Radio Evangélica

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Caixa libera abono do PIS/Pasep para nascidos em janeiro

Calendário de pagamento segue mês de nascimento

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Cerca de 1,8 milhão de trabalhadores com carteira assinada nascidos em janeiro podem sacar, a partir desta segunda-feira (17), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2025 (ano-base 2023). A quantia está disponível no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e no Portal Gov.br.

Ao todo, a Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 2,1 bilhões neste mês. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador. Os pagamentos ocorrem de 17 de fevereiro a 15 de agosto.

Neste ano, R$ 30,7 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2025 será pago a 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, cerca de 22 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão o PIS e 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep.

O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal e o Pasep, pelo Banco do Brasil. Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento. O saque começará nas datas de liberação dos lotes e acabará em 29 de dezembro de 2025. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho.

Calendário de pagamento

Nascidos em

Recebem a partir de

Janeiro

17 de fevereiro

Fevereiro

17 de março

Março e Abril

15 de abril

Maio e Junho

15 de maio

Julho e Agosto

16 de junho

Setembro e Outubro

15 de julho

Novembro e Dezembro

15 de agosto

Quem tem direito

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2023. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 126,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.518.

Pagamento

Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento.

Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser feito com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento.

O pagamento do abono do Pasep ocorre por meio de crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode fazer a transferência por TED para conta de sua titularidade em terminais de autoatendimento, no portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante apresentação de documento oficial de identidade.

Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada.

 

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Desemprego no Brasil atinge 6,6% em 2024, menor taxa anual desde 2012

A taxa de desocupação manteve estabilidade no último trimestre do ano e apresentou recuo de 1,2 ponto percentual em relação a 2023, segundo o IBGE

Divulgação
A taxa de desocupação no Brasil no quarto trimestre de 2024 foi de 6,2%, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior (6,4%), segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação com o mesmo período de 2023, o índice caiu 1,2 ponto percentual (p.p.), quando estava em 7,4%.

A taxa média anual de desocupação em 2024 foi de 6,6%, representando uma redução em relação ao índice registrado em 2023 (7,8%). Esse é o menor percentual da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Disparidades regionais

As maiores taxas médias de desocupação em 2024 foram observadas na Bahia e em Pernambuco, ambos com 10,8%, seguidos pelo Distrito Federal (9,6%) e pelo Rio de Janeiro (9,3%). Já os estados com as menores taxas de desemprego foram Mato Grosso (2,6%), Santa Catarina (2,9%) e Rondônia (3,3%).


Em 14 estados, a taxa de desocupação média anual foi a menor já registrada desde o início da série histórica. Entre eles estão Acre (6,4%), Amazonas (8,4%), Maranhão (7,1%), Ceará (7,0%), São Paulo (6,2%) e Minas Gerais (5,0%).

Subutilização e informalidade

A taxa média anual de subutilização da força de trabalho ficou em 16,2% em 2024. O Piauí registrou a maior taxa (32,7%), seguido por Bahia (28,9%) e Alagoas (26,4%). Por outro lado, Santa Catarina (5,5%), Rondônia (7,0%) e Mato Grosso (7,7%) apresentaram os menores índices.


A informalidade, que mede o percentual de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, empregadores e trabalhadores por conta própria sem CNPJ, atingiu 39,0% da população ocupada em 2024. O Pará teve a maior taxa (58,1%), seguido pelo Piauí (56,6%) e pelo Maranhão (55,3%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,6%) e São Paulo (31,1%).


Rendimento e nível de ocupação

O rendimento real habitual médio da população ocupada no Brasil em 2024 foi de R$ 3.225. As maiores médias salariais foram registradas no Distrito Federal (R$ 5.043), em São Paulo (R$ 3.907) e no Paraná (R$ 3.758). Já os menores rendimentos médios ficaram com Maranhão (R$ 2.049), Ceará (R$ 2.071) e Bahia (R$ 2.165).


