quinta-feira, 8 de maio de 2014
Eleição equilibrada
Por enquanto a corrida presidencial apresenta um equilíbrio entre o governo, representado pela presidente Dilma e as oposições, resultado do conjunto dos dois candidatos mais viáveis, Aécio Neves e Eduardo Campos. A avaliação foi feita pelo cientista político Leonardo Barreto, de Brasília, durante evento sobre o momento político na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil, em Curitiba.
Análise
Barreto, que trabalha para uma consultoria de risco político na capital federal, mostrou tabelas com a evolução das principais pesquisas de opinião que mostra a aceitação do Governo Dilma – e as chances de sua reeleição – ainda em piso superior ao dos seus oponentes competitivos. Mas coloca o desdobramento da próxima Copa do Mundo como um ponto em aberto: se o evento for conduzido com sucesso, mesmo sem vitória da seleção brasileira, a atual ocupante do Planalto passará incólume para um eventual segundo turno.
Quanto aos dois competidores, ele situa o candidato Aécio Neves como mais beneficiado pelo apoio do empresariado, enquanto o ex-governador Eduardo Campos - embora com menos acesso a doações de vulto - pode ter um reforço com a popularização do nome da ex-ministra Marina Silva como sua candidata a vice. Já Dilma Rousseff será naturalmente favorecida nesse aspecto (de recursos financeiros de campanha) pela condição de titular do mandato presidencial.
Fonte: API ( Associação Paranaense de Imprensa)
domingo, 4 de maio de 2014
Anatel garante para julho serviço online de cancelamento de linhas
É o dia em que entra em vigor, por força de Resolução da Anatel, o serviço de cancelamento automático obrigatório nos sites das operadoras – o cidadão digita a linha e seu contrato, e num clique o encerra caso queira.
Será o enterro do gerúndio tanto falado pelos atendentes, o ‘vamos estar resolvendo’..As teles também terão direito: dois dias para tentar reconquistar o assinante. Então prepare os ouvidos.
‘É evidente que é mais uma pressão do usuário’, explica Rezende, sobre a resolução, fruto de um trabalho de consultas da Anatel aos consumidores.
Não é segredo no país: as teles lideram as reclamações nos Procons, por maus serviços ou pior, não atendimentos. É aquele suplício da chamada em espera que vai acabar.
O call center da Anatel, que atua como um ‘canal recursal’ após tentativas frustradas de consumidores nas teles, tem 330 atendentes e recebe 22 mil ligações por dia.
Fonte: http://colunaesplanada.blogosfera.uol.com.br/2014/05/04/anatel-garante-para-julho-servico-online-de-cancelamento-de-linhas/
quinta-feira, 1 de maio de 2014
O risco de ser morto no Brasil na Copa do Mundo
Se você
está na Gávea, no Rio de Janeiro, e caminha dez minutos, chega a uma grande
favela (uma das maiores do mundo). Essa caminhada de dez minutos significa a
perda de mais de 13 anos na expectativa de vida (veja Empoli). O local em você
se encontra retira anos da sua expectativa de vida. Muitos estrangeiros virão
para o Brasil para assistir aos jogos da Copa do Mundo. Talvez não tenham
consciência exata dos riscos que estarão correndo. Somos o 15º país mais
violento do planeta (conforme os números da ONU de duas semanas atrás) e das 50
cidades mais violentas do mundo, 16 estão aqui. São mais de 53 mil assassinatos
por ano.
Imagine
um estrangeiro de um desses países econômica e socialmente “escandinavizados”
(Dinamarca, Suécia, Suíça, Bélgica, Holanda, Nova Zelândia, Austrália, Coreia
do Sul, Japão, Alemanha etc.). Nos seus países eles têm (em média) apenas um
homicídio para cada 100 mil pessoas (veja nossas estatísticas no Instituto
Avante Brasil)? Os Estados Unidos têm 5 (embora seja um império capitalista)? O
Brasil tem 27? Quando um “escandinavizado” colocar os pés no Brasil, seu risco
de vida já aumenta 27 vezes. E conforme a capital em que ele estiver, sua
expectativa de vida vai reduzir drasticamente.
