Radio Evangélica

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Efraim Filho afirma que aliança com PSB pode ser mantida, mas não descarta candidatura própria

O deputado Federal Efraim (DEM)  disse durante entrevista ao Programa Rádio Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação desta sexta-feira (6) que  o DEM tem duas teses, uma de que seja mantida a aliança com o PSB e a outra é de candidatura própria e entre os nomes dos candidatos a prefeito está o do próprio deputado e o do vereador Raoni Mendes. “Mas sou um líder partidário e a minha função é ouvir o partido e decidir pela maioria”, destacou.
Ele disse ainda que a derrota de Dilma Roussef no Senado mostra a fragilidade da presidente e que ninguém acredita mais nela. “ Isso mostra que ela cometeu crime de responsabilidade e quem a cassou foram os 6 milhões de pessoas que foram as ruas exigir o seu afastamento e para um governo irresponsável o remédio está na Constituição, ou seja, o impeachment”, destacou.
O parlamentar disse ter plena convicção de que no próximo dia 11 a presidente Dilma Roussef deixará o comando do país, “porque ela tirou dinheiro de todo mundo, principalmente dos aposentados e gastou tudo que tinha e que está pagando esse rombo agora somos nós brasileiros e as empresas que estão falindo. “ Ela não tem moral governar esse país e eu votei em favor dos desempregados, porque a economia ruiu e o governo gastou tudo, cometeu estelionato eleitoral e que está pagando por tudo isso é o povo.”, destacou.


Por Paulo Cosme para o site www.paraiba.com.br

Justiça confisca documentos de propriedades de Kirchner

Foto: AFP/Juan Mabromata
A Justiça argentina confiscou em empresas imobiliária notas fiscais de quatro apartamentos da família da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015), por suspeitas de irregularidades, informou nessa sexta-feira uma fonte judicial.
Por ordem do juiz Claudio Bonadio, agentes entraram na quinta-feira em duas empresas imobiliárias que administram quatro apartamentos dos Kirchner, dois no bairro residencial de Puerto Madero e dois no bairro de Constitución.
Em um dos apartamentos investigados vive Florencia Kirchner, filha de Cristina.
Bonadio suspeita de condutas pouco claras na empresa familiar Los Sauces, que aluga apartamentos em Buenos Aires e terrenos na província de Santa Cruz.
Esse é o segundo caso envolvendo a ex-presidente peronista conduzido por Bonadio. Nesse outro caso, Bonadio questiona a forma como o Banco Central argentino tentou baixar as expectativas de desvalorização antes das eleições de outubro de 2015.


AFP

Com afastamento de Cunha, proposta de ‘acordão’ chega ao Conselho de Ética

Emissários do peemedebista tentam trocar renúncia à presidência da Câmara por preservação do mandato no Conselho de Ética da Casa

