira, 9 de maio de 2016

‘DISQUE PÓ’: Drogas eram solicitadas por telefone e entregues em marmitas na PB

Polícia desarticulou esquema e prendeu proprietária de marmitaria em Campina Grande.

O trabalho investigativo da Policia Civil da Paraíba conseguiu desarticular, na tarde desta segunda-feira (9), um esquema de tráfico de drogas, com entrega de entorpecentes dentro de marmitas na cidade de Campina Grande. A proprietária da marmitaria, Luana Torres Pereira da Silva, 29 anos, era a responsável pela comercialização do material e foi presa em flagrante pela equipe do Núcleo de Repressão a Entorpecentes (NRE) no município.
De acordo com o delegado do Núcleo, a ação policial aconteceu no bairro João Paulo II, e foi iniciada após denúncias encaminhadas pelo 197 – Disque Denúncia da Secretaria da Segurança e da Defesa Social.
“A nossa equipe recebeu a informação de um serviço denominado ‘Disque pó’, no qual a droga cocaína era entregue em embalagens de quentinhas. No local, onde realmente funciona um estabelecimento comercial de entrega de alimentos, efetuamos a prisão em flagrante de Luana e ainda apreendemos o material”, revelou a autoridade policial, acrescentando que a Polícia também vai investigar o envolvimento de funcionários da empresa no esquema.
No período da manhã, as equipes do Núcleo de Repressão a Entorpecentes (NRE) e da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (Roubos e Furtos) ainda prenderam Lucas Nathaniel Sousa Barbosa, de 18 anos, também suspeito da prática de tráfico de drogas e corrupção de menores na cidade. A ação foi realizada no bairro da Liberdade.
Com o preso, foram apreendidas pedras de crack e um tablete de maconha, além de dinheiro que os investigadores acreditam ser oriundo da venda dos entorpecentes. No local também foi apreendido um adolescente de 14 anos de idade, que também teria participação nas ações traficantes.
O Núcleo foi implantado em Campina Grande no mês de abril e tem como objetivo reprimir de forma qualificada o tráfico de drogas por meio de investigação criminal efetiva, bem como atender às demandas da população, dos profissionais da Segurança Pública e do Judiciário para o enfrentamento do comércio ilegal de drogas no município. A estrutura está funcionando na Central de Polícia Civil, no bairro do Catolé, e conta com duas equipes de investigação. 


WSCOM


Brasileiros querem Dilma Fora, mas não deixam de Temer pelo futuro.

Imprensa Internacional prevê lua-de-mel curta com Michel Temer

O Washington Post chegou à conclusão de que no Brasil ninguém gosta muito da presidente Dilma Rousseff, mas que teme pelo que poderá vir depois de seu afastamento da Presidência. Os jornalistas Dom Phillips e Nick Miroff sabem que o destino de Dilma está traçado, e que ela será afastada pelo Senado na quarta-feira.
Os brasileiros querem-na fora da Presidência, mas sabem que isso não lhes trará nem prazer, nem solução para os problemas que o País enfrenta, entre os quais a maior crise econômica dos últimos oitenta anos. “Mais do que uma solução para os males do Brasil, o impeachment de Dilma parece mais um sintoma deles, e talvez signifique um longo desvio para uma política disfuncional”.
Sua saída, observa o jornal, pode ser interpretado como mais um ponto baixo para um país que parecia uma potência em ascendente há apenas poucos anos. Sobre Michel Temer, o WP ouviu o professor José Álvaro Moisés, da USP: ele não é uma escolha popular para substituir Dilma, mas ele é o único lider que pode apresentar um madato democrático, “ele tem toda a legitimidade que precisa para ser um presidente interino”. Adverte, contudo, que a lua-de-mel política de Temer tenderá a ser curta. Se Temer falhar, a crise política irá se agravar, advertiu Moisés.