O nível de ocupação médio anual no país chegou a 58,6%. Os estados com os maiores percentuais foram Mato Grosso (68,4%), Santa Catarina (67,0%) e Goiás (65,3%), enquanto os menores índices foram registrados no Maranhão (47,3%), Acre e Ceará (ambos com 48,7%) e Alagoas (48,8%).


Com esses dados, o IBGE destaca que, apesar das variações regionais, o mercado de trabalho brasileiro manteve a tendência de recuperação em 2024, consolidando-se como o ano de menor taxa de desocupação desde o início da série histórica.

Taxa de desemprego no Brasil se mantém estável no 4º trimestre de 2024

Dados do IBGE mostram redução anual e diferenças regionais na desocupação

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A taxa de desocupação do Brasil no quarto trimestre de 2024 foi de 6,2%, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior (6,4%), mas apresentando uma queda de 1,2 ponto percentual na comparação anual com o mesmo período de 2023 (7,4%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Regionalmente, a taxa de desemprego caiu no Paraná (0,7 p.p.), em Minas Gerais (0,7 p.p.) e no Rio Grande do Sul (0,6 p.p.), enquanto se manteve estável nas demais unidades da federação. As maiores taxas foram registradas em Pernambuco (10,2%), Bahia (9,9%) e Distrito Federal (9,1%), ao passo que as menores ocorreram em Mato Grosso (2,5%), Santa Catarina (2,7%) e Rondônia (2,8%).

A desigualdade de gênero também foi evidenciada nos dados: a taxa de desocupação foi de 5,1% entre os homens e de 7,6% entre as mulheres. Por critério racial, a desocupação foi menor entre os brancos (4,9%) e maior entre os negros (7,5%) e pardos (7,0%).

No quesito escolaridade, as taxas de desocupação foram mais altas entre aqueles com ensino médio incompleto (10,3%), enquanto os profissionais com ensino superior completo registraram a menor taxa (3,3%). Para aqueles com nível superior incompleto, o índice ficou em 6,6%.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que engloba desempregados, subocupados e a força de trabalho potencial, foi de 15,2% no trimestre. O Piauí liderou com 31,7%, seguido por Bahia (28,8%) e Alagoas (26,6%). No extremo oposto, Santa Catarina (4,8%), Mato Grosso (7,0%) e Rondônia (7,4%) registraram os menores índices.

O percentual de trabalhadores por conta própria foi de 25,1% da população ocupada. Rondônia teve o maior percentual (34,9%), seguido por Maranhão (32,0%) e Amazonas (31,6%). Já os menores percentuais foram registrados no Distrito Federal (19,1%), Tocantins (20,2%) e Mato Grosso do Sul (21,3%).

A informalidade segue como um desafio no mercado de trabalho. No Brasil, a taxa foi de 38,6%, com os maiores índices no Pará (57,6%), Maranhão (56,8%) e Piauí (54,9%). As menores taxas foram verificadas em Santa Catarina (25,6%), Distrito Federal (29,0%) e São Paulo (30,3%).

O levantamento também mostrou uma redução significativa no número de brasileiros buscando emprego há dois anos ou mais. Esse contingente caiu 24,1% em relação ao mesmo período de 2023, passando de 1,8 milhão para 1,4 milhão de pessoas.

A taxa de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 73,4%. Os estados com os maiores percentuais foram Santa Catarina (87,9%), São Paulo (81,2%) e Rio Grande do Sul (79,9%). No outro extremo, Piauí (50,9%), Maranhão (52,3%) e Pará (54,4%) tiveram os menores índices.

O rendimento médio real mensal da população ocupada foi estimado em R$ 3.315, apresentando leve crescimento em relação ao trimestre anterior (R$ 3.268) e ao mesmo período de 2023 (R$ 3.178). A Região Sul foi a única a apresentar crescimento significativo nesse indicador.

Os dados reforçam a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro, mas também evidenciam disparidades regionais e estruturais que ainda precisam ser endereçadas.