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
Mesmo após o afastamento da presidência da Câmara e do mandato de deputado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ainda conta com o esforço de congressistas para tentar salvar seu futuro político. Nesta sexta-feira, um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão unânime, suspender as prerrogativas parlamentares de Cunha, deputados próximos a ele tentaram demover membros do Conselho de Ética de aplicarem a maior penalidade ao peemedebista: a cassação.
O acordo teria a seguinte forma: Cunha renunciaria à presidência da Câmara em troca de uma punição mais branda, como um afastamento - que já está em andamento, sem prazo definido, por força judicial. Nas conversas após a decisão do Supremo, chamou atenção a quantidade de pedidos por celeridade no processo - se o pacto for atendido, claro. A ação por quebra de decoro contra Eduardo Cunha, alvo de sucessivas manobras de seus aliados, já é a mais demorada da história do Conselho de Ética.
"Só ficarão aqueles que devem um pacto de sangue. Quem tinha o compromisso de fazer algo só porque alguém pediu não vai trocar o mandato por um voto", afirmou, ao site de VEJA, o vice-presidente do conselho, Sandro Alex (PSD-PR). O congressista nega ter sido procurado por aliados de Cunha e questiona a tentativa de acordo. "Ele perdeu o timing. Deveria ter feito isso [afastar-se da presidência] no máximo após o impeachment. Agora ele vai negociar o quê? Já está afastado e já perdeu o mandato de presidente. Qual recurso seria possível para reverter essa sentença unânime?", disse.
Relator da ação por quebra de decoro, o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) afirma que parecer da consultoria técnica da Câmara garante a continuidade do processo mesmo após a decisão do supremo. Rogério deve apresentar seu parecer final até o fim de maio. Após as esperadas manobras regimentais, a ação deve estar disponível para ser analisada em plenário no dia 22 de junho. Caso seja cassado, Eduardo Cunha é enquadrado na Lei da Ficha Limpa e fica inelegível por oito anos.
Renúncia - Cunha vem sendo orientado a abrir mão do comando da Câmara dos Deputados - hipótese que ele rejeita. A intenção é minar a gestão de seu sucessor, Waldir Maranhão (PP-MA), e emplacar a convocação de nova eleição, possível apenas se houver vacância do cargo. Aliados do peemedebista elaboram uma lista de candidatos ao maior posto da Câmara e rechaçam Maranhão por sua falta de capacidade técnica e também de confiança - acreditam que ele pode jogar com os dois lados, governo e Cunha.
Unidos pelo mesmo objetivo, mas por razões diferentes, adversários do presidente afastado também lutam por um novo comando na Câmara dos Deputados. Eles avaliam que Maranhão segue aliado de Eduardo Cunha, o que lhe garantiria o poder de continuar influenciando politicamente na Casa. Nos bastidores, fala-se que, com Maranhão à frente dos trabalhos, Cunha manteria sua força sobre os deputados do centrão e do baixo clero e teria condições inclusive de barganhar com Michel Temer, que, não à toa, demonstrou preocupação com a determinação de afastamento. Está nas mãos de Waldir Maranhão o processo de impeachment do vice-presidente da República.


www.veja.com.br

quinta-feira, 5 de maio de 2016

João Pessoa tem 79 imóveis do 'Minha Casa Minha Vida' vendidos e alugados

Fiscalização decorre de convênio firmado entre o Conselho Federal de Corretores de imóveis e a Caixa Econômica Federal

Fiscalização ocorreu no Colinas
João Pessoa tem 79 imóveis do Minha Casa Minha Vida (MCMV) vendidos e alugados, conforme fiscalização do Conselho Federal de Corretores de Imóveis que ocorre desde terça-feira (3). Outros 57 ainda são investigados dentre 280 vistoriados no Condomínio Residencial Irmã Dulce, no bairro Colinas do Sul.
Segundo a apuração, entre as irregularidades constatadas há ainda imóveis utilizados como pontos comerciais. Esses apartamentos estão na faixa 1 do 'Minha Casa Minha Vida' e não podem ser comercializados num período de 10 anos, com intermediação de corretores, empresas imobiliárias e falsos profissionais. 
A fiscalização decorre de convênio firmado entre o Conselho Federal de Corretores de Imóveis e a Caixa Econômica Federal.
De acordo com a fiscalização, uma estudante de 20 anos disse que pagou R$ 15 mil para comprar o apartamento onde mora no local. Uma dona de casa conta que alugou um apartamento por R$ 250 no condomínio.
O Residencial Irmã Dulce tem 1.240 unidades, é o terceiro empreendimento do programa ‘Minha Casa Minha Vida’ em João Pessoa e o maior já entregue na cidade. Foi entregue pela Prefeitura Municipal, construído com recursos do governo federal através desse programa social no dia 6 de outubro de 2012. Os apartamentos custaram cada um R$ 41 mil e têm área privativa de 42,03 metros quadrados.
Os responsáveis pelas irregularidades, quando identificados, poderão responder na Justiça.