O que os
“escandinavizados” estão mostrando para o mundo? O seguinte: quanto mais
igualdade material e social, menos violência (menos crime). Esses países
possuem as seguintes médias: PIB per capita de USD 50.084, Gini de 0,301 (pouca
desigualdade e, ao mesmo tempo, pouca concentração da riqueza nas mãos de
pouquíssimas pessoas), 1,1 homicídios por 100 mil habitantes, 5,8 mortos no
trânsito por 100 mil pessoas, 18.552 presos (na média) e 98 encarcerados para
cada 100 mil pessoas.
Vamos
comparar os números (não os países): O Brasil conta com renda per capita de USD
11.340, Gini de 0,519 (0,51: país exageradamente desigual), 27,1 assassinatos
para 100 mil pessoas, 22 mortos no trânsito para cada 100 mil, quase 600 mil
presos, 274 para cada 100 mil habitantes. Somos 27 vezes mais violentos que a
média dos países mais civilizados do planeta. A palavra chave para explicar
tudo isso se chama igualdade, porém, não a igualdade puramente formal, sim,
material, social, cultural etc. E isso se consegue por meio de (a) educação de
qualidade para todos e (b) aumento da renda per capita.
A única
maneira de salvar o planeta das tragédias anunciadas (rebelião dos pobres,
revolução dos indignados, sangue das guerras, mutilações decorrentes dos
conflitos etc.) é melhorar a qualidade de vida de todo mundo. Os
“escandinavizados” (Suécia, Noruega, Islândia, Holanda etc.) são os únicos que
estão salvando o capitalismo desigualitário do seu desastre final. São dignos
de ser copiados. Não temos, portanto, que nos comparar a eles, sim, copiar o
que eles estão fazendo de certo (e deixar de fazer as coisas erradas).
Por Luiz Flávio Gomes
domingo, 27 de abril de 2014
Vale a pena ser honesto e trabalhador no Brasil?
Fazendo uma análise geral no Brasil não vale a pena ser
honesto e trabalhador.
Se formos analisar bem, a maioria dos criminosos são
beneficiários do governo, onde na verdade quem sustenta é o trabalhador. Além
de ser sustentado pelo trabalhador acha pouco e ainda rouba/assalta o trabalhador
que consegue tudo com muito esforço e dificuldade. E ao cometer o crime tem um
negocio chamado de Direitos Humanos, que deveria mudar de nome para “Direitos
dos Bandidos”, pois para eles só quem é humano é bandido, cidadão de bem não é,
pois nunca defende um cidadão de bem.
Se ele for preso passa pouco tempo na cadeia e volta às ruas
para roubar de novo e se ficar preso fica na cadeia sendo sustentado com o
dinheiro do trabalhador e ao sair da cadeia voltar a roubar. A cadeia deve ser
muito boa, pois já vi gente saindo num dia e no outro já cometendo crimes,
sabendo que a chance de voltar para a cadeia é enorme.
Fica a pergunta: vale mesmo a pena ser honesto e trabalhador
no Brasil?
Joabson João
sábado, 26 de abril de 2014
A morte do coronel, a morte do bailarino e a morte do jornalismo. Ou: Será que a ditadura não mandou prender uma legião de anjos que havia lido o manual de guerrilha do Marighella?
Tudo
indica que o coronel Paulo Malhães, aquele que confessou ter torturado pessoas
durante o regime militar, tenha morrido de ataque cardíaco. Falarei a respeito
daqui a pouco. Mas tenho algumas considerações prévias. Obsessão emburrece.
Sempre. Quando veio a público a notícia da morte do coronel, escrevi algo
curtinho porque processei todas as coordenadas, e a hipótese óbvia me pareceu
fantasiosa. Escrevi então:
Voltei ao
assunto nesta manhã e, movido pela pena de um certo sarcasmo lógico, afirmei
que mais sentido faria que remanescentes da extrema-esquerda o tivessem matado,
não da extrema-direita. Razão óbvia: aqueles estão organizados — alguns de seus
próceres ou descendentes ideológicos estão no poder, afinal. Já o mais jovem
membro do um eventual esquadrão de torturadores vingadores deve andar pelos 80
anos — o coronel tinha 76. Mas, como está lá evidente, escrevi que não
acreditava nem numa coisa nem noutra. Só em crime comum.
É claro que tive de aguentar a
malta de cretinos, afirmando que eu estaria tentando esconder alguma coisa. É
mesmo? Por quê? Em nome de quê? Em defesa do regime que me perseguiu? Vão se
catar!