Fontes: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Câmara dos Deputados criará comissão para voto distrital misto

Presidente da Casa, Hugo Motta, anuncia instalação após definição das comissões permanentes

Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a criação da comissão especial para discutir a implementação do voto distrital misto ocorrerá após a definição das comissões permanentes da Casa. A proposta abrange as eleições para deputados federais, distritais, estaduais e vereadores.

A comissão analisará o Projeto de Lei 9212/17, já aprovado no Senado e enviado à Câmara. O texto prevê que o eleitor vote diretamente em um candidato para representar seu distrito (sistema distrital) e também em um partido de sua preferência (sistema proporcional). Projetos que envolvem a competência de mais de quatro comissões são avaliados por comissões especiais.

Comissões após o carnaval

Sobre as comissões permanentes, Motta informou que os líderes partidários estão discutindo a distribuição dos colegiados e a instalação deve ocorrer no início de março. “Sempre há disputas pelas comissões mais importantes, mas esperamos resolver isso nos próximos dias”, declarou. A distribuição segue o princípio da proporcionalidade partidária.

Encontro com Lula e parcelamento de dívidas

Antes da reunião de líderes, Hugo Motta comentou sobre seu encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando um compromisso de diálogo contínuo. Além disso, afirmou que a comissão especial para analisar a PEC 66/23, que permite o parcelamento de dívidas municipais com a Previdência Social, será instalada em breve.

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que há consenso sobre a PEC. “Foi um compromisso assumido entre os presidentes Lula e Hugo Motta”, reforçou.

Pautas prioritárias

Hugo Motta pediu que os líderes partidários apresentassem propostas de interesse de suas bancadas. O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), defendeu a votação do PL 2583/20, que concede incentivos à indústria brasileira de equipamentos médico-hospitalares.

Farias também mencionou a inclusão na pauta do PL 769/24, que cria 160 funções comissionadas nos gabinetes de ministros do STF. Segundo ele, a proposta não enfrentará resistência, pois trata da organização interna do Poder Judiciário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Brasil rumo a recorde histórico na produção de grãos em 2024/25

Expansão da área cultivada e aumento da produtividade impulsionam safra brasileira

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Os produtores e produtoras brasileiros estão a caminho de colher uma safra histórica em 2024/25. De acordo com o 5º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é de que o Brasil produza 325,7 milhões de toneladas de grãos. O volume representa um crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior e, se confirmado, será o maior da série histórica.

O resultado se deve tanto ao aumento de 2,1% na área cultivada, estimada em 81,6 milhões de hectares, quanto à recuperação da produtividade das lavouras, que deve crescer 7,1%, alcançando 3.990 quilos por hectare. Entre os destaques da safra, estão o milho, a soja, o arroz e o algodão.

Milho

Crescimento Expressivo na Produção A produção de milho deve atingir 122 milhões de toneladas, um aumento de 5,5% sobre o ciclo anterior. A primeira safra já tem 13,3% da área colhida, apesar da redução de 6,6% na área semeada. A queda foi compensada por um crescimento de 9,9% na produtividade, resultando em uma projeção de 23,6 milhões de toneladas. Na segunda safra, a semeadura já cobre 18,8% da área prevista, com expectativa de crescimento de 6,4% na produção, alcançando 96 milhões de toneladas.

Soja

Condições Climáticas Impulsionam Produção A soja também registra avanço significativo, com produção estimada em 166 milhões de toneladas, 18,3 milhões a mais que na safra anterior. A colheita já alcança 14,8% da área plantada. O bom desempenho se deve à ampliação da área cultivada e à recuperação da produtividade, favorecida pelo clima, especialmente no Paraná, Santa Catarina e no Centro-Oeste, exceto Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, que enfrentaram restrição hídrica.

Arroz e Feijão

Expectativa Positiva A área plantada com arroz deve atingir 1,7 milhão de hectares, 6,4% acima do ciclo anterior, com previsão de colheita de 11,8 milhões de toneladas, aumento de 11,4%. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, há preocupação com a seca e altas temperaturas, mas sem impacto significativo na produtividade.