Portal Correio

terça-feira, 3 de maio de 2016

Cida Ramos dará trabalho a Cartaxo, prevê Hervázio


O líder do Governo na Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Hervázio Bezerra, do PSB, disse, nesta terça-feira (03), que acredita que a escolha de Cida Ramos para representar o projeto socialista na disputa pela prefeitura de João Pessoa torna mínima a possibilidade de reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), na Capital.
Segundo o socialista, por ter um perfil semelhante ao do governador Ricardo Coutinho, Cida Ramos dará trabalho ao atual prefeito, que não conseguiu, conforme Hervázio, sequer cumprir as promessas feitas em 2012
“Assumiu uma candidata que tem um perfil muito parecido com o perfil do governador Ricardo Coutinho. Cartaxo dizia que seu foco era o trabalho. Pois bem, prefeito, o senhor vai ter muito trabalho porque o perfil é outro. Cida Ramos será a primeira mulher na prefeitura de João Pessoa. A gestão de Luciano Cartaxo é um feijãozinho com arroz extremamente pobre”, disparou.
Ontem, durante entrevista, o governador Ricardo Coutinho (PSB) também criticou o prefeito Luciano Cartaxo por não ter conseguido cumprir com as promessas feitas em campanha. O governador disse que João Pessoa estava parada.
“O prefeito tem uma estratégia de se esconder, ele não tem posição sobre nada, se esconde sobre tudo. Eu particularmente nutro desconfiança de politico desse jeito. Eu prefiro ser criticado pelas minhas posições a não ter posição. Eu tenho posição. Para aqueles que gostem ou não gostem, eu tenho posição. E mais, hoje o que ocupa o cargo não tem nada disso. A população é quem vai pesar se a cidade está melhor ou pior. E eu digo que ela está bem pior”, arrematou.


PB Agora


Janot oferece denúncia contra ex-presidente Lula ao STF

Foto: Pedro Ladeira - 26.jan.2016/Folhapress
A Procuradoria-Geral da República ofereceu ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no inquérito que investiga se houve uma trama para comprar o silêncio e evitar a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou ao Supremo que houve um aditamento na denúncia que foi apresentada contra o senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) sobre a operação para a barrar a delação de Cerveró. Ele disse que a empreitada envolveu o pecuarista José Carlos Bumlai e seu filho Maurício Bumlai.
"Se constatou que Luiz Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai e Maurício Bumlai atuaram na compra do silêncio de Nestor Cerveró para proteger outros interesses, além daqueles inerentes a Delcídio e André Esteves, dando ensejo ao aditamento da denúncia anteriormente oferecida".
Segundo Janot, há "diversos outros elementos" comprovando a participação de Lula na empreitada, além da colaboração de Delcídio.
O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no STF, analisará a denúncia. Ele vai elaborar um voto e apresentar à Segunda Turma do tribunal, composto por cinco integrantes. Se o colegiado aceitar a denúncia, Lula e os outros investigados serão transformados em réus. Não há data prevista para essa análise acontecer.
Delcídio diz que Lula pediu "expressamente" para que ele ajudasse o pecuarista José Carlos Bumlai porque o empresário estaria implicado nas delações de Fernando Baiano e Nestor Cerveró. Para o senador, Bumlai tinha "total intimidade" e exercia o papel de "consigliere" da família Lula, expressão em italiano que remete aos conselheiros dos chefes da máfia italiana. "No caso, Delcídio intermediaria o pagamento de valores à família de Cerveró", afirma o acordo de delação.
Na conversa com o ex-presidente, de acordo com outro trecho da delação, Delcídio diz que "aceitou intermediar a operação", mas lhe explicou que "com José Carlos Bumlai seria difícil falar, mas que conversaria com o filho, Maurício Bumlai, com quem mantinha boa relação".
Depois de receber a quantia de Maurício Bumlai, a primeira remessa de R$ 50 mil foi entregue em mãos pelo próprio Delcídio ao advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, também preso pela Lava Jato e solto em 24 de fevereiro.
Delcídio passou quase três meses preso por determinação do STF após ser gravado por um filho de Cerveró tramando a fuga do ex-diretor da Petrobras.Ele foi solto em 19 de fevereiro e a seguir pediu licença médica do Senado.

OUTRO LADO
Em nota, o Instituto Lula afirmou que a peça da PGR indica suposições e hipóteses sem prova. "Trata-se de uma antecipação de juízo, ofensiva e inaceitável, com base unicamente na palavra de um criminoso".
Acrescenta que Lula é alvo de uma devassa, embora não tenha participado de qualquer fato investigado na Lava Jato. "O ex-presidente Lula não deve e não teme investigações", finaliza o Instituto.
A defesa de Delcídio do Amaral informou que o nome do senador foi incluído como colaborador, como parte do acordo de delação premiada firmado com a PGR.
A defesa de André Esteves "reitera que ele não cometeu nenhuma irregularidade". Os demais não foram localizados. 