Há muito tempo já, determinados
temas não podem mais ser submetidos a um tratamento apenas jornalístico. Perca
as esperanças de haver alguma serenidade e objetividade na cobertura da morte
do dançarino Douglas Rafael da Silva, por exemplo. A hipótese — plausível, mas
hipótese ainda — de que tenha sido morto por policiais serve para encobrir
fatos óbvios, que compõem a equação: o narcotráfico preparou um happening
durante o seu enterro, pedindo o fim das UPPs no morro; ele próprio, há três
meses, expressou, em termos muito característicos, o seu lamento pela morte do
traficante “Cachorrão”; o confronto com a polícia no dia do enterro contou com
a ativa participação de black blocs, dos “militantes de sempre” e de agentes do
tráfico.
Se foi mesmo a polícia, isso
muda as responsabilidades ou as culpas? Não! Cadeia para os assassinos,
uniformizados ou não, depois da devida apuração. Mas são fatos. Por que são
omitidos dos telespectadores, dos leitores, dos ouvintes, dos internautas? Eles
não têm o direito de saber e formar seu próprio juízo? Está em curso um processo
de seleção de notícias para não provocar a fúria dos milicianos das redes
sociais — aqueles asquerosos, muitos a soldo, que ficam patrulhando os meios de
comunicação.
O mesmo se deu no caso de Paulo
Malhães. Nem mesmo nos ocupamos de perguntar quem, afinal, havia atestado a
morte por sufocamento. Alguém o encontrou de bruços, parece, com o rosto posto
num travesseiro, e concluiu: “Foi asfixiado”. Agora, o guia de sepultamento
traz como provável causa da morte um ataque cardíaco: edema pulmonar, isquemia
de miocárdio e miocardiopatia hipertrófica.
Vejam
bem: um guia de sepultamento não vale por uma autópsia. Mas um médico — a menos
que fizesse parte, também, da quadrilha de assassinos, né? — não atestaria
doenças degenerativas como causa da morte se fosse evidente a hipótese de
assassinato por asfixia, o que deixa marcas. Mas fazer o quê?
Vivemos
dias em que a mãe do bailarino assassinado ganha o status de perita criminal, o
mesmo acontecendo com familiares de possíveis vítimas do coronel Paulo Malhães.
Vivemos dias em que se buscam menos os fatos do que reconstruir uma narrativa
do passado que esteja adequada aos valores influentes. Ainda voltarei a esse
tema: Maria Rita Kehl, da Comissão da Verdade, por exemplo, parece não se
conformar com o fato de que os mortos da ditadura sejam menos de 500. Para que
a “narrativa ideológica” faça sentido, é preciso falar em milhares. Como não há
fatos que justifiquem a sua tese ideológica, ela decidiu agora investir na
hipótese de que sete mil índios tenham sido massacrados pela ditadura. Com base
em quê? Ora, em relatos de alguns deles, escolhidos a dedo — jamais atestados
por ninguém. A julgar pela fala de alguns deles, fica parecendo que os
militares brasileiros jogaram napalm na selva. Mas deixo isso para outro post.
NÃO!
NÃO ESTOU DESCARTANDO QUE O CORONEL POSSA TER SIDO ASSASSINADO. NÃO SOU
LEGISTA. MAS O DOUTOR QUE ASSINA O GUIA DE SEPULTAMENTO É. Sim, nas redes
sociais já começou a conversa mole de que também isso está sendo falsificado.
Se,
amanhã, algum lunático afirmar que os militares, durante a ditadura, mandaram
prender uma legião de anjos militantes, vinda do céu, para organizar no Brasil
a luta de libertação do povo, com base do Minimanual da Guerrilha, de Carlos
Marighella, muita gente vai acreditar. Afinal de contas, não há idiotas que
sustentam até hoje que o próprio Marighella era um anjo? Ou, então, o outro
Carlos, o Lamarca? Até de “poetas” eles já foram chamados. Malhães, porque
torturava pessoas, era um bandido. E, para mim, essa designação lhe cai bem.
Quanto aos outros dois, seja esmagando crânios de pessoas já rendidas, seja
explodindo pessoas, viraram santos.
Mentir
em pequenas ou em grandes proporções e criar marolas ideológicas são tarefas
próprias da militância política. O jornalismo não tem o direito de fazer nem
uma coisa nem outra. Ou passa a ser, também, militância política.