O feijão também apresenta crescimento. Com a primeira safra já 47% colhida, a projeção é de 3,3 milhões de toneladas somando as três safras anuais. A segunda safra está no início do plantio, com previsão de 1,46 milhão de toneladas, enquanto a terceira deve render 778,9 mil toneladas.

Algodão e Trigo

Recordes e Boas Perspectivas A área destinada ao algodão crescerá 4,8%, chegando a 2 milhões de hectares. A estimativa é de uma produção recorde de 3,8 milhões de toneladas de pluma. Já para o trigo, principal cultura de inverno, a previsão é de 9,1 milhões de toneladas, com plantio começando em abril no Paraná e maio no Rio Grande do Sul.

Mercado e Exportações

A demanda interna de milho foi ajustada para 86,9 milhões de toneladas, o que pode reduzir ligeiramente as exportações do cereal para 34 milhões de toneladas. No caso do arroz, a produção mais elevada permitirá abastecimento doméstico e exportação de até 2 milhões de toneladas.

Os dados completos estão disponíveis no boletim do 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, publicado no Portal da Conab.

Comércio varejista tem queda de 0,1% em dezembro, mas fecha 2024 com alta de 4,7%

Apesar da retração no último mês do ano, setor registrou crescimento anual, atingindo o melhor desempenho desde 2012

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O volume de vendas do comércio varejista nacional apresentou uma leve queda de 0,1% em dezembro de 2024, na comparação com novembro, segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média móvel trimestral ficou estável, sem variação (0,0%).

Apesar da leve retração mensal, o setor encerrou o ano com um crescimento acumulado de 4,7%, o melhor resultado desde 2012, quando houve um aumento de 8,4%. Em relação a dezembro de 2023, o crescimento do varejo foi de 2,0%.

No comércio varejista ampliado, que inclui segmentos como veículos, motos, partes e peças, materiais de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 1,1% em dezembro, enquanto a média móvel trimestral registrou uma queda de 0,7%. No acumulado do ano, o crescimento foi de 4,1%.

Setores em Queda e em Alta

Na passagem de novembro para dezembro de 2024, cinco dos oito segmentos pesquisados pelo IBGE apresentaram retração, entre eles: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-3,3%), Combustíveis e lubrificantes (-3,1%), Tecidos, vestuário e calçados (-1,7%) e Hiper e supermercados (-0,4%).

Por outro lado, os setores que apresentaram crescimento em dezembro foram Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,6%), Móveis e eletrodomésticos (0,7%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,8%).

Na comparação anual, quatro setores tiveram desempenhos positivos: Móveis e eletrodomésticos (10,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,7%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (9,6%) e Tecidos, vestuário e calçados (3,4%).

Por outro lado, Hiper e supermercados (-0,8%), Combustíveis e lubrificantes (-1,7%), Equipamentos de informática e comunicação (-2,2%) e Livros, jornais e papelaria (-3,9%) registraram quedas no volume de vendas.

Perspectivas para 2025

O desempenho positivo do varejo em 2024 reflete uma recuperação consistente do setor após os desafios enfrentados nos anos anteriores. Para 2025, especialistas apontam que fatores como inflação, taxa de juros e consumo das famílias serão determinantes para a continuidade do crescimento do setor.

As expectativas são de um início de ano com oscilações, mas com tendência de estabilização e crescimento moderado ao longo dos próximos meses.

IBGE: Produção de grãos deve crescer 11,1% em 2025 e atingir 325,3 milhões de toneladas

Setor agropecuário registra alta na produção, impulsionado por soja, milho e arroz

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A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 325,3 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 11,1% em relação à safra de 2024, que totalizou 292,7 milhões de toneladas. O aumento é equivalente a 32,6 milhões de toneladas e também representa um acréscimo de 0,8% (2,7 milhões de toneladas) em relação à estimativa divulgada em dezembro de 2024. A área a ser colhida também cresceu, chegando a 80,9 milhões de hectares, 2,4% maior que no ano anterior.