Diário do Poder

domingo, 8 de maio de 2016

Prefeitos paraibanos cobram melhor divisão do bolo de arrecadação

Dezenas de gestores paraibanos participam da 19ª Marcha dos Prefeitos a Brasília em Defesa dos Municípios, que acontece a partir desta segunda-feira (9) até a próxima quinta-feira (12).  Durante o evento serão discutidas questões que influenciam o dia-a-dia dos municípios e também serão apresentadas as reivindicações do movimento municipalista.
O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes, informou neste domingo, (8) ao ParlamentoPB, que entre os temas levantados pelos prefeitos paraibanos está a reforma política, econômica e tributária.
“A União precisa saber dividir melhor o bolo de arrecadação, de forma que não sacrifique os estados e os municípios. O Brasil precisa urgentemente de uma reforma política, econômica e tributária”, disse Tota Guedes, que viaja logo cedo nesta segunda-feira (9) para participar do evento na Capital federal.
Muitos prefeitos paraibanos, segundo informou, viajaram hoje. Segundo a Famup, só pela Federação, para participarem do evento, se inscreveram mais de 70 gestores. A Marcha é promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM)

A Marcha
A Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios é realizada anualmente desde 1998, e tornou-se um dos maiores eventos político do Brasil, contanto com a presença de prefeitos, secretários municipais, vereadores, senadores, governadores, parlamentares estaduais e federais, ministros e presidentes da República.


Parlamento PB

Guido Mantega e presidente do BNDES usaram banco para pedir doação de campanha, diz jornal

Eles teriam feito captação de verbas junto a empresas com financiamentos na instituição

Antonio Araújo/Câmara dos Deputados
Na possibilidade de fechar um acordo de delação premiada, o empresário Marcelo Odebrecht disse a procuradores da Lava Jato que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, usavam a instituição financeira para cobrar doações para a campanha de Dilma Rousseff em 2014. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo (8).
Segundo o jornal, Odebrecht afirmou que cabia a Mantega e Coutinho dividir as tarefas de obter o compromisso de doações junto a empresários que tinham financiamento do banco estatal para projetos no exterior. A reportagem ainda cita outro empresário de uma construtora envolvida na Lava Jato, que teria sofrido uma suposta pressão durante reunião técnica com o presidente do BNDES.
Não é a primeira vez que o nome de Guido Mantega surge na Lava Jato. O ex-ministro foi citado por Monica Moura, mulher do marqueteiro do PT João Santana. Ela afirmou que Mantega indicou executivos de empresas que deveriam ser procurados para receber contribuições em dinheiro que não foram declaradas à Justiça Eleitoral.
O ministro da Comunicação Social de Dilma, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha dela, também é citado. Os empresários recebidos por Mantega e Coutinho também tratavam de doações com Edinho.
Procurados pela reportagem do jornal, o ex-ministro e o presidente do BNDES negam ter tratado de qualquer doação para campanha. Coutinho diz que os financiamentos do banco obedecem a "uma governança baseada em órgãos colegiados". Mantega disse que "rechaça essa insinuação". Edinho Silva afirmou que todas as doações de campanha foram feitas dentro da legalidade.


R7

ONU ignora 400.000 pedidos em favor de cristãos

Petições denunciam genocídio principalmente no Oriente Médio

ONU ignora 400.000 pedidos a favor dos cristãos
Mais de quatrocentos mil assinaturas foram entregues para as Nações Unidas, pedindo que a Organização declare que existe um genocídio em andamentos contra os cristãos e outras minorias religiosas.
Ignacio Arsuaga, presidente do grupo de defesa CitizenGO, deu uma entrevista em frente à sede das Nações Unidas, em Nova York. “Estamos aqui para entregar mais de 400.000 assinaturas de cidadãos de todo o mundo, pedindo ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que declare como genocídio as ações promovidas pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque”.
Para ele, a movimentação é importante por que “esta é uma forma muito eficaz de proteger cristãos e outras minorias religiosas, que estão sendo discriminadas, massacradas e sofrendo perseguição naquela parte do mundo”.
Toda a documentação foi protocolada no escritório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon no início do mês. Conjuntamente com um pedido ao presidente do conselho de segurança, Le Jieyi, e a todos os estados membro da ONU.
Estavam presentes, líderes cristãos, como o arcebispo Jean-Clément Jeanbart de Aleppo, Síria. A CitizenGO trabalha com a mobilização de petições on-line.
A entrega das assinaturas fez parte da conferência sobre liberdade religiosa internacional, que tinha como título “Somos todos Nazarenos”. Na internet, foi usada a hasgtag #WeAreN2016, a versão atual de uma campanha on-line que existe desse 2014.
A petição, que não teve uma resposta oficial do escritório de Ban Ki-moon, pede que a ONU crie “mecanismos” para proteger as vítimas de genocídio e julgue os responsáveis. Além disso, clama pelo fim da guerra na Síria e que seja posto em prática um plano de ação para que seja assegurado o retorno para casa dos refugiados que assim desejarem.
Estima-se que nos últimos anos, cerca de 80% dos cristãos saíram da região. Além disso, mulheres e crianças foram escravizadas, centenas de mulheres foram estupradas e traficadas, crianças “recrutadas à força”, além de igrejas que foram destruídas e incendiadas.
No Brasil existem iniciativas semelhantes. Pedro Saldanha, Chefe da Divisão de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, se comprometeu a enviar o pedido para o Itamaraty, mas a diplomacia brasileira não demonstra interesse de incluir a  perseguição religiosa nos assuntos encaminhados à Comissão de Direitos Humanos da ONU. Com informações de ACI Digital