Por Reinaldo Azevedo
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Quanto mais igualdade, menos crimes violentos
O
processo de degeneração das políticas públicas de “combate” ao crime violento
no Brasil está mais do que evidente. Enxugamos gelo com toalha quente e giramos
sempre em torno do mesmo ponto (mais policiais, mais viaturas, mais presídios
etc.). As explicações das autoridades, quando cobradas, são sempre as mesmas
(não mudam de clichê). Sempre mais do mesmo (sem nunca alterar a realidade da
criminalidade). Já não bastam reformas, necessitamos de revoluções. Somente uma
maior igualdade entre todos pode mudar o panorama trágico do nosso país no
campo da criminalidade violenta (ou mesmo convencional ou clássica). Temos que
desconfiar das ideologias consumistas, que entronizam uma vontade superior
concentradora das rendas que se coloca diante das vontades inferiores, de um
povo subjugado e desarmado moral e politicamente.
A política criminal que mais êxito vem alcançando no
mundo todo não é a vinculada com o capitalismo selvagem e/ou extremamente
desigual (Brasil e EUA, por exemplo), sim, a realizada pelos países em processo
de “escandinavização”, ou seja, de capitalismo evoluído, distributivo e
tendencialmente civilizado (Suécia, Noruega, Holanda, Bélgica, Islândia etc.).
O que eles estão fazendo? Estão levando a sério a premissa de que sem liberdade econômica não existe liberdade política. E que
condição essencial da liberdade econômica é que o humano disponha de trabalho
estável, com salário digno (aumento da renda per capita), depois de ter se
preparado para o mercado competitivo por meio de um ensino de qualidade.
Esses países estão revelando uma
pista extraordinariamente clara no sentido de quequanto mais igualdade,
menos delitos violentos. A ótica correta de enfocar o tema é a da
igualdade, não a do seu oposto, da desigualdade. Porque nem sempre a
desigualdade gera mais delitos. Sempre, no entanto, a igualdade produz menos
crimes violentos. Os números de alguns países são impressionantes,
especialmente no que diz respeito aos homicídios e roubos: [ veja a tabela aqui ]
Como os 18 países “escandinavizados” ou em processo de
“escandinavização” vem conseguindo tanto triunfo na redução da criminalidade
violenta? A principal tática não se resume na criação de estratégias endógenas de
política criminal, sim, na conjugação da política criminal com a política
econômica, que fixa uma relação saudável e sustentável entre o capital e o
trabalho, que não pode nunca ser regida pela escravização (ou neoescravização)
(tal como ocorre nos países de capitalismo selvagem e/ou extremamente
desigual). O capital altamente civilizado nunca é uma potência opressiva e
desavergonhadamente concentradora, além de alienante do trabalho, ao contrário,
é a base da liberação econômica e, em consequência, política, do trabalhador.
Quanto menos igualdade, mais crimes violentos. Essa regra vale, por exemplo, para os EUA e para o Brasil
(guardadas as devidas proporções entre eles). Os primeiros possuem índice Gini
de 0,45 (país bastante desigual). A média do indicador Gini dos 18 países acima
selecionados é de 0,31. A falta de igualdade nos EUA explicaria sua maior taxa
de homicídios (quase 5 vezes mais que a média dos demais países listados) assim
como a incidência maior do delito de roubo (quase o dobro dos países
elencados). O Brasil é mais desigual ainda que os EUA: 85º no IDH, tem renda
per capita de USD 11.340, Gini de 0,519 (0,51: país exageradamente desigual, o
que significa uma altíssima concentração de renda). Resultado: 27,1
assassinatos para 100 mil pessoas, 22 mortos no trânsito para cada 100 mil,
quase 600 mil presos, 274 detentos para cada 100 mil habitantes; para além de
uma percepção exacerbada de corrupção (72º), é o 16º país mais violento do
planeta e conta com 16 das 50 cidades mais sanguinárias do universo.