Os três principais produtos do setor continuam sendo a soja, o milho e o arroz, que juntos representam 92,9% da produção estimada e 87,5% da área colhida. Destaque para a soja, com previsão de 166,5 milhões de toneladas, e para o milho, cuja projeção é de 124,1 milhões de toneladas, divididos entre a primeira safra (25,2 milhões de toneladas) e a segunda safra (98,9 milhões de toneladas). A produção de arroz deve atingir 11,5 milhões de toneladas.

Entre as regiões do país, a Centro-Oeste segue liderando a produção nacional de grãos, com 48,9% do total, seguida pelo Sul (27,8%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,7%) e Norte (5,8%). Mato Grosso permanece como o maior produtor do Brasil, com 29,7% da produção total, seguido pelo Paraná (13,4%) e Rio Grande do Sul (12,4%).

 

O setor também registrou crescimento na produção de algodão herbáceo (1,6%), arroz (8,3%), feijão (10,9%), soja (14,9%) e milho (8,2%). Por outro lado, houve uma redução de 3,3% na produção de trigo.

Os dados indicam que 2025 deve ser um ano promissor para a produção agropecuária no Brasil, impulsionada por boas condições climáticas e pelo avanço tecnológico no campo.

 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Serviços recuam 0,5% em dezembro e fecham 2024 com crescimento acumulado de 3,1%

Setor de serviços registra segunda queda consecutiva, mas encerra o ano com expansão

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O volume de serviços no Brasil apresentou uma queda de 0,5% em dezembro de 2024 em relação ao mês anterior, conforme a série com ajuste sazonal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o segundo resultado negativo seguido, acumulando uma retração de 1,9% nos dois últimos meses do ano. Apesar da desaceleração no fim do período, o setor fechou o ano com um crescimento acumulado de 3,1% frente a 2023, consolidando quatro anos consecutivos de expansão.

Na comparação com dezembro de 2023, o volume de serviços cresceu 2,4%, registrando o nono resultado positivo consecutivo. Já no indicador acumulado dos últimos 12 meses, o setor intensificou o ritmo de crescimento, atingindo 3,1%, a taxa mais elevada desde novembro de 2023 (3,5%).

Destaques setoriais

Três das cinco atividades analisadas pelo IBGE registraram queda em dezembro. O setor de "outros serviços" teve a maior retração, com -4,2%, a pior desde janeiro de 2023. Também apresentaram queda os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,7%) e informação e comunicação (-0,7%).

Por outro lado, os serviços prestados às famílias registraram um crescimento de 0,8%, acumulando alta de 7,8% entre maio e dezembro. O setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios teve leve alta de 0,1% no período.

Desempenho regional

A retração no setor de serviços foi verificada em 17 das 27 unidades da federação. As principais quedas foram registradas em Mato Grosso (-11,8%), Santa Catarina (-5,2%) e São Paulo (-0,7%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (1,2%) e Pernambuco (2,5%) foram os estados que mais contribuíram positivamente.

Na comparação anual, 20 estados registraram crescimento no volume de serviços, com destaque para São Paulo (2,8%), Rio de Janeiro (6,7%) e Minas Gerais (3,6%). Por outro lado, Mato Grosso (-22,9%) e Rio Grande do Sul (-7,5%) lideraram as perdas.

Atividades turísticas seguem em alta

O índice de atividades turísticas cresceu 2,8% em dezembro, após uma queda de 1,3% em novembro. No acumulado do ano, a expansão foi de 3,5%, atingindo um patamar 14,6% acima do observado em fevereiro de 2020, antes da pandemia. O crescimento do turismo foi impulsionado, principalmente, por São Paulo (4,1%), Rio de Janeiro (1,4%) e Pará (9,2%).

Apesar das recentes quedas, o setor de serviços ainda se encontra 15,6% acima do nível pré-pandemia, demonstrando resiliência e tendência de crescimento para 2025.