Por Jarbas Aragão para o Gospel Prime

sábado, 7 de maio de 2016

‘Bolsa empresário’ chega a R$ 270 bilhões neste ano e pode ser revista por Temer

No momento em que se aprofunda o debate sobre formas de se cortar gastos para reduzir o rombo das contas, economistas afirmam que benefícios a empresas, que correspondem a dez vezes o orçamento do Bolsa Família, deveriam passar por um pente-fino

O governo do vice-presidente Michel Temer, que deve assumir nesta semana, estuda rever uma categoria de gasto público que disparou nos últimos anos: os benefícios concedidos ao setor empresarial. Economistas ouvidos pelo ‘Estado’ apoiam a iniciativa e lembram que o conjunto de benesses dadas pelo governo a diversos setores da economia, uma espécie de ‘bolsa empresário’, no jargão de alguns especialistas, é pesado. Vai custar, apenas neste ano, cerca de R$ 270 bilhões aos cofres do governo federal. 
Trata-se de um valor monumental. Para se ter uma ideia, representa mais de dez vezes o valor destinado ao Bolsa Família, cujo orçamento anual está em R$ 28 bilhões, e mais que o dobro do déficit primário do governo, estimado em R$ 120 bilhões neste ano.

Cerca de R$1,2 bi é destinado a montadoras do
Nordeste e Centro-oeste
Os itens que podem compor o que se chama de “Bolsa Empresário” são muito diversificados. “Tem coisa à beça”, diz Marcos Lisboa, presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica. Ele cita subsídios, desonerações e regimes tributários diferenciados para toda sorte de setores – portos, indústrias químicas, empresas de petróleo, fabricantes de equipamentos de energia eólica e até o agronegócio. “A agricultura quase não paga Previdência e impostos porque a maioria dos produtores, até os que faturam bilhões, acabam sendo enquadrados como pessoa física, e não jurídica”, diz. 
No pacote, Lisboa inclui os repasses ao Sistema S (Senai, Sesc, Sesi, Senac, Senar, Sescoop, Sest), cuja prestação de contas ele não considera transparente, e que ajudam a manter não apenas cursos educacionais, como o proposto, mas se misturam ao orçamento de inúmeras entidades empresariais. 
Lisboa coloca na lista até o FI-FGTS, fundo de investimento mantido com recursos do trabalhador. O fundo aplicou quase R$ 23 bilhões em projetos privados. Segundo informa a própria Caixa, gestora do FGTS, a referência de retorno para o fundo é a Taxa Referencial, que está próxima a 0,2%, mais 6% ao ano – valor generoso quando comparado às condições para se tomar dinheiro no Brasil e para o risco revelado por alguns negócios escolhidos: cerca de R$ 2,5 bilhões foram para a empresa de sondas Sete Brasil, que pediu recuperação judicial. 