Por que o Brasil se tornou tão
violento? Porque nunca soube domar o monstro do capitalismo selvagem (que aqui
é fantasticamente centopéico e hecatônquiro), apresentando, em consequência,
uma das políticas criminais mais desastradas e erradas do planeta (posto que
alimenta continuamente a espiral da violência, da tragédia). [ Eis os nossos números
aqui ]
Nossas taxas de violência desenfreada refletem um país que
não cumpre nem sequer as regras mais elementares de uma nação civilizada e não
alienada. Não levamos a sério até hoje que somente quando o humano alcança sua
liberdade econômica é que ele pode realizar seus fins morais, de desempenhar
com qualidade um bom trabalho, de se educar continuamente, de desfrutar da
libre informação, da liberdade de reunião, da liberdade de autodeterminação
etc. Numa democracia direta digital, onde o povo majoritário desbarbarizado é o
corresponsável pelas principais decisões do país (país onde ele vive, onde ele
cresce junto com sua família), torna-se prescindível a mediação onerosa e
oprobriosa das classes dominantes. Marx imaginou que a luta de classes seria o
caminho para a liberação e autonomia do humano. O processo de “escandinavização”
está evidenciando que é o fim das distâncias enormes entre as classes que
promove essa liberação e autonomia (eis um número invejável: na Islândia, 1,1
da população é muito rica, 1,5 está insatisfeita e 97% é classe média com alta
renda per capita e excelente escolaridade). Sempre aprendemos que as utopias é
que ampliavam nossos horizontes. Agora é o inverso: o horizonte já está aí, é
ele que deve mover as nossas utopias.
Não faremos melhoras enquanto não nos conscientizarmos
que a redução da criminalidade violenta está diretamente ligada à igualdade do
país (escolarização de todos, aumento da renda per capita etc.) bem como ao
modelo de política criminal que ele desenvolve (que deve priorizar a prevenção,
em detrimento da repressão). O erro no Brasil começa que não temos políticas
públicas socioeconómicas e educacionais eficazes nem sequer por aqui existe o
império generalizado da lei repressiva (sempre preferimos o caminho errado da
“severidade da pena” em lugar do rumo certo da “certeza do castigo”; sempre
priorizamos a repressão à prevenção). Diante dessas gritantes deficiências, o
poder público (com o apoio da própria população e da mídia) (a) incentiva o
clima de guerra e de medo no país, (b) predispõe o cidadão para a sociedade
hobbesiana (cessão de todos os direitos ao Estado), (c) edita leis penais
alopradamente, (d) promove o encarceramento massivo sem critério, (e) mantém
largo afrouxamento no controle dos órgãos repressivos, (f) dissemina a cultura
das violações massivas dos direitos humanos e (g) desrespeita o devido processo
legal e proporcional. Esse modelo fracassado de política criminal está saturado
e, neste momento, apresentando nítidos e preocupantes sinais de degeneração,
podendo gerar graves consequências de desagregação social.
domingo, 20 de abril de 2014
Perseguição e reavivamento nos países da Bíblia
Cristãos que sofrem perseguição por sua fé em Jesus agradecem pelo apoio. Eles se mantêm firmes em Cristo nos países mais restritivos no Oriente Médio, onde a perseguição não é novidade
Em toda a Bíblia, o povo de Deus enfrentou opressão e oposição, especialmente durante a época da Páscoa. No Egito, os israelitas ficaram centenas de anos sob a escravidão. No Irã, o povo de Deus foi submetido ao genocídio nas mãos de um líder com uma imensa fome pelo poder, até que Deus usou Ester para salvar o seu povo. E em Israel, extremistas religiosos em coalisão com o poderoso Império Romano, assassinaram aquele que foi enviado para salvá-los!
Hoje o povo de Deus continua sofrendo ameaças nesses países bíblicos, já que houve um agravamento na perseguição aos cristãos. No entanto, através das orações e suporte de seus parceiros, a Portas Abertas tem conseguido equipar e dar apoio aos cristãos perseguidos, fazendo com que eles vejam o Reino de Deus em primeiro lugar, ao invés da crescente oposição.
Egito: a igreja cresce à medida que as ameaças se intensificam
Cristãos egípcios têm vivenciado crescente oposição e ameaça desde que a Primavera Árabe teve início. Para muitos deles, a incerteza política trouxe uma nova dependência de Deus – e as oportunidades para testemunhar de Cristo têm crescido apesar das dificuldades. De fato, nos últimos meses, houve múltiplos eventos de evangelização, com mais de 15 mil pessoas se comprometendo com Cristo!