Por Márcio Falcão para a Folha de São Paulo 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Discurso de Dilma sobre a 'ditadura' revela planos totalitários de Lula e do PT

Dra Janaína Paschoal responde Fátima Bezerra (senadora PT-RN) 
A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) dirigiu-se à Professora Janaína Paschoal criticando-a por pedir o impeachment "de uma presidenta eleita" e acrescenta: "Não é uma presidente qualquer. É uma mulher que traz no corpo as marcas da tortura que sofreu POR DEFENDER A DEMOCRACIA no Brasil." 
A resposta de Janaína: "Prezada senadora se Dilma foi ou não torturada, não sei. Ela diz que foi, mas ela também diz que nunca soube de corrupção na Petrobrás, a senhora decide se a palavra dela merece ou não seu crédito, senadora. Agora, quanto a ter Dilma lutado pela democracia, prezada senadora, veja se consegue entender: Dilma foi membro da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-PALMARES), organização MARXISTA-LENINISTA (a senhora sabe o que é isso, certo?) que praticava assaltos, atentados e sequestros. 
Tais ações tinham como finalidade (que constava dos estatutos da referida organização, a senhora pode pesquisar) implantar no Brasil uma ditadura do proletariado, um regime de partido único que não permite liberdade de expressão, liberdade de associação partidária, imprensa livre, eleições, nada que vagamente se assemelhe à democracia que a senhora mencionou. 


Teori envia a Moro dados sobre esquema de propina no Governo FHC

Informações estão na delação do Senador Delcídio do Amaral (Ex-PT-MS)

O ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, determinou nesta segunda-feira (2) o envio para o juiz Sérgio Moro do termo da delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido - MS) sobre lavagem de dinheiro em uma operação irregular da Petrobras com a multinacional francesa Alstom nos últimos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Delcídio apontou em delação um esquema de pagamento de propinas entre 1999 e 2001 na aquisição de uma máquina da Alstom pela Petrobras, e que tinha como beneficiários parlamentares baianos do PFL (atual DEM). "As declarações do colaborador não revelam envolvimento direto de pessoa com prerrogativa de foro nos fatos em apuração", afirmou Teori na decisão. Caberá a Moro decidir se manterá ou não as investigações.
De acordo com Delcídio, a baiana OAS, também investigada na Lava Jato, tinha interesse na compra da máquina GT24, da Alstom, e articulou sua aquisição para atender a Refinaria Landulfo Alves durante um programa de racionamento de energia implementado no governo FHC. O equipamento já havia apresentado defeito em outros países. O então diretor da OAS, Carlos Laranjeira, teria dito a Delcídio que a compra da máquina era de interesse da empresa e que a construtora havia separado valores entre US$ 9 milhões e US$ 10 milhões para pagamento de propina a parlamentares do PFL baiano caso o procedimento fosse realizado.
O projeto para adquirir a GT24 teria nascido no Ministério de Minas e Energia, comandado na época por Rodolpho Tourinho. Falecido em maio de 2015, Tourinho era dos principais nomes do PFL e aliado de Antônio Carlos Magalhães.
A operação teria sido autorizada pelo diretor da Petrobras na época, Henri Reichstul, com a participação de Nestor Cerveró, gerente da área internacional e que se tornaria diretor do setor. No acordo de delação, Cerveró afirmou que Delcídio recebeu propina de contratos das empresas Alstom e GE quando ambos trabalhavam na Diretoria de Gás e Energia da Petrobras, em 2001. Em um dos acertos, afirmou o ex-diretor, a propina saiu de um contrato de US$ 500 milhões de turbinas de ar.
Delcídio foi preso preventivamente em 25 de novembro sob acusação de tramar contra a Operação Lava Jato. O senador temia a delação premiada do ex-diretor e, segundo o Ministério Público Federal, tentou comprar o silêncio de Cerveró.