Incógnita. Os benefícios tributários, financeiros e creditícios somam R$ 385 bilhões neste ano, segundo estudo dos economistas Vilma da Conceição Pinto e José Roberto Afonso, pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas. “Passa da hora de termos uma avaliação efetiva e profunda de custos e benefícios fiscais, como de todo o gasto público”, diz Afonso.
Parte das benesses vai para atividades sociais: desonerações da cesta básica, descontos e isenções para creches e transporte escolar. Mas o grosso, R$ 270 bilhões, fica com o setor privado (ver quadro acima). “O problema é que não sabemos se esse enorme volume de recursos retorna, na mesma proporção, em benefícios para a sociedade e para a economia”, diz Vilma. Uma olhada na relação de isenções explica a dúvida. 
A principal justificativa para esse tipo de política é cortar impostos para fomentar o desenvolvimento de regiões menos favorecidas. Ocorre que 52% do total dos gastos tributários neste ano beneficiam o Sudeste, a região mais próspera.
Cerca de R$ 23 bilhões mantêm a fabricação de televisores, celulares e computadores na Zona Franca de Manaus, até que ela se firme como um polo setorial autônomo. O benefício foi criado em 1967, reeditado quatro vezes e agora vale até 2073 – serão 106 anos de incentivos. 
Cerca de R$ 1,2 bilhão é destinado a montadoras no Nordeste e no Centro-Oeste – nesse último, a desoneração virou caso de polícia na Operação Zelotes. Na semana que passou, nove dos dez acusados de “venda” de medidas provisórias de benefícios a montadoras foram condenados. Outros R$ 562 milhões vão subsidiar o que parece de graça: o horário eleitoral gratuito. “Existe isenção até para a importação de troféus, medalhas e estatuetas. É pequena, mas o que o País ganha com isso?”, pergunta Vilma. 


Por Alexa Salomão para o Estado de S.Paulo.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Efraim Filho afirma que aliança com PSB pode ser mantida, mas não descarta candidatura própria

O deputado Federal Efraim (DEM)  disse durante entrevista ao Programa Rádio Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação desta sexta-feira (6) que  o DEM tem duas teses, uma de que seja mantida a aliança com o PSB e a outra é de candidatura própria e entre os nomes dos candidatos a prefeito está o do próprio deputado e o do vereador Raoni Mendes. “Mas sou um líder partidário e a minha função é ouvir o partido e decidir pela maioria”, destacou.
Ele disse ainda que a derrota de Dilma Roussef no Senado mostra a fragilidade da presidente e que ninguém acredita mais nela. “ Isso mostra que ela cometeu crime de responsabilidade e quem a cassou foram os 6 milhões de pessoas que foram as ruas exigir o seu afastamento e para um governo irresponsável o remédio está na Constituição, ou seja, o impeachment”, destacou.
O parlamentar disse ter plena convicção de que no próximo dia 11 a presidente Dilma Roussef deixará o comando do país, “porque ela tirou dinheiro de todo mundo, principalmente dos aposentados e gastou tudo que tinha e que está pagando esse rombo agora somos nós brasileiros e as empresas que estão falindo. “ Ela não tem moral governar esse país e eu votei em favor dos desempregados, porque a economia ruiu e o governo gastou tudo, cometeu estelionato eleitoral e que está pagando por tudo isso é o povo.”, destacou.


Por Paulo Cosme para o site www.paraiba.com.br

Justiça confisca documentos de propriedades de Kirchner

Foto: AFP/Juan Mabromata
A Justiça argentina confiscou em empresas imobiliária notas fiscais de quatro apartamentos da família da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015), por suspeitas de irregularidades, informou nessa sexta-feira uma fonte judicial.
Por ordem do juiz Claudio Bonadio, agentes entraram na quinta-feira em duas empresas imobiliárias que administram quatro apartamentos dos Kirchner, dois no bairro residencial de Puerto Madero e dois no bairro de Constitución.
Em um dos apartamentos investigados vive Florencia Kirchner, filha de Cristina.
Bonadio suspeita de condutas pouco claras na empresa familiar Los Sauces, que aluga apartamentos em Buenos Aires e terrenos na província de Santa Cruz.
Esse é o segundo caso envolvendo a ex-presidente peronista conduzido por Bonadio. Nesse outro caso, Bonadio questiona a forma como o Banco Central argentino tentou baixar as expectativas de desvalorização antes das eleições de outubro de 2015.


AFP

Com afastamento de Cunha, proposta de ‘acordão’ chega ao Conselho de Ética

Emissários do peemedebista tentam trocar renúncia à presidência da Câmara por preservação do mandato no Conselho de Ética da Casa