"Eu estava impressionado com o espírito de amor que se espalhou em todos os lugares, vindo de pessoas que vêm sofrendo severas ondas de ataques por muçulmanos fanáticos", compartilhou um dos presentes.
Irã: jovens têm fome de Cristo enquanto as autoridades reprimem De acordo com o regime iraniano, aqueles que se convertem ao cristianismo são considerados apóstatas, um crime que é punido com morte. Quase toda e qualquer atividade cristã é ilegal.
Mesmo assim, Deus está trabalhando no Irã. Rafin e Nader, dois jovens cristãos convertidos do islamismo, são prova disso. E eles não estão sozinhos. "Muitos persas estão vindo para Cristo", afirma Nader. "Muitos são jovens estudantes universitários e até mesmo alguns dos seus professores estão pedindo Bíblias!".
Israel e o território palestino: a união brilha enquanto a escuridão espiritual se aprofunda
Israel e os territórios palestinos se encontram aparentemente definidos por uma profunda divisão e por um ódio feroz. E, em meio a tudo isso, muitos cristãos estão enfrentando perseguição por causa de sua fé. Apesar de tudo isso, a luz do evangelho está brilhando fortemente: cristãos israelenses e palestinos têm encontrado a verdadeira união em Jesus.
Nos últimos meses, um grupo de adolescentes cristãos do Território Palestino e Israel têm feito exatamente isso, formando um grupo de dança para compartilhar o evangelho na região. "Sem Deus, nós não poderíamos fazer isso juntos", explica o adolescente Achi-Noam, 16 anos, de Jerusalém. "Nós vamos contra a correnteza ao escolher não participar da disputa entre judeus e árabes".
Em todas as terras bíblicas, o povo de Deus está vivenciando ameaças intensas e pressões – assim como eles sempre tiveram. Mas, juntamente com as dificuldades, vêm também as oportunidades de crescimento da igreja e de evangelização, expandido o Reino de Deus, onde a fé tem o mais alto preço. O apoio de parceiros engajados com a causa da Igreja Perseguida permite que a Portas Abertas envie colaboradores para continuar apoiando e fortalecendo a igreja. Suas orações e doações fazem a diferença. Obrigado por apoiar a Igreja a crescer nesses países!
Fonte: Portas Abertas Internacional
Tradução: Cecília Padilha
Em toda a Bíblia, o povo de Deus enfrentou opressão e oposição, especialmente durante a época da Páscoa. No Egito, os israelitas ficaram centenas de anos sob a escravidão. No Irã, o povo de Deus foi submetido ao genocídio nas mãos de um líder com uma imensa fome pelo poder, até que Deus usou Ester para salvar o seu povo. E em Israel, extremistas religiosos em coalisão com o poderoso Império Romano, assassinaram aquele que foi enviado para salvá-los!
Hoje o povo de Deus continua sofrendo ameaças nesses países bíblicos, já que houve um agravamento na perseguição aos cristãos. No entanto, através das orações e suporte de seus parceiros, a Portas Abertas tem conseguido equipar e dar apoio aos cristãos perseguidos, fazendo com que eles vejam o Reino de Deus em primeiro lugar, ao invés da crescente oposição.
Egito: a igreja cresce à medida que as ameaças se intensificam
Cristãos egípcios têm vivenciado crescente oposição e ameaça desde que a Primavera Árabe teve início. Para muitos deles, a incerteza política trouxe uma nova dependência de Deus – e as oportunidades para testemunhar de Cristo têm crescido apesar das dificuldades. De fato, nos últimos meses, houve múltiplos eventos de evangelização, com mais de 15 mil pessoas se comprometendo com Cristo!
"Eu estava impressionado com o espírito de amor que se espalhou em todos os lugares, vindo de pessoas que vêm sofrendo severas ondas de ataques por muçulmanos fanáticos", compartilhou um dos presentes.
Irã: jovens têm fome de Cristo enquanto as autoridades reprimem De acordo com o regime iraniano, aqueles que se convertem ao cristianismo são considerados apóstatas, um crime que é punido com morte. Quase toda e qualquer atividade cristã é ilegal.
Mesmo assim, Deus está trabalhando no Irã. Rafin e Nader, dois jovens cristãos convertidos do islamismo, são prova disso. E eles não estão sozinhos. "Muitos persas estão vindo para Cristo", afirma Nader. "Muitos são jovens estudantes universitários e até mesmo alguns dos seus professores estão pedindo Bíblias!".