 

Fabricantes de aço defendem restabelecimento de acordo de 2018

EUA estabeleceram tarifa de 25% sobre importações do produto

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O Instituto Aço Brasil (IAB), que representa fabricantes de aço brasileiras, defendeu a abertura de diálogo entre o Brasil e os Estados Unidos para se chegar a um acordo sobre o aumento da tarifa para 25% sobre as importações de aço e alumínio pelos EUA.    

Em nota nesta terça-feira (11), o instituto defendeu o restabelecimento do acordo de 2018 feito entre os países após os Estados Unidos terem aumentado para 25%, na época, as tarifas de importação sobre o produto brasileiro. 

“O Instituto Aço Brasil e empresas associadas estão confiantes na abertura de diálogo entre os governos dos dois países, de forma a restabelecer o fluxo de produtos de aço para os Estados Unidos nas bases acordadas em 2018, em razão da parceria ao longo de muitos anos e por entender que a taxação de 25% sobre os produtos de aço brasileiros não será benéfica para ambas as partes”, disse o IAB.

Em 2018, os governos de Estados Unidos e Brasil negociaram o estabelecimento de cotas de exportação para o mercado norte-americano de 3,5 milhões de toneladas de semiacabados e placas e de 687 mil toneladas de laminados. 

O IAB lembra ainda que os Estados Unidos e o Brasil detêm parceria comercial de longa data, historicamente favorável aos EUA. 

“Considerando, especificamente, o comércio dos principais itens da cadeia do aço – carvão, aço e máquinas e equipamentos – Estados Unidos e Brasil detêm uma corrente de comércio de US$ 7,6 bilhões, sendo os Estados Unidos superavitários em US$ 3 bilhões”, diz a nota.

Alumínio

A Associação Brasileira do Alumínio (Abal), que representa as fabricantes brasileiras do produto, manifestou preocupação com os impactos das novas tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, que pretende impor um acréscimo de 25% sobre as importações de alumínio. A entidade ressaltou que ainda não tem clareza se a nova tarifa substituirá a sobretaxa já existente de 10% ou se será adicionada a ela, resultando em uma tarifa total de 35%. 

De acordo com a Abal, os efeitos imediatos para o Brasil serão sentidos primeiramente nas exportações e na dificuldade de acesso dos produtos brasileiros ao mercado estadunidense.

“Apesar de os produtos de alumínio brasileiros terem plena condição de competir em mercados altamente exigentes como o americano, seja pelo aspecto da qualidade ou da sustentabilidade, nossos produtos se tornarão significativamente menos atrativos comercialmente devido à nova sobretaxa”, explica a entidade, em nota.

A Abal enfatizou ainda que, além dos impactos na balança comercial, poderão ocorrer efeitos indiretos associados ao aumento da “exposição do Brasil aos desvios de comércio e à concorrência desleal”. 

“Produtos de outras origens que perderem acesso ao mercado americano buscarão novos destinos, incluindo o Brasil, podendo gerar uma saturação do mercado interno de produtos a preços desleais”, alerta.

As fabricantes de alumínio defenderam ainda a ampliação das discussões sobre o fortalecimento dos instrumentos de defesa comercial e a recalibração da política tarifária nacional, “de forma a corrigir distorções no mercado para proteger a indústria nacional contra a concorrência desleal e os impactos adversos provenientes dessa nova reconfiguração internacional”. 

Minas Gerais

Um dos principais exportadores de produtos siderúrgicos, Minas Gerais poderá ser um dos estados mais afetados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) disse acompanhar com atenção os desdobramentos sobre a taxação de 25% nas exportações brasileiras de aço e alumínio aos EUA. A entidade ressalvou, no entanto, que, por se tratar de uma taxação aplicada a todas as economias e não exclusivamente ao Brasil, o cenário poderia colocar os países em condições de concorrência mais equilibradas. 

Em nota, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, disse ter a expectativa de que o Brasil obtenha uma vantagem competitiva, "uma vez que a indústria brasileira complementa a americana”.