Diário do Poder

domingo, 1 de maio de 2016

Wilson Filho defende criação de Zona Franca para gerar emprego e renda

No Dia do Trabalho, o deputado federal Wilson Filho (PTB) falou da necessidade de fomentar o desenvolvimento regional para gerar emprego e renda para o Nordeste brasileiro. Ele lembrou que encontra-se pronto para votação em plenário na Câmara Federal a proposta de emenda à Constituição, de sua autoria, que cria a Zona Franca do Semiárido.  
"Estudos mostram que a renda média de uma família do semiárido é 70% menor do que a renda das demais famílias brasileiras. Com o projeto, além de gerar empregos, fomentar o desenvolvimento, queremos que esta renda cresça, para que nossos trabalhadores tenham igualdade com os demais do País", argumentou o parlamentar.  
O objetivo é criar uma área de desenvolvimento industrial abrangendo 93 municípios do Sertão nordestino e do norte de Minas Gerais, por meio de incentivos fiscais. 
O município de Cajazeiras, na Paraíba, foi escolhido para ser o ponto central da zona franca do semiárido. A partir deste ponto, em uma área circular com um raio de 100 quilômetros. Pela proposta, seriam beneficiadas cidades dos estados do Maranhão, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Paraíba e Minas Gerais. 
"Existe apenas uma Zona Franca no Brasil que é a de Manaus. Lá foram gerados 100 mil empregos diretos e 400 indiretos. Imaginem quantos serão gerados com a do Semiárido, que envolve mais de 90 municípios e que tem a previsão da criação de mil indústrias nos dez primeiros anos", disse o deputado, lembrando que a China possui 135 zonas francas é que essa medida é o caminho para o desenvolvimento. 
 "Nós vemos que aquilo que possibilitou a criação da zona franca de Manaus foram as desigualdades que a região Norte tinha naquela época. Hoje, a região Nordeste tem as mesmas desigualdades, senão piores. Então, nós temos de fortalecer a economia de alguma forma. Nós percebemos que as pessoas compram a ideia da zona franca e passam a perceber, na zona franca, uma renovação de esperança, de atitude, pensando, imaginando e tirando, do sonho para a realidade, que o amanhã será melhor do que hoje", afirmou


Parlamento PB

Semana da Câmara começa com pauta trancada por quatro medidas provisórias

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em meio a resistência para votar projetos do governo, a Câmara dos Deputados começa a semana com a pauta trancada por quatro medidas provisórias (MPs) e por dois projetos com urgência constitucional. A votação dos temas enfrenta a resistência do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PDMB-RJ), e de parlamentares da oposição.
Desde a aprovação da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o  presidente da  Casa tem afirmado que o governo “deixou de existir” para os deputados e que dificilmente a Câmara votará projetos enquanto o Senado não decidir se aceita ou não a denúncia, o que, em caso positivo, provocaria o afastamento de Dilma por até 180 dias.
A primeira MP a trancar a pauta trata da autorização a seguradoras e organismos internacionais para oferecer o Seguro de Crédito à Exportação (SCE), que serve como garantia ao exportador contra o não pagamento dos produtos pelo importador. A intenção é ampliar a quantidade de agentes que podem oferecer esse tipo de seguro à venda de produtos brasileiros no exterior, atualmente concentrado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Outra medida aguardando posicionamento dos deputados concede à União autorização para uso do superávit financeiro das fontes de recursos decorrentes de vinculação legal existentes no Tesouro Nacional para pagamento de despesas primárias obrigatórias, entre elas o pagamento com pessoal, benefícios previdenciários e assistenciais, Bolsa Família e ações e serviços públicos de saúde no exercício de 2015.

Produtores rurais
De acordo com nota técnica da Consultoria de Orçamento do Senado, o superávit financeiro das receitas vinculadas no fim do exercício de 2014 alcançava aproximadamente R$ 216,5 bilhões.
As demais medidas que trancam a pauta dizem respeito à renegociação de dívidas de produtores rurais e de caminhoneiros e repasse de R$ 316,2 milhões ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para o pagamento de parcelas do Benefício Garantia-Safra a agricultores familiares do Nordeste.
Além das MPs, dois projetos de lei com urgência constitucional aguardam a deliberação da Câmara. O primeiro, o (PL 4495/16), do Poder Executivo, trata da criação de fundos para o pagamento de precatórios. O segundo (PL 4625/16) é relativo às atividades relacionadas aos agentes auxiliares do comércio (armazéns gerais, leiloeiros, tradutores públicos e intérpretes comerciais), para desburocratizar a atuação nesses ramos de atividades.