Israel e o território palestino: a união brilha enquanto a escuridão espiritual se aprofunda
Israel e os territórios palestinos se encontram aparentemente definidos por uma profunda divisão e por um ódio feroz. E, em meio a tudo isso, muitos cristãos estão enfrentando perseguição por causa de sua fé. Apesar de tudo isso, a luz do evangelho está brilhando fortemente: cristãos israelenses e palestinos têm encontrado a verdadeira união em Jesus.
Nos últimos meses, um grupo de adolescentes cristãos do Território Palestino e Israel têm feito exatamente isso, formando um grupo de dança para compartilhar o evangelho na região. "Sem Deus, nós não poderíamos fazer isso juntos", explica o adolescente Achi-Noam, 16 anos, de Jerusalém. "Nós vamos contra a correnteza ao escolher não participar da disputa entre judeus e árabes".
Em todas as terras bíblicas, o povo de Deus está vivenciando ameaças intensas e pressões – assim como eles sempre tiveram. Mas, juntamente com as dificuldades, vêm também as oportunidades de crescimento da igreja e de evangelização, expandido o Reino de Deus, onde a fé tem o mais alto preço. O apoio de parceiros engajados com a causa da Igreja Perseguida permite que a Portas Abertas envie colaboradores para continuar apoiando e fortalecendo a igreja. Suas orações e doações fazem a diferença. Obrigado por apoiar a Igreja a crescer nesses países!
Fonte: Portas Abertas Internacional
Tradução: Cecília Padilha
terça-feira, 15 de abril de 2014
Direitos humanos ou direito dos infratores?
Sempre que acontece um crime e um suspeito pelo crime e até
mesmo um réu confesso é preso sempre aparecem os direitos humanos para defender os acusados.
A alegação sempre é que os infratores são vítimas do sistema.
E como ficam as vitimas desse infrator? Pois os direitos humanos nunca estão do
lado das vítimas.
Um amigo me falou que realmente os direitos humanos
realmente surgiram para defender os infratores e não as vítimas dos mesmos.
Então esse nome tem que mudar no lugar de “humanos” colocam “infratores”. Se
tem esse título a ideia é para defender todos. Pois por acaso a vítima deixa de
ser humana e o infrator passa a ser humano quando comete um crime?
Esse tal de direitos humanos só teria credibilidade de também
defendesse vítimas e apoiasse familiares das vítimas, mas só defende
infratores. Então mude o nome para direito dos infratores.
Joabson João
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Cuba usou Porto de Mariel, financiado pelo Brasil, para vender armas à Coreia do Norte
Por
Gabriel Castro, na VEJA.com. Volto no próximo post.
A construção do Porto de Mariel, em Cuba, ganhou o noticiário nos últimos meses porque o governo brasileiro concedeu, via BNDES, um empréstimo de 682 milhões de dólares à ditadura cubana para assegurar a obra – dois terços do valor total estimado para o porto. Além disso, os detalhes da transação foram estranhamente mantidos em sigilo. Em janeiro deste ano, a presidente Dilma Rousseff esteve na ilha dos irmãos Castro para a inauguração oficial do terminal portuário.
A construção do Porto de Mariel, em Cuba, ganhou o noticiário nos últimos meses porque o governo brasileiro concedeu, via BNDES, um empréstimo de 682 milhões de dólares à ditadura cubana para assegurar a obra – dois terços do valor total estimado para o porto. Além disso, os detalhes da transação foram estranhamente mantidos em sigilo. Em janeiro deste ano, a presidente Dilma Rousseff esteve na ilha dos irmãos Castro para a inauguração oficial do terminal portuário.
Mas
a história não acaba aí: um relatório elaborado por um painel de especialistas
do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que Cuba
utilizou o Porto de Mariel para abastecer com 240 toneladas de armamento um navio
norte-coreano, em descumprimento a sanções internacionais contra o regime
autoritário da Coreia do Norte. A operação, realizada há menos de um ano,
fracassou porque a carga secreta foi descoberta por autoridades do Panamá, já
no caminho de volta à Ásia.