“Grande parte das nossas exportações são de produtos semielaborados, que passam por processos de industrialização em empresas norte-americanas, muitas delas coligadas à companhias brasileiras. Isso pode ser um fator favorável para que o Brasil não saia machucado dessa situação”, disse.

São Paulo

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) disse lamentar a decisão dos Estados Unidos e destacou que a medida afeta diretamente os exportadores brasileiros, que forneceram 15% do valor importado em produtos siderúrgicos aos EUA em 2024.

“O Brasil está longe de ser uma ameaça comercial para os Estados Unidos: nas últimas duas décadas, os norte-americanos registraram superávits comerciais com o Brasil em 16 oportunidades”, disse em nota.

A federação ressaltou que muitos produtos estadunidenses importados pelo Brasil, como máquinas e equipamentos, utilizam-se de regimes especiais de redução tarifária, “que facilitam o acesso do exportador ao nosso mercado por meio de alíquotas zero ou próximas disso”.

“Por isso, a Fiesp confia que as bases deste relacionamento histórico sejam suficientes para que uma solução rápida seja encontrada, com base nas regras internacionais de comércio, e em benefício das indústrias tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos”.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

SINAPI registra alta de 0,51% em janeiro, impulsionado pelo aumento na mão de obra

Índice Nacional da Construção Civil apresenta maior variação no início de 2025 em comparação ao ano anterior

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O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) registrou variação de 0,51% em janeiro de 2025, ficando 0,30 ponto percentual abaixo da taxa de dezembro (0,21%). Apesar da queda em relação ao último mês de 2024, o índice iniciou o ano em um patamar mais elevado do que o registrado no mesmo período do ano passado, com alta de 0,32 ponto percentual em relação a janeiro de 2024 (0,19%). No acumulado dos últimos doze meses, a inflação no setor atingiu 4,31%, superando os 3,98% registrados nos doze meses anteriores.

O custo médio nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.790,66 em dezembro para R$ 1.799,82 em janeiro. Deste valor, R$ 1.036,80 correspondem aos materiais de construção e R$ 763,02 à mão de obra.

Materiais registram leve alta, enquanto mão de obra dispara

A variação da parcela dos materiais foi de 0,18% em janeiro, representando uma queda de 0,15 ponto percentual em comparação com dezembro (0,33%). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve leve alta de 0,04 ponto percentual (0,14% em janeiro de 2024).

Já a mão de obra apresentou alta significativa de 0,97%, impulsionada pelo reajuste no valor do salário-mínimo. A variação mensal foi 0,91 ponto percentual superior à de dezembro (0,06%). Na comparação com janeiro de 2024 (0,27%), o aumento foi ainda mais expressivo, totalizando 0,70 ponto percentual. No acumulado de doze meses, a parcela dos materiais subiu 3,36%, enquanto a mão de obra registrou uma elevação de 5,63%.

Nordeste lidera alta entre as regiões

A Região Nordeste registrou a maior variação mensal do país, com alta de 0,61%. O destaque foi o estado do Piauí, que apresentou a maior elevação regional, 2,07%, impulsionado por reajustes nas categorias profissionais. As demais regiões tiveram os seguintes desempenhos: Norte (0,48%), Sudeste (0,55%), Sul (0,38%) e Centro-Oeste (0,30%).

Amapá lidera crescimento entre os estados

O Amapá foi o estado com a maior alta do país em janeiro, registrando 2,89%. O aumento ocorreu tanto na parcela dos materiais quanto na mão de obra, consolidando-se como o maior crescimento estadual no início do ano.

Perspectivas para o setor

Com o reajuste do salário-mínimo e possíveis aumentos nos custos de insumos, o setor da construção civil segue atento aos desdobramentos da economia em 2025. O desempenho do SINAPI nos próximos meses poderá indicar se o setor enfrentará uma pressão inflacionária contínua ou se haverá uma estabilização nos custos de materiais e mão de obra ao longo do ano.