Aumentos
Apesar do cenário de crise, há a possibilidade de os deputados votarem a aprovação de projetos que aumentam os salários do Judiciário, Ministério Público da União e de carreiras do Legislativo. Mesmo com a pauta trancada, os projetos podem ser analisados em sessões extraordinárias.
O projeto de Lei (PL 2648/15), do Supremo Tribunal Federal (STF), aumenta os salários dos servidores do Poder Judiciário em até 41,47%, de janeiro de 2016 a julho de 2019. A proposta teve sua urgência aprovada na semana passada.
Além desse, também consta da pauta da Câmara o pedido para aprovação da urgência dos projetos que aumentam os salários de carreiras do Poder Legislativo (Pls 2742/15, 2743/15, 4244/15 e 7926/14), do Ministério Público da União (PL 6697/09) e do PL 2646/15, que reajusta os subsídios pagos os ministros do STF.

Tocha olímpica
Antes da definição sobre votação dos itens que trancam a pauta, os deputados receberão a tocha olímpica, na manhã de terça-feira (3). A tocha chegará ao país por volta de 5h e percorrerá 105 km no Distrito Federal, sendo 45 km nas mãos de 143 condutores. A passagem da tocha pelo Congresso está marcada para as 10h. O trajeto termina às 20h30, com uma celebração na Esplanada dos Ministérios.

Comissões
A semana na Câmara também será marcada pela instalação das comissões técnicas permanentes. Com mais de três meses de atraso, os colegiados serão instalados na terça-feira com a escolha de seus presidentes e relatores e já devem começar os trabalhos no dia seguinte (4).
A formação das comissões deveria ter ocorrido no início do ano, mas dúvidas sobre o rito do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff, definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), acabou esbarrando nas regras de indicação por chapa oficial ou avulsa para composição da comissão especial que analisou a admissibilidade do pedido. Isto levou o presidente da Câmara a questionar o impacto da decisão sobre as comissões permanentes.
Mas o principal motivo para adiamento no funcionamento dos colegiados foi o troca-troca aberto com a janela partidária, encerrado no dia 19 de março. A janela possibilitou que as migrações ocorressem sem que houvesse punição para os parlamentares.

Mulheres
A mudança abriu caminho para aprovação, na semana passada, por 256 votos a favor e 153 contra, de um projeto de decreto legislativo para que a distribuição das comissões fosse feita conforme o novo desenho partidário, modificando a regra anterior, que determinava a distribuição das comissões obedecendo ao tamanho das bancadas do início da legislatura, em 2015.
Em outra votação, o plenário também aprovou a criação de duas novas comissões: a de Defesa dos Direitos da Mulher e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. A votação foi marcada por polêmicas.
Deputadas feministas criticaram as mudanças nas atribuições da Comissão da Mulher, que “perdeu” para a Comissão de Seguridade Social e Família o direito de tratar de temas como o dos “nascituros”. Houve bate-boca e Cunha chegou a ser chamado de golpista pelos parlamentares inconformados com as mudanças.

Processo
Com a alteração nas comissões, também ficou definido que os suplentes nas comissões devem ser do mesmo partido do titular e não do bloco parlamentar, como ocorre hoje. As mesmas regras valerão para o Conselho de Ética. Como este colegiado analisa hoje o processo contra o presidente da Casa, os deputados decidiram que, no caso do conselho, as mudanças só ocorrerão a partir de fevereiro de 2017, evitando qualquer influência sobre a relação de forças na análise do futuro de Eduardo Cunha.
O processo contra Cunha já se arrasta há seis meses no colegiado sem sinal de um desfecho próximo. Na terça (26), em depoimento no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, confirmou o repasse de dinheiro oriundo do esquema de propina na Petrobras a Cunha. Baiano disse ter repassado pessoalmente R$ 4 milhões em espécie, entre 2011 e 2012.

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

Edição: Armando Cardoso