Por
causa do flagrante, foi possível encontrar os registros de navegação e
reconstituir a rota do navio: em 4 de junho, o cargueiro Chong Chon Gang parou
em Havana, onde descarregou rodas automotivas e outros produtos industriais. Em
20 de junho, o navio aportou secretamente em Mariel. Lá, o material bélico foi
embarcado. Em 22 de junho, o Chong Chon Gang chegou a Puerto Padre, onde
recebeu a carga de açúcar que seria usada na tentativa de esconder o armamento.
A
maior parte da carga era formada por componentes que seriam usados em mísseis
terra-ar, dos modelos C-75 Volga e C-125 Pechora. Dois caças MiG-21,
desmontados, estavam no carregamento. Muita munição foi encontrada. Também
havia lançadores de mísseis, peças de radares, antenas, transmissores e geradores
de energia. Para diminuir os riscos, parte do material enviado recebeu uma nova
mão de tinta: os containers perderam a cor verde, indicativa da carga militar,
e foram pintados de azul.
Entre
os fatos que chamaram a atenção dos investigadores, aparece justamente a
escolha pelo Porto de Mariel: o relatório cita que a opção, em detrimento de
Havana e Puerto Padre, é mais uma prova das más intenções de cubanos e
norte-coreanos. “A carga foi aceita pelo navio sem os documentos básicos de
envio, recibos de carregamento, relatórios de carregamento e relatórios de
inspeção de carga”, diz o texto da ONU. O navio Chon Chong Gang trazia uma
declaração falsa de que carregava apenas açúcar-mascavo. E, na lista de portos
pelos quais a embarcação passou, não há referência a Mariel.
Os
dois governos admitem que Cuba estava enviando as armas para a Coreia do Norte,
mas alegam que o material passaria por reparos e seria devolvido à ilha dos
irmãos Castro. O painel da ONU não se convenceu: o fato de a carga estar
escondida se soma a orientações por escrito, encontradas a bordo, orientando a
tripulação a preparar uma declaração falsa e enganar as autoridades do Panamá.
O relatório fala em “clara e consciente intenção de burlar as resoluções”.
As
sanções que proíbem a venda de armas para a Coreia do Norte são consequência da
insistência do regime comunista em manter seu projeto nuclear, inclusive para
fins militares.
Por Reinaldo Azevedo
sexta-feira, 11 de abril de 2014
A ditadura era tão má quanto falam?
Muitas pessoas
só falam do lado mau da Ditadura Militar.
Mas vamos
fazer uma análise:
Quem viveu na
época da Ditadura Militar sabe que a educação pública, a saúde e a segurança
realmente funcionavam. Tinham seus problemas, mas com rigor e uma forma menos
ruinosa que atualmente. E nessa “democracia atual” alguém vê esses serviços
funcionarem perfeitamente? Se alguém quer algo de qualidade além de pagar os
seus impostos tem que pagar os três por fora (escola privada para seus filhos,
plano de saúde e segurança privada).
Os militares
construíram hidrelétricos e estradas que ainda hoje se mantem. Temos hoje apagões em algumas partes do País.
Imaginem se elas não tivessem sido construídas.
Em 10 anos o governo atual quebrou a
Petrobras, isso significa que ela era uma grande empresa da época dos
militares. Se ela fosse uma empresa pequena já teria quebrado em menos tempo.
Outra coisa
que os defensores dessa “democracia” falam é que hoje temos liberdade de expressão.
Será que temos mesmo? Vejamos: Em 21 anos de governo Militar foram mortos 25
jornalistas (*) e em 10 anos de governo foram mortos pelo menos 600 jornalistas
(**). Também vemos o enorme interesse do governo no Marco Civil. Por que será?
Além das mortes
dos jornalistas em 10 anos, temos exemplos atualmente de jornalistas que foram
punidos por falarem a verdade em relação ao governo.
Os defensores
dessa “democracia” falam que na época da ditadura não tinha liberdade de
expressão, mas se for analisar tinha sim. Pois material comunista e socialista
circulava sem nenhum problema na época da ditadura um exemplo que podemos citar
é o Jornal “ O Pasquim” que era um dos maiores panfletos comunistas tiveram seu
auge na época da ditadura o que era realmente reprimido era material com
conteúdo nazista.
Realmente
existia um comitê de censura, mas para censurar palavrões e coisas muitas
descaradas.
Deixo uma
pergunta aos defensores dessa “democracia”: qual a diferença dessa “democracia”
para a ditadura militar?
Joabson João
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