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
Mesmo após o afastamento da presidência da Câmara e do mandato de deputado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ainda conta com o esforço de congressistas para tentar salvar seu futuro político. Nesta sexta-feira, um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão unânime, suspender as prerrogativas parlamentares de Cunha, deputados próximos a ele tentaram demover membros do Conselho de Ética de aplicarem a maior penalidade ao peemedebista: a cassação.
O acordo teria a seguinte forma: Cunha renunciaria à presidência da Câmara em troca de uma punição mais branda, como um afastamento - que já está em andamento, sem prazo definido, por força judicial. Nas conversas após a decisão do Supremo, chamou atenção a quantidade de pedidos por celeridade no processo - se o pacto for atendido, claro. A ação por quebra de decoro contra Eduardo Cunha, alvo de sucessivas manobras de seus aliados, já é a mais demorada da história do Conselho de Ética.
"Só ficarão aqueles que devem um pacto de sangue. Quem tinha o compromisso de fazer algo só porque alguém pediu não vai trocar o mandato por um voto", afirmou, ao site de VEJA, o vice-presidente do conselho, Sandro Alex (PSD-PR). O congressista nega ter sido procurado por aliados de Cunha e questiona a tentativa de acordo. "Ele perdeu o timing. Deveria ter feito isso [afastar-se da presidência] no máximo após o impeachment. Agora ele vai negociar o quê? Já está afastado e já perdeu o mandato de presidente. Qual recurso seria possível para reverter essa sentença unânime?", disse.
Relator da ação por quebra de decoro, o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) afirma que parecer da consultoria técnica da Câmara garante a continuidade do processo mesmo após a decisão do supremo. Rogério deve apresentar seu parecer final até o fim de maio. Após as esperadas manobras regimentais, a ação deve estar disponível para ser analisada em plenário no dia 22 de junho. Caso seja cassado, Eduardo Cunha é enquadrado na Lei da Ficha Limpa e fica inelegível por oito anos.
Renúncia - Cunha vem sendo orientado a abrir mão do comando da Câmara dos Deputados - hipótese que ele rejeita. A intenção é minar a gestão de seu sucessor, Waldir Maranhão (PP-MA), e emplacar a convocação de nova eleição, possível apenas se houver vacância do cargo. Aliados do peemedebista elaboram uma lista de candidatos ao maior posto da Câmara e rechaçam Maranhão por sua falta de capacidade técnica e também de confiança - acreditam que ele pode jogar com os dois lados, governo e Cunha.
Unidos pelo mesmo objetivo, mas por razões diferentes, adversários do presidente afastado também lutam por um novo comando na Câmara dos Deputados. Eles avaliam que Maranhão segue aliado de Eduardo Cunha, o que lhe garantiria o poder de continuar influenciando politicamente na Casa. Nos bastidores, fala-se que, com Maranhão à frente dos trabalhos, Cunha manteria sua força sobre os deputados do centrão e do baixo clero e teria condições inclusive de barganhar com Michel Temer, que, não à toa, demonstrou preocupação com a determinação de afastamento. Está nas mãos de Waldir Maranhão o processo de impeachment do vice-presidente da República.


www.veja.com.br

quinta-feira, 5 de maio de 2016

João Pessoa tem 79 imóveis do 'Minha Casa Minha Vida' vendidos e alugados

Fiscalização decorre de convênio firmado entre o Conselho Federal de Corretores de imóveis e a Caixa Econômica Federal

Fiscalização ocorreu no Colinas
João Pessoa tem 79 imóveis do Minha Casa Minha Vida (MCMV) vendidos e alugados, conforme fiscalização do Conselho Federal de Corretores de Imóveis que ocorre desde terça-feira (3). Outros 57 ainda são investigados dentre 280 vistoriados no Condomínio Residencial Irmã Dulce, no bairro Colinas do Sul.
Segundo a apuração, entre as irregularidades constatadas há ainda imóveis utilizados como pontos comerciais. Esses apartamentos estão na faixa 1 do 'Minha Casa Minha Vida' e não podem ser comercializados num período de 10 anos, com intermediação de corretores, empresas imobiliárias e falsos profissionais. 
A fiscalização decorre de convênio firmado entre o Conselho Federal de Corretores de Imóveis e a Caixa Econômica Federal.
De acordo com a fiscalização, uma estudante de 20 anos disse que pagou R$ 15 mil para comprar o apartamento onde mora no local. Uma dona de casa conta que alugou um apartamento por R$ 250 no condomínio.
O Residencial Irmã Dulce tem 1.240 unidades, é o terceiro empreendimento do programa ‘Minha Casa Minha Vida’ em João Pessoa e o maior já entregue na cidade. Foi entregue pela Prefeitura Municipal, construído com recursos do governo federal através desse programa social no dia 6 de outubro de 2012. Os apartamentos custaram cada um R$ 41 mil e têm área privativa de 42,03 metros quadrados.
Os responsáveis pelas irregularidades, quando identificados, poderão responder na Justiça.



Portal